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Linguagem e Persuasão
Linguageme persuasão são elementos que caminham
lado a lado. Normalmente associamos a ideia de
persuasão à ideia de convencimento. Quando alguém
tenta nos persuadir, temos a impressão de que a
intenção que essa pessoa assume é a de nos convencer
sobre algo. Contudo, a persuasão extrapola o simples
ato de convencer: o ato de persuadir está intimamente
associado a um discurso ideológico, subjetivo e
temporal, encontrado nos discursos políticos, religiosos,
na propaganda e em outros tipos de textos que
interferem diretamente em nossa vontade, ainda que de
maneira discreta e gradual.
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Linguagem e Persuasão
Linguageme Persuasão
A construção da linguagem persuasiva ocorre de
acordo com alguns recursos amplamente
empregados, especialmente nos anúncios
publicitários:
•Emprego de figuras de linguagem como
comparações, metáforas, hipérboles e
eufemismos;
•Uso do modo imperativo nos verbos;
•Alusão ao mundo conhecido do público-alvo em
uma tentativa de aproximar a linguagem ao
destinatário da mensagem;
•Emprego de trocadilhos e jogos de palavras.
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Linguagem e Persuasão
Linguageme Persuasão
Vale ressaltar que persuadir nem sempre é
sinônimo de convencimento por meio de um
argumento de força — aquele que impõe uma
ideia, impedindo relações dialógicas com o
interlocutor. A persuasão também pode utilizar
argumentos que visem a bons objetivos, como
as propagandas institucionais, como
campanhas de vacinação ou outras cujos
objetivos sejam criar na população uma
atitude mais reflexiva e responsável.
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Persuasão e Retórica
Persuasãoe Retórica
Conceito
Persuasão –É o emprego de argumentos, legítimos
e não legítimos, com o propósito de se conseguir
que outros indivíduos adotem certas linhas de
conduta, teorias ou crenças.
Retórica –É a arte de bem falar, mediante o uso de
todos os recursos da linguagem para atrair e manter
a atenção e o interesse do auditório para informá-lo,
instruí-lo e principalmente persuadi-lo das teses ou
dos pontos de vista que o orador pretende
transmitir.
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Nasceu na Sicília,em meados dos séc. V a.C.
A arte da retórica foi sistematizada por Aristóteles
(384-322 a.C.) no tratado Tekne rhetorike (Arte
retórica), em que recomenda como qualidades
máximas para o estilo a clareza e a adequação dos
meios de expressão ao assunto e ao momento do
discurso.
Em Roma, houve também muitos estudiosos da arte
de falar em público. Citam-se Catão, Cícero e Júlio
César.
Persuasão e Retórica
Persuasão e Retórica
Histórico
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Na primeira metadedo século XX, em razão do
abuso tradicional das regras da Retórica, esta
ganhou o sentido pejorativo de arte de falar bem
mas sem conteúdo.
Nos últimos anos, mercê do progresso
experimentado pelos estudos linguísticos, a
Retórica voltou à ordem do dia, porém numa nova
acepção: a expressão do pensamento estético
através da palavra escrita.
Persuasão e Retórica
Persuasão e Retórica
Histórico
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Convencer - Tecnicamentedenota persuadir a mente
através de provas lógicas: indutivas (exemplos) ou
dedutivas (argumentos).
Comover - Pela excitação da afetividade, a vontade
arrasta o intelecto a aderir ao ponto de vista do orador.
Ethos (moral) é usar um grau de intensidade mais suave.
Movere (mover) é intensidade mais violenta,
correspondendo ao pathos (paixão).
Agradar – Corresponde na terminologia latina a “placere” =
agradar. Delectare (deleitar) é a persuasão no domínio
afetivo.
Persuasão
Persuasão
Os Três Gêneros da Persuasão
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Na propaganda, arepetição tem a incumbência
de estimular o desejo de compra no
consumidor.
A repetição, conhecida como lavagem
cerebral, deve ser evitada pelo orador
consciente.
O correto é o orador ter ligação com a verdade
dos fatos.
Persuasão e Retórica
Persuasão e Retórica
As Repetições
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Para haver persuasão,qualquer que
seja o discurso, é preciso haver
credibilidade.
Deve-se, entretanto, distinguir a
credibilidade da matéria em si da
credibilidade atingida graças à
habilidade do orador.
Persuasão
Persuasão
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Na Antiguidade clássica,a palavra retórica era usada
exclusivamente para a disseminação da verdade.
No decurso do tempo, acabamos exercitando mais a
forma do que o conteúdo, o que nos propiciou maior
preocupação com o malabarismo da voz e dos gestos
do que com o tema em si mesmo.
Observe a propaganda política dos nossos dias:
promete-se além daquilo que se pode cumprir;
enfatiza-se o lado emotivo; cria-se um salvador da
pátria.
Persuasão e o sentido pejorativo
Persuasão e o sentido pejorativo
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O grupoterá no máximo 10 minutos para resolver o problema.
O caso é o seguinte: Suponha que vocês estão em um avião e
viajando para um período de férias. No entanto, acontece um acidente
e vocês são os únicos sobreviventes em um bote salva-vidas que está
prestes a afundar pelo o peso.
A poucos quilômetros vocês veem uma ilha deserta, onde se pode
chegar esvaziando o bote.
Serão 12 objetos que deverão ser ordenados por prioridade.
Peça para que os grupos realizem a classificação, primeiro
individualmente e depois discutam a ordem de prioridade dos objetos
até chegar a um consenso.
Importante: Em determinado momento poderá ser solicitado que fique
apenas com os seis primeiros objetos.
Dinâmica para trabalho em equipe: A ilha deserta
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A lista éa seguinte:
5 pacotes de fraldas.
1 revólver sem munição.
20 litros de água potável.
1 maço de cigarros.
1 caixa registadora com dinheiro em diferentes moedas.
5 quilos de carvão.
Fio e ganchos.
Preservativos.
2 garrafas de Whisky.
Um pára-quedas que não tem as instruções.
1 isqueiro de ouro.
1 espelho.
Dinâmica para trabalho em equipe: A ilha deserta
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O mais importante:manter o que
permita sinalizar a aeronave, tal
como um espelho ou
um paraquedas; fazer fogo
(isqueiro, carvão), que lhes ajuda a
sobreviver (pesca, água), e aquilo
com o que possam ser curados
(álcool).
Dinâmica para trabalho em equipe: A ilha deserta
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Referências
ÁVILA, F. B.de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de
Janeiro: M.E.C., 1967.
ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. São Paulo: Encyclopaedia
Britannica, 1987.
PEREZ, Luana Castro Alves. "Linguagem e persuasão"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/linguagem-
persuasao.htm. Acesso em 01 de setembro de 2019.
POLIS - ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São
Paulo: Verbo, 1986.
REALE, Giovanni. O Saber dos Antigos: Terapia para os Dias Atuais.
Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 1999.
TRINGALE, D. Introdução à Retórica: A Retórica como Crítica Literária. São
Paulo: Duas Cidades, 1988.