Ciências Humanas e suas
Tecnologias - História
As bases políticas da
República Oligárquica
Algumas questões são necessárias para se
discutir a República das Oligarquias:
1. O que foi a República
Oligárquica?
2. Quais as bases políticas que
constituíram o período que se
refere à Primeira República ou
República Oligárquica?
Para melhor compreensão da estrutura
política da república oligárquica, é
necessário relacionar os fatores que
encaminharam a proclamação da
República.
A passagem do Império
para a República foi
quase um passeio. Os
vários grupos que
disputavam o poder
tinham interesses
diversos e divergiam em
suas concepções de como
organizar a República.
Fim da monarquia e proclamação da República
FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil,
2009, p.139
Imagem: Proclamação da República, 1893 / Benedito Calixto / Pinacoteca
Municipal de São Paulo / Domínio Público.
Muito mais do que uma simples troca de
chefes de Estado, a saída de um
marechal e a entrada de um cafeicultor
representavam uma mudança no
equilíbrio de forças no país. Com ela, o
poder saiu das forças políticas das
Forças Armadas e retornou às
oligarquias do Sudeste.
A consolidação da República
Os representantes políticos da classe dominante das
principais províncias defendiam a ideia da República
Federativa, que asseguraria um grau considerável de
autonomia às unidades regionais.
São Paulo Minas Gerais
Rio Grande do Sul
A República concretizou a autonomia estadual dando plena
expressão aos interesses de cada região. Isso se refletiu no plano
da política, na formação dos partidos republicanos restritos a
cada Estado. Controlados por uma elite reduzida, os partidos
republicanos decidiam os destinos da política nacional, fechando
os acordos para a indicação do candidato à presidência da
República.
Uma característica peculiar
da política brasileira durante
a República Oligárquica foi a
"Política dos Estados",
vulgarmente conhecida
como "política dos
governadores", instituída
governo de Campos Sales.
Imagem: O mapa do Brasil no ano do Centenário de Independência / Autor
Desconhecido / Digitalizado por Selma Silveira / Domínio Público.
Quem representava as oligarquias?
As oligarquias eram constituídas por grandes
proprietários de terra que exerciam o
monopólio do poder local. Este período da
história republicana é caracterizado pela
defesa dos interesses destes grupos,
particularmente da oligarquia cafeeira.
Os grupos oligárquicos vão garantir a
dominação política no país, através:
1. do coronelismo;
2.do voto do cabresto;
3.da política dos governadores e da política de
valorização do café.
Como esse tipo de política dominava uma
grande massa da população?
• No final do século XIX, existia uma grande massa de
analfabetos, num país essencialmente agrícola.
1. 80% da população livre era analfabeta.
2. 17% da população entre 6 e 15 anos frequentava
escolas.
3. Cerca de 22 mil alunos estavam matriculados em
colégios secundários.
4. 80% das pessoas se dedicavam às atividades
agrícolas; 13% aos serviços e 7% à indústria.
FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil, 2009, p.134,135.
Política oligárquica
Grande massa de analfabeto: massa de controle político e eleitoral
O poder político dos coronéis, voto de cabresto e controle político.
Clientelismo
Mandonismo
Coronelismo
Durante o governo do presidente Campo Sales (1898-
1902), a República Oligárquica efetivou o que marcou
fundamentalmente a Primeira República: a chamada
política dos governadores, que se baseava nos
acordos e alianças entre o presidente da República e
os governadores de Estado, que foram denominados
Presidentes de Estado. Estes sempre apoiariam os
candidatos fiéis ao governo federal; em troca, o
governo federal nunca interferiria nas eleições locais
(estaduais).
http://www.brasilescola.com/historiab/republica-oligarquica.htm
Pacto oligárquico – política clientelista
O fundamento do pacto oligárquico, envolvendo
presidente da República, governadores estaduais,
deputados, senadores e outros cargos públicos, era a
troca de favores. O coronel manda no município,
nomeia, arranja empregos para seus aliados; o
governador não sofre oposição na Assembleia
Legislativa, assim como o Presidente, que tem todas
suas iniciativas aprovadas pelo Congresso Nacional.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr7RUGCN
Política do café com leite
A Primeira República é conhecida, no senso comum,
como política do café com leite, o que exprime a
ideia de que uma aliança entre São Paulo (café) e
Minas Gerias (leite) comandou no período a política
nacional.
O que representavam as diversas oligarquias estaduais?
• Em São Paulo, a elite política
oligárquica esteve mais próxima
dos interesses dominantes, ligados
à economia cafeeira e, com o
correr do tempo , também à
indústria;
• a oligarquia paulista soube
organizar o estado de São Paulo
tendo em vista os interesses da
classe dominante;
A Estação da Luz é o símbolo de evidência do
poder do café
Imagem: Avenida Tiradentes, São Paulo, 1900 / Guilherme
Gaensly (1843-1928) / Domínio Público.
• tanto a oligarquia gaúcha quanto a mineira, que
controlavam o PRR e o PRM, respectivamente,
tiveram bastante autonomia em suas relações com a
sociedade;
• assim, a escolha do presidente ficava com o Partido
Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano
Mineiro (PRM). Essa política era muito criticada
pelos empresários ligados à indústria, que, naquele
período, estavam em expansão.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Velha
A união das oligarquias paulista e mineira foi um
elemento fundamental da história política da
Primeira República. A união foi feita com a
preponderância de uma ou de outra das duas
forças.
• A postura dos políticos mineiros era diferente. Eles
representavam um Estado economicamente
fragmentado entre o café, o gado e, de certo modo, a
indústria;
• Minas não tinha o potencial econômico de São Paulo
e dependia dos benefícios da união;
• os mineiros exerciam forte influência na Câmara dos
Deputados , onde tinham uma bancada de 37
membros enquanto os paulistas eram apenas 22.
• A situação foi diversa em Minas Gerais, onde as divergências
de grupos só se acalmaram com a fundação do PRM. Daí para
a frente , a presença mineira na política nacional cresceu cada
vez mais;
• a oligarquia mineira controlava o poder através do Partido
Republicano Mineiro. A lista dos candidatos era organizada
pela Comissão Executiva do PRM, que mandava os nomes
para serem homologados pelo governador do Estado. Para
integrar esta lista o candidato tinha que ser da confiança dos
chefes políticos da região, os coronéis, ou indicados pelo
governo devido ao talento e cultura. Não havia lugar no
Partido para os dissidentes, que eram expulsos;
• Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr77mEab
A estrela do Rio Grande do Sul:
• a presença dos gaúchos na política
nacional teve a peculiaridade de relacionar-
se com a presença militar. Entre 1894 e
1910, estiveram quase ausentes da
administração federal. Reapareceram na
eleição do marechal Hermes da Fonseca;
• o PRR impôs-se como uma máquina
política forte, inspirada numa versão
autoritária do positivismo, arbitrando os
interesses de estancieiros e imigrantes em
ascensão.
FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil, 2009, p.148
A presença gaúcha na política nacional foi significativa.
A Oligarquia gaúcha ascendeu após 1910 com grande
presença nos ministérios.
Imagem: Fazenda na província do Rio Grande do Sul / Autor
Desconhecido/ Domínio Público.
• Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo
com a política do café com leite, era a vez de assumir um
político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano
Paulista do presidente Washington Luís indicou um político
paulista, Júlio Prestes, à sucessão, rompendo com o café com
leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e
do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal) para lançar a
presidência o gaúcho Getúlio Vargas;
• Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930,
deixando descontentes os políticos da Aliança Liberal, que
alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas,
políticos da Aliança Liberal e militares descontentes provocam
a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da
Era Vargas.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr5ynHFy
Crise da República Velha
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897)
 Enquadra-se nos denominados movimentos messiânicos. O
termo é usado para dar nome aos movimentos sociais nos
quais milhares de sertanejos fundaram comunidades
comandadas por um líder religioso.
 Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro) foi o
líder.
 Surgiu em áreas rurais pobres atingidas pela miséria.
 Os principais componentes eram a religiosidade popular do
sertanejo e seu sentimento de revolta.
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897)
Imagem: Mapa de Canudos / Autor: Rsabbatini /GNU
Free Documentation License.
Imagem: Desenho de Angelo Agostini, Antônio Conselheiro rechaça a
República, in:Revista Ilustrada c. 1896 / Autor: Angelo Agostini (1843-1910) /
public domain.
Causas da Guerra de Canudos
 Concentração fundiária.
 Miséria e fome da população sertaneja.
 Superexploração do trabalhador rural.
 Seca e aumento de imposto.
 Camponeses seguem Antônio Conselheiro, formando
o Arraial de Canudos (ou Arraial do Belo Monte), no
interior da BA.
 Comunidade forma um Estado paralelo à República,
abandonando as fazendas, deixando de pagar o dízimo
e os impostos republicanos, os sertanejos deslocam-se
para Canudos.
 Governo republicano + Coronéis + Igreja unem-se
contra Canudos.
 Os principais jornais da capital difamam Canudos,
associando àquela cidade ao retorno da monarquia.
(Sebastianismo).
 Após 4 expedições militares, Canudos é massacrada.
 A obra literária que retrata o conflito: “Os Sertões” –
de Euclides da Cunha.
Canudos antes do conflito
Imagem: O arraial de Canudos / Autor: Desconhecido / public domain.
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897)
Imagem: Rebeldes de Canudos / Autor: Flávio de Barros / public domain. Imagem: Vila de Canudos / Autor: Rsabbatini / public domain.
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897)
Imagem: O 40º Batalhão de Infantaria, da província do Pará, em Canudos, 1897 / Autor: Flávio de Barros / public
domain.
Imagem: A única foto conhecida de Antônio Conselheiro, místico rebelde e líder espiritual do
arraial de Canudos (1893-1897) / Autor: Flávio de Barros / public domain.
Imagem:
Caricatura
de
Euclides
da
Cunha
/
Autor:
Raul
Pederneiras
/
public
domain.
Guerra do Contestado
(SC/PR 1912 – 1916)
 Líder: Monge José Maria, após sua morte, o monge João
Maria (Miguel Lucena Boaventura) foi o líder.
 Causas: exploração de camponeses, concessão de terras
e benefícios para empresas inglesas e americanas que
provocaram a expulsão e marginalização de pequenos
camponeses para construir a ferrovia São Paulo-Porto
Alegre.
 Origem do nome: região contestada entre os estados de
Santa Catarina e Paraná.
Guerra do Contestado
(SC/PR 1912 – 1916)
 José Maria reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundou com
eles alguns povoados que compunham a chamada
“Monarquia Celeste”.
 A “monarquia” do Contestado tinha um governo próprio e
normas igualitárias, não obedecendo às ordens emanadas
das autoridades da república.
 Os sertanejos do Contestado foram violentamente
perseguidos pelos coronéis-fazendeiros e pelos donos das
empresas estrangeiras, com o apoio das tropas do governo.
 Assim como Canudos, os participantes foram violentamente
massacrados.
Cangaço (1870-1940)
 Ocorreu, por cerca de setenta anos, no sertão do Nordeste do
Brasil.
 Para alguns pesquisadores, ele foi uma forma pura e simples
de banditismo e criminalidade. Para outros, foi uma forma de
banditismo social.
 Caracterizava-se por ações violentas de grupos ou indivíduos
isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis
(grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns.
 Os cangaceiros não tinham moradia fixa: viviam perambulando
pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.
Cangaço
Imagem: Mapa de atuação do Cangaço, na Região Nordeste do
Brasil (1890-1930) / Autor: André Koehne / GNU Free
Documentation License.
Imagem: Retratos do cangaço / Autor: Benjamin Abraão
Botto / public domain.
Causas do Cangaço (1870-1940)
 Miséria e fome da população do Semiárido nordestino.
 Má distribuição de terras.
 Descaso do Estado e dos coronéis para com os mais
pobres.
 Violência dos coronéis sobre os pobres.
 Mito do “Robin Hood”.
Cangaço
Imagem: O encontro de Abrahão com o bando de Virgulino, em foto tirada pelo cangaceiro
Juriti / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain.
Imagem: Cangaceiros Dadá (Sérgia Ribeiro) e
Corisco / Benjamin Abrahão Botto / public domain.
Lampião (o rei do Cangaço)
 O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o
“Lampião", denominado o "Senhor do Sertão" e também "O
Rei do Cangaço”.
 Por parte das autoridades e de suas vítimas, Lampião
simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que
precisava ser cortada.
 Para uma parte da população do sertão ele encarnou
valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra.
 Em 28/06/1938, na localidade de Angicos, Sergipe,
Lampião foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita e
outros cangaceiros de seu bando pela polícia volante.
Cangaço
Imagem:
Virgulino
Ferreira
da
Silva
-
Lampião
/
Autor:
Benjamin
Abraão
Botto
/
public
domain.
Imagem:
Retratos
do
cangaço
-
Maria
Bonita
/
Autor:
Benjamin
Abraão
Botto
/
public
domain.
Fim do Cangaço
 O bando de Lampião teve suas cabeças decepadas e
expostas em locais públicos, pois o governo queria
assustar e desestimular esta prática na região.
 Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e
exterminados um a um. Eram os únicos que
despertavam medo nos coronéis, justamente por não
terem perspectiva de melhorar sua condição e, portanto,
não precisar temer o desrespeito das leis vigentes
 Cangaceiros: bandidos ou heróis?
Fim do Cangaço
Imagem: Imagem oficial da degola do bando de Lampião / Autor:
Desconhecido / public dormain.
Imagem: Impresso do Governo do Estado da Bahia (Brasil), anunciando
uma recompensa pela captura do bandido Lampião, 1930 / Autor:
Desconhecido - Digitalizado da Revista da UnB / public domain.
Guerra ou Revolta da Vacina(RJ – 1904)
 No Rio de Janeiro, já não havia muitos ratos e mosquitos
transmissores de doenças, como febre amarela, peste
bubônica e varíola.
 Modernização do Rio de Janeiro.
 Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas,
construção de novos prédios inspirando-se em Paris.
 Expulsão de comunidades pobres das regiões centrais,
para morros e o subúrbio, alta do custo de vida.
Guerra
Ou
Revolta
da
Vacina
(RJ – 1904)
Imagem: A Revista da Semana, publicada em 27/11/1904 / Public Domain
Guerra ou Revolta da Vacina
o diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, convenceu o
presidente a decretar a lei da vacinação obrigatória contra a
varíola.
 A população não foi esclarecida sobre a necessidade da vacina. A
sociedade reagiu à vacina obrigatória.
 Durante o conflito, um grupo de partidários radicais do Mal,
denominados “jacobinos florianistas” tenta tomar o poder, não
obtendo resultados satisfatórios.
 O governo decretou estado de sítio, reprimiu e perseguiu
violentamente os revoltosos. O regulamento da vacina foi alterado,
tornando facultativa sua aplicação.
Guerra ou Revolta da Vacina
Imagem:“ Bonde virado na Revolta da VACINA/ A
Revista da Semana, publicada em 27/11/190/
disponibilizado por Meloaraujo/ Domínio Publico.
Imagem: Capa da Revista da Semana sobre a
Revolta da Vacina, outubro de 1904 / Autor:
Deconhecido / public domain.
Revolta da Chibata
A maior revolta ocorrida na
Marinha durante o início da
República teve como
protagonistas os marinheiros,
quase todos negros e mulatos,
recrutados entre as camadas mais
pobres da população. Na Revolta
da Chibata, os participantes não
queriam derrubar o governo, mas
acabar com os maus tratos e a
violência dos castigos físicos a que
eram submetidos. Os integrantes
sofreram intensa repressão. E João
Cândido, líder do movimento, foi
expulso da Marinha e internado
como louco no Hospital dos
Alienados.
Imagem: Autor desconhecido/ Disponibilizado por Quibik/ Public Domain
Na década de 1920, o movimento
tenentista foi à primeira contestação
aberta à República Oligárquica.
Movidos pelo ideal de salvação
nacional e pelo descontentamento
dos problemas sociais e políticos os
jovens oficiais do Exército,
acreditavam que o caminho para
salvar o país era sua ascensão ao
poder. Assim, terminaram por liderar
várias rebeliões começando com a
Revolta do Forte de Copacabana em
1922, com a Revolta Paulista de 1924,
e com a Coluna Prestes de 1925-27,
culminando com a Revolução de
1930.
http://www.mundovestibular.com.br/articles/6501/1/A-Questao-Social-na-
Republica-Velha/Paacutegina1.html
Imagem : Autor desconhecido/Disponibilizada por
Viniciusmc/Domínio Público.
Movimento operário
 Sob a liderança dos anarquistas, ocorreu a maior greve de que se
tem notícia na primeira metade do século 20 no Brasil. A
paralisação, iniciada em junho de 1917, começou no setor têxtil,
propagou-se rapidamente e atingiu a área portuária e o interior,
envolvendo cerca de 50 mil trabalhadores. As principais
reivindicações eram aumento de salários, proibição do trabalho
infantil, jornada de oito horas, garantia de emprego e direito de
associação.
 O governo reprimiu o movimento com todos os recursos de que
dispunha, mobilizando a polícia, tropas militares e até a Marinha
de guerra, mas não foi bem-sucedido. Teve de negociar, e
algumas das principais reivindicações foram atendidas.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u12950.shtml
“Questão social é caso de polícia.”
 Quando havia organização daqueles que eram
injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis,
combatiam os movimentos com repressão e força militar.
 Embora pretendessem implantar um sistema político-
econômico moderno no país, os republicanos trataram os
problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia
negociação ou busca de soluções com entendimento. O
governo quase sempre usou a força das armas para
colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações
populares.

As bases políticas da República Oligárquica.ppt

  • 1.
    Ciências Humanas esuas Tecnologias - História As bases políticas da República Oligárquica
  • 2.
    Algumas questões sãonecessárias para se discutir a República das Oligarquias: 1. O que foi a República Oligárquica? 2. Quais as bases políticas que constituíram o período que se refere à Primeira República ou República Oligárquica?
  • 3.
    Para melhor compreensãoda estrutura política da república oligárquica, é necessário relacionar os fatores que encaminharam a proclamação da República.
  • 4.
    A passagem doImpério para a República foi quase um passeio. Os vários grupos que disputavam o poder tinham interesses diversos e divergiam em suas concepções de como organizar a República. Fim da monarquia e proclamação da República FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil, 2009, p.139 Imagem: Proclamação da República, 1893 / Benedito Calixto / Pinacoteca Municipal de São Paulo / Domínio Público.
  • 5.
    Muito mais doque uma simples troca de chefes de Estado, a saída de um marechal e a entrada de um cafeicultor representavam uma mudança no equilíbrio de forças no país. Com ela, o poder saiu das forças políticas das Forças Armadas e retornou às oligarquias do Sudeste.
  • 6.
    A consolidação daRepública Os representantes políticos da classe dominante das principais províncias defendiam a ideia da República Federativa, que asseguraria um grau considerável de autonomia às unidades regionais. São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul
  • 7.
    A República concretizoua autonomia estadual dando plena expressão aos interesses de cada região. Isso se refletiu no plano da política, na formação dos partidos republicanos restritos a cada Estado. Controlados por uma elite reduzida, os partidos republicanos decidiam os destinos da política nacional, fechando os acordos para a indicação do candidato à presidência da República. Uma característica peculiar da política brasileira durante a República Oligárquica foi a "Política dos Estados", vulgarmente conhecida como "política dos governadores", instituída governo de Campos Sales. Imagem: O mapa do Brasil no ano do Centenário de Independência / Autor Desconhecido / Digitalizado por Selma Silveira / Domínio Público.
  • 8.
    Quem representava asoligarquias? As oligarquias eram constituídas por grandes proprietários de terra que exerciam o monopólio do poder local. Este período da história republicana é caracterizado pela defesa dos interesses destes grupos, particularmente da oligarquia cafeeira.
  • 9.
    Os grupos oligárquicosvão garantir a dominação política no país, através: 1. do coronelismo; 2.do voto do cabresto; 3.da política dos governadores e da política de valorização do café.
  • 10.
    Como esse tipode política dominava uma grande massa da população? • No final do século XIX, existia uma grande massa de analfabetos, num país essencialmente agrícola. 1. 80% da população livre era analfabeta. 2. 17% da população entre 6 e 15 anos frequentava escolas. 3. Cerca de 22 mil alunos estavam matriculados em colégios secundários. 4. 80% das pessoas se dedicavam às atividades agrícolas; 13% aos serviços e 7% à indústria. FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil, 2009, p.134,135.
  • 11.
    Política oligárquica Grande massade analfabeto: massa de controle político e eleitoral O poder político dos coronéis, voto de cabresto e controle político. Clientelismo Mandonismo Coronelismo
  • 12.
    Durante o governodo presidente Campo Sales (1898- 1902), a República Oligárquica efetivou o que marcou fundamentalmente a Primeira República: a chamada política dos governadores, que se baseava nos acordos e alianças entre o presidente da República e os governadores de Estado, que foram denominados Presidentes de Estado. Estes sempre apoiariam os candidatos fiéis ao governo federal; em troca, o governo federal nunca interferiria nas eleições locais (estaduais). http://www.brasilescola.com/historiab/republica-oligarquica.htm
  • 13.
    Pacto oligárquico –política clientelista O fundamento do pacto oligárquico, envolvendo presidente da República, governadores estaduais, deputados, senadores e outros cargos públicos, era a troca de favores. O coronel manda no município, nomeia, arranja empregos para seus aliados; o governador não sofre oposição na Assembleia Legislativa, assim como o Presidente, que tem todas suas iniciativas aprovadas pelo Congresso Nacional. Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr7RUGCN
  • 14.
    Política do cafécom leite A Primeira República é conhecida, no senso comum, como política do café com leite, o que exprime a ideia de que uma aliança entre São Paulo (café) e Minas Gerias (leite) comandou no período a política nacional. O que representavam as diversas oligarquias estaduais?
  • 15.
    • Em SãoPaulo, a elite política oligárquica esteve mais próxima dos interesses dominantes, ligados à economia cafeeira e, com o correr do tempo , também à indústria; • a oligarquia paulista soube organizar o estado de São Paulo tendo em vista os interesses da classe dominante; A Estação da Luz é o símbolo de evidência do poder do café Imagem: Avenida Tiradentes, São Paulo, 1900 / Guilherme Gaensly (1843-1928) / Domínio Público.
  • 16.
    • tanto aoligarquia gaúcha quanto a mineira, que controlavam o PRR e o PRM, respectivamente, tiveram bastante autonomia em suas relações com a sociedade; • assim, a escolha do presidente ficava com o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM). Essa política era muito criticada pelos empresários ligados à indústria, que, naquele período, estavam em expansão. http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Velha
  • 17.
    A união dasoligarquias paulista e mineira foi um elemento fundamental da história política da Primeira República. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas forças.
  • 18.
    • A posturados políticos mineiros era diferente. Eles representavam um Estado economicamente fragmentado entre o café, o gado e, de certo modo, a indústria; • Minas não tinha o potencial econômico de São Paulo e dependia dos benefícios da união; • os mineiros exerciam forte influência na Câmara dos Deputados , onde tinham uma bancada de 37 membros enquanto os paulistas eram apenas 22.
  • 19.
    • A situaçãofoi diversa em Minas Gerais, onde as divergências de grupos só se acalmaram com a fundação do PRM. Daí para a frente , a presença mineira na política nacional cresceu cada vez mais; • a oligarquia mineira controlava o poder através do Partido Republicano Mineiro. A lista dos candidatos era organizada pela Comissão Executiva do PRM, que mandava os nomes para serem homologados pelo governador do Estado. Para integrar esta lista o candidato tinha que ser da confiança dos chefes políticos da região, os coronéis, ou indicados pelo governo devido ao talento e cultura. Não havia lugar no Partido para os dissidentes, que eram expulsos; • Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr77mEab
  • 20.
    A estrela doRio Grande do Sul: • a presença dos gaúchos na política nacional teve a peculiaridade de relacionar- se com a presença militar. Entre 1894 e 1910, estiveram quase ausentes da administração federal. Reapareceram na eleição do marechal Hermes da Fonseca; • o PRR impôs-se como uma máquina política forte, inspirada numa versão autoritária do positivismo, arbitrando os interesses de estancieiros e imigrantes em ascensão. FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil, 2009, p.148
  • 21.
    A presença gaúchana política nacional foi significativa. A Oligarquia gaúcha ascendeu após 1910 com grande presença nos ministérios. Imagem: Fazenda na província do Rio Grande do Sul / Autor Desconhecido/ Domínio Público.
  • 22.
    • Em 1930ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café com leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Júlio Prestes, à sucessão, rompendo com o café com leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas; • Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontentes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas. Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/republica-velha/republica-velha-3.php#ixzz1yr5ynHFy Crise da República Velha
  • 23.
    Guerra de Canudos(BA 1896 – 1897)  Enquadra-se nos denominados movimentos messiânicos. O termo é usado para dar nome aos movimentos sociais nos quais milhares de sertanejos fundaram comunidades comandadas por um líder religioso.  Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro) foi o líder.  Surgiu em áreas rurais pobres atingidas pela miséria.  Os principais componentes eram a religiosidade popular do sertanejo e seu sentimento de revolta.
  • 24.
    Guerra de Canudos(BA 1896 – 1897) Imagem: Mapa de Canudos / Autor: Rsabbatini /GNU Free Documentation License. Imagem: Desenho de Angelo Agostini, Antônio Conselheiro rechaça a República, in:Revista Ilustrada c. 1896 / Autor: Angelo Agostini (1843-1910) / public domain.
  • 25.
    Causas da Guerrade Canudos  Concentração fundiária.  Miséria e fome da população sertaneja.  Superexploração do trabalhador rural.  Seca e aumento de imposto.  Camponeses seguem Antônio Conselheiro, formando o Arraial de Canudos (ou Arraial do Belo Monte), no interior da BA.
  • 26.
     Comunidade formaum Estado paralelo à República, abandonando as fazendas, deixando de pagar o dízimo e os impostos republicanos, os sertanejos deslocam-se para Canudos.  Governo republicano + Coronéis + Igreja unem-se contra Canudos.  Os principais jornais da capital difamam Canudos, associando àquela cidade ao retorno da monarquia. (Sebastianismo).  Após 4 expedições militares, Canudos é massacrada.  A obra literária que retrata o conflito: “Os Sertões” – de Euclides da Cunha.
  • 27.
    Canudos antes doconflito Imagem: O arraial de Canudos / Autor: Desconhecido / public domain.
  • 28.
    Guerra de Canudos(BA 1896 – 1897) Imagem: Rebeldes de Canudos / Autor: Flávio de Barros / public domain. Imagem: Vila de Canudos / Autor: Rsabbatini / public domain.
  • 29.
    Guerra de Canudos(BA 1896 – 1897) Imagem: O 40º Batalhão de Infantaria, da província do Pará, em Canudos, 1897 / Autor: Flávio de Barros / public domain.
  • 30.
    Imagem: A únicafoto conhecida de Antônio Conselheiro, místico rebelde e líder espiritual do arraial de Canudos (1893-1897) / Autor: Flávio de Barros / public domain. Imagem: Caricatura de Euclides da Cunha / Autor: Raul Pederneiras / public domain.
  • 31.
    Guerra do Contestado (SC/PR1912 – 1916)  Líder: Monge José Maria, após sua morte, o monge João Maria (Miguel Lucena Boaventura) foi o líder.  Causas: exploração de camponeses, concessão de terras e benefícios para empresas inglesas e americanas que provocaram a expulsão e marginalização de pequenos camponeses para construir a ferrovia São Paulo-Porto Alegre.  Origem do nome: região contestada entre os estados de Santa Catarina e Paraná.
  • 32.
    Guerra do Contestado (SC/PR1912 – 1916)  José Maria reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundou com eles alguns povoados que compunham a chamada “Monarquia Celeste”.  A “monarquia” do Contestado tinha um governo próprio e normas igualitárias, não obedecendo às ordens emanadas das autoridades da república.  Os sertanejos do Contestado foram violentamente perseguidos pelos coronéis-fazendeiros e pelos donos das empresas estrangeiras, com o apoio das tropas do governo.  Assim como Canudos, os participantes foram violentamente massacrados.
  • 33.
    Cangaço (1870-1940)  Ocorreu,por cerca de setenta anos, no sertão do Nordeste do Brasil.  Para alguns pesquisadores, ele foi uma forma pura e simples de banditismo e criminalidade. Para outros, foi uma forma de banditismo social.  Caracterizava-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns.  Os cangaceiros não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.
  • 34.
    Cangaço Imagem: Mapa deatuação do Cangaço, na Região Nordeste do Brasil (1890-1930) / Autor: André Koehne / GNU Free Documentation License. Imagem: Retratos do cangaço / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain.
  • 35.
    Causas do Cangaço(1870-1940)  Miséria e fome da população do Semiárido nordestino.  Má distribuição de terras.  Descaso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres.  Violência dos coronéis sobre os pobres.  Mito do “Robin Hood”.
  • 36.
    Cangaço Imagem: O encontrode Abrahão com o bando de Virgulino, em foto tirada pelo cangaceiro Juriti / Autor: Benjamin Abraão Botto / public domain. Imagem: Cangaceiros Dadá (Sérgia Ribeiro) e Corisco / Benjamin Abrahão Botto / public domain.
  • 37.
    Lampião (o reido Cangaço)  O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião", denominado o "Senhor do Sertão" e também "O Rei do Cangaço”.  Por parte das autoridades e de suas vítimas, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada.  Para uma parte da população do sertão ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra.  Em 28/06/1938, na localidade de Angicos, Sergipe, Lampião foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita e outros cangaceiros de seu bando pela polícia volante.
  • 38.
  • 39.
    Fim do Cangaço O bando de Lampião teve suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região.  Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem perspectiva de melhorar sua condição e, portanto, não precisar temer o desrespeito das leis vigentes  Cangaceiros: bandidos ou heróis?
  • 40.
    Fim do Cangaço Imagem:Imagem oficial da degola do bando de Lampião / Autor: Desconhecido / public dormain. Imagem: Impresso do Governo do Estado da Bahia (Brasil), anunciando uma recompensa pela captura do bandido Lampião, 1930 / Autor: Desconhecido - Digitalizado da Revista da UnB / public domain.
  • 41.
    Guerra ou Revoltada Vacina(RJ – 1904)  No Rio de Janeiro, já não havia muitos ratos e mosquitos transmissores de doenças, como febre amarela, peste bubônica e varíola.  Modernização do Rio de Janeiro.  Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas, construção de novos prédios inspirando-se em Paris.  Expulsão de comunidades pobres das regiões centrais, para morros e o subúrbio, alta do custo de vida.
  • 42.
    Guerra Ou Revolta da Vacina (RJ – 1904) Imagem:A Revista da Semana, publicada em 27/11/1904 / Public Domain
  • 43.
    Guerra ou Revoltada Vacina o diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz, convenceu o presidente a decretar a lei da vacinação obrigatória contra a varíola.  A população não foi esclarecida sobre a necessidade da vacina. A sociedade reagiu à vacina obrigatória.  Durante o conflito, um grupo de partidários radicais do Mal, denominados “jacobinos florianistas” tenta tomar o poder, não obtendo resultados satisfatórios.  O governo decretou estado de sítio, reprimiu e perseguiu violentamente os revoltosos. O regulamento da vacina foi alterado, tornando facultativa sua aplicação.
  • 44.
    Guerra ou Revoltada Vacina Imagem:“ Bonde virado na Revolta da VACINA/ A Revista da Semana, publicada em 27/11/190/ disponibilizado por Meloaraujo/ Domínio Publico. Imagem: Capa da Revista da Semana sobre a Revolta da Vacina, outubro de 1904 / Autor: Deconhecido / public domain.
  • 45.
    Revolta da Chibata Amaior revolta ocorrida na Marinha durante o início da República teve como protagonistas os marinheiros, quase todos negros e mulatos, recrutados entre as camadas mais pobres da população. Na Revolta da Chibata, os participantes não queriam derrubar o governo, mas acabar com os maus tratos e a violência dos castigos físicos a que eram submetidos. Os integrantes sofreram intensa repressão. E João Cândido, líder do movimento, foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital dos Alienados. Imagem: Autor desconhecido/ Disponibilizado por Quibik/ Public Domain
  • 46.
    Na década de1920, o movimento tenentista foi à primeira contestação aberta à República Oligárquica. Movidos pelo ideal de salvação nacional e pelo descontentamento dos problemas sociais e políticos os jovens oficiais do Exército, acreditavam que o caminho para salvar o país era sua ascensão ao poder. Assim, terminaram por liderar várias rebeliões começando com a Revolta do Forte de Copacabana em 1922, com a Revolta Paulista de 1924, e com a Coluna Prestes de 1925-27, culminando com a Revolução de 1930. http://www.mundovestibular.com.br/articles/6501/1/A-Questao-Social-na- Republica-Velha/Paacutegina1.html Imagem : Autor desconhecido/Disponibilizada por Viniciusmc/Domínio Público.
  • 47.
    Movimento operário  Soba liderança dos anarquistas, ocorreu a maior greve de que se tem notícia na primeira metade do século 20 no Brasil. A paralisação, iniciada em junho de 1917, começou no setor têxtil, propagou-se rapidamente e atingiu a área portuária e o interior, envolvendo cerca de 50 mil trabalhadores. As principais reivindicações eram aumento de salários, proibição do trabalho infantil, jornada de oito horas, garantia de emprego e direito de associação.  O governo reprimiu o movimento com todos os recursos de que dispunha, mobilizando a polícia, tropas militares e até a Marinha de guerra, mas não foi bem-sucedido. Teve de negociar, e algumas das principais reivindicações foram atendidas. http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u12950.shtml
  • 48.
    “Questão social écaso de polícia.”  Quando havia organização daqueles que eram injustiçados, as forças oficiais, com apoio dos coronéis, combatiam os movimentos com repressão e força militar.  Embora pretendessem implantar um sistema político- econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.