Pesquisa estadual
Rio Grande do Sim
Maio, 2013
Sobre a pesquisa
Com o objetivo de contribuir para
o movimento Rio Grande do Sim,
o Instituto Methodus realizou um
estudo dividido em três etapas.
A primeira etapa foi uma pesquisa
quantitativa na Região Metropolitana de
Porto Alegre sobre:
a imagem do gaúcho
o desenvolvimento do Estado.
Esta pesquisa apontou que os moradores
da Região Metropolitana de Porto Alegre:
identificam o RS como um estado
sempre polarizado entre ideias e
valores antagônicos (82,6%)
veem o gaúcho como bairrista (80,0%)
pensam que o bairrismo não contribui
para o desenvolvimento do Estado
(65,0%)
A segunda etapa foi uma série de entrevistas
com psicólogos, jornalistas, empresários e
políticos sobre os temas que pautam o
movimento Rio Grande do Sim.
As entrevistas em profundidade nos confirmaram
algumas premissas apresentadas na primeira
pesquisa quantitativa, e também, trouxeram
novos elementos que nos subsidiaram na
construção da pesquisa estadual.
“A tradição pode trazer
autoestima, mas também
pode ser um obstáculo para a
inovação.”
“Valorizamos o que é
nosso. Mas, por exemplo,
um artista muitas vezes
precisa fazer sucesso em
outro Estado para depois
ser reconhecido aqui.”
“Enquanto os outros Estados
interagem, os gaúchos ficam
achando que são
autossuficientes. E isso é uma
das razões do nosso atraso”
“A sensação que me dá é que
temos tanto orgulho daquilo
que nós fazemos que às vezes
acaba nos cegando para as
oportunidades que existem
fora daqui.”
“Há um desprezo por aquilo
que não é daqui. O fato de não
ser daqui não pode ser uma
desvantagem para quem quer
entrar no Estado.”
“O Estado chegou num
ponto em que ele já está
sendo ridicularizado.”
O que dizem os entrevistados:
A terceira etapa deste estudo foi a
pesquisa quantitativa estadual realizada
em abril.
Nesta pesquisa investigamos a imagem
do gaúcho e o quê desta imagem é
percebido nas relações do dia-a-dia.
Especificações técnicas
OBJETIVOS
Apontar as características mais identificadas nos
gaúchos;
Testar as atitudes/preceitos do Rio Grande do Sim;
AMOSTRA
1500 entrevistas em 25 municípios do Rio Grande do
Sul.
MARGEM DE ERRO
2,5 pontos percentuais para mais ou para menos
Perfil dos entrevistados
Masculino
48.8%
Feminino
51.2%
Sexo
16.6%
23.3%
20.7%
20.2%
19.2%
Até 25 25-34 35-44 45-54 55 e mais
Idade
45.1%
34.9%
20.0%
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Ensino Superior
Escolaridade
25.6%
37.6%
20.6%
6.7%
9.5%
Até 2 s.m. Entre 2 e 5
s.m.
Entre 5 e 10
s.m.
Entre 10 e 15
s.m.
15 ou mais
Renda
Características dos gaúchos
Durante a análise, observamos que há
homogeneidade no posicionamento dos
entrevistados.
As tabelas de correlação não apontaram
nenhuma diferença significativa entre homens
e mulheres, jovens e mais velhos, Grande Porto
Alegre e Interior.
Pedimos que o entrevistado apontasse o
quanto identificava as características
apresentadas com o gaúcho.
O entrevistado utilizou uma escala de 1 a 7, onde 1 significa
Não identifica e 7 Identifica muito.
89.0%
78.1% 76.5%
74.7% 74.2%
70.5% 70.2%
65.0%
62.3%
6.9%
14.3%
16.6%
14.7% 15.1%
20.3%
13.2%
23.7% 24.4%
4.1%
7.6% 6.8%
10.6% 10.6%
9.3%
16.5%
11.4%
13.3%
0.0%
10.0%
20.0%
30.0%
40.0%
50.0%
60.0%
70.0%
80.0%
90.0%
100.0%
Identifica
Identifica em parte
Não identifica
Pedimos que o entrevistado apontasse seu grau
de concordância com as afirmações.
Logo em seguida, perguntamos se o
entrevistado percebe o comportamento da
afirmativa no seu dia-a-dia.
Para indicar o grau de concordância, o entrevistado utilizou uma
escala de 1 a 5, onde 1 significa Discordo totalmente e 5 Concordo
totalmente.
Para indicar a frequência da percepção do comportamento, o
entrevistado utilizou uma escala onde 1 significa Nunca e 5 Sempre.
As entrevistas em profundidade
também subsidiaram a construção das
afirmações testadas na pesquisa.
“O ambiente de negócios em
outros estados é muito
diferente. Muito mais
direto, mais objetivo, menos
rançoso”
“Eu não acho que somos
politizados, nós somos
briguentos”
“Aqui no estado, quando uma
pessoa começa a despontar os
outros puxam pra baixo”
“Criamos essa cultura de que
o que é daqui é melhor e isso
se retroalimenta.”
“Eu tenho a impressão que a
gente tá sempre dando a volta e
não sai do lugar...”
“Um estado que comemora
uma revolução que
perdeu, e perdeu feio!
Realmente somos muito
diferentes....”
O que dizem os entrevistados:
23.1%
11.1%
65.8%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
O que é daqui é melhor.
Concorda com a afirmação?
O que é daqui é melhor.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
Não percebe
no dia-a-dia
17.6%
Percebe pouco
no dia-a-dia
30.6%
Percebe no
dia-a-dia
51.8%
30.3%
6.9%
62.9%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
Os gaúchos costumam dizer que sua
nacionalidade é gaúcha e não
brasileira.
Concorda com a afirmação?
Não percebe
no dia-a-dia
31.5%
Percebe pouco
no dia-a-dia
24.8%
Percebe no
dia-a-dia
48.6%
Os gaúchos costumam dizer que sua
nacionalidade é gaúcha e não
brasileira.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
24.1%
10.9%
64.9%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
Durante a discussão de um assunto
polêmico, os gaúchos ficam mais
preocupados em defender seu ponto de
vista do que ouvir as opiniões contrárias
as suas.
Concorda com a afirmação?
Não percebe
no dia-a-dia
24.5%
Percebe pouco
no dia-a-dia
36.3%
Percebe no
dia-a-dia
39.2%
Durante a discussão de um assunto
polêmico, os gaúchos ficam mais
preocupados em defender seu ponto de
vista do que ouvir as opiniões contrarias
as suas.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
34.9%
14.8%
50.4%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
Os gaúchos não conseguem construir
soluções coletivas para os problemas do
Estado porque não conseguem chegar
num consenso. É mais fácil "ser do não",
já que o "sim" é trocar ideias.
Concorda com a afirmação?
Não percebe
no dia-a-dia
31.7%
Percebe
pouco no dia-
a-dia
42.9%
Percebe no
dia-a-dia
25.3%
Os gaúchos não conseguem construir
soluções coletivas para os problemas do
Estado porque não conseguem chegar
num consenso. É mais fácil "ser do
não", já que o "sim" é trocar ideias.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
43.6%
13.4%
43.0%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
Os gaúchos não conseguem trabalhar
numa só direção, a favor do
desenvolvimento do Estado porque somos
muito briguentos, somos sempre do
contra.
Concorda com a afirmação?
Não percebe
no dia-a-dia
27.8%
Percebe
pouco no dia-
a-dia
46.0%
Percebe no
dia-a-dia
26.2%
Os gaúchos não conseguem trabalhar
numa só direção, a favor do
desenvolvimento do Estado porque somos
muito briguentos, somos sempre do
contra.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
44.8%
12.3%
42.9%
Discorda Nem discorda, nem
concorda
Concorda
Durante uma negociação, os gaúchos se
preocupam mais com o que o outro
pode estar ganhando do que em
fechar um bom negócio.
Concorda com a afirmação?
Não percebe
no dia-a-dia
42.6%
Percebe pouco
no dia-a-dia
34.8%
Percebe no
dia-a-dia
22.6%
Durante uma negociação, os gaúchos se
preocupam mais com o que o outro
pode estar ganhando do que em
fechar um bom negócio.
Percebe este comportamento no dia-a-dia?
Considerações
As características mais identificadas pela
população nos gaúchos, são as que estão
mais relacionadas ao estereótipo: apegado
a tradições, conservador, negociador e
bairrista.
E o comportamento mais apontado e
percebido nas relações do dia-a-dia é “O
que é daqui é melhor”.
Apresentação pesquisa

Apresentação pesquisa

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Com o objetivode contribuir para o movimento Rio Grande do Sim, o Instituto Methodus realizou um estudo dividido em três etapas.
  • 4.
    A primeira etapafoi uma pesquisa quantitativa na Região Metropolitana de Porto Alegre sobre: a imagem do gaúcho o desenvolvimento do Estado.
  • 5.
    Esta pesquisa apontouque os moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre: identificam o RS como um estado sempre polarizado entre ideias e valores antagônicos (82,6%) veem o gaúcho como bairrista (80,0%) pensam que o bairrismo não contribui para o desenvolvimento do Estado (65,0%)
  • 6.
    A segunda etapafoi uma série de entrevistas com psicólogos, jornalistas, empresários e políticos sobre os temas que pautam o movimento Rio Grande do Sim.
  • 7.
    As entrevistas emprofundidade nos confirmaram algumas premissas apresentadas na primeira pesquisa quantitativa, e também, trouxeram novos elementos que nos subsidiaram na construção da pesquisa estadual.
  • 8.
    “A tradição podetrazer autoestima, mas também pode ser um obstáculo para a inovação.” “Valorizamos o que é nosso. Mas, por exemplo, um artista muitas vezes precisa fazer sucesso em outro Estado para depois ser reconhecido aqui.” “Enquanto os outros Estados interagem, os gaúchos ficam achando que são autossuficientes. E isso é uma das razões do nosso atraso” “A sensação que me dá é que temos tanto orgulho daquilo que nós fazemos que às vezes acaba nos cegando para as oportunidades que existem fora daqui.” “Há um desprezo por aquilo que não é daqui. O fato de não ser daqui não pode ser uma desvantagem para quem quer entrar no Estado.” “O Estado chegou num ponto em que ele já está sendo ridicularizado.” O que dizem os entrevistados:
  • 9.
    A terceira etapadeste estudo foi a pesquisa quantitativa estadual realizada em abril. Nesta pesquisa investigamos a imagem do gaúcho e o quê desta imagem é percebido nas relações do dia-a-dia.
  • 10.
  • 11.
    OBJETIVOS Apontar as característicasmais identificadas nos gaúchos; Testar as atitudes/preceitos do Rio Grande do Sim; AMOSTRA 1500 entrevistas em 25 municípios do Rio Grande do Sul. MARGEM DE ERRO 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    25.6% 37.6% 20.6% 6.7% 9.5% Até 2 s.m.Entre 2 e 5 s.m. Entre 5 e 10 s.m. Entre 10 e 15 s.m. 15 ou mais Renda
  • 17.
  • 18.
    Durante a análise,observamos que há homogeneidade no posicionamento dos entrevistados. As tabelas de correlação não apontaram nenhuma diferença significativa entre homens e mulheres, jovens e mais velhos, Grande Porto Alegre e Interior.
  • 19.
    Pedimos que oentrevistado apontasse o quanto identificava as características apresentadas com o gaúcho. O entrevistado utilizou uma escala de 1 a 7, onde 1 significa Não identifica e 7 Identifica muito.
  • 20.
    89.0% 78.1% 76.5% 74.7% 74.2% 70.5%70.2% 65.0% 62.3% 6.9% 14.3% 16.6% 14.7% 15.1% 20.3% 13.2% 23.7% 24.4% 4.1% 7.6% 6.8% 10.6% 10.6% 9.3% 16.5% 11.4% 13.3% 0.0% 10.0% 20.0% 30.0% 40.0% 50.0% 60.0% 70.0% 80.0% 90.0% 100.0% Identifica Identifica em parte Não identifica
  • 21.
    Pedimos que oentrevistado apontasse seu grau de concordância com as afirmações. Logo em seguida, perguntamos se o entrevistado percebe o comportamento da afirmativa no seu dia-a-dia. Para indicar o grau de concordância, o entrevistado utilizou uma escala de 1 a 5, onde 1 significa Discordo totalmente e 5 Concordo totalmente. Para indicar a frequência da percepção do comportamento, o entrevistado utilizou uma escala onde 1 significa Nunca e 5 Sempre.
  • 22.
    As entrevistas emprofundidade também subsidiaram a construção das afirmações testadas na pesquisa.
  • 23.
    “O ambiente denegócios em outros estados é muito diferente. Muito mais direto, mais objetivo, menos rançoso” “Eu não acho que somos politizados, nós somos briguentos” “Aqui no estado, quando uma pessoa começa a despontar os outros puxam pra baixo” “Criamos essa cultura de que o que é daqui é melhor e isso se retroalimenta.” “Eu tenho a impressão que a gente tá sempre dando a volta e não sai do lugar...” “Um estado que comemora uma revolução que perdeu, e perdeu feio! Realmente somos muito diferentes....” O que dizem os entrevistados:
  • 24.
    23.1% 11.1% 65.8% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda O que é daqui é melhor. Concorda com a afirmação?
  • 25.
    O que édaqui é melhor. Percebe este comportamento no dia-a-dia? Não percebe no dia-a-dia 17.6% Percebe pouco no dia-a-dia 30.6% Percebe no dia-a-dia 51.8%
  • 26.
    30.3% 6.9% 62.9% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda Os gaúchos costumam dizer que sua nacionalidade é gaúcha e não brasileira. Concorda com a afirmação?
  • 27.
    Não percebe no dia-a-dia 31.5% Percebepouco no dia-a-dia 24.8% Percebe no dia-a-dia 48.6% Os gaúchos costumam dizer que sua nacionalidade é gaúcha e não brasileira. Percebe este comportamento no dia-a-dia?
  • 28.
    24.1% 10.9% 64.9% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda Durante a discussão de um assunto polêmico, os gaúchos ficam mais preocupados em defender seu ponto de vista do que ouvir as opiniões contrárias as suas. Concorda com a afirmação?
  • 29.
    Não percebe no dia-a-dia 24.5% Percebepouco no dia-a-dia 36.3% Percebe no dia-a-dia 39.2% Durante a discussão de um assunto polêmico, os gaúchos ficam mais preocupados em defender seu ponto de vista do que ouvir as opiniões contrarias as suas. Percebe este comportamento no dia-a-dia?
  • 30.
    34.9% 14.8% 50.4% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda Os gaúchos não conseguem construir soluções coletivas para os problemas do Estado porque não conseguem chegar num consenso. É mais fácil "ser do não", já que o "sim" é trocar ideias. Concorda com a afirmação?
  • 31.
    Não percebe no dia-a-dia 31.7% Percebe poucono dia- a-dia 42.9% Percebe no dia-a-dia 25.3% Os gaúchos não conseguem construir soluções coletivas para os problemas do Estado porque não conseguem chegar num consenso. É mais fácil "ser do não", já que o "sim" é trocar ideias. Percebe este comportamento no dia-a-dia?
  • 32.
    43.6% 13.4% 43.0% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda Os gaúchos não conseguem trabalhar numa só direção, a favor do desenvolvimento do Estado porque somos muito briguentos, somos sempre do contra. Concorda com a afirmação?
  • 33.
    Não percebe no dia-a-dia 27.8% Percebe poucono dia- a-dia 46.0% Percebe no dia-a-dia 26.2% Os gaúchos não conseguem trabalhar numa só direção, a favor do desenvolvimento do Estado porque somos muito briguentos, somos sempre do contra. Percebe este comportamento no dia-a-dia?
  • 34.
    44.8% 12.3% 42.9% Discorda Nem discorda,nem concorda Concorda Durante uma negociação, os gaúchos se preocupam mais com o que o outro pode estar ganhando do que em fechar um bom negócio. Concorda com a afirmação?
  • 35.
    Não percebe no dia-a-dia 42.6% Percebepouco no dia-a-dia 34.8% Percebe no dia-a-dia 22.6% Durante uma negociação, os gaúchos se preocupam mais com o que o outro pode estar ganhando do que em fechar um bom negócio. Percebe este comportamento no dia-a-dia?
  • 36.
  • 37.
    As características maisidentificadas pela população nos gaúchos, são as que estão mais relacionadas ao estereótipo: apegado a tradições, conservador, negociador e bairrista. E o comportamento mais apontado e percebido nas relações do dia-a-dia é “O que é daqui é melhor”.