CLIMATIZADORES
1
Climatizadores
CLIMATIZADORES
2
INTRODUÇÃO
CLIMATIZADORES
3
Introdução
“O homem sempre buscou formas de adaptar-se às
variações climáticas, ao frio ou ao calor excessivo
que lhe causam desconforto.”
CLIMATIZADORES
4
Hoje em dia os veículos podem vir equipados com sistema de climatização,
visando oferecer maior conforto e bem-estar aos ocupantes, além de melhorar
as condições de segurança da direção.
Introdução
CLIMATIZADORES
5
Introdução
Um sistema de climatização eficiente em um veículo deve controlar, além da
temperatura, a velocidade e a pureza do ar no habitáculo. Isto criará condições
de conforto mais satisfatórias.
Ar entra quente, sujo e
Cheio de impurezas
Ar sai limpo, tratado e
temperado
Condicionador
de ar
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Introdução
Nos países tropicais, uma temperatura em torno dos 23°C é considerada
agradável.
Variação de Temperatura > 2º ou 3º = Intervenção do usuário
Com o sistema estabilizado
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GENERALIDADES
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8
Generalidades:
A umidade relativa do ar permanece entre 15 e 30%, devido ao fato de não
haver um mecanismo de controle desta umidade.
conforto
Velocidade do ar controlada
Acionamento do Recírculo
de tempos em tempos
Limpeza do sistema
Aletas do distribuidor
De ar desobstruída.
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Generalidades:
O organismo humano altera o ar à sua volta. Eleva a taxa de dióxido de carbono (CO2)e reduz
o percentual de oxigênio, aumentando a concentração de bactérias patogênicas e produzindo
odores. Por isso, é necessário renovar o ar do habitáculo.
Um filtro antipólen equipa alguns sistemas,tornando mais puro o ar que entra no habitáculo.
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Generalidades:
O organismo humano altera o ar à sua volta.
Eleva a taxa de dióxido de carbono (CO2)e reduz o percentual de oxigênio, aumentando a concentração de
bactérias patogênicas e produzindo odores.
Por isso, é necessário renovar o ar do habitáculo. Um filtro antipólen equipa alguns sistemas,tornando mais
puro o ar que entra no habitáculo.
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Generalidades:
O calor:
Através do tato, as pessoas percebem as condições de temperatura. Quando tocamos um objeto e
dizemos que está “frio” ou “quente”, nos referimos a uma sensação térmica
O calor é a forma de energia que se transfere de um corpo a outro,
ou de uma parte deste a outra, desde que ambos os corpos tenham
temperaturas distintas.
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Generalidades:
Unidades de Medidas de calor:
No sistema Métrico:
Caloria = É a quantidade de calor necessária para aquecer 1°C (um grau Celsius),
de 15,5 até 16,5°C, um grama de água
BTU = (British Thermal Unit /Unidade Térmica Britânica) = É a unidade utilizada no
Sistema Inglês de Unidades, e representa a quantidade de calor necessária para
variar de 1°F (um grau Fahrenheit), de 39,5 até 40,5°F,uma libra de água.
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Generalidades:
Processo de transmissão de calor:
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Generalidades:
Processo de transmissão de calor:
Condução: acontece nos corpos em
estado sólido que apresentam
temperaturas diferentes em sua extensão.
O calor se transfere de molécula a
molécula até que todo o corpo esteja na
mesma temperatura.
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Generalidades:
Processo de transmissão de calor:
Nos fluidos, ou seja, líquidos e gases, o calor se transmite por convecção.
Convecção: é o movimento que um fluido adquire quando há diferença de
pressão entre partes desse fluido que estejam a temperaturas diferentes.
Vejamos o exemplo de uma panela com água sendo aquecida por baixo.
Líquido aquecido
Densidade diminui
Ele sobe.
Líquido menos aquecido
Densidade maior
Ele desce.
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Generalidades:
Processo de transmissão de calor:
Outra forma de transmissão de calor é a radiação, que ocorre mesmo que não
haja nenhum meio material entre os corpos.
O corpo de maior temperatura irradia calor a outro, emitindo radiação térmica,
que é um tipo de onda eletromagnética que se propaga inclusive no vácuo.
Assim é que o calor do sol aquece a Terra.
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Generalidades:
A Temperatura:
As moléculas de um corpo estão em constante movimento de vibração. Para que
elas realizem este movimento, é preciso que possuam uma forma de energia,
chamada de energia cinética.
Maior Temperatura = maior energia cinética
Menor temperatura = Menor energia cinética
Assim, temperatura é a medida da energia
cinética média das moléculas de um corpo.
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Generalidades:
A Temperatura:
O instrumento utilizado para medir a
temperatura é o termômetro.
A unidade de medida de temperatura mais
usada em nosso país é o grau Celsius (°C),
também chamado centígrado.
Nos países de língua inglesa utiliza-se o grau
Fahrenheit (°F).
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Ambas as escalas têm dois pontos fixos, que são as temperaturas em que a
água passa do estado sólido ao líquido (ponto de fusão) e do líquido ao gasoso
(ponto de ebulição). O ponto de fusão da água é zero grau na escala Celsius e
32 graus na escala Fahrenheit.
O ponto de ebulição da água é 100 °C e 212 °F, sob pressão atmosférica
normal. Se a pressão variar, estas temperaturas também variam.
Generalidades:
A Temperatura:
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Generalidades:
A Temperatura:
A escala Celsius é dividida em cem partes iguais, cada uma correspondendo a um
grau. Para fazer a conversão de grau Celsius para Fahrenheit e vice-versa, basta
usar as fórmulas:
°F = (°C x 1,8)+32
°C = (°F - 32)
1,8
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Generalidades:
A Pressão:
Chamamos de pressão a relação existente entre uma força aplicada
perpendicularmente sobre uma determinada área. Sendo assim, quanto maior
for a área, menor será a pressão, se mantivermos a força constante.
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Generalidades:
A Pressão:
Temos várias unidades para medidas de pressão, e essas são as relações entre
elas:
1 atm = 1 bar = 14,23 lb/pol2(psi) = 1 kgf/cm2 = 29,92 polHg = 760 mmHg
Dessas unidades, as mais utilizadas nas publicações sobre climatização são o
“bar” e o “psi”.
Para medir a pressão, o instrumento
usado é o manômetro.
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Generalidades:
A Pressão:
Essa pressão é chamada de pressão atmosférica, e varia de acordo com a
altitude.
No alto de uma montanha, a pressão é menor que ao nível do mar, pois a coluna
de ar acima da montanha também é menor.
Ao nível do mar
Na montanha
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Generalidades:
A Pressão:
É comum ouvirmos os termos
pressão absoluta, pressão
atmosférica, depressão etc. Veja as
relações entre eles:
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
A pressão, a temperatura e o volume são as variáveis que controlam as
transformações dos gases. Dizemos que houve transformação quando pelo menos
uma destas variáveis mudou de valor.
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
Essas transformações obedecem à
equação geral dos gases:
(P1.V1) = (P2.V2)
T1 T2
Onde P é a pressão, V é o volume e T é a
temperatura.
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
As transformações nas quais o volume não se altera, são chamadas de isométricas.
Nesse caso, para cada pressão, existe uma determinada temperatura.
Quando se eleva a pressão, a temperatura também se eleva.
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Diagrama pressão-temperatura
para uma substância de
comportamento semelhante ao
da água.
Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
Dois fenômenos básicos importantes:
-quando um líquido se evapora, passando ao estado gasoso, absorve
calor do ambiente;
- quando um vapor se condensa, passando ao estado líquido, libera calor
para o ambiente.
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
O sistema de condicionamento de ar utiliza um fluido refrigerante para realizar
as trocas de calor. O refrigerante atua como agente transportador de energia
térmica de um corpo a outro.
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Generalidades:
Estudo Teórico dos gases:
Em um sistema de condicionamento de ar, existem duas pressões distintas
para controlar a transferência de calor. À pressão alta corresponde temperatura
alta e à pressão baixa corresponde temperatura baixa.
Lado de alta pressão Lado de baixa pressão
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Ciclo de Funcionamento
O sistema funciona de modo inverso ao ciclo de Carnot.
No início do século passado, um engenheiro francês chamado
Sadi Carnot desenvolveu uma teoria sobre o fluxo de energia
das máquinas térmicas. O ciclo reversível que ele apresentou
ganhou o mesmo nome e funciona da seguinte maneira:
Fonte quente
Trabalho
Fonte quente
Fonte fria Fonte fria
Trabalho
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Ciclo de Funcionamento
No início da fase de expansão, o gás recebe calor (Q1) de uma fonte quente,
que está a uma temperatura T1. O volume começa a aumentar.
Q1
T1
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Ciclo de Funcionamento
Continuando a fase de expansão, retira-se a fonte quente. O gás passa a se
expandir sem trocar calor com o exterior (adiabaticamente). A pressão cai e a
temperatura também, até chegar à temperatura da fonte fria (T2), quando cessa
a expansão.
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Ciclo de Funcionamento
Neste ponto, o êmbolo começa a voltar. Utiliza-se a fonte fria para retirar calor
do sistema, então o sistema cede calor (Q2).
T2 Q2
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Ciclo de Funcionamento
Continuando a volta do êmbolo, retira-se a fonte fria. O gás passa a se contrair
adiabaticamente, por isso se aquece, até chegar novamente à temperatura T1,
quando o ciclo recomeça.
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No sistema de condicionamento de ar o ciclo ocorre da seguinte maneira:
Ciclo de Funcionamento
P 3
T
4
2 Q2
1
V
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Ciclo de Funcionamento
1-4. Início da compressão do fluido refrigerante em
estado gasoso, provocando um rápido
aumento da temperatura e da pressão do mesmo,
através do compressor
4-3. Continuação da compressão, o fluido cede calor
(Q1) ao exterior, através do condensador
3-2. Início da fase de expansão rápida, através da
válvula de expansão
2-1. Continuação da expansão. Para que a temperatura
seja mantida constante, o fluido absorve calor (Q2) do
interior do habitáculo, através do evaporador.
Carnot
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Ciclo de Funcionamento
Com o fluido percorrendo esse ciclo, o sistema pode absorver calor com baixa
temperatura e restituí-lo com uma temperatura alta. Utilizando uma certa força
de trabalho, consegue passar o calor de um corpo frio (interior do habitáculo)
para outro mais quente (exterior).
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Fluido Refrigerante
Para serem usados em circuitos de condicionamento de ar, os fluidos refrigerantes
devem:
• Ter baixo ponto de ebulição, passando ao estado gasoso com temperatura baixa;
• Baixo ponto de congelamento para evitar a solidificação;
• Deve absorver muito calor com pequena quantidade de refrigerante;
• Possuir baixa temperatura crítica (acima da qual o gás não pode ser liquefeito,
independentemente da pressão). Esta não pode ser atingida durante o ciclo.
Além disso o fluido não deve ser explosivo, inflamável, tóxico, nocivo, oxidante
nem corrosivo.
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O fluido ideal em termos de estabilidade, miscível* com lubrificantes e inerte à
maior parte dos metais é o diclorodifluormetano (CCl2F2), também chamado
R-12 ou Freon 12.
• miscibilidade: é a capacidade do lubrificante e fluido refrigerante se
misturarem. É um fator muito importante para o retorno do óleo lubrificante ao
compressor.
Fluido Refrigerante
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Fluido Refrigerante
Esse refrigerante era amplamente usado nos sistemas de condicionamento de ar.
Hoje em dia, porém, sabe-se que o Freon 12 e os outros clorofluorcarbonetos
(CFC) são prejudiciais à camada de ozônio que protege a Terra das radiações
ultravioletas.
Devido a esse problema os produtores de fluidos
refrigerantes estão substituindo os compostos que
contêm CFC pelos hidrofluorcarbonetos (HFC), que
são inofensivos à camada de ozônio.
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43
Fluido Refrigerante
Nos sistemas mais recentes de condicionamento
de ar para veículos, o fluido mais usado é o
tetrafluoretano, chamado de R-134a.
Lembre-se que nos sistemas em que se
usa Freon 12 não se pode usar o R-134a.
Assim, os componentes dos dois sistemas
não são intercambiáveis.
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Fluido Refrigerante
Diagrama do estado líquido-gasoso em função da temperatura e da pressão.
■ R 134a no estado gasoso
● R 134a no estado líquido
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45
Fluido Refrigerante
Existem equipamentos próprios para efetuar a carga e descarga dos sistemas
de climatização que contêm o R-134a. Atualmente existem alguns
equipamentos homologados pela FIAT, basta consultar o INFOTEC.
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COMPONENTES
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Componentes do Sistema
Compressor
É o principal componente do sistema. Tem a função de receber o fluido
refrigerante em estado gasoso e comprimi-lo, aumentando rapidamente sua
pressão e temperatura para enviá-lo ao condensador, sob a forma gasosa.
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Compressor
É escolhido com base na capacidade,
cilindrada e no número de rotações. A
relação entre a capacidade do compressor
e a calibragem da válvula de expansão
deve ser tal que mantenha as pressões
equilibradas...
Componentes do Sistema
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49
Compressor
Componentes do Sistema
Link Compressor
Link Scrolll
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50
Compressor
Componentes do Sistema
...não permitindo pressões muito altas no
circuito de alta pressão nem pressões
muito baixas no circuito de baixa pressão.
O compressor é acoplado ao motor por
meio de uma correia, que liga a polia do
eixo de manivelas à polia da embreagem
de engate eletromagnético, que é montado
no eixo do compressor.
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Compressor
Componentes do Sistema
Quando o compressor está funcionando, o movimento do pistão na fase de
aspiração abre as válvulas de sucção tipo palheta e o fluido em estado gasoso
é sugado continuamente, passando através do evaporador. Assim, é mantida a
pressão baixa neste lado do sistema.
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Condensador
Componentes do Sistema
É um trocador de calor, montado na frente do radiador, na parte frontal do veículo.
Sua função é fazer com que o refrigerante
em estado gasoso passe ao estado líquido
a uma temperatura aproximada de 60°C,
cedendo calor para o exterior.
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Condensador
Componentes do Sistema
É composto por tubos de cobre ou alumínio formando serpentinas, com aletas
de alumínio para aumentar a superfície de troca de calor.
10 a 20 bar
80 a 100°C
10 a 20 bar
50 a 60°C
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Condensador
Componentes do Sistema
Uma troca térmica insuficiente no condensador poderá causar aumento na
pressão do sistema, além da condensação incompleta do fluido. Se o fluido
estiver com temperatura e pressão superiores às de condensação, tenderá a sair
antes de estar totalmente líquido.
A fim de evitar que isso ocorra, o
eletroventilador é acionado pela NCM com
base na informação do sensor de pressão
linear. Assim, a temperatura do fluido
diminui e, conseqüentemente, sua pressão
também.
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Filtro acumulador secador
Componentes do Sistema
Tem três diferentes funções:
1- A primeira é acumular uma grande parte do fluido
refrigerante utilizado no abastecimento do sistema,
funcionando como um tanque de reserva;
2- Também atua como secador, pois tem em seu interior
Zeolite para sistemas com R-134a, que absorvem as
partículas de água, evitando que congelem na entrada da
válvula de expansão;
3- Eventuais partículas sólidas contidas no sistema são
retiradas pelas camadas filtrantes.
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Condensador
Componentes do Sistema
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Válvula de Expansão
Componentes do Sistema
É montada na entrada do evaporador e regula o fluxo e a expansão do fluido,
provocando uma pulverização parcial e uma forte queda em sua pressão e
temperatura, antes que entre no evaporador.
saída do fluido
do evaporador
para o evaporador
entrada do fluido
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Válvula de Expansão
Componentes do Sistema
O compressor é acoplado ao motor térmico, que sofre variações constantes
nas suas rotações.
Por isso, a válvula necessita de uma regulagem automática da vazão do fluido
que vai para o evaporador, para que estabilize o sistema contra essas
variações.
Nos sistemas que utilizam o R-134a,a regulagem é feita por um bulbo
sensível, o qual monitora a temperatura da tubulação de retorno do
evaporador. Estes elementos percebem variações na temperatura e controlam
a abertura da válvula, aumentando ou diminuindo a vazão do fluido.
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Válvula de Expansão
Componentes do Sistema
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Evaporador
Componentes do Sistema
Está localizado na caixa de ar, com o eletroventilador de climatização.
Ambos fazem parte do chamado grupo condicionador, junto com os
comandos para regulagem do sistema.
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Evaporador
Componentes do Sistema
É o segundo trocador de calor do sistema, composto de tubos de cobre em forma
de serpentinas e aletas de alumínio para aumentar a área de troca de calor.
2,5 a 3 bar
-10 a -15ºC
2,5 a 3 bar
6 a 12ºC
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62
Evaporador
Componentes do Sistema
O eletroventilador aspira o ar do habitáculo ou o externo e sopra esse ar em
direção às aletas do evaporador. No evaporador estará circulando o fluido
refrigerante, com uma temperatura mais baixa que a do ar aspirado.
O fluido se aquece e passa do estado líquido ao gasoso, com temperatura
entre 6 e 12°C. Assim, o ar aspirado cede calor ao evaporador, tornando-se
mais frio, além de perder umidade.
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Essa umidade torna-se líquida em contato com as aletas frias do evaporador,
escoa para o fundo da caixa de ar e é levada para fora do veículo através de
uma mangueira.
Evaporador
Componentes do Sistema
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Pressostato de Três níveis
Componentes do Sistema
Está localizado junto ao filtro secador, na linha de alta pressão. Tem a função
de proteger o compressor e manter as pressões dentro da faixa de trabalho.
Contato A: corresponde ao 2º nível
Contato B: corresponde ao 1º e 3º níveis
A B
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Pressostato de Três níveis
Componentes do Sistema
Assim atuam os contatos:
1º nível - se a pressão do fluido, no lado de alta pressão, cair a um valor abaixo
de 2,5 bar (35,6 psi) aproximadamente, o contato desliga a bobina
eletromagnética do compressor. Isso pode acontecer em caso de vazamentos
ou se a temperatura externa estiver abaixo de 10°C. Nesse caso não haveria a
evaporação do fluido.
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Pressostato de Três níveis
Componentes do Sistema
2º nível - fecha o contato ligando o eletroventilador para resfriar o condensador
quando a pressão atinge 15 bar (213,5 psi) aproximadamente.
Ocorre quando o fluxo de ar é insuficiente, com o veículo parado ou em
congestionamento, tornando necessária a ventilação forçada para o fluido se
condensar.
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Pressostato de Três níveis
Componentes do Sistema
3º nível - se a pressão do fluido, no lado de alta pressão, subir a um valor acima
de 25 bar (356 psi) aproximadamente, mesmo com o eletroventilador ligado ou
em caso de defeito deste, a embreagem eletromagnética do compressor é
desligada.
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Sensor de Pressão Linear
Componentes do Sistema
Atua como o pressostato, porém, em vez de abrir e
fechar contatos, o sensor envia sinais elétricos
lineares para ECM, e esta por sua vez comanda o
acionamento do eletroventilador e da embreagem
eletromagnética do compressor, proporcionando a
mesma lógica de funcionamento que o pressostato.
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Termostato Anti congelamento
Componentes do Sistema
Em alguns veículos, como o Palio e o Ducato, o sistema condicionador de ar
utiliza um termostato anticongelamento. Nesse caso o termostato é fixado na
saída do evaporador, na caixa de ar.
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Componentes do Sistema
O termostato tem a função de desligar a embreagem eletromagnética do
compressor, quando a temperatura no evaporador estiver muito baixa, a fim
de evitar que a umidade condensada nas aletas do evaporador se congele.
Um capilar ou um sensor eletrônico é ligado ao termostato e inserido no
evaporador para sentir as variações de temperatura.
Termostato Anti congelamento
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Componentes do Sistema
Termostato Anti congelamento
Para o Palio, a temperatura para a qual o contato abre é de aproximadamente
3,5°C, o que corresponde a uma pressão próxima de 1,72 bar .Com o
compressor desligado, o fluxo do fluido para e o evaporador cessa o
resfriamento. Então, a temperatura sobe e o contato volta a fechar quando os
valores atingirem 5°C (3,17 bar ou 45,2 psi) aproximadamente.
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Componentes do Sistema
Inter-relação com o sistema de Gerenciamento Motor
Quando o condicionador de ar é colocado
em funcionamento, o motor perde potência,
A central de injeção recebe um sinal informando que
o ar condicionado foi ativado e faz aumentar o
número de rotações em marcha lenta, antes que o
compressor seja inserido.
E caso haja demanda de potência o compressor é
desligado momentaneamente.
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Funcionamento do Condicionador
Componentes do Sistema
Circuito de baixa pressão
Circuito de alta pressão
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OPERAÇÕES COM R 134 A
CLIMATIZADORES
75
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Quando necessário fazer a descarga do fluido R-134a (procedimento de
absorção e purificação), deve-se desapertar os tampões das válvulas de
serviço de engate rápido e conectar nestas válvulas as mangueiras de alta
pressão (high) e baixa pressão (low).
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76
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Então comece o procedimento de descarga, de acordo com as instruções do
manual de utilização do equipamento próprio, o CLEANER 134 ou outro
equipamento homologado pela FIAT.
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Respeite as normas de segurança, trabalhando longe do fogo e em local
arejado. Use luvas de couro, uma vez que o fluido chega a -26,5°C e pode
causar queimaduras. Proteja os olhos e utilize somente equipamento de
descarga apropriado.
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Antes de recarregar o sistema ou após a manutenção, deve ser feito o
procedimento de vácuo.
Depois do vácuo, recarregue o sistema com fluido R-134a, na quantidade
prevista nos “Dados Técnicos do Veículo”.
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Ao manusear os bujões de metal contendo R-134a, é necessário ter alguns
cuidados:
• Não exponha os bujões ao sol por muito tempo, para não aumentar a
pressão interna.
• Não vire o bujão para transferir fluido.
• Se nos meses frios for difícil passá-lo do bujão para a estação de carga, por
causa de sua baixa pressão, leve-o a um local aquecido a 35°C no máximo,
por 20 minutos.
• Nunca use fogo.
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80
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Também é possível verificar se há vazamentos pelo procedimento de vácuo.
Depois do procedimento, desligue as chaves de controle e feche todos os
registros. Apenas serão usados os manômetros de alta e baixa pressão.
Nessa condição, os manômetros devem
marcar um valor constante de depressão.
Se a pressão estiver aumentando, existe
vazamento. Verifique cuidadosamente o
sistema para localizar o local de
vazamento.
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81
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Se for necessário substituir os componentes do sistema, acrescente as
quantidades de óleo recomendadas para cada componente substituído.
Componente Quantidade
Filtro secador 15 cm3 (ml)
Tubulações
5 cm3/m (ml/m)
Evaporador
15 cm3(ml)
Condensador
15 cm3(ml)
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Para substituir o compressor, que já vem com a
quantidade de óleo necessária, remova a mesma
quantidade que ficou no sistema.
Recupere o óleo retirado em um recipiente
adequado (A).
Coloque o óleo do novo compressor em outro
recipiente (B).
Coloque no compressor novo a mesma quantidade
retirada do velho.
Depois monte o compressor no veículo.
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83
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Se o óleo extraído do compressor substituído não chegar a 70 ml, coloque no
compressor novo 50 ml de óleo e instale-o no veículo.
Faça os procedimentos de vácuo e recarga. Depois coloque o veículo para
funcionar entre 800 e 1200 rpm com o compressor ligado.
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84
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Então, descarregue o fluido, retire o compressor e verifique a quantidade do
óleo. Se necessário, completar o óleo conforme tabela ao lado. Refazer os
procedimentos de vácuo e recarga de sistema.
Quantidade Coletada Quantidade a colocar
Mais de 70 ml 70 ml
Menos de 70 ml
90 ml
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85
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Caso necessite fazer uma descarga rápida do sistema, complete com 50 ml de
óleo. Este procedimento é feito em caso de quebras acidentais, quando fica
impossível saber a exata quantidade de óleo vazado.
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86
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
O sistema deve ser lavado cuidadosamente, em caso de danos, quebra do
compressor ou outros componentes, ou ainda se as tubulações ficarem
abertas por mais de 6 horas durante uma revisão.
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Usando o CLEANER 134 ou outro
equipamento homologado pela Fiat, abasteça
o sistema com a quantidade de fluido
indicada para recarga pelo lado de alta
pressão. Depois, faça sua recuperação,
carregue-o novamente com o fluido e
recupere-o como foi feito anteriormente.
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88
R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Após a lavagem, substitua o filtro secador e faça os procedimentos de vácuo e
recarga do sistema.
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R 134 a
Operações com Fluido refrigerante R134 A
Para controlar as pressões do
condicionador, use a estação de recarga,
com o veículo ligado com rotação em
torno de 1500 rpm e temperatura externa
entre 20 e 28°C.
O manômetro do circuito de baixa pressão
deverá indicar de 1,5 a 3,0 bar (21 a 43
psi) e o manômetro de alta pressão,
deverá indicar de 11 a 16 bar (156 a 228
psi).
CLIMATIZADORES
90
VERIFICAÇÃO DO SISTEMA
CLIMATIZADORES
91
Verificação do sistema com uso do manômetro
Sistemas de condicionamento que utilizam o fluido R-134a poderão ser
verificados por meio do uso de manômetros, a fim de detectar problemas ou
falhas.
Para iniciar a verificação, o veículo deverá estar ligado e dentro das condições
previstas para o rastreamento com manômetros.
CLIMATIZADORES
92
Verificação do sistema com uso do manômetro
Com funcionamento normal e
compressor desligado por longo
tempo, ambos os manômetros
deverão marcar entre 5 e 6 bar (71
a 85 psi).
Com o compressor ligado, o
manômetro de baixa pressão
deverá marcar 1,5 a 3 bar (21 a 43
psi) e o de alta pressão deverá
indicar 11 a 16 bar (156 a 228 psi).
CLIMATIZADORES
93
Verificação do sistema com uso do manômetro
Quando entra umidade, por causa
de saturação do dessecante do filtro
secador, o sistema interrompe o
ciclo e depois volta a funcionar. O
manômetro de baixa pressão indica
vácuo e, às vezes, pressão normal.
CLIMATIZADORES
94
Verificação do sistema com uso do manômetro
Caso falte fluido refrigerante, os dois
manômetros marcarão pressão baixa e
aparecerão bolhas no visor do filtro
secador.
CLIMATIZADORES
95
Verificação do sistema com uso do manômetro
Quando houver pouca circulação do fluido,
o resfriamento ficará deficiente. Os
manômetros marcarão pressão abaixo do
normal e poderá ser visto gelo ou
condensação próxima ao filtro
secador ou na válvula de expansão.
CLIMATIZADORES
96
Verificação do sistema com uso do manômetro
Com ausência de circulação do
refrigerante, o sistema não refrigera na
maioria dos casos. O manômetro do lado
de baixa pressão indica vácuo e o do lado
de alta marca pressão muito baixa. Pode-
se ver condensação ou gelo antes ou
depois do filtro secador ou da válvula de
expansão.
CLIMATIZADORES
97
Verificação do sistema com uso do manômetro
Com excesso de fluido ou deficiência na
troca de calor com o condensador, o
sistema não refrigera normalmente. Os
dois manômetros indicam pressão muito
alta e, com baixa rotação do motor, não se
vêem bolhas de ar no visor do filtro
secador.
CLIMATIZADORES
98
Verificação do sistema com uso do manômetro
Com presença de ar no sistema, os dois
manômetros indicam pressão muito alta,
os tubos do lado de baixa pressão se
aquecem e aparecem bolhas no visor do
filtro secador.
CLIMATIZADORES
99
Verificação do sistema com uso do manômetro
Se a válvula de expansão estiver montada
de maneira incorreta ou se o tubo
expansor apresentar defeito, irá aparecer
gelo ou condensação sobre os tubos de
baixa pressão e os dois manômetros
marcarão uma pressão muito alta.
CLIMATIZADORES
100
Verificação do sistema com uso do manômetro
Quando há deficiência no compressor, o
sistema não refrigera. O manômetro de
baixa acusa pressão muito alta e o
manômetro de alta pressão acusa pressão
muito baixa.
CLIMATIZADORES
101
DIAGNOSE
CLIMATIZADORES
102
Diagnose
Definição: é um estado de espírito que reflete a satisfação com o ambiente
térmico que envolve a pessoa. Se o balanço de todas as trocas de calor a que
está submetido o corpo humano for nulo e a temperatura da pele e suor
estiverem dentro de certos limites, pode-se dizer que o homem sente conforto
térmico Lamberts et al (1997).
As variáveis ambientais que influenciam este conforto são:
• Temperatura do ar
• Umidade do ar
• Velocidade do ar
• Calor radiante
Conforto Térmico
CLIMATIZADORES
103
Diagnose
CLIMATIZADORES
104
Diagnose
Análise da Eficácia
Tem como objetivo diagnosticar, no veículo, possíveis reclamações referentes
ao mau funcionamento ou à baixa eficiência do sistema de ar- condicionado.
Portanto, para a diagnose, deve-se seguir as etapas abaixo:
• Utilizar o aparelho de carga e recarga de gás refrigerante para verificação do
sistema de ar-condicionado, eliminando todas as hipóteses quanto a
vazamento, excesso ou falta de gás
• Avaliar se o filtro de carvão ativado (ou antipólen) encontra-se obstruído ou
com presença de folhas, impedindo o fluxo de ar para o interior do veículo
CLIMATIZADORES
105
Diagnose
• Posicionar os botões de controle do ar
no veículo conforme indicação abaixo:
- Controle C de ventilação na posição 4;
- Controle B de distribuição do ar na
posição ar frontal;
- Cursor A de recirculação totalmente à
esquerda (admissão de ar externo);
- Controle D de temperatura na posição
Frio (faixa azul);
- Ar-condicionado desligado (comando
E);
• Ligar o veículo e abrir os vidros das
portas dianteiras e traseiras, até a
diminuição da temperatura do habitáculo.
Em seguida, fechar os vidros e deixar o
veículo funcionando.
Análise da Eficácia
D
A
C
B
E
CLIMATIZADORES
106
Diagnose
Análise da Eficácia
OBS.: É importante que o teste seja efetuado em ambiente coberto, sem a
exposição direta do sol sobre o veículo, e a temperatura externa esteja
variando entre 18ºC e 30ºC.
Se o teste ocorrer em um ambiente em que a temperatura externa está menor
que 18°C e maior que 30°C, é necessário estabilizar a temperatura do
habitáculo.
CLIMATIZADORES
107
Diagnose
Análise da Eficácia
Instalar um termômetro de bulbo seco no difusor central de saída do ar
• Com o auxílio de um cronômetro, observar que após 1 minuto, a temperatura
T0 indicada no termômetro não poderá ser superior a 5ºC da temperatura
externa.
• Posicionar o cursor A de recirculação do ar totalmente à direita (recirculação),
e acionar o ar-condicionado (comando E)
• Verificar se:
-Depois de 30 segundos do acionamento do compressor, o valor indicado no
manômetro de baixa pressão alcance valores menores que 3 bar (43 psi)
- Depois de 2 minutos do acionamento do compressor, a temperatura indicada
no termômetro seja reduzida pelo menos 8º C da temperatura T0
CLIMATIZADORES
108
Diagnose
 Depois de 5 minutos do acionamento do compressor, a temperatura indicada no
termômetro seja reduzida pelo menos 12 C da temperatura T0;
 O eletroventilador do radiador entrará em funcionamento quando o valor indicado
no manômetro de alta pressão estiver entre 15 e 16 bar (215 a 228 psi);
 No instante de desacionamento do eletroventilador do radiador, o valor indicado
no manômetro de alta pressão esteja entre 11 e 12 bar (156 a 170 psi);
Análise da Eficácia
CLIMATIZADORES
109
Diagnose
Análise da Eficácia
Caso o funcionamento do sistema não esteja compreendido
conforme as indicações acima, consultar a seguinte tabela a seguir
das principais anormalidades e suas prováveis causas:
CLIMATIZADORES
110
Diagnose
Ítem Anormalidade Provável causa
1 A pressão não sai do valor inicial O compressor não funciona
2
A pressão de envio não sai de
15 bar (215 psi), a pressão de
aspiração fica abaixo de 1 bar e a
temperatura do bocal abaixa lentamente
Existência de pouco gás no
circuito. Recarregar o sistema
3
A pressão de envio sai de repente a
15 bar, mas com o eletroventilador
ligado a pressão continua a sair
Se a pressão de aspiração é mais
alta que 2,5 a 3 bar (35 a 43 psi),
existe muito Gás no sistema. Se
a pressão de aspiração é
baixa, provavelmente a válvula de
Aspiração está travada.
4
A pressão de envio é correta. A
pressão de aspiração vai abaixo de 1
bar e o sistema não desliga.
O termostato anticongelamento ou
O pressostato não funcionam
(estão Sempre fechados).
CLIMATIZADORES
111
CADERNO DE EXERCÍOS
CLIMATIZADORES
112
Gabarito
3
1
2
x
CLIMATIZADORES
113
Gabarito
2
1
X
Calor: É a forma de energia que se transfere de um corpo a outro, desde que ambos tenham temperaturas
Diferentes. Unidade no SI : Caloria
Temperatura: é a medida da energia cinética média das moléculas de um corpo. Unidade no SI
Kelvin , mas utilizaremos Graus Celsius ºC
Pressão: é a relação existente entre uma força aplicada perpendicularmente sobre uma determinada área.
Unidade no SI: Pascal mas utilizaremos “Bar ou PSI”.
CLIMATIZADORES
114
Gabarito
Compressor
Condensador
Filtro Secador
Válvula de Expans.
Evaporador
Eletroventilador Ext
Eletroventilador Int.
4
5
3
1
2
CLIMATIZADORES
115
CLIMATIZADORES
116
0,3 V
2,45 V
2,95 V
4,5 V
CLIMATIZADORES
117
4
3
7
5
2
1
6
BP
AP
CLIMATIZADORES
118
4
2
1
3
CLIMATIZADORES
119
IV
II
III
I
2
4
3
2
1
CLIMATIZADORES
120
III
II
I
IV
1
3
2
2
4
CLIMATIZADORES
121
X
CLIMATIZADORES
122
X
CLIMATIZADORES
123
X
CLIMATIZADORES
124
X
X

APRESENTAÇÃO_CLIMATIZADORES E FUNCIONAMENTO.pdf

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    CLIMATIZADORES 3 Introdução “O homem semprebuscou formas de adaptar-se às variações climáticas, ao frio ou ao calor excessivo que lhe causam desconforto.”
  • 4.
    CLIMATIZADORES 4 Hoje em diaos veículos podem vir equipados com sistema de climatização, visando oferecer maior conforto e bem-estar aos ocupantes, além de melhorar as condições de segurança da direção. Introdução
  • 5.
    CLIMATIZADORES 5 Introdução Um sistema declimatização eficiente em um veículo deve controlar, além da temperatura, a velocidade e a pureza do ar no habitáculo. Isto criará condições de conforto mais satisfatórias. Ar entra quente, sujo e Cheio de impurezas Ar sai limpo, tratado e temperado Condicionador de ar
  • 6.
    CLIMATIZADORES 6 Introdução Nos países tropicais,uma temperatura em torno dos 23°C é considerada agradável. Variação de Temperatura > 2º ou 3º = Intervenção do usuário Com o sistema estabilizado
  • 7.
  • 8.
    CLIMATIZADORES 8 Generalidades: A umidade relativado ar permanece entre 15 e 30%, devido ao fato de não haver um mecanismo de controle desta umidade. conforto Velocidade do ar controlada Acionamento do Recírculo de tempos em tempos Limpeza do sistema Aletas do distribuidor De ar desobstruída.
  • 9.
    CLIMATIZADORES 9 Generalidades: O organismo humanoaltera o ar à sua volta. Eleva a taxa de dióxido de carbono (CO2)e reduz o percentual de oxigênio, aumentando a concentração de bactérias patogênicas e produzindo odores. Por isso, é necessário renovar o ar do habitáculo. Um filtro antipólen equipa alguns sistemas,tornando mais puro o ar que entra no habitáculo.
  • 10.
    CLIMATIZADORES 10 Generalidades: O organismo humanoaltera o ar à sua volta. Eleva a taxa de dióxido de carbono (CO2)e reduz o percentual de oxigênio, aumentando a concentração de bactérias patogênicas e produzindo odores. Por isso, é necessário renovar o ar do habitáculo. Um filtro antipólen equipa alguns sistemas,tornando mais puro o ar que entra no habitáculo.
  • 11.
    CLIMATIZADORES 11 Generalidades: O calor: Através dotato, as pessoas percebem as condições de temperatura. Quando tocamos um objeto e dizemos que está “frio” ou “quente”, nos referimos a uma sensação térmica O calor é a forma de energia que se transfere de um corpo a outro, ou de uma parte deste a outra, desde que ambos os corpos tenham temperaturas distintas.
  • 12.
    CLIMATIZADORES 12 Generalidades: Unidades de Medidasde calor: No sistema Métrico: Caloria = É a quantidade de calor necessária para aquecer 1°C (um grau Celsius), de 15,5 até 16,5°C, um grama de água BTU = (British Thermal Unit /Unidade Térmica Britânica) = É a unidade utilizada no Sistema Inglês de Unidades, e representa a quantidade de calor necessária para variar de 1°F (um grau Fahrenheit), de 39,5 até 40,5°F,uma libra de água.
  • 13.
  • 14.
    CLIMATIZADORES 14 Generalidades: Processo de transmissãode calor: Condução: acontece nos corpos em estado sólido que apresentam temperaturas diferentes em sua extensão. O calor se transfere de molécula a molécula até que todo o corpo esteja na mesma temperatura.
  • 15.
    CLIMATIZADORES 15 Generalidades: Processo de transmissãode calor: Nos fluidos, ou seja, líquidos e gases, o calor se transmite por convecção. Convecção: é o movimento que um fluido adquire quando há diferença de pressão entre partes desse fluido que estejam a temperaturas diferentes. Vejamos o exemplo de uma panela com água sendo aquecida por baixo. Líquido aquecido Densidade diminui Ele sobe. Líquido menos aquecido Densidade maior Ele desce.
  • 16.
    CLIMATIZADORES 16 Generalidades: Processo de transmissãode calor: Outra forma de transmissão de calor é a radiação, que ocorre mesmo que não haja nenhum meio material entre os corpos. O corpo de maior temperatura irradia calor a outro, emitindo radiação térmica, que é um tipo de onda eletromagnética que se propaga inclusive no vácuo. Assim é que o calor do sol aquece a Terra.
  • 17.
    CLIMATIZADORES 17 Generalidades: A Temperatura: As moléculasde um corpo estão em constante movimento de vibração. Para que elas realizem este movimento, é preciso que possuam uma forma de energia, chamada de energia cinética. Maior Temperatura = maior energia cinética Menor temperatura = Menor energia cinética Assim, temperatura é a medida da energia cinética média das moléculas de um corpo.
  • 18.
    CLIMATIZADORES 18 Generalidades: A Temperatura: O instrumentoutilizado para medir a temperatura é o termômetro. A unidade de medida de temperatura mais usada em nosso país é o grau Celsius (°C), também chamado centígrado. Nos países de língua inglesa utiliza-se o grau Fahrenheit (°F).
  • 19.
    CLIMATIZADORES 19 Ambas as escalastêm dois pontos fixos, que são as temperaturas em que a água passa do estado sólido ao líquido (ponto de fusão) e do líquido ao gasoso (ponto de ebulição). O ponto de fusão da água é zero grau na escala Celsius e 32 graus na escala Fahrenheit. O ponto de ebulição da água é 100 °C e 212 °F, sob pressão atmosférica normal. Se a pressão variar, estas temperaturas também variam. Generalidades: A Temperatura:
  • 20.
    CLIMATIZADORES 20 Generalidades: A Temperatura: A escalaCelsius é dividida em cem partes iguais, cada uma correspondendo a um grau. Para fazer a conversão de grau Celsius para Fahrenheit e vice-versa, basta usar as fórmulas: °F = (°C x 1,8)+32 °C = (°F - 32) 1,8
  • 21.
    CLIMATIZADORES 21 Generalidades: A Pressão: Chamamos depressão a relação existente entre uma força aplicada perpendicularmente sobre uma determinada área. Sendo assim, quanto maior for a área, menor será a pressão, se mantivermos a força constante.
  • 22.
    CLIMATIZADORES 22 Generalidades: A Pressão: Temos váriasunidades para medidas de pressão, e essas são as relações entre elas: 1 atm = 1 bar = 14,23 lb/pol2(psi) = 1 kgf/cm2 = 29,92 polHg = 760 mmHg Dessas unidades, as mais utilizadas nas publicações sobre climatização são o “bar” e o “psi”. Para medir a pressão, o instrumento usado é o manômetro.
  • 23.
    CLIMATIZADORES 23 Generalidades: A Pressão: Essa pressãoé chamada de pressão atmosférica, e varia de acordo com a altitude. No alto de uma montanha, a pressão é menor que ao nível do mar, pois a coluna de ar acima da montanha também é menor. Ao nível do mar Na montanha
  • 24.
    CLIMATIZADORES 24 Generalidades: A Pressão: É comumouvirmos os termos pressão absoluta, pressão atmosférica, depressão etc. Veja as relações entre eles:
  • 25.
    CLIMATIZADORES 25 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: A pressão, a temperatura e o volume são as variáveis que controlam as transformações dos gases. Dizemos que houve transformação quando pelo menos uma destas variáveis mudou de valor.
  • 26.
    CLIMATIZADORES 26 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: Essas transformações obedecem à equação geral dos gases: (P1.V1) = (P2.V2) T1 T2 Onde P é a pressão, V é o volume e T é a temperatura.
  • 27.
    CLIMATIZADORES 27 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: As transformações nas quais o volume não se altera, são chamadas de isométricas. Nesse caso, para cada pressão, existe uma determinada temperatura. Quando se eleva a pressão, a temperatura também se eleva.
  • 28.
    CLIMATIZADORES 28 Diagrama pressão-temperatura para umasubstância de comportamento semelhante ao da água. Generalidades: Estudo Teórico dos gases:
  • 29.
    CLIMATIZADORES 29 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: Dois fenômenos básicos importantes: -quando um líquido se evapora, passando ao estado gasoso, absorve calor do ambiente; - quando um vapor se condensa, passando ao estado líquido, libera calor para o ambiente.
  • 30.
    CLIMATIZADORES 30 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: O sistema de condicionamento de ar utiliza um fluido refrigerante para realizar as trocas de calor. O refrigerante atua como agente transportador de energia térmica de um corpo a outro.
  • 31.
    CLIMATIZADORES 31 Generalidades: Estudo Teórico dosgases: Em um sistema de condicionamento de ar, existem duas pressões distintas para controlar a transferência de calor. À pressão alta corresponde temperatura alta e à pressão baixa corresponde temperatura baixa. Lado de alta pressão Lado de baixa pressão
  • 32.
    CLIMATIZADORES 32 Ciclo de Funcionamento Osistema funciona de modo inverso ao ciclo de Carnot. No início do século passado, um engenheiro francês chamado Sadi Carnot desenvolveu uma teoria sobre o fluxo de energia das máquinas térmicas. O ciclo reversível que ele apresentou ganhou o mesmo nome e funciona da seguinte maneira: Fonte quente Trabalho Fonte quente Fonte fria Fonte fria Trabalho
  • 33.
    CLIMATIZADORES 33 Ciclo de Funcionamento Noinício da fase de expansão, o gás recebe calor (Q1) de uma fonte quente, que está a uma temperatura T1. O volume começa a aumentar. Q1 T1
  • 34.
    CLIMATIZADORES 34 Ciclo de Funcionamento Continuandoa fase de expansão, retira-se a fonte quente. O gás passa a se expandir sem trocar calor com o exterior (adiabaticamente). A pressão cai e a temperatura também, até chegar à temperatura da fonte fria (T2), quando cessa a expansão.
  • 35.
    CLIMATIZADORES 35 Ciclo de Funcionamento Nesteponto, o êmbolo começa a voltar. Utiliza-se a fonte fria para retirar calor do sistema, então o sistema cede calor (Q2). T2 Q2
  • 36.
    CLIMATIZADORES 36 Ciclo de Funcionamento Continuandoa volta do êmbolo, retira-se a fonte fria. O gás passa a se contrair adiabaticamente, por isso se aquece, até chegar novamente à temperatura T1, quando o ciclo recomeça.
  • 37.
    CLIMATIZADORES 37 No sistema decondicionamento de ar o ciclo ocorre da seguinte maneira: Ciclo de Funcionamento P 3 T 4 2 Q2 1 V
  • 38.
    CLIMATIZADORES 38 Ciclo de Funcionamento 1-4.Início da compressão do fluido refrigerante em estado gasoso, provocando um rápido aumento da temperatura e da pressão do mesmo, através do compressor 4-3. Continuação da compressão, o fluido cede calor (Q1) ao exterior, através do condensador 3-2. Início da fase de expansão rápida, através da válvula de expansão 2-1. Continuação da expansão. Para que a temperatura seja mantida constante, o fluido absorve calor (Q2) do interior do habitáculo, através do evaporador. Carnot
  • 39.
    CLIMATIZADORES 39 Ciclo de Funcionamento Como fluido percorrendo esse ciclo, o sistema pode absorver calor com baixa temperatura e restituí-lo com uma temperatura alta. Utilizando uma certa força de trabalho, consegue passar o calor de um corpo frio (interior do habitáculo) para outro mais quente (exterior).
  • 40.
    CLIMATIZADORES 40 Fluido Refrigerante Para seremusados em circuitos de condicionamento de ar, os fluidos refrigerantes devem: • Ter baixo ponto de ebulição, passando ao estado gasoso com temperatura baixa; • Baixo ponto de congelamento para evitar a solidificação; • Deve absorver muito calor com pequena quantidade de refrigerante; • Possuir baixa temperatura crítica (acima da qual o gás não pode ser liquefeito, independentemente da pressão). Esta não pode ser atingida durante o ciclo. Além disso o fluido não deve ser explosivo, inflamável, tóxico, nocivo, oxidante nem corrosivo.
  • 41.
    CLIMATIZADORES 41 O fluido idealem termos de estabilidade, miscível* com lubrificantes e inerte à maior parte dos metais é o diclorodifluormetano (CCl2F2), também chamado R-12 ou Freon 12. • miscibilidade: é a capacidade do lubrificante e fluido refrigerante se misturarem. É um fator muito importante para o retorno do óleo lubrificante ao compressor. Fluido Refrigerante
  • 42.
    CLIMATIZADORES 42 Fluido Refrigerante Esse refrigeranteera amplamente usado nos sistemas de condicionamento de ar. Hoje em dia, porém, sabe-se que o Freon 12 e os outros clorofluorcarbonetos (CFC) são prejudiciais à camada de ozônio que protege a Terra das radiações ultravioletas. Devido a esse problema os produtores de fluidos refrigerantes estão substituindo os compostos que contêm CFC pelos hidrofluorcarbonetos (HFC), que são inofensivos à camada de ozônio.
  • 43.
    CLIMATIZADORES 43 Fluido Refrigerante Nos sistemasmais recentes de condicionamento de ar para veículos, o fluido mais usado é o tetrafluoretano, chamado de R-134a. Lembre-se que nos sistemas em que se usa Freon 12 não se pode usar o R-134a. Assim, os componentes dos dois sistemas não são intercambiáveis.
  • 44.
    CLIMATIZADORES 44 Fluido Refrigerante Diagrama doestado líquido-gasoso em função da temperatura e da pressão. ■ R 134a no estado gasoso ● R 134a no estado líquido
  • 45.
    CLIMATIZADORES 45 Fluido Refrigerante Existem equipamentospróprios para efetuar a carga e descarga dos sistemas de climatização que contêm o R-134a. Atualmente existem alguns equipamentos homologados pela FIAT, basta consultar o INFOTEC.
  • 46.
  • 47.
    CLIMATIZADORES 47 Componentes do Sistema Compressor Éo principal componente do sistema. Tem a função de receber o fluido refrigerante em estado gasoso e comprimi-lo, aumentando rapidamente sua pressão e temperatura para enviá-lo ao condensador, sob a forma gasosa.
  • 48.
    CLIMATIZADORES 48 Compressor É escolhido combase na capacidade, cilindrada e no número de rotações. A relação entre a capacidade do compressor e a calibragem da válvula de expansão deve ser tal que mantenha as pressões equilibradas... Componentes do Sistema
  • 49.
  • 50.
    CLIMATIZADORES 50 Compressor Componentes do Sistema ...nãopermitindo pressões muito altas no circuito de alta pressão nem pressões muito baixas no circuito de baixa pressão. O compressor é acoplado ao motor por meio de uma correia, que liga a polia do eixo de manivelas à polia da embreagem de engate eletromagnético, que é montado no eixo do compressor.
  • 51.
    CLIMATIZADORES 51 Compressor Componentes do Sistema Quandoo compressor está funcionando, o movimento do pistão na fase de aspiração abre as válvulas de sucção tipo palheta e o fluido em estado gasoso é sugado continuamente, passando através do evaporador. Assim, é mantida a pressão baixa neste lado do sistema.
  • 52.
    CLIMATIZADORES 52 Condensador Componentes do Sistema Éum trocador de calor, montado na frente do radiador, na parte frontal do veículo. Sua função é fazer com que o refrigerante em estado gasoso passe ao estado líquido a uma temperatura aproximada de 60°C, cedendo calor para o exterior.
  • 53.
    CLIMATIZADORES 53 Condensador Componentes do Sistema Écomposto por tubos de cobre ou alumínio formando serpentinas, com aletas de alumínio para aumentar a superfície de troca de calor. 10 a 20 bar 80 a 100°C 10 a 20 bar 50 a 60°C
  • 54.
    CLIMATIZADORES 54 Condensador Componentes do Sistema Umatroca térmica insuficiente no condensador poderá causar aumento na pressão do sistema, além da condensação incompleta do fluido. Se o fluido estiver com temperatura e pressão superiores às de condensação, tenderá a sair antes de estar totalmente líquido. A fim de evitar que isso ocorra, o eletroventilador é acionado pela NCM com base na informação do sensor de pressão linear. Assim, a temperatura do fluido diminui e, conseqüentemente, sua pressão também.
  • 55.
    CLIMATIZADORES 55 Filtro acumulador secador Componentesdo Sistema Tem três diferentes funções: 1- A primeira é acumular uma grande parte do fluido refrigerante utilizado no abastecimento do sistema, funcionando como um tanque de reserva; 2- Também atua como secador, pois tem em seu interior Zeolite para sistemas com R-134a, que absorvem as partículas de água, evitando que congelem na entrada da válvula de expansão; 3- Eventuais partículas sólidas contidas no sistema são retiradas pelas camadas filtrantes.
  • 56.
  • 57.
    CLIMATIZADORES 57 Válvula de Expansão Componentesdo Sistema É montada na entrada do evaporador e regula o fluxo e a expansão do fluido, provocando uma pulverização parcial e uma forte queda em sua pressão e temperatura, antes que entre no evaporador. saída do fluido do evaporador para o evaporador entrada do fluido
  • 58.
    CLIMATIZADORES 58 Válvula de Expansão Componentesdo Sistema O compressor é acoplado ao motor térmico, que sofre variações constantes nas suas rotações. Por isso, a válvula necessita de uma regulagem automática da vazão do fluido que vai para o evaporador, para que estabilize o sistema contra essas variações. Nos sistemas que utilizam o R-134a,a regulagem é feita por um bulbo sensível, o qual monitora a temperatura da tubulação de retorno do evaporador. Estes elementos percebem variações na temperatura e controlam a abertura da válvula, aumentando ou diminuindo a vazão do fluido.
  • 59.
  • 60.
    CLIMATIZADORES 60 Evaporador Componentes do Sistema Estálocalizado na caixa de ar, com o eletroventilador de climatização. Ambos fazem parte do chamado grupo condicionador, junto com os comandos para regulagem do sistema.
  • 61.
    CLIMATIZADORES 61 Evaporador Componentes do Sistema Éo segundo trocador de calor do sistema, composto de tubos de cobre em forma de serpentinas e aletas de alumínio para aumentar a área de troca de calor. 2,5 a 3 bar -10 a -15ºC 2,5 a 3 bar 6 a 12ºC
  • 62.
    CLIMATIZADORES 62 Evaporador Componentes do Sistema Oeletroventilador aspira o ar do habitáculo ou o externo e sopra esse ar em direção às aletas do evaporador. No evaporador estará circulando o fluido refrigerante, com uma temperatura mais baixa que a do ar aspirado. O fluido se aquece e passa do estado líquido ao gasoso, com temperatura entre 6 e 12°C. Assim, o ar aspirado cede calor ao evaporador, tornando-se mais frio, além de perder umidade.
  • 63.
    CLIMATIZADORES 63 Essa umidade torna-selíquida em contato com as aletas frias do evaporador, escoa para o fundo da caixa de ar e é levada para fora do veículo através de uma mangueira. Evaporador Componentes do Sistema
  • 64.
    CLIMATIZADORES 64 Pressostato de Trêsníveis Componentes do Sistema Está localizado junto ao filtro secador, na linha de alta pressão. Tem a função de proteger o compressor e manter as pressões dentro da faixa de trabalho. Contato A: corresponde ao 2º nível Contato B: corresponde ao 1º e 3º níveis A B
  • 65.
    CLIMATIZADORES 65 Pressostato de Trêsníveis Componentes do Sistema Assim atuam os contatos: 1º nível - se a pressão do fluido, no lado de alta pressão, cair a um valor abaixo de 2,5 bar (35,6 psi) aproximadamente, o contato desliga a bobina eletromagnética do compressor. Isso pode acontecer em caso de vazamentos ou se a temperatura externa estiver abaixo de 10°C. Nesse caso não haveria a evaporação do fluido.
  • 66.
    CLIMATIZADORES 66 Pressostato de Trêsníveis Componentes do Sistema 2º nível - fecha o contato ligando o eletroventilador para resfriar o condensador quando a pressão atinge 15 bar (213,5 psi) aproximadamente. Ocorre quando o fluxo de ar é insuficiente, com o veículo parado ou em congestionamento, tornando necessária a ventilação forçada para o fluido se condensar.
  • 67.
    CLIMATIZADORES 67 Pressostato de Trêsníveis Componentes do Sistema 3º nível - se a pressão do fluido, no lado de alta pressão, subir a um valor acima de 25 bar (356 psi) aproximadamente, mesmo com o eletroventilador ligado ou em caso de defeito deste, a embreagem eletromagnética do compressor é desligada.
  • 68.
    CLIMATIZADORES 68 Sensor de PressãoLinear Componentes do Sistema Atua como o pressostato, porém, em vez de abrir e fechar contatos, o sensor envia sinais elétricos lineares para ECM, e esta por sua vez comanda o acionamento do eletroventilador e da embreagem eletromagnética do compressor, proporcionando a mesma lógica de funcionamento que o pressostato.
  • 69.
    CLIMATIZADORES 69 Termostato Anti congelamento Componentesdo Sistema Em alguns veículos, como o Palio e o Ducato, o sistema condicionador de ar utiliza um termostato anticongelamento. Nesse caso o termostato é fixado na saída do evaporador, na caixa de ar.
  • 70.
    CLIMATIZADORES 70 Componentes do Sistema Otermostato tem a função de desligar a embreagem eletromagnética do compressor, quando a temperatura no evaporador estiver muito baixa, a fim de evitar que a umidade condensada nas aletas do evaporador se congele. Um capilar ou um sensor eletrônico é ligado ao termostato e inserido no evaporador para sentir as variações de temperatura. Termostato Anti congelamento
  • 71.
    CLIMATIZADORES 71 Componentes do Sistema TermostatoAnti congelamento Para o Palio, a temperatura para a qual o contato abre é de aproximadamente 3,5°C, o que corresponde a uma pressão próxima de 1,72 bar .Com o compressor desligado, o fluxo do fluido para e o evaporador cessa o resfriamento. Então, a temperatura sobe e o contato volta a fechar quando os valores atingirem 5°C (3,17 bar ou 45,2 psi) aproximadamente.
  • 72.
    CLIMATIZADORES 72 Componentes do Sistema Inter-relaçãocom o sistema de Gerenciamento Motor Quando o condicionador de ar é colocado em funcionamento, o motor perde potência, A central de injeção recebe um sinal informando que o ar condicionado foi ativado e faz aumentar o número de rotações em marcha lenta, antes que o compressor seja inserido. E caso haja demanda de potência o compressor é desligado momentaneamente.
  • 73.
    CLIMATIZADORES 73 Funcionamento do Condicionador Componentesdo Sistema Circuito de baixa pressão Circuito de alta pressão
  • 74.
  • 75.
    CLIMATIZADORES 75 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Quando necessário fazer a descarga do fluido R-134a (procedimento de absorção e purificação), deve-se desapertar os tampões das válvulas de serviço de engate rápido e conectar nestas válvulas as mangueiras de alta pressão (high) e baixa pressão (low).
  • 76.
    CLIMATIZADORES 76 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Então comece o procedimento de descarga, de acordo com as instruções do manual de utilização do equipamento próprio, o CLEANER 134 ou outro equipamento homologado pela FIAT.
  • 77.
    CLIMATIZADORES 77 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Respeite as normas de segurança, trabalhando longe do fogo e em local arejado. Use luvas de couro, uma vez que o fluido chega a -26,5°C e pode causar queimaduras. Proteja os olhos e utilize somente equipamento de descarga apropriado.
  • 78.
    CLIMATIZADORES 78 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Antes de recarregar o sistema ou após a manutenção, deve ser feito o procedimento de vácuo. Depois do vácuo, recarregue o sistema com fluido R-134a, na quantidade prevista nos “Dados Técnicos do Veículo”.
  • 79.
    CLIMATIZADORES 79 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Ao manusear os bujões de metal contendo R-134a, é necessário ter alguns cuidados: • Não exponha os bujões ao sol por muito tempo, para não aumentar a pressão interna. • Não vire o bujão para transferir fluido. • Se nos meses frios for difícil passá-lo do bujão para a estação de carga, por causa de sua baixa pressão, leve-o a um local aquecido a 35°C no máximo, por 20 minutos. • Nunca use fogo.
  • 80.
    CLIMATIZADORES 80 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Também é possível verificar se há vazamentos pelo procedimento de vácuo. Depois do procedimento, desligue as chaves de controle e feche todos os registros. Apenas serão usados os manômetros de alta e baixa pressão. Nessa condição, os manômetros devem marcar um valor constante de depressão. Se a pressão estiver aumentando, existe vazamento. Verifique cuidadosamente o sistema para localizar o local de vazamento.
  • 81.
    CLIMATIZADORES 81 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Se for necessário substituir os componentes do sistema, acrescente as quantidades de óleo recomendadas para cada componente substituído. Componente Quantidade Filtro secador 15 cm3 (ml) Tubulações 5 cm3/m (ml/m) Evaporador 15 cm3(ml) Condensador 15 cm3(ml)
  • 82.
    CLIMATIZADORES 82 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Para substituir o compressor, que já vem com a quantidade de óleo necessária, remova a mesma quantidade que ficou no sistema. Recupere o óleo retirado em um recipiente adequado (A). Coloque o óleo do novo compressor em outro recipiente (B). Coloque no compressor novo a mesma quantidade retirada do velho. Depois monte o compressor no veículo.
  • 83.
    CLIMATIZADORES 83 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Se o óleo extraído do compressor substituído não chegar a 70 ml, coloque no compressor novo 50 ml de óleo e instale-o no veículo. Faça os procedimentos de vácuo e recarga. Depois coloque o veículo para funcionar entre 800 e 1200 rpm com o compressor ligado.
  • 84.
    CLIMATIZADORES 84 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Então, descarregue o fluido, retire o compressor e verifique a quantidade do óleo. Se necessário, completar o óleo conforme tabela ao lado. Refazer os procedimentos de vácuo e recarga de sistema. Quantidade Coletada Quantidade a colocar Mais de 70 ml 70 ml Menos de 70 ml 90 ml
  • 85.
    CLIMATIZADORES 85 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Caso necessite fazer uma descarga rápida do sistema, complete com 50 ml de óleo. Este procedimento é feito em caso de quebras acidentais, quando fica impossível saber a exata quantidade de óleo vazado.
  • 86.
    CLIMATIZADORES 86 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A O sistema deve ser lavado cuidadosamente, em caso de danos, quebra do compressor ou outros componentes, ou ainda se as tubulações ficarem abertas por mais de 6 horas durante uma revisão.
  • 87.
    CLIMATIZADORES 87 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Usando o CLEANER 134 ou outro equipamento homologado pela Fiat, abasteça o sistema com a quantidade de fluido indicada para recarga pelo lado de alta pressão. Depois, faça sua recuperação, carregue-o novamente com o fluido e recupere-o como foi feito anteriormente.
  • 88.
    CLIMATIZADORES 88 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Após a lavagem, substitua o filtro secador e faça os procedimentos de vácuo e recarga do sistema.
  • 89.
    CLIMATIZADORES 89 R 134 a Operaçõescom Fluido refrigerante R134 A Para controlar as pressões do condicionador, use a estação de recarga, com o veículo ligado com rotação em torno de 1500 rpm e temperatura externa entre 20 e 28°C. O manômetro do circuito de baixa pressão deverá indicar de 1,5 a 3,0 bar (21 a 43 psi) e o manômetro de alta pressão, deverá indicar de 11 a 16 bar (156 a 228 psi).
  • 90.
  • 91.
    CLIMATIZADORES 91 Verificação do sistemacom uso do manômetro Sistemas de condicionamento que utilizam o fluido R-134a poderão ser verificados por meio do uso de manômetros, a fim de detectar problemas ou falhas. Para iniciar a verificação, o veículo deverá estar ligado e dentro das condições previstas para o rastreamento com manômetros.
  • 92.
    CLIMATIZADORES 92 Verificação do sistemacom uso do manômetro Com funcionamento normal e compressor desligado por longo tempo, ambos os manômetros deverão marcar entre 5 e 6 bar (71 a 85 psi). Com o compressor ligado, o manômetro de baixa pressão deverá marcar 1,5 a 3 bar (21 a 43 psi) e o de alta pressão deverá indicar 11 a 16 bar (156 a 228 psi).
  • 93.
    CLIMATIZADORES 93 Verificação do sistemacom uso do manômetro Quando entra umidade, por causa de saturação do dessecante do filtro secador, o sistema interrompe o ciclo e depois volta a funcionar. O manômetro de baixa pressão indica vácuo e, às vezes, pressão normal.
  • 94.
    CLIMATIZADORES 94 Verificação do sistemacom uso do manômetro Caso falte fluido refrigerante, os dois manômetros marcarão pressão baixa e aparecerão bolhas no visor do filtro secador.
  • 95.
    CLIMATIZADORES 95 Verificação do sistemacom uso do manômetro Quando houver pouca circulação do fluido, o resfriamento ficará deficiente. Os manômetros marcarão pressão abaixo do normal e poderá ser visto gelo ou condensação próxima ao filtro secador ou na válvula de expansão.
  • 96.
    CLIMATIZADORES 96 Verificação do sistemacom uso do manômetro Com ausência de circulação do refrigerante, o sistema não refrigera na maioria dos casos. O manômetro do lado de baixa pressão indica vácuo e o do lado de alta marca pressão muito baixa. Pode- se ver condensação ou gelo antes ou depois do filtro secador ou da válvula de expansão.
  • 97.
    CLIMATIZADORES 97 Verificação do sistemacom uso do manômetro Com excesso de fluido ou deficiência na troca de calor com o condensador, o sistema não refrigera normalmente. Os dois manômetros indicam pressão muito alta e, com baixa rotação do motor, não se vêem bolhas de ar no visor do filtro secador.
  • 98.
    CLIMATIZADORES 98 Verificação do sistemacom uso do manômetro Com presença de ar no sistema, os dois manômetros indicam pressão muito alta, os tubos do lado de baixa pressão se aquecem e aparecem bolhas no visor do filtro secador.
  • 99.
    CLIMATIZADORES 99 Verificação do sistemacom uso do manômetro Se a válvula de expansão estiver montada de maneira incorreta ou se o tubo expansor apresentar defeito, irá aparecer gelo ou condensação sobre os tubos de baixa pressão e os dois manômetros marcarão uma pressão muito alta.
  • 100.
    CLIMATIZADORES 100 Verificação do sistemacom uso do manômetro Quando há deficiência no compressor, o sistema não refrigera. O manômetro de baixa acusa pressão muito alta e o manômetro de alta pressão acusa pressão muito baixa.
  • 101.
  • 102.
    CLIMATIZADORES 102 Diagnose Definição: é umestado de espírito que reflete a satisfação com o ambiente térmico que envolve a pessoa. Se o balanço de todas as trocas de calor a que está submetido o corpo humano for nulo e a temperatura da pele e suor estiverem dentro de certos limites, pode-se dizer que o homem sente conforto térmico Lamberts et al (1997). As variáveis ambientais que influenciam este conforto são: • Temperatura do ar • Umidade do ar • Velocidade do ar • Calor radiante Conforto Térmico
  • 103.
  • 104.
    CLIMATIZADORES 104 Diagnose Análise da Eficácia Temcomo objetivo diagnosticar, no veículo, possíveis reclamações referentes ao mau funcionamento ou à baixa eficiência do sistema de ar- condicionado. Portanto, para a diagnose, deve-se seguir as etapas abaixo: • Utilizar o aparelho de carga e recarga de gás refrigerante para verificação do sistema de ar-condicionado, eliminando todas as hipóteses quanto a vazamento, excesso ou falta de gás • Avaliar se o filtro de carvão ativado (ou antipólen) encontra-se obstruído ou com presença de folhas, impedindo o fluxo de ar para o interior do veículo
  • 105.
    CLIMATIZADORES 105 Diagnose • Posicionar osbotões de controle do ar no veículo conforme indicação abaixo: - Controle C de ventilação na posição 4; - Controle B de distribuição do ar na posição ar frontal; - Cursor A de recirculação totalmente à esquerda (admissão de ar externo); - Controle D de temperatura na posição Frio (faixa azul); - Ar-condicionado desligado (comando E); • Ligar o veículo e abrir os vidros das portas dianteiras e traseiras, até a diminuição da temperatura do habitáculo. Em seguida, fechar os vidros e deixar o veículo funcionando. Análise da Eficácia D A C B E
  • 106.
    CLIMATIZADORES 106 Diagnose Análise da Eficácia OBS.:É importante que o teste seja efetuado em ambiente coberto, sem a exposição direta do sol sobre o veículo, e a temperatura externa esteja variando entre 18ºC e 30ºC. Se o teste ocorrer em um ambiente em que a temperatura externa está menor que 18°C e maior que 30°C, é necessário estabilizar a temperatura do habitáculo.
  • 107.
    CLIMATIZADORES 107 Diagnose Análise da Eficácia Instalarum termômetro de bulbo seco no difusor central de saída do ar • Com o auxílio de um cronômetro, observar que após 1 minuto, a temperatura T0 indicada no termômetro não poderá ser superior a 5ºC da temperatura externa. • Posicionar o cursor A de recirculação do ar totalmente à direita (recirculação), e acionar o ar-condicionado (comando E) • Verificar se: -Depois de 30 segundos do acionamento do compressor, o valor indicado no manômetro de baixa pressão alcance valores menores que 3 bar (43 psi) - Depois de 2 minutos do acionamento do compressor, a temperatura indicada no termômetro seja reduzida pelo menos 8º C da temperatura T0
  • 108.
    CLIMATIZADORES 108 Diagnose  Depois de5 minutos do acionamento do compressor, a temperatura indicada no termômetro seja reduzida pelo menos 12 C da temperatura T0;  O eletroventilador do radiador entrará em funcionamento quando o valor indicado no manômetro de alta pressão estiver entre 15 e 16 bar (215 a 228 psi);  No instante de desacionamento do eletroventilador do radiador, o valor indicado no manômetro de alta pressão esteja entre 11 e 12 bar (156 a 170 psi); Análise da Eficácia
  • 109.
    CLIMATIZADORES 109 Diagnose Análise da Eficácia Casoo funcionamento do sistema não esteja compreendido conforme as indicações acima, consultar a seguinte tabela a seguir das principais anormalidades e suas prováveis causas:
  • 110.
    CLIMATIZADORES 110 Diagnose Ítem Anormalidade Provávelcausa 1 A pressão não sai do valor inicial O compressor não funciona 2 A pressão de envio não sai de 15 bar (215 psi), a pressão de aspiração fica abaixo de 1 bar e a temperatura do bocal abaixa lentamente Existência de pouco gás no circuito. Recarregar o sistema 3 A pressão de envio sai de repente a 15 bar, mas com o eletroventilador ligado a pressão continua a sair Se a pressão de aspiração é mais alta que 2,5 a 3 bar (35 a 43 psi), existe muito Gás no sistema. Se a pressão de aspiração é baixa, provavelmente a válvula de Aspiração está travada. 4 A pressão de envio é correta. A pressão de aspiração vai abaixo de 1 bar e o sistema não desliga. O termostato anticongelamento ou O pressostato não funcionam (estão Sempre fechados).
  • 111.
  • 112.
  • 113.
    CLIMATIZADORES 113 Gabarito 2 1 X Calor: É aforma de energia que se transfere de um corpo a outro, desde que ambos tenham temperaturas Diferentes. Unidade no SI : Caloria Temperatura: é a medida da energia cinética média das moléculas de um corpo. Unidade no SI Kelvin , mas utilizaremos Graus Celsius ºC Pressão: é a relação existente entre uma força aplicada perpendicularmente sobre uma determinada área. Unidade no SI: Pascal mas utilizaremos “Bar ou PSI”.
  • 114.
    CLIMATIZADORES 114 Gabarito Compressor Condensador Filtro Secador Válvula deExpans. Evaporador Eletroventilador Ext Eletroventilador Int. 4 5 3 1 2
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