Doutorado em Química
Apresentação dos Resultados das atividades
experimentais
Físico-Química de Interfaces e Colóides
Profª. Aurora Pérez Gramátges
Aluno: Lucas Soares Rodrigues
SUMÁRIO
 AULAS EXPERIMENTAIS I e II
 CORRELAÇÃO DAS TENSÕES SUPERFICIAIS CALCULADAS COM AS
ESTRUTURAS QUÍMICAS DOS SURFACTANTES;
 GRÁFICO DE ln C x TENSÃO SUPERFICIAL E CÁLCULO DAS
VARIÁVEIS ENVOLVIDAS
2
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
SUMÁRIO
 AULAS EXPERIMENTAL III e IV
 SURFACTANTES E ESPUMAS;
 MÉTODO DE BIKERMAN;
 CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA X ESTABILIDADE DE
ESPUMAS
 EMULSÕES
 EMULSÕES COMPLEXAS
3
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
4
Água DTAB TTAB CTAB Tween DTAB
(NaCl)
NaCl DTAB (Água, 70°C)
72,71
67,52
56,47
32,05
31,00
46,32
72,67
48,27
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
5
N+
Br-
DTAB
>
N+
Br-
TTAB
>
N+
Br-
CTAB
>
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
O
H H
>
OH
O
O
O OH
O
O
OH
O
O
y
z
w
w+x+y+z=20
TWEEN 20
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
6
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
O
H
H
O
H
H
H
O
H
Ligação de H, elevada tensão interfacial
N+
N+
Aumento da cadeia apolar,
formação de interação dipolo
induzido-dipolo induzido,
diminuição da tensão interfacial
O
H H
O
H H
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
7
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Formação de interações íon-dipolo
Diminuição da quantidade de
ligações de H, ocasionando a
diminuição da tensão interfacial
O
H
H
O
H
H
O
H
H
H H
O
Na+
O
H H
+
Na
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
8
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
O
H H
Cl-
Cl- Cl-
-
Br Na+
N+
Br-
DTAB
Em NaCl
Diminuição da repulsão das cabeças
polares, fazendo com que mais
moléculas fiquem na interface,
diminuindo a tensão interfacial
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
9
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
N+
Br-
DTAB
Em água, a 70°C
Enfraquecimento das interações entre
surfactante e bulk da solução, devido ao aumento
da agitação molecular, ocasionando uma menor
energia de superfície e uma diminuição da
tensão interfacial
O
H H
2. MEDIÇÃO DE TENSÃO
INTERFACIAL
10
 Preparo de soluções de CTAB a partir de uma solução-mãe de 10 mmol/L
 Exemplo do cálculo utilizado
Preparação de 2 mL de uma solução de 0,02 mmol/L a partir da solução-mãe
V = 4 μL da solução-mãe e 1996 μL de água
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
11
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Concentração de CTAB Tensão superficial medida ln da concentração
0,01 72,133 -4,605170186
0,02 71,704 -3,912023005
0,04 71,485 -3,218875825
0,08 67,479 -2,525728644
0,2 47,148 -1,609437912
0,4 44,882 -0,916290732
0,5 43,791 -0,693147181
0,6 38,518 -0,510825624
0,7 38,358 -0,356674944
0,8 38,428 -0,223143551
1 38,088 0
3 37,525 1,098612289
5 37,656 1,609437912
7 37,254 1,945910149
10 36,884 2,302585093
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
12
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3
0
10
20
30
40
50
60
70
80
f(x) = − 6.25649091205487 x + 43.2443522351374
R² = 0.821006544351989
ln C (mmol/L)
(mN/m)
ϒ
Solvente puro
Concentração micelar crítica (cmc)
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
13
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 A medida que se aumenta a quantidade de tensoativo a ser dissolvido em um
solvente, sua dissolução tende a um valor de concentração que determina a
saturação na interface.
 A partir daí, a molécula não podem mais adsorver na interface e inicia-se o
processo de formação espontânea de agregados moleculares denominados
micelas.
Cauda apolar
Cabeça polar
N+
Br-
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
14
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 ENERGIA LIVRE DE GIBBS PADRÃO (Δ) DE MISCELIZAÇÃO
 Formação de micelas é termodinamicamente favorável
(processo espontâneo)
Aumento da entropia
devido a liberação de
camadas de solvatação
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
15
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 CONCENTRAÇÃO SUPERFICIAL DE EXCESSO MÁXIMA ()
Concentração superficial de
excesso máxima
Devido à adsorção de um surfactante na superfície
ou interface, a concentração de surfactante nesta
superfície é muito maior do que na fase
volumétrica.
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
16
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 CONCENTRAÇÃO SUPERFICIAL DE EXCESSO MÁXIMA ()
Coeficiente
angular da
equação da reta
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
17
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 ÁREA POR MOLÉCULA ()
Concentração superficial de
excesso máxima
Área que uma molécula
de surfactante adsorvido
na interface ocupa
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
18
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 ÁREA POR MOLÉCULA ()
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
19
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 ÁREA POR MOLÉCULA ()
3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS
VARIÁVEIS
20
4 ESTABILIDADE E FORMAÇÃO DE
ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 SURFACTANTES E ESPUMAS
 A camada de surfactante adsorvida (filme) forma
um envelope em volta das bolhas de ar, retendo
moléculas de água que previnem a coalescência
entre as bolhas e contribuem para a estabilização
do sistema.
Ar
O
H
H
O
H H
O
H
H
O
H
H
O
H
H
O
H
H
O
H
H
O
H
H
O
H H
O
H H
a)
b)
O
H
H
O
H
H
Gás
Gás
 As espumas são conjunto de bolhas , sendo
definidas como dispersões metaestáveis de duas
fases imiscíveis (gás/água) que se separam com o
tempo e apresentam uma área de interface elevada,
que contribui positivamente para a energia livre do
sistema
Lamela
∆ 𝑮°
=𝜸 . 𝚫𝚨
21
5 MÉTODO DE FORMAÇÃO DE
ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 MEDIÇÕES DE ESPUMAS (MÉTODO DE BIKERMAN)
 Consiste na formação de espuma por borbulhamento de gás a um
fluxo constante.
 Tamanho das bolhas e a velocidade de geração da espuma pode ser
controlada.
22
6 CMC E ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Concentração do
surfactante
CMC
>
23
7 ADIÇÃO DE SAIS E ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 ADIÇÃO DE NaCl
O
H H
O
H H
O
H
H
Ar dentro da bolha
Cl-
-
Cl
-
Cl
-
Cl
Ar atmosférico
Diminuição da repulsão
eletrostática das
cabeças polares
Diminuição da
espessura das bolhas
Diminuição da estabilidade
(tempo de duração)
24
8 MECANISMOS DE
DESESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Drenagem gravitacional e sucção capilar
dg < dágua
Bordas de Plateau são regiões de menor pressão devido
à maior curvatura. A diferença de pressão gera um fluxo
de líquido em direção às bordas, com o consequente
afinamento do filme interfacial.
25
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Difusão gasosa
 A difusão do gás é causada pela diferença de pressão que existe entre as bolhas,
descrita pela equação de Young-Laplace.
Depende da solubilidade do gás no solvente
8 MECANISMOS DE
DESESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS
26
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Coalescência
 A coalescência de bolhas é um processo pelo qual duas (ou mais) bolhas de gás
em um meio líquido colidem e formam uma bolha maior;
Pressão de
disjunção atrativa
coalescência
Pressão de disjunção atrativa
8 MECANISMOS DE
DESESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS
27
9. TIPO DE GÁS E ESTABILIZAÇÃO DE
ESPUMAS
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Gases com elevada solubilidade no meio de dispersão das espumas
favorecerão o envelhecimento de Otswald;
 Gases pouco solúveis irão difundir com mais dificuldade pelo meio da
dispersão, aumentando a estabilidade da espuma.
 A propriedade-chave é a Solubilidade do gás
28
10 SIMETICONA
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 O antiespumante deve ser insolúvel no líquido espumante.
 A tensão superficial do antiespumante deve ser a mais baixa possível.
 A tensão interfacial entre o antiespumante e o espumante deve ser baixa.
 Terceiro, o antiespumante deve ser dispersível no líquido espumante
Si O Si *
n
+ SiO2
29
10 SIMETICONA
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Entrada do antiespumante na interface ar-água
Água
Ar Simeticolina
yo/g
yw/g
ó𝑙𝑒𝑜𝑠𝑑𝑒𝑆𝑖<10𝑚𝑁𝑚−1
40 𝑚𝑁 𝑚−1
1 0 𝑚𝑁 𝑚− 1
30
10 SIMETICONA
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Espalhamento do antiespumante sobre o filme da espuma
Água
Ar Simeticolina
31
11. FORMAÇÃO DE EMULSÕES
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
10 mL de e 25 mL de vaselina
(emulsão rápida e instável)
C20
VASELINA
32
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
10 mL de e 25 mL de
vaselina + SPAN 80
(emulsão estável)
C20
VASELINA
O
O
O
OH
OH
OH
SPAN 80
Cor esbranquiçada = espalhamento das ondas
eletromagnéticas na faixa UV-VIS pelas
gotículas de emulsões formadas
11. FORMAÇÃO DE EMULSÕES
33
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 EMULSÕES
10 mL de e 25 mL de
vaselina + SPAN 80 em
estufa a 65°C (emulsão
mais estável que as
demais)
11. FORMAÇÃO DE EMULSÕES
34
12. EMULSÕES E A REGRA DE
BANCROFT
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 A fase na qual o emulsificante é mais solúvel tende a ser a fase contínua
O
O
O
OH
OH
OH
EMULSIFICANTE SPAN 80,
SOLÚVEL EM ÓLEO
Água
óleo
Emulsão a/o
35
13 EMULSÕES E O TESTE DA GOTA
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
TESTE DE MISCIBILIDADE DA FASE CONTÍNUA (TESTE DA GOTA)
 A fase na qual o emulsificante é mais solúvel tende a ser a fase contínua
 Emulsão solúvel em óleo, então a fase contínua é o óleo
Óleo
+ óleo = aumento da fase dispersante e
solubilização
Água
36
14. LEI DE SEDIMENTAÇÃO DE
STOKES (CREAMING)
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Calcula a velocidade de sedimentação das gotas de emulsão
37
14. LEI DE SEDIMENTAÇÃO DE
STOKES (CREAMING)
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
38
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
14. LEI DE SEDIMENTAÇÃO DE
STOKES (CREAMING)
39
15. EMULSÕES E TEMPO DE
ESTABILIDADE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Emulsões se desestabilizam com o passar do tempo
Após 1 h de preparo
40
15. FORMAÇÃO DA MAIONESE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Misturou-se gema de ovo com óleo de soja
41
15. FORMAÇÃO DA MAIONESE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Lecitina + água
Ácidos graxos
insaturados
Emulsão óleo em água
42
15. FORMAÇÃO DA MAIONESE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Adição de gema de ovo cozido
+
Aumento da concentração do
emulsificante e fornecimento de
partículas sólidas para o meio
Emulsão mais estável
43
15. FORMAÇÃO DA MAIONESE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Adicionar mais óleo
Aumento da viscosidade
+
44
15. FORMAÇÃO DA MAIONESE
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
Adicionar mais óleo
Diminuição da viscosidade
+
45
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
18. EMULSÕES MÚLTIPLAS
Salmoura + petróleo + surfactante espumante
O
H
N
N+
O-
O
Solúvel em água
Emulsão o/a?
46
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
18. EMULSÕES MÚLTIPLAS
Asfaltenos
Ácidos Naftênicos
 No entanto, o Petróleo também possui alguns surfactantes em sua
composição
Solúveis em petróleo
Emulsão a/o?
47
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
18. EMULSÕES MÚLTIPLAS
Emulsão o/a/o
48
Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
 Observação de um creme hidratante no microscópio
18. EXPERIMENTO EXTRA I

Apresentação resultado dos experimentos.pptx

  • 1.
    Doutorado em Química Apresentaçãodos Resultados das atividades experimentais Físico-Química de Interfaces e Colóides Profª. Aurora Pérez Gramátges Aluno: Lucas Soares Rodrigues
  • 2.
    SUMÁRIO  AULAS EXPERIMENTAISI e II  CORRELAÇÃO DAS TENSÕES SUPERFICIAIS CALCULADAS COM AS ESTRUTURAS QUÍMICAS DOS SURFACTANTES;  GRÁFICO DE ln C x TENSÃO SUPERFICIAL E CÁLCULO DAS VARIÁVEIS ENVOLVIDAS 2 Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
  • 3.
    SUMÁRIO  AULAS EXPERIMENTALIII e IV  SURFACTANTES E ESPUMAS;  MÉTODO DE BIKERMAN;  CONCENTRAÇÃO MICELAR CRÍTICA X ESTABILIDADE DE ESPUMAS  EMULSÕES  EMULSÕES COMPLEXAS 3 Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
  • 4.
    2. MEDIÇÃO DETENSÃO INTERFACIAL 4 Água DTAB TTAB CTAB Tween DTAB (NaCl) NaCl DTAB (Água, 70°C) 72,71 67,52 56,47 32,05 31,00 46,32 72,67 48,27 Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
  • 5.
    5 N+ Br- DTAB > N+ Br- TTAB > N+ Br- CTAB > Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides O H H > OH O O O OH O O OH O O y z w w+x+y+z=20 TWEEN 20 2. MEDIÇÃO DE TENSÃO INTERFACIAL
  • 6.
    6 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides O H H O H H H O H Ligação de H, elevada tensão interfacial N+ N+ Aumento da cadeia apolar, formação de interação dipolo induzido-dipolo induzido, diminuição da tensão interfacial O H H O H H 2. MEDIÇÃO DE TENSÃO INTERFACIAL
  • 7.
    7 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides Formação de interações íon-dipolo Diminuição da quantidade de ligações de H, ocasionando a diminuição da tensão interfacial O H H O H H O H H H H O Na+ O H H + Na 2. MEDIÇÃO DE TENSÃO INTERFACIAL
  • 8.
    8 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides O H H Cl- Cl- Cl- - Br Na+ N+ Br- DTAB Em NaCl Diminuição da repulsão das cabeças polares, fazendo com que mais moléculas fiquem na interface, diminuindo a tensão interfacial 2. MEDIÇÃO DE TENSÃO INTERFACIAL
  • 9.
    9 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides N+ Br- DTAB Em água, a 70°C Enfraquecimento das interações entre surfactante e bulk da solução, devido ao aumento da agitação molecular, ocasionando uma menor energia de superfície e uma diminuição da tensão interfacial O H H 2. MEDIÇÃO DE TENSÃO INTERFACIAL
  • 10.
    10  Preparo desoluções de CTAB a partir de uma solução-mãe de 10 mmol/L  Exemplo do cálculo utilizado Preparação de 2 mL de uma solução de 0,02 mmol/L a partir da solução-mãe V = 4 μL da solução-mãe e 1996 μL de água 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
  • 11.
    11 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides Concentração de CTAB Tensão superficial medida ln da concentração 0,01 72,133 -4,605170186 0,02 71,704 -3,912023005 0,04 71,485 -3,218875825 0,08 67,479 -2,525728644 0,2 47,148 -1,609437912 0,4 44,882 -0,916290732 0,5 43,791 -0,693147181 0,6 38,518 -0,510825624 0,7 38,358 -0,356674944 0,8 38,428 -0,223143551 1 38,088 0 3 37,525 1,098612289 5 37,656 1,609437912 7 37,254 1,945910149 10 36,884 2,302585093 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 12.
    12 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 0 10 20 30 40 50 60 70 80 f(x) = − 6.25649091205487 x + 43.2443522351374 R² = 0.821006544351989 ln C (mmol/L) (mN/m) ϒ Solvente puro Concentração micelar crítica (cmc) 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 13.
    13 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  A medida que se aumenta a quantidade de tensoativo a ser dissolvido em um solvente, sua dissolução tende a um valor de concentração que determina a saturação na interface.  A partir daí, a molécula não podem mais adsorver na interface e inicia-se o processo de formação espontânea de agregados moleculares denominados micelas. Cauda apolar Cabeça polar N+ Br- 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 14.
    14 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  ENERGIA LIVRE DE GIBBS PADRÃO (Δ) DE MISCELIZAÇÃO  Formação de micelas é termodinamicamente favorável (processo espontâneo) Aumento da entropia devido a liberação de camadas de solvatação 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 15.
    15 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  CONCENTRAÇÃO SUPERFICIAL DE EXCESSO MÁXIMA () Concentração superficial de excesso máxima Devido à adsorção de um surfactante na superfície ou interface, a concentração de surfactante nesta superfície é muito maior do que na fase volumétrica. 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 16.
    16 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  CONCENTRAÇÃO SUPERFICIAL DE EXCESSO MÁXIMA () Coeficiente angular da equação da reta 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 17.
    17 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  ÁREA POR MOLÉCULA () Concentração superficial de excesso máxima Área que uma molécula de surfactante adsorvido na interface ocupa 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 18.
    18 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  ÁREA POR MOLÉCULA () 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 19.
    19 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  ÁREA POR MOLÉCULA () 3 CÁLCULO DA CMC E OUTRAS VARIÁVEIS
  • 20.
    20 4 ESTABILIDADE EFORMAÇÃO DE ESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  SURFACTANTES E ESPUMAS  A camada de surfactante adsorvida (filme) forma um envelope em volta das bolhas de ar, retendo moléculas de água que previnem a coalescência entre as bolhas e contribuem para a estabilização do sistema. Ar O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H a) b) O H H O H H Gás Gás  As espumas são conjunto de bolhas , sendo definidas como dispersões metaestáveis de duas fases imiscíveis (gás/água) que se separam com o tempo e apresentam uma área de interface elevada, que contribui positivamente para a energia livre do sistema Lamela ∆ 𝑮° =𝜸 . 𝚫𝚨
  • 21.
    21 5 MÉTODO DEFORMAÇÃO DE ESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  MEDIÇÕES DE ESPUMAS (MÉTODO DE BIKERMAN)  Consiste na formação de espuma por borbulhamento de gás a um fluxo constante.  Tamanho das bolhas e a velocidade de geração da espuma pode ser controlada.
  • 22.
    22 6 CMC EESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides Concentração do surfactante CMC >
  • 23.
    23 7 ADIÇÃO DESAIS E ESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  ADIÇÃO DE NaCl O H H O H H O H H Ar dentro da bolha Cl- - Cl - Cl - Cl Ar atmosférico Diminuição da repulsão eletrostática das cabeças polares Diminuição da espessura das bolhas Diminuição da estabilidade (tempo de duração)
  • 24.
    24 8 MECANISMOS DE DESESTABILIZAÇÃODE ESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Drenagem gravitacional e sucção capilar dg < dágua Bordas de Plateau são regiões de menor pressão devido à maior curvatura. A diferença de pressão gera um fluxo de líquido em direção às bordas, com o consequente afinamento do filme interfacial.
  • 25.
    25 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  Difusão gasosa  A difusão do gás é causada pela diferença de pressão que existe entre as bolhas, descrita pela equação de Young-Laplace. Depende da solubilidade do gás no solvente 8 MECANISMOS DE DESESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS
  • 26.
    26 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  Coalescência  A coalescência de bolhas é um processo pelo qual duas (ou mais) bolhas de gás em um meio líquido colidem e formam uma bolha maior; Pressão de disjunção atrativa coalescência Pressão de disjunção atrativa 8 MECANISMOS DE DESESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS
  • 27.
    27 9. TIPO DEGÁS E ESTABILIZAÇÃO DE ESPUMAS Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Gases com elevada solubilidade no meio de dispersão das espumas favorecerão o envelhecimento de Otswald;  Gases pouco solúveis irão difundir com mais dificuldade pelo meio da dispersão, aumentando a estabilidade da espuma.  A propriedade-chave é a Solubilidade do gás
  • 28.
    28 10 SIMETICONA Lucas SoaresRodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  O antiespumante deve ser insolúvel no líquido espumante.  A tensão superficial do antiespumante deve ser a mais baixa possível.  A tensão interfacial entre o antiespumante e o espumante deve ser baixa.  Terceiro, o antiespumante deve ser dispersível no líquido espumante Si O Si * n + SiO2
  • 29.
    29 10 SIMETICONA Lucas SoaresRodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Entrada do antiespumante na interface ar-água Água Ar Simeticolina yo/g yw/g ó𝑙𝑒𝑜𝑠𝑑𝑒𝑆𝑖<10𝑚𝑁𝑚−1 40 𝑚𝑁 𝑚−1 1 0 𝑚𝑁 𝑚− 1
  • 30.
    30 10 SIMETICONA Lucas SoaresRodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Espalhamento do antiespumante sobre o filme da espuma Água Ar Simeticolina
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    31 11. FORMAÇÃO DEEMULSÕES Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides 10 mL de e 25 mL de vaselina (emulsão rápida e instável) C20 VASELINA
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    32 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides 10 mL de e 25 mL de vaselina + SPAN 80 (emulsão estável) C20 VASELINA O O O OH OH OH SPAN 80 Cor esbranquiçada = espalhamento das ondas eletromagnéticas na faixa UV-VIS pelas gotículas de emulsões formadas 11. FORMAÇÃO DE EMULSÕES
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    33 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  EMULSÕES 10 mL de e 25 mL de vaselina + SPAN 80 em estufa a 65°C (emulsão mais estável que as demais) 11. FORMAÇÃO DE EMULSÕES
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    34 12. EMULSÕES EA REGRA DE BANCROFT Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  A fase na qual o emulsificante é mais solúvel tende a ser a fase contínua O O O OH OH OH EMULSIFICANTE SPAN 80, SOLÚVEL EM ÓLEO Água óleo Emulsão a/o
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    35 13 EMULSÕES EO TESTE DA GOTA Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides TESTE DE MISCIBILIDADE DA FASE CONTÍNUA (TESTE DA GOTA)  A fase na qual o emulsificante é mais solúvel tende a ser a fase contínua  Emulsão solúvel em óleo, então a fase contínua é o óleo Óleo + óleo = aumento da fase dispersante e solubilização Água
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    36 14. LEI DESEDIMENTAÇÃO DE STOKES (CREAMING) Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Calcula a velocidade de sedimentação das gotas de emulsão
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    37 14. LEI DESEDIMENTAÇÃO DE STOKES (CREAMING) Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides
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    38 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides 14. LEI DE SEDIMENTAÇÃO DE STOKES (CREAMING)
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    39 15. EMULSÕES ETEMPO DE ESTABILIDADE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Emulsões se desestabilizam com o passar do tempo Após 1 h de preparo
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    40 15. FORMAÇÃO DAMAIONESE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Misturou-se gema de ovo com óleo de soja
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    41 15. FORMAÇÃO DAMAIONESE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides Lecitina + água Ácidos graxos insaturados Emulsão óleo em água
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    42 15. FORMAÇÃO DAMAIONESE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides  Adição de gema de ovo cozido + Aumento da concentração do emulsificante e fornecimento de partículas sólidas para o meio Emulsão mais estável
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    43 15. FORMAÇÃO DAMAIONESE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides Adicionar mais óleo Aumento da viscosidade +
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    44 15. FORMAÇÃO DAMAIONESE Lucas Soares Rodrigues Físico-Química de Interfaces e Colóides Adicionar mais óleo Diminuição da viscosidade +
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    45 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides 18. EMULSÕES MÚLTIPLAS Salmoura + petróleo + surfactante espumante O H N N+ O- O Solúvel em água Emulsão o/a?
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    46 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides 18. EMULSÕES MÚLTIPLAS Asfaltenos Ácidos Naftênicos  No entanto, o Petróleo também possui alguns surfactantes em sua composição Solúveis em petróleo Emulsão a/o?
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    47 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides 18. EMULSÕES MÚLTIPLAS Emulsão o/a/o
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    48 Lucas Soares RodriguesFísico-Química de Interfaces e Colóides  Observação de um creme hidratante no microscópio 18. EXPERIMENTO EXTRA I