Pastor Carlos Alberto C da Silva 1
Pastor Carlos Alberto C da Silva 2
APOSTILA ILUSTRAÇÃO DA VIDA
INTRODUÇÃO
ILUSTRAÇÃO 1 TRIUNFO DO AMOR
ILUSTRAÇÃO 2 APOSTA DOS SENTIMENTOS RUINS
ILUSTRAÇÃO 3 É TUDO OU NADA
ILUSTRAÇÃO 4 A ILHA DOS SENTIMENTOS
ILUSTRAÇÃO 5 NUMA CORDA SÓ
ILUSTRAÇÃO 6 ENTUSIASMO PELA VITÓRIA
ILUSTRAÇÃO 7 JAMAIS SE APAGARÁ
ILUSTRAÇÃO 8 VARRENDO AS DIFICULDADES
ILUSTRAÇÃO 9 NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER O BEM
ILUSTRAÇÃO 10 REFEIÇÕES NO CÉU
ILUSTRAÇÃO 11 USE TODA SUA FORÇA
ILUSTRAÇÃO 12 PREOCUPADOR PROFISSIONAL
ILUSTRAÇÃO 13 SAÍDA PELA DIREITA
ILUSTRAÇÃO 14 SAPATEIRO IMPACIENTE
ILUSTRAÇÃO 15 ARROGÂNCIA À BORDO
ILUSTRAÇÃO 16 DEVERÍAMOS SER TODOS IGUAIS
ILUSTRAÇÃO 17 ARREPENDIMENTO
ILUSTRAÇÃO 18 AVANÇAR SEMPRE, EM LINHA RETA
ILUSTRAÇÃO 19 BRILHE A VOSSA LUZ
ILUSTRAÇÃO 20 BOA, DOUTOR…
ILUSTRAÇÃO 21 BOTA SUJA
ILUSTRAÇÃO 22 NA CORDA BAMBA
Pastor Carlos Alberto C da Silva 3
INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade cuja comunicação tem na imagem um fator
preponderante. Estamos cercados por todos os lados televisão, internet, revistas,
propaganda etc.
Toda essa cultura altamente visual faz com que, na maioria das vezes, uma
mensagem só desperte a atenção do leitor ou do espectador se estiver repleta de
imagens.
O sentido da vida é um questionamento do respeito do propósito e do significado
da existência humana.
Uma quantidade incontável de tentativas para responder qual seria o sentido da
vida foram dadas por diversas linhas do pensamento humano, como a religião ou
a ilustração,
As opiniões em relação ao sentido da vida, que foram expressas na história ou
ilustração.
O sentido da vida na antiga consistiu principalmente da aquisição da felicidade,
que era comumente considerada a característica mais elevada e mais desejada.
Neste as diferenças entre as resultam das diferentes concepções sobre a
felicidade e como cada qual acreditava que ela pudesse ser atingida.
Para uma vida que tem sentido, o homem não pode eximir-se da reflexão sobre a
morte, visto que esta é o objeto necessário da nossa mira; pelo contrário, deve-se
considerar a morte natural como algo extraordinário e estar preparado para a
morte de qualquer forma e em qualquer tempo.
A morte precisa ser sempre premeditada: meditada com antecedência; mas não
ser uma preocupação. O que evidencia a tônica de que viver é construir a morte
desde que se nasce.
Interessante notar que uma vida com sentido, pouco ou nada tem a ver com
quantidade de tempo vivido.
Antes, porém, é a vontade aplicada no tempo que se vive.
O sentido não está em prolongar a vida, mas em saciar-se com o tempo que se
tem.
Por isso, a premeditação da morte é tão importante, porque meditar previamente
sobre a morte é meditar previamente sobre a liberdade.
Saber morrer liberta-nos de toda sujeição e imposição.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 4
Não se fica escravo do tempo ou dos apegos de glória e riqueza, mas ajuda-nos a
aproveitar o que se tem e enquanto se tem, contente com o que Deus e a
natureza permitem viver.
Desmascarando a realidade das coisas e das pessoas, o que resta é a mesma
morte, da qual ninguém escapa e sobre a qual não se tem controle algum.
As diferentes religiões dão diferentes respostas para a questão sobre o sentido da
vida.
O Cristianismo, por exemplo, fundamenta-se no conjunto de ensinamentos de
Jesus de Nazaré.
De acordo com a tradição,
Ele e o filho de um carpinteiro judeu.
Como Filho de Deus e Messias,
Ele anunciou a vinda do Reino de Deus e salvou as pessoas do pecado
original com a sua morte e a sua ressurreição.
Portanto, o sentido da vida no Cristianismo baseia-se na comunhão com Deus na
vida bem como após a morte.
Confissão e o arrependimento são pré-requisitos para tal, assim como a
libertação dos pecados através de Jesus Cristo. Como é descrito na Bíblia,
Deus nos criou com uma necessidade espiritual o que inclui o desejo de encontrar
o sentido da vida.
Esta apostila com pouco assunto de ilustrações que trazem histórias e frases
interessantes vem responder essa pergunta, pois é um ótimo recurso a ser usado
por pregadores e oradores que desejam prender a atenção de seus ouvintes.
Será muito útil para todos que quiserem dar mais brilho, clareza e vida a sermões,
aulas bíblicas e à pregação da mensagem do evangelho
Pastor Carlos Alberto C da Silva
Contato (11)95725-5927
ILUSTRAÇÃO 1 TRIUNFO DO AMOR
Certo dia, o diretor de uma penitenciária, conhecido por sua fé evangélica,
implementou um novo regime baseado na bondade, substituindo punições por
atitudes benevolentes. Desde o início de sua gestão, adotou uma postura paternal
e amável para com os sentenciados, que passaram a tratá-lo carinhosamente
como “pai”.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 5
Entretanto, essa abordagem não agradava a todos, e alguns tentaram prejudicar o
trabalho do diretor. Um dia, um detento, instigado por influências externas,
revoltou-se contra os guardas, portando uma faca e representando uma ameaça
real. Esgotadas as tentativas convencionais de contê-lo, decidiram chamar o
diretor, que prontamente atendeu ao chamado.
Ao chegar, o diretor pediu aos guardas que se retirassem, deixando-o a sós com o
detento exaltado. Enfrentando o perigo iminente, dirigiu-se ao homem armado
com palavras de conselho, buscando apelar à sua razão. Mesmo diante da ira do
detento, o diretor optou por entrar na cela, arriscando-se pela causa que defendia.
Com calma e paciência, o diretor recordou a amizade que haviam construído. O
detento, por sua vez, insistia em sua postura ameaçadora. Em um momento
crucial, propôs render-se, desde que não sofresse represálias. O diretor,
honestamente, não pôde garantir a ausência de consequências, mas pediu que
largasse a faca.
O desfecho foi surpreendente. O homem, demonstrando um inesperado
arrependimento, lançou a faca longe, rendeu-se e, emocionado, confessou ao
diretor: “Doutor, com o senhor eu vou até o inferno”.
O amor havia triunfado, revelando seu poder transformador e incontestável.
“O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais
chegado do que um irmão.” – Provérbios 18.24
ILUSTRAÇÃO 2 APOSTA DOS SENTIMENTOS RUINS
Certa vez, os piores sentimentos que existem apostaram entre si qual deles seria
capaz de tomar o lugar da Felicidade que vivia numa casa de família.
O primeiro sentimento a tentar foi a Solidão, porém, em poucos minutos ela saiu
de lá, muito decepcionada com seu próprio fracasso. Mas, não contou para os
outros sentimentos o quê a levou a fracassar.
O próximo a tentar foi a Tristeza, mas, antes de bater à porta, espiou pela janela e
desistiu. Ela também não contou nada para os outros.
O Desespero, a Ansiedade, o Ódio e a Culpa também fracassaram e, igualmente,
nada contaram.
Um dia, quando a família saiu para passear com a Felicidade, a Curiosidade e
o Atrevimento invadiram a casa, para tentar descobrir porquê nenhum sentimento
ruim conseguia entrar ou permanecer ali. Eles pensavam que iam poder xeretar à
vontade, mas levaram um susto muito grande, pois, a casa não estava vazia,
o Amor estava lá, cuidando de tudo.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 6
Os dois saíram correndo e gritando:
– É o Amor! O Amor vive nesta casa.
– Desistam, pois onde mora o Amor a Felicidade mora junto e não sobra lugar
para nenhum sentimento ruim.
O amor jamais acaba – I Coríntios 13.8
ILUSTRAÇÃO 3 É TUDO OU NADA
Numa certa manhã, uma criança sai de sua casa e atravessa a rua em direção a
uma mercearia, ao chegar lá ela pede para dono do estabelecimento um copo de
água. A criança bebe a água, agradece e deixa um papelzinho dobrado sobre o
balcão, o dono da mercearia abre o papel e lê o que está escrito: “NADA”.
Ele fica intrigado, pensativo!
Na hora do almoço, a criança volta e, novamente, pede um copo de água. O
homem lhe dá a água e, sem ele perceber, a criança sai, mas, antes, deixa mais
um papelzinho escrito “NADA”.
O homem fica mais intrigado ainda!
No final da tarde, a criança vem novamente, mas desta vez o homem se antecipa e
já põe o copo de água no balcão e fica aguardando. Ela pede a água e, de novo,
tentando não chamar a atenção, põe outro papelzinho dobrado no balcão. O
homem corre lá e pega o papel escrito “NADA”.
Ele chama a criança e indaga ela: “— Menino, por três vezes você veio aqui hoje
pedir água e deixou estes papeizinhos! Quem escreveu estes bilhetes? O que
significa isso, é uma brincadeira, uma travessura, uma chacota?”.
A criança lhe responde atentamente:
” — Não, moço! Eu jamais faria isto!”.
” — O que é, então?” insiste o homem.
“— Sabe o que é, moço, não temos nada para comer em casa. Minha mãe e meus
dois irmãozinhos estão com fome. A água que o senhor me deu foi tudo que eu
“comi” hoje. Eu ia pedir a sua ajuda, mas estava com muito medo, então escrevi
este bilhete. Desculpa, moço, não vou mais incomodar o senhor”.
Já comovido, o homem pergunta aonde o menino mora e o deixa ir embora. Ele
fecha o estabelecimento, enche algumas caixas com suprimentos para aquela
família e vai até lá com o seu carro.
Foi indescritível a emoção daquele momento, estampada nos olhos do menino.
Ele e sua mãe agradeceram várias vezes e desejaram muitas bênçãos celestiais ao
comerciante.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 7
Na saída, o menino entregou outro bilhetinho para o homem. Nele estava escrito
“TUDO”.
O comerciante volta para a sua casa com a alma elevada, mas com uma dúvida
na cabeça. O que significa aquele “TUDO”? Seria “Obrigado por tudo?”, ou, quem
sabe, “Agora temos tudo?”, ou, ainda, o discurso completo do menino: “Não
temos NADA para comer, em casa falta TUDO”?
Só o menino saberia responder isso. O que sabemos, com certeza, é que ele já
havia escrito aquele bilhete “TUDO” antes mesmo do homem lhe dar o primeiro
copo de água naquele dia.
Muitas são as aflições do justo, mas de todas o Senhor os livra. – Salmos 34.19
ILUSTRAÇÃO 4 A ILHA DOS SENTIMENTOS
Era uma vez uma ilha onde moravam os sentimentos.
Num dia de muita tempestade a ilha toda foi inundada e cada um procurou salvar-
se como pode.
O AMOR, no entanto, não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua
ilha tão querida. Mas a situação ficou feia e ele começou a se afogar.
Ao ver a RIQUEZA passando em seu luxuoso iate, pediu ajuda: – Não posso levar
você, não cabe. Meu barco está cheio de ouro e prata!
Ao ver a VAIDADE passar, também pediu ajuda: -Não posso, você está todo sujo e
vai sujar meu barquinho!
Ao ver a TRISTEZA passar, também pediu ajuda: -Ah! AMOR, estou tão triste…
prefiro ficar sozinha!
A INDIFERENÇA nem sequer respondeu ao seu pedido de socorro.
Foi então que passou um velhinho e a socorreu: -Sobe, AMOR, eu levo você. O
Amor ficou tão feliz e aliviado que até se esqueceu de perguntar o nome do seu
benfeitor.
Chegando ao alto de um morro, onde estavam os sentimentos que se haviam
salvado, ele perguntou à SABEDORIA: -Quem é aquele velhinho que me salvou?
Ela respondeu: -O TEMPO. Somente o TEMPO é capaz de dar valor a um
grande AMOR.
ILUSTRAÇÃO 5 NUMA CORDA SÓ
Pastor Carlos Alberto C da Silva 8
Uma das mais belas apresentações de Paganini ocorreu de maneira notável.
Antes de iniciar o concerto, um incidente inusitado surpreendeu a plateia.
Enquanto afinava seu violino, uma das cordas se partiu, gerando apreensão entre
os espectadores. No entanto, o virtuoso músico não se deixou abalar. Passou para
a segunda corda, que também se rompeu, provocando sorrisos entre alguns
assistentes. Em uma terceira tentativa, o mesmo ocorreu. Agora, restava ao
grande artista apenas uma única corda.
Foi nessa última corda que Paganini realizou sua apresentação extraordinária.
Demonstrando uma destreza única, ele extraiu uma música maravilhosa,
surpreendendo e encantando a plateia.
Essa experiência singular ressoa como uma metáfora poderosa na vida.
No contexto mais amplo, o episódio evoca a ideia de que, quando se possui a
capacidade de um verdadeiro gênio, mesmo uma única corda é suficiente para
criar algo notável. Deus, o grande gênio Criador, é comparado a um hábil
violinista. Em suas mãos, podemos ser instrumentos musicais, mesmo que
sejamos como violinos de uma só corda, ou até mesmo aparentemente sem
corda.
Essa analogia sugere que, independentemente das circunstâncias, Deus tem o
poder de nos fazer vibrar de maneira extraordinária. Assim como Paganini extraiu
beleza musical de uma única corda, nas mãos de Deus, podemos encontrar a
plenitude e a beleza da vida que Ele deseja comunicar.
E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós
manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. – 2 Coríntios 2.14
Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que
nos amou. – Romanos 8.37
ILUSTRAÇÃO 6 ENTUSIASMO PELA VITÓRIA
Após a batalha de Lookout Mountain, as tropas federais culminaram a região com
um irresistível ataque. Surpreso com o desenrolar dos acontecimentos, o General
Grant mandou perguntar ao General Wood se ele havia dado ordens para o
ataque. A resposta, no entanto, foi negativa.
Assim como ao General Wood, a mesma pergunta foi dirigida aos Generais Hooker
e Sheridan. Novamente, a resposta repetiu-se: nenhum deles havia ordenado o
ataque.
Concluiram, então, um fato intrigante que revelou que os homens da tropa,
impulsionados por um entusiasmo avassalador, lançaram-se à luta sem que
qualquer comando os impedisse.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 9
Então, arrojando-se ao combate, desafiando os perigos e a morte, esses soldados
demonstraram uma coragem notável. A vitória conquistada encheu-os de
admiração e alegria, revelando a força do espírito combativo que permeava suas
fileiras.
Semelhantemente, quando a Igreja de Cristo estiver plena de entusiasmo pela
conquista do mundo, irá avante independente de seus líderes terrenos. Nesse
estado de fervor, a Igreja se tornará uma força incontida, movida por uma paixão
coletiva pela propagação da mensagem cristã.
Portanto, é crucial cultivar esse fervor missionário para que a Igreja não dependa
exclusivamente de seus líderes, mas que cada membro se sinta impulsionado a
contribuir para a expansão da fé. Somente quando esse entusiasmo contagiar a
congregação como um todo, a Igreja estará verdadeiramente preparada para
enfrentar os desafios do mundo moderno e cumprir sua missão evangelizadora.
“Tu pois, suporte comigo as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.” – 2
Timóteo 2:3
Soldados somos de Jesus
E campeões do bem, da luz
Nos exércitos de Deus
Batalhamos pelos céus
Cantando, vamos combater
O vil pecado e seu poder
A batalha ganha está
A vitória Deus nos dá
Breve vamos terminar a batalha aqui
E pra sempre descansar com Jesus ali
Todos os que são fiéis ao bom Capitão
Hão de receber lauréis como galardão
ILUSTRAÇÃO 7 JAMAIS SE APAGARÁ
Latimer e Ridley, destemidos defensores da Reforma da Igreja, enfrentaram um
destino trágico ao serem condenados à morte.
Amarrados às estacas, experimentaram as primeiras angústias das chamas que
os envolviam, mas, apesar da dor, encontraram coragem na troca de palavras de
apoio.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 10
Em um momento crucial, Latimer exclamou, dirigindo-se a Ridley com
fervor: “Estamos iniciando uma fogueira na Inglaterra que jamais se apagará“.
A coragem exibida por esses bravos combatentes ecoou através dos séculos,
servindo como testemunho do fervor de suas convicções. Em meio à adversidade,
Latimer e Ridley permaneceram firmes em sua determinação de desafiar as
práticas da igreja vigente.
Condenados à morte por suas crenças, enfrentaram as chamas com uma
tenacidade que inspirou gerações posteriores.
Durante o tormento das chamas, trocaram palavras de encorajamento, criando
um laço indissolúvel de camaradagem em face da tragédia iminente. Com
palavras como pontes sobre o abismo da aflição, encontraram força para suportar
o indizível. Ridley, ao ouvir as palavras de Latimer, respondeu com a convicção
compartilhada: “Nossa causa transcende este momento fugaz; nossa chama
persistirá nas mentes e corações que virão”.
Assim, mesmo diante da morte iminente, Latimer e Ridley moldaram o curso da
história, deixando para trás um legado de resistência e convicção. Seu sacrifício
não foi em vão, pois as chamas que acenderam naquele trágico episódio
continuam a iluminar a compreensão da Reforma da Igreja e inspirar aqueles que
buscam a verdade e a liberdade.
Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Filipenses 1:21
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo
nós ainda pecadores. Romanos 5:8
ILUSTRAÇÃO 8 VARRENDO AS DIFICULDADES
Booker Washington, um destacado cidadão americano, compartilha conosco as
adversidades que enfrentou em sua jornada de estudo e superação na vida. Após
a libertação dos escravos, depararam-se com inúmeros desafios, sendo um deles
a questão racial. No entanto, esse jovem possuía ideias grandiosas e uma
resolução firme de alcançá-las. Com uma força de vontade inabalável, conseguiu
superar todas as dores e dificuldades.
Determinado a ingressar em uma renomada escola para negros em uma cidade
um pouco distante, Washington enfrentou muitas peripécias, incluindo fome e
noites ao relento. Ao chegar ao destino, sua aparência lastimável fez com que os
diretores hesitassem em recebê-lo. Longe de se desanimar, ele persistiu,
aguardando pacientemente que resolvessem seu caso. Após horas de espera, a
secretária o incumbiu de varrer a sala ao lado.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 11
O protagonista executou a tarefa com notável zelo, surpreendendo os diretores.
Varreu a sala repetidas vezes, limpou minuciosamente cada canto, móvel, e
detalhe. Percebeu que sua aceitação na instituição dependia, em grande parte, da
impressão causada pela limpeza. Concluído o trabalho, apresentou-se à
secretária, uma mulher “yankee” conhecedora da importância da limpeza. Após
uma minuciosa inspeção, ela tranquilamente declarou: “Acho que podemos
aceitá-lo nesta casa”.
Dessa maneira, Washington superou inúmeras outras dificuldades, tornando-se,
conforme relatado em um jornal norte-americano, “o mais eminente educador
negro do mundo”. Sua história inspiradora ressalta não apenas a importância da
determinação pessoal, mas também a superação de obstáculos por meio do
trabalho árduo e da perseverança.
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” –
(Eclesiástes 9.10).
ILUSTRAÇÃO 9 NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER O BEM
Não nos cansemos de fazer o bem” foi o título que atribuímos a esta bela história
contada como verdadeira, ocorrida a anos atrás em uma aldeia de pescadores na
Holanda.
Como toda a vida da aldeia girava em torno da indústria pesqueira, era preciso que
houvesse uma equipe de salvamento, composta por voluntários, para atuar em
situações de emergência.
Em uma noite de tempestade, os fortes ventos fizeram um pesqueiro virar no mar.
Em dificuldades, a tripulação havia enviado um SOS, imediatamente o capitão da
equipe do bote de salvamento fez soar o alarme e toda a aldeia se reuniu na praça
para olhar atentamente para a baía. Enquanto a equipe lançava à água o bote e
tentava avançar através das enormes ondas, os aldeões esperavam aflitos na
praia, segurando lanternas para iluminar o caminho de volta.
Uma hora depois o bote reapareceu em meio ao nevoeiro e os animados aldeões
correram para cumprimentar os seus ocupantes. Caindo exaustos na areia, os
voluntários disseram que o bote não pudera comportar mais nenhum passageiro,
e eles tiveram de deixar um homem para trás. Um só passageiro a mais o faria
virar, e todos os outros pereceriam.
Desesperado, o capitão convocou outra equipe de voluntários para procurar o
único sobrevivente. Hans, de dezesseis anos, deu um passo à frente. Sua mãe
segurou seu braço, implorando: – Por favor, não vá. Seu pai morreu em um
naufrágio há dez anos, e seu irmão está no mar há três semanas sem se
Pastor Carlos Alberto C da Silva 12
comunicar conosco, estou com um mal pressentimento, Hans. Você é tudo que
me resta.
Hans respondeu: – Mãe, eu tenho de ir. E se todos dissessem, ‘Eu não posso ir,
outra pessoa que faça isso’? Desta vez tenho de cumprir o meu dever. Quando o
dever chama, temos de fazer a nossa parte.
O rapaz beijou a sua mãe, juntou-se à equipe e desapareceu na noite.
Passou-se outra hora, que pareceu à mãe de Hans uma eternidade. Finalmente, o
bote surgiu em meio ao nevoeiro com Hans em pé na proa. Pondo as mãos em
concha, o capitão gritou: – Encontrou o homem perdido?
Mal conseguindo se conter, Hans gritou excitadamente de volta: – Sim, nós o
encontramos. Diga à minha mãe que é o Paul, o meu irmão mais velho!
E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não
desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos,
especialmente aos da família da fé. (Gálatas 6:9,10)
ILUSTRAÇÃO 10 REFEIÇÕES NO CÉU
Mãe, eu tive um sonho com Jesus.”
“É mesmo, filho? E como foi esse sonho?”
“Mãe, eu sonhei que estava no céu. O céu é muito lindo, mãe. Sabe como são as
refeições no céu?”
“Não sei, filho. Como é?”
“É assim mãe, em todas as refeições a gente recebe um manjar. Todo mundo
recebe o mesmo manjar, em todas as refeições, mas o legal, mãe, é que o manjar
vai ter o sabor daquilo que você quer comer”.
“Como assim, filho?”
“É assim, mãe, se você está com vontade de comer churrasco, o manjar vai ter
sabor de churrasco, vai ter um sabor melhor que o melhor churrasco da sua vida.
Se está com vontade de comer chocolate, vai ter um sabor melhor que o melhor
chocolate que você já comeu na vida…”.
“Que lindo, filho”.
“Muito lindo, mãe”.
Este diálogo é baseado em uma história real, ocorrida em meados de 2015. Alguns
Pastor Carlos Alberto C da Silva 13
dias depois, este menino faleceu. Este sonho foi a única coisa que ajudou esta
mãe a elaborar o luto.
“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não
ouviu, e não subiram ao coração do homem,
são as que Deus preparou para os que o
amam” – I Coríntios 2.9.
ILUSTRAÇÃO 11 USE TODA SUA FORÇA
Um menino tentava em vão levantar uma sacola pesada demais para ele. Seu pai,
ali ao seu lado, esticava o braço e abrindo a mão, dizia-lhe:
– Use toda a sua força que você consegue, meu filho.
Ele tentou mais uma ou duas vezes, sem sucesso.
E o pai falava as mesmas palavras e repetia o mesmo gesto.
– Eu não consigo, pai – desabafou o menino.
– Olhe para mim, filho – disse o homem e, mexendo os dedos e olhando para a sua
mão, repetiu vagarosamente: – Use… toda… a… sua… força!
Só então o menino entendeu que o pai estava esticando a mão para pegar numa
das alças da sacola. Ele não estava só. Seu pai estava ali ao seu lado para lhe dar
uma força.
O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força
da minha vida; de quem me recearei? – Salmo 27.1
ILUSTRAÇÃO 12 PREOCUPADOR PROFISSIONAL
Dois empresários estavam almoçando e conversando sobre o difícil
momento econômico que o país estava vivendo quando um deles, o
Eduardo, confessou:
– Amigo, eu estou tão falido que tive que hipotecar até a minha casa.
O outro, comovido, comentou:
– Que coisa, cara, eu já passei por isso e imagino o seu sofrimento! Você deve
estar super preocupado.
Eduardo, no entanto, o surpreendeu.
– Não, meu amigo, na verdade não estou nem aí.
O outro, claro, ficou intrigado:
Pastor Carlos Alberto C da Silva 14
– Como é que você consegue, cara, ficar tranquilo numa situação dessa?
– Eu contratei um “Preocupador Profissional”, responde Eduardo, agora é ele
quem se preocupa em meu lugar.
– Mas que ideia fantástica, cara, exclamou o amigo, e quanto custa contratar um
“Preocupador Profissional”?
Eduardo, sem hesitar, informou o valor dos serviços deste profissional:
– 150.000 ao ano.
– 150.000? Uau… E onde é que você vai arrumar tanto dinheiro?
Essa Eduardo respondeu rapidinho:
– Eu não sei e nem quero saber; quem tem que se preocupar com isso é ele!
Não andeis ansiosos por motivo algum – Fp
4.6
ILUSTRAÇÃO 13 SAÍDA PELA DIREITA
Saída pela direita” é uma história verídica, sobre um aperto muito grande que eu
passei.
A muitos anos atrás, quando eu ainda era um pré-adolescente, morávamos na
capital paulista. Naquela época a violência já era uma grande preocupação dos
paulistanos.
Para evitar certos perigos e ameaças quanto a gente precisava se deslocar de um
bairro para outro, uma estratégia comum era andar em ziguezague, ora pegando
uma rua à direita, ora pegando uma à esquerda, sempre evitando as ruas
principais, dominadas pelos pivetes dos bairros.
No entanto, num certo dia, ao pegar uma rua desconhecida, dei de frente com um
grupo de uns vinte deles, jogando futebol num campinho de esquina. Abaixei a
minha cabeça e fui caminhando, torcendo para passar despercebido.
Porém, um dos pivetes se incomodou comigo e gritou: “- Ei, maluco, tá fazendo o
que por aqui?”. Um outro gritou: “Você é surdo, ô pivete? Nós estamos falando
como você!”.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 15
Eu sabia que não havia nada que eu pudesse falar para evitar ser espancado, pois
cometi o grande “pecado” de ter invadido o território daqueles “cães”. Continuei
andando de cabeça baixa, fazendo de conta que não era comigo.
Mas eles abandonaram o jogo, um deles pegou a bola e a colocou debaixo do
braço (ainda me lembro que era uma linda “bola de capotão”, preta e branca) e
todos vieram correndo pra cima de mim, dando-me empurrões e solavancos,
intimidando-me e exigindo “explicações”. Fiquei totalmente sem reação.
Então, a saída desta terrível situação foi hilária. Não me lembro de ter pensado ou
planejado o que fiz a seguir, mas, enquanto eles continuavam me oprimindo e me
ameaçando, veio-me o instinto de fingir que era surdo-mudo.
Gesticulei bastante, soltei um grunhidos inaudíveis, dentre outras encenações,
até que um deles se convenceu e disse para os demais: “- Deixem o coitado ir
embora, ele é surdo e mudo, igual meu primo”.
Peguei a primeira rua à direita e consegui chegar em casa ileso… bem, quase ileso,
pois minha barriga doía de tantas gargalhadas que eu dei pelo resto do caminho.
Eu ria sozinho, “quiném” um maluco de verdade.
Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o
entendimento. – Provérbios 2:6
ILUSTRAÇÃO 14 SAPATEIRO IMPACIENTE
Havia um ajudante de sapateiro que trabalhava para um patrão muito paciente e
compreensivo. Apesar de sua falta de habilidade e eficiência no trabalho, o patrão
decidiu mantê-lo empregado, dando-lhe uma chance de melhorar. A cada manhã,
o ajudante iniciava seu dia com uma atitude negativa, lançando blasfêmias e
maldições ao seu destino, lamentando a necessidade de trabalhar duro para
ganhar o pão.
Sua insatisfação refletia-se em suas ações, pois, com raiva e desdém, jogava os
sapatos recém-feitos contra as paredes, sem se importar com o resultado. No
entanto, algo surpreendente aconteceu em sua vida. Ele encontrou Cristo e sua
perspectiva começou a mudar gradualmente.
A partir do momento em que aceitou Cristo em sua vida, o ajudante de sapateiro
passou a experimentar uma transformação profunda. Sua mente e coração
começaram a refletir a mente do próprio Cristo, que também havia sido um
trabalhador, abençoando com sua dignidade a profissão de carpinteiro. O
ajudante começou a descobrir novos significados e interesses em seu trabalho
diário.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 16
A partir desse momento, o trabalho se tornou uma fonte de alegria e bênção para
ele. Cada sapato que criava era uma oportunidade para expressar sua gratidão a
Deus pelo dom da habilidade e pela oportunidade de sustentar a si mesmo e sua
família. Ele começou a trabalhar com dedicação e diligência, colocando todo o
seu esforço e talento em cada par de sapatos que produzia.
Nos domingos, agora ele desfrutava de um descanso com alegria, honrando o
mandamento divino de dedicar um dia à adoração e ao descanso. Em vez de
gastar seu tempo praguejando, ele dedicava esses momentos à meditação,
reflexão e louvor a Deus, nosso Pai. Sua aparência e comportamento também
mudaram. Onde antes havia frustração e ressentimento, agora havia paz e
serenidade em seu rosto. Seu trabalho tornou-se um testemunho vivo de sua nova
fé.
O ajudante de sapateiro aprendeu que, quando permitimos que a presença de
Deus entre em nossas vidas, até mesmo as tarefas mais simples e mundanas
podem se tornar significativas. Ele descobriu a alegria de trabalhar com propósito,
honrando a Deus através de suas ações diárias. Sua história se espalhou pela
cidade, inspirando outras pessoas a encontrarem a verdadeira paz e satisfação em
seu próprio trabalho, independentemente das circunstâncias.
Assim, o ajudante de sapateiro nos ensina que, quando nossa perspectiva muda e
permitimos que a fé e a gratidão permeiem nossas vidas, o trabalho pode se tornar
uma fonte de alegria, significado e bênção.
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos
homens”. – Colossenses 3:23
ILUSTRAÇÃO 15 ARROGÂNCIA À BORDO
O diálogo abaixo é contado como verídico e teria sido travado no ano de 1951
entre um navio militar estrangeiro e as autoridades costeiras do Canadá, próximo
ao litoral de Newfoundland, numa noite de muita nebline.
O comandante do navio avistou uma luz em rota de colisão com ele e solicitou:
– Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa
embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
– Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul.
O comandante ficou mordido:
– Nós somos um navio militar… repito, mude o seu curso. arrogância à bordo
Pastor Carlos Alberto C da Silva 17
Mas o canadense insistiu:
– Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul para evitar colisão.
O capitão ficou alterado e berrou ao microfone:
– Fique sabendo que o meu navio é um porta-aviões e que estou acompanhados
destroyers e fragatas.. Exigimos que vocês mudem o seu curso 15 graus ao norte,
IMEDIATAMENTE.
E o canadense calmamente respondeu:
– Isso é impossível, senhor, nós somos um FAROL, estamos num rochedo!
Depois de um breve e constrangedor silêncio, o canadense repetiu calmamente:
– Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul. arrogância à bordo
“Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará
impune” – Prov 16.5.
ILUSTRAÇÃO 16 DEVERÍAMOS SER TODOS IGUAIS
Numa visita a um museu, dois ou três jovens se depararam com uma inscrição
intrigante ao lado de um dos armários de vidro: “Dentro deste armário tem o corpo
de um homem de 70kg”.
Diante disso, um dos rapazes questionou de imediato: “Onde está o homem?”
Contudo, sua pergunta ficou sem resposta.
O conteúdo do armário revelou jarras de água e outros recipientes contendo
fosfato de cálcio, carbonato de cálcio, potássio, sódio e outros elementos
químicos. Logo ao lado, um compartimento abrigava galões repletos de gases
como hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Surpreendentemente, as proporções
desses elementos eram idênticas às encontradas no corpo humano.
Era uma representação química de um corpo humano de 70kg.
Refletindo sobre essa descoberta, um dos rapazes expressou seus pensamentos:
“Então, sou feito disto, sou apenas isso, não há mais nada?”
Um estranho, que passava pelo local, concordou com um sorriso enigmático e
deixou a sala.
Contudo, o jovem permaneceu absorto em pensamentos. Seu companheiro,
percebendo a inquietação, tentou confortá-lo: “Se somos formados apenas por
cálcio, gases, água, e assim por diante, deveríamos ser todos iguais, não é
mesmo? Deve haver algo mais, algo que não pode ser guardado em armários.”
Pastor Carlos Alberto C da Silva 18
“Sim,” concordou o amigo, ponderando sobre a questão, “há algo que Deus coloca
nessa mistura, algo que nos transforma em almas viventes.”
Nesse momento, a discussão ganhou um novo matiz, explorando o enigma além
da composição física e química do corpo humano, abrindo espaço para reflexões
sobre a existência de algo mais profundo e transcendental.
“Que é o homem, que dele te lembres? e o filho do homem, que o visites? Fizeste-
o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus, e de glória e de honra o
coroaste” (SI 8.4,5).
ILUSTRAÇÃO 17 ARREPENDIMENTO
Na Guatemala, a tribo de índios Kekchi tem uma boa palavra para
arrependimento, cujo sentido é: “dói meu coração”.
Distante dali, no interior da África, a tribo Baouli tem um vocábulo talvez ainda
melhor; o termo que usam quer dizer: “dói tanto que quero desistir disso”.
Esta é a experiência que o Senhor desejava para Seus filhos relapsos, quando
disse: “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o
Senhor”. Trata-se ai de uma obra pessoal de avivamento. “Esquadrinhemos”, insta
Ele, “os nossos caminhos”. Não me compete esmiuçar e criticar a vida de meu
próximo. Devo voltar o farol da Palavra de Deus para dentro de mim, e
esquadrinhar meus caminhos.
Está muito certo preferir os outros em honra, no decorrer normal de nossa vida,
mas quando se trata de endireitar nossa situação para com Deus, somos
advertidos a começar em nós mesmos. Ao nos esquadrinharmos, podemos
descobrir muita coisa que careça de ajuste.
Lá na África existe uma interessante palavra tribal que descreve o que acontece ao
coração de uma pessoa que se arrepende. Dizem eles: “torna-se distorcido”. Isto é
justamente o que Deus deseja: distorcer todas as coisas torcidas, endireitar tudo
o que está torto!
Pode haver alguma dor nesse processo de distorção. Deus permite que doa o
suficiente para desejarmos “desistir disso” e voltar “para o Senhor”.
E isto que os índios Chol, do sul do México querem dizer, quando descrevem o
arrependimento como “o coração volta atrás”.
“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” – Mateus 3:2
ILUSTRAÇÃO 18 AVANÇAR SEMPRE, EM LINHA RETA
Pastor Carlos Alberto C da Silva 19
Um viajante caminhava às margens de um grande lago. Ao ver um canoeiro
preparando-se para zarpar, puxou conversa com ele e descobriu que seus
destinos eram o mesmo: a outra margem do lago.
Pediu uma carona, propondo-se a ser o remador. Entrou na canoa, pegou os
remos de madeira e reparou que neles estavam esculpidas duas
palavras: ACREDITAR e AGIR.
Ele nunca tinha remado antes, e rapidamente descobriu que não é tão fácil quanto
parece. A canoa ficava navegando em círculos, ora para a esquerda, ora para a
direita.
O dono da canoa, um idoso muito simpático, procurava não ser grosseiro, mas
não podia conter o sorriso.
Por fim, já cansado, o viajante pede ajuda:
– Por favor, senhor, como é que eu faço para esta canoa ir só para frente?
O canoeiro respondeu:
– A resposta está nos remos. O Acreditar e o Agir têm que ser impulsionados ao
mesmo tempo e com a mesma força.
Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para
os observardes, a fim de que vivais, e entreis a possuais a terra que o Senhor Deus
de vossos pais vos dá – Deuteronômio 4.1.
ILUSTRAÇÃO 19 BRILHE A VOSSA LUZ
Um amigo contou-me que fora visitar um farol num dia de uma grande tempestade
e dissera ao faroleiro:
– O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se permanecer
nele!
– Não – respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós
mesmos.
– Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!?
– Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas
lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se
acharem em perigo, possam ser salvos.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas
obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. – Mateus 5:16
ILUSTRAÇÃO 20 BOA, DOUTOR…
Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
– Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê
Pastor Carlos Alberto C da Silva 20
ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em
tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro…
O médico então perguntou:
– Muito bem, o que a senhora quer que eu faça?
A mulher respondeu:
– Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.
O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse
para a mulher:
– Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos
perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então
completou:
– Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em
tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a
senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o
outro nascer. e vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque
sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não
correrá nenhum risco…
A mulher apavorou-se e disse: – Não doutor! Que horror! Matar um criança ?? Isso
é um crime.
– Eu também acho, minha senhora.
“Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o
escolhi!”. Jeremias 1:5
ILUSTRAÇÃO 21 BOTA SUJA
No quartel, onde certo soldado encontrava repouso todas as noites, outro colega
militar demonstrava uma prática que causava desconforto ao primeiro: a oração.
Incrédulo e desconcertado por essa rotina religiosa, o soldado descrente
começou a nutrir um incômodo crescente em relação às preces de seu
companheiro. Uma noite, durante o momento de oração do colega, o soldado
incrédulo teve um acesso de raiva e, impulsionado por sua frustração, pegou suas
botas sujas de lama e, sem hesitar, as arremessou na direção da cabeça de seu
companheiro de quarto.
O impacto das botas na cabeça do soldado que orava gerou um breve momento
de dor e desorientação. No entanto, o que aconteceu a seguir deixou o soldado
incrédulo perplexo. Na manhã seguinte, ao acordar, ele se deparou com suas
botas limpas e cuidadosamente engraxadas. Rapidamente, ele percebeu que seu
Pastor Carlos Alberto C da Silva 21
companheiro de quarto, o mesmo que havia sido alvo de sua ação impulsiva,
havia tomado a iniciativa de limpar suas botas em um gesto de generosidade.
Mais tarde, o soldado incrédulo admitiria: “Foi um gesto tão impactante que me
levou a refletir profundamente. Finalmente, ele me apresentou Àquele que pode
transformar o espírito humano de maneira tão notável.”
Esse episódio serve como um testemunho eloquente de como o amor de Cristo
pode operar em nossos corações, capacitando-nos a brilhar como luzes no
mundo, a responder ao mal com o bem e, acima de tudo, a conduzir almas
necessitadas de salvação a Cristo. É um lembrete de que, por meio da graça divina
e do amor altruísta, podemos ser instrumentos de mudança e redenção na vida
daqueles que nos cercam. O poder do amor e da compaixão pode superar até
mesmo os momentos mais desafiadores e, eventualmente, levar outros a uma
jornada espiritual significativa.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que
não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe
também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe
também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele
duas.” – Mateus 5:38-41
ILUSTRAÇÃO 22 NA CORDA BAMBA
Um rei tinha dois amigos que foram julgados e sentenciados à morte por serem,
supostamente, culpados por um grave crime que comoveu todo o reino.
Embora o rei gostasse deles e duvidava da lisura do julgamento e do depoimento
das “testemunhas”, não lhes concedeu perdão por medo da péssima repercussão
e do desgaste político que isso poderia lhe causar.
Mas, como era costume naquela terra, deu-lhes uma possibilidade de salvação.
Ordenou que uma corda deve fosse esticada sobre um buraco profundo e que
cada um caminhasse sobre ela, com o apoio de uma vara bem comprida. Quem
conseguisse chegar ao outro lado, seria perdoado e estaria livre.
A multidão juntou-se ao lado do poço, uns gritando palavras de apoio e incentivo,
outros gritando palavras de ódio e morte.
O primeiro homem, apesar dos vários sustos e balanços, conseguiu atravessar
com segurança e voltou correndo ao ponto de partida, para dar apoio ao seu
amigo, o segundo homem, que lhe perguntou:
– Amigo, diga-me como conseguiu.
Pastor Carlos Alberto C da Silva 22
– Nem eu sei, amigo, tudo que fiz foi isso olhar sempre para a frente e quando me
via pendendo para um lado, inclinava-me para o outro lado.
“Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti.
Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!
Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal”.
– Provérbios 4:25-27

APOSTILA ILUSTRAÇÃO DA VIDA.PDF.........

  • 1.
  • 2.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 2 APOSTILA ILUSTRAÇÃO DA VIDA INTRODUÇÃO ILUSTRAÇÃO 1 TRIUNFO DO AMOR ILUSTRAÇÃO 2 APOSTA DOS SENTIMENTOS RUINS ILUSTRAÇÃO 3 É TUDO OU NADA ILUSTRAÇÃO 4 A ILHA DOS SENTIMENTOS ILUSTRAÇÃO 5 NUMA CORDA SÓ ILUSTRAÇÃO 6 ENTUSIASMO PELA VITÓRIA ILUSTRAÇÃO 7 JAMAIS SE APAGARÁ ILUSTRAÇÃO 8 VARRENDO AS DIFICULDADES ILUSTRAÇÃO 9 NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER O BEM ILUSTRAÇÃO 10 REFEIÇÕES NO CÉU ILUSTRAÇÃO 11 USE TODA SUA FORÇA ILUSTRAÇÃO 12 PREOCUPADOR PROFISSIONAL ILUSTRAÇÃO 13 SAÍDA PELA DIREITA ILUSTRAÇÃO 14 SAPATEIRO IMPACIENTE ILUSTRAÇÃO 15 ARROGÂNCIA À BORDO ILUSTRAÇÃO 16 DEVERÍAMOS SER TODOS IGUAIS ILUSTRAÇÃO 17 ARREPENDIMENTO ILUSTRAÇÃO 18 AVANÇAR SEMPRE, EM LINHA RETA ILUSTRAÇÃO 19 BRILHE A VOSSA LUZ ILUSTRAÇÃO 20 BOA, DOUTOR… ILUSTRAÇÃO 21 BOTA SUJA ILUSTRAÇÃO 22 NA CORDA BAMBA
  • 3.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 3 INTRODUÇÃO Vivemos em uma sociedade cuja comunicação tem na imagem um fator preponderante. Estamos cercados por todos os lados televisão, internet, revistas, propaganda etc. Toda essa cultura altamente visual faz com que, na maioria das vezes, uma mensagem só desperte a atenção do leitor ou do espectador se estiver repleta de imagens. O sentido da vida é um questionamento do respeito do propósito e do significado da existência humana. Uma quantidade incontável de tentativas para responder qual seria o sentido da vida foram dadas por diversas linhas do pensamento humano, como a religião ou a ilustração, As opiniões em relação ao sentido da vida, que foram expressas na história ou ilustração. O sentido da vida na antiga consistiu principalmente da aquisição da felicidade, que era comumente considerada a característica mais elevada e mais desejada. Neste as diferenças entre as resultam das diferentes concepções sobre a felicidade e como cada qual acreditava que ela pudesse ser atingida. Para uma vida que tem sentido, o homem não pode eximir-se da reflexão sobre a morte, visto que esta é o objeto necessário da nossa mira; pelo contrário, deve-se considerar a morte natural como algo extraordinário e estar preparado para a morte de qualquer forma e em qualquer tempo. A morte precisa ser sempre premeditada: meditada com antecedência; mas não ser uma preocupação. O que evidencia a tônica de que viver é construir a morte desde que se nasce. Interessante notar que uma vida com sentido, pouco ou nada tem a ver com quantidade de tempo vivido. Antes, porém, é a vontade aplicada no tempo que se vive. O sentido não está em prolongar a vida, mas em saciar-se com o tempo que se tem. Por isso, a premeditação da morte é tão importante, porque meditar previamente sobre a morte é meditar previamente sobre a liberdade. Saber morrer liberta-nos de toda sujeição e imposição.
  • 4.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 4 Não se fica escravo do tempo ou dos apegos de glória e riqueza, mas ajuda-nos a aproveitar o que se tem e enquanto se tem, contente com o que Deus e a natureza permitem viver. Desmascarando a realidade das coisas e das pessoas, o que resta é a mesma morte, da qual ninguém escapa e sobre a qual não se tem controle algum. As diferentes religiões dão diferentes respostas para a questão sobre o sentido da vida. O Cristianismo, por exemplo, fundamenta-se no conjunto de ensinamentos de Jesus de Nazaré. De acordo com a tradição, Ele e o filho de um carpinteiro judeu. Como Filho de Deus e Messias, Ele anunciou a vinda do Reino de Deus e salvou as pessoas do pecado original com a sua morte e a sua ressurreição. Portanto, o sentido da vida no Cristianismo baseia-se na comunhão com Deus na vida bem como após a morte. Confissão e o arrependimento são pré-requisitos para tal, assim como a libertação dos pecados através de Jesus Cristo. Como é descrito na Bíblia, Deus nos criou com uma necessidade espiritual o que inclui o desejo de encontrar o sentido da vida. Esta apostila com pouco assunto de ilustrações que trazem histórias e frases interessantes vem responder essa pergunta, pois é um ótimo recurso a ser usado por pregadores e oradores que desejam prender a atenção de seus ouvintes. Será muito útil para todos que quiserem dar mais brilho, clareza e vida a sermões, aulas bíblicas e à pregação da mensagem do evangelho Pastor Carlos Alberto C da Silva Contato (11)95725-5927 ILUSTRAÇÃO 1 TRIUNFO DO AMOR Certo dia, o diretor de uma penitenciária, conhecido por sua fé evangélica, implementou um novo regime baseado na bondade, substituindo punições por atitudes benevolentes. Desde o início de sua gestão, adotou uma postura paternal e amável para com os sentenciados, que passaram a tratá-lo carinhosamente como “pai”.
  • 5.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 5 Entretanto, essa abordagem não agradava a todos, e alguns tentaram prejudicar o trabalho do diretor. Um dia, um detento, instigado por influências externas, revoltou-se contra os guardas, portando uma faca e representando uma ameaça real. Esgotadas as tentativas convencionais de contê-lo, decidiram chamar o diretor, que prontamente atendeu ao chamado. Ao chegar, o diretor pediu aos guardas que se retirassem, deixando-o a sós com o detento exaltado. Enfrentando o perigo iminente, dirigiu-se ao homem armado com palavras de conselho, buscando apelar à sua razão. Mesmo diante da ira do detento, o diretor optou por entrar na cela, arriscando-se pela causa que defendia. Com calma e paciência, o diretor recordou a amizade que haviam construído. O detento, por sua vez, insistia em sua postura ameaçadora. Em um momento crucial, propôs render-se, desde que não sofresse represálias. O diretor, honestamente, não pôde garantir a ausência de consequências, mas pediu que largasse a faca. O desfecho foi surpreendente. O homem, demonstrando um inesperado arrependimento, lançou a faca longe, rendeu-se e, emocionado, confessou ao diretor: “Doutor, com o senhor eu vou até o inferno”. O amor havia triunfado, revelando seu poder transformador e incontestável. “O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão.” – Provérbios 18.24 ILUSTRAÇÃO 2 APOSTA DOS SENTIMENTOS RUINS Certa vez, os piores sentimentos que existem apostaram entre si qual deles seria capaz de tomar o lugar da Felicidade que vivia numa casa de família. O primeiro sentimento a tentar foi a Solidão, porém, em poucos minutos ela saiu de lá, muito decepcionada com seu próprio fracasso. Mas, não contou para os outros sentimentos o quê a levou a fracassar. O próximo a tentar foi a Tristeza, mas, antes de bater à porta, espiou pela janela e desistiu. Ela também não contou nada para os outros. O Desespero, a Ansiedade, o Ódio e a Culpa também fracassaram e, igualmente, nada contaram. Um dia, quando a família saiu para passear com a Felicidade, a Curiosidade e o Atrevimento invadiram a casa, para tentar descobrir porquê nenhum sentimento ruim conseguia entrar ou permanecer ali. Eles pensavam que iam poder xeretar à vontade, mas levaram um susto muito grande, pois, a casa não estava vazia, o Amor estava lá, cuidando de tudo.
  • 6.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 6 Os dois saíram correndo e gritando: – É o Amor! O Amor vive nesta casa. – Desistam, pois onde mora o Amor a Felicidade mora junto e não sobra lugar para nenhum sentimento ruim. O amor jamais acaba – I Coríntios 13.8 ILUSTRAÇÃO 3 É TUDO OU NADA Numa certa manhã, uma criança sai de sua casa e atravessa a rua em direção a uma mercearia, ao chegar lá ela pede para dono do estabelecimento um copo de água. A criança bebe a água, agradece e deixa um papelzinho dobrado sobre o balcão, o dono da mercearia abre o papel e lê o que está escrito: “NADA”. Ele fica intrigado, pensativo! Na hora do almoço, a criança volta e, novamente, pede um copo de água. O homem lhe dá a água e, sem ele perceber, a criança sai, mas, antes, deixa mais um papelzinho escrito “NADA”. O homem fica mais intrigado ainda! No final da tarde, a criança vem novamente, mas desta vez o homem se antecipa e já põe o copo de água no balcão e fica aguardando. Ela pede a água e, de novo, tentando não chamar a atenção, põe outro papelzinho dobrado no balcão. O homem corre lá e pega o papel escrito “NADA”. Ele chama a criança e indaga ela: “— Menino, por três vezes você veio aqui hoje pedir água e deixou estes papeizinhos! Quem escreveu estes bilhetes? O que significa isso, é uma brincadeira, uma travessura, uma chacota?”. A criança lhe responde atentamente: ” — Não, moço! Eu jamais faria isto!”. ” — O que é, então?” insiste o homem. “— Sabe o que é, moço, não temos nada para comer em casa. Minha mãe e meus dois irmãozinhos estão com fome. A água que o senhor me deu foi tudo que eu “comi” hoje. Eu ia pedir a sua ajuda, mas estava com muito medo, então escrevi este bilhete. Desculpa, moço, não vou mais incomodar o senhor”. Já comovido, o homem pergunta aonde o menino mora e o deixa ir embora. Ele fecha o estabelecimento, enche algumas caixas com suprimentos para aquela família e vai até lá com o seu carro. Foi indescritível a emoção daquele momento, estampada nos olhos do menino. Ele e sua mãe agradeceram várias vezes e desejaram muitas bênçãos celestiais ao comerciante.
  • 7.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 7 Na saída, o menino entregou outro bilhetinho para o homem. Nele estava escrito “TUDO”. O comerciante volta para a sua casa com a alma elevada, mas com uma dúvida na cabeça. O que significa aquele “TUDO”? Seria “Obrigado por tudo?”, ou, quem sabe, “Agora temos tudo?”, ou, ainda, o discurso completo do menino: “Não temos NADA para comer, em casa falta TUDO”? Só o menino saberia responder isso. O que sabemos, com certeza, é que ele já havia escrito aquele bilhete “TUDO” antes mesmo do homem lhe dar o primeiro copo de água naquele dia. Muitas são as aflições do justo, mas de todas o Senhor os livra. – Salmos 34.19 ILUSTRAÇÃO 4 A ILHA DOS SENTIMENTOS Era uma vez uma ilha onde moravam os sentimentos. Num dia de muita tempestade a ilha toda foi inundada e cada um procurou salvar- se como pode. O AMOR, no entanto, não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua ilha tão querida. Mas a situação ficou feia e ele começou a se afogar. Ao ver a RIQUEZA passando em seu luxuoso iate, pediu ajuda: – Não posso levar você, não cabe. Meu barco está cheio de ouro e prata! Ao ver a VAIDADE passar, também pediu ajuda: -Não posso, você está todo sujo e vai sujar meu barquinho! Ao ver a TRISTEZA passar, também pediu ajuda: -Ah! AMOR, estou tão triste… prefiro ficar sozinha! A INDIFERENÇA nem sequer respondeu ao seu pedido de socorro. Foi então que passou um velhinho e a socorreu: -Sobe, AMOR, eu levo você. O Amor ficou tão feliz e aliviado que até se esqueceu de perguntar o nome do seu benfeitor. Chegando ao alto de um morro, onde estavam os sentimentos que se haviam salvado, ele perguntou à SABEDORIA: -Quem é aquele velhinho que me salvou? Ela respondeu: -O TEMPO. Somente o TEMPO é capaz de dar valor a um grande AMOR. ILUSTRAÇÃO 5 NUMA CORDA SÓ
  • 8.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 8 Uma das mais belas apresentações de Paganini ocorreu de maneira notável. Antes de iniciar o concerto, um incidente inusitado surpreendeu a plateia. Enquanto afinava seu violino, uma das cordas se partiu, gerando apreensão entre os espectadores. No entanto, o virtuoso músico não se deixou abalar. Passou para a segunda corda, que também se rompeu, provocando sorrisos entre alguns assistentes. Em uma terceira tentativa, o mesmo ocorreu. Agora, restava ao grande artista apenas uma única corda. Foi nessa última corda que Paganini realizou sua apresentação extraordinária. Demonstrando uma destreza única, ele extraiu uma música maravilhosa, surpreendendo e encantando a plateia. Essa experiência singular ressoa como uma metáfora poderosa na vida. No contexto mais amplo, o episódio evoca a ideia de que, quando se possui a capacidade de um verdadeiro gênio, mesmo uma única corda é suficiente para criar algo notável. Deus, o grande gênio Criador, é comparado a um hábil violinista. Em suas mãos, podemos ser instrumentos musicais, mesmo que sejamos como violinos de uma só corda, ou até mesmo aparentemente sem corda. Essa analogia sugere que, independentemente das circunstâncias, Deus tem o poder de nos fazer vibrar de maneira extraordinária. Assim como Paganini extraiu beleza musical de uma única corda, nas mãos de Deus, podemos encontrar a plenitude e a beleza da vida que Ele deseja comunicar. E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. – 2 Coríntios 2.14 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. – Romanos 8.37 ILUSTRAÇÃO 6 ENTUSIASMO PELA VITÓRIA Após a batalha de Lookout Mountain, as tropas federais culminaram a região com um irresistível ataque. Surpreso com o desenrolar dos acontecimentos, o General Grant mandou perguntar ao General Wood se ele havia dado ordens para o ataque. A resposta, no entanto, foi negativa. Assim como ao General Wood, a mesma pergunta foi dirigida aos Generais Hooker e Sheridan. Novamente, a resposta repetiu-se: nenhum deles havia ordenado o ataque. Concluiram, então, um fato intrigante que revelou que os homens da tropa, impulsionados por um entusiasmo avassalador, lançaram-se à luta sem que qualquer comando os impedisse.
  • 9.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 9 Então, arrojando-se ao combate, desafiando os perigos e a morte, esses soldados demonstraram uma coragem notável. A vitória conquistada encheu-os de admiração e alegria, revelando a força do espírito combativo que permeava suas fileiras. Semelhantemente, quando a Igreja de Cristo estiver plena de entusiasmo pela conquista do mundo, irá avante independente de seus líderes terrenos. Nesse estado de fervor, a Igreja se tornará uma força incontida, movida por uma paixão coletiva pela propagação da mensagem cristã. Portanto, é crucial cultivar esse fervor missionário para que a Igreja não dependa exclusivamente de seus líderes, mas que cada membro se sinta impulsionado a contribuir para a expansão da fé. Somente quando esse entusiasmo contagiar a congregação como um todo, a Igreja estará verdadeiramente preparada para enfrentar os desafios do mundo moderno e cumprir sua missão evangelizadora. “Tu pois, suporte comigo as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.” – 2 Timóteo 2:3 Soldados somos de Jesus E campeões do bem, da luz Nos exércitos de Deus Batalhamos pelos céus Cantando, vamos combater O vil pecado e seu poder A batalha ganha está A vitória Deus nos dá Breve vamos terminar a batalha aqui E pra sempre descansar com Jesus ali Todos os que são fiéis ao bom Capitão Hão de receber lauréis como galardão ILUSTRAÇÃO 7 JAMAIS SE APAGARÁ Latimer e Ridley, destemidos defensores da Reforma da Igreja, enfrentaram um destino trágico ao serem condenados à morte. Amarrados às estacas, experimentaram as primeiras angústias das chamas que os envolviam, mas, apesar da dor, encontraram coragem na troca de palavras de apoio.
  • 10.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 10 Em um momento crucial, Latimer exclamou, dirigindo-se a Ridley com fervor: “Estamos iniciando uma fogueira na Inglaterra que jamais se apagará“. A coragem exibida por esses bravos combatentes ecoou através dos séculos, servindo como testemunho do fervor de suas convicções. Em meio à adversidade, Latimer e Ridley permaneceram firmes em sua determinação de desafiar as práticas da igreja vigente. Condenados à morte por suas crenças, enfrentaram as chamas com uma tenacidade que inspirou gerações posteriores. Durante o tormento das chamas, trocaram palavras de encorajamento, criando um laço indissolúvel de camaradagem em face da tragédia iminente. Com palavras como pontes sobre o abismo da aflição, encontraram força para suportar o indizível. Ridley, ao ouvir as palavras de Latimer, respondeu com a convicção compartilhada: “Nossa causa transcende este momento fugaz; nossa chama persistirá nas mentes e corações que virão”. Assim, mesmo diante da morte iminente, Latimer e Ridley moldaram o curso da história, deixando para trás um legado de resistência e convicção. Seu sacrifício não foi em vão, pois as chamas que acenderam naquele trágico episódio continuam a iluminar a compreensão da Reforma da Igreja e inspirar aqueles que buscam a verdade e a liberdade. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Filipenses 1:21 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8 ILUSTRAÇÃO 8 VARRENDO AS DIFICULDADES Booker Washington, um destacado cidadão americano, compartilha conosco as adversidades que enfrentou em sua jornada de estudo e superação na vida. Após a libertação dos escravos, depararam-se com inúmeros desafios, sendo um deles a questão racial. No entanto, esse jovem possuía ideias grandiosas e uma resolução firme de alcançá-las. Com uma força de vontade inabalável, conseguiu superar todas as dores e dificuldades. Determinado a ingressar em uma renomada escola para negros em uma cidade um pouco distante, Washington enfrentou muitas peripécias, incluindo fome e noites ao relento. Ao chegar ao destino, sua aparência lastimável fez com que os diretores hesitassem em recebê-lo. Longe de se desanimar, ele persistiu, aguardando pacientemente que resolvessem seu caso. Após horas de espera, a secretária o incumbiu de varrer a sala ao lado.
  • 11.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 11 O protagonista executou a tarefa com notável zelo, surpreendendo os diretores. Varreu a sala repetidas vezes, limpou minuciosamente cada canto, móvel, e detalhe. Percebeu que sua aceitação na instituição dependia, em grande parte, da impressão causada pela limpeza. Concluído o trabalho, apresentou-se à secretária, uma mulher “yankee” conhecedora da importância da limpeza. Após uma minuciosa inspeção, ela tranquilamente declarou: “Acho que podemos aceitá-lo nesta casa”. Dessa maneira, Washington superou inúmeras outras dificuldades, tornando-se, conforme relatado em um jornal norte-americano, “o mais eminente educador negro do mundo”. Sua história inspiradora ressalta não apenas a importância da determinação pessoal, mas também a superação de obstáculos por meio do trabalho árduo e da perseverança. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” – (Eclesiástes 9.10). ILUSTRAÇÃO 9 NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER O BEM Não nos cansemos de fazer o bem” foi o título que atribuímos a esta bela história contada como verdadeira, ocorrida a anos atrás em uma aldeia de pescadores na Holanda. Como toda a vida da aldeia girava em torno da indústria pesqueira, era preciso que houvesse uma equipe de salvamento, composta por voluntários, para atuar em situações de emergência. Em uma noite de tempestade, os fortes ventos fizeram um pesqueiro virar no mar. Em dificuldades, a tripulação havia enviado um SOS, imediatamente o capitão da equipe do bote de salvamento fez soar o alarme e toda a aldeia se reuniu na praça para olhar atentamente para a baía. Enquanto a equipe lançava à água o bote e tentava avançar através das enormes ondas, os aldeões esperavam aflitos na praia, segurando lanternas para iluminar o caminho de volta. Uma hora depois o bote reapareceu em meio ao nevoeiro e os animados aldeões correram para cumprimentar os seus ocupantes. Caindo exaustos na areia, os voluntários disseram que o bote não pudera comportar mais nenhum passageiro, e eles tiveram de deixar um homem para trás. Um só passageiro a mais o faria virar, e todos os outros pereceriam. Desesperado, o capitão convocou outra equipe de voluntários para procurar o único sobrevivente. Hans, de dezesseis anos, deu um passo à frente. Sua mãe segurou seu braço, implorando: – Por favor, não vá. Seu pai morreu em um naufrágio há dez anos, e seu irmão está no mar há três semanas sem se
  • 12.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 12 comunicar conosco, estou com um mal pressentimento, Hans. Você é tudo que me resta. Hans respondeu: – Mãe, eu tenho de ir. E se todos dissessem, ‘Eu não posso ir, outra pessoa que faça isso’? Desta vez tenho de cumprir o meu dever. Quando o dever chama, temos de fazer a nossa parte. O rapaz beijou a sua mãe, juntou-se à equipe e desapareceu na noite. Passou-se outra hora, que pareceu à mãe de Hans uma eternidade. Finalmente, o bote surgiu em meio ao nevoeiro com Hans em pé na proa. Pondo as mãos em concha, o capitão gritou: – Encontrou o homem perdido? Mal conseguindo se conter, Hans gritou excitadamente de volta: – Sim, nós o encontramos. Diga à minha mãe que é o Paul, o meu irmão mais velho! E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé. (Gálatas 6:9,10) ILUSTRAÇÃO 10 REFEIÇÕES NO CÉU Mãe, eu tive um sonho com Jesus.” “É mesmo, filho? E como foi esse sonho?” “Mãe, eu sonhei que estava no céu. O céu é muito lindo, mãe. Sabe como são as refeições no céu?” “Não sei, filho. Como é?” “É assim mãe, em todas as refeições a gente recebe um manjar. Todo mundo recebe o mesmo manjar, em todas as refeições, mas o legal, mãe, é que o manjar vai ter o sabor daquilo que você quer comer”. “Como assim, filho?” “É assim, mãe, se você está com vontade de comer churrasco, o manjar vai ter sabor de churrasco, vai ter um sabor melhor que o melhor churrasco da sua vida. Se está com vontade de comer chocolate, vai ter um sabor melhor que o melhor chocolate que você já comeu na vida…”. “Que lindo, filho”. “Muito lindo, mãe”. Este diálogo é baseado em uma história real, ocorrida em meados de 2015. Alguns
  • 13.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 13 dias depois, este menino faleceu. Este sonho foi a única coisa que ajudou esta mãe a elaborar o luto. “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” – I Coríntios 2.9. ILUSTRAÇÃO 11 USE TODA SUA FORÇA Um menino tentava em vão levantar uma sacola pesada demais para ele. Seu pai, ali ao seu lado, esticava o braço e abrindo a mão, dizia-lhe: – Use toda a sua força que você consegue, meu filho. Ele tentou mais uma ou duas vezes, sem sucesso. E o pai falava as mesmas palavras e repetia o mesmo gesto. – Eu não consigo, pai – desabafou o menino. – Olhe para mim, filho – disse o homem e, mexendo os dedos e olhando para a sua mão, repetiu vagarosamente: – Use… toda… a… sua… força! Só então o menino entendeu que o pai estava esticando a mão para pegar numa das alças da sacola. Ele não estava só. Seu pai estava ali ao seu lado para lhe dar uma força. O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? – Salmo 27.1 ILUSTRAÇÃO 12 PREOCUPADOR PROFISSIONAL Dois empresários estavam almoçando e conversando sobre o difícil momento econômico que o país estava vivendo quando um deles, o Eduardo, confessou: – Amigo, eu estou tão falido que tive que hipotecar até a minha casa. O outro, comovido, comentou: – Que coisa, cara, eu já passei por isso e imagino o seu sofrimento! Você deve estar super preocupado. Eduardo, no entanto, o surpreendeu. – Não, meu amigo, na verdade não estou nem aí. O outro, claro, ficou intrigado:
  • 14.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 14 – Como é que você consegue, cara, ficar tranquilo numa situação dessa? – Eu contratei um “Preocupador Profissional”, responde Eduardo, agora é ele quem se preocupa em meu lugar. – Mas que ideia fantástica, cara, exclamou o amigo, e quanto custa contratar um “Preocupador Profissional”? Eduardo, sem hesitar, informou o valor dos serviços deste profissional: – 150.000 ao ano. – 150.000? Uau… E onde é que você vai arrumar tanto dinheiro? Essa Eduardo respondeu rapidinho: – Eu não sei e nem quero saber; quem tem que se preocupar com isso é ele! Não andeis ansiosos por motivo algum – Fp 4.6 ILUSTRAÇÃO 13 SAÍDA PELA DIREITA Saída pela direita” é uma história verídica, sobre um aperto muito grande que eu passei. A muitos anos atrás, quando eu ainda era um pré-adolescente, morávamos na capital paulista. Naquela época a violência já era uma grande preocupação dos paulistanos. Para evitar certos perigos e ameaças quanto a gente precisava se deslocar de um bairro para outro, uma estratégia comum era andar em ziguezague, ora pegando uma rua à direita, ora pegando uma à esquerda, sempre evitando as ruas principais, dominadas pelos pivetes dos bairros. No entanto, num certo dia, ao pegar uma rua desconhecida, dei de frente com um grupo de uns vinte deles, jogando futebol num campinho de esquina. Abaixei a minha cabeça e fui caminhando, torcendo para passar despercebido. Porém, um dos pivetes se incomodou comigo e gritou: “- Ei, maluco, tá fazendo o que por aqui?”. Um outro gritou: “Você é surdo, ô pivete? Nós estamos falando como você!”.
  • 15.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 15 Eu sabia que não havia nada que eu pudesse falar para evitar ser espancado, pois cometi o grande “pecado” de ter invadido o território daqueles “cães”. Continuei andando de cabeça baixa, fazendo de conta que não era comigo. Mas eles abandonaram o jogo, um deles pegou a bola e a colocou debaixo do braço (ainda me lembro que era uma linda “bola de capotão”, preta e branca) e todos vieram correndo pra cima de mim, dando-me empurrões e solavancos, intimidando-me e exigindo “explicações”. Fiquei totalmente sem reação. Então, a saída desta terrível situação foi hilária. Não me lembro de ter pensado ou planejado o que fiz a seguir, mas, enquanto eles continuavam me oprimindo e me ameaçando, veio-me o instinto de fingir que era surdo-mudo. Gesticulei bastante, soltei um grunhidos inaudíveis, dentre outras encenações, até que um deles se convenceu e disse para os demais: “- Deixem o coitado ir embora, ele é surdo e mudo, igual meu primo”. Peguei a primeira rua à direita e consegui chegar em casa ileso… bem, quase ileso, pois minha barriga doía de tantas gargalhadas que eu dei pelo resto do caminho. Eu ria sozinho, “quiném” um maluco de verdade. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. – Provérbios 2:6 ILUSTRAÇÃO 14 SAPATEIRO IMPACIENTE Havia um ajudante de sapateiro que trabalhava para um patrão muito paciente e compreensivo. Apesar de sua falta de habilidade e eficiência no trabalho, o patrão decidiu mantê-lo empregado, dando-lhe uma chance de melhorar. A cada manhã, o ajudante iniciava seu dia com uma atitude negativa, lançando blasfêmias e maldições ao seu destino, lamentando a necessidade de trabalhar duro para ganhar o pão. Sua insatisfação refletia-se em suas ações, pois, com raiva e desdém, jogava os sapatos recém-feitos contra as paredes, sem se importar com o resultado. No entanto, algo surpreendente aconteceu em sua vida. Ele encontrou Cristo e sua perspectiva começou a mudar gradualmente. A partir do momento em que aceitou Cristo em sua vida, o ajudante de sapateiro passou a experimentar uma transformação profunda. Sua mente e coração começaram a refletir a mente do próprio Cristo, que também havia sido um trabalhador, abençoando com sua dignidade a profissão de carpinteiro. O ajudante começou a descobrir novos significados e interesses em seu trabalho diário.
  • 16.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 16 A partir desse momento, o trabalho se tornou uma fonte de alegria e bênção para ele. Cada sapato que criava era uma oportunidade para expressar sua gratidão a Deus pelo dom da habilidade e pela oportunidade de sustentar a si mesmo e sua família. Ele começou a trabalhar com dedicação e diligência, colocando todo o seu esforço e talento em cada par de sapatos que produzia. Nos domingos, agora ele desfrutava de um descanso com alegria, honrando o mandamento divino de dedicar um dia à adoração e ao descanso. Em vez de gastar seu tempo praguejando, ele dedicava esses momentos à meditação, reflexão e louvor a Deus, nosso Pai. Sua aparência e comportamento também mudaram. Onde antes havia frustração e ressentimento, agora havia paz e serenidade em seu rosto. Seu trabalho tornou-se um testemunho vivo de sua nova fé. O ajudante de sapateiro aprendeu que, quando permitimos que a presença de Deus entre em nossas vidas, até mesmo as tarefas mais simples e mundanas podem se tornar significativas. Ele descobriu a alegria de trabalhar com propósito, honrando a Deus através de suas ações diárias. Sua história se espalhou pela cidade, inspirando outras pessoas a encontrarem a verdadeira paz e satisfação em seu próprio trabalho, independentemente das circunstâncias. Assim, o ajudante de sapateiro nos ensina que, quando nossa perspectiva muda e permitimos que a fé e a gratidão permeiem nossas vidas, o trabalho pode se tornar uma fonte de alegria, significado e bênção. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens”. – Colossenses 3:23 ILUSTRAÇÃO 15 ARROGÂNCIA À BORDO O diálogo abaixo é contado como verídico e teria sido travado no ano de 1951 entre um navio militar estrangeiro e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland, numa noite de muita nebline. O comandante do navio avistou uma luz em rota de colisão com ele e solicitou: – Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação. Os canadenses responderam de pronto: – Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul. O comandante ficou mordido: – Nós somos um navio militar… repito, mude o seu curso. arrogância à bordo
  • 17.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 17 Mas o canadense insistiu: – Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul para evitar colisão. O capitão ficou alterado e berrou ao microfone: – Fique sabendo que o meu navio é um porta-aviões e que estou acompanhados destroyers e fragatas.. Exigimos que vocês mudem o seu curso 15 graus ao norte, IMEDIATAMENTE. E o canadense calmamente respondeu: – Isso é impossível, senhor, nós somos um FAROL, estamos num rochedo! Depois de um breve e constrangedor silêncio, o canadense repetiu calmamente: – Recomendamos mudar o seu curso 15 graus para sul. arrogância à bordo “Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune” – Prov 16.5. ILUSTRAÇÃO 16 DEVERÍAMOS SER TODOS IGUAIS Numa visita a um museu, dois ou três jovens se depararam com uma inscrição intrigante ao lado de um dos armários de vidro: “Dentro deste armário tem o corpo de um homem de 70kg”. Diante disso, um dos rapazes questionou de imediato: “Onde está o homem?” Contudo, sua pergunta ficou sem resposta. O conteúdo do armário revelou jarras de água e outros recipientes contendo fosfato de cálcio, carbonato de cálcio, potássio, sódio e outros elementos químicos. Logo ao lado, um compartimento abrigava galões repletos de gases como hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Surpreendentemente, as proporções desses elementos eram idênticas às encontradas no corpo humano. Era uma representação química de um corpo humano de 70kg. Refletindo sobre essa descoberta, um dos rapazes expressou seus pensamentos: “Então, sou feito disto, sou apenas isso, não há mais nada?” Um estranho, que passava pelo local, concordou com um sorriso enigmático e deixou a sala. Contudo, o jovem permaneceu absorto em pensamentos. Seu companheiro, percebendo a inquietação, tentou confortá-lo: “Se somos formados apenas por cálcio, gases, água, e assim por diante, deveríamos ser todos iguais, não é mesmo? Deve haver algo mais, algo que não pode ser guardado em armários.”
  • 18.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 18 “Sim,” concordou o amigo, ponderando sobre a questão, “há algo que Deus coloca nessa mistura, algo que nos transforma em almas viventes.” Nesse momento, a discussão ganhou um novo matiz, explorando o enigma além da composição física e química do corpo humano, abrindo espaço para reflexões sobre a existência de algo mais profundo e transcendental. “Que é o homem, que dele te lembres? e o filho do homem, que o visites? Fizeste- o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste” (SI 8.4,5). ILUSTRAÇÃO 17 ARREPENDIMENTO Na Guatemala, a tribo de índios Kekchi tem uma boa palavra para arrependimento, cujo sentido é: “dói meu coração”. Distante dali, no interior da África, a tribo Baouli tem um vocábulo talvez ainda melhor; o termo que usam quer dizer: “dói tanto que quero desistir disso”. Esta é a experiência que o Senhor desejava para Seus filhos relapsos, quando disse: “Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor”. Trata-se ai de uma obra pessoal de avivamento. “Esquadrinhemos”, insta Ele, “os nossos caminhos”. Não me compete esmiuçar e criticar a vida de meu próximo. Devo voltar o farol da Palavra de Deus para dentro de mim, e esquadrinhar meus caminhos. Está muito certo preferir os outros em honra, no decorrer normal de nossa vida, mas quando se trata de endireitar nossa situação para com Deus, somos advertidos a começar em nós mesmos. Ao nos esquadrinharmos, podemos descobrir muita coisa que careça de ajuste. Lá na África existe uma interessante palavra tribal que descreve o que acontece ao coração de uma pessoa que se arrepende. Dizem eles: “torna-se distorcido”. Isto é justamente o que Deus deseja: distorcer todas as coisas torcidas, endireitar tudo o que está torto! Pode haver alguma dor nesse processo de distorção. Deus permite que doa o suficiente para desejarmos “desistir disso” e voltar “para o Senhor”. E isto que os índios Chol, do sul do México querem dizer, quando descrevem o arrependimento como “o coração volta atrás”. “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” – Mateus 3:2 ILUSTRAÇÃO 18 AVANÇAR SEMPRE, EM LINHA RETA
  • 19.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 19 Um viajante caminhava às margens de um grande lago. Ao ver um canoeiro preparando-se para zarpar, puxou conversa com ele e descobriu que seus destinos eram o mesmo: a outra margem do lago. Pediu uma carona, propondo-se a ser o remador. Entrou na canoa, pegou os remos de madeira e reparou que neles estavam esculpidas duas palavras: ACREDITAR e AGIR. Ele nunca tinha remado antes, e rapidamente descobriu que não é tão fácil quanto parece. A canoa ficava navegando em círculos, ora para a esquerda, ora para a direita. O dono da canoa, um idoso muito simpático, procurava não ser grosseiro, mas não podia conter o sorriso. Por fim, já cansado, o viajante pede ajuda: – Por favor, senhor, como é que eu faço para esta canoa ir só para frente? O canoeiro respondeu: – A resposta está nos remos. O Acreditar e o Agir têm que ser impulsionados ao mesmo tempo e com a mesma força. Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para os observardes, a fim de que vivais, e entreis a possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá – Deuteronômio 4.1. ILUSTRAÇÃO 19 BRILHE A VOSSA LUZ Um amigo contou-me que fora visitar um farol num dia de uma grande tempestade e dissera ao faroleiro: – O senhor não se apavora de viver aqui? E terrível este lugar para se permanecer nele! – Não – respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos. – Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!? – Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e cuidamos de ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se acharem em perigo, possam ser salvos. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. – Mateus 5:16 ILUSTRAÇÃO 20 BOA, DOUTOR… Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz: – Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê
  • 20.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 20 ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro… O médico então perguntou: – Muito bem, o que a senhora quer que eu faça? A mulher respondeu: – Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda. O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher: – Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou: – Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. e vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco… A mulher apavorou-se e disse: – Não doutor! Que horror! Matar um criança ?? Isso é um crime. – Eu também acho, minha senhora. “Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi!”. Jeremias 1:5 ILUSTRAÇÃO 21 BOTA SUJA No quartel, onde certo soldado encontrava repouso todas as noites, outro colega militar demonstrava uma prática que causava desconforto ao primeiro: a oração. Incrédulo e desconcertado por essa rotina religiosa, o soldado descrente começou a nutrir um incômodo crescente em relação às preces de seu companheiro. Uma noite, durante o momento de oração do colega, o soldado incrédulo teve um acesso de raiva e, impulsionado por sua frustração, pegou suas botas sujas de lama e, sem hesitar, as arremessou na direção da cabeça de seu companheiro de quarto. O impacto das botas na cabeça do soldado que orava gerou um breve momento de dor e desorientação. No entanto, o que aconteceu a seguir deixou o soldado incrédulo perplexo. Na manhã seguinte, ao acordar, ele se deparou com suas botas limpas e cuidadosamente engraxadas. Rapidamente, ele percebeu que seu
  • 21.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 21 companheiro de quarto, o mesmo que havia sido alvo de sua ação impulsiva, havia tomado a iniciativa de limpar suas botas em um gesto de generosidade. Mais tarde, o soldado incrédulo admitiria: “Foi um gesto tão impactante que me levou a refletir profundamente. Finalmente, ele me apresentou Àquele que pode transformar o espírito humano de maneira tão notável.” Esse episódio serve como um testemunho eloquente de como o amor de Cristo pode operar em nossos corações, capacitando-nos a brilhar como luzes no mundo, a responder ao mal com o bem e, acima de tudo, a conduzir almas necessitadas de salvação a Cristo. É um lembrete de que, por meio da graça divina e do amor altruísta, podemos ser instrumentos de mudança e redenção na vida daqueles que nos cercam. O poder do amor e da compaixão pode superar até mesmo os momentos mais desafiadores e, eventualmente, levar outros a uma jornada espiritual significativa. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.” – Mateus 5:38-41 ILUSTRAÇÃO 22 NA CORDA BAMBA Um rei tinha dois amigos que foram julgados e sentenciados à morte por serem, supostamente, culpados por um grave crime que comoveu todo o reino. Embora o rei gostasse deles e duvidava da lisura do julgamento e do depoimento das “testemunhas”, não lhes concedeu perdão por medo da péssima repercussão e do desgaste político que isso poderia lhe causar. Mas, como era costume naquela terra, deu-lhes uma possibilidade de salvação. Ordenou que uma corda deve fosse esticada sobre um buraco profundo e que cada um caminhasse sobre ela, com o apoio de uma vara bem comprida. Quem conseguisse chegar ao outro lado, seria perdoado e estaria livre. A multidão juntou-se ao lado do poço, uns gritando palavras de apoio e incentivo, outros gritando palavras de ódio e morte. O primeiro homem, apesar dos vários sustos e balanços, conseguiu atravessar com segurança e voltou correndo ao ponto de partida, para dar apoio ao seu amigo, o segundo homem, que lhe perguntou: – Amigo, diga-me como conseguiu.
  • 22.
    Pastor Carlos AlbertoC da Silva 22 – Nem eu sei, amigo, tudo que fiz foi isso olhar sempre para a frente e quando me via pendendo para um lado, inclinava-me para o outro lado. “Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal”. – Provérbios 4:25-27