Algo de mim sem eu




Eu sem mim, inevitável,

Vi desterro e fim, inexorável,

Me vi padecente nas entranhas silentes

D’alguma invasiva solidão.

Me vi perdido entre sonhos

Ou amargos devaneios,

Que ao findarem, se fizeram de permeio,

Com meu buscar de infinitude.

Onde, ao renascer das esperanças,

Reencontro-me a mim mesmo

Para não expirar agruras,

De braços dados com alguma ilusão,

Que, não partindo da alma,

Não fará padecer meu próprio coração.

Enfim, à distância de um nada,
Tenho, eu mesmo, razões de ser,

Que me alegram, fazem querer,

Até agora, todas as veredas que

Já trilhei,

Em nome deste amor eternizado

Nos meandros do mesmo ser,

Que já se fez, fiel seguidor de mim.




Autor: José Roberto Abib – Capivari, 25/06/2009

Ref. Raquel Donegá

Algo de mim sem eu

  • 1.
    Algo de mimsem eu Eu sem mim, inevitável, Vi desterro e fim, inexorável, Me vi padecente nas entranhas silentes D’alguma invasiva solidão. Me vi perdido entre sonhos Ou amargos devaneios, Que ao findarem, se fizeram de permeio, Com meu buscar de infinitude. Onde, ao renascer das esperanças, Reencontro-me a mim mesmo Para não expirar agruras, De braços dados com alguma ilusão, Que, não partindo da alma, Não fará padecer meu próprio coração. Enfim, à distância de um nada,
  • 2.
    Tenho, eu mesmo,razões de ser, Que me alegram, fazem querer, Até agora, todas as veredas que Já trilhei, Em nome deste amor eternizado Nos meandros do mesmo ser, Que já se fez, fiel seguidor de mim. Autor: José Roberto Abib – Capivari, 25/06/2009 Ref. Raquel Donegá