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VI Feira Solidária
das Instituições
foi um sucesso
Pág. _3
Em Discurso Direto
O presidente da União das Freguesias de Massamá e
Monte Abraão em entrevista afirma que “a aposta é na
melhoria do espaço público e no reforço da cidadania
dos residentes da freguesia”.
Pág. _8 e 9
Parque da Quinta das Flores já
dispõe de instalação sanitária
Os visitantes do parque da Quinta das Flores, em
Massamá,játêmaoseudisporumainstalaçãosanitária,
constituídas por três casas de banho, sendo uma
destinada a cidadãos com mobilidade condicionada.
Pág. _7
ACONTECE
MASSAMÁ E MONTE ABRAÃO EM NOTÍCIAS ANO 1 GRATUITO JULHO 2016 N.º 4
ACONTECE JULHO 2016 2
Férias, Bom tempo, Diversão…..Cidadania Ativa!
Com a chegada da primavera e dos primeiros raios de sol, a
freguesia ganha mais luz e encanto. Surgem mais eventos e
atividades, que são pensadas no inverno, e que acompanham
o crescente do calor e do frenesim da época, até ao verão. As
pessoas aproveitam os nossos parques urbanos para des-
contrair e usufruírem daquilo que eles têm para oferecer.
Da mesma forma, procuram projetos que vão ao encontro
das necessidades das suas famílias. Assim desenvolvemos
programas como os campos de férias, celebramos os san-
tos populares com o Arraial e o desfile de Marchas Popu-
lares, dinamizamos a feira do porta-bagagem. Ao mesmo
tempo, investimos na melhoria dos nossos parques urba-
nos, com intervenções nos parques infantis e edificação de
instalações sanitárias no único parque sem tal equipamen-
to, dotando todos os parques de instalações sanitárias.
Mas não só de férias, bom tempo e diversão vive a nossa fre-
guesia. Este foi também o momento de cidadania. O Orça-
mento Participativo vai já na sua 3ª edição e consideramos,
desde já, esta como uma aposta ganha. Este processo de de-
mocracia participativa tem vindo a fazer o seu caminho des-
de 2014, estando permanentemente a seraperfeiçoado para
que existam cada vez mais pessoas a valorizar o seu próprio
espaço, a sua rua e a sua comunidade. Este instrumento de
participação cívica, onde se valoriza o pensamento coletivo
em detrimento do individual, pretende, igualmente, ser uma
ferramenta à disposição de todos para que tenhamos todos
os dias uma freguesia com mais qualidade de vida.
Aproveite o bom tempo e as férias para participar igual-
mente com o seu tempo nos diversos projetos de volun-
tariado dinamizados pela freguesia, ajudando-nos a cons-
truir uma freguesia cada vez mais próxima dos cidadãos e
cada vez mais solidária.
O seu contributo é indispensável. Muito nos honraria ter a
sua participação.
A freguesia é sua! Participe!
Pedro Oliveira Brás - Presidente
É Notícia
Discurso Direto
É Notícia
Instituição
A Nossa Rua
Voz aos Eleitos
PS
SCMA
CDU
PSD
CDS
BE
Independente
Contactos: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão
Massamá | Morada: Rua Dr. Francisco Ribeiro de Spínola, s/n, Massamá, 2745-872 Queluz
Telefone: 21 439 23 31/ 21 438 91 71 Fax: 21 438 91 70 Email: geral@uf-massamamabraao.pt
Monte Abraão | Morada: Avenida da Liberdade, nº 29 e 31, Monte Abraão, 2745-300 Queluz
Telefone: 21 437 36 35/21 439 08 39 Fax: 21 437 36 60 Email: geral@uf-massamamabraao.pt
Horário: 2ª a 6ª feira das 9h às 17h
Ficha Técnica: Acontece - Massamá e Monte Abraão em Notícias
Ano I - N.º 4 - julho de 2016 - Periodicidade Trimestral - Distribuição gratuita
Propriedade: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão Diretor: Pedro Brás
Coordenação e Gestão de Conteúdos: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão,
R. Dr. Francisco Ribeiro de Spínola, s/n, Massamá, 2745-872 Queluz
Email: geral@uf-massamamabraao.pt Telefone: 214 392 331 / 214 389 171 Fax: 214 389 170
Projeto Gráfico e Paginação: Quotidian Protagonist, Lda.
Bela Vista Office - Estrada de Paço de Arcos, nº 66 - 66 A | 2735-336 Cacém
Email: quotidianprotagonistcreative@gmail.com Telemóvel: 932 116 758 Telefone: 210 136 137
Impressão: Sogapal,
Estrada de São Marcos, 27 – São Marcos, 2715-521 Agualva-Cacém Email: geral@sogapal.pt
Telefone: 214 347 100 Depósito Legal: 394185/15 Tiragem: 15.000 exemplares
Nota: Isento de registo na ERC ao abrigo do Decreto Regulamentar 8/99 de 9 de junho, artigo 12º nº1 b.
03_ 07
08_ 09
10
11
12
13_ 15
Índice
Pelouros: Ação Social/ Relações Institucionais/ Proteção Civil/ Gestão
Participada/ Comunicação e Informação/ Recursos Humanos/ Saúde
Horário de Atendimento: 3ª feira, entre as 17h30 e as 19h00 e 5ª feira,
entre as 17h30 e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Educação/ Cultura/ Feiras e Mercados/ Serviços/ Associativismo/
Autocarro Horário de Atendimento: 3ª feira, entre as 17h30 e as 19h00
(alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Gestão Financeira/ Espaços Verdes/ Ambiente e Higiene Urbana/
Toponímia/ Obras Horário de Atendimento: 5ª feira, entre as 17h30
e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Comércio Local/ Património/ Recenseamento
Horário de Atendimento: 4ª feira, entre as 18h30 e as 19h30
(alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Juventude Horário de Atendimento: 5ª feira, entre as 17h30
e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Voluntariado/ Terceira Idade/ Mobilidade e Espaço Público
Horário de Atendimento: 4ª feira, entre as 18h30 e as 19h30
(alternado entre Massamá e Monte Abraão)
Pelouros: Parques Infantis/ Recintos Desportivos/ Atividades Desportivas/
Iluminação/ Segurança/ Trânsito/ Efemérides Horário de Atendimento:
2ª feira, entre as 14h00 e as 16h00 (alternado entre Massamá e Monte Abraão)
EDITORIAL
PRESIDENTE
Pedro Oliveira Brás (PS)
SECRETÁRIO
João António Correia Vinha (PS)
tesoureiro
João Maria Canhoto Russo (PS)
vogal
Manuel AGOSTINHO Lourenço Marques (PS)
vogal
Mónica Sofia Monteiro Russo (PS)
vogal
Armindo dos Santos Batista (PSD)
vogal
Catarina Mendes Soares (CDS/PP)
Freguesia
Massamá e Monte Abraão
ACONTECE JULHO 2016 3
É Notícia
A União das Freguesias de Mas-
samá e Monte Abraão, promoveu
no final do mês de maio a VI edi-
ção da Feira Solidária das Ins-
tituições, no Parque Salgueiro
Maia, em Massamá.
A iniciativa tem como objetivo
principal a divulgação e promo-
ção de atividades e ofertas edu-
cativas, culturais e sociais exis-
tentes na freguesia de Massamá
e Monte Abraão, promovidas
pelo movimento associativo.
Ao longo de todo o dia em que
se realizou o evento, o parque
acolheu centenas de visitantes
que puderam ficar a conhecer
melhor o trabalho desenvolvido
pelas cerca de 30 instituições
representantes da freguesia ali
presentes. Entre as entidades
ali representadas encontrava-
se disponível um vasto leque
de ofertas sociais existentes na
freguesia, tão diversas como a
prática desportiva, apoio social,
apoio sócio-educativo, ensino da
música, apoio domiciliário, escu-
tismo, proteção civil e socorro,
promoção da cidadania ambien-
tal e cívica, entre muitas outras.
Para além da mostra de insti-
tuições, decorreram no palco
existente no recinto, diversas
atuações musicais de estilos tão
diversos como RAP, passando
pela música popular portugue-
sa, folclore, demonstrações de
capoeira e ainda exibições de
turmas de ginástica e zumba.
Para além destes espetáculos e
demonstrações, também a ban-
da filarmónica da Nossa Senho-
ra da Fé de Monte Abraão e a de
São Bento de Massamá abrilhan-
taram não só a abertura, como o
encerramento da feira.
A edição deste ano contou com
a presença da popular atriz
e apresentadora de televisão
Cláudia Semedo que amadri-
nhou a iniciativa. A cerimónia
de abertura oficial realizou-se
com a presença daquela popu-
lar atriz que juntamente com
o vice-presidente da Câmara
Municipal de Sintra, Rui Perei-
ra, o presidente da União das
VI Feira Solidária das Instituições foi um
sucesso. 30 instituições marcaram presença
Atriz e apresentadora Cláudia Semedo associou-se à iniciativa
Freguesias de Massamá e Mon-
te Abraão, Pedro Brás e outros
membros dos órgãos autárqui-
cos da freguesia, procederam à
visita, stand a stand, de todas
as representações ali presentes,
inteirando-se das ofertas dis-
ponibilizadas à comunidade, das
dificuldades sentidas no desen-
volvimento das suas atividades
e ainda dos seus projetos futu-
ros. Em cada um dos stands das
instituições presentes na feira, a
popular atriz, ouviu em porme-
nor os responsáveis das asso-
ciações, conheceu os seus pro-
jetos e deixou sempre palavras
de estímulo e incentivo para que
continuassem com o trabalho
desenvolvido por aquelas orga-
nizações sociais.
Esta edição fica ainda marcada
pela produção de uma popular
“selfie”, realizada durante a ma-
nhã e que contou com a pre-
sença de mais de 70 pessoas
entre elas o presidente da au-
tarquia, Pedro Brás, o vice-pre-
sidente da câmara, Rui Pereira,
a madrinha do evento Cláudia
Semedo, diversos autarcas da
freguesia e ainda de muitos di-
rigentes das associações pre-
sentes e populares que se as-
sociaram à iniciativa.
Veja as fotos desta
iniciativa na galeria em:
www.uf-massamamabraao.pt
ACONTECE JULHO 2016 4
É Notícia
No seguimento da aprovação da lei
nº18/2016, de 20 junho, que estipula a exis-
tência de 35 horas como horário normal de
trabalho dos trabalhadores em funções
públicas, a União das Freguesias de Mas-
samá e Monte Abraão informa que, desde o
passado dia 1 de julho, o horário de funcio-
namento dos serviços da autarquia, tanto
em Massamá como em Monte Abraão, pas-
sará a ser de 2ª a 6ª feira, entre as 9h e as
17h, sem interrupção à hora de almoço.
Alteração
de horário de
atendimento
De 2ª a 6ª feira,
entre as 9h e as 17h
Recolha resíduos
sólidos urbanos
Coloque nos contentores o seu lixo
O espaço adjacente à Avenida General Hum-
berto Delgado, em Monte Abraão (perto da
Rotunda D. Ayres de Saldanha de Menezes e
Sousa, em frente ao Pingo Doce), foi objeto
de uma intervenção com o intuito de melho-
rar o espaço verde existente, criar melhores
condições de segurança para os peões e de
melhoria da sua acessibilidade.
Para tal foram reparados e aumentados al-
guns dos muros de suporte, que delimitam o
espaço, instalado um novo sistema de rega
automático, colocadas vedações de segu-
rança e corrimões e ainda um novo piso em
diversas das zonas interiores do espaço, bem
como no seu acesso pedonal.
Porém a intervenção não se ficou por aqui
e foram ainda plantadas novas árvores, em
substituição de outras abatidas e semeado
um novo tapete de relva. A sementeira do
novo relvado foi realizada com recurso ao
processo de hidrosementeira, que finalizará
a intervenção definida para aquele espaço.
Segundo os responsáveis técnicos pela inter-
venção naquele espaço verde o recurso à téc-
nica de hidrosementeira assegurará uma me-
lhor plantação das novas sementes que foram
projetadas, juntamente com os fertilizantes,
numa solução aquosa para melhor germina-
Espaço público requalificado em Monte Abraão
Com recurso ao processo de hidrosementeira
ção.Após a sementeira serão realizadasvárias
regas diurnas ao espaço para o mantercom as
condições ideais de plantação. A projeção da
solução aquosa de sementeira, deixará para
já todo o espaço coberto por uma substância
esverdeada em resultado da mistura dos dife-
rentes componentes orgânicos.
A União das Freguesias de Massamá e Mon-
te Abraão solicita a colaboração de todos os
moradores e frequentadores daquele espa-
ço para que durante as próximas semanas
não pisem a área agora plantada. Esta inter-
venção é realizada ao abrigo do contrato de
espaços verdes celebrado em julho de 2015.
O concelho de Sintra dispõe de diversos tipos de sistemas de recolha e de conten-
tores, dependendo da tipologia da zona (urbana versus rural), capitações, espaço pú-
blico disponível, entre outras características. Independentemente do equipamento
existente na sua área de residência, os Serviços Municipalizados de Água e Sanea-
mento de Sintra (SMAS de Sintra) solicitam a todos os munícipes para acondiciona-
rem corretamente os resíduos antes de os depositarem nos contentores, e cuidarem
do equipamento instalado, de modo a garantir uma maior durabilidade e salubridade.
Além disso e sempre que verificarem uma situação anómala nos contentores ou
junto dele, devem contactar os SMAS de Sintra através do número 800 21 00 20 ou
ainda através do endereço de correio eletrónico geral@smas-sintra.pt
Colabore para que a nossa freguesia seja mais limpa.
Siga-nos:
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recolhas gratuitas:
- Eletrodomésticos avariados
- Móveis partidos
LIGUE 800 210 020
ACONTECE JULHO 2016 5
ACONTECE JULHO 2016 6
É notícia
A popular atleta portuguesa Patrícia Mamona sagrou-se campeã
europeia do triplo salto em Amesterdão, no início deste mês de
julho. A atleta alcançou esta vitória no Campeonato Europeu de
Atletismo que decorreu em Amesterdão e onde conseguiu obter a
medalha de ouro, com 14,58 metros no triplo salto, uma marca que
é um novo recorde nacional.
A Juventude Operária de Monte Abraão não esqueceu a atleta que
representou aquele clube durante 8 anos (entre 2002 e 2010) dei-
xando-lhe uma mensagem de felicitações na página de Facebook
do clube onde a apelida carinhosamente de “a nossa menina”. A atl-
teta atualmente representa o Sporting Clube de Portugal.
Praia, sol, mar, convívio e boa disposição foram os elemen-
tos principais das idas à praia com os seniores de Massamá
e Monte Abraão, promovidas pela autarquia local, durante
o mês de junho. A iniciativa “Manhãs Praia Sénior” teve este
ano a adesão de 100 participantes que deste modo benefi-
ciaram de mais esta resposta social com o objetivo de pro-
mover o convívio intergeracional e combater o isolamento.
Destinado a maiores de 55 anos, os inscritos frequentaram
durante duas semanas as manhãs de praia, com animação
e atividades desportivas, dinamizadas pelos jovens monito-
res que acompanharam os grupos.
No último dia de praia, o almoço foi diferente. Os participan-
tes juntaram-se no Parque Salgueiro Maia para desfrutar de
um animado e saboroso piquenique de confraternização.
O programa “Manhãs Praia Sénior” é um projeto de carác-
ter lúdico e constitui uma resposta social de grande relevo
da União das Freguesias de Massamá e Monte que pretende
promover, através da ida à praia, o combate ao isolamento
sénior através do convívio e interação com os mais jovens.
Séniores de
Massamá e Monte
Abraão vão à Praia
Iniciativa combate o
isolamento através do convívio
Patrícia Mamona
sagrou-se
Campeã Europeia
JOMA não esquece “a nossa menina”
O Parque Salgueiro Maia em Massamá recebeu os tradicionais festejos dos Santos Popula-
res, pelo segundo ano consecutivo, com um desfile de marchas populares e um arraial, que
decorreu em plena Avenida 25 de abril, e no Parque Salgueiro Maia, em Massamá.
Os três dias de festa contaram com a presença de centenas de pessoas, provenientes de di-
versos concelhos, que ali se deslocaram, não só para assistir às atuações musicais que mar-
caram presença no palco instalado no Parque Salgueiro Maia, mas também para desfrutar,
no sábado à noite, do desfile das marchas populares na Avenida 25 de abril, em Massamá.
Durante todos os dias de festas populares esteve sempre à disposição dos visitantes, no
recinto do Parque Salgueiro Maia, um verdadeiro arraial popular recheado de tendas com
comes e bebes repletas de iguarias da época, onde não faltaram as sardinhas, bifanas, enchi-
dos e ainda as igualmente populares farturas. Para além disso os mais novos puderam ainda
usufruir de vários insufláveis que ali se encontravam à sua disposição.
Para além da marcha de São João das Lampas proveniente do concelho de Sintra que des-
filou na avenida, também marcaram presença a marcha de Ponte de Rol, do concelho de
Torres Vedras e a marcha de São Vicente, provenientes da cidade de Lisboa.
Uma vez mais esta iniciativa mereceu a adesão popular que trouxe à rua centenas de pesso-
as para assistir ao desfile de marchas, num ambiente de muita alegria cor e animação.
Santos Populares comemorados na rua
Pelo segundo ano consecutivo houve desfile de marchas
ACONTECE JULHO 2016 7
É notícia
Durante muitos anos, foi uma pretensão da Associação de Morado-
res da Urbanização da Cidade Desportiva de Monte Abraão dispor de
um parque infantil para os mais novos e de uma área para manuten-
ção física para os seniores ali residentes.
Foi, no entanto, no decurso da presidência aberta que o presidente
da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, se comprometeu com
a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão e a associação
de moradores a proceder à instalação dos equipamentos pretendi-
dos naquela urbanização.
Atualmente ambos os equipamentos já se encontram edificados e dis-
poníveis para a sua utilização, resultando esta intervenção num claro
melhoramento do espaço público daquele aglomerado urbano.
O parque de manutenção sénior conta com cinco equipamentos de
manutenção física e de mobiliário urbano de estadia que, aliada ao
novo parque infantil, localizado a alguns metros de distância, com-
plementa a oferta intergeracional disponível.
Cidade Desportiva com
novos equipamentos
Parques infantil e sénior estão prontos
Teve início em meados de julho a obra de construção da
rotunda na Rua Direita de Massamá, junto ao chafariz.
Esta intervenção, reclamada há muitos anos, vai decor-
rer, previsivelmente, até finais do mês de outubro e acon-
tece após uma outra obra já realizada de remodelação da
rede de água no Bairro da Terra da Várzea, em Massamá
desenvolvida pelos Serviços Municipalizados de Água e
Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra).
Esta obra foi desencadeada pela Câmara Municipal de
Sintra, depois de identificada e considerada como priori-
tária pelo presidente da câmara, Basílio Horta, aquando
da realização da visita à freguesia de Massamá e Monte
Abraão no âmbito da presidência aberta, realizada em
dezembro de 2014.
Para a execução destes trabalhos foi necessário realizar
um corte da estrada, no troço da Rua Direita (área envol-
vente do chafariz). Com esta intervenção não só se pre-
tende melhorar a circulação de viaturas automóveis mas
também melhorar, em muito, as condições de segurança
dos peões, naquela movimentada rua da freguesia.
Obras na Rua
Direita de Massamá
a bom ritmo
Rotunda em construção
Os visitantes do parque da Quinta das Flores, em Massamá, passaram a benefi-
ciar desde o passado mês de junho de uma instalação sanitária. O novo equipa-
mento ali edificado é constituídas por três casas de banho, incluindo uma desti-
nada a cidadãos com mobilidade condicionada.
Aquela instalação sanitária, devidamente enquadrada na paisagem, vem colmatar
uma necessidade sentida pelos utentes que diariamente utilizam aquele parque.
Esta obra foi promovida pela União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão
e resultou num investimento de 25.000,00€ (IVA incluído) e insere-se no Pro-
grama de Requalificação do Espaço Público da freguesia, um dos eixos de inter-
venção prioritário definido pela autarquia.
Com a intervenção agora realizada, todos os parques públicos da freguesia, pas-
sam a dispor de instalações sanitárias para os seus utilizadores.
Parque da Quinta das Flores
com instalação sanitária
Agora todos os parques públicos dispõem de casas de banho
ACONTECE JULHO 2016 8
“Aaposta é na melhoria do espaço público e no
reforço da cidadania dos residentes da freguesia”
Pedro Oliveira Brás, presidente da união das freguesias
Discurso direto
Eleito nas últimas eleições autárquicas de se-
tembro de 2013, Pedro Oliveira Brás, faz um
balanço do atual mandato em que tem dirigido
a União das Freguesias de Massamá e Monte
Abraão (UFMMA). O autarca que cresceu em
Massamá, tem 33 anos, é licenciado em Ges-
tão pelo ISCTE Business School e é quadro da
multinacional IBM, onde desempenhava fun-
ções como assistente comercial e analista de
negócio, até ser eleito.
Como começou o vosso mandato na UFMMA?
Iniciámos o mandato após a reforma ad-
ministrativa do poder local em 2013. Com
a agregação de freguesias, o nosso grande
desafio foi construir uma equipa e estrutu-
ra autárquica que combinasse duas formas
de trabalho diferentes existentes e que per-
mitisse dar resposta eficaz às necessidades
da autarquia. A prioridade foi a aproximação
aos funcionários, entender as suas funções,
as dificuldades e objetivos, mantendo os
postos de trabalho existentes. Para consoli-
dar e definir a equipa, começámos por fazer
a reorganização interna de procedimentos.
A título de exemplo, essa reorganização de
procedimentos fez com que pela primeira
vez tivéssemos promovido um concurso pú-
blico internacional, aprovado pelo Tribunal
de Contas, para a conservação e manuten-
ção dos espaços verdes que nos foram pro-
tocolados pela Câmara Municipal de Sintra.
Com a reforma do poder local, sofremos
constrangimentos orçamentais. No entan-
to, assumimos o compromisso de manter o
atendimento ao público nos mesmos moldes
já conhecidos pelos fregueses.
Que mais-valias resultaram da união das an-
teriores freguesias?
Aprincipalforam as pessoas. Herdámos duas
freguesias bastante heterogéneas do pon-
to de vista territorial e demográfico. Monte
Abraão era uma freguesia de menor dimen-
são, com uma população mais envelhecida,
com residentes na freguesia desde sempre,
onde existe um forte espírito bairrista, com
sentimento de pertença e identidade. Mas-
samá era uma freguesia mais recente, mais
urbana, com maior facilidade de mobilidade,
embora com relações de proximidade e vi-
zinhança mais ténues. A diferença existente
nestas localidades exigiu a atuação no “ter-
reno” numa perspetiva de melhorar a coesão
territorial e social. Temos tentado combinar
formas de ação, com respostas de maior
incidência ao nível da intervenção social e
de maior aproximação à população, sempre
com intuito de melhorar a vida quotidiana
das pessoas e reforçar o sentido de identi-
dade da freguesia.
Como tem decorrido o mandato autárquico?
Estabelecemos quatro eixos fundamentais
de atuação para o mandato. O 1º assenta
na promoção de uma governação participa-
da para incentivar a prática da cidadania de
forma mais regular fora dos atos eleitorais.
Para isto foi importante a aproximação ao
movimento associativo e às instituições que
atuam no terreno, mas também a conceção
de projetos e ferramentas como o Orça-
mento Participativo (em que os cidadãos são
chamados e decidem onde aplicar cerca de
100 mil euros/ano em projetos comunitários,
por eles apresentados). Tudo isto para que os
cidadãos se envolvam no processo de gover-
nação e na vida comunitária da freguesia.
O 2º eixo visa a dinamização cultural e co-
mercial da freguesia, realizando atividades
culturais e sociais como a Feira Solidária,
o Mês da Juventude, a Feira Medieval ou as
Marchas Populares. Além disso estabelece-
mos uma aposta no comércio de proximi-
dade, envolvendo a participação do tecido
empresarial na vida da comunidade. É assim
que nasce o Cartão Freguês, gerido pela au-
tarquia e que visa proporcionar à população
um conjunto de descontos nas lojas aderen-
tes e, assim, incentivar o recurso ao comér-
cio local. Temos cento e trinta entidades co-
merciais aderentes e mais de 3000 cartões
em circulação.
O 3º eixo assenta na intervenção comunitária
que entendemos como algo mais abrangen-
te do que a ação social. Queremos que exista
um conjunto de ferramentas de intervenção
social que ajude a encontrar soluções e au-
xilie na prevenção. Temos mantido ativos e
reforçámos projetos sociais como a Farmá-
cia Solidária e a Mercearia Solidária, o proje-
to Olá Bebé e o projeto Geração Amiga bem
ACONTECE JULHO 2016 9
Discurso direto
como a ligação às instituições e associações
parceiras na resposta social. Numa lógica de
prevenção, o projeto Música na Escola que
conseguimos fazer abranger às escolas de 1º
ciclo de Massamá e Monte Abraão e o Pla-
no de Intervenção Primária, de resposta às
necessidades de ensino especial, que conse-
guimos alargar e implementar em todos os
agrupamentos de escolas da freguesia, são
disso exemplo. Mas não é tudo! A universi-
dade sénior que tem cerca de 570 alunos e
60 professores voluntários dispõe de novas
instalações e alargou às duas localidades a
sua atividade. Também o Projeto Raízes de-
senvolve ações preventivas e pedagógicas,
porém este junto dos mais jovens. E agora
voltamos a ver aprovado o projeto no âmbito
da 6ª geração do Programa Escolhas após
uma geração fora.
O 4ª eixo visa a promoção do espaço públi-
co. Temos cumprido as competências dele-
gadas pela Câmara Municipal de Sintra para
a gestão do espaço público, nomeadamente
de gestão e preservação dos espaços ver-
des, manutenção e conservação de calçadas
e espaços de jogos, recreio e lazer. Traçámos
uma linha de atuação em correspondência
ao plano orçamental, no sentido de criar as
ferramentas necessárias de promoção da
qualidade de vida da freguesia.
Identificámos diversas necessidades de in-
vestimento público no território, nomeada-
mente da construção do parque infantil na
urbanização da Cidade Desportiva, do re-
perfilamento da Avenida António Correia de
Sá, da rotunda do chafariz em Massamá (a
ser intervencionada com obras dos SMAS),
mas não só. Lembrar ainda a requalificação
da nossa estufa em Massamá, um verdadeiro
ex-libris. Felizmente que temos encontrado
no executivo municipal em Sintra um inter-
locutor para estas nossas preocupações.
“Estabelecemos
quatro eixos
fundamentais
de atuação para
o mandato:
O 1º assenta
na promoção
de uma
governação
participada
para incentivar
a prática
da cidadania;
O 2º eixo visa
a dinamização
cultural
e comercial
da freguesia;
O 3º eixo
assenta na
intervenção
comunitária;
O 4ª eixo visa
a promoção
do espaço
público.”
A dinamização do espaço público tem uma
lógica de coesão social e mediação entre os
atores sociais da freguesia: o atelier de arte
urbana que está instalado no Parque 2 de
abril, em Massamá, em parceria com uma as-
sociação para jovens, o acordo entre a JOMA
e o Real Sport Clube para a utilização da pis-
ta de atletismo, são alguns dos exemplos.
Como caracteriza a relação do Executivo
com a Assembleia e com a Câmara Munici-
pal de Sintra?
Na Assembleia de Freguesia existe uma re-
lação aberta, dialogante e concertante en-
tre as forças políticas. No Executivo, as
três forças políticas têm, desde o início do
mandato, partilhado o mesmo foco, isto é, o
compromisso de trabalhar em prol das pes-
soas, na resolução dos seus problemas. Tem
sido uma parceria com bons resultados. O
ACONTECE, o jornal da freguesia, para além
da divulgação sobre os atores sociais e a
vida da freguesia, reserva um espaço para
dar voz a todas as forças políticas represen-
tadas na assembleia. Infelizmente esta não é
uma prática comum em todas as freguesias
do concelho. Com a Câmara de Sintra temos
uma relação bastante positiva, de proximida-
de e cooperação, sobretudo através da rea-
lização das Presidências Abertas, nas quais
apresentamos, no terreno, aos responsáveis
municipais, as nossas preocupações e as
nossas propostas para resolução de proble-
mas que detetamos.
Que planos tem para o restante tempo do
atual mandato?
Pretendemos consolidar a estratégia que
definimos nos quatro eixos, sobretudo na di-
namização do espaço público e da freguesia.
Hoje somos mais conhecedores das neces-
sidades do território e agimos respeitando
as diferenças e necessidades individuais.
Dinamizar a freguesia significa aproximar as
pessoas e incentivá-las a participar na sua
comunidade, nos projetos em curso e na go-
vernação, de modo a criar uma identidade e
uma ligação ao espaço.
Temos ainda prevista a requalificação de al-
guns espaços e equipamentos lúdicos exis-
tentes na freguesia, de reordenamento do
território, arruamentos e espaços de esta-
cionamento, de construção de uma ciclovia,
e ainda de aquisição de equipamentos para
utilização pública. É nosso objetivo reforçar
e desenvolver iniciativas sociais, recreativas
e de ocupação de tempos livres, respeitando
o nosso orçamento.
ACONTECE JULHO 2016 10
As crianças e jovens de Massamá e Mon-
te Abraão, vão usufruir este ano, uma vez
mais, de campos de férias.
Esta iniciativa que decorre durante os me-
ses de julho e agosto, entre as 8h e as 19h,
pretende oferecer às crianças e jovens da
freguesia um espaço aberto à descoberta
individual e conquista da natureza, aliando
divertimento e aprendizagem com base em
diversas áreas de expressão e desenvolvi-
mento infantil. Os campos de férias des-
tinam-se a crianças e jovens, com idades
compreendidas entre os 6 e 14 anos.
No programa de atividades as crianças e
jovens vão experienciar idas à praia e à pis-
cina, atelier de expressão dramática, ativi-
é notícia
Crianças e Jovens de Massamá
e Monte Abraão em férias
União das Freguesia promove Campos de Férias
Decorrem desde o dia 20 de junho, as obras de requalificação do parque
infantil da Quinta das Flores. A intervenção em curso tem a duração es-
timada de 45 dias e insere-se no plano de melhoramento e requalifica-
ção do espaço público, nomeadamente dos parques infantis da freguesia
promovido pela União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão.
Com as obras atualmente em curso, este parque verá substituído o
piso existente de areão por pavimento sintético em placas, melhorados
os muros e caldeiras envolventes, bem como será dotado de um sis-
tema de drenagem superficial. A intervenção em curso representa um
investimento de 28.000,00 € acrescidos de IVA.
A realização desta obra vai provocar alguns constrangimentos no acesso
pedonal e na utilização deste parque infantil.
Requalificação
do Parque Infantil
da Quinta das Flores
A intervenção tem a duração
estimada de 45 dias
A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão
vai abrir no último trimestre deste ano a Loja Solidá-
ria Recicl(ARTE), localizada no Bairro 1.º de Maio em
Monte Abraão.
A Loja Solidária pretende assegurar uma resposta inova-
dora na freguesia de Massamá e Monte Abraão, disponi-
bilizando à população o acesso a bens de vestuário, têx-
teis e outros artigos de utilidade pessoal, a preços mais
acessíveis do que os praticados nas áreas comerciais. A
loja tem um conceito social intrínseco à nova dinâmica
e que prevê que a população residente na freguesia em
situação de maior vulnerabilidade, possa aceder a esses
mesmos bens sem qualquer custo associado, bastando
para o efeito solicitar a isenção em contexto de atendi-
mento social na autarquia.
A receita proveniente da Loja Solidária irá reverter
para reforçar a verba disponível para os projetos de
índole psicossocial que são promovidos pela autarquia
local e que servem a população mais carenciada, no-
meadamente a Mercearia Solidária, projeto de com-
bate ao desperdício alimentar e programa de apoio na
aquisição de medicamentos.
A partir do mês de setembro todos os munícipes interes-
sados poderão efetuar a sua doação diretamente nas ins-
talações da autarquia em Massamá ou em Monte Abraão,
durante o horário de atendimento ao público.
Autarquia vai abrir
Loja Solidária
Recicl(ARTE)
Esta resposta social junta-se
às outras já existentes
dades lúdicas e radicais, atividades despor-
tivas e ambientais, atelier de dança, entre
muitas outras, adequadas às suas idades.
Para além de todas estas atividades ainda
se encontram contempladas no progra-
ma de atividades agendadas a deslocação
a locais de interesse histórico e cultural,
como seja a Quinta de Ribafria, Quinta
Nova da Assunção, Parque da Liberdade,
Base Naval de Lisboa-Alfeite, Parque Felí-
cio Loureiro, Museu do Ar, Grutas de Mira
e Aire, Museu da RTP, entre muitos outros
locais de interesse.
ACONTECE JULHO 2016 11
instituição
A Associação dos Deficientes das Forças Ar-
madas (ADFA) foi fundada em 14 de maio de
1974, poriniciativa espontânea dos deficientes
militares da Guerra Colonial. A ADFA é uma
organização não governamental (ONG), livre e
independente, com sede em Lisboa, mas com
delegações e núcleos espalhados por todo o
continenteeilhas.EmMassamá,encontramos
uma representação da ADFA, que tem como
missão assegurar os direitos dos deficien-
tes militares, reivindicando e desenvolvendo
condições que possibilitem o pleno exercício
da cidadania. Além disso prosseguem ações
de cariz social e cultural e contribuem para a
resolução de diversas questões relacionadas
com os seus associados.
O núcleo da ADFA no concelho de Sintra,
localiza-se em Massamá e desenvolve um
Associação dos Deficientes
das Forças Armadas — ADFA
Luta pelos direitos dos deficientes militares
Associação Deficientes Forças Armadas - Núcleo de Sintra - Massamá
Travessa Ruy Cinatti, nº 2 A-1, Massamá - 2745-833 Queluz Telefone: 21 404 12 00
A 2 de outubro de 1921, um grupo de amigos
organizaram-se e constituíram a denomina-
da de Sociedade Benemérita de Queluz. Esta
instituição visava praticar todo o tipo de be-
nemerência. Mais tarde, a 23 de novembro de
1923, veio o Governo Civil de Lisboa a auto-
rizar, oficialmente, a Sociedade Benemérita
de Queluz para o desempenho de missões de
socorro, passando aquela entidade a denomi-
nar-se de Sociedade Benemérita de Queluz
Bombeiros Voluntários. Estava lançado o ca-
minho do que viria a ser a Associação Huma-
nitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz.
Dispondo apenas da vontade generosa de
um reduzido número de Queluzenses e de
meios rudimentares de ação, os Bombeiros
Voluntários de Queluz, à falta de instalações
apropriadas, guardaram os seus primeiros
equipamentos e viaturas sob as arcadas do
Palácio Nacional de Queluz. Foi com muito
esforço que conseguiram passar a dispor de
um local com as condições necessárias para
recolher o material já com cariz de quartel,
com vista ao futuro. Depois de vencidas
Associação de Bombeiros de Queluz
celebrou 94 anos de existência
Sempre prontos para proteger a população
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz: Rua D. Pedro IV, 2745-201 Queluz
Telefone Socorro: 21 434 69 90 Telefone Saúde: 21 434 69 96 Telefone Secretaria: 21 434 69 95 Email: geral@bvqueluz.pt
conjunto de iniciativas nas suas instalações
e fora delas. De modo organizado esta re-
presentação da ADFA promove diversas
atividades diárias para os seus associados,
entre informática, pintura a óleo, tapetes
de arraiolos, yoga do riso, música (solfejo,
flauta, bandolim e cavaquinho), jogos tradi-
cionais, trabalhos manuais (flores de porce-
lana fria), bordados e bainhas. Além destas
atividades o núcleo organiza ainda cami-
nhadas e visitas a diversos locais de inte-
resse cultural e cívico.
O núcleo de Sintra da ADFA é presença as-
sídua nas atividades promovidas pela Câ-
mara Municipal de Sintra e pela União das
Freguesias de Massamá e Monte Abraão,
realizando também sessões e colóquios em
escolas locais.
várias obstruções burocráticas, passaram
a ter num barracão, no Largo Mouzinho de
Albuquerque, perto do Palácio Nacional de
Queluz o seu quartel. Após obras profundas,
foi aquele espaço inaugurado a 16 de maio de
1937, enquanto quartel de bombeiros. Anos
mais tarde, foi criada a Comissão Pró-Sede,
que tinham por missão a construção de um
novo e moderno quartel que satisfizesse ple-
namente as necessidades já sentidas. A 2 de
outubro de 1977, foi possível dar conclusão
à tão desejada obra, procedendo-se à sua
inauguração, precisamente no dia em que a
associação perfazia 56 anos de existência.
Em 1995 a Associação Humanitária dos Bom-
beiros Voluntários de Queluz foram agracia-
dos pela Câmara Municipal de Sintra com a
Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro,
pelos serviços prestados.
Aos associados a associação disponibiliza
diversos serviços de grande utilidade, como
sejam o posto de socorros, consultas mé-
dicas de diversas especialidades, o uso do
salão nobre para realização de atividades, e
ainda uma biblioteca com milhares de livros.
Ao longo do ano, promove ainda um vasto
programa cultural que inclui a realização de
exposições, sessões de poesia e a exibição
de peças de teatro.
Nos últimos anos tem realizado, com enor-
me sucesso, estágios de verão destinados
a jovens, bem como cursos de técnicas de
socorrismo, nos quais têm participado deze-
nas de jovens, alguns deles posteriormente
integrando o corpo de bombeiros.
ACONTECE JULHO 2016 12
Rua Alves Redol - Monte Abraão
Escritor celebrava este ano 104 anos de vida
A nossa rua
Alves Redol teve a sua infância
marcada pela pobreza. Desde
cedo começou a trabalhar. Em
virtude das suas origens, conhe-
ceu bem as condições de vida do
homem rural, que mais tarde, vai
refletir na sua escrita. Nasceu
em Vila Franca de Xira, a 29 de
dezembro de 1911 é considerado
um dos expoentes máximos do
neo-realismo português.
Inicialmente, queria ser médico,
mas, devido à influência do seu
avô, bem como do contacto e
da admiração pelos jornalistas e
escritores, passa a aspirar o in-
gresso no âmbito da escrita. Ini-
cia-se nessa esfera aos 12 anos.
Aos 14 anos, começa a colaborar
com textos para semanários e
jornais. Frequenta então o Curso
Comercial, na Escola Académica
de Lisboa, até ir trabalhar como
vendedor de mercearias. Com-
pleta 16 anos, em 1928 e parte
para Angola, exercendo, primei-
ramente, a função de operário
em Luanda e depois na agricul-
tura. Nessa região, toma contac-
to com uma intensa situação de
miséria e pobreza que o faz re-
gressar à metrópole.
Em Portugal, trabalha como ven-
dedor de carros, pneus e óleos.
Adere aos ideais do Partido Co-
munista Português e do Movi-
mento de Unidade Democráti-
ca, contrapondo-se, veemente,
à conjuntura política da época,
trazendo à tona diversas ques-
tões “esquecidas”.
Em virtude das dificuldades sen-
tidas na sua infância e juventude,
volta o seu olhar para as ques-
tões de reivindicação de mudan-
ça social. Cria a secção “De sol
a sol”, no jornal O Diabo, em que
passa a publicar textos voltados
para as tensões sociais, em con-
fronto com aos ideais de explo-
ração dos regimes totalitários.
A crise económica da década de
1920, ocasiona uma serie de pro-
blemáticas sociais. Tempos mais
tarde em Portugal eclode o Sala-
zarismo, iniciando-se uma inten-
sa repressão, censura e explora-
ção das classes minoritárias.
Tendo como pano de fundo esse
contexto, surge o Neorrealismo,
uma literatura de cunho político,
que se opõe, veementemente, à
opressão dos regimes totalitá-
rios. Surge, assim, um novo con-
ceito de arte numa perspetiva
de consciencialização, acompa-
nhada de novo papel social para
o artista enquanto defensor da
sociedade que busca melhorias
a partir da ampliação da visão
de mundo.
A obra de Alves Redol está di-
retamente ligada às questões
económicas, políticas, sociais e
culturais respeitantes ao mundo
do autor. Algumas dessas temá-
ticas até então eram ignoradas.
O grande exemplo disso é o seu
primeiro romance Gaibéus (1939)
além de ir para a Ribeira do Tejo
ouvir as histórias dos trabalha-
dores e das varinas e do ciclo do
arroz, uma experiência coletiva
realizada em 1953 em que par-
ticiparam também Júlio Pomar,
Rogério Ribeiro, Cipriano Doura-
do e António Alfredo.
Alves Redol sofre a repressão da
ditadura militar, chegando até a
ser preso e torturado. Ao lançar
mão dessa postura de preocupa-
ção social, ele toma como base
alguns ideais do marxismo e do
socialismo, empregando na sua
escrita os pressupostos de au-
tores revolucionários clássicos
tais como: Marx, Engels, Lenine,
Lefebvre, Bukiharini e Friedman.
E, à luz desses escritores adep-
tos do Marxismo e do Socialis-
mo, que Redol passa a abordar
as condições de vida dos traba-
lhadores que viviam à margem
da sociedade por conta de uma
exploração desumana. Para tan-
to, ele retrata os diversos pro-
fissionais rurais e urbanos (des-
tacando seus inúmeros grupos),
suas práticas corriqueiras do dia
a dia e, sobretudo, suas péssimas
condições de vida em decorrên-
cia do capitalismo.
As personagens do romancista,
em geral, são apresentadas, de
forma que as suas individuali-
dades sejam expostas. Contu-
do, refletem um todo na mesma
condição. Isso, de certa forma,
evidencia uma dicotomia (indivi-
dual versus coletivo).
A obra de Redol (repartida en-
tre o romance, peças para tea-
tro, literatura infantil e contos),
é amparada por uma perspetiva
social, primando pela aborda-
gem de aspetos sócio-políticos
e económicos, focalizando, em
especial, personagens que re-
fletem a diversidade dos gru-
pos da sociedade portuguesa
(rural e urbana).
O escritor viria a falecer em Lis-
boa, a 29 de novembro de 1969,
com apenas 57 anos.
Bibliografia: Evaristo, S. (10 de
agosto de 2007). Rua Alves Re-
dol. Obtido em dezembro de
2015, de http://monte-abraao-
queluz.blogspot.pt/2007/08/
rua-alves-redol.html
Wikipédia. (novembro de 2015).
Alves Redol. Obtido em de-
zembro de 2015, de Wikipédia:
pt.wikipedia.org
ACONTECE JULHO 2016 13
voz aos eleitos
PS
Carlos m. Rodrigues
SCMA
Carlos Saldanha
Muito tempo depois o executivo retoma uma publicação que, se em
primeira instância, se poderia pensar que seria uma boa ferramenta
de informação para os fregueses, numa análise mais atenta, e depois
de virem à luz do dia certos contornos, percebemos que não será
bem assim.
A edição do Acontece surgiu em 2015 e, ao que se pode ver no sítio da
União de Freguesias, apenas foram publicados 3 números de um jor-
nal anunciado como uma nova forma de comunicar “trimestral”. Cer-
to é que nem um trimestre durou. Teve duas publicações em Outubro
de 2015 e uma edição em Novembro de 2015. Entretanto, e depois de
solicitados para mais contributos, eis que a publicação foi suspensa
sem qualquer aviso.
É aqui que entram as opacas transparências. Porque em todos os
processos deveria existir rigor e transparência e ainda mais num
meio de informação que não mais é do que um veículo de propaganda
do executivo que agora convenientemente volta a ver a luz do dia. Tal
como o dito investimento no espaço público, em obra, parece que
tudo “Acontece” apenas no último ano de mandato, o que precederá
novas eleições. Enfim, como diz a voz popular, talvez para os partidos
portugueses devessem haver sufrágios todos os anos!
Mas há mais opacidades. É que em Fevereiro, depois de nos solici-
tarem mais um texto/contributo, esperava-se a continuidade (cum-
prindo o trimestre) da publicação. Mas eis que surge, a 18 de Março,
a denúncia de factos estranhos relativos ao contrato com a empresa
que prestava o serviço a duas Uniões de Freguesia sendo uma delas
a de Massamá e Monte Abraão. Em sede própria, e de imediato, ques-
tionámos o executivo e as respostas foram tudo menos esclarecedo-
ras sobre um contrato anual, de milhares de euros, feito por ajuste
direto com a empresa de um (à altura) deputado socialista. O que é
estranho é que tanto dinheiro tenha “produzido” apenas 3 números
da publicação e, após aquela reportagem do Sexta às 9 na RTP1, lá
“desapareceu” oportunamente o jornal.
Agora lá regressa a publicação e, com ela, as mesmas dúvidas de uma
transparência que, até hoje, tem sido tão cristalina como uma parede
de betão em relação aos assuntos que temos levantado. Será que é a
mesma empresa que irá realizar o trabalho? Já não acreditamos que
se fique por 3 números porque é necessário fazer aquilo que sempre
acusaram os outros de fazer, campanha eleitoral e propaganda de
obra que, finalmente, as eleições trarão à efetivação.
Pugnamos por total e verdadeira transparência, por um exercício
continuado, proactivo e assente num projeto conhecedor das neces-
sidades, dos problemas da freguesia e dos fregueses e munícipes e
não por uma postura expectante e reativa, diferenciada em relação
às freguesias e com a justificação sempre assente num passado do
qual (também) fizeram parte mas onde se criaram raízes de muito a
que agora dão continuidade.
Porque Fazer por Sintra e pelos Sintrenses é devido em todas as ho-
ras, dias, semanas, meses e anos de um mandato executivo e não
apenas na hora de procurar os votos.
O espaço público quer-se próximo dos cidadãos. As ruas, os jardins,
os lugares da freguesia em que habitamos, não devem ser simples
espaços de transição, sem rosto. Coloca-se o desafio de responder
às necessidades de uma população diversa, integrando e envolven-
do moradores, idosos, jovens, trabalhadores e comerciantes. Inovar,
Qualificar, Preservar são questões que devem estar bem presentes
na forma como pensamos o nosso concelho, a nossa freguesia e a
qualidade de vida das nossas populações. A promoção de estilos de
vida saudáveis e o combate ao sedentarismo e ao isolamento social
são causas essenciais nesta discussão.
O novo parque infantil na Cidade Desportiva do Monte Abraão, é um
exemplo de um compromisso político e trabalho conjunto, entre a
Câmara Municipal de Sintra e a União das Freguesias de Massamá
e Monte Abraão (UFMMA). Este projeto, que há mais de 25 anos era
pretendido pelos moradores, e que, hoje é uma realidade, assume-se
como um parque de lazer intergeracional com a construção de um
novo parque de manutenção sénior, ocorrido este ano.
Este é o caminho!
Um caminho inclusivo de afirmação de uma estratégia para o espa-
ço público que acredita nos benefícios da mobilidade, acessibilidade,
segurança e proteção ambiental. Os lugares que nos acompanham
todos os dias devem ser um palco de expressão da nossa identi-
dade, um fator de coesão e de fruição plena do nosso bem-estar.
É, por isso, claro que uma das prioridades para este mandato é o
investimento no Espaço Público e na Requalificação Urbana. Sem
comprometer aquele que tem sido um percurso de rigor na gestão
financeira da Câmara, o Orçamento para 2016 reforça as verbas no
Investimento no Concelho em mais de 70%, apostando na criação e
requalificação de zonas de lazer, espaços verdes e parques urbanos,
na manutenção e recuperação da rede viária, na mobilidade pedonal
e na segurança rodoviária. Intervenções que vão influenciar positi-
vamente o nosso dia-a-dia, dignificando a forma como nos relacio-
namos e interagimos com o meio envolvente, e que respondem de
forma eficaz a necessidades que há muito não nos deixam indiferen-
tes. Massamá e Monte Abraão não são exceção. De entre as várias
obras planeadas, algumas delas iniciadas e executadas em 2015 e
outras a ter lugar durante este ano, é de referir, nomeadamente, o
reperfilamento da Av. António Correia de Sá; a intervenção de mo-
bilidade na Rua Dr. José Fernandes; a alteração do piso do parque
infantil na Praceta Fernão Lopes ou a repavimentação da Av. da Li-
berdade e a construção da rotunda do chafariz na Rua Direita de
Massamá, entre muitas outras artérias. No que diz respeito às suas
competências, o Executivo da UFMMA tem sido um agente ativo na
concretização destes projetos e na dinamização do Espaço Público.
Não só porque o diálogo de proximidade que mantém com os cida-
dãos lhe permite estar perto das prioridades da nossa freguesia mas
também porque iniciativas como o Orçamento Participativo ou os
eventos culturais aprofundam a forma como vivemos e sentimos os
caminhos por onde andamos. As políticas públicas são diferentes
quando realmente se diferenciam na relação de confiança que es-
tabelecem com a comunidade, quando devolvem às populações os
frutos do seu envolvimento, da sua participação, da sua cidadania.
Opacas transparências
Espaço público de qualidade para todos
ACONTECE JULHO 2016 14
voz aos eleitos
CDU
bancada da Assembleia de Freguesia
O Passe Social Intermodal, um título de transporte válido para os
diferentes operadores de transportes públicos da região de Lisboa,
surgiu com o 25 de Abril, visando o bem-estar das populações.
Porém, ao longo dos anos assistiu-se ao aumento desproporcional
do seu custo face ao Salário Mínimo Nacional e, simultaneamente,
a cobertura do passe social e da rede de transporte não acompan-
hou a expansão urbana da Área Metropolitana de Lisboa (AML). É
por esta razão que, actualmente, o concelho de Sintra não é todo
abrangido pelo Passe Social.
E ao mesmo tempo que se reduziram horários e percursos para
conter custos, multiplicaram-se os tipos de bilhetes e passes
(contam-se mais de 2000 na AML!), enfraquecendo o Passe Social
Intermodal. Há até operadores que providenciam transportes não
abrangidos pelo Passe Social: a carreira 110 em Massamá e a 24 em
Monte Abraão são exemplos que prejudicam a mobilidade das pes-
soas, seja para trabalhar seja por lazer.
É portanto necessário um Passe Social que privilegie a intermo-
dalidade, ou seja, que integre os vários operadores de transportes,
É com grande preocupação que no CDS – Partido Popular nos aper-
cebemos da intenção da Câmara Municipal de Sintra de pretender
alterar o sistema de recolha de resíduos urbanos que actualmente
existe na nossa freguesia.
O sistema que agora a Câmara Municipal de Sintra pretende adop-
tar, será definitivamente um retrocesso na gestão de resíduos na
freguesia e que tem vindo a ser abandonado, um pouco, pela genera-
lidade das grandes cidades europeias desde há já muitos anos.
Foi este município através da sua, então empresa municipal HPEM,
pioneiro na implementação do actual e vanguardista sistema de re-
colha, considerado desde logo uma referência nacional, e que regis-
tou manifestas melhorias do ponto de vista da gestão operacional e
nos custos de recolha, bem como nos agora importantíssimos, ín-
dices de recolha selectiva que urge incrementar em conformidade
com as orientações da comunidade europeia e fundamentalmente
porque vieram, desde a sua implementação no concelho, a gerar
uma maior eficácia na higiene e segurança dos seus trabalhadores e
se tornaram facilitadores de um mais cómodo e adequado meio de
deposição para a generalidade dos fregueses.
Convém realçar que foi o actual sistema implantado que permitiu a
Sintra a distinção de “Concelho Mais Limpo do País” na categoria de
Por um Passe Social para todo o concelho de Sintra!
Alteração no Sistema de Recolha de Resíduos Urbanos na freguesia mudar
para pior? Não, obrigado!
e que reforce a atractividade do sistema de transportes. Neste
sentido, o PCP está a desenvolver uma iniciativa legislativa para
alargar a cobertura geográfica do Passe Social e abranger todos os
operadores e todas as carreiras. Pretende-se que um único passe
intermodal ou um único bilhete possibilite a circulação em toda a
Área Metropolitana de Lisboa, adequando assim o passe intermo-
dal social à realidade urbana actual.
É também necessário diminuir o custo do Passe Social e reintroduz-
ir os descontos de 50% para jovens, estudantes e reformados. A
receita perdida pelo Estado sairá compensada pelo aumento do
número de utentes, a redução de importações de combustível e de
automóveis, a melhoria do ambiente e do ordenamento e a diminu-
ição dos custos com a saúde pública.
Por um sistema de transportes mais racional e amigo do ambi-
ente, a CDU apresentou na Assembleia de Freguesia uma moção
em defesa de um Passe Social Intermodal que abranja todo o con-
celho e todos os operadores. Aprovada por unanimidade, é agora
necessário dar força popular a esta campanha!
mais de 100.000 habitantes no IX Concurso Nacional de Gestão e
Resíduos Urbanos da APESA.
A informação de intenções de alteração divulgada pelos SMAS não
informando detalhes, dados de avaliação, índices de cobertura, vo-
lumes disponibilizados, dados financeiros, taxas de produção de re-
síduos e sua adequação ao crescimento de população, não facilita
percecionar se o projecto que pretendem implementar se vai ade-
quar à actual realidade das necessidades da nossa freguesia e, mais
importante ainda, se cumprirá com os indicadores da entidade re-
guladora ERSAR.
Afirmou o executivo em sede de Assembleia Municipal que estão ga-
rantidos financiamentos comunitários para a implementação pelos
SMAS do sistema agora preconizado, quais senhores do saber e da
razão, sendo que desde logo definitivamente, nos ressaltam as dúvi-
das porque não se vai promover o exigido aumento da deposição se-
lectiva, nem a necessária redução de custos decorrente da inovação
dos sistemas e implementação de tecnologias de gestão associadas
assim como o aumento da produtividade.
Será seguramente necessário, e isso esperamos com este alerta, reana-
lisar e avaliar no âmbito da respectiva comissão, na Assembleia Munici-
pal, uma mais profunda e essencialmente técnica análise desta matéria.
CDS/PP
Jorge P. Gomes
ACONTECE JULHO 2016 15
voz aos eleitos
BE
Massamá
e Monte Abraão
INDEPENDENTE
Mª Deolinda Da Piedade
O acordo de Paris sobre alterações climáticas é um documento de
profunda reflexão que não nos pode deixar indiferentes. Entre outras
causas está a intenção de reduzir substancialmente a produção de
carbono que influi diretamente sobre o aquecimento global e suas
consequências para a Humanidade. Daí todos devemos contribuir
com a nossa participação para essa redução quando a energia que
hoje se consome nas nossas casas e empresas vem das centrais
hídricas e energia eólica e em anos secos de centrais a carvão ou de
ciclo com gás. Independentemente dos aspetos climáticos o custos
da energia está a aumentar todos os anos.
Aqui reside uma obrigação de o poder local através da Junta de
freguesia dever informar os seus cidadãos de que se instalarem
painéis fotovoltaicos como unidades de produção para autoconsumo
no seu condomínio ou na sua casa ou empresa veicula automati-
camente energia produzida para consumo próprio não precisando
de a adquirir aos comercializadores e o excesso pode vende-la aos
mesmos ao preço do mercado grossista ou armazena-la em bate-
rias para consumo de noite.(Ultima legislação publicada sobre esta
matéria portaria 60 E /2015 de 2 de Março).
Assim vêm a sua fatura da eletricidade reduzida. Os preços destes
equipamentos têm descido o quer torna mais viável a energia solar
fotovoltaica. Cada projeto deve ser estudado com os fornecedores
para um correto dimensionamento do sistema.
Deste modo a energia solar ficará cada vez mais próxima dos ci-
dadãos e o ambiente pelas energias renováveis ficará melhor.
Por outro lado, deveremos promover cursos de formação profis-
sional nesta área nas escolas da nossa freguesia e consequente-
mente aumentar a empregabilidade dos nossos jovens. A política
local impor novas respostas aos desafios e às oportunidades com
que nos deparamos.
Esta é a nossa aposta.
Através deste espaço, gostaríamos de alertar para o risco que dia-
riamente estão expostos os utentes que utilizam a estação de com-
boios de Monte Abraão, nomeadamente quem desce a Rua Joaquim
Luís em direcção à estação ou em sentido contrário que, em vez de
atravessarem na passagem de peões que se encontra devidamente
sinalizada na Avenida António Correia de Sá, inclusive com sinaliza-
ção luminosa, preferem – propositadamente, por desconhecimento
ou porque “atalha caminho” – atravessar directamente para o lado
contrário do passeio sem qualquer segurança, galgando muitas de-
las o mini gradeamento com placas de publicidade que se encontra
junto à berma do passeio.
Infelizmente, este atravessamento não é apenas feito por pessoas
com normal capacidade de mobilidade mas também por grávidas,
carrinhos com crianças, pessoas com canadianas, etc.
Esta situação dura há vários anos, mais de uma década, sem que
– até ao momento – fossem tomadas quaisquer medidas preventi-
vas para evitar eventuais e desnecessários acidentes que possam
vir a suceder.
Temos esperança que esta chamada de atenção venha a ter a utilida-
de necessária para que sejam feitas medidas que corrijam esta situa-
ção e que o gradeamento não sirva apenas para colocar publicidade.
http://www.bloco.org/
https://pt-pt.facebook.com be.sintra
besintra@yahoo.com
Moro nesta rua e nesta casa há 28 anos e sempre cultivei a boa viz-
inhança. Nas reuniões de condóminos levo sempre um miminho para
o final da reunião. Faço-o por mim pois venho mais feliz porque senti
que os meus vizinhos apreciaram este pequeno gesto.
Mas já tenho pensado: porque não fazer o mesmo a nível da rua in-
teira e não apenas no meu prédio?
Conhece os seus vizinhos? Sabia que existe o dia do vizinho?
A ideia nasceu em França em 1990, por um grupo de amigos mas, em
Portugal, existe desde 2005. Foi criado com o objetivo de combater
Conhece os seus vizinhos?
A energia fotovoltaica
na nossa comunidade
“o individualismo, o isolamento e a indiferença. Procura fortalecer
laços de solidariedade entre vizinhos, além de promover comporta-
mentos e atitudes positivas”.
Os vizinhos, a par da família, são considerados rede social primária,
sustentada em princípios de cooperação, afetividade e solidariedade.
O dia europeu do vizinho comemora-se na última terça-feira de Maio.
Em 2016, foi no dia 31 de Maio vamos pensar no assunto e para o ano
vamos todos festejar o dia do vizinho.
E porque o vizinho é mais do que uma pessoa que vive ao nosso lado.
Pode ser uma ajuda, uma companhia, um amigo/amiga e porque, ao
celebrar o dia do vizinho, está a ajudar na sociabilização entre as
pessoas, o que leva a uma maior coesão social a uma maior solidar-
iedade, pense nisto.
Pense que poderia fazer feliz alguém que está sozinho.
Afinal, como é que se pode dizer que o mundo é “uma aldeia global”,
quando numa rua, no nosso bairro e muitas vezes no nosso prédio
ninguém se conhece?
Repensemos pois a nossa postura em relação a quem está na porta o lado.
Boas Férias para todos leitores do “ACONTECE ”
PSD
Carlos Chagas
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  • 1. VI Feira Solidária das Instituições foi um sucesso Pág. _3 Em Discurso Direto O presidente da União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão em entrevista afirma que “a aposta é na melhoria do espaço público e no reforço da cidadania dos residentes da freguesia”. Pág. _8 e 9 Parque da Quinta das Flores já dispõe de instalação sanitária Os visitantes do parque da Quinta das Flores, em Massamá,játêmaoseudisporumainstalaçãosanitária, constituídas por três casas de banho, sendo uma destinada a cidadãos com mobilidade condicionada. Pág. _7 ACONTECE MASSAMÁ E MONTE ABRAÃO EM NOTÍCIAS ANO 1 GRATUITO JULHO 2016 N.º 4
  • 2. ACONTECE JULHO 2016 2 Férias, Bom tempo, Diversão…..Cidadania Ativa! Com a chegada da primavera e dos primeiros raios de sol, a freguesia ganha mais luz e encanto. Surgem mais eventos e atividades, que são pensadas no inverno, e que acompanham o crescente do calor e do frenesim da época, até ao verão. As pessoas aproveitam os nossos parques urbanos para des- contrair e usufruírem daquilo que eles têm para oferecer. Da mesma forma, procuram projetos que vão ao encontro das necessidades das suas famílias. Assim desenvolvemos programas como os campos de férias, celebramos os san- tos populares com o Arraial e o desfile de Marchas Popu- lares, dinamizamos a feira do porta-bagagem. Ao mesmo tempo, investimos na melhoria dos nossos parques urba- nos, com intervenções nos parques infantis e edificação de instalações sanitárias no único parque sem tal equipamen- to, dotando todos os parques de instalações sanitárias. Mas não só de férias, bom tempo e diversão vive a nossa fre- guesia. Este foi também o momento de cidadania. O Orça- mento Participativo vai já na sua 3ª edição e consideramos, desde já, esta como uma aposta ganha. Este processo de de- mocracia participativa tem vindo a fazer o seu caminho des- de 2014, estando permanentemente a seraperfeiçoado para que existam cada vez mais pessoas a valorizar o seu próprio espaço, a sua rua e a sua comunidade. Este instrumento de participação cívica, onde se valoriza o pensamento coletivo em detrimento do individual, pretende, igualmente, ser uma ferramenta à disposição de todos para que tenhamos todos os dias uma freguesia com mais qualidade de vida. Aproveite o bom tempo e as férias para participar igual- mente com o seu tempo nos diversos projetos de volun- tariado dinamizados pela freguesia, ajudando-nos a cons- truir uma freguesia cada vez mais próxima dos cidadãos e cada vez mais solidária. O seu contributo é indispensável. Muito nos honraria ter a sua participação. A freguesia é sua! Participe! Pedro Oliveira Brás - Presidente É Notícia Discurso Direto É Notícia Instituição A Nossa Rua Voz aos Eleitos PS SCMA CDU PSD CDS BE Independente Contactos: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão Massamá | Morada: Rua Dr. Francisco Ribeiro de Spínola, s/n, Massamá, 2745-872 Queluz Telefone: 21 439 23 31/ 21 438 91 71 Fax: 21 438 91 70 Email: geral@uf-massamamabraao.pt Monte Abraão | Morada: Avenida da Liberdade, nº 29 e 31, Monte Abraão, 2745-300 Queluz Telefone: 21 437 36 35/21 439 08 39 Fax: 21 437 36 60 Email: geral@uf-massamamabraao.pt Horário: 2ª a 6ª feira das 9h às 17h Ficha Técnica: Acontece - Massamá e Monte Abraão em Notícias Ano I - N.º 4 - julho de 2016 - Periodicidade Trimestral - Distribuição gratuita Propriedade: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão Diretor: Pedro Brás Coordenação e Gestão de Conteúdos: União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, R. Dr. Francisco Ribeiro de Spínola, s/n, Massamá, 2745-872 Queluz Email: geral@uf-massamamabraao.pt Telefone: 214 392 331 / 214 389 171 Fax: 214 389 170 Projeto Gráfico e Paginação: Quotidian Protagonist, Lda. Bela Vista Office - Estrada de Paço de Arcos, nº 66 - 66 A | 2735-336 Cacém Email: quotidianprotagonistcreative@gmail.com Telemóvel: 932 116 758 Telefone: 210 136 137 Impressão: Sogapal, Estrada de São Marcos, 27 – São Marcos, 2715-521 Agualva-Cacém Email: geral@sogapal.pt Telefone: 214 347 100 Depósito Legal: 394185/15 Tiragem: 15.000 exemplares Nota: Isento de registo na ERC ao abrigo do Decreto Regulamentar 8/99 de 9 de junho, artigo 12º nº1 b. 03_ 07 08_ 09 10 11 12 13_ 15 Índice Pelouros: Ação Social/ Relações Institucionais/ Proteção Civil/ Gestão Participada/ Comunicação e Informação/ Recursos Humanos/ Saúde Horário de Atendimento: 3ª feira, entre as 17h30 e as 19h00 e 5ª feira, entre as 17h30 e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Educação/ Cultura/ Feiras e Mercados/ Serviços/ Associativismo/ Autocarro Horário de Atendimento: 3ª feira, entre as 17h30 e as 19h00 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Gestão Financeira/ Espaços Verdes/ Ambiente e Higiene Urbana/ Toponímia/ Obras Horário de Atendimento: 5ª feira, entre as 17h30 e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Comércio Local/ Património/ Recenseamento Horário de Atendimento: 4ª feira, entre as 18h30 e as 19h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Juventude Horário de Atendimento: 5ª feira, entre as 17h30 e as 18h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Voluntariado/ Terceira Idade/ Mobilidade e Espaço Público Horário de Atendimento: 4ª feira, entre as 18h30 e as 19h30 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) Pelouros: Parques Infantis/ Recintos Desportivos/ Atividades Desportivas/ Iluminação/ Segurança/ Trânsito/ Efemérides Horário de Atendimento: 2ª feira, entre as 14h00 e as 16h00 (alternado entre Massamá e Monte Abraão) EDITORIAL PRESIDENTE Pedro Oliveira Brás (PS) SECRETÁRIO João António Correia Vinha (PS) tesoureiro João Maria Canhoto Russo (PS) vogal Manuel AGOSTINHO Lourenço Marques (PS) vogal Mónica Sofia Monteiro Russo (PS) vogal Armindo dos Santos Batista (PSD) vogal Catarina Mendes Soares (CDS/PP) Freguesia Massamá e Monte Abraão
  • 3. ACONTECE JULHO 2016 3 É Notícia A União das Freguesias de Mas- samá e Monte Abraão, promoveu no final do mês de maio a VI edi- ção da Feira Solidária das Ins- tituições, no Parque Salgueiro Maia, em Massamá. A iniciativa tem como objetivo principal a divulgação e promo- ção de atividades e ofertas edu- cativas, culturais e sociais exis- tentes na freguesia de Massamá e Monte Abraão, promovidas pelo movimento associativo. Ao longo de todo o dia em que se realizou o evento, o parque acolheu centenas de visitantes que puderam ficar a conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelas cerca de 30 instituições representantes da freguesia ali presentes. Entre as entidades ali representadas encontrava- se disponível um vasto leque de ofertas sociais existentes na freguesia, tão diversas como a prática desportiva, apoio social, apoio sócio-educativo, ensino da música, apoio domiciliário, escu- tismo, proteção civil e socorro, promoção da cidadania ambien- tal e cívica, entre muitas outras. Para além da mostra de insti- tuições, decorreram no palco existente no recinto, diversas atuações musicais de estilos tão diversos como RAP, passando pela música popular portugue- sa, folclore, demonstrações de capoeira e ainda exibições de turmas de ginástica e zumba. Para além destes espetáculos e demonstrações, também a ban- da filarmónica da Nossa Senho- ra da Fé de Monte Abraão e a de São Bento de Massamá abrilhan- taram não só a abertura, como o encerramento da feira. A edição deste ano contou com a presença da popular atriz e apresentadora de televisão Cláudia Semedo que amadri- nhou a iniciativa. A cerimónia de abertura oficial realizou-se com a presença daquela popu- lar atriz que juntamente com o vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Rui Perei- ra, o presidente da União das VI Feira Solidária das Instituições foi um sucesso. 30 instituições marcaram presença Atriz e apresentadora Cláudia Semedo associou-se à iniciativa Freguesias de Massamá e Mon- te Abraão, Pedro Brás e outros membros dos órgãos autárqui- cos da freguesia, procederam à visita, stand a stand, de todas as representações ali presentes, inteirando-se das ofertas dis- ponibilizadas à comunidade, das dificuldades sentidas no desen- volvimento das suas atividades e ainda dos seus projetos futu- ros. Em cada um dos stands das instituições presentes na feira, a popular atriz, ouviu em porme- nor os responsáveis das asso- ciações, conheceu os seus pro- jetos e deixou sempre palavras de estímulo e incentivo para que continuassem com o trabalho desenvolvido por aquelas orga- nizações sociais. Esta edição fica ainda marcada pela produção de uma popular “selfie”, realizada durante a ma- nhã e que contou com a pre- sença de mais de 70 pessoas entre elas o presidente da au- tarquia, Pedro Brás, o vice-pre- sidente da câmara, Rui Pereira, a madrinha do evento Cláudia Semedo, diversos autarcas da freguesia e ainda de muitos di- rigentes das associações pre- sentes e populares que se as- sociaram à iniciativa. Veja as fotos desta iniciativa na galeria em: www.uf-massamamabraao.pt
  • 4. ACONTECE JULHO 2016 4 É Notícia No seguimento da aprovação da lei nº18/2016, de 20 junho, que estipula a exis- tência de 35 horas como horário normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas, a União das Freguesias de Mas- samá e Monte Abraão informa que, desde o passado dia 1 de julho, o horário de funcio- namento dos serviços da autarquia, tanto em Massamá como em Monte Abraão, pas- sará a ser de 2ª a 6ª feira, entre as 9h e as 17h, sem interrupção à hora de almoço. Alteração de horário de atendimento De 2ª a 6ª feira, entre as 9h e as 17h Recolha resíduos sólidos urbanos Coloque nos contentores o seu lixo O espaço adjacente à Avenida General Hum- berto Delgado, em Monte Abraão (perto da Rotunda D. Ayres de Saldanha de Menezes e Sousa, em frente ao Pingo Doce), foi objeto de uma intervenção com o intuito de melho- rar o espaço verde existente, criar melhores condições de segurança para os peões e de melhoria da sua acessibilidade. Para tal foram reparados e aumentados al- guns dos muros de suporte, que delimitam o espaço, instalado um novo sistema de rega automático, colocadas vedações de segu- rança e corrimões e ainda um novo piso em diversas das zonas interiores do espaço, bem como no seu acesso pedonal. Porém a intervenção não se ficou por aqui e foram ainda plantadas novas árvores, em substituição de outras abatidas e semeado um novo tapete de relva. A sementeira do novo relvado foi realizada com recurso ao processo de hidrosementeira, que finalizará a intervenção definida para aquele espaço. Segundo os responsáveis técnicos pela inter- venção naquele espaço verde o recurso à téc- nica de hidrosementeira assegurará uma me- lhor plantação das novas sementes que foram projetadas, juntamente com os fertilizantes, numa solução aquosa para melhor germina- Espaço público requalificado em Monte Abraão Com recurso ao processo de hidrosementeira ção.Após a sementeira serão realizadasvárias regas diurnas ao espaço para o mantercom as condições ideais de plantação. A projeção da solução aquosa de sementeira, deixará para já todo o espaço coberto por uma substância esverdeada em resultado da mistura dos dife- rentes componentes orgânicos. A União das Freguesias de Massamá e Mon- te Abraão solicita a colaboração de todos os moradores e frequentadores daquele espa- ço para que durante as próximas semanas não pisem a área agora plantada. Esta inter- venção é realizada ao abrigo do contrato de espaços verdes celebrado em julho de 2015. O concelho de Sintra dispõe de diversos tipos de sistemas de recolha e de conten- tores, dependendo da tipologia da zona (urbana versus rural), capitações, espaço pú- blico disponível, entre outras características. Independentemente do equipamento existente na sua área de residência, os Serviços Municipalizados de Água e Sanea- mento de Sintra (SMAS de Sintra) solicitam a todos os munícipes para acondiciona- rem corretamente os resíduos antes de os depositarem nos contentores, e cuidarem do equipamento instalado, de modo a garantir uma maior durabilidade e salubridade. Além disso e sempre que verificarem uma situação anómala nos contentores ou junto dele, devem contactar os SMAS de Sintra através do número 800 21 00 20 ou ainda através do endereço de correio eletrónico geral@smas-sintra.pt Colabore para que a nossa freguesia seja mais limpa. Siga-nos: www.uf-massamamabraao.pt recolhas gratuitas: - Eletrodomésticos avariados - Móveis partidos LIGUE 800 210 020
  • 6. ACONTECE JULHO 2016 6 É notícia A popular atleta portuguesa Patrícia Mamona sagrou-se campeã europeia do triplo salto em Amesterdão, no início deste mês de julho. A atleta alcançou esta vitória no Campeonato Europeu de Atletismo que decorreu em Amesterdão e onde conseguiu obter a medalha de ouro, com 14,58 metros no triplo salto, uma marca que é um novo recorde nacional. A Juventude Operária de Monte Abraão não esqueceu a atleta que representou aquele clube durante 8 anos (entre 2002 e 2010) dei- xando-lhe uma mensagem de felicitações na página de Facebook do clube onde a apelida carinhosamente de “a nossa menina”. A atl- teta atualmente representa o Sporting Clube de Portugal. Praia, sol, mar, convívio e boa disposição foram os elemen- tos principais das idas à praia com os seniores de Massamá e Monte Abraão, promovidas pela autarquia local, durante o mês de junho. A iniciativa “Manhãs Praia Sénior” teve este ano a adesão de 100 participantes que deste modo benefi- ciaram de mais esta resposta social com o objetivo de pro- mover o convívio intergeracional e combater o isolamento. Destinado a maiores de 55 anos, os inscritos frequentaram durante duas semanas as manhãs de praia, com animação e atividades desportivas, dinamizadas pelos jovens monito- res que acompanharam os grupos. No último dia de praia, o almoço foi diferente. Os participan- tes juntaram-se no Parque Salgueiro Maia para desfrutar de um animado e saboroso piquenique de confraternização. O programa “Manhãs Praia Sénior” é um projeto de carác- ter lúdico e constitui uma resposta social de grande relevo da União das Freguesias de Massamá e Monte que pretende promover, através da ida à praia, o combate ao isolamento sénior através do convívio e interação com os mais jovens. Séniores de Massamá e Monte Abraão vão à Praia Iniciativa combate o isolamento através do convívio Patrícia Mamona sagrou-se Campeã Europeia JOMA não esquece “a nossa menina” O Parque Salgueiro Maia em Massamá recebeu os tradicionais festejos dos Santos Popula- res, pelo segundo ano consecutivo, com um desfile de marchas populares e um arraial, que decorreu em plena Avenida 25 de abril, e no Parque Salgueiro Maia, em Massamá. Os três dias de festa contaram com a presença de centenas de pessoas, provenientes de di- versos concelhos, que ali se deslocaram, não só para assistir às atuações musicais que mar- caram presença no palco instalado no Parque Salgueiro Maia, mas também para desfrutar, no sábado à noite, do desfile das marchas populares na Avenida 25 de abril, em Massamá. Durante todos os dias de festas populares esteve sempre à disposição dos visitantes, no recinto do Parque Salgueiro Maia, um verdadeiro arraial popular recheado de tendas com comes e bebes repletas de iguarias da época, onde não faltaram as sardinhas, bifanas, enchi- dos e ainda as igualmente populares farturas. Para além disso os mais novos puderam ainda usufruir de vários insufláveis que ali se encontravam à sua disposição. Para além da marcha de São João das Lampas proveniente do concelho de Sintra que des- filou na avenida, também marcaram presença a marcha de Ponte de Rol, do concelho de Torres Vedras e a marcha de São Vicente, provenientes da cidade de Lisboa. Uma vez mais esta iniciativa mereceu a adesão popular que trouxe à rua centenas de pesso- as para assistir ao desfile de marchas, num ambiente de muita alegria cor e animação. Santos Populares comemorados na rua Pelo segundo ano consecutivo houve desfile de marchas
  • 7. ACONTECE JULHO 2016 7 É notícia Durante muitos anos, foi uma pretensão da Associação de Morado- res da Urbanização da Cidade Desportiva de Monte Abraão dispor de um parque infantil para os mais novos e de uma área para manuten- ção física para os seniores ali residentes. Foi, no entanto, no decurso da presidência aberta que o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, se comprometeu com a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão e a associação de moradores a proceder à instalação dos equipamentos pretendi- dos naquela urbanização. Atualmente ambos os equipamentos já se encontram edificados e dis- poníveis para a sua utilização, resultando esta intervenção num claro melhoramento do espaço público daquele aglomerado urbano. O parque de manutenção sénior conta com cinco equipamentos de manutenção física e de mobiliário urbano de estadia que, aliada ao novo parque infantil, localizado a alguns metros de distância, com- plementa a oferta intergeracional disponível. Cidade Desportiva com novos equipamentos Parques infantil e sénior estão prontos Teve início em meados de julho a obra de construção da rotunda na Rua Direita de Massamá, junto ao chafariz. Esta intervenção, reclamada há muitos anos, vai decor- rer, previsivelmente, até finais do mês de outubro e acon- tece após uma outra obra já realizada de remodelação da rede de água no Bairro da Terra da Várzea, em Massamá desenvolvida pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra). Esta obra foi desencadeada pela Câmara Municipal de Sintra, depois de identificada e considerada como priori- tária pelo presidente da câmara, Basílio Horta, aquando da realização da visita à freguesia de Massamá e Monte Abraão no âmbito da presidência aberta, realizada em dezembro de 2014. Para a execução destes trabalhos foi necessário realizar um corte da estrada, no troço da Rua Direita (área envol- vente do chafariz). Com esta intervenção não só se pre- tende melhorar a circulação de viaturas automóveis mas também melhorar, em muito, as condições de segurança dos peões, naquela movimentada rua da freguesia. Obras na Rua Direita de Massamá a bom ritmo Rotunda em construção Os visitantes do parque da Quinta das Flores, em Massamá, passaram a benefi- ciar desde o passado mês de junho de uma instalação sanitária. O novo equipa- mento ali edificado é constituídas por três casas de banho, incluindo uma desti- nada a cidadãos com mobilidade condicionada. Aquela instalação sanitária, devidamente enquadrada na paisagem, vem colmatar uma necessidade sentida pelos utentes que diariamente utilizam aquele parque. Esta obra foi promovida pela União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão e resultou num investimento de 25.000,00€ (IVA incluído) e insere-se no Pro- grama de Requalificação do Espaço Público da freguesia, um dos eixos de inter- venção prioritário definido pela autarquia. Com a intervenção agora realizada, todos os parques públicos da freguesia, pas- sam a dispor de instalações sanitárias para os seus utilizadores. Parque da Quinta das Flores com instalação sanitária Agora todos os parques públicos dispõem de casas de banho
  • 8. ACONTECE JULHO 2016 8 “Aaposta é na melhoria do espaço público e no reforço da cidadania dos residentes da freguesia” Pedro Oliveira Brás, presidente da união das freguesias Discurso direto Eleito nas últimas eleições autárquicas de se- tembro de 2013, Pedro Oliveira Brás, faz um balanço do atual mandato em que tem dirigido a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão (UFMMA). O autarca que cresceu em Massamá, tem 33 anos, é licenciado em Ges- tão pelo ISCTE Business School e é quadro da multinacional IBM, onde desempenhava fun- ções como assistente comercial e analista de negócio, até ser eleito. Como começou o vosso mandato na UFMMA? Iniciámos o mandato após a reforma ad- ministrativa do poder local em 2013. Com a agregação de freguesias, o nosso grande desafio foi construir uma equipa e estrutu- ra autárquica que combinasse duas formas de trabalho diferentes existentes e que per- mitisse dar resposta eficaz às necessidades da autarquia. A prioridade foi a aproximação aos funcionários, entender as suas funções, as dificuldades e objetivos, mantendo os postos de trabalho existentes. Para consoli- dar e definir a equipa, começámos por fazer a reorganização interna de procedimentos. A título de exemplo, essa reorganização de procedimentos fez com que pela primeira vez tivéssemos promovido um concurso pú- blico internacional, aprovado pelo Tribunal de Contas, para a conservação e manuten- ção dos espaços verdes que nos foram pro- tocolados pela Câmara Municipal de Sintra. Com a reforma do poder local, sofremos constrangimentos orçamentais. No entan- to, assumimos o compromisso de manter o atendimento ao público nos mesmos moldes já conhecidos pelos fregueses. Que mais-valias resultaram da união das an- teriores freguesias? Aprincipalforam as pessoas. Herdámos duas freguesias bastante heterogéneas do pon- to de vista territorial e demográfico. Monte Abraão era uma freguesia de menor dimen- são, com uma população mais envelhecida, com residentes na freguesia desde sempre, onde existe um forte espírito bairrista, com sentimento de pertença e identidade. Mas- samá era uma freguesia mais recente, mais urbana, com maior facilidade de mobilidade, embora com relações de proximidade e vi- zinhança mais ténues. A diferença existente nestas localidades exigiu a atuação no “ter- reno” numa perspetiva de melhorar a coesão territorial e social. Temos tentado combinar formas de ação, com respostas de maior incidência ao nível da intervenção social e de maior aproximação à população, sempre com intuito de melhorar a vida quotidiana das pessoas e reforçar o sentido de identi- dade da freguesia. Como tem decorrido o mandato autárquico? Estabelecemos quatro eixos fundamentais de atuação para o mandato. O 1º assenta na promoção de uma governação participa- da para incentivar a prática da cidadania de forma mais regular fora dos atos eleitorais. Para isto foi importante a aproximação ao movimento associativo e às instituições que atuam no terreno, mas também a conceção de projetos e ferramentas como o Orça- mento Participativo (em que os cidadãos são chamados e decidem onde aplicar cerca de 100 mil euros/ano em projetos comunitários, por eles apresentados). Tudo isto para que os cidadãos se envolvam no processo de gover- nação e na vida comunitária da freguesia. O 2º eixo visa a dinamização cultural e co- mercial da freguesia, realizando atividades culturais e sociais como a Feira Solidária, o Mês da Juventude, a Feira Medieval ou as Marchas Populares. Além disso estabelece- mos uma aposta no comércio de proximi- dade, envolvendo a participação do tecido empresarial na vida da comunidade. É assim que nasce o Cartão Freguês, gerido pela au- tarquia e que visa proporcionar à população um conjunto de descontos nas lojas aderen- tes e, assim, incentivar o recurso ao comér- cio local. Temos cento e trinta entidades co- merciais aderentes e mais de 3000 cartões em circulação. O 3º eixo assenta na intervenção comunitária que entendemos como algo mais abrangen- te do que a ação social. Queremos que exista um conjunto de ferramentas de intervenção social que ajude a encontrar soluções e au- xilie na prevenção. Temos mantido ativos e reforçámos projetos sociais como a Farmá- cia Solidária e a Mercearia Solidária, o proje- to Olá Bebé e o projeto Geração Amiga bem
  • 9. ACONTECE JULHO 2016 9 Discurso direto como a ligação às instituições e associações parceiras na resposta social. Numa lógica de prevenção, o projeto Música na Escola que conseguimos fazer abranger às escolas de 1º ciclo de Massamá e Monte Abraão e o Pla- no de Intervenção Primária, de resposta às necessidades de ensino especial, que conse- guimos alargar e implementar em todos os agrupamentos de escolas da freguesia, são disso exemplo. Mas não é tudo! A universi- dade sénior que tem cerca de 570 alunos e 60 professores voluntários dispõe de novas instalações e alargou às duas localidades a sua atividade. Também o Projeto Raízes de- senvolve ações preventivas e pedagógicas, porém este junto dos mais jovens. E agora voltamos a ver aprovado o projeto no âmbito da 6ª geração do Programa Escolhas após uma geração fora. O 4ª eixo visa a promoção do espaço públi- co. Temos cumprido as competências dele- gadas pela Câmara Municipal de Sintra para a gestão do espaço público, nomeadamente de gestão e preservação dos espaços ver- des, manutenção e conservação de calçadas e espaços de jogos, recreio e lazer. Traçámos uma linha de atuação em correspondência ao plano orçamental, no sentido de criar as ferramentas necessárias de promoção da qualidade de vida da freguesia. Identificámos diversas necessidades de in- vestimento público no território, nomeada- mente da construção do parque infantil na urbanização da Cidade Desportiva, do re- perfilamento da Avenida António Correia de Sá, da rotunda do chafariz em Massamá (a ser intervencionada com obras dos SMAS), mas não só. Lembrar ainda a requalificação da nossa estufa em Massamá, um verdadeiro ex-libris. Felizmente que temos encontrado no executivo municipal em Sintra um inter- locutor para estas nossas preocupações. “Estabelecemos quatro eixos fundamentais de atuação para o mandato: O 1º assenta na promoção de uma governação participada para incentivar a prática da cidadania; O 2º eixo visa a dinamização cultural e comercial da freguesia; O 3º eixo assenta na intervenção comunitária; O 4ª eixo visa a promoção do espaço público.” A dinamização do espaço público tem uma lógica de coesão social e mediação entre os atores sociais da freguesia: o atelier de arte urbana que está instalado no Parque 2 de abril, em Massamá, em parceria com uma as- sociação para jovens, o acordo entre a JOMA e o Real Sport Clube para a utilização da pis- ta de atletismo, são alguns dos exemplos. Como caracteriza a relação do Executivo com a Assembleia e com a Câmara Munici- pal de Sintra? Na Assembleia de Freguesia existe uma re- lação aberta, dialogante e concertante en- tre as forças políticas. No Executivo, as três forças políticas têm, desde o início do mandato, partilhado o mesmo foco, isto é, o compromisso de trabalhar em prol das pes- soas, na resolução dos seus problemas. Tem sido uma parceria com bons resultados. O ACONTECE, o jornal da freguesia, para além da divulgação sobre os atores sociais e a vida da freguesia, reserva um espaço para dar voz a todas as forças políticas represen- tadas na assembleia. Infelizmente esta não é uma prática comum em todas as freguesias do concelho. Com a Câmara de Sintra temos uma relação bastante positiva, de proximida- de e cooperação, sobretudo através da rea- lização das Presidências Abertas, nas quais apresentamos, no terreno, aos responsáveis municipais, as nossas preocupações e as nossas propostas para resolução de proble- mas que detetamos. Que planos tem para o restante tempo do atual mandato? Pretendemos consolidar a estratégia que definimos nos quatro eixos, sobretudo na di- namização do espaço público e da freguesia. Hoje somos mais conhecedores das neces- sidades do território e agimos respeitando as diferenças e necessidades individuais. Dinamizar a freguesia significa aproximar as pessoas e incentivá-las a participar na sua comunidade, nos projetos em curso e na go- vernação, de modo a criar uma identidade e uma ligação ao espaço. Temos ainda prevista a requalificação de al- guns espaços e equipamentos lúdicos exis- tentes na freguesia, de reordenamento do território, arruamentos e espaços de esta- cionamento, de construção de uma ciclovia, e ainda de aquisição de equipamentos para utilização pública. É nosso objetivo reforçar e desenvolver iniciativas sociais, recreativas e de ocupação de tempos livres, respeitando o nosso orçamento.
  • 10. ACONTECE JULHO 2016 10 As crianças e jovens de Massamá e Mon- te Abraão, vão usufruir este ano, uma vez mais, de campos de férias. Esta iniciativa que decorre durante os me- ses de julho e agosto, entre as 8h e as 19h, pretende oferecer às crianças e jovens da freguesia um espaço aberto à descoberta individual e conquista da natureza, aliando divertimento e aprendizagem com base em diversas áreas de expressão e desenvolvi- mento infantil. Os campos de férias des- tinam-se a crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 6 e 14 anos. No programa de atividades as crianças e jovens vão experienciar idas à praia e à pis- cina, atelier de expressão dramática, ativi- é notícia Crianças e Jovens de Massamá e Monte Abraão em férias União das Freguesia promove Campos de Férias Decorrem desde o dia 20 de junho, as obras de requalificação do parque infantil da Quinta das Flores. A intervenção em curso tem a duração es- timada de 45 dias e insere-se no plano de melhoramento e requalifica- ção do espaço público, nomeadamente dos parques infantis da freguesia promovido pela União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão. Com as obras atualmente em curso, este parque verá substituído o piso existente de areão por pavimento sintético em placas, melhorados os muros e caldeiras envolventes, bem como será dotado de um sis- tema de drenagem superficial. A intervenção em curso representa um investimento de 28.000,00 € acrescidos de IVA. A realização desta obra vai provocar alguns constrangimentos no acesso pedonal e na utilização deste parque infantil. Requalificação do Parque Infantil da Quinta das Flores A intervenção tem a duração estimada de 45 dias A União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão vai abrir no último trimestre deste ano a Loja Solidá- ria Recicl(ARTE), localizada no Bairro 1.º de Maio em Monte Abraão. A Loja Solidária pretende assegurar uma resposta inova- dora na freguesia de Massamá e Monte Abraão, disponi- bilizando à população o acesso a bens de vestuário, têx- teis e outros artigos de utilidade pessoal, a preços mais acessíveis do que os praticados nas áreas comerciais. A loja tem um conceito social intrínseco à nova dinâmica e que prevê que a população residente na freguesia em situação de maior vulnerabilidade, possa aceder a esses mesmos bens sem qualquer custo associado, bastando para o efeito solicitar a isenção em contexto de atendi- mento social na autarquia. A receita proveniente da Loja Solidária irá reverter para reforçar a verba disponível para os projetos de índole psicossocial que são promovidos pela autarquia local e que servem a população mais carenciada, no- meadamente a Mercearia Solidária, projeto de com- bate ao desperdício alimentar e programa de apoio na aquisição de medicamentos. A partir do mês de setembro todos os munícipes interes- sados poderão efetuar a sua doação diretamente nas ins- talações da autarquia em Massamá ou em Monte Abraão, durante o horário de atendimento ao público. Autarquia vai abrir Loja Solidária Recicl(ARTE) Esta resposta social junta-se às outras já existentes dades lúdicas e radicais, atividades despor- tivas e ambientais, atelier de dança, entre muitas outras, adequadas às suas idades. Para além de todas estas atividades ainda se encontram contempladas no progra- ma de atividades agendadas a deslocação a locais de interesse histórico e cultural, como seja a Quinta de Ribafria, Quinta Nova da Assunção, Parque da Liberdade, Base Naval de Lisboa-Alfeite, Parque Felí- cio Loureiro, Museu do Ar, Grutas de Mira e Aire, Museu da RTP, entre muitos outros locais de interesse.
  • 11. ACONTECE JULHO 2016 11 instituição A Associação dos Deficientes das Forças Ar- madas (ADFA) foi fundada em 14 de maio de 1974, poriniciativa espontânea dos deficientes militares da Guerra Colonial. A ADFA é uma organização não governamental (ONG), livre e independente, com sede em Lisboa, mas com delegações e núcleos espalhados por todo o continenteeilhas.EmMassamá,encontramos uma representação da ADFA, que tem como missão assegurar os direitos dos deficien- tes militares, reivindicando e desenvolvendo condições que possibilitem o pleno exercício da cidadania. Além disso prosseguem ações de cariz social e cultural e contribuem para a resolução de diversas questões relacionadas com os seus associados. O núcleo da ADFA no concelho de Sintra, localiza-se em Massamá e desenvolve um Associação dos Deficientes das Forças Armadas — ADFA Luta pelos direitos dos deficientes militares Associação Deficientes Forças Armadas - Núcleo de Sintra - Massamá Travessa Ruy Cinatti, nº 2 A-1, Massamá - 2745-833 Queluz Telefone: 21 404 12 00 A 2 de outubro de 1921, um grupo de amigos organizaram-se e constituíram a denomina- da de Sociedade Benemérita de Queluz. Esta instituição visava praticar todo o tipo de be- nemerência. Mais tarde, a 23 de novembro de 1923, veio o Governo Civil de Lisboa a auto- rizar, oficialmente, a Sociedade Benemérita de Queluz para o desempenho de missões de socorro, passando aquela entidade a denomi- nar-se de Sociedade Benemérita de Queluz Bombeiros Voluntários. Estava lançado o ca- minho do que viria a ser a Associação Huma- nitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz. Dispondo apenas da vontade generosa de um reduzido número de Queluzenses e de meios rudimentares de ação, os Bombeiros Voluntários de Queluz, à falta de instalações apropriadas, guardaram os seus primeiros equipamentos e viaturas sob as arcadas do Palácio Nacional de Queluz. Foi com muito esforço que conseguiram passar a dispor de um local com as condições necessárias para recolher o material já com cariz de quartel, com vista ao futuro. Depois de vencidas Associação de Bombeiros de Queluz celebrou 94 anos de existência Sempre prontos para proteger a população Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz: Rua D. Pedro IV, 2745-201 Queluz Telefone Socorro: 21 434 69 90 Telefone Saúde: 21 434 69 96 Telefone Secretaria: 21 434 69 95 Email: geral@bvqueluz.pt conjunto de iniciativas nas suas instalações e fora delas. De modo organizado esta re- presentação da ADFA promove diversas atividades diárias para os seus associados, entre informática, pintura a óleo, tapetes de arraiolos, yoga do riso, música (solfejo, flauta, bandolim e cavaquinho), jogos tradi- cionais, trabalhos manuais (flores de porce- lana fria), bordados e bainhas. Além destas atividades o núcleo organiza ainda cami- nhadas e visitas a diversos locais de inte- resse cultural e cívico. O núcleo de Sintra da ADFA é presença as- sídua nas atividades promovidas pela Câ- mara Municipal de Sintra e pela União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão, realizando também sessões e colóquios em escolas locais. várias obstruções burocráticas, passaram a ter num barracão, no Largo Mouzinho de Albuquerque, perto do Palácio Nacional de Queluz o seu quartel. Após obras profundas, foi aquele espaço inaugurado a 16 de maio de 1937, enquanto quartel de bombeiros. Anos mais tarde, foi criada a Comissão Pró-Sede, que tinham por missão a construção de um novo e moderno quartel que satisfizesse ple- namente as necessidades já sentidas. A 2 de outubro de 1977, foi possível dar conclusão à tão desejada obra, procedendo-se à sua inauguração, precisamente no dia em que a associação perfazia 56 anos de existência. Em 1995 a Associação Humanitária dos Bom- beiros Voluntários de Queluz foram agracia- dos pela Câmara Municipal de Sintra com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro, pelos serviços prestados. Aos associados a associação disponibiliza diversos serviços de grande utilidade, como sejam o posto de socorros, consultas mé- dicas de diversas especialidades, o uso do salão nobre para realização de atividades, e ainda uma biblioteca com milhares de livros. Ao longo do ano, promove ainda um vasto programa cultural que inclui a realização de exposições, sessões de poesia e a exibição de peças de teatro. Nos últimos anos tem realizado, com enor- me sucesso, estágios de verão destinados a jovens, bem como cursos de técnicas de socorrismo, nos quais têm participado deze- nas de jovens, alguns deles posteriormente integrando o corpo de bombeiros.
  • 12. ACONTECE JULHO 2016 12 Rua Alves Redol - Monte Abraão Escritor celebrava este ano 104 anos de vida A nossa rua Alves Redol teve a sua infância marcada pela pobreza. Desde cedo começou a trabalhar. Em virtude das suas origens, conhe- ceu bem as condições de vida do homem rural, que mais tarde, vai refletir na sua escrita. Nasceu em Vila Franca de Xira, a 29 de dezembro de 1911 é considerado um dos expoentes máximos do neo-realismo português. Inicialmente, queria ser médico, mas, devido à influência do seu avô, bem como do contacto e da admiração pelos jornalistas e escritores, passa a aspirar o in- gresso no âmbito da escrita. Ini- cia-se nessa esfera aos 12 anos. Aos 14 anos, começa a colaborar com textos para semanários e jornais. Frequenta então o Curso Comercial, na Escola Académica de Lisboa, até ir trabalhar como vendedor de mercearias. Com- pleta 16 anos, em 1928 e parte para Angola, exercendo, primei- ramente, a função de operário em Luanda e depois na agricul- tura. Nessa região, toma contac- to com uma intensa situação de miséria e pobreza que o faz re- gressar à metrópole. Em Portugal, trabalha como ven- dedor de carros, pneus e óleos. Adere aos ideais do Partido Co- munista Português e do Movi- mento de Unidade Democráti- ca, contrapondo-se, veemente, à conjuntura política da época, trazendo à tona diversas ques- tões “esquecidas”. Em virtude das dificuldades sen- tidas na sua infância e juventude, volta o seu olhar para as ques- tões de reivindicação de mudan- ça social. Cria a secção “De sol a sol”, no jornal O Diabo, em que passa a publicar textos voltados para as tensões sociais, em con- fronto com aos ideais de explo- ração dos regimes totalitários. A crise económica da década de 1920, ocasiona uma serie de pro- blemáticas sociais. Tempos mais tarde em Portugal eclode o Sala- zarismo, iniciando-se uma inten- sa repressão, censura e explora- ção das classes minoritárias. Tendo como pano de fundo esse contexto, surge o Neorrealismo, uma literatura de cunho político, que se opõe, veementemente, à opressão dos regimes totalitá- rios. Surge, assim, um novo con- ceito de arte numa perspetiva de consciencialização, acompa- nhada de novo papel social para o artista enquanto defensor da sociedade que busca melhorias a partir da ampliação da visão de mundo. A obra de Alves Redol está di- retamente ligada às questões económicas, políticas, sociais e culturais respeitantes ao mundo do autor. Algumas dessas temá- ticas até então eram ignoradas. O grande exemplo disso é o seu primeiro romance Gaibéus (1939) além de ir para a Ribeira do Tejo ouvir as histórias dos trabalha- dores e das varinas e do ciclo do arroz, uma experiência coletiva realizada em 1953 em que par- ticiparam também Júlio Pomar, Rogério Ribeiro, Cipriano Doura- do e António Alfredo. Alves Redol sofre a repressão da ditadura militar, chegando até a ser preso e torturado. Ao lançar mão dessa postura de preocupa- ção social, ele toma como base alguns ideais do marxismo e do socialismo, empregando na sua escrita os pressupostos de au- tores revolucionários clássicos tais como: Marx, Engels, Lenine, Lefebvre, Bukiharini e Friedman. E, à luz desses escritores adep- tos do Marxismo e do Socialis- mo, que Redol passa a abordar as condições de vida dos traba- lhadores que viviam à margem da sociedade por conta de uma exploração desumana. Para tan- to, ele retrata os diversos pro- fissionais rurais e urbanos (des- tacando seus inúmeros grupos), suas práticas corriqueiras do dia a dia e, sobretudo, suas péssimas condições de vida em decorrên- cia do capitalismo. As personagens do romancista, em geral, são apresentadas, de forma que as suas individuali- dades sejam expostas. Contu- do, refletem um todo na mesma condição. Isso, de certa forma, evidencia uma dicotomia (indivi- dual versus coletivo). A obra de Redol (repartida en- tre o romance, peças para tea- tro, literatura infantil e contos), é amparada por uma perspetiva social, primando pela aborda- gem de aspetos sócio-políticos e económicos, focalizando, em especial, personagens que re- fletem a diversidade dos gru- pos da sociedade portuguesa (rural e urbana). O escritor viria a falecer em Lis- boa, a 29 de novembro de 1969, com apenas 57 anos. Bibliografia: Evaristo, S. (10 de agosto de 2007). Rua Alves Re- dol. Obtido em dezembro de 2015, de http://monte-abraao- queluz.blogspot.pt/2007/08/ rua-alves-redol.html Wikipédia. (novembro de 2015). Alves Redol. Obtido em de- zembro de 2015, de Wikipédia: pt.wikipedia.org
  • 13. ACONTECE JULHO 2016 13 voz aos eleitos PS Carlos m. Rodrigues SCMA Carlos Saldanha Muito tempo depois o executivo retoma uma publicação que, se em primeira instância, se poderia pensar que seria uma boa ferramenta de informação para os fregueses, numa análise mais atenta, e depois de virem à luz do dia certos contornos, percebemos que não será bem assim. A edição do Acontece surgiu em 2015 e, ao que se pode ver no sítio da União de Freguesias, apenas foram publicados 3 números de um jor- nal anunciado como uma nova forma de comunicar “trimestral”. Cer- to é que nem um trimestre durou. Teve duas publicações em Outubro de 2015 e uma edição em Novembro de 2015. Entretanto, e depois de solicitados para mais contributos, eis que a publicação foi suspensa sem qualquer aviso. É aqui que entram as opacas transparências. Porque em todos os processos deveria existir rigor e transparência e ainda mais num meio de informação que não mais é do que um veículo de propaganda do executivo que agora convenientemente volta a ver a luz do dia. Tal como o dito investimento no espaço público, em obra, parece que tudo “Acontece” apenas no último ano de mandato, o que precederá novas eleições. Enfim, como diz a voz popular, talvez para os partidos portugueses devessem haver sufrágios todos os anos! Mas há mais opacidades. É que em Fevereiro, depois de nos solici- tarem mais um texto/contributo, esperava-se a continuidade (cum- prindo o trimestre) da publicação. Mas eis que surge, a 18 de Março, a denúncia de factos estranhos relativos ao contrato com a empresa que prestava o serviço a duas Uniões de Freguesia sendo uma delas a de Massamá e Monte Abraão. Em sede própria, e de imediato, ques- tionámos o executivo e as respostas foram tudo menos esclarecedo- ras sobre um contrato anual, de milhares de euros, feito por ajuste direto com a empresa de um (à altura) deputado socialista. O que é estranho é que tanto dinheiro tenha “produzido” apenas 3 números da publicação e, após aquela reportagem do Sexta às 9 na RTP1, lá “desapareceu” oportunamente o jornal. Agora lá regressa a publicação e, com ela, as mesmas dúvidas de uma transparência que, até hoje, tem sido tão cristalina como uma parede de betão em relação aos assuntos que temos levantado. Será que é a mesma empresa que irá realizar o trabalho? Já não acreditamos que se fique por 3 números porque é necessário fazer aquilo que sempre acusaram os outros de fazer, campanha eleitoral e propaganda de obra que, finalmente, as eleições trarão à efetivação. Pugnamos por total e verdadeira transparência, por um exercício continuado, proactivo e assente num projeto conhecedor das neces- sidades, dos problemas da freguesia e dos fregueses e munícipes e não por uma postura expectante e reativa, diferenciada em relação às freguesias e com a justificação sempre assente num passado do qual (também) fizeram parte mas onde se criaram raízes de muito a que agora dão continuidade. Porque Fazer por Sintra e pelos Sintrenses é devido em todas as ho- ras, dias, semanas, meses e anos de um mandato executivo e não apenas na hora de procurar os votos. O espaço público quer-se próximo dos cidadãos. As ruas, os jardins, os lugares da freguesia em que habitamos, não devem ser simples espaços de transição, sem rosto. Coloca-se o desafio de responder às necessidades de uma população diversa, integrando e envolven- do moradores, idosos, jovens, trabalhadores e comerciantes. Inovar, Qualificar, Preservar são questões que devem estar bem presentes na forma como pensamos o nosso concelho, a nossa freguesia e a qualidade de vida das nossas populações. A promoção de estilos de vida saudáveis e o combate ao sedentarismo e ao isolamento social são causas essenciais nesta discussão. O novo parque infantil na Cidade Desportiva do Monte Abraão, é um exemplo de um compromisso político e trabalho conjunto, entre a Câmara Municipal de Sintra e a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão (UFMMA). Este projeto, que há mais de 25 anos era pretendido pelos moradores, e que, hoje é uma realidade, assume-se como um parque de lazer intergeracional com a construção de um novo parque de manutenção sénior, ocorrido este ano. Este é o caminho! Um caminho inclusivo de afirmação de uma estratégia para o espa- ço público que acredita nos benefícios da mobilidade, acessibilidade, segurança e proteção ambiental. Os lugares que nos acompanham todos os dias devem ser um palco de expressão da nossa identi- dade, um fator de coesão e de fruição plena do nosso bem-estar. É, por isso, claro que uma das prioridades para este mandato é o investimento no Espaço Público e na Requalificação Urbana. Sem comprometer aquele que tem sido um percurso de rigor na gestão financeira da Câmara, o Orçamento para 2016 reforça as verbas no Investimento no Concelho em mais de 70%, apostando na criação e requalificação de zonas de lazer, espaços verdes e parques urbanos, na manutenção e recuperação da rede viária, na mobilidade pedonal e na segurança rodoviária. Intervenções que vão influenciar positi- vamente o nosso dia-a-dia, dignificando a forma como nos relacio- namos e interagimos com o meio envolvente, e que respondem de forma eficaz a necessidades que há muito não nos deixam indiferen- tes. Massamá e Monte Abraão não são exceção. De entre as várias obras planeadas, algumas delas iniciadas e executadas em 2015 e outras a ter lugar durante este ano, é de referir, nomeadamente, o reperfilamento da Av. António Correia de Sá; a intervenção de mo- bilidade na Rua Dr. José Fernandes; a alteração do piso do parque infantil na Praceta Fernão Lopes ou a repavimentação da Av. da Li- berdade e a construção da rotunda do chafariz na Rua Direita de Massamá, entre muitas outras artérias. No que diz respeito às suas competências, o Executivo da UFMMA tem sido um agente ativo na concretização destes projetos e na dinamização do Espaço Público. Não só porque o diálogo de proximidade que mantém com os cida- dãos lhe permite estar perto das prioridades da nossa freguesia mas também porque iniciativas como o Orçamento Participativo ou os eventos culturais aprofundam a forma como vivemos e sentimos os caminhos por onde andamos. As políticas públicas são diferentes quando realmente se diferenciam na relação de confiança que es- tabelecem com a comunidade, quando devolvem às populações os frutos do seu envolvimento, da sua participação, da sua cidadania. Opacas transparências Espaço público de qualidade para todos
  • 14. ACONTECE JULHO 2016 14 voz aos eleitos CDU bancada da Assembleia de Freguesia O Passe Social Intermodal, um título de transporte válido para os diferentes operadores de transportes públicos da região de Lisboa, surgiu com o 25 de Abril, visando o bem-estar das populações. Porém, ao longo dos anos assistiu-se ao aumento desproporcional do seu custo face ao Salário Mínimo Nacional e, simultaneamente, a cobertura do passe social e da rede de transporte não acompan- hou a expansão urbana da Área Metropolitana de Lisboa (AML). É por esta razão que, actualmente, o concelho de Sintra não é todo abrangido pelo Passe Social. E ao mesmo tempo que se reduziram horários e percursos para conter custos, multiplicaram-se os tipos de bilhetes e passes (contam-se mais de 2000 na AML!), enfraquecendo o Passe Social Intermodal. Há até operadores que providenciam transportes não abrangidos pelo Passe Social: a carreira 110 em Massamá e a 24 em Monte Abraão são exemplos que prejudicam a mobilidade das pes- soas, seja para trabalhar seja por lazer. É portanto necessário um Passe Social que privilegie a intermo- dalidade, ou seja, que integre os vários operadores de transportes, É com grande preocupação que no CDS – Partido Popular nos aper- cebemos da intenção da Câmara Municipal de Sintra de pretender alterar o sistema de recolha de resíduos urbanos que actualmente existe na nossa freguesia. O sistema que agora a Câmara Municipal de Sintra pretende adop- tar, será definitivamente um retrocesso na gestão de resíduos na freguesia e que tem vindo a ser abandonado, um pouco, pela genera- lidade das grandes cidades europeias desde há já muitos anos. Foi este município através da sua, então empresa municipal HPEM, pioneiro na implementação do actual e vanguardista sistema de re- colha, considerado desde logo uma referência nacional, e que regis- tou manifestas melhorias do ponto de vista da gestão operacional e nos custos de recolha, bem como nos agora importantíssimos, ín- dices de recolha selectiva que urge incrementar em conformidade com as orientações da comunidade europeia e fundamentalmente porque vieram, desde a sua implementação no concelho, a gerar uma maior eficácia na higiene e segurança dos seus trabalhadores e se tornaram facilitadores de um mais cómodo e adequado meio de deposição para a generalidade dos fregueses. Convém realçar que foi o actual sistema implantado que permitiu a Sintra a distinção de “Concelho Mais Limpo do País” na categoria de Por um Passe Social para todo o concelho de Sintra! Alteração no Sistema de Recolha de Resíduos Urbanos na freguesia mudar para pior? Não, obrigado! e que reforce a atractividade do sistema de transportes. Neste sentido, o PCP está a desenvolver uma iniciativa legislativa para alargar a cobertura geográfica do Passe Social e abranger todos os operadores e todas as carreiras. Pretende-se que um único passe intermodal ou um único bilhete possibilite a circulação em toda a Área Metropolitana de Lisboa, adequando assim o passe intermo- dal social à realidade urbana actual. É também necessário diminuir o custo do Passe Social e reintroduz- ir os descontos de 50% para jovens, estudantes e reformados. A receita perdida pelo Estado sairá compensada pelo aumento do número de utentes, a redução de importações de combustível e de automóveis, a melhoria do ambiente e do ordenamento e a diminu- ição dos custos com a saúde pública. Por um sistema de transportes mais racional e amigo do ambi- ente, a CDU apresentou na Assembleia de Freguesia uma moção em defesa de um Passe Social Intermodal que abranja todo o con- celho e todos os operadores. Aprovada por unanimidade, é agora necessário dar força popular a esta campanha! mais de 100.000 habitantes no IX Concurso Nacional de Gestão e Resíduos Urbanos da APESA. A informação de intenções de alteração divulgada pelos SMAS não informando detalhes, dados de avaliação, índices de cobertura, vo- lumes disponibilizados, dados financeiros, taxas de produção de re- síduos e sua adequação ao crescimento de população, não facilita percecionar se o projecto que pretendem implementar se vai ade- quar à actual realidade das necessidades da nossa freguesia e, mais importante ainda, se cumprirá com os indicadores da entidade re- guladora ERSAR. Afirmou o executivo em sede de Assembleia Municipal que estão ga- rantidos financiamentos comunitários para a implementação pelos SMAS do sistema agora preconizado, quais senhores do saber e da razão, sendo que desde logo definitivamente, nos ressaltam as dúvi- das porque não se vai promover o exigido aumento da deposição se- lectiva, nem a necessária redução de custos decorrente da inovação dos sistemas e implementação de tecnologias de gestão associadas assim como o aumento da produtividade. Será seguramente necessário, e isso esperamos com este alerta, reana- lisar e avaliar no âmbito da respectiva comissão, na Assembleia Munici- pal, uma mais profunda e essencialmente técnica análise desta matéria. CDS/PP Jorge P. Gomes
  • 15. ACONTECE JULHO 2016 15 voz aos eleitos BE Massamá e Monte Abraão INDEPENDENTE Mª Deolinda Da Piedade O acordo de Paris sobre alterações climáticas é um documento de profunda reflexão que não nos pode deixar indiferentes. Entre outras causas está a intenção de reduzir substancialmente a produção de carbono que influi diretamente sobre o aquecimento global e suas consequências para a Humanidade. Daí todos devemos contribuir com a nossa participação para essa redução quando a energia que hoje se consome nas nossas casas e empresas vem das centrais hídricas e energia eólica e em anos secos de centrais a carvão ou de ciclo com gás. Independentemente dos aspetos climáticos o custos da energia está a aumentar todos os anos. Aqui reside uma obrigação de o poder local através da Junta de freguesia dever informar os seus cidadãos de que se instalarem painéis fotovoltaicos como unidades de produção para autoconsumo no seu condomínio ou na sua casa ou empresa veicula automati- camente energia produzida para consumo próprio não precisando de a adquirir aos comercializadores e o excesso pode vende-la aos mesmos ao preço do mercado grossista ou armazena-la em bate- rias para consumo de noite.(Ultima legislação publicada sobre esta matéria portaria 60 E /2015 de 2 de Março). Assim vêm a sua fatura da eletricidade reduzida. Os preços destes equipamentos têm descido o quer torna mais viável a energia solar fotovoltaica. Cada projeto deve ser estudado com os fornecedores para um correto dimensionamento do sistema. Deste modo a energia solar ficará cada vez mais próxima dos ci- dadãos e o ambiente pelas energias renováveis ficará melhor. Por outro lado, deveremos promover cursos de formação profis- sional nesta área nas escolas da nossa freguesia e consequente- mente aumentar a empregabilidade dos nossos jovens. A política local impor novas respostas aos desafios e às oportunidades com que nos deparamos. Esta é a nossa aposta. Através deste espaço, gostaríamos de alertar para o risco que dia- riamente estão expostos os utentes que utilizam a estação de com- boios de Monte Abraão, nomeadamente quem desce a Rua Joaquim Luís em direcção à estação ou em sentido contrário que, em vez de atravessarem na passagem de peões que se encontra devidamente sinalizada na Avenida António Correia de Sá, inclusive com sinaliza- ção luminosa, preferem – propositadamente, por desconhecimento ou porque “atalha caminho” – atravessar directamente para o lado contrário do passeio sem qualquer segurança, galgando muitas de- las o mini gradeamento com placas de publicidade que se encontra junto à berma do passeio. Infelizmente, este atravessamento não é apenas feito por pessoas com normal capacidade de mobilidade mas também por grávidas, carrinhos com crianças, pessoas com canadianas, etc. Esta situação dura há vários anos, mais de uma década, sem que – até ao momento – fossem tomadas quaisquer medidas preventi- vas para evitar eventuais e desnecessários acidentes que possam vir a suceder. Temos esperança que esta chamada de atenção venha a ter a utilida- de necessária para que sejam feitas medidas que corrijam esta situa- ção e que o gradeamento não sirva apenas para colocar publicidade. http://www.bloco.org/ https://pt-pt.facebook.com be.sintra besintra@yahoo.com Moro nesta rua e nesta casa há 28 anos e sempre cultivei a boa viz- inhança. Nas reuniões de condóminos levo sempre um miminho para o final da reunião. Faço-o por mim pois venho mais feliz porque senti que os meus vizinhos apreciaram este pequeno gesto. Mas já tenho pensado: porque não fazer o mesmo a nível da rua in- teira e não apenas no meu prédio? Conhece os seus vizinhos? Sabia que existe o dia do vizinho? A ideia nasceu em França em 1990, por um grupo de amigos mas, em Portugal, existe desde 2005. Foi criado com o objetivo de combater Conhece os seus vizinhos? A energia fotovoltaica na nossa comunidade “o individualismo, o isolamento e a indiferença. Procura fortalecer laços de solidariedade entre vizinhos, além de promover comporta- mentos e atitudes positivas”. Os vizinhos, a par da família, são considerados rede social primária, sustentada em princípios de cooperação, afetividade e solidariedade. O dia europeu do vizinho comemora-se na última terça-feira de Maio. Em 2016, foi no dia 31 de Maio vamos pensar no assunto e para o ano vamos todos festejar o dia do vizinho. E porque o vizinho é mais do que uma pessoa que vive ao nosso lado. Pode ser uma ajuda, uma companhia, um amigo/amiga e porque, ao celebrar o dia do vizinho, está a ajudar na sociabilização entre as pessoas, o que leva a uma maior coesão social a uma maior solidar- iedade, pense nisto. Pense que poderia fazer feliz alguém que está sozinho. Afinal, como é que se pode dizer que o mundo é “uma aldeia global”, quando numa rua, no nosso bairro e muitas vezes no nosso prédio ninguém se conhece? Repensemos pois a nossa postura em relação a quem está na porta o lado. Boas Férias para todos leitores do “ACONTECE ” PSD Carlos Chagas
  • 16. ACONTECE JULHO 2016 16 Adesão gratuita Descontos imediatos em produtos e serviços Grande variedade de lojas/serviços Consulta fácil da lista de lojas aderentes PEÇA JÁ O SEU! Mais informações em: www.uf-massamamabraao.pt