UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO 
Centro de Ciências Tecnológicas – CCT 
Engenharia Mecânica 
Josué Lucas Sousa Cutrim – 1312105 
ATIVIDADE ESTÁTICA DOS FLUIDOS - A380 
São Luís - MA 
2014
O Airbus A380, desenvolvido e construído pela Airbus S.A.S. (EADS 
Systems), é o maior avião comercial de passageiros da história. O avião, 
chamado frequentemente de Superjumbo, fez seu primeiro voo experimental 
em 27 de abril de 2005 em Toulouse, França. 
O A380 demorou mais de dez anos e custou cerca de 12 bilhões 
de euros ou (R$ 35,1 bilhões) para ser desenvolvido. 
A certificação foi obtida no dia 12 de dezembro de 2006 emitida pela FA e 
EASA, executadas por 7 aeronaves com planos de certificação em voo e em 
solo, finalizada em 30 de novembro de 2006, e comandada por 800 pilotos de 
testes da Airbus e das companhias compradoras, e os voos comerciais 
iniciaram no último trimestre de2007. A primeira operadora para esta aeronave 
é a Singapore Airlines de Singapura. 
O avião gigante, que fez o seu voo inaugural no final de abril, foi a estrela 
da Paris Air Show, feira no campo aéreo de Le Bourget, nos arredores 
de Paris, França. 
4 de Setembro de 2006 - Um A380 com 474 funcionários da EADS fez seu 
primeiro voo com passageiros partindo e retornando para a cidade de Toulouse 
na França com objetivo de verificar os serviços de bordo. 
19 de março de 2006 - Um A380 com 483 passageiros incluindo funcionários 
da EADS, Lufthansa e jornalistas fez seu primeiro voo para os Estados Unidos. 
Objetivo foi ajustar os sistemas de voo com diversas escalas. 
O voo inaugural do A380 foi realizado no dia 25 de outubro de 2007, 
entre Singapura e Sydney. 
Decolou do aeroporto de Changi às 08:16 (01:16 GMT), com 455 passageiros a 
bordo, e pousou em Sydney às 8:23 (GMT). 
A Singapore Airlines vendeu os bilhetes do voo num leilão de beneficência 
e doou os cerca de 2 milhões de dólares (1,4 milhões de euros) recebidos à 
Associação do Cancro do Pulmão de Singapura, a dois hospitais infantis de 
Sydney e à organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras. 
O A380 vem equipado com quatro motores Turbofan Rolls-Royce Trent 
900, produzindo um esforço de 320 kN (mais precisamente 20.271956298) (72 
000 lbf) cada um dos 4, ou Engine Alliance GP7200 340 kN (76 500 lbf).
A Rolls-Royce foi escolhida em 1996 como a fornecedora oficial dos motores 
do A380, com o motor Trent 900. 
Em Novembro de 2010 um motor Trent 900 do A380 da Quantas explode em 
voo.4 
Em Março de 2012 um motor Trent 900 do A380 da Singapore Airlines tem 
problema durante voo.5 
A General Electric e a Pratt & Whitney se aliaram em 1996 para 
desenvolver o GP7200, um motor avançado, de alta tecnologia e elevado 
rendimento. O GP7200 usa sub-sistemas do PW4000 e do GE90 (maior e mais 
potente motor do mundo com 115 000 lbf de empuxo e 3,43 metros de 
diâmetro, usado no Boeing 777). O GP7200 foi originalmente desenvolvido 
para ser usado no Boeing 747 500/600X, que foi cancelado devido a falta de 
demanda nas linhas aéreas. O GP7200 acabou sendo adaptado para ser 
usada no 'A380. 
Para que fosse possível a fabricação do avião, a Airbus teve de construir 
novas instalações. Foram preparadas centrais de trabalho em quinze cidades, 
três delas na Espanha, seis na Alemanha, quatro na França e duas no Reino 
Unido. Na maioria dos casos, foi necessária a construção de novos edifícios 
para receber as modernas linhas de produção. O último prédio a ser 
inaugurado foi o de Hamburgo, na Alemanha, onde foi realizada a montagem 
de componentes. 
Localizado em uma área de 140 hectares ao lado do rio Elba, o edifício tem 
27.000 metros quadrados de superfície e 35 metros de altura. Para se ter uma 
ideia da magnitude da obra, em sua construção foram utilizadas 4800 
toneladas de aço. Além da montagem de componentes e sistemas avançados, 
a sede alemã também ficará responsável por alguns testes de voo e pela 
entrega das aeronaves para os clientes da Ásia. 
Na cidade de St. Nazaire, na França, foi erguido um hangar destinado à 
instalação de interiores e à pintura das aeronaves. Com 370 metros de 
comprimento e 32 metros de altura, é um dos maiores do mundo. O lugar 
poderá abrigar até 4 A380 ao mesmo tempo. Em alguns casos, construções 
antigas tiveram de ser derrubadas. Em Broughton, cidade vizinha de Liverpool, 
na Inglaterra, parte do prédio original foi colocada no chão e, depois, 
reconstruída para que se pudesse construir as asas do gigante da Airbus. O 
principal hangar de construção do A380 fica em Toulouse, na França, onde 
será feita a montagem final dos aviões. Como ocorreu com o A340 e o A330, 
as instalações existentes não eram suficientes. Mais uma vez, a Airbus teve de 
ampliar a sede (há quem brinque que, se no futuro a empresa decidir fazer uma 
aeronave ainda maior, não haverá espaço suficiente no mundo). A linha de
montagem do A380 foi construída em uma área de 200 hectares perto do 
aeroporto local. 
Para a construção de sua mais ambiciosa aeronave, a Airbus decidiu fazer 
uso dos mais modernos e confiáveis materiais disponíveis no mercado. Em 
função dessa preocupação, foram amplamente utilizados materiais como fibra 
de carbono e alguns tipos de plásticos reforçados. Fabricadas pela Eads-Casa, 
as superfícies traseiras de controle serão de fibra especial, assim como partes 
da asa. Tudo isso diminuirá consideravelmente o peso final da aeronave, 
permitindo que seu tamanho descomunal não prejudique o seu desempenho. 
Em relação às asas, novos tipos de ligas metálicas também estão sendo 
utilizadas, de forma a baratear e, ao mesmo tempo, conferir maior leveza, 
resistência e segurança aos equipamentos. Segundo a Airbus, cerca de 40% 
do A380 será de fibra de carbono e novas ligas metálicas. 
A parte superior da fuselagem será feita, pela primeira vez na história da 
aviação, de um novo material chamado GLARE, que consiste em finas lâminas 
de liga de alumínio combinadas com fibras de vidro. O resultado é um 
composto 20% menos denso que o alumínio, que irá assegurar uma redução 
de incríveis 800 kg no peso final do avião. Além disso, o Glare é mais 
resistente à corrosão, ao fogo e à fadiga por excesso de uso. 
Outro importante avanço desenvolvido pelos engenheiros da Airbus é a 
mudança do centro de gravidade do avião, que passou a ser 6% mais atrás do 
que normalmente é feito na fabricação de aviões. Somada ao novo sistema fly-by- 
wire, a mudança permite um melhor controle aerodinâmico e, como 
consequência, o aumento do desempenho da aeronave. 
Os motores do A380 também contribuíram decisivamente para a 
diminuição do peso do avião. A Airbus aumentou em 60% a pressão dos 
sistemas hidráulicos, o que equivale à utilizada na aviação militar. Além disso, 
os engenheiros conseguiram reduzir o diâmetro dos motores sem prejudicar o 
seu desempenho final. Com todas essas medidas, foi possível reduzir em 
aproximadamente uma tonelada o peso do avião. De acordo com os 
engenheiros responsáveis pela construção do Airbus A380, se novas técnicas 
não tivessem sido utilizadas, incluindo uma inovadora forma de soldar a 
fuselagem, a aeronave seria pelo menos 15 toneladas mais pesada, o que 
comprometeria por completo a execução do projeto, tornando-o caro demais 
para os padrões atuais.
Os tropeços e os sucessos no projeto do gigante A380 
O desenvolvimento do maior avião de passageiros do mundo, o A380, foi 
marcado por disputas internas e externas, brigas com a rival Boeing na 
Organização Mundial do Comércio (OMC) e suspeita de vazamento de 
informações que teriam beneficiado dirigentes e acionistas da EADS, grupo 
europeu que controla a Airbus, fabricante do A380. 
Veja abaixo os principais momentos do projeto do A380.

A380

  • 1.
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DOMARANHÃO Centro de Ciências Tecnológicas – CCT Engenharia Mecânica Josué Lucas Sousa Cutrim – 1312105 ATIVIDADE ESTÁTICA DOS FLUIDOS - A380 São Luís - MA 2014
  • 2.
    O Airbus A380,desenvolvido e construído pela Airbus S.A.S. (EADS Systems), é o maior avião comercial de passageiros da história. O avião, chamado frequentemente de Superjumbo, fez seu primeiro voo experimental em 27 de abril de 2005 em Toulouse, França. O A380 demorou mais de dez anos e custou cerca de 12 bilhões de euros ou (R$ 35,1 bilhões) para ser desenvolvido. A certificação foi obtida no dia 12 de dezembro de 2006 emitida pela FA e EASA, executadas por 7 aeronaves com planos de certificação em voo e em solo, finalizada em 30 de novembro de 2006, e comandada por 800 pilotos de testes da Airbus e das companhias compradoras, e os voos comerciais iniciaram no último trimestre de2007. A primeira operadora para esta aeronave é a Singapore Airlines de Singapura. O avião gigante, que fez o seu voo inaugural no final de abril, foi a estrela da Paris Air Show, feira no campo aéreo de Le Bourget, nos arredores de Paris, França. 4 de Setembro de 2006 - Um A380 com 474 funcionários da EADS fez seu primeiro voo com passageiros partindo e retornando para a cidade de Toulouse na França com objetivo de verificar os serviços de bordo. 19 de março de 2006 - Um A380 com 483 passageiros incluindo funcionários da EADS, Lufthansa e jornalistas fez seu primeiro voo para os Estados Unidos. Objetivo foi ajustar os sistemas de voo com diversas escalas. O voo inaugural do A380 foi realizado no dia 25 de outubro de 2007, entre Singapura e Sydney. Decolou do aeroporto de Changi às 08:16 (01:16 GMT), com 455 passageiros a bordo, e pousou em Sydney às 8:23 (GMT). A Singapore Airlines vendeu os bilhetes do voo num leilão de beneficência e doou os cerca de 2 milhões de dólares (1,4 milhões de euros) recebidos à Associação do Cancro do Pulmão de Singapura, a dois hospitais infantis de Sydney e à organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras. O A380 vem equipado com quatro motores Turbofan Rolls-Royce Trent 900, produzindo um esforço de 320 kN (mais precisamente 20.271956298) (72 000 lbf) cada um dos 4, ou Engine Alliance GP7200 340 kN (76 500 lbf).
  • 3.
    A Rolls-Royce foiescolhida em 1996 como a fornecedora oficial dos motores do A380, com o motor Trent 900. Em Novembro de 2010 um motor Trent 900 do A380 da Quantas explode em voo.4 Em Março de 2012 um motor Trent 900 do A380 da Singapore Airlines tem problema durante voo.5 A General Electric e a Pratt & Whitney se aliaram em 1996 para desenvolver o GP7200, um motor avançado, de alta tecnologia e elevado rendimento. O GP7200 usa sub-sistemas do PW4000 e do GE90 (maior e mais potente motor do mundo com 115 000 lbf de empuxo e 3,43 metros de diâmetro, usado no Boeing 777). O GP7200 foi originalmente desenvolvido para ser usado no Boeing 747 500/600X, que foi cancelado devido a falta de demanda nas linhas aéreas. O GP7200 acabou sendo adaptado para ser usada no 'A380. Para que fosse possível a fabricação do avião, a Airbus teve de construir novas instalações. Foram preparadas centrais de trabalho em quinze cidades, três delas na Espanha, seis na Alemanha, quatro na França e duas no Reino Unido. Na maioria dos casos, foi necessária a construção de novos edifícios para receber as modernas linhas de produção. O último prédio a ser inaugurado foi o de Hamburgo, na Alemanha, onde foi realizada a montagem de componentes. Localizado em uma área de 140 hectares ao lado do rio Elba, o edifício tem 27.000 metros quadrados de superfície e 35 metros de altura. Para se ter uma ideia da magnitude da obra, em sua construção foram utilizadas 4800 toneladas de aço. Além da montagem de componentes e sistemas avançados, a sede alemã também ficará responsável por alguns testes de voo e pela entrega das aeronaves para os clientes da Ásia. Na cidade de St. Nazaire, na França, foi erguido um hangar destinado à instalação de interiores e à pintura das aeronaves. Com 370 metros de comprimento e 32 metros de altura, é um dos maiores do mundo. O lugar poderá abrigar até 4 A380 ao mesmo tempo. Em alguns casos, construções antigas tiveram de ser derrubadas. Em Broughton, cidade vizinha de Liverpool, na Inglaterra, parte do prédio original foi colocada no chão e, depois, reconstruída para que se pudesse construir as asas do gigante da Airbus. O principal hangar de construção do A380 fica em Toulouse, na França, onde será feita a montagem final dos aviões. Como ocorreu com o A340 e o A330, as instalações existentes não eram suficientes. Mais uma vez, a Airbus teve de ampliar a sede (há quem brinque que, se no futuro a empresa decidir fazer uma aeronave ainda maior, não haverá espaço suficiente no mundo). A linha de
  • 4.
    montagem do A380foi construída em uma área de 200 hectares perto do aeroporto local. Para a construção de sua mais ambiciosa aeronave, a Airbus decidiu fazer uso dos mais modernos e confiáveis materiais disponíveis no mercado. Em função dessa preocupação, foram amplamente utilizados materiais como fibra de carbono e alguns tipos de plásticos reforçados. Fabricadas pela Eads-Casa, as superfícies traseiras de controle serão de fibra especial, assim como partes da asa. Tudo isso diminuirá consideravelmente o peso final da aeronave, permitindo que seu tamanho descomunal não prejudique o seu desempenho. Em relação às asas, novos tipos de ligas metálicas também estão sendo utilizadas, de forma a baratear e, ao mesmo tempo, conferir maior leveza, resistência e segurança aos equipamentos. Segundo a Airbus, cerca de 40% do A380 será de fibra de carbono e novas ligas metálicas. A parte superior da fuselagem será feita, pela primeira vez na história da aviação, de um novo material chamado GLARE, que consiste em finas lâminas de liga de alumínio combinadas com fibras de vidro. O resultado é um composto 20% menos denso que o alumínio, que irá assegurar uma redução de incríveis 800 kg no peso final do avião. Além disso, o Glare é mais resistente à corrosão, ao fogo e à fadiga por excesso de uso. Outro importante avanço desenvolvido pelos engenheiros da Airbus é a mudança do centro de gravidade do avião, que passou a ser 6% mais atrás do que normalmente é feito na fabricação de aviões. Somada ao novo sistema fly-by- wire, a mudança permite um melhor controle aerodinâmico e, como consequência, o aumento do desempenho da aeronave. Os motores do A380 também contribuíram decisivamente para a diminuição do peso do avião. A Airbus aumentou em 60% a pressão dos sistemas hidráulicos, o que equivale à utilizada na aviação militar. Além disso, os engenheiros conseguiram reduzir o diâmetro dos motores sem prejudicar o seu desempenho final. Com todas essas medidas, foi possível reduzir em aproximadamente uma tonelada o peso do avião. De acordo com os engenheiros responsáveis pela construção do Airbus A380, se novas técnicas não tivessem sido utilizadas, incluindo uma inovadora forma de soldar a fuselagem, a aeronave seria pelo menos 15 toneladas mais pesada, o que comprometeria por completo a execução do projeto, tornando-o caro demais para os padrões atuais.
  • 6.
    Os tropeços eos sucessos no projeto do gigante A380 O desenvolvimento do maior avião de passageiros do mundo, o A380, foi marcado por disputas internas e externas, brigas com a rival Boeing na Organização Mundial do Comércio (OMC) e suspeita de vazamento de informações que teriam beneficiado dirigentes e acionistas da EADS, grupo europeu que controla a Airbus, fabricante do A380. Veja abaixo os principais momentos do projeto do A380.