A (IN)TOLERÂNCIA Letícia Thompson
As flores toleram as abelhas, mesmo se estas lhes tiram o néctar, mesmo se, por vezes, por acidente, uma pétala se machuca.  A natureza tolera os ventos que arrastam folhas e quebram os galhos, tolera as torrentes e correntes que não perguntam o que carregam na sua passagem.
A própria lua tolera as mudanças  e acolhe serenamente cada fase  com dignidade. Só nós, humanos e racionais, somos assim intolerantes com a vida, com o próximo,  com o que nos acontece, com o que  deixa de nos acontecer, com as  diferenças e os diferentes  que mal suportamos.
Damos de nós e queremos ficar inteiros; recebemos e queremos continuar os mesmos, abastados do nosso eu, sem as máculas dos pecados que nos deixariam iguais a todo mundo. Queremos amar o que nos é próximo, pois que nos disseram "ama a teu próximo" sendo que esse outro deve ser uma correspondência daquilo que somos. O que é diferente nos decepciona e nos faz sofrer.
Por isso cobramos tanto dos outros e permitimos que essa negra nuvem encha nossa alma de tristeza ao depararmos com ações e reações diferentes das que esperamos. Mas não é amar tolerar que o outro seja outro e aceitar com resignação e alegria até que,  mesmo nos possíveis deslizes, esse  encha nossa vida de novos ares  e novas flores?!
A tolerância é uma incontestável  prova de amor e de humildade;  é o eu que se inclina para se  reerguer mais rico,  mais pleno,  mais aberto,  mais solto e  mais livre.  Mais livre!!! E por isso mesmo mais feliz!
Ser flexível na vida não é se curvar.  É simplesmente abrir-se como abrem-se nossas janelas para que o sol entre e ilumine nosso recinto.  É um ceder que nos enobrece, pois nos permite degustar da vida nos seus mínimos detalhes.
FORMATAÇÃO: Mima (Wilma) Badan [email_address] MÚSICA: In my life Interpretação: Kevin Kern (Repasse com os devidos créditos) Se você receber algum texto com autoria incorreta, ou se algum texto estiver como "desconhecido" e você souber a autoria, agradeceria muito se me enviasse um e-mail para que o erro possa ser corrigido.

A (in)tolerância - Letícia Thompson

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    As flores toleramas abelhas, mesmo se estas lhes tiram o néctar, mesmo se, por vezes, por acidente, uma pétala se machuca. A natureza tolera os ventos que arrastam folhas e quebram os galhos, tolera as torrentes e correntes que não perguntam o que carregam na sua passagem.
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    A própria luatolera as mudanças e acolhe serenamente cada fase com dignidade. Só nós, humanos e racionais, somos assim intolerantes com a vida, com o próximo, com o que nos acontece, com o que deixa de nos acontecer, com as diferenças e os diferentes que mal suportamos.
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    Damos de nóse queremos ficar inteiros; recebemos e queremos continuar os mesmos, abastados do nosso eu, sem as máculas dos pecados que nos deixariam iguais a todo mundo. Queremos amar o que nos é próximo, pois que nos disseram "ama a teu próximo" sendo que esse outro deve ser uma correspondência daquilo que somos. O que é diferente nos decepciona e nos faz sofrer.
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    Por isso cobramostanto dos outros e permitimos que essa negra nuvem encha nossa alma de tristeza ao depararmos com ações e reações diferentes das que esperamos. Mas não é amar tolerar que o outro seja outro e aceitar com resignação e alegria até que, mesmo nos possíveis deslizes, esse encha nossa vida de novos ares e novas flores?!
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    A tolerância éuma incontestável prova de amor e de humildade; é o eu que se inclina para se reerguer mais rico, mais pleno, mais aberto, mais solto e mais livre. Mais livre!!! E por isso mesmo mais feliz!
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    Ser flexível navida não é se curvar. É simplesmente abrir-se como abrem-se nossas janelas para que o sol entre e ilumine nosso recinto. É um ceder que nos enobrece, pois nos permite degustar da vida nos seus mínimos detalhes.
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    FORMATAÇÃO: Mima (Wilma)Badan [email_address] MÚSICA: In my life Interpretação: Kevin Kern (Repasse com os devidos créditos) Se você receber algum texto com autoria incorreta, ou se algum texto estiver como "desconhecido" e você souber a autoria, agradeceria muito se me enviasse um e-mail para que o erro possa ser corrigido.