Universidade Federal deCampina Grande
Centro de Ciências e Tecnologia
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica
Bacharelado em Engenharia Mecânica
Materiais de Construção Mecânica II
Ferros Fundidos
Campina Grande – PB
2024
Prof. Gabriel de Castro Coêlho
2.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
1. Introdução
2. Ferro Fundido Branco
3. Ferro Fundido Cinzento
4. Ferro Fundido Mesclado e
Coquilhado
5. Ferro Fundido Nodular
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
7. Ferro Fundido Vermicular
8. Ferro Fundido Maleável
2
Roteiro
3.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Ligas Fe-C-X com %C > 2%
▪ Sol. máx. na austenita;
▪ Maiores teores favorecem formação de grafita
ou carbonetos primários (1 a 10 μm).
❑ Principais propriedades:
▪ Boa fundibilidade;
▪ Boa usinablidade
▪ Boa resistência ao desgaste
▪ Baixa ductilidade e tenacidade;
❑ Aplicações em geral:
▪ Conexões hidráulicas e tubos;
▪ Suporte de molas;
▪ Carcaças em geral;
▪ Cubos de roda;
▪ Válvulas;
▪ Bloco de motor, etc.
3
1. Introdução
4.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Linha líquidus (L) diminui
com ↑%C:
▪ Mais fácil fundir;
▪ Formabilidade piora
(carbonetos ou grafita).
❑ Nos FoFos, o C pode
estar presente:
▪ Dissolvido;
▪ Cementita;
▪ Grafita.
4
1. Introdução
5.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Classificação
❑ Empírica;
❑ Aspecto de fratura:
▪ Mais comum;
▪ FoFo branco:
✓ Cementita;
✓ Fratura cristalina com aspecto claro.
▪ FoFo cinzento:
✓ Grafita;
✓ Fratura escura e acinzentada.
5
1. Introdução
6.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Classificação
❑ Morfologia da grafita:
▪ Solidificação – etapa
crítica;
▪ Controle morfológico –
mudança de
propriedades;
▪ Morfologias:
✓ Lamelar;
✓ Nodular;
✓ Vermicular.
6
1. Introdução
▪ Classificação ASTM e AFS:
✓ A – irregular desorientada;
✓ B – em roseta;
✓ C – desigual e irregular;
✓ D – interdendrítica desorientada;
✓ E – interdendrítica orientada.
7.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Classificação
❑ Morfologia da grafita:
▪ ISO 945 (2017):
I. Lamelar;
II. Crab;
III. Vermicular ou
compacta;
IV. Nodular irregular;
V. Nodular incerta;
VI. Nodular regular.
7
1. Introdução
8.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Classificação
❑ Pela microestrutura:
8
1. Introdução F = ferrita
P = Perlita
M = Martensita
B = Bainita
9.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Velocidade de Resfriamento
❑ Velocidades mais lentas:
▪ Solidificação estável (equilíbrio);
▪ Grafita.
❑ Velocidade mais rápidas:
▪ Solidificação metaestável;
▪ Cementita.
❑ Controle da velocidade:
▪ Efeito de seção da peça:
✓ Seções grandes – resfriamento mais lento;
✓ Seções pequenas – resfriamentos mais rápidos.
▪ Material do molde:
✓ Areia de condutividade térmica baixa –
resfriamento lento;
✓ Coquilhas (metálicas) – resfriamento mais rápido.
9
1. Introdução
Secção próxima ao ponto eutético, no
diagrama de equilíbrio do sistema Fe-C. TEE
– Temperatura de equilíbrio estável; TEM –
Temperatura de equilíbrio metaestável
L
L+γ L+G
L+Fe3C
TEE
TEM
1153°C
1147°C
10.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Velocidade de Resfriamento
10
1. Introdução
❑ ASTM A367:
▪ Teste de fundição de
cunha;
▪ Variação de
espessura e taxa de
resfriamento.
FoFo branco – cementita (metaestável)
FoFo cinzento – grafita (estável)
11.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Velocidade de Resfriamento
11
1. Introdução
❑ Influência na microestrutura:
▪ Variação microestrutural
causada por diferentes
velocidade de resfriamento;
▪ Diferentes propriedades.
12.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Velocidade de Resfriamento
12
1. Introdução
❑ Influência na temperatura eutética:
▪ Redução da TE e TEM com o aumento
da velocidade de resfriamento:
TE > TEM
Grafita precipita
▪ Velocidade crítica:
TE = TEM
Cementita e grafita se precipitam
▪ Para maiores velocidades:
TE < TEM
Cementita precipita
13.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Velocidade de Resfriamento
13
1. Introdução
❑ Influência na temperatura eutética:
▪ Análise térmica para desenvolvimento e controle de qualidade.
O super-resfriamento constitucional ocorre na solidificação de uma liga, em razão
da composição química da fase sólida ser diferente da composição química da
fase líquida. A solubilidade do soluto na fase sólida é menor do que na fase
líquida. Portanto, existe um gradiente de concentração de soluto da interface
sólido-líquido para o metal líquido. A variação de concentração provoca uma
diminuição da temperatura liquidus, facilitando a solidificação numa direção,
contribuindo para um super-resfriamento constitucional a partir da interface (S-L).
Ferro Fundido Cinzento Ferro Fundido Branco Ferro Fundido Mesclado
Tℓ – Início da solidificação da austenita pró-eutética;
Tf – Temperatura final de solidificação
14.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
❑ Efeito que causam na estabilidade
da cementita;
❑ Elementos comuns:
▪ C;
▪ Si;
▪ Mn;
▪ S;
▪ P, etc.
14
1. Introdução
𝐶𝑒𝑞 = %𝐶 +
(%𝑆𝑖 + %𝑃)
3
15.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
❑ Carbono (C):
▪ 2% < %C < 4%;
▪ ↓%C tendem a formar cementita (FoFo
branco) – dureza cresce com aumento
do teor
▪ ↑%C tendem a formar grafita (FoFo
cinzento).
❑ Silício (Si):
▪ Reduz a estabilidade da cementita;
▪ Favorece decomposição Cem → F + G;
▪ Pouco ou nenhum %Si – fratura branca;
15
1. Introdução
16.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
❑ Silício (Si):
▪ Diagrama Fe-C-Si;
▪ Influência na temperatura
eutética.
16
1. Introdução
Diagrama estável Fe-C-Si para uma liga contendo 2%Si.
Influência do Si nas temperaturas de equilíbrio eutéticos.
17.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
❑ Manganês (Mn):
▪ Dificulta a decomposição da cementita;
▪ Dissolve-se na cementita – (Fe,Mn)3C;
▪ Em teores elevados, neutraliza a ação do
Si – FoFo branco;
▪ Em excesso, estabiliza perlita;
▪ Principal papel:
✓ Neutralizar ação do S (dessulfurante);
✓ Forma MnS;
✓ 0,20% < %Mn < 0,30% - matriz ferrítica;
✓ 0,40% < %Mn < 0,60 – matriz perlítica.
17
1. Introdução
❑ Enxofre (S):
▪ %S é mais elevado que nos aços;
▪ Forma inclusões não metálicas
prejudiciais:
✓ FeS – frágil e duro;
✓ MnS com formato inadequado.
▪ %S > 0,15% - causa defeitos:
✓ Retenção de gases;
✓ Rechupes;
✓ Redução de fluidez;
✓ Formas anormais da grafita e carbonetos.
▪ Papel importante na morfologia da grafita;
▪ Ajuste de %S e %Mn em FoFo cinzento
tem impacto direto nas propriedades
mecânicas.
18.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
❑ Fósforo (P):
▪ Em teores baixos e médios:
✓ Grafitizante;
✓ Não desempenha papel importante;
▪ Em teores altos:
✓ Estabilizador da cementita;
✓ Fragilizante.
▪ Esteadita - %P > 0,15%:
✓ Composto eutético de Fe e C;
✓ Aparência branca e perfurada;
✓ Nos CG – duro e frágil;
✓ Diminui a ductilidade;
✓ Dependendo da quantidade e distribuição, diminui o
limite de resistência à tração e dificulta a usinagem.
▪ Aumenta a fluidez do metal líquido.
18
1. Introdução
19.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
19
1. Introdução
20.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Efeito da Composição Química
20
1. Introdução
21.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades:
▪ Alta dureza;
▪ Elevadíssima resistência ao desgaste;
▪ Ductilidade muito baixa;
▪ Baixa usinabilidade.
❑ Não possuem grafita, formam
cementita.
❑ Obtenção:
▪ Controle de composição química (%C
e %Si);
▪ Velocidade de resfriamento.
❑ Tipos:
▪ Hipoeutetéticos;
▪ Hipereutéticos;
▪ Eutéticos.
21
2. Ferro Fundido Branco
22.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipoeutético
▪ Ponto A: fase líquida
▪ Ponto B: início do surgimento de grãos
austeníticos pró-eutético em dendritas;
▪ Ponto C: aumento dos grãos
austeníticos pró-eutético;
▪ Ponto D: reação eutética
𝐿 → 𝛾 + 𝐹𝑒3𝐶
Crescimento de placas de cementita entre
as dendritas austeníticas em uma
microestrutura chamada de ledeburita
eutética.
Microestrutura: Austenita pró-eutética
dendrítica envolvida por ledeburita
eutética.
22
A
B
C
D
2. Ferro Fundido Branco
23.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipoeutético
▪ Entre D e E: rejeição do C na austenita
pró-eutética, que se precipita nas
interfaces 𝛾/𝐹𝑒3𝐶 sob forma de
cementita;
▪ Ponto E: reação eutetóide, onde a
austenita (dendritas e na ledeburita
eutética) se transforma em perlita.
Microestrutura: perlita em matriz de
cementita e perlita, ledeburita eutetóide.
23
A
B
C
D
E
2. Ferro Fundido Branco
24.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipoeutético
24
2. Ferro Fundido Branco
25.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipoeutético
25
2. Ferro Fundido Branco
26.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipereutético
▪ Ponto A: fase líquida
▪ Ponto B: formação de cementita pró-
eutética alongada
▪ Ponto C: reação eutética, todo líquido
se transforma em ledeburita eutética
Microestrutura: cementita pró-eutética +
ledeburita eutética
▪ Entre C e D: rejeição de carbono e
formação de cementita na interface
𝛾/𝐹𝑒3𝐶
▪ Ponto D: reação eutetóide, toda
austenita da ledeburita vira perlita.
Microestrutura: cementita pró-eutética
alongada + ledeburita eutetóide (perlita +
cementita)
26
A
B
D
C
2. Ferro Fundido Branco
27.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipereutético
27
2. Ferro Fundido Branco
28.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipereutético
28
2. Ferro Fundido Branco
29.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Eutético
▪ Ponto A: fase líquida
▪ Ponto B: reação eutética
𝐿 → 𝛾 + 𝐹𝑒3𝐶
Formação da ledeburita
▪ Entre B e C: rejeição do C na
austenita, que se precipita nas
interfaces 𝛾/𝐹𝑒3𝐶 sob forma de
cementita;
▪ Ponto C: reação eutetóide, austenita
se transforma em perlita e a ledeburita
será composta por perlita em matriz
de cementita.
29
A
B
C
2. Ferro Fundido Branco
30.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Eutético
30
2. Ferro Fundido Branco
31.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
FoFo Branco Hipoeutético:
Perlita + ledeburita (perlita + cementita)
FoFo Branco Eutético
Ledeburita (perlita + cementita)
FoFo Branco Hipereutético
Cementita + ledeburita (perlita + cementita)
31
2. Ferro Fundido Branco
32.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Produção
❑Coquilhamento:
▪ Derramar-se o metal líquido em moldes
metálicos;
▪ Metal resfria com tal velocidade que
praticamente toda a grafitização é
eliminada;
▪ Carbono fica retido na forma combinada.
❑ Profundidade da camada coquilhada:
▪ Seção em que não há grafitização;
▪ Influência:
✓ %Si e outros elementos de liga;
✓ Temperatura de vazamento;
✓ Temperatura do molde (coquilha);
✓ Espessura da peça e da coquilha;
✓ Tempo de contato metal/coquilha.
32
2. Ferro Fundido Branco
Concorrência entre profundidade de coquilhamento e teor
de Si
33.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Produção
❑ Profundidade da camada coquilhada:
33
2. Ferro Fundido Branco
Influência comparativa de vários elementos
de liga que diminuem a profundidade de
coquilhamento
▪ Elementos de liga que
diminuem a camada
coquilhada;
34.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Produção
❑ Profundidade da camada coquilhada:
34
2. Ferro Fundido Branco
▪ Elementos de liga que
aumentam a camada
coquilhada;
Influência comparativa de vários elementos
de liga que diminuem a profundidade de
coquilhamento
35.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Tratamentos térmicos:
▪ Reduzir as tensões resultantes de
velocidades de resfriamento altas;
▪ Melhorar propriedades mecânicas;
▪ Tratamento típico:
✓ Aquecimento a 815-870°C por 18h;
✓ Resfriamento a 5°C/h até 650°C;
✓ Remoção do material do forno;
✓ Carbonetos primários finos com matriz de
cementita esferoidizada;
✓ Eliminação da morfologia dendrítica;
✓ Aumento de resistência ao impacto de
30 a 50%.
35
2. Ferro Fundido Branco
❑ Aplicações:
▪ Equipamentos de manuseio de terra,
mineração e moagem;
▪ Rodas de vagões;
▪ Cilindros coquilhados;
▪ Revestimentos de moinhos;
▪ Bolas de moinhos de bola;
▪ Matéria-prima para produção de FoFo
maleáveis.
36.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades:
▪ Boa fundibilidade;
▪ Elevada fluidez;
▪ Boa resistência mecânica
(compressão);
▪ Excelente usinabilidade;
▪ Boa resistência ao desgaste;
▪ Boa capacidade de amortecimento;
▪ Baixa tenacidade;
▪ Baixa soldabilidade;
▪ Baixo custo.
❑ Formam grafita;
❑ Efeito do Si:
▪ Diminui a solub. do C na austenita;
▪ Mais C livre no ferro líquido;
▪ Aumenta TEE;
▪ Aumenta a estabilidade da grafita.
36
3. Ferro Fundido Cinzento
37.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ Eutético austenita-grafita:
▪ Formação em células;
▪ Inicialmente crescem sem
impedimento do líquido;
▪ Morfologia comum – lamelar;
▪ Crescimento contínuo até todo
transformação do líquido;
▪ ↑Taxa de nucleação de células
- ↓Menor o tamanho das
células – melhor a distribuição
da grafita na microestrutura.
37
3. Ferro Fundido Cinzento
38.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento Hipoeutético
▪ Ponto A: líquido;
▪ Ponto B: surgem as primeiras
dendritas de austenita pró-
eutética;
▪ Ponto C: reação eutética
𝐿 → 𝛾 + 𝐺
Microestrutura: austenita pró-
eutética com células de austenita
eutética e grafita lamelar.
• Entre C e D: rejeição de carbono,
aumento das lamelas de grafita
• Ponto D: reação eutetóide
𝛾 → 𝐹 + 𝐺 (na prática, Cem)
Microestrutura: Perlita + Grafita
lamelar
38
3. Ferro Fundido Cinzento
A
B
C
D
39.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento
Hipoeutético
39
3. Ferro Fundido Cinzento
40.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento Eutético
▪ Ponto A: líquido;
▪ Ponto B: reação eutética
𝐿 → 𝛾 + 𝐺
Microestrutura: células de
austenita eutética e grafita lamelar.
• Entre B e C: rejeição de
carbono, aumento das lamelas
de grafita
• Ponto C: reação eutetóide
𝛾 → 𝐹 + 𝐺 (na prática, Cem)
Microestrutura: Perlita + Grafita
lamelar
40
3. Ferro Fundido Cinzento
A
B
C
41.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento Eutético
41
3. Ferro Fundido Cinzento
42.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento Hipereutético
▪ Ponto A: líquido;
▪ Ponto B: surgem as primeiras
lamelas de grafita pró-eutética
(lamelas longas, retas e
ramificadas);
▪ Ponto C: reação eutética
𝐿 → 𝛾 + 𝐺
Microestrutura: grafita pró-eutética
com células de austenita eutética e
grafita lamelar.
• Entre C e D: rejeição de carbono,
aumento das lamelas de grafita
• Ponto D: reação eutetóide
𝛾 → 𝐹 + 𝐺 (na prática, Cem)
Microestrutura: Perlita + Grafita
lamelar
42
3. Ferro Fundido Cinzento
A
B
C
D
43.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Solidificação
❑ FoFo Cinzento
Hipereutético
43
3. Ferro Fundido Cinzento
44.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Composição química e velocidade de
resfriamento propícios;
❑ Morfologia mais comum – lamelas;
❑ Densidade:
▪ Cementita e outros carbonetos: 7 a 8
g/cm³;
▪ Grafita: 2,27 g/cm³;
▪ Consequência: transformação de fase
acontece de variação significativa de
volume (expansão em certas etapas de
solidificação).
44
3. Ferro Fundido Cinzento
45.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Usinabilidade:
▪ Grafita atua como
lubrificante natural:
✓ Diminui o atrito
peça/ferramenta;
✓ Evita engripamento.
▪ Grafita proporciona quebra
de cavacos;
▪ Melhor microestrutura:
✓ Matriz ferrítica;
✓ Grafita tipo A.
45
3. Ferro Fundido Cinzento
Efeito da estrutura do ferro fundido
cinzento na velocidade prática de
torneamento.
46.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Condutividade térmica à
temperatura ambiente:
▪ Ferrita: 30 a 80 W/mK;
▪ Grafita: 10 a 2000 W/mK;
▪ Consequência: excelente
coduntividade térmica;
▪ Ex: bloco de motor, sapata de
freio.
46
3. Ferro Fundido Cinzento
47.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Capacidade de amortecimento:
▪ Habilidade de absorver
vibrações, resultantes de tensões
cíclicas, por fricção interna,
transformando a energia
mecânica em calor;
▪ Atribuída aos veios de grafita –
frágeis e sem resistência
mecânica – como vazios;
▪ Deformação plástica do material
ao redor dos veios.
47
3. Ferro Fundido Cinzento
Aços
Ferro Fundido Nodular
Ferro Fundido Cinzento Tempo
Amplitude
48.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Lamelas podem ser grossas ou finas;
▪ Formas e tamanhos diferentes;
▪ Heterogeneidade devido ao processo de
solidificação do eutético e variáveis do
processo:
✓ Composição química;
✓ Velocidade de resfriamento:
▪ Núcleos de formação da grafita:
✓ Define morfologia, distribuição e tamanho;
✓ Uso de inoculantes (ex: grafita, silício
metálico, ferro-silício e silicieto de cálcio).
48
3. Ferro Fundido Cinzento
↑
𝑑𝑇
𝑑𝑡 𝑟𝑒𝑠𝑓.
→ lamelas finas
↓
𝑑𝑇
𝑑𝑡 𝑟𝑒𝑠𝑓.
→ lamelas grossas
49.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo A – irregular desorientada:
✓ Distribuição aleatória de lamelas com tamanho
uniforme;
✓ Em geral, associada a melhores propriedades
mecânicas;
✓ Preferida nas aplicações de engenharia;
✓ Formada em FoFo inoculado resfriados a taxas
moderadas;
✓ Associada a ocorrência de alta taxa de
nucleação e solidificação próxima de TEE.
49
3. Ferro Fundido Cinzento
50.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
50
3. Ferro Fundido Cinzento
▪ Grafita tipo A – irregular
desorientada :
51.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo B – em roseta:
✓ Associada a baixa nucleação;
✓ Células eutéticas maiores;
✓ Lamelas inicialmente finas, aumentam à medida
que o crescimento progride.
51
3. Ferro Fundido Cinzento
52.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo B:
52
3. Ferro Fundido Cinzento
53.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo C – desigual e irregular:
✓ Em FoFo cinzento hipereutético – grafita pró-
eutética;
✓ Pode comprometer a resistência mecânica;
✓ Origina defeitos nas superfícies usinadas.
53
3. Ferro Fundido Cinzento
54.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo C – desigual e irregular:
54
3. Ferro Fundido Cinzento
55.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo D – interdendrítica desorientada;
▪ Grafita tipo E – interdendrítica orientada:
✓ Grafitas finas – favorece a resistência
mecânica;
✓ Resfriamento rápido – condições de nucleação
insuficiente;
✓ Compromete a obtenção da microestrutura
perlítica.
55
3. Ferro Fundido Cinzento
56.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo D – interdendrítica desorientada;
▪ Grafita tipo E – interdendrítica orientada;
56
3. Ferro Fundido Cinzento
57.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo D – interdendrítica desorientada;
▪ Grafita tipo E – interdendrítica orientada;
57
3. Ferro Fundido Cinzento
58.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Grafita
❑ Morfologia x propriedades:
▪ Grafita tipo D – interdendrítica
desorientada;
▪ Grafita tipo E – interdendrítica orientada;
58
3. Ferro Fundido Cinzento
59.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
❑ Perlita:
▪ Em morfologia
dendrítica;
▪ Razão: austenita.
▪ Cr e V ajudam na
nucleação de matriz
perlítica fina.
59
3. Ferro Fundido Cinzento
60.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
❑ Ferrita:
▪ Ferrita se forma pela
grafitização:
✓ C é capturado para
formação de grafita;
✓ Austenita fica
empobrecida de C;
✓ Ao invés de perlita,
forma-se a ferrita;
▪ Mais pronunciado na
superfície das peças
fundidas.
60
3. Ferro Fundido Cinzento
61.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
❑ Ferrita-Perlita:
61
3. Ferro Fundido Cinzento
62.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ TTAT ou envelhecimento:
▪ Alívio de tensões internas de fundição;
▪ Envelhecimento artificial:
✓ Aquecer a peça a uma abaixo da
temperatura eutetóide, por tempo
determinado;
✓ Abaixamento do limite elástico;
✓ Deformação plástica, fluência e
recristalização.
▪ Entre 500 e 565°C:
✓ Máximo alívio de tensões;
✓ Mínima modificação microestrutural.
▪ Resfriamento:
✓ Resfriamento ao forno até 290°C e depois
ao ar;
✓ Geometria complexa: resfriamento ao forno
até 90°.
62
3. Ferro Fundido Cinzento
Efeito da temperatura sobre a quantidade de tensões
internas aliviadas.
63.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ TTAT ou envelhecimento:
▪ Efeito do tempo no TTAT.
▪ Para FoFos com elementos de liga:
✓ Faixas maiores de temperatura;
✓ Cr, Mo, Ni e V tendem a aumentar a
resistência à fluência.
63
3. Ferro Fundido Cinzento Efeito do tempo à temperatura no
tratamento de alívio de tensões.
64.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Recozimento:
▪ Melhorar a usinabilidade;
▪ Aquecimento até a zona crítica:
✓ Alteração microestrutural;
✓ Perda de resistência mecânica e dureza;
✓ Alívio de tensões internas.
▪ Curvas de recozimento:
▪ Curva B:
✓ FoFos comuns ou com baixo teor de
liga;
✓ Apenas melhora de usinabilidade:
P → F + G
✓ Entre 700 a 760°C.
64
3. Ferro Fundido Cinzento Ciclos de recozimento recomendados para
ferros fundidos cinzentos (B, B1 e C).
65.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Recozimento:
▪ Curvas de recozimento:
▪ Curva B1:
✓ P → F + G (mais intenso);
✓ Entre 790 a 900°C;
✓ Empregada para melhoria mais
intensa da usinabilidade em FoFos
ligados.
▪ Curva C:
✓ Aplicada quando o FoFo possui C na
forma de cementita;
✓ C → P + G ou C → F + G
✓ Entre 900 a 950°C;
✓ 3h + 1h por 2,5 cm de seção.
65
3. Ferro Fundido Cinzento Ciclos de recozimento recomendados para
ferros fundidos cinzentos (B, B1 e C).
66.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Recozimento:
66
3. Ferro Fundido Cinzento
67.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Normalização:
▪ Melhorar propriedades mecânicas:
✓ Resistência à tração;
✓ Dureza;
✓ Propriedades do estado bruto de
fusão destruídas por outros ciclos
térmicos.
▪ Aquecimento entre 885 a 925°C;
▪ Cerca de 25 min/cm de seção;
▪ Resfriamento ao ar tranquilo;
▪ Aplicação:
✓ FoFo cinzento sem elementos de liga
– amolecimento;
✓ FoFo cinzento ligado – endurecimento
por precipitação.
67
3. Ferro Fundido Cinzento
Efeito do resfriamento ao ar, a partir de várias temperaturas,
nas propriedades do ferro fundido.
68.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Têmpera e revenido:
▪ Aumentar:
✓ Resistência mecânica;
✓ Dureza;
✓ Resistência ao desgaste (cerca de 5x mais).
▪ Aquecimento:
✓ Fornos, banhos de sal, chama ou indução;
✓ Acima da zona crítica – austenita;
✓ Tempo: suficiente para ter ↑%C em solução;
✓ Recomendado: 10min/cm de seção;
✓ Si reduz a solub. do C na austenita;
✓ ↑%Si - ↑T - ↑t.
▪ Resfriamento:
✓ Óleo ou ar (FoFo ligado);
✓ Até 150°C – risco de trincamento;
✓ Imediatamente revenidas.
68
3. Ferro Fundido Cinzento
▪ Revenido:
✓ Temperaturas bem inferiores (370 a 600°C);
✓ Reduz a fragilidade;
✓ Alivia tensões;
✓ Diminui a dureza;
✓ Melhora a resistência mecânica.
69.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamentos Térmicos
❑ Austêmpera
▪ Igualmente como nos aços;
▪ Resulta em ferro fundido
acicular:
✓ Matriz de ferrita bainítica;
✓ Austenita retida;
✓ Propriedades mecânicas
bastante favoráveis.
❑ Martêmpera
▪ Produz martensita;
▪ Não resulta em tensões
residuais elevadas;
▪ Revenido posterior.
69
3. Ferro Fundido Cinzento
70.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ a
70
3. Ferro Fundido Cinzento
71.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ SAE J431 (2018):
71
3. Ferro Fundido Cinzento
72.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ SAE J431 (2018):
▪ G9H12 – peças miscelâneas (fundido
ou recozido) onde a resistência
mecânica não é fator primordial;
▪ G9H17 – pequenos blocos de
cilindros, cabeçotes de cilindros,
cilindros resfriados a ar, pistões,
disco de embreagem, carcaça de
bomba de óleo, caixas de
transmissão e de engrenagens, caixa
de freio (serviço leve), tambores de
freio e discos de embreagem
(serviços moderados) – ↑%C
minimiza do efeito desfavorável do
calor;
72
3. Ferro Fundido Cinzento
73.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ SAE J431 (2018):
▪ G10H18/G11H18 – blocos de
cilindros de automóveis; cabeções de
cilindros, volantes, pistões, tambores
de freios, caixas de transmissão de
tratores (serviço médio);
▪ G11H20 – blocos de motores a
Diesel, blocos e cabeças de cilindros
de caminhões e tratores, volantes
pesados, caixa de transmissão de
tratores, caixa de engrenagens
pesadas, tambores de freio e discos
de embreagem para serviço pesado
(alta resistência mecânica e
resistência à fadiga térmica);
73
3. Ferro Fundido Cinzento
74.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ SAE J431 (2018):
▪ G13H19 – peças fundidas para
motores Diesel, camisas de cilindro,
cilindros, pistões e eixos de comando
de válvulas;
▪ G7H16c – tambores de freio e freios
onde capacidade de amortecimento
é requerida;
▪ G9H17a – tambores de freio e disco
de embreagens (serviço moderado) e
onde ↑%C minimiza do efeito
desfavorável do calor.
74
3. Ferro Fundido Cinzento
75.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ SAE J431 (2018):
▪ G10H21c – tambores de freio para
serviço extra-alta resistência;
▪ G11H20b – tambores de freio e
discos de embreagem para serviço
de alta resistência onde ↑%C e alta
dureza minimiza do efeito
desfavorável do calor e aumenta a
resistência;
▪ G11H24d – FoFo ligado temperável
para eixos de comando de válvulas.
75
3. Ferro Fundido Cinzento
76.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Condições intermediárias entre
FoFo branco e FoFo cinzento;
❑ Microestruturas complexas:
▪ Carbonetos de solidificação;
▪ Grafita.
❑ Resfriamento acelerado:
▪ Coquilhamento (FoFo);
▪ Adequado para obter esta
microestrutura.
❑ Aspecto de fratura
intermediário:
▪ Áreas escuras e claras.
76
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
77.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II 77
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
78.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II 78
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
79.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II 79
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
80.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II 80
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
81.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades
❑ Entrelaço de
propriedades:
▪ FoFo branco:
✓ Alta dureza;
✓ Resistência ao desgaste.
▪ FoFo cinzento:
✓ Tenacidade;
✓ Elevada condutividade
térmica;
✓ Capacidade de
amortecimento de
vibrações.
81
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
82.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades
❑ Em peças coquilhadas:
▪ Camadas superficiais:
✓ Microestrutura de FoFo branco;
✓ Alta dureza;
✓ Resistência ao desgaste.
▪ Núcleo:
✓ FoFo cinzento;
✓ Menor fragilidade;
✓ Melhor condutividade térmica;
✓ Melhor amortecimento.
82
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
83.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades
❑ Em peças coquilhadas:
▪ Cilindros de laminação com
diferentes composições químicas
entre a superfície e núcleo.
83
4. Ferro Fundido Mesclado e Coquilhado
84.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Também chamados de FoFo dúcteis;
❑ Permite combinar propriedades
interessantes dos FoFos e dos aços;
❑ Segredo:
▪ Ajuste de composição química;
▪ Inoculação do metal líquido;
▪ Favorecimento da formação de grafita em
nódulos.
84
5. Ferro Fundido Nodular
85.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Controle do
processo de produção
é essencial para
garantir a eficiência da
nodularização e
inoculação;
❑ Controle de
qualidade da
nodularização:
▪ Velocidade de
propagação de ultra-
som;
▪ ↑Vus - ↑grau de
nodularização.
85
5. Ferro Fundido Nodular
86.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
❑ Influência do grau de
nodularização na ductilidade:
▪ Grafita em nódulos gera um
menor concentrador de tensões;
❑ Boa tenacidade;
❑ Resistência mecânica:
▪ Limite de escoamento mais
elevado que:
✓ FoFo cinzento;
✓ FoFo maleável;
✓ Aços ao carbono.
86
5. Ferro Fundido Nodular
87.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
87
5. Ferro Fundido Nodular
Limite de resistência à
tração e limite de
escoamento 0,2% de
ferros fundidos perlíticos
(85 a 100%) em função
da nodularização e
temperatura.
88.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
88
5. Ferro Fundido Nodular
Conforme SAE 1887 (2018).
89.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
89
5. Ferro Fundido Nodular
Energia de impacto em função da
temperatura de ensaio para várias
matrizes de ferro fundido nodular
ligado. (A) ferrita; (B) Parlita-ferrita; (C)
Perlita; (D) Martensita revenida.
90.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
❑ Concentração de tensão:
90
5. Ferro Fundido Nodular
Comparação entre a intensidade de tensões na grafita
nodular (a) e na forma de veios (b)
𝐾𝑡 =
𝜎𝑚𝑎𝑥
𝜎
𝐾𝑡 ≅ 1,7
𝐾𝑡 ≅ 5,4
91.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas:
91
5. Ferro Fundido Nodular
Conforme SAE 1887 (2018).
92.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Nodularização
❑ Composição química:
▪ Mg, Ni, Mg-Fe-Si: define a morfologia da
grafita;
▪ Sb, Te, Bi, Zr, Al, Ti, Pb, Sn: efeito nocivo
à nodularização;
▪ Ce e Ca: neutraliza o efeito do Al, Ti, Pb,
Sn.
❑ Reação violenta – fervura:
▪ Mg é vaporizado e atravessa o líquido;
▪ Diminuição do %S – nodularização;
▪ Adição de Fe-Si: produção de matriz
adequada.
92
5. Ferro Fundido Nodular
93.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Nodularização
❑ Grafita lamelar:
▪ O e S tendem a ser
adsorvidos no plano
prismático;
▪ Diminuem a energia
interfacial;
▪ Crescimento mais
intenso no plano
prismático.
❑ Grafita nodular:
▪ Mg é dessulfurante e
desoxidante;
▪ Favorecimento do
crescimento do plano
basal.
93
5. Ferro Fundido Nodular
94.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Nodularização
94
5. Ferro Fundido Nodular
95.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Nodularização
❑ Falhas na nodularização:
95
5. Ferro Fundido Nodular
96.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Matriz
❑ Ferrita:
▪ Mais próximo do equilíbrio
termodinâmico;
▪ Obtenção:
✓ Tratamento térmico;
✓ Composição química –
controle de Cu, Mn, Sn
(perlita) e Si.
96
5. Ferro Fundido Nodular
97.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Matriz
❑ Perlita-ferrita:
▪ Ampla faixa de propriedades mecânicas;
97
5. Ferro Fundido Nodular
98.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Matriz
❑ Perlita-ferrita:
▪ Segregação negativa do Si:
✓ Si se concentra junto aos nódulos
de grafita;
✓ Mn segue sentido inverso;
98
5. Ferro Fundido Nodular
99.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Matriz
❑ Perlita:
▪ Tratamento térmico de
normalização;
▪ Ajuste de composição
química (ex: ↑%Cu, ↑%Sn).
99
5. Ferro Fundido Nodular
Ferro fundido nodular com matriz perlítica. Ataque: Nital.
100.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Matriz
❑ Martensita revenida:
▪ Têmpera e revenido.
100
5. Ferro Fundido Nodular
Ferro fundido nodular com matriz martensítica. Ataque: Nital.
101.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ NBR 8650 (2015) – FoFo nodular
para aplicações automotivas;
❑ SAE J434 (2017) – FoFo nodular
para aplicações automotivas;
❑ ASTM A536 (2014):
▪ Aplicações gerais;
▪ Tubos, conexões, etc.
❑ ASTM A395 (2014) – FoFo nodular
ferrítico para moldes de retenção
pressurizados em temperatura
elevada;
❑ ASTM A476 (2014) – FoFo nodular
para rolos de secagem de papel.
101
5. Ferro Fundido Nodular
102.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamento Térmico
❑ TTAT – Alívio de tensões:
▪ Reduzir tensões residuais de fundição;
▪ Temperatura não ultrapassa 600°C;
▪ Tempo: 20 min/cm por seção de peça;
▪ Sem efeito nas propriedades mecânicas.
❑ Recozimento:
▪ Recozimento de ferritização;
▪ Obtenção de matriz ferrítica;
▪ Aquecimento até 900°C;
▪ Resfriamento até 700°C, em 1h;
▪ Resfriamento até 650°C, 3°C/h.
102
5. Ferro Fundido Nodular
Comportamento “tensão-deformação” de dois
tipos de ferro nodular
103.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamento Térmico
❑ Normalização:
▪ Obtenção de matriz perlítica;
▪ Aquecimento até 900°C;
▪ Resfriado no forno até 785°C;
▪ Resfriado ao ar;
▪ Se a dureza ainda for elevada – revenido.
❑ Têmpera e revenido:
▪ Obtenção de matriz de martensita revenida;
▪ Austenitização entre 870 e 900°C;
▪ Resfriamento em óleo;
▪ Revenido até dureza desejada;
▪ Confere resistência mecânica, dureza e
resistência ao desgaste maiores.
103
5. Ferro Fundido Nodular
104.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamento Térmico
❑ Têmpera e revenido:
104
5. Ferro Fundido Nodular
105.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Tratamento Térmico
❑ Têmpera superficial:
▪ Por chama ou indução;
▪ Dureza superficial ~60HRC;
▪ Elevada resistência ao desgaste superficial;
▪ Austenitização superficial até 900°C;
▪ Resfriamento por jato d’água;
▪ Revenido posterior.
❑ Austêmpera:
105
5. Ferro Fundido Nodular
Ferro Fundido
Austemperado
106.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ ADI – Austempered Ductile Iron (Ferro
Dúctil Austemperado);
❑ Austêmpera dos FoFo nodular:
▪ Austenitização entre 850°C e 925°C –
aumento da solub. do C na austenita;
▪ Ferrita com ↓%C – suprimento da grafita;
▪ Tempo: 2 a 4h – máx. solubilização do C;
▪ Resfriamento em banho de sais fundidos;
▪ Microestrutura: ferrita bainítica, austenita
retida e grafita;
▪ Formação da ferrita bainíta – entre 235 e
400°C:
✓ Entre 235 e 270°C – bainita inferior – alta
dureza, alta resistência mecânica e ao
desgaste, com tenacidade moderada;
✓ Entre 300 e 400°C – bainita mais dúctil e
tenaz.
106
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Exemplos de ciclos de austêmpera de ferro fundido
nodular para obtenção de diferentes propriedades.
107.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
107
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
108.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
108
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Ausferrita: microestrutura constituída de
ferrita bainítica e austenita retida, obtida
por austêmpera interrompida.
109.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
109
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
110.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Microestrutura
110
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
111.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência mecânica;
❑ Tenacidade;
❑ Resistência ao desgaste;
❑ Resistência à fadiga.
111
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Efeito da temperatura de austêmpera nas propriedades
no ensaio de tração de um ferro fundido nodular.
112.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência mecânica;
112
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Comparativo entre ferros
nodulares com diferentes
tratamentos térmicos
113.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Tenacidade;
113
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Relação entre
tenacidade à fratura
e resistência
mecânica de ferros
fundidos nodulares
com diferentes
matrizes.
114.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Tenacidade;
114
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Energia absorvida
em função da
temperatura de
ensaio em um ferro
fundido nodular com
matriz ausferrítica
inferior (E) e
superior (F).
115.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência ao desgaste;
115
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Comparativo da resistência ao desgaste em
função da perda de massa por tempo de ensaio
para: FFNA – ferro fundido nodular austemperado;
FFNTR – ferro fundido nodular temperado e
revenido; FFBAC – ferro fundido branco de alto
cromo.
116.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II 116
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Comparação entre o limite de
fadiga do ADI e aços forjados
com influência de tratamentos
superficiais e entalhe
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência à fadiga;
117.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência à fadiga;
117
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
Influência da temperatura de
austêmpera no limite de
resistência à fadiga por flexão
rotativa, em corpos-de-prova
sem entalhe.
118.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Aplicações
❑ Competição com aços forjados,
cementados, temperados e revenidos:
▪ Elevada resistência mecânica;
▪ Pequena queda de ductilidade.
❑ Aplicação ilimitadas:
▪ Diversas combinações de propriedades;
▪ Seleção adequada de parâmetros de
austêmpera.
❑ Vantagem técnica:
▪ Menor densidade e custo de fabricação
em relação à aços forjados.
118
6. Ferro Fundido Austemperado – ADI
❑ Aplicações automotivas:
▪ Componentes de suspensão;
▪ Eixos de comando de válvula;
▪ Engrenagens em geral;
▪ Suportes de motor;
▪ Carcaças de diferencial;
▪ Cubos de roda, etc.
119.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ FoFo em grafita compacta;
❑ Grafita – transição entre:
▪ Lamelas do FoFo cinzento;
▪ Nódulos do FoFo nodular
(menos que 20%);
▪ Resultado: vermicular.
❑ Propriedades intermediárias:
▪ FoFo cinzento:
✓ Capacidade de
amortencimento;
✓ Condutibilidade térmica;
✓ Usinabilidade.
▪ FoFo nodular:
✓ Resistência mecânica;
✓ Ductilidade e tenacidade;
✓ Acabamento superficial.
119
7. Ferro Fundido Vermicular
120.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
120
7. Ferro Fundido Vermicular
Influência do carbono equivalente sobre
a resistência à tração de ferro fundido
cinzento, ferro fundido de grafita
compactada e ferro fundido nodular.
121.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
121
7. Ferro Fundido Vermicular
122.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
122
7. Ferro Fundido Vermicular
Influência do aumento da porcentagem de
perlita na matriz metálica nas propriedades do
ferro fundido vermicular com 0-10% de
nodularidade
123.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
123
7. Ferro Fundido Vermicular
Variação das
propriedades
mecânicas do
vermicular em
função da
nodularização.
124.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
124
7. Ferro Fundido Vermicular
Curvas de desgaste
de ferramenta para
Vc 60 m/min. FV:
ferro fundido
vermicular; FC: ferro
fundido cinzento).
125.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Propriedades intermediárias:
125
7. Ferro Fundido Vermicular
Influência da nodularização da
grafita na condutividade térmica do
ferro fundido vermicular
126.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Obtenção:
▪ Adições de Mg e/ou Ce;
▪ Teores menores que no FoFo nodular.
❑ Matriz:
▪ Varia com o tratamento térmico (igual
aos cinzentos e nodulares);
▪ Ferrita e/ou perlita.
❑ Aplicações:
▪ Blocos de motores diesel;
▪ Coletores de exaustão;
▪ Disco de freio para trens de alta
velocidade.
126
7. Ferro Fundido Vermicular
127.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
❑ Datam do séc. XVIII e XIV.
❑ Intuito:
▪ Maior tenacidade;
▪ Resistência mecânica e ao
desgaste apreciável.
❑ Obtenção:
▪ Matéria prima: FoFo branco;
▪ Tratamento térmico: recozimento
longo – maleabilização;
▪ Aumento de ductilidade e
tenacidade.
❑ Dois tipos:
▪ FoFo maleável de fundo branco;
▪ FoFo maleável de fundo preto.
127
8. Ferro Fundido Maleável
❑ Uso o FoFo nodular:
▪ Peças de maior dimensão;
▪ Quando a contração de solidificação é
uma consideração importante.
❑ Uso do FoFo maleável:
▪ Peças de pequena espessura;
▪ Conformação a frio, cunhagem ou corte;
▪ Usinabilidade;
▪ Tenacidade à baixa temperatura;
▪ Elevada resistência ao desgaste.
128.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Branco
❑ Produzidos de forma barata;
❑ Maleabilização por descarbonetação:
▪ Recozimento onde haverá:
✓ Descarbonetação;
✓ Grafitização.
▪ Atmosfera do forno:
✓ Empacotamento com minério de ferro;
✓ Atmosfera controlada.
▪ C é eliminado em forma de gás;
▪ Aspecto de fratura:
✓ Peças finas – branco;
✓ Peças grossas – mesclado.
128
8. Ferro Fundido Maleável
Composição química recomendada para o ferro fundido
branco inicial para produção de ferro fundido maleável
de fundo branco.
129.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Branco
❑ Maleabilização por descarbonetação:
129
8. Ferro Fundido Maleável
▪ Ciclo térnmico:
✓ A: acima da temperatura
crítica, tem-se
descarbonetação intensa
superficial (até 5 mm) e
grafitização (Cem → F + G)
em peças grossas (mais
lento);
✓ B: continua a grafitização,
originando mais grafita;
✓ C: Caso haja carbono livre,
forma-se perlita.
▪ Microestrutura:
✓ Até 5 mm: ferrita;
✓ 5 a 15 mm: F + G (nódulos).
130.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Branco
❑ Maleabilização por descarbonetação:
130
8. Ferro Fundido Maleável
131.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Branco
❑ Maleabilização por descarbonetação:
131
8. Ferro Fundido Maleável
132.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Branco
❑ Maleabilização por descarbonetação:
132
8. Ferro Fundido Maleável
133.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
133
8. Ferro Fundido Maleável
Composição química recomendada para o ferro fundido
branco inicial para produção de ferro fundido maleável de
fundo preto.
❑ Mais importante;
❑ Normas:
▪ ASTM A197 (2015);
▪ ASTM A608 (2012).
❑ Produção:
▪ Solidifica em toda seção como FoFo
branco;
▪ Tratado termicamente para decompor
cementita em grafita
▪ Grafita: nódulos rendilhados.
134.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
134
8. Ferro Fundido Maleável
135.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
135
8. Ferro Fundido Maleável Reconstrução tridimensional de
grafita esferoidizada em ferro
fundido nodular. Cortes
produzidos por FIB e imagens
obtidas por MEV.
Reconstrução tridimensional de nódulo
de grafita em ferro fundido maleável.
Cortes produzidos por FIB e imagens
obtidas por MEV. Observa-se que,
dependendo do plano de corte, é
possível produzir seções não
conectadas, no plano de corte, a partir de
uma única partícula de grafita.
136.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
136
8. Ferro Fundido Maleável
❑ Maleabilização por grafitização:
▪ Atmosfera neutra;
▪ A:
✓ Grafitização da cementita livre;
✓ Hora a dias, a depender da
espessura e comp. Química;
✓ Não ultrapassar 950°C
(descarbonetação).
▪ B:
✓ Grafitização da cementita que
sai da austenita;
✓ Entre 760 e 690°C;
✓ A → P → F + G.
▪ C:
✓ Grafitização da cementita da
perlita.
Representação esquemática do ciclo de
maleabilização por grafitização.
137.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
137
8. Ferro Fundido Maleável
138.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
138
8. Ferro Fundido Maleável
139.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
139
8. Ferro Fundido Maleável
140.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
140
8. Ferro Fundido Maleável
❑ Maleabilização por grafitização:
▪ Para maiores resistências
mecânicas:
✓ Matriz perlítica;
✓ Matriz perlítica-martensítica.
141.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Ferro Fundido Maleável de Fundo Preto
141
8. Ferro Fundido Maleável
142.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Ductilidade:
▪ Ultrapassa 10% no alongamento;
▪ Intermediário entre o aço e o FoFo cinzento.
142
8. Ferro Fundido Maleável
143.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Usinabilidade:
▪ Melhor entre as ligas ferrosas com mesma resistência mecânica.
143
8. Ferro Fundido Maleável
144.
Prof. Gabriel deCastro Coêlho MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II
Propriedades Mecânicas
❑ Resistência à corrosão:
▪ Muito boa em diversas aplicações;
▪ Camada superficial desenvolvida
durante maleabilização;
▪ Ferrita + Si (0,80 a 1,70%);
▪ Quando atacada, desenvolve produto
passivador de alta aderência.
❑ Resistência ao desgaste:
▪ Maleáveis perlíticos – maior resistência
ao desgaste;
▪ Recomendadas para aplicações com
atrito.
144
8. Ferro Fundido Maleável
Aplicações
❑ Conexões para tubulações hidráulicas;
❑ Conexões para linhas de transmissão
elétrica;
❑ Correntes;
❑ Suportes de mola;
❑ Caixas de direção;
❑ Caixas de diferencial;
❑ Cubos de roda;
❑ Sapatas de freio;
❑ Pedais de embreagem e freio;
❑ Bielas;
❑ Colares de tratores;
❑ Caixas de engrenagens, etc.