UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA AMBIENTAL




FISICA EXPERIMENTAL – 1




                          Relatorio apresentado pelos
                          acadêmicos do primeiro
                          período do curso de
                          graduação em Engenharia
                          Ambiental, com finalidade
                          avaliativa, ao professor
                          Mestre Moises.




                                                        4
Introdução
       Chama-se força de atrito estático a força que se opõe ao início do movimento
entre as superfícies, ou o atrito de rolamento de uma superfície sobre a outra.

                                                                                  5
Quando se tenta empurrar uma caixa em repouso em relação ao solo, nota-se que
se pode gradualmente ir aumentando a força sobre a caixa sem que esta se mova. A
força se opõe à força aplicada sobre a caixa, e esta se soma para dar uma resultante nula
de força. O que é necessário para manter a caixa em repouso é justamente o atrito
estático que atua na caixa. A força de atrito estático é em módulo igual ao da
componente desta força paralela à superfície, e iguala-se à de atrito estático máxima.




         E a força de atrito estático máxima relaciona-se com a força normal da seguinte
forma:
                                                   
                                                        
                                    F  F at . E   e N

         No qual  e é o coeficiente de atrito estático e N é o módulo da força normal
devido ao contato com o plano.




         1. Objetivos
         Calcular o coeficiente de atrito estático no contanto entre um bloco de madeira e
esponja e a superfície de uma mesa.




         2. Materiais e métodos utilizados
         Neste experimento, foram utilizados os seguintes materiais:


        Mesa

                                                                                         6
      Bloco de madeira e esponja
      Dinamômetro
      Massas aferidas




       Sobre a superfície da mesa, orientada horizontalmente, colou-se o bloco de
madeira, com uma massa conhecida acoplada, sempre com a mesma posição inicial.
Com o dinamômetro preso ao sistema (bloco e massa), puxou-se até que se chegasse à
eminência de movimento. Percebida a eminência, registrou-se o valor da força
necessária.Assim, completou-se a tabela mostrada mais abaixo e construiu-se um
gráfico força versus peso a fim de determinar o coeficiente de atrito estático entre as
superfícies.




                                                                                     7
3. Resultados e Discussão
       A tabela abaixo mostra as medições e os dados calculados:


       Primeiramente com a parte de esponja em contato com a superfície da mesa.
SUPERICIE EM CONTATO                                       TAMPO DA MESA E ESPONJA
FORCAS APLICADAS EM NEWTONS (N)                            OCORRENCIA DE MOVIMENTO (SIM) ou (NÃO)
                          0,2                                                             NÃO
                          0,4                                                             SIM
                          0,6                                                             SIM
                          0,8                                                             SIM
                          1,0                                                             SIM
                          1,2                                                             SIM
                          1,4                                                             SIM
                          1,6                                                             SIM


       Observou-se que o valor aproximado da menor forca capaz de iniciar o movimento entre a superfície esponjosa do corpo e a superfície da
mesa foi de 0,3 N.
       Viramos o corpo de prova e deixamos a superfície de madeira em contato com a mesa e repetimos os atos anteriores.



                                                                                                                                           8
SUPERICIE EM CONTATO                                           TAMPO DA MESA E MADEIRA
FORCAS APLICADAS EM NEWTONS (N)                                OCORRENCIA DE MOVIMENTO (SIM) ou (NÃO)
                            0,2                                                                 SIM
                            0,4                                                                 SIM
                            0,6                                                                 SIM
                            0,8                                                                 SIM
                            1,0                                                                 SIM
                            1,2                                                                 SIM
                            1,4                                                                 SIM
                            1,6                                                                 SIM



       O valor aproximado da menor forca aplicada capaz de iniciar o movimento foi de 0,2 N, menor que a medição anterior, tal fato se
justifica, provavelmente, pelo atrito entre a superfície da mesa e a madeira ser menor que o atriro entre a superfície da mesa e a esponja.
       Os valores de 0,2 e 0,3 N são referentes a forca necessária para vencer a forca de atrito que há entre o corpo de prova e a mesa, tais
valores são aproximados devido a fatores exógenos que ocorreram nos experimentos.Segundo as leis da mecânica newtoniana “ um corpo em
repouso, assim permanecera, a menos que uma forca resultante externa venha a atuar sobre o mesmo”, Nos casos supra, forcas menores a 0,2 e




                                                                                                                                              9
0,3 são incapazes de mover o objeto de prova pelo fato da resultante de forcas serem nulas, pois a normal tem o mesmo modulo e sentido oposto
a forca peso que in casu foi medida em dinamômetro com modulo de N=P=0,7 N.
       Atraves das decomposições de forca e das leis de Newton foi possível medir a força de atrito estático entre a superfície esponjosa ea
superificie da mesa cujo modulo é 0,3 N e entre a superfície de madeira e a superfície da mesa cujo o modulo é de 0,2 N.
                                   
                                        
       Pela formula F  F at . E   e N
                                                   calculamos os coeficientes de atrito estático entre a superificie esponjosa e a mesa cujo valor foi
de 0.42 e entre a superfície de madeira e a superfície da mesa, que o valor foi de 0,28. Notamos que realmente o atrito da superfície de madeira
com a superfície da mesa é menor que o atrito da superfície esponjosa com a superfície da mesa, fato que explica as forcas medidas no
dinamômetro para retirar o corpo de prova da situação de inércia.Destaca-se que se não existisse atrito e fosse uma condição ideal, tanto a
superfície esponjosa como a superfície de madeira teriam o mesmo modulo de forca para romper a situação inercial e realizaria um movimento
retilíneo uniforme.
       Todavia nas condições em que foram realizadas as medições e tentando manter uma baixa velocidade e o mais próximo possível de um
movimento retilíneo uniforme notou-se necessária a aplicação de uma força F=0,44 N e a força de atrito cinético entre as superfícies possu~i o
mesmo valor em modulo, a mesma direção, mas sentido aposto a forca aplicada. O coeficiente de atrito cinetico calculado através da formula
supracitada foi de 0,62, valor superior ao coeficiente de atrito estático, ou seja, a força para manter o corpo de prova em movimento é maior que
a força para retirar o corpo de prova da situação inercial.




                                                                                                                                                   10
Experimento 03: Condições de equilíbrio de um móvel sobre um plano inclinado.

Com o auxílio do dinamômetro obtivemos a medida do peso do móvel formado pelo conjunto
carro e 2 massas acopladas, de 1,70 N.

Montamos o plano inclinado para o ângulo de 15°, fixamos o dinamômetro entre os dois
parafusos no topo do plano inclinado e verificamos o valor zero no mesmo , posteriormente
prendemos o conjunto do carrinho no dinamômetro, obtivemos a leitura de 0,36N, que “in
casu” trata-se ta força de tensao e cujo o modulo da intensidade, em condições ideais, é igual
a componente da força peso no eixo ‘x’, mas no experimento não estamos diante do caso
ideal, possuí a mesma direção, qual seja de 15 graus com a horizontal, mas sentido oposto a
Px. Feito isso podemos observar através da figura infra o diagrama de forças atuantes no
carrinho.




                         Diagrama de forças atuantes em um corpo. Fonte:
  http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/figuras/pi12.GIF acesso em 16/06/10.



Onde:

PX = P.sen 15°                          PY = P.cos 15°                   Fat = Tensão
PX = 1,70.sen15°                        PY = 1,70.cos 15°                T = 0,36N
PX = 0,45N                              PY = 1,65N



Caso o móvel fosse solto do dinamômetro, ele desceria do plano inclinado, pois a força de
tensão deixaria de atuar no sistema, fazendo com que a força resultante do eixo ‘x’ seja igual a
Px, que por conseguinte faz com que o objeto desloque na mesma direção e sentido da antes
dita componente, os fatores que influenciam para tanto são a aceleração da gravidade e a
massa do objeto.

A orientação da força normal (FN) é sempre perpendicular ao plano inclinado e tem como vetor
diametralmente a componente vertical do peso (PY), como o conjunto do carrinho não possui
movimento na vertical a força normal (FN) é igual a PY, de valor a 1,65N (calculada
anteriormente)

A diferença entre PX e tensão do dinamômetro é:

                                                                                                11
0,45 – 0,36 = 0,09N

O percentual de erro é calculado por:

                                        Erro (%) =

                                            Erro = 20%

Tal margem de erro é devida ao fato anteriormente dito de que n”ao estamos diante de uma
condição ideal.

Caso, o topo do plano inclinado fosse elevado para 90°, as componentes do peso passariam a
ser:

                    PX = P.sen 90°                            PY = P.cos 90°
                       PX = P.1                                  PY = P.0
                        PX = P                                    PY = 0

Logo, temos que a componente horizontal do peso (PX) passa a ser igual ao próprio peso, e a
componente vertical passa a ser nula.




   6. Referências Bibliográficas



       MACEDO, Zélia S.; MAIA, Ana F.; VALERIO, Mário E. G.; Apostila de
Laboratório de Física A; UFS; 2009.




       RAYMOND A. Serway, JEWETT, John W. “Princípios de Física – Mecânica
Clássica”, volume 1, Cengage Learning, 2008.




       YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN, Roger A.; “Sears & Zemansky - Física I –
Mecânica”. 12ª edição, Addison Wesley, 2008.




                                                                                        12
13

03 -atrito_estático

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DOTOCANTINS GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA AMBIENTAL FISICA EXPERIMENTAL – 1 Relatorio apresentado pelos acadêmicos do primeiro período do curso de graduação em Engenharia Ambiental, com finalidade avaliativa, ao professor Mestre Moises. 4
  • 2.
    Introdução Chama-se força de atrito estático a força que se opõe ao início do movimento entre as superfícies, ou o atrito de rolamento de uma superfície sobre a outra. 5
  • 3.
    Quando se tentaempurrar uma caixa em repouso em relação ao solo, nota-se que se pode gradualmente ir aumentando a força sobre a caixa sem que esta se mova. A força se opõe à força aplicada sobre a caixa, e esta se soma para dar uma resultante nula de força. O que é necessário para manter a caixa em repouso é justamente o atrito estático que atua na caixa. A força de atrito estático é em módulo igual ao da componente desta força paralela à superfície, e iguala-se à de atrito estático máxima. E a força de atrito estático máxima relaciona-se com a força normal da seguinte forma:     F  F at . E   e N No qual  e é o coeficiente de atrito estático e N é o módulo da força normal devido ao contato com o plano. 1. Objetivos Calcular o coeficiente de atrito estático no contanto entre um bloco de madeira e esponja e a superfície de uma mesa. 2. Materiais e métodos utilizados Neste experimento, foram utilizados os seguintes materiais:  Mesa 6
  • 4.
    Bloco de madeira e esponja  Dinamômetro  Massas aferidas Sobre a superfície da mesa, orientada horizontalmente, colou-se o bloco de madeira, com uma massa conhecida acoplada, sempre com a mesma posição inicial. Com o dinamômetro preso ao sistema (bloco e massa), puxou-se até que se chegasse à eminência de movimento. Percebida a eminência, registrou-se o valor da força necessária.Assim, completou-se a tabela mostrada mais abaixo e construiu-se um gráfico força versus peso a fim de determinar o coeficiente de atrito estático entre as superfícies. 7
  • 5.
    3. Resultados eDiscussão A tabela abaixo mostra as medições e os dados calculados: Primeiramente com a parte de esponja em contato com a superfície da mesa. SUPERICIE EM CONTATO TAMPO DA MESA E ESPONJA FORCAS APLICADAS EM NEWTONS (N) OCORRENCIA DE MOVIMENTO (SIM) ou (NÃO) 0,2 NÃO 0,4 SIM 0,6 SIM 0,8 SIM 1,0 SIM 1,2 SIM 1,4 SIM 1,6 SIM Observou-se que o valor aproximado da menor forca capaz de iniciar o movimento entre a superfície esponjosa do corpo e a superfície da mesa foi de 0,3 N. Viramos o corpo de prova e deixamos a superfície de madeira em contato com a mesa e repetimos os atos anteriores. 8
  • 6.
    SUPERICIE EM CONTATO TAMPO DA MESA E MADEIRA FORCAS APLICADAS EM NEWTONS (N) OCORRENCIA DE MOVIMENTO (SIM) ou (NÃO) 0,2 SIM 0,4 SIM 0,6 SIM 0,8 SIM 1,0 SIM 1,2 SIM 1,4 SIM 1,6 SIM O valor aproximado da menor forca aplicada capaz de iniciar o movimento foi de 0,2 N, menor que a medição anterior, tal fato se justifica, provavelmente, pelo atrito entre a superfície da mesa e a madeira ser menor que o atriro entre a superfície da mesa e a esponja. Os valores de 0,2 e 0,3 N são referentes a forca necessária para vencer a forca de atrito que há entre o corpo de prova e a mesa, tais valores são aproximados devido a fatores exógenos que ocorreram nos experimentos.Segundo as leis da mecânica newtoniana “ um corpo em repouso, assim permanecera, a menos que uma forca resultante externa venha a atuar sobre o mesmo”, Nos casos supra, forcas menores a 0,2 e 9
  • 7.
    0,3 são incapazesde mover o objeto de prova pelo fato da resultante de forcas serem nulas, pois a normal tem o mesmo modulo e sentido oposto a forca peso que in casu foi medida em dinamômetro com modulo de N=P=0,7 N. Atraves das decomposições de forca e das leis de Newton foi possível medir a força de atrito estático entre a superfície esponjosa ea superificie da mesa cujo modulo é 0,3 N e entre a superfície de madeira e a superfície da mesa cujo o modulo é de 0,2 N.     Pela formula F  F at . E   e N calculamos os coeficientes de atrito estático entre a superificie esponjosa e a mesa cujo valor foi de 0.42 e entre a superfície de madeira e a superfície da mesa, que o valor foi de 0,28. Notamos que realmente o atrito da superfície de madeira com a superfície da mesa é menor que o atrito da superfície esponjosa com a superfície da mesa, fato que explica as forcas medidas no dinamômetro para retirar o corpo de prova da situação de inércia.Destaca-se que se não existisse atrito e fosse uma condição ideal, tanto a superfície esponjosa como a superfície de madeira teriam o mesmo modulo de forca para romper a situação inercial e realizaria um movimento retilíneo uniforme. Todavia nas condições em que foram realizadas as medições e tentando manter uma baixa velocidade e o mais próximo possível de um movimento retilíneo uniforme notou-se necessária a aplicação de uma força F=0,44 N e a força de atrito cinético entre as superfícies possu~i o mesmo valor em modulo, a mesma direção, mas sentido aposto a forca aplicada. O coeficiente de atrito cinetico calculado através da formula supracitada foi de 0,62, valor superior ao coeficiente de atrito estático, ou seja, a força para manter o corpo de prova em movimento é maior que a força para retirar o corpo de prova da situação inercial. 10
  • 8.
    Experimento 03: Condiçõesde equilíbrio de um móvel sobre um plano inclinado. Com o auxílio do dinamômetro obtivemos a medida do peso do móvel formado pelo conjunto carro e 2 massas acopladas, de 1,70 N. Montamos o plano inclinado para o ângulo de 15°, fixamos o dinamômetro entre os dois parafusos no topo do plano inclinado e verificamos o valor zero no mesmo , posteriormente prendemos o conjunto do carrinho no dinamômetro, obtivemos a leitura de 0,36N, que “in casu” trata-se ta força de tensao e cujo o modulo da intensidade, em condições ideais, é igual a componente da força peso no eixo ‘x’, mas no experimento não estamos diante do caso ideal, possuí a mesma direção, qual seja de 15 graus com a horizontal, mas sentido oposto a Px. Feito isso podemos observar através da figura infra o diagrama de forças atuantes no carrinho. Diagrama de forças atuantes em um corpo. Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/figuras/pi12.GIF acesso em 16/06/10. Onde: PX = P.sen 15° PY = P.cos 15° Fat = Tensão PX = 1,70.sen15° PY = 1,70.cos 15° T = 0,36N PX = 0,45N PY = 1,65N Caso o móvel fosse solto do dinamômetro, ele desceria do plano inclinado, pois a força de tensão deixaria de atuar no sistema, fazendo com que a força resultante do eixo ‘x’ seja igual a Px, que por conseguinte faz com que o objeto desloque na mesma direção e sentido da antes dita componente, os fatores que influenciam para tanto são a aceleração da gravidade e a massa do objeto. A orientação da força normal (FN) é sempre perpendicular ao plano inclinado e tem como vetor diametralmente a componente vertical do peso (PY), como o conjunto do carrinho não possui movimento na vertical a força normal (FN) é igual a PY, de valor a 1,65N (calculada anteriormente) A diferença entre PX e tensão do dinamômetro é: 11
  • 9.
    0,45 – 0,36= 0,09N O percentual de erro é calculado por: Erro (%) = Erro = 20% Tal margem de erro é devida ao fato anteriormente dito de que n”ao estamos diante de uma condição ideal. Caso, o topo do plano inclinado fosse elevado para 90°, as componentes do peso passariam a ser: PX = P.sen 90° PY = P.cos 90° PX = P.1 PY = P.0 PX = P PY = 0 Logo, temos que a componente horizontal do peso (PX) passa a ser igual ao próprio peso, e a componente vertical passa a ser nula. 6. Referências Bibliográficas MACEDO, Zélia S.; MAIA, Ana F.; VALERIO, Mário E. G.; Apostila de Laboratório de Física A; UFS; 2009. RAYMOND A. Serway, JEWETT, John W. “Princípios de Física – Mecânica Clássica”, volume 1, Cengage Learning, 2008. YOUNG, Hugh D.; FREEDMAN, Roger A.; “Sears & Zemansky - Física I – Mecânica”. 12ª edição, Addison Wesley, 2008. 12
  • 10.