Ética
• Definição: Éa disciplina filosófica que estuda os princípios e valores
que devem orientar a conduta humana, buscando definir o que é certo
e errado, justo e injusto.
• Origem: Deriva do grego ethos, que significa caráter, modo de pensar.
• Função: Procura a reflexão sobre as ações e o comportamento
humano, considerando-o de forma ampla e universal.
5.
Moral
• Definição: Éo conjunto de normas, costumes e regras que
determinam o comportamento de um grupo social em um
determinado tempo e contexto cultural.
• Origem: Vem do latim mos, mores, que se refere a costumes,
hábitos e regras de conduta.
• Características: É particular e cultural, podendo variar entre
diferentes sociedades e épocas.
6.
Valores éticos sãoprincípios fundamentais que
orientam o comportamento e as decisões humanas,
baseados na ideia de certo e errado e na busca por
um convívio social justo e harmonioso.
7.
Valores
• Definição: Sãoprincípios ou qualidades que orientam o indivíduo
na sua tomada de decisões e nas suas ações, sendo considerados
importantes e desejáveis.
• Exemplos: Honestidade, respeito, justiça, liberdade, dignidade.
• Características: Ao contrário das normas morais, os valores são
considerados universais e atemporais, sendo o fundamento das
normas.
O termo "bioética"é a união das palavras gregas bios (vida) e
ethos (costume, moralidade). É um campo interdisciplinar que
estuda questões morais relacionadas à vida, abrangendo a
vida humana, animal e ambiental, especialmente em contextos
de saúde, biologia e tecnologia.
12.
Bioética
• Definição: Éa reflexão ética sobre as questões morais e sociais
geradas pelos avanços da biologia e da medicina, impactando a vida e
a saúde.
• Origem: É um campo da ética aplicada que surgiu como resposta às
implicações das tecnociências biomédicas nas sociedades
democráticas.
Responsabilidade
Profissional
O técnico deenfermagem deve
agir com competência e ética,
garantindo a segurança e o bem-
estar do paciente. Isso envolve
seguir protocolos e manter-se
atualizado, minimizando riscos.
16.
Erros de
Enfermagem:
Conceito
• Falhaativa ou omissão no cuidado de
enfermagem.
• Diferente de intercorrência (evitável) e
evento adverso (dano).
• Pode causar dano ao paciente, físico
ou psicológico.
• Gera responsabilidade legal e ética ao
profissional.
17.
Tipos de ErrosComuns
Medicação Incorreta
Administração de
dose errada, via
inadequada ou
medicamento trocado.
Pode causar danos
graves ao paciente.
Identificação do
Paciente
Falha em confirmar a
identidade antes de
procedimentos ou
medicação. Leva a
erros críticos e riscos
à segurança.
Falhas em
Procedimentos
Execução inadequada
de técnicas ou falta
de assepsia. Aumenta
risco de infecções e
complicações.
18.
Negligência e
Imprudência
Imperícia
Negligência éa falta de cuidado ou
omissão. Ex: Não verificar sinais
vitais de paciente grave.
Imprudência é agir de forma
precipitada e sem cautela. Ex:
Administrar medicamento sem
conferir a dose.
Imperícia é a falta de habilidade ou
conhecimento técnico necessário. Ex:
Realizar um procedimento complexo
sem o treinamento adequado. Pode
gerar danos ao paciente.
19.
Responsabilidade
Civil
Erros na enfermagempodem gerar
responsabilidade civil, obrigando o
profissional a indenizar o paciente ou
sua família por danos. Isso ocorre
quando há culpa ou dolo, causando
prejuízo direto.
20.
Implicações Legais
e Éticas
•Erros geram processos judiciais
(cível, criminal).
• Conselhos (COREN/COFEN) abrem
processos éticos.
• Documentação completa é sua maior
defesa.
• Negligência, imprudência, imperícia:
evite-as!
21.
Prevenção de Erros
DuplaChecagem
Sempre verifique medicamentos e
procedimentos com outro profissional.
Comunicação Eficaz
Use protocolos claros para transmitir
informações importantes e vitais.
Educação Continuada
Mantenha-se atualizado com novas
práticas e tecnologias em saúde.
22.
Eutanásia: Definição
É aprática de abreviar a vida de um paciente com sofrimento incurável
e irreversível. Diferencia-se da distanásia (prolongamento inútil da vida)
e da ortotanásia (morte natural, sem intervenções desnecessárias).
23.
Tipos de Eutanásia
EutanásiaAtiva e Passiva
Ativa: Ação direta para causar a
morte (ex: administração de fármaco
letal). Passiva: Omissão de
tratamento que prolongaria a vida
(ex: desligar aparelhos).
Eutanásia Voluntária e
Involuntária
Voluntária: Realizada com
consentimento explícito do paciente.
Involuntária: Sem consentimento, por
incapacidade do paciente de decidir.
24.
Eutanásia:
Perspectiva
Legal
No Brasil, aeutanásia é crime,
tipificada como homicídio
privilegiado ou doloso. Em
contraste, países como Holanda e
Bélgica a legalizaram sob
condições rigorosas. A legislação
varia globalmente.
Justiça cega: símbolo da imparcialidade da lei
no Brasil.
25.
A eutanásia confrontaa autonomia do
paciente com o dever de preservar a vida
e o juramento profissional. É um debate
complexo sobre o direito de escolha e a
ética médica.
26.
Ortotanásia e
Enfermagem
Ortotanásia éa morte digna, sem
prolongar artificialmente o sofrimento. A
enfermagem busca aliviar a dor e
garantir conforto, conforme Resolução
CFM 1.995/2012, respeitando o
processo natural do fim da vida.
27.
Sigilo Profissional
É aobrigação de manter em segredo
informações confidenciais obtidas na
profissão. Essencial para construir
confiança com o paciente e assegurar
sua privacidade. A violação pode gerar
consequências éticas e legais.
28.
Base Legal doSigilo Profissional
• Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE).
• DEVER ético e legal de manter confidencialidade.
• Constituição Federal: direito à intimidade e vida privada.
• Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também se aplica.
29.
Quebra de Sigilo:Exceções
Risco Iminente
Quando há risco grave e
iminente à vida do
paciente ou de terceiros, a
quebra é permitida para
proteger vidas.
Notificação
Compulsória
Doenças específicas (ex:
tuberculose, sarampo)
devem ser notificadas às
autoridades de saúde, por
lei.
Determinação Judicial
Uma ordem judicial formal
pode obrigar o profissional
a revelar informações
sigilosas em um processo.
30.
Consequências da Quebrado
Sigilo
A quebra do sigilo profissional sem justificativa legal acarreta sérias
sanções. O enfermeiro pode enfrentar advertências éticas, multas e
processos civis por danos morais. Em casos graves, há risco de
processo criminal.
31.
Privacidade e SigiloDigital
Prontuários eletrônicos e redes sociais desafiam o sigilo. A proteção de dados digitais
do paciente é crucial e exige atenção constante.
32.
Transfusão Sanguínea:
Recusa Religiosa
Arecusa de transfusão sanguínea por motivos religiosos, como pelas
Testemunhas de Jeová, baseia-se em interpretações bíblicas. Isso gera
um complexo dilema bioético para os profissionais de enfermagem.
33.
Autonomia do PacienteDever de Preservar a
Vida
O paciente tem o direito de decidir
sobre seu próprio corpo e tratamento.
Isso inclui aceitar ou recusar
procedimentos. É o respeito à sua
vontade e valores pessoais.
O profissional de enfermagem tem o
dever ético e legal de preservar a vida.
Em emergências, este dever pode
entrar em conflito com a autonomia. É
um dilema complexo.
34.
Decisão em PacientesAdultos
• Respeito à autonomia do paciente consciente.
• Legislação brasileira ampara recusa de tratamento.
• Código de Ética de Enfermagem: dever de informar.
• Documentar recusa e informar equipe médica.
35.
Decisão em
Menores de
Idade
Emmenores, decisões complexas
exigem intervenção judicial. O
direito à vida da criança prevalece,
garantindo tratamento vital.
Enfermeiros devem documentar e
comunicar a situação.
Criança recebe atenção médica após resgate,
com intervenção judicial.
36.
Alternativas à TransfusãoSanguínea
Expansores de
Volume
Restauram o volume
circulante sem
hemácias. Soluções
cristaloides e coloides
são exemplos comuns
para manter a pressão
arterial.
Eritropoetina (EPO)
Estimula a medula
óssea a produzir mais
glóbulos vermelhos. É
usada para tratar
anemia, aumentando a
contagem de hemácias.
Técnicas Cirúrgicas
Cirurgias minimamente
invasivas reduzem a
perda sanguínea. O uso
de bisturis harmônicos
e eletrocautérios
também minimiza o
sangramento.
37.
Prática Segura eHumanizada?
Como a ética e a legislação moldam a enfermagem, garantindo
segurança ao paciente e ao profissional, e promovendo uma prática
verdadeiramente humanizada?
38.
Reflexão Final: OCaminho
Contínuo da Ética
A ética é um pilar constante na enfermagem técnica, exigindo reflexão
diária e busca por conhecimento. Sua atuação faz a diferença na vida
dos pacientes, pautada sempre pela responsabilidade e humanidade.
39.
OBRIGADA!
• A bioéticaguia decisões complexas na
enfermagem.
• Erros têm graves implicações legais e
éticas.
• Respeitar a autonomia do paciente é
fundamental.
• Sigilo protege a confiança; quebra tem
consequências.
• Aprimore-se para uma prática segura e
humanizada.