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                                                                                Texto > Paulo Canas*




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Volta: Etapas do Porto a Santiago
                Partida                 Chegada                 km
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dificuldade normal onde passará nova-              Pouco tempo depois estará a pedalar
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Artigo BTT Do Porto a Santiago De Compostela Revista Performance

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Artigo elaborado para a Revista Perfomance fruto de uma viagem de BTT do Porto a Santiago de Compostela com o apoio da SportZone.

Publicada em: Turismo, Espiritual
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Artigo BTT Do Porto a Santiago De Compostela Revista Performance

  1. 1. outdoor Texto > Paulo Canas* Pelos Caminhos Em BTT de Santiago E Os Caminhos de Santiago de Compostela são uma das m Santiago de Compostela, en- contra-se o Túmulo de Santiago mais importantes marcas de identidade da cultura “o Maior”. Ele era um dos 12 europeia. A Performance foi à descoberta dos caminhos Apóstolos de Jesus Cristo e a razão de inúmeras peregrinações prove- portugueses por trajectos antigos que cruzam bosques, nientes de toda a Europa. Independen- aldeias, vilas e cidades históricas. Do Porto a Santiago temente dos motivos religiosos e cultu- rais que têm vindo a mover um denso e de Compostela: uma excelente proposta secular fluxo de pessoas por esta árdua de passeio em BTT! caminhada, os caminhos de Santiago encontram-se repletos de subidas infin- dáveis, descidas aparatosas e trilhos povoados pelas mais belas paisagens rurais que possamos encontrar em terras luso-galaicas. Junte um grupo de aman- tes de btt e parta para a verdadeira aventura. E lembre-se: o espírito de equi- pa determina a performance. Antes de partir: atleta e bicicleta em boa forma Antes de iniciar esta “cruzada” em btt, há que ter em atenção alguns factores cruciais ao seu sucesso, nomeadamente: forma física, alimentação, preparação da bicicleta e a planificação do itinerário a seguir. No que concerne à preparação física, Marco Fidalgo (www.marcofidalgo.com), atleta internacional de btt (nas vertentes de down hill, free ride, 4X e mini MX) e imagem da marca BERG Cycle (www.sportzone.pt), refere que a diversi- dade do percurso aliada aos diferentes níveis de dificuldade carece de uma adaptação prévia (um mês pelo menos) em caminhos e zonas de piso irregular. Deve-se treinar um pouco cada dia e aumentar gradualmente as distâncias e o nível de dificuldade. Para além disso, há que ter em mente vários aspectos que importam treinar: rotatividade dos músculos inferiores, quantidade de quilómetros percorridos, sprints, endurance e resistência. A preparação da bicicleta não deverá ser descurada nesta aventura. Apesar de exis- tirem oficinas de bicicletas em vários pontos do percurso, é aconselhável efectuar uma revisão geral para prevenir complicações que possam ocorrer e atrasar a realização do itinerário planea- do. É fundamental não deixar nenhum equipamento por experimentar antes de partir – tanto materiais como indumentá- ria – e dispor de alguns conhecimentos básicos da mecânica da bicicleta. Se possível, é aconselhável a presença de 64 PERFORMANCE
  2. 2. outdoor Hidratação: beba a melhor solução O desempenho desejado depende não só da forma física como também de uma correcta ingestão de alimen- tos e de uma hidratação constante. A desidratação pode afectar o desempe- nho físico. Paula Cristino, nutricionista do Club Clínica das Conchas (www.clinicada sconchas.pt), adverte para o facto de a ingestão de alimentos líquidos na bicicleta ser facilitada, sendo as bebidas isotónicas a melhor opção: permitem repor sódio, potássio e sais minerais perdidos no suor. A ingestão de líquidos após cada etapa realizada um carro de apoio para o caso de ser uma se em velhos caminhos rurais que nos deve ser equivalente a 150% do peso equipa de dimensões consideráveis. conduzem ao magnífico Vale Lima num perdido: a perda de 1 kg implica a percurso fantástico. Depois de percorrer ingestão de 1,5 l de líquidos. Peregrino em btt: obtenha a credencial a Facha, a Seara e a Correlhã, entrará em Para fazer este percurso pelos Caminhos Ponte de Lima pela Av. dos Plátanos de Santiago, o primeiro passo será obter sempre junto ao Rio. a credencial de peregrino. Este documen- Saindo desta última cidade e atravessan- to permite o acesso aos albergues de do uma ponte gótico-romana de 25 ar- que assinala o local onde os retardatários peregrinos que oferecem a hospitalidade cos, mergulhará em trilhos enlameados e do Exército de Napoleão foram embosca- durante o caminho e também o acesso à outros tantos salpicados de olivais e dos pela população, na invasão de 1809. “Compostela” (certificação da peregrina- vinhedos que circundam algumas quin- Mais tarde, entrará na bacia do Rio Mi- ção) na Oficina do Peregrino em Santia- tas. A partir deste ponto são requisitadas nho pelo Vale do Coura onde a jornada go de Compostela. todas as energias possíveis necessárias à até Valença será dificultada pelo cansaço prossecução do caminho. acumulado. I. Porto a Barcelos 50km Posto isto, começamos a avistar a Serra Se optar por programar a sua pere- da Labruja bafejada com um manto de III. Valença a Caldas de Reis 73 km grinação em btt a partir do Porto, o seu arvoredo onde se escondem os dois Portugal fica para trás e com ele os início deverá ser, sem dúvida, a Sé Cate- quilómetros mais extenuantes. Portanto, trilhos mais complicados desta rota. Atra- dral. Provavelmente será o percurso que terá de carregar a sua bicicleta às costas vessando a ponte metálica até Tui, en- mais quilómetros de estrada terá e com pelo que o ponto de viragem para esta contra a Catedral de Santa María de Tui tráfego muito intenso. árdua subida está localizado na Capela onde pode carimbar o seu passaporte. O Seguindo as setas amarelas que se encon- da N. Sr.ª das Neves. caminho continua pela estrada N-550, tram pelo mobiliário urbano, paredes e A meio da encosta poderá encontrar sempre paralela ao caminho, e que calçada, não pode perder a Torre dos novo fôlego junto à Cruz dos Franceses servirá de guia até Santiago de Compos- Clérigos, o último ex-líbris da cidade in- victa, e a rua da Cedofeita, a principal artéria comercial do Porto. Após percorrer a cidade da Maia, o cenário rural começa a sobrepor-se ao agitado cenário urbano e a actividade agrícola demarca a paisagem até à chega- da à vila de Vilarinho. Pouco depois, passará por uma ponte medieval sobre o Rio Ave e por extensas propriedades agrícolas onde o verde é a cor preponde- rante. Na chegada a Barcelos, o Rio Cávado é a porta de entrada para esta cidade marcada pelo célebre milagre do galo. II Barcelos a Valença 68km Este troço da rota é o mais complicado e possui um elevado grau de dificuldade. Repleto de subidas impossíveis de percor- rer em btt e descidas cheias de adrenali- na, este caminho prima pelas suas paisa- gens bucólicas merecedoras de algumas fotografias memoráveis. A partir de Barcelos a estrada transmuta- PERFORMANCE 65
  3. 3. outdoor Volta: Etapas do Porto a Santiago Partida Chegada km 1 Porto Vilarinho 25 km 2 Vilarinho S. Pedro de Rates 12 km 3 S Pedro de Rates Barcelos 14 km 4 Barcelos Ponte de Lima 30 km 5 Ponte de Lima Rubiães 19 km 6 Rubiães Valença 19 km 7 Valença/ Tuy Redondela 2 + 29 km 8 Redondela Pontevedra 18 km 9 Pontevedra Caldas de Reis 24 km 10 Caldas de Reis Padron 16 km 11 Padron Santiago 22 km Grau de Dificuldade: Médio Altura Ideal: Primavera e Outono Fonte: Associação Espaços Jacobeus (AEJ) www.jacobeus.web.pt Equipamento básico para o ciclista Calçado de bicicleta de montanha ou ténis de sola dura Luvas Capacete Óculos de sol Impermeável Estojo de ferramentas Camel Bag (mochila com depósito de água) T-Shirt e calções adequados à prática de BTT tela. Após vislumbrar uma magnífica panorâmica sobre a Ria Câmara-de-ar de Vigo é altura de acertar rumo até Redondela onde nos Bomba microscópica deparamos com a primeira origem do Caminho Português – Kit de remendos Igreja românica de Santiago. Protector solar Até Pontevedra terá oportunidade de percorrer uma das partes mais bonitas do Caminho. Atravessando o Rio Ullo e um cenário montanhoso exuberante, avizinham-se campos, vinhas e pomares. Já em Pontevedra não deixe de visitar a Basílica de Santa Maria “a Grande”. De Pontevedra até Caldas de Reis são 24 km com um grau de 66 PERFORMANCE
  4. 4. dificuldade normal onde passará nova- Pouco tempo depois estará a pedalar mente por alguns troços enlameados até pelos entrelaçados medievais característi- à cidade termal de destino. cos do estreito labirinto que o guiarão até à praça do Obradoiro e, finalmente, IV. Caldas de Reis a Santiago de à Catedral de Santiago de Compostela. Compostela 38 km Decerto no final desta prova de fogo à Mais uma distância a percorrer sem gran- sua forma física, nada é mais merecido des complicações e com quadros seduto- do que um bom descanso. Mas se ainda res. Prados e bosques antecedem a entra- tiver “pedalada”, aproveite a noite de Santia- da novamente na estrada N-550 que se go pois é considerada como uma das mais estende até à Igreja de St.ª Maria de bombásticas da província da Galiza. Carracedo. Mais uma vez a natureza ostenta orna- mentos de difícil comparação e que nos guiam até Padrón. Dica btt Se a sua Camel Bag ainda tiver Este destino encerra em si o Convento algum espaço livre. Ligue o seu leitor do Carmo e o padrão onde foi amarrada de MP3 a umas colunas portáteis a barca de Santiago e que deu nome a que pode colocar na parte exterior esta cidade. Viagem sem percalços A jornada de Padrón a Santiago é da sua mochila (presa aos elásticos que existem na maior parte das relativamente curta. Até lá existem dois Dicas de Marco Fidalgo pontos de grande interesse que não deve- mochilas) e terá animação imediata. Lembre-se de reduzir o volume ou rá perder: Colegiade de Santa Maria de Para este percurso, utilize um pneu mesmo desligar o aparato musical Iria Flavia e o magnífico Santuário da misto 1.9 no máximo 2.2; quando passa em locais religiosos. Nosa Señora da Escravitute. A altura do selim deverá estar correctamente ajustada para evitar lesões nos joelhos e tendões. Coloque-se em pé, ao lado da Contactos Úteis bicicleta, o selim deverá estar ao Obtenção da Credencial de Peregrino nível da sua cintura; Centro de Estudos Jacobeus Na bicicleta, os braços não devem Secretariado: S.A.O.M – Rua das Virtudes, 11 – 4050-630 Porto Telef.: 22 200 24 24 estar esticados mas ligeiramente flectidos. Nas descidas com pedras Albergues e Informações Gerais Centro de Estudos Galegos – Universidade Nova de Lisboa soltas, esta dica é crucial; http://ceg.fcsh.unl.pt/ A posição em cima da bicicleta é Amigos del Camino Portugués a Santiago sustida pelos antebraços e tricípites http://caminoportugues.iespana.es/caminoportugues/ Associação dos Amigos do Caminho de Santiago do Norte de Portugal e pela zona lombar, que sustenta o http://www.caminhoportugues.web.pt tronco. Portanto, as costas não Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago devem estar demasiado baixas para http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/ não forçar a zona lombar. Caminho de Santiago de Compostela – O Portal Peregrino http://www.caminhodesantiago.com Abasteça-se: pedalar com barras energéticas As refeições antes da viagem devem ser ricas em hidratos de carbono (8 a 10g/kg de peso) tais como: cereais, pão de mistura, fruta, massa e batata. E deverão ser realizadas 2 a 3 horas antes, de modo a evitar algum desconforto gástrico. Ao pequeno- almoço, aconselha-se pão de mistura, cereais, fruta com teor moderado de fibras (banana). Já durante o percurso, sandes com doces de fruta e barras energéticas são boas opções. O jantar, recomenda-se que seja rico em hidratos de carbono, pobre em gordura e moderado em proteínas: Agradecimentos: massas, cereais e batata. Sport Zone, Berg Cycle, Marco Fidalgo, Centro de Estudos Jacobeus e Club Clínica das Conchas *paulo.canas@kanguru.pt PERFORMANCE 67

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