Padre tiziano tizianello

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1º Padre de Ibitinga

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Padre tiziano tizianello

  1. 1. Padre Tiziano Tizianello Filho de Giuseppe Tizianel e Anna Bravin, conhecida pelo sobrenome Canella. Avós Paternas: Tiziano Tizianel e Maria Concket. Avô Materno: Gio Maria Bravin chamado Canella. 14 de Março de 1827 - Nasceu às 08 horas, na localidade de Gorgazzo, cidade de Polcenigo (PN), Itália, com o nome de TIZIANO TIZIANEL. Batizado no mesmo dia na Paróquia de S. Giácomo Apóstolo. Vide ato de batismo abaixo: Estudou no Seminário Episcopal de Portogruaro, mas no arquivo da Diocese de Concórdia-Pordenone consta que o atestado relativo ao diaconato foi expedido pela Diocese de Ceneda, hoje Diocese de Vittorio Vêneto, onde se encontra sua carta demissionária. Nota 1: Na Itália, os padres recebem a nomenclatura de Don antes de seus nomes. Exemplo: Don Tiziano, Don Massimo, Don Noé. Possível analogia: Como padre, adotou o nome de Don Tiziano Tizianello, talvez, quem sabe, pode ser, nunca se sabe, nunca se terá certeza, em homenagem ao pintor Tiziano Tizianello - 1570-1650 (este era homônimo do famoso pintor cadorino Tiziano Vecellio -1474/82-1576), pois há na igreja de San Lorenzo, na fração de Coltura, em Polcenigo (PN), a pintura chamada “Trinità con i Santi Lorenzo e Stefano”, realizada em volta de 1625. Muitos sobrenomes de famílias surgiram pelo nome do local onde moravam ou nasciam, do apelido, ou simplesmente gostar da palavra ou de algo.
  2. 2. Livro: “Breve Guida al Santuário della Santissima Trinità e alle altre chiese di Coltura”, Parrocchia di Coltura – 1999 – Polcenigo (PN), Itália. Nota 2 - Curiosidade: Foram 08 os pintores da Família Vecellio: O famoso pintor Tiziano Vecellio (1474/82-1576), seu irmão Francesco Vecellio (1475-1560), seu filho Orazio Vecellio (1515-1576), Fabrizio Vecellio (morto em 1560), Cesare Vecellio (morto em 1600), Tommaso (morto em 1629), Marco Vecellio – chamado Marco di Tiziano (1545-1611) e seu irmão Tiziano Vecellio, apelidado Tizianello ou chamado como Tiziano Tizianello II (1570-1650). Nota 3: Don Tiziano não pertencia a nenhuma ordem religiosa tanto na Itália como no Brasil, era clérigo. Em “Fotos” – Ultima Atualização – março/08, vide cópias dos livros originais do diaconato de Don Tiziano Tizianello na Diocese de Ceneda, hoje Vittorio Veneto, nos anos de 1848/49. Conforme informações, em 13/fev/2008, do Arquivo Histórico da Diocese de Concórdia-Pordenone, Itália, Don Tiziano Tizianello: - foi ordenado sacerdote em 1852; - De 1853 a 1864 foi capelão sucessivamente nas cidades de: - Santo Stino di Livenza (VE), - S. Giorgio al Tagliamento - fração de S.Michele al Tagliamento (VE), - Morsano (PN), - Valeriano – fração de Pinzano al Tagliamento (PN), - Vigonovo (VE) e - Fiume Veneto (PN). - Em 1860 foi residente em Polcenigo (PN),
  3. 3. - De 1865 a 1872 foi Pároco em Orcenico Superiore - cidade de Zoppola (PN), - Em 1873 foi residente em Polcenigo (PN). Onde: - VE ... cidade da Província de Veneza - PN ... cidade da Província de Pordenone Há no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo (SP), no Ipiranga, o processo nº. 99, de Padre Tiziano Tizianello, Seção Primeira e Padres Estrangeiros, de 04/outubro/1920, onde se encontram alguns documentos, resumidos abaixo: 19/abril/1851 – Documento da Diocese de Concórdia, Itália, sobre Titiano Tizianello (está em idioma da época, meio italiano meio latim). 07/02/1864 e 07/março/1865 – era padre na Paróquia de San Lorenzo Martire, em Orcenico di Sopra, cidade de Zoppola, Reino Lombardo Vêneto, Província de Friuli, Distrito de Pordenone. (conheça a cidade: http://www.comune.zoppola.pn.it/default.asp?id=332) 04/setembro/1868 – Encontra-se como Pároco na Diocese de Concórdia, Itália. (Documento em idioma da época). 04/abril/1877 – Ainda se encontrava na Itália, na Diocese de Concórdia. Este é um documento escrito como se fosse um histórico do Padre Tiziano Tizianello ao Bispo de Concórdia, Itália. 22/fevereiro/1880 – Já se encontrava no Brasil, na cidade Barra do Piraí (RJ), conforme seu memorando ao Episcopado Fluminense. Esse memorando foi despachado na cidade do Rio de Janeiro, em 15/abril/1880. (conforme foto do verso do memorando – Observe a assinatura) Portanto, Padre Tiziano Tizianello chegou ao Brasil anteriormente à família de seu irmão Gio Maria, com a esposa Giovanna Zanolin e filhos, (em 03/04/1883 no Porto do Rio de Janeiro e em 05/04/1883 no Porto de Santos (SP)). E mulheres Tizianel casadas com Fantin chegaram anteriormente no Espírito Santo (ES). 26/abril/1880, Campinas (SP) - Baseado no despacho de 15/abril/1880 (acima), Padre Tiziano Tizianello solicita ao “Rev.mo. Coadjutor da Paróquia desta Freguesia” a sua prova de identidade de pessoa, para que as testemunhas sejam argüidas. (foto do documento)
  4. 4. 05/setembro/1880 – São Paulo (SP) – Memorando encaminhado à Câmara Eclesiástica sobre a autuação de papéis para a habilitação do Padre Tiziano. Assina Padre Adelino Jorge Montenegro, Escrivão da Câmara Eclesiástica. 04/10/1880, Campinas (SP) - Carta de Constantino Gomes de Mattos ao Cônego Vigário Geral Cônego Francisco de Paula Rodrigues, para submeter Padre Tiziano ao exame de Teologia. 22/outubro/1880, Campinas – Relatório: ouvidas as três testemunhas sobre a identidade de Padre Tiziano Tizianello: 1º) Ignácio Pellegrini: casado na Itália é da Paróquia de Santa Cruz, disse que o conhecia desde a Itália, da Paróquia de Orsina di Soppra (correto: Orcenico di Soppra). 2º) Santo Canagli: 58 anos, lavrador, conhece-o desde a Itália. 3º) João Mezza Lira: 36 anos, casado, natural da Itália, na paróquia de Orcenico di Soppra. 28/10/1880, Campinas (SP) – Memorando sobre as justificativas de identidade. 28/10/1880, Campinas (SP) - Padre Tiziano responde às perguntas sobre Teologia. 04/11/1880, Campinas (SP) – Memorando de Constantino Gomes de Mattos ao Cônego Vigário Geral submetendo-lhe ao juízo o exame de Teologia do Padre Tiziano Tizianello. 23/novembro/1880, São Paulo (SP) – Memorando de Estevam Leão Bourroul ao Senhor Bispo Diocesano, onde “diz que o Padre Tiziano Tizianello, sacerdote italiano e súbdito deste Bispado, que havendo prestado o Exame requerido perante o Rev.mo. Constantino Gomes de Matos, Coadjutor da Paróquia de N.S. da Conceição da cidade de Campinas, e havendo sido aprovado, como tudo consta dos papéis que foram dirigidos ao Ilmo.rev.mo. Doutor Vigário Geral pede humildemente a Vossa Rev.ma se digne mandar passar-lhe as respectivas Provisões de Uso de Ordens e Confessor, visto estarem a findarem-se os trinta dias concedidos ao suplicante para poder celebrar o Santo Sacrifício da Missa”. 29/11/1880 – Efetuadas anotações no memorando acima (ilegível). Nota 4: Também se encontra no Arquivo da Cúria Metropolitana de São
  5. 5. Paulo (SP) uma ficha, com as seguintes anotações: a) - Coadjutor de Jaú entre 1883 e 1885. (Este fato era desconhecido da família) b) - Vigário de Ibitinga até 1888. Falecido em 21/02/1888. Outros dados - Pesquisando junto a Casa Paroquial e Cemitério Municipal de Ibitinga (SP), Cúria Diocesana de São Carlos (SP), Cúria Metropolitana de São Paulo (SP) e do livro “Retalhos II”, de Roque de Rosa, pode-se destacar: . De 29/Março/1886 a 04/Fevereiro/1888 - Foi o primeiro padre da Cidade de Ibitinga (SP). - Primeiramente era Capelão-cura. - Em dezembro/1887 o Curato foi elevado à categoria de Paróquia, então o Padre Tiziano Tizianello passou a ser o primeiro pároco da cidade de Ibitinga (SP). Curiosidades – primeiros registros de Padre Tiziano em Ibitinga: - 26/08/1886 – Realizou o primeiro batizado em Ibitinga: uma criança de nome João, filho de José Bento Fernandes e Ana Rosa de Jesus. - 24/04/1886 – Realizado o primeiro casamento: José Luiz Pinto e Maria Madalena Ribeiro, sendo testemunhas Daniel José de Freitas e Francisco Teixeira de Oliveira. - 29/03/1886 – Primeiro óbito de Francisco Marta de Pessini. - 29/01/1888 – Registra o último óbito: de Sebastião, filho de Luiz Antonio de Carvalho e Joanna de Jesus. Livro de Óbito da Igreja de Ibitinga (SP). Acervo Cúria Diocesana de São Carlos (SP). - 22/fevereiro/1888 - faleceu em Ibitinga (SP), com idade estipulada de 50 anos, mas na verdade iria completar 61 anos de idade, no próximo dia 14/março. Seu óbito foi assinado pelo Pe. José Maria Cardillo. Na foto abaixo, vemos sua última anotação de óbito (29/01/1888) e posteriormente foi registrado o seu óbito em 21/02/1888 e sepultado em 22/02/1888. (foto do livro de óbitos – original - da Paróquia Bom Jesus de Ibitinga (SP), que se encontra arquivado na Cúria Diocesana de São Carlos/SP):
  6. 6. Foi enterrado no cemitério antigo da cidade, que era um Cemitério Paroquial.Este cemitério foi inaugurado em 25/agosto/1862 e encerrado oficialmente em 18/julho/1895. Nota 5: A criação de cemitérios municipais no Brasil foi uma medida tomada após a vinda da Família Real ao Brasil, por questões sanitárias. Durante o período colonial não havia cemitérios no Brasil. As pessoas geralmente eram sepultadas sob o piso ou nas paredes das igrejas e dos conventos. A partir de 1828, por razões de saúde pública, começaram a surgir leis que determinavam acriação de cemitérios municipais, que só começaram a ser usados em 1850. A legislação também contemplava a existência e cemitérios particulares, pertencentes às irmandades. Todavia, mesmo os poucos cemitérios públicos, pelo fato de serem consagrados pela igreja, eram vedados aos protestantes. A solução seria a criação de cemitérios específicos para os protestantes e outros acatólicos. Com o advento da república, houve em teoria a plena secularização dos cemitérios, mas por várias décadas, especialmente no interior, ainda continuaram a ocorrer casos de intolerância nessa área, como proibições ou tentativas de proibição de sepultamentos. O primeiro cemitério a céu aberto na cidade de São Paulo foi construído no fim do século XVIII, em terreno pertencente à mitra diocesana, localizado no atual bairro da Liberdade. No centro do terreno ficava a capela de Nossa Senhora dos Aflitos,inaugurada em 27 de junho de 1779; portanto, o cemitério ficou sendo conhecido como dos Aflitos. Destinava-se a sepultar indigentes, escravos e supliciados e funcionou até a abertura do Cemitério da Consolação, quando foram proibidos os sepultamentos em outros locais. Em 1845 foi criado um cemitério contíguo ao Convento da Luz, que também serviria para o sepultamento das religiosas e de seus capelães, e seria administrado pelas mesmas. Em 1851, metade desse terreno foi cedida para a abertura de um cemitério para os estrangeiros católicos. Uma parte desse Cemitério dos Alemães foi reservada para estrangeiros acatólicos, ficando conhecida como Cemitério dos Protestantes.
  7. 7. (Fonte: “O Cemitério dos Protestantes de São Paulo”, por Alderi Souza de Matos) Então os seus restos mortais do Padre Tiziano Tizianello foram trasladados para o novo cemitério, que é o Cemitério Municipal de Ibitinga (SP). Como neste Cemitério não há o registro inicial do seu sepultamento, assim os futuros traslados (exumação só ocorre uma vez, segundo o Sr. Roney, administrador atual do cemitério, e ocorreu do cemitério paroquial para o municipal) não foram anotados nos livros de registros, cujos livros começaram a ser utilizados em anos bem posteriores. Nota 6: Na atual capela desse cemitério estão enterrados os padres José Raphael Boillon (em Ibitinga de 16/12/1921 a 10/07/1947) e Eutímio Ticianelli (em Ibitinga de 13/10/1968 a 30/12/1988), que pediu para que fosse escrito em sua lápide apenas: “Aqui Jaz um Padre”. Na família comentam que Pe. Tiziano teria sido enterrado na Catedral da Sé, em São Paulo (SP). Conforme informação do Profº. Roberto Gallo, da Cúria Diocesana-Ipiranga, São Paulo (SP) e da Catedral da Sé, a cripta desta Catedral guarda restos mortais de vários bispos de São Paulo, do cacique Tibiriçá e do regente Feijó, e não há padres enterrados ali. Também procurei informações no Arquivo e no Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Catedral de São Paulo (SP), onde existem capelas e túmulos com restos mortais de padres, freiras, outras famílias, mas nada foi encontrado sobre a possibilidade de ali estarem enterrados os restos mortais do Padre Tiziano. Conforme a secretária, poderia ter ocorrido de: A carta que o Bispo de São Carlos (SP) encaminhava os restos mortais do Padre Tizianello e que foi entregue na Catedral da Sé, por volta da década de 1950 (conforme familiares) pode ter sido extraviada. E como a família não providenciou um túmulo, pode estar enterrado sem registro (na época a família desconhecia o fato de poder construir um túmulo particular). Nesse cemitério há túmulos comuns e há capelas conforme as ordens religiosas, como: Franciscanos, Clérigos, Missionários Claretianos, Companhia de Jesus, Ordem dos Frades Menores, Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (onde está enterrada Santa Paulina – Madre Paulina.

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