CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
Centro de Educação Aberta e a Distância
Universidade Federal de Ouro Preto
Jornal Corujão e sua reconfiguração
como mídia impressa na escola
Aluno: Sérgio Donizeti Ferreira
Orientador: Prof. Msc. Magno Silvério Campos
INTRODUÇÃO
Neste trabalho nos debruçamos sobre o
jornal Corujão e a sua reestruturação enquanto
mídia impressa da E. M. Glória Marques Diniz,
em Contagem, MG, na qual estudam cerca de
1300 alunos em três turnos. Este projeto inclui em
suas atividades as oficinas de leitura e escrita e a
publicação de uma edição mensal; suas
atividades ocorrem no Espaço Coruja de
Educomunicação, onde acontecem, também, as
oficinas de rádio e canto coral.
OBJETIVOS DO TRABALHO
O foco principal é encontrar maneiras de
ampliar o acesso dos leitores às publicações
mensais do periódico, chegando a um número
maior de pessoas, incluindo a comunidade
escolar extramuros e, se possível, alguns
estabelecimentos comerciais locais.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O marco teórico que referenda este
trabalho passa pela definição do conceito de
pesquisa-ação, desenvolvido por Thiollent (1986);
suportes e gêneros textuais na linha da discussão
de Marcuschi; a influência da Pós-modernidade
nos processos de leitura e escrita de acordo com
Campos; a definição de hipertexto segundo
Xavier (2005) e Magnabosco (2009) que faz uma
reflexão quanto ao hipertexto considerando os
gêneros textuais no momento sócio-histórico-
cultural em que passa a predominar o digital.
METODOLOGIA E RELATO DA INTERVENÇÃO
Nesta pesquisa-ação partimos da escuta
atenta às profissionais da educação, que atuam
nesta proposta de mídia impressa, e aos
estudantes do nono ano que participam
semanalmente nas oficinas; adotamos como
ferramentas de coleta de dados conversas
coletivas gravadas e a entrevista individual.
Depois realizamos uma devolutiva para o grupo e
todos juntos apontamos, coletivamente, quais
seriam as ações implementadas na intervenção.
DISCUSSÃO/ ANÁLISE DA INTERVENÇÃO
O jornal Corujão proporciona uma prática
contextualizada dos processos de leitura e
escrita, os quais passam por alterações na Pós-
modernidade, como mostra Campos (2012). Nele
se exercitam a produção baseada em alguns
gêneros textuais, ver MARCUSCHI (2005; 2015)
e se forma um leitor mais crítico e autônomo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nossa intenção inicial era ampliar a
tiragem do jornal Corujão, para que assim ele
chegasse a um número maior de leitores,
colaboradores e que fosse articulado, inclusive,
com a comunidade escolar de um modo
abrangente. Porém ficou evidenciado que esta
proposta não é impossível, todavia é bastante
desafiadora e ficará como um apontamento para
que as pessoas envolvidas, alunos, professores,
gestores continuem tentando encontrar maneiras
factíveis de melhorar, ampliar e democratizar o
acesso dos leitores ao jornal da escola.
O projeto de mídia impressa na escola,
mesmo com as dificuldades que enfrenta para ser
produzido, tem se mantido e sobrevivido.
Entretanto, é preciso que o conjunto da escola
rediscuta quais são seus propósitos com relação
ao jornal, porque são poucos seus recursos
humanos e se estes poucos não continuarem, e
outros professores não se envolverem, corre-se o
risco de o projeto parar e morrer por inanição.
REFERÊNCIAS
CAMPOS, Magna. Leitura e pós-modernidade. IN.:
Presença Pedagógica. V. 18, n. 106, jul./ ago. 2012. p. 17-22.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. A questão do suporte dos
gêneros textuais. Disponível em http://bbs.metalink.com.br.
Acesso em: 26 de abr. de 2015.
XAVIER, Antonio Carlos. Leitura, texto e hipertexto. IN.:
MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Organizadores).
Hipertextos e gêneros digitais. 2. ed. Rio de Janeiro: Lucerna,
2005. p. 170- 192.
Figura 1: reunião com alunos (as) do
nono ano, que participam nas oficinas
do jornal Corujão, em 01 de junho de
2015, no Espaço Coruja de
Educomunicação. Foto do cursista.
Figura 2: Jornal Corujão, mês de junho, em
formato mural. Foto do cursista.

Poster TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

  • 1.
    CURSO DE ESPECIALIZAÇÃOEM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Centro de Educação Aberta e a Distância Universidade Federal de Ouro Preto Jornal Corujão e sua reconfiguração como mídia impressa na escola Aluno: Sérgio Donizeti Ferreira Orientador: Prof. Msc. Magno Silvério Campos INTRODUÇÃO Neste trabalho nos debruçamos sobre o jornal Corujão e a sua reestruturação enquanto mídia impressa da E. M. Glória Marques Diniz, em Contagem, MG, na qual estudam cerca de 1300 alunos em três turnos. Este projeto inclui em suas atividades as oficinas de leitura e escrita e a publicação de uma edição mensal; suas atividades ocorrem no Espaço Coruja de Educomunicação, onde acontecem, também, as oficinas de rádio e canto coral. OBJETIVOS DO TRABALHO O foco principal é encontrar maneiras de ampliar o acesso dos leitores às publicações mensais do periódico, chegando a um número maior de pessoas, incluindo a comunidade escolar extramuros e, se possível, alguns estabelecimentos comerciais locais. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O marco teórico que referenda este trabalho passa pela definição do conceito de pesquisa-ação, desenvolvido por Thiollent (1986); suportes e gêneros textuais na linha da discussão de Marcuschi; a influência da Pós-modernidade nos processos de leitura e escrita de acordo com Campos; a definição de hipertexto segundo Xavier (2005) e Magnabosco (2009) que faz uma reflexão quanto ao hipertexto considerando os gêneros textuais no momento sócio-histórico- cultural em que passa a predominar o digital. METODOLOGIA E RELATO DA INTERVENÇÃO Nesta pesquisa-ação partimos da escuta atenta às profissionais da educação, que atuam nesta proposta de mídia impressa, e aos estudantes do nono ano que participam semanalmente nas oficinas; adotamos como ferramentas de coleta de dados conversas coletivas gravadas e a entrevista individual. Depois realizamos uma devolutiva para o grupo e todos juntos apontamos, coletivamente, quais seriam as ações implementadas na intervenção. DISCUSSÃO/ ANÁLISE DA INTERVENÇÃO O jornal Corujão proporciona uma prática contextualizada dos processos de leitura e escrita, os quais passam por alterações na Pós- modernidade, como mostra Campos (2012). Nele se exercitam a produção baseada em alguns gêneros textuais, ver MARCUSCHI (2005; 2015) e se forma um leitor mais crítico e autônomo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nossa intenção inicial era ampliar a tiragem do jornal Corujão, para que assim ele chegasse a um número maior de leitores, colaboradores e que fosse articulado, inclusive, com a comunidade escolar de um modo abrangente. Porém ficou evidenciado que esta proposta não é impossível, todavia é bastante desafiadora e ficará como um apontamento para que as pessoas envolvidas, alunos, professores, gestores continuem tentando encontrar maneiras factíveis de melhorar, ampliar e democratizar o acesso dos leitores ao jornal da escola. O projeto de mídia impressa na escola, mesmo com as dificuldades que enfrenta para ser produzido, tem se mantido e sobrevivido. Entretanto, é preciso que o conjunto da escola rediscuta quais são seus propósitos com relação ao jornal, porque são poucos seus recursos humanos e se estes poucos não continuarem, e outros professores não se envolverem, corre-se o risco de o projeto parar e morrer por inanição. REFERÊNCIAS CAMPOS, Magna. Leitura e pós-modernidade. IN.: Presença Pedagógica. V. 18, n. 106, jul./ ago. 2012. p. 17-22. MARCUSCHI, Luiz Antônio. A questão do suporte dos gêneros textuais. Disponível em http://bbs.metalink.com.br. Acesso em: 26 de abr. de 2015. XAVIER, Antonio Carlos. Leitura, texto e hipertexto. IN.: MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Organizadores). Hipertextos e gêneros digitais. 2. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. p. 170- 192. Figura 1: reunião com alunos (as) do nono ano, que participam nas oficinas do jornal Corujão, em 01 de junho de 2015, no Espaço Coruja de Educomunicação. Foto do cursista. Figura 2: Jornal Corujão, mês de junho, em formato mural. Foto do cursista.