Moção de Estratégio Global

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Moção de Estratégio Global

  1. 1. MOÇÃO DE ESTRATÉGIA GLOBAL UM OUTRO CICLO ...de mudança seguraFederação Distrital de Bragança do Partido Socialista XV CONGRESSO FEDERATIVO 1.º Subscritor: Américo Jaime Afonso Pereira
  2. 2. ... confio nos militantes, no seu grande sentido deresponsabilidade, na consciencia da importância deste novo ciclo. ... está tudo na mão dos militantes.
  3. 3. Caras e Caros Camaradas: Chegou a hora de contratualizar convosco um compromissode futuro. Estou habituado, desde há muito, a colocar no papel apalavra de quem se compromete, por escrito, num programa deação, neste caso de ação política. E digo-lhes, porque é facilmentecomprovável, que as pessoas que comigo têm “assinado” essecontrato, leia-se os eleitores, nunca tiveram oportunidade de meapelidarem de incumpridor porque, e assim espero continuar, nãoescrevo retoricamente ou de forma oca, mas sim e apenas o que érealizável.Por isso mesmo e faço questão de o afirmar desde já, o que vosapresento nas páginas seguintes, é algo devidamente pensado,ponderado e objetivamente expresso. Não é “música para os ouvidosdos outros” ou palavras de ocasião politicamente corretas. Não; éexatamente pensar o partido, pensar a política, a região e o País.É uma visão. Boa ou má os eleitores - militantes o dirão. Mas é aminha visão…Por isso, meus caros, celebro hoje convosco um contrato decompromissos políticos e espero, com a ajuda de todos, estar à alturade honrar as suas cláusulas, isto é, o que expressamente assumi.Aliás, parece-me que os camaradas só poderão fazer uma verdadeiraescolha, isto é, uma escolha em consciência, depois de lerem eanalisarem cuidadosamente os programas de ambos os candidatos.Mas se porventura não apreciarem o que escrevi, antecipadamentepeço desculpa…mas é o que penso.Bem hajam os que tiverem paciência para o ler!...
  4. 4. MOTIVOS DESTA CAMINHADADesde muito novo, nunca me recusei a participar ativamente nas causas em que acredito.Nunca esperei que me chamassem, que me empurrassem ou que me garantissem êxito.Sempre abracei todas as causas movido por um único objetivo: dar o meu humilde masmelhor contributo e sempre que foi e é necessário.Por isso mesmo aqui estou, também agora, com a mesma convicção de sempre. Nesteaspeto nada mudou na minha vida.Já expliquei detalhadamente aos camaradas, em carta que tive o prazer de a todos enviar,como tudo começou. Naquela reunião com os autarcas que estavam presentes, fizemoso que tínhamos a fazer. Cumprimos o nosso dever de cidadania, a nossa obrigação demilitantes, assumindo as nossas responsabilidades políticas.Lançámos uma candidatura para os órgãos distritais da Federação de Bragança e coube-me a mim, com muita honra, diga-se, protagonizar esta candidatura, sendo certo que eusou e serei apenas o rosto de algo que se pretende muito mais amplo e integrador.O PS vive hoje dias difíceis. Sufragado pelos eleitores com uma pesada derrota nacional,assistimos assim a uma governação do PSD completamente cega, desproporcionadanas atitudes e incontrolada nos sacrifícios que impõe à população. Afastados de todosos organismos de poder, não se sabe por quanto tempo, vivemos assim um períodonegativamente singular e que urge encarar como tal.Por isso mesmo, os autarcas têm aqui um importante papel. O cargo resulta da vontadeexpressa dos eleitores e como tal, assiste-lhes a mais autêntica de todas as legitimidades,sendo certo que, embora militantes e com deveres estatutários que devem respeitar, sãocompletamente livres no sentido que não têm outros compromissos que não sejam osderivados dos seus deveres de autarcas e de interventores na sociedade, de forma aconseguirem uma melhor qualidade de vida para as pessoas, para a região e para oPaís.É hoje absolutamente necessário tomar posições concretas que contrariem algumas dasmedidas do Governo. Os autarcas têm diariamente essa oportunidade.Por tudo isto, é uma honra poder contar com eles e espero e desejo que este passodecisivo que deram, não se esgote no lançamento desta candidatura.Ninguém tem que se preocupar com outro motivo que não seja os expostos: não iremosconcorrer com ninguém na ocupação de qualquer lugar da administração regional ounacional, porque todos nós temos um caminho bem definido que são as autarquias e ascâmaras municipais. Neste particular não fazemos concorrência a nenhum camarada.Muitos, podem dormir descansados!...Esta é uma candidatura materialmente desinteressada, mas politicamente determinadapelos mais nobres valores e interesses do PS, dos militantes da região e do País.Mas é também uma candidatura que começou agora. Não esperei que alguém meestendesse a passadeira vermelha, que me preparassem o caminho durante longos
  5. 5. meses ou anos, muito menos mendiguei ou criei calculisticamente condições para obtersucesso. Nada disso.Estou nisto porque quero. Estou nisto porque o meu querer resulta de uma enormevontade e disponibilidade de dar o meu contributo. Estou conscientemente a cumprir aminha obrigação.Não acredito nos homens sem vontade. Não acredito nos resultados sem trabalho. Nãoacredito naqueles que caminham pela mão dos outros.Muitos autarcas são também Presidentes de Federação, tanto no PS como noutrospartidos. Pois bem, garanto-vos que colocarei ao serviço do PS toda a experiênciaadquirida e cujos resultados estão comprovados. Toda a vontade, toda a garra e toda apaixão que coloco nas causas que abraço.É importante apoiar um outro e novo ciclo. É importante viver um outro ciclo.As pessoas conhecem-me e sabem que esta candidatura reúne as melhores condiçõespara protagonizar a mudança que se exige. E os militantes também sabem que nãoestou refém de qualquer interesse pessoal, económico ou de grupo. Sabem que souum homem completamente livre e por isso mesmo determinado a prosseguir as ações eatitudes necessárias. Neste particular, não caminho pela mão de ninguém.Caras e Caros militantes, permitam-me que lhes diga e repita que, o que está em causaneste momento tão importante é exatamente e apenas isto: saber quem neste momentoconcreto e face a estas circunstâncias concretas, está melhor colocado para liderar aFederação do PS do distrito de Bragança. É isto que está em causa. É isto e maisnada. Não são os calculismos, as amizades de conveniência ou o pagamento de favorespolíticos ou pessoais.O que está em causa é apenas uma questão de justiça, de consciência e de ética política.O que está em causa é uma questão de verdade intelectual no sentido de cada um, nestemomento concreto e no secretismo de decidir o voto, ter a capacidade de optar tendoapenas em conta um único e verdadeiro interesse: defender o PS e as causas do PS.Tudo o resto, neste momento, é secundário. Por isso mesmo confio nos militantes, noseu grande sentido de responsabilidade, na consciência da importância deste novo ciclo… está tudo nas mãos dos militantes.Contudo, não sou insensível às amizades, à solidariedade, compreendo as relaçõespessoais e os interesses que os motivam e por isso entendo a dificuldade que algunscamaradas sentem em “dar a cara” ou posicionarem-se por este ou por aquele.Compreendo isto tudo, mas sei, tenho a certeza absoluta, que no momento do voto,no segredo da decisão e no secretismo de por a “cruzinha” escondidos de todas aspressões externas, os socialistas saberão decidir de acordo com a sua consciência, oseu dever de militantes livres e esclarecidos. Então a vontade de renovar e mudar falarámais alto e a mudança será uma realidade.Ninguém sabe em quem votamos. Ninguém pode comprar o nosso voto. Ninguém podeser prejudicado ou beneficiado por votar neste ou naquele. Sinto, sente-se esta vontade
  6. 6. de mudar. Todos os dias vários camaradas me dizem “voto em si porque é necessáriomudar, mas não diga nada, não posso dar a cara”. Percebo tudo isto. Áh se percebo…Por isso mesmo sei que os militantes do PS não vão perder esta oportunidade de mudar,de iniciar um outro ciclo, de renovar o Partido, no fundo, de revitalizar o partido. É justoque assim seja. É um passo perfeitamente normal. Ninguém pense o contrário.E mesmo aqueles que ocuparam lugares por nomeação política, tenho a certeza quepensam exatamente desta forma.Quem é nomeado, está a fazer um serviço ao partido, pois foi escolhido porque dágarantias de corresponder ao que se deseja. É o partido que tem que lhe agradecer adisponibilidade demonstrada e o espirito de serviço para servir a “coisa pública”. Ajudaro partido e os militantes é sempre uma obrigação e nunca um favor. Isto não podecondicionar o voto, não pode condicionar a escolha sob pena de violarmos as maiselementares regras da democracia e o princípio sagrado da liberdade. Se assim não for,os resultados a médio prazo serão desastrosos, serão a negação do que deve ser umgrande partido como o partido socialista.Por isso, parece-me não existirem dúvidas: a mudança é absolutamente necessária eesta é a oportunidade. Não podemos desperdiçá-la.Propositadamente não me deixarei arrastar para a discussão do tipo de “quem apoiaquem”, ou quem é que o “aparelho” apoia ou deixa de apoiar. Confio no secretismo dovoto e sei que apesar das amizades e interesses, no momento da decisão cada umcumpre o seu dever de uma única forma: secretamente vota em consciência.Termina agora um ciclo de 16 anos em que a liderança da Federação foi protagonizadapelo camarada Mota Andrade. E tal como todos os restantes lideres, não tenho reservaem afirmar que fez sempre o melhor que sabia e podia.Tal como todas as governações, teve momentos bons e momentos menos bons. Emalguns desses momentos com ele concordei e noutros não. No entanto, num aspetotodos têm que me fazer justiça: sempre fui leal ao líder do PS, quer a nível regionalcomo nacional e sempre fui um trabalhador incansável pelas causas do PS, quer a nívelconcelhio, como regional, como nacional.Por isso aqui fica a minha homenagem ao Presidente cessante, Engº Mota Andrade, eaos outros pelo trabalho que desempenharam ao longo do tempo. Um trabalho por vezesbem difícil e árduo, mas essencial para manter o PS vivo.Inicia-se agora esta campanha eleitoral que se pretende participada e até animada. Estoudisponível para fazer debates públicos com o meu amigo Jorge Gomes, a quem deixouma palavra de apreço, respeito e amizade. É fundamental discutir o partido, apresentarpropostas. É importante que os camaradas tenham o máximo de informação sobre asnossas propostas, sobre o que foi o percurso político de cada um e tudo o resto que fornecessário. Estas coisas são demasiado importantes para serem debatidas, geridas edecididas, nos grupos, em círculos fechados, nas lógicas dos interesses. Tais caminhossão perigosíssimos e por isso mesmo devem ser combatidos. Não me deixarei enredar
  7. 7. pelas chamadas “ondas” apesar de saber que terei que conviver com as informações econtra informações. O importante acima de tudo é a clareza, objetividade e seriedadedas nossas propostas.Não pretendo ser o candidato do “aparelho”, mas muito agradeço a todos aqueles quedecidirem caminhar comigo nesta mudança de ciclo. Serão todos bem-vindos, porquetodos somos necessários.Tenho consciência das dificuldades, mas farei uma campanha humilde, de debate, comos apoios que aparecerem, valorizando todos da mesma forma, mas sempre com umaforte vontade, garra e determinação para ganhar.Nas páginas seguintes está, a este respeito, o que penso e por isso, por escrito, oregisto. O TEMA SAÚDESomos por uma saúde de qualidade e proximidade e não aceitamos o retrocesso quenos querem impor.Desde Janeiro deste ano foram dispensados mais de 90 trabalhadores dos centros desaúde e hospitais do distrito de Bragança, desde assistentes operacionais, assistentestécnicos e técnicos superiores.Com esta decisão ficaram sem funcionar várias valências existentes nos centros desaúde como fisioterapia, terapia da fala, cardiopneumonologia, podologia, etc.Voltamos assim à situação em que os doentes deixam de se tratar por não ter acesso acuidados ou por se terem de deslocar a grandes distâncias para poderem ter acesso aessas consultas ou tratamentos. Este é um retrocesso que não podemos permitir.Além de aumentar as taxas moderadoras este governo deixou de pagar os transportesdos doentes, pondo em risco a saúde e mesmo a vida dos doentes mais idosos e maiscarenciados.É necessário rever a atribuição de isenção do pagamento das taxas moderadoras e nãopodemos aceitar aumentos que transformem as taxas moderadoras em co- pagamentosdificultando o acesso aos cuidados de quem deles necessita.É urgente rever a decisão de cancelar o pagamento dos transportes, sendo que estamedida penaliza particularmente os doentes que vivem no interior do país.O Snr. Ministro da Saúde, confrontado com casos concretos de doentes impossibilitadosde se tratarem por não poderem pagar os transportes, prometeu resolver a situação masaté agora nada fez, condenando alguns doentes mais vulneráveis a não se poderemtratar pondo em causa a sua saúde e mesmo a sua vida. E tudo isto em nome dosmercados.Não podemos aceitar este estado de coisas e não nos podemos conformar.A criação da ULS deve ser aproveitada não para retirar cuidados mas para colocar odoente no centro dos sistemas de saúde, aumentando a proximidade e a eficiência da
  8. 8. prestação de cuidados.A criação da ULS (Unidade Local de Saúde), deve ser uma oportunidade para melhorara articulação dos cuidados e a proximidade, deslocando os médicos dos hospitais aoscentros de saúde sempre que possível, evitando assim a deslocação dos doentes emelhorando a articulação com os médicos de família.Deve ser implementado o processo clínico único evitando a perda de informação e arepetição de exames e consultas desnecessários.O financiamento da ULS deve ser igual a outras ULS semelhantes e não inferior emnome da justiça e da equidade.Os cuidados primários devem ser a base e o suporte do sistema de cuidados e nãoretirados recursos dos centros de saúde para os hospitais levando a um retrocesso doscuidados que eram prestados nos concelhos e afastando os cuidados dos doentes.Deve ser mantido o helicóptero a funcionar sem interrupção bem como todo o sistemade emergência pré - hospitalar.Num distrito com as distâncias e os problemas de acessibilidade que mantemos e com oencerramento dos SAPs, não é admissível retirar recursos que salvam vidas ao sistemade emergência pré hospitalar, de que fazem parte além do helicóptero, a VMER, as SIV/SVB e os SUB e que foram a contrapartida do encerramento dos SAP.O governo do Partido Socialista colocou no terreno um sistema de emergência dequalidade e não aceitaremos que nos retirem esses recursos que salvam vidas. ECONOMIA E DESENVOLVIMENTOO interior do país, e particularmente o distrito de Bragança, apresenta níveis dedesenvolvimento muito abaixo da média nacional e, de forma mais acentuada, daszonas mais dinâmicas situadas na faixa litoral do país. E a questão sempre suscitada ésaber porque nunca foi invertida, nem sequer mitigada, esta tendência que se prolongahá mais de 40 anos e tem sido geradora de profundas desigualdades e injustiças, querna repartição do rendimento quer na escassez de oportunidades. A retórica política doPSD e do CDS tem usado o fenómeno das assimetrias regionais para, em períodosde campanha eleitoral, prometer aquilo que nunca cumpriram nem cumprirão e, pelocontrário, a sua prática em relação ao nosso distrito tem sido responsável pelas políticasmais severas de desertificação com a extinção, pura e simples de serviços, e a eliminaçãode medidas de discriminação positiva que, apesar de tudo, o PS tem implementado.Com efeito, uma retrospetiva histórica permite-nos evidenciar que foi nos governosdo Partido Socialista que se deram os maiores avanços em matéria de investimentopúblico no distrito de Bragança, desde a criação do Instituto Politécnico em 1983, até àmodernização dos cuidados de saúde primários (Centros de Saúde), as políticas sociaisde apoio aos mais desfavorecidos e, finalmente, a maior operação de construção derodovias (Autoestrada transmontana, IP2 e IC5), reclamadas desde há muitos anos. Por
  9. 9. outro lado, enquanto os governos do PSD encerraram ou transferiram serviços públicos,o Partido Socialista fixou no distrito importantes serviços de carácter regional (DireçãoRegional de Agricultura do Norte, Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, ASAE,entre outros). APROVEITAMENTO DO POTENCIAL ENDÓGENOO distrito de Bragança tem uma matriz territorial cuja estrutura envolve três zonas distintas:terra fria, terra quente e Douro superior. Cada uma destas zonas tem potencialidadesque fazem dos bens produzidos fatores de elevada competitividade decorrente da suainquestionável qualidade. Da indústria extrativa à produção pecuária de raças autóctones,dos produtos derivados dessas raças (do queijo terrincho aos enchidos da raça bísaraou às carnes da famosa raça mirandesa), do azeite ao vinho, da floresta à produçãode castanha e de amêndoa, das condições para o desenvolvimento das atividadescinegéticas e piscícolas ao turismo ligado ao ambiente, o potencial endógeno sugere acriação de uma plataforma económica que, suportada no desenvolvimento das respetivasfileiras, oferece excelentes condições para que a criação de valor deva acontecer naregião contribuindo, por essa via, para o desenvolvimento de novas oportunidades e dageração de fontes de riqueza e de emprego.O desenvolvimento do potencial endógeno requer políticas públicas que facilitem eestimulem o aparecimento de iniciativas empreendedoras, quer através da regulaçãodo uso da propriedade quer pela via da divulgação desses fatores de competitividadejunto de potenciais investidores e, de modo particular, junto dos circuitos da distribuiçãoseletiva. Num mundo globalizado, com elevada velocidade de circulação dos bens eserviços, em economias de reduzida dimensão, o posicionamento face ao mercado temde ser feito pela via da diferenciação, aliás única forma de poder fazer uma abordagemcom possibilidades de sucesso consubstanciada na valorização desses produtos. E, nãoobstante haver algumas iniciativas dispersas, não existe uma organização ao nível dacomercialização e do marketing que salvaguarde o benefício da cadeia de valor a favordos cidadãos residentes no distrito, o que faz com que cada produtor, individualmente,não possa valorizar os seus produtos de modo a obter uma rentabilidade justa e geradorade níveis de autofinanciamento com capacidade para gerar novos investimentos.Nessa medida impõe-se uma organização proactiva, desenvolvida em parceria entreos Municípios, através da criação de uma Agência para o Investimento, que dinamizee catalise investimentos e funcione como parceiro ativo na procura de soluções definanciamento e de oportunidades de acesso aos fundos de apoio ao investimento.
  10. 10. INFRAESTRUTURAS, ACESSIBILIDADES E QUALIFICAÇÃOO distrito de Bragança foi beneficiado pelo governo do PS com a construção dosimportantes eixos rodoviários, dos quais o IP2 e o IC5 já se encontram praticamenteconcluídos e a Autoestrada avança dentro dos prazos mais ou menos previstos. Deassinalar que a paragem do túnel do Marão e dos respetivos acessos, para além decomprometer importantes e vultuosos investimentos já feitos, tem implicações ao nívelda funcionalidade do corredor de tráfego gerado pelas rodovias já executadas e emconstrução. No entanto, há concelhos que continuam com uma dificuldade de ligaçãodas suas sedes às principais rodovias. Há que corrigir rapidamente esta situação.Não menos importantes são as ligações entre os próprios concelhos de forma a evitaruma “interioridade” dentro da própria região.Outro aspeto fundamental é a manutenção da carreira aérea entre Lisboa e Bragança,como forma de salvaguardar a acessibilidade em condições de tempo, economia econforto enquanto elemento essencial para a atratividade da região.A qualificação dos recursos humanos, que é uma opção política do PS como forma degarantir o princípio da igualdade de oportunidades, tem de continuar a ser uma apostadecisiva para que as oportunidades possam ser aproveitadas num quadro de maioreficiência e dinamismo empresarial. A configuração atual das políticas de valorização dosrecursos humanos carece de ajustamentos e, em alguns casos reformas, que potenciemo desenvolvimento humano em todas as suas vertentes. RECURSOS HÍDRICOS E ENERGIAUm dos problemas mais complexos da economia portuguesa é a sua forte dependênciaenergética o que faz, sem dúvida, onerar os preços dos bens produzidos. No casoparticular do distrito de Bragança, e não obstante ser o distrito onde é maior a produçãode energia hídrica, mesmo sem contar com as barragens em construção do Baixo Sabore Foz Tua, a energia elétrica apresenta preços mais elevados do que nos distritos dolitoral do país. O mesmo acontece em relação ao tarifário da água, cujos valores são, emalguns casos, o dobro dos praticados no distrito do Porto.Torna-se, por isso, necessário travar este combate pela igualdade de tratamentoe, simultaneamente, fomentar que sejam desenvolvidas iniciativas no sentido doaproveitamento de todo o potencial energético, em regra associado ao armazenamentode água e à regularização dos caudais. Com efeito, mais de 95% da água das chuvasvai parar ao mar sem que, pelo caminho, tenha qualquer aproveitamento de interesseeconómico ou social o que, num tempo em que as alterações climáticas estão atransformar as estações do ano e a distribuição da pluviosidade ao longo do mesmo,ganha maior importância para a garantia conjunta da produção de energia e de umabastecimento regular de água às populações.
  11. 11. A par disso a política de desenvolvimento florestal e das florestas não tem sido orientadano sentido do combate aos incêndios e ao aproveitamento dos seus detritos lenhosossob a forma de biomassa ou mesmo para a produção de biodiesel. As florestas não seencontram limpas e são geradores de incêndios que consomem importantes recursosde significativo valor económico, o que só pode ser alterado com uma política deaproveitamento desses recursos, com vista à sua valorização no quadro de um maiseficiente ordenamento do território, inclusive potenciando a caça e pesca desportiva. EMPREGO E ECONOMIA DO CONHECIMENTOHá hoje a ideia, que tem feito “escola”, que o ensino deve privilegiar a obtenção decompetências. E se no plano formal tudo parece estar de acordo a verdade é que, noessencial da substância, os resultados têm sido contraditórios com os objetivos domodelo implementado. Na verdade, o número de jovens que faz formação de nívelsuperior não encontra soluções de empregabilidade e, quando acede a um emprego,é normalmente numa área distinta daquela em que fez formação e disfuncional emrelação às competências adquiridas. A existência de desempregados com qualificaçãorepresenta um subaproveitamento dos fatores mais valiosos da economia e, nessamedida, uma condenação a formas de organização social conflituosa e de reduzidasperformances económicas. Daí que o conhecimento e a valorização das competênciasadquiridas tenham de ser ajustados às necessidades da economia o que equivale, a dizer,que as fórmulas adotadas por grande parte das instituições de ensino superior estãodesajustadas da realidade atual e, sobretudo, do modelo de crescimento económico edo emprego pelo qual temos de lutar.O PS, tanto na oposição como quando voltar a ser poder, tem de ter uma ambiçãopolítica de adaptar os modelos de ensino às oportunidades de emprego e de valorizaçãodos recursos, tornando cada cidadão mais livre e mais feliz e proporcionando-lhe queo esforço de investimento feito na sua formação se traduza em benefícios económicosfuturos para o país que lhe concedeu essa formação. DESENVOLVER O INTERIORExiste hoje uma forte concorrência a todos os níveis, concorrência essa que se verificaentre os próprios territórios. Claro está que só existe verdadeira concorrência, quandoos ditos concorrentes se aproximam em termos de força, pois se assim não acontece, oque se verifica, não é concorrência mas sim esmagamento do mais fraco pelo mais forte.É o que tem acontecido. Temos sido completamente esmagados por outras regiões, comconsequências muito negativas para todos.Urge inverter esta situação. Os políticos e as políticas só se justificam se pensarem em
  12. 12. melhorar o desenvolvimento, os territórios e as pessoas.Não podemos andar nisto ao sabor de guerras e guerrilhas de poder, de cadeiras ou depequenos reinos e capelas.O papel dos políticos é algo muito mais importante e digno: é o papel de poderemorganizar a “POLIS”, de organizar a “cidade”, que é como quem diz o País. É algo queos eleitores em nós delegam e por isso teremos de ser leais a este caminho de bemdecidir.As lógicas partidárias não podem justificar todas as nossas decisões. Não podemos serinsensíveis às nossas raízes e aos interesses de quem em nós confia.Daí que temos que nos debater por apresentar propostas e defender a implementaçãode estratégias integradas e interdisciplinares que conduzam ao desenvolvimento dointerior e a todos os níveis, o mesmo é dizer, que confiram verdadeira qualidade devida às populações. E todos temos a ganhar, a começar pelo próprio litoral, que se vêassim livre de uma concentração exagerada da população que acarreta consequênciasdesastrosas para a própria qualidade de vida dos aí residentes.Precisamos de uma verdadeira cultura regionalista, tanto em termos políticos comosociais.É urgente que o País aceite a institucionalização de políticas fiscais de discriminaçãopositiva e incentivos aos empresários locais para que seja possível aumentar o comércioe a indústria, criando emprego. É necessário premiar as famílias que aqui residem,bonificando o preço dos transportes, dos cuidados de saúde e dos bens essenciais,nomeadamente da água e da eletricidade. É urgente preocuparmo-nos a sério com oscuidados de saúde primários, valorizar o trabalho e os recursos das escolas superiorese profissionais da região. É de todo necessário implementar políticas de promoção daregião, como destino turístico de excelência.Não podemos continuar a assistir ao “roubo” de serviços públicos e ao encerramento dapresença do Estado por estas paragens. O Estado é um todo e quando se amputa umadas suas partes, é o próprio Estado que fica doente.Não menos importante é desburocratizar os processos de licenciamento e autorizaçãopara todos aqueles que pretendam abrir um negócio ou criar uma empresa,independentemente da área.Temos de afastar de uma vez por todas a ideia que o interior do País nada contribuípara a riqueza do todo nacional. É preciso dizer claramente que isto não é verdade. Épreciso que o País saiba que as regiões do interior e de montanha têm disponibilizado osseus recursos e em troca pouco ou nada têm recebido. As grandes barragens estão nointerior, grandes parques eólicos estão no interior, o abastecimento de água às grandescidades faz-se a partir de nascentes e barragens do interior, o equilíbrio ambiental só seconsegue graças à biodiversidade do interior, etc.etc.Portanto, de uma vez por todas, acabemos com esta ideia de que nada produzimos.Não; produzimos muito para os outros e pouco recebemos em troca.
  13. 13. Numa palavra, é preciso que o Governo, seja ele de que partido for, reconheça aespecificidade desta região, reconheça a falta de oportunidade que durante décadaslhe foram negadas e que se faça justiça: que se construam estratégias e politicas quepermitam o efetivo, real e objetivo desenvolvimento local. A IMPORTÂNCIA DO SOCIALForam os governos do PS que deram efetivo cumprimento ao primado do estadosocial.Numa região desertificada, com um rendimento per-capita (estatisticamente) fraco e comuma população envelhecida, os cuidados de saúde primários e o bem-estar e apoio aosmais idosos e carenciados, têm que ser uma constante preocupação.O PS cumpriu o que prometeu. O Governo do PSD, em poucos meses conseguiu destruirtudo o que de bem tinha sido conseguido nos últimos anos pelos socialistas.Há que inverter esta situação. Há que ter coragem, para combater este flagelo. Há queutilizar tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir este Governo de continuar aavançar com as suas politicas que pretendem fechar o interior, quer seja promovendo odespovoamento ou pura e simplesmente negando o justo apoio a quem mais precisa.O PS tem esta obrigação. O PS não se pode demitir e abandonar o primado do estadosocial. DESAFIOS E EM ESPECIAL AS AUTARQUIASO PS é um partido de poder, no sentido que é ao PS que se devem as principais medidasque conduziram à melhoria da vida dos cidadãos no pós 25 de Abril.Todas as bandeiras agarradas desde então, continuam a ser as nossas bandeiras ecada vez mais atuais. O primado do estado social, a gratuitidade do serviço nacional desaúde, o ensino estatal para todos, as mais elementares liberdades, a coesão territorial,o combate às desigualdades, tudo isto são bandeiras completamente atuais.Por isso mesmo, apesar de aparentemente vivermos num território pouco povoado esem grande expressão no contexto nacional, sendo que é das pequenas partes que sefaz o todo, o nosso contributo no debate e defesa dos valores do PS, são algo de muitoimportante.Daí que a militância no partido, o trabalho partidário e político, tenha que ser levadomuito a sério.E se é certo que esse trabalho assume particular importância ao nível das eleiçõeslegislativas, não menos importante é o trabalho e o combate político nas autarquias, atéporque, é aqui que no plano imediato tudo mexe de forma mais evidente e direta.E quando me refiro às autarquias, estou a referir-me não só as Câmaras, mas também
  14. 14. e com a mesma importância às Assembleias Municipais, Assembleias de Freguesia eJuntas de Freguesia.É importante que o PS seja forte no poder local, que conquiste mandatos nas autarquias.Desde logo porque esses lugares são estratégicos em termos de fazer política e conquistade votos que se refletem também nas legislativas e também, porque os eleitores do PS,quer sejam presidentes de executivos, vereadores ou membros da Assembleia Municipalou de Freguesia, têm uma maneira de exercer o poder mais adequado a satisfazeras necessidades das populações, governam melhor os serviços, numa palavra, aspopulações estão mais bem servidas com os socialistas.Daí que e neste sentido, concorde inteiramente com aquilo que tem sido a posição doPS em matéria de reorganização administrativa, sendo certo que, quanto às restantesreformas, entendo não me dever pronunciar porquanto o Governo e o partido que osustenta ainda não deu a conhecer qualquer proposta.Quero com isto dizer que o PS distrital deve ter uma preocupação primeira e fundamental:ganhar o maior número possível de Câmaras e Freguesias. É importantíssimo termosuma forte representação a nível local.O que significa que defendo que as candidaturas autárquicas devem ser programadasa tempo e horas, respeitar o trabalho das concelhias no processo de escolha doscandidatos e principalmente haver um grande empenho por parte da Federação.É preciso ter em conta, que a maior parte das autarquias do PS não são ganhas “àprimeira” e por isso não se pode abandonar as estruturas concelhias, os apoiantes e oscandidatos. É preciso dar-lhes todo o apoio, estar presente sempre que seja necessário,organizar o partido a nível local para que as bases de sustentação não desapareçam epaulatinamente começar no dia da derrota a preparar as próximas eleições autárquicas.A experiência que fui adquirindo ao longo dos anos, diz-me que este é o caminho correto,aliás é o único caminho que conheço para alcançar o êxito: trabalho, persistência,autoconfiança e principalmente apresentarmos candidatos técnica e politicamentebem preparados e não candidatos que sabem à partida que estão a fazer “fretes“ oua pensarem no “lugarzinho” que lhes estará reservado mesmo que “a coisa corra mal”.Não, nada disso. Os eleitores sabem ajuizar e interpretar muito bem todos os sinais e nasautárquicas, o que conta fundamentalmente são as pessoas, o seu percurso político eprofissional, a sua postura na vida, a sua credibilidade, a confiança que nele depositam.É isto que conta. Já agora uma nota final a este respeito: recuso-me a aceitar, comoalgumas vezes tenho ouvido, que o concelho A,B ou C em termos de autárquicas “épara esquecer”, imputando por vezes a responsabilidade por tal facto aos militantes ouestruturas concelhias locais. Nada de mais errado. Esta visão não pode existir e a prová-lo está o facto de já termos tido 10 das 12 Câmaras do distrito. E podemos e devemoster novamente essa ambição e esse objetivo.Há que saber contrariar estas situações e definir estratégias de atuação politica a nívellocal, sendo certo que neste particular a Federação deve encarar esse trabalho de forma
  15. 15. permanente e com objetivos concretos, não esquecendo tudo o que lhe está inerente,nomeadamente a formação e preparação. BRAGANÇA E A SUA IMPORTÂNCIABragança é a capital de distrito. Enquanto que cada um de nós tem “o nosso concelho”no qual tem muita honra em pertencer (como deve ser), também não é menos certoque a nossa cidade é Bragança. Nela devemos ter muito orgulho, dar-lhe a importânciaespecial que merece é defende-la em todas as circunstâncias.Enquanto que a Vila (sede de concelho) é o wall de entrada e a peça mais visível da casa(do concelho), a capital de distrito deve ser a sala desta grande casa e como tal, aindamais importante, mais arrumada e mais digna.Quer queiramos quer não, ocupa o primeiro lugar em termos de centralidade, não sóporque é a mais populosa, mas também porque é aí que se concentra a parte maisvisível da vida urbana, nomeadamente os serviços.Apesar de ser o Presidente da Câmara de Vinhais, o que muito me honra e orgulha, semqualquer falsa modéstia reconheço este facto, aceito-o e defendo-o, tal como a maiorparte dos camaradas e da população em geral. Bragança é a minha cidade. É a nossacidade, é a nossa capital.Daí que, devido à sua importância a todos os níveis, Bragança deve ser consideradacomo caso especial (mas apenas para o caso que estamos a tratar).Por isso mesmo e muito embora este não seja o fórum mais indicado para esgrimirargumentos, não tenho dúvidas que o PS tem que ganhar a Câmara de Bragança. Ecreio até, que não existe nenhum motivo para que tal não aconteça. Há fortes argumentospara assim pensarmos: o PS já governou esta Câmara e diga-se, em abono da verdade,que tal governação do Dr. Mina e restante Vereação fez um excelente trabalho. Issoos Brigantinos reconhecem. Depois, não podemos esquecer, que a cidade em si deuo grande salto em termos de regeneração urbana, graças a um contrato que teve aassinatura de um governo do PS. Estou a referir-me, concretamente, ao programa POLIS,que “despejou” em Bragança milhões de euros e que transformou completamente acidade, independentemente do juízo que façamos sobre a utilidade dessas obras. Emterceiro e no mesmo ciclo, Bragança só se livrou definitivamente do isolamento a queestava votada, também e mais uma vez, através da decisão heroica, histórica e corajosade um governo do PS, sendo primeiro-ministro José Sócrates. Estes os argumentos maisimportantes, mas haveria muitos outros.Tudo isto para dizer que o concelho de Bragança tem motivos mais que suficientespara votar PS, Bragança sabe que foram os socialistas que mais ajudaram o concelho,sabem que o PS é o partido que mais a ajudou e em todos os aspetos. Em contrapartida,o PS, quer a nível legislativo, quer autárquico, em Bragança sofre, permanentemente,desastrosas derrotas.
  16. 16. Não se percebe o que está a acontecer. Não pode ser. Temos que inverter esta situaçãoe esta inversão só se consegue com um trabalho político sério, persistente, com umaoposição credível e com candidatos que consigam congregar e mobilizar a população.Há que dizer e convencer o eleitorado que o concelho de Bragança só terá a ganhar setiver um poder local socialista.Um dos principais objetivos desta candidatura e que está claramente definido é ganhara Câmara e a maioria das juntas do concelho de Bragança e tenho a certeza que comuma estratégia bem planeada, escolhas acertadas, um trabalho sério e principalmenteatempado, também em Bragança seremos vencedores.Tenho uma ideia clara para oferecer uma solução credível, ganhadora e que devolverá aBragança o estatuto que todos desejamos. ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTOEste é um tema demasiado importante e por isso deverá ser devidamente tratado.Digo sem qualquer reserva, que os Presidentes da distrital que me antecederam e osdemais órgãos, fizeram o melhor que podiam e sabiam. Repito “fizeram o melhor quepodiam e sabiam”.Mas isto não quer dizer que eu faça diferente ou igual a eles. Só cada um de nós,colocado na situação concreta e com as circunstâncias reais de cada momento, é queem consciência decide desta ou daquela forma, toma esta ou aquela atitude.Esclarecido este ponto, o que pretendo afirmar é o seguinte: tenho uma visão muitoconcreta e definida da forma como deverá funcionar o partido a nível distrital. Também istonão quer dizer, que será a melhor forma ou a forma ideal. No fim se verá. Apenas quero(solenemente) afirmar que temos um caminho, uma determinação e uma organizaçãofuncional bem definida e com a qual me comprometo nos próximos tempos, sempredentro do quadro legal e estatutário vigente. Passo então a explicar: 1. Os militantes socialistas, todos e sem exceção, são a “massa” o “conteúdo”,a essência do partido. Por isso mesmo há que aumentar o seu número, trazer maispessoas para o partido e principalmente, incentivá-las a participar, isto é, os militantestêm que discutir livremente, têm que ser escutados e respeitadas as suas opiniões e istoporque devemos partir sempre do princípio que a razão dos outros é pelo menos de valorigual à nossa. No PS não pode haver fidalgos e plebeus, bons e maus, esclarecidos eignorantes, colunáveis e anónimos. Há militantes e todos com a mesma importância.Isto leva-nos a um outro ponto, que é a necessidade de organizarmos convenientementeas concelhias, quer a nível de órgãos, quer de meios humanos e materiais, quer ainda eprincipalmente através da presença da Federação sempre que tal for necessário. 2. As concelhias são o elemento base do partido socialista. Mas este trabalhonão se deve esgotar ao nível da militância, que é necessária e desejável. É precisotermos sempre presente que nenhum partido ganha eleições conseguindo apenas os
  17. 17. votos dos seus militantes. Significa isto que é necessário reconhecer o importante papeldos simpatizantes do PS e até de algumas pessoas que, sendo independentes, seidentificam com os nossos pensamentos e causas.Ora, tudo isto só se consegue com concelhias bem organizadas, funcionais, dinâmicas,interventivas e fortes lideranças locais. 3. E já agora uma nota de relevo: não podemos continuar a cair neste duplo erro.Em alguns concelhos, quando estamos no poder (Câmara) o partido fica “moribundo”porque a Câmara o abafa, quando estamos na oposição, o desânimo é tão grande quebaixamos os braços e quase desaparecemos. Não pode ser. Esta é uma visão e umaprática errada. Há que pensar que “há muita mais vida para lá das eleições” e que ospartidos têm o dever de influenciar as orientações políticas de quem governa e seremintervenientes na sociedade e a todos os níveis, contribuindo dessa forma para ummelhor bem-estar das populações. 4. Um outro aspeto também muito importante é o relacionamento que deveexistir entre as concelhias e a federação, relacionamento esse que se pretende franco,aberto, colaborante, mas que de forma alguma deve servir para outros fins, tipo força debloqueio, sindicato de voto, ou ajuste de contas.Ambas as estruturas de devem respeitar na sua autonomia institucional e os seusmilitantes não têm que funcionar em lógicas de grupo. As pessoas têm que ser livrespara, em cada momento decidirem como entenderem, de acordo com um imperativode consciência que é escolherem sem serem pressionados, coagidos, ameaçados oumanipulados.As concelhias não devem ser instrumentalizadas ou manipuladas ao sabor dos interessesde A ou B, que por vezes não passam de interesses meramente pessoais indesejáveis. 5. A distrital desempenha um importante papel na coordenação da políticaregional e por isso a sua liderança deve ser forte, determinada, livre, dialogante, comum forte sentido democrático e reunir à sua volta um conjunto de pessoas preparadas,dispostas a colaborar e fundamentalmente com um marcado estímulo de darem o seucontributo desinteressado.A distrital no seu conjunto deve defender e exercitar uma doutrina e uma prática de partilhade liderança. Quero com isto dizer que o partido deve saber aproveitar todos aquelescamaradas que estão disponíveis para trabalharem, para se integrarem em grupos dereflexão, de estudo e de trabalho de forma a que os diversos assuntos ou áreas deintervenção social (agricultura e desenvolvimento rural, floresta, caça e pesca, turismo,acessibilidades, saúde, segurança social, etc) não se concentrem na mesma pessoa,mas sejam distribuídos sectorialmente de forma a que a profundidade do seu estudo epreparação apareça aos olhos da opinião pública de forma credível e vá influenciandoas decisões políticas.Há que chamar todos. Os adversários do PS não estão dentro do PS. 6. A região e as pessoas precisam do Partido Socialista e pelo menos a dois
  18. 18. níveis: não só para conseguir vitórias em atos eleitorais, mas também e não menosimportante, para que através de um trabalho permanente e sério se consiga influenciarpoliticamente as decisões de forma a contribuirmos efetivamente para melhorar aqualidade de vida das pessoas.Por isso mesmo e insisto, a liderança tem que estar preparada, ter curriculum politicopara dar credibilidade, estar disponível, ter garra e ter como único motivo o trabalharpara o PS e para as causas do PS. A disponibilidade para liderar com o objetivo de dar osalto para outros voos, não deve ser premiada.Ora isto é absolutamente incompatível com uma liderança calculista, com estratégiasmeramente pessoais ou com interesses aparentemente ocultos. Este tipo de liderançassão mais que desastres. São perigosíssimas para o PS e para os Socialistas, para aregião e para o País. 7. Isto remete-nos para outro ponto. A liberdade tem que existir em cada momentoe em todo o tipo de decisões. Apesar de termos uma ideologia inconfundível vertidana doutrina e estatutos, da qual não nos devemos afastar, não temos que “obedecercegamente”, não temos que dizer sempre “ámen”, não temos que caminhar pela mãode ninguém, não podemos deixar os outros decidir por nós… no entanto deveremos sersempre leais, isto é, devemos respeitar sempre a nossa condição de militantes e ajudaro líder nacional do nosso partido e as demais lideranças intermédias.A liderança tem que ser efetiva e sempre presente. Pelo que, reuniões de trabalho com oSecretariado Nacional, com as Concelhias dentro de cada concelho e com os militantes,têm que ser uma constante. Há que reconhecer o importante papel das concelhias, dosseus órgãos, estimulá-las a trabalhar, contribuir para que se organizem, mas ao mesmotempo permitir que o façam com liberdade, com autonomia e não transformar os seuslideres em meros “sindicalistas do voto” a quem se reconhece um “papel importantíssimo”em tempo de eleições, mas que depois nunca mais se lhes liga. 8. Há que preparar a tempo e horas as candidaturas às Câmaras Municipais,dar-lhe todo o apoio necessário, apoio esse que se deve prolongar para lá das eleiçõesindependentemente dos resultados, sendo certo que, no caso de derrota, esse apoio,ajuda e até afeto, deve ainda ser maior.Não podemos abandonar quem se entrega ao partido de alma e coração, abraça umacausa partidária e teve a infelicidade de não a ganhar. A solidariedade deve ser reciprocae desinteressada.Papel não menos importante é a dos vereadores e dos autarcas das freguesias. Quantase quantas vezes são os vereadores que estão por detrás de importantes decisões,que fazem o trabalho mais difícil e que humildemente se limitam a trabalhar sem nadareceberem em troca.Fui vereador vários anos e sei do que estou a falar. Á função de vereador deve serreconhecido o valor que efetivamente tem, quer tenha pelouros ou esteja na oposição.Quem perde uma eleição e não for devidamente acompanhado pela distrital, não tem
  19. 19. condições para fazer oposição, não consegue fazer o seu trabalho politico, rapidamentedesmoraliza, cai no desinteresse e “deita a toalha ao chão”. Não pode ser. Temos quepensar que a maior parte das vezes é o trabalho da oposição que consegue uma vitóriano próximo ato eleitoral. Daí também este cuidado especial.Não menos importante é o papel dos autarcas das freguesias. São eles que lidam emprimeiro lugar com as pessoas, com os militantes e com os simpatizantes.Quando é necessário fazer um “ajuntamento,” um comício, uma festa, lá estamos nósa socorrermo-nos do autarca das freguesias. Por isso mesmo é preciso chamá-los aparticipar ativamente na vida do partido, nas reuniões dos seus órgãos e dar-lhes oslugares de destaque que têm por direito próprio. 9. Por tudo isto, é necessária uma relação de proximidade. Apesar de serPresidente da Câmara de Vinhais, o que muito me honra e dada a proximidade a Bragança,estou certo que tal facto poderá ter alguma importância, mas apenas meramente relativa,porquanto nos órgãos do partido deve estar representado todo o distrito.Aliás, hoje não há distâncias, sendo certo que várias são as pessoas que vivem numlocal e trabalham noutro. Eu próprio tenho casa em Bragança onde fico várias vezes, aminha família e da esposa aí vivem, aí passo grande parte do tempo.Apesar de isto não ter qualquer importância, a Federação do PS já teve durante muitosanos um líder de Vinhais, o nosso camarada e estimado amigo Armando Vara e queresidia a maior parte do tempo em Lisboa, seguiu-se-lhe um outro líder, o estimadocamarada Júlio Meirinhos, que morava em Miranda do Douro e agora outro o estimadoe amigo, camarada Mota Andrade, que está a maior parte do tempo em Lisboa devidoà sua condição de deputado. O que significa que, de todos, até serei o que fisicamenteestá mais perto da sede da Federação, apesar de este facto ser pouco importante porquea Federação deve representar proporcionalmente todo o distrito, tal como já disse. 10. Apesar da proximidade ser uma consequência direta das atitudes e não tantodos Kms, o que é certo é que só será efetiva se estiverem reunidas outras condições,nomeadamente, se a vida pessoal e profissional o permitir.Estou agora no segundo mandato, o que significa que já não sou, com o devido respeito,propriamente um iniciante e por isso mesmo, em termos de Câmara temos as coisasbem organizadas, tanto em termos de funcionamento como financeiro, uma boa equipa,o que me permite ter o tempo necessário para me dedicar ao PS.Aliás e dentro deste tema, diga-se que várias Federações do PS, quer no passado, queratualmente, são lideradas por Presidentes de Câmara, o mesmo acontecendo com osoutros partidos.Este facto tem até, em sua defesa, alguns fortes argumentos. Desde logo porque ecomo já disse, temos mais possibilidades reais de intervir, no caso concreto, de fazeroposição, tal como tem acontecido recentemente. Depois, porque estamos muito pertodas populações e dos seus problemas diários, permitindo-nos fazer um acompanhamentomais de proximidade. Acresce que, modéstia à parte, já ganhámos ou ajudámos
  20. 20. a ganhar eleições o que em termos de credibilidade politica é importantíssimo e porfim (mas não por último), porque hoje não é possível termos uma visão meramenteconcelhia em termos de defesa dos interesses locais, porquanto os concelhos estão porlei organizados em associações e comunidades de municípios e todos os investimentossão obrigatoriamente analisados tendo em conta lógicas de desenvolvimento regional enão concelhio, sendo que, quem pensar ou “apregoar” o contrário a este respeito, estácompletamente enganado. DEPARTAMENTO DAS MULHERES SOCIALISTASA igualdade de tratamento e oportunidades entre homens e mulheres é um princípioconstitucionalmente consagrado e ocupa lugar de relevo na carta dos direitos humanos.No entanto e porque a prática nem sempre é coincidente com as preceitos normativos,esta foi sempre uma forte e atual bandeira do PS.Por isso mesmo, também a nível federativo, este departamento deve ter o seu espaço,deve funcionar e manter vivo aqueles princípios.O incentivo e defesa de candidaturas de mulheres, a disponibilidade na sua preparação, aluta pela conciliação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar, devem ser preocupaçõesde todos, não só “apregoadas” mas exercitados no dia-a-dia.Peço desculpa pela ousadia de lançar mão a uma questão pessoal, mas o facto deter quatro filhos, alguns deles ainda muito jovens e por isso mais exigentes em termosde acompanhamento familiar, permite-me ter autoridade para dizer que sei do queestou a falar, que este assunto não é para mim “algo politicamente correto”, antes sintodiáriamente as dificuldades de uma mãe (e consequentemente de um pai) que tem queconciliar o trabalho árduo do dia-a-dia, com as necessidades dos “pequenotes”. Garanto-vos, tal como muitos também sabem, não é tarefa fácil. A IMPORTÂNCIA DA JUVENTUDE SOCIALISTANão se pense que este ponto, por ser tratado em último lugar, seja menos importanteque os outros. Não; neste texto os assuntos não obedeceram a qualquer hierarquização,muito menos em função da sua importância.Os assuntos foram saindo ao sabor da “pena”. Mais nada. Mas já agora diga-se quetambém há um argumento contrário: normalmente as últimas páginas de um livro sãoaquelas em que tudo se decide e que ficam mais claras e presentes na nossa memória,porque foram as lidas há menos tempo.Pois bem, posto isto, permitam-me os leitores duas ou três considerações a esterespeito.Tal como afirmei, orgulho-me de ter feito todo o percurso político, como fazem a maior
  21. 21. parte dos militantes e como deve ser feito, isto é, de baixo para cima.Participei em movimentos estudantis, associações de estudantes, colei muitos cartazese pendurei muitos pendões, ouvi e ouço muitos desabafos e queixas, fiz e faço muitasviagens no meu carro transportando militantes para as várias atividades, etc, etc.E tudo isto nunca me diminuiu, bem antes pelo contrário. Foi a minha atividade políticaenquanto jovem, que me permitiu fazer o percurso que qualquer verdadeiro socialistadeve fazer, inclusivé disponibilizar-se e estar preparado para dar o seu contributo paraoutros lugares, como é o caso, entre outros, a Federação Distrital.E não se pense que este ponto não é importante. É importante sim, porque há quem entreno partido não pela base mas para lugares cimeiros. Há quem descubra a vocação (ouo chamamento) não quando é jovem, mas quando estão na idade da reforma. Respeito-os e considero-os como militantes, amigos e verdadeiros socialistas. No entanto, falta-lhes um percurso, uma história, uma cumplicidade, uma garantia de confiança. Numapalavra, faltou-lhes credibilidade politica para liderar.Portanto e pelo exposto, sou um fã da condição de “jovem socialista”.E foi essa condição que desde muito cedo interiorizei, que me permitiu e me “obrigou” acandidatar a uma Junta de Freguesia quando tinha, imagine-se 19 anos, que ganhámos,e assumir o segundo lugar na lista do PS à Câmara de Vinhais, tendo na altura 25 anose a liderar uma forte e determinada oposição durante 4 anos que terminou, naturalmente,isto é “roubando” a Câmara ao PSD, tornando-a socialista, o que, felizmente, ainda semantém.Quero com isto dizer que a minha estima e respeito pela JS é enorme. Reconheço asua importância. No entanto, também quero dizer que ser jovem do PS não é servircegamente o partido, servir os interesses de A ou B, permitir que nos instrumentalizemou que nos deem o devido destaque e importância só em tempo de atos eleitorais.Ser jovem socialista é (ou pelo menos era) participar sempre e ativamente, de forma livre,revolucionária, autónoma em relação à máquina do partido, reivindicativa, conquistadorae bandeirista.Os grandes líderes do Partido Socialista (e até dos outros partidos) foram e sãocamaradas que tiveram na sua juventude uma militância muito ativa e marcada pelosvalores do PS.Por tudo isto, também a nível federativo, há que ter a preocupação de criar condiçõespara que os nossos jovens se envolvam mais, atribuindo-lhes os lugares a que têmdireito nas respetivas listas e contribuir para a sua formação política e cívica, pois ofuturo a eles pertence.Com esta postura, todos teremos a ganhar.
  22. 22. NOTA FINALE pronto; chegou ao fim o clausulado neste contrato. Alguns devem estar fartos e outros,os mais amigos, provavelmente, dirão apenas “que já chega”.A todos agradeço da mesma forma o tempo que dedicaram, com a sua leitura.Mas entendo que esta é uma altura demasiado importante e, por isso mesmo, temos aobrigação de disponibilizarmos completamente o nosso pensamento sobre os diversastemas políticos, para que os camaradas assim e só desta forma, tenham condições paraescolherem e votarem em consciência.Muito agradecido e ganhe o que mais merecer!... Américo PereiraMaio de 2012
  23. 23. UM OUTRO CICLO ...de mudança segura

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