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Ciência”, de James Gleick. Ficarão familiarizados com atractores, fractais e, de umaforma genérica, com a proposta da exis...
aconteceu. Não me estou a ver como o Victor Frankenstein do século XXI, a criar ummonstro, neste caso informático.     — P...
— Funcionar, funciona, quer dizer, já deita cá para fora palavras. Resta saber seainda revela acontecimentos vividos pelo ...
— Somos gémeos verdadeiros, sim. Verdadeiros, idênticos, homozigóticos,univitelinos, o que nos queiras chamar. Um só óvulo...
— Rodolfo, Teresa, por agora tenho que vos deixar. Vou ter com o meu pai paradecidirmos o que fazer. Talvez tenha de me au...
peixinho grelhado ao Peixão? Toda esta agitação abriu-me o apetite! Para além de quesão quase horas do lanche…         — V...
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Capítulo 4 aleascript

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Eis o 4º capítulo: boa leitura!

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Capítulo 4 aleascript

  1. 1. CAPÍTULO 4 "Criatividade consiste apenas em perceber o que já esta lá. Você sabia que ossapatos direito e esquerdo só foram inventados há pouco mais de um século?" (Bernice Fitz-Gibbon) Quando chegaram a casa do Paulo, este estava de volta de um computador.Rodolfo olhou para o ecrã mas não percebeu nada. Já Teresa conseguiu identificar umaestrutura relativamente familiar. — Algoritmos? Teresa conhecia bem os algoritmos. A sua tese de doutoramento versara,precisamente, a criação de algoritmos para prever a ocorrência de sismos, o que lhevalera um prémio internacional. — Tu percebes disto, Teresa? — perguntou-lhe, espantado, Rodolfo. — Sesoubesse, tinha-te pedido a ti para me fazeres o programa. Pelo menos, evitava sertrapaceado por este brincalhão! Paulo, seu amigo há muitos anos, deu-lhe uma palmada amigável na nuca. — Vá, deixa-te disso. Confessa que foi engraçado! Bem, pelo menos até à parteem que as coisas se começaram a complicar, ao que parece! — Pois, foi isso mesmo, Complicaram-se e de que maneira. Mas, espera, estamosa falar e não te apresentei a Teresa. Teresa, licenciada em Matemática. Paulo, o meuamigo craque em informática, vagabundo e, ao que parece, aprendiz de feiticeiro… Eram, de facto, algoritmos. Fórmulas matemáticas, utilizadas para responder àsnecessidades de determinados cálculos, de forma lógica. Na verdade, um programa decomputador não era muito mais do que um algoritmo, com a missão de informar ocomputador dos passos que ele deverá dar e por que ordem o deverá fazer. — Vá, Rodolfo, vamos por partes. Dizes que foram mais do que duas assequências que reconheceste como familiares. Quais foram, concretamente, as palavrasque saíram? Rodolfo disse a Paulo quais as palavras que haviam saído e qual a leitura quehavia feito das mesmas. Depois, Teresa explicou o que se havia passado com ela,deixando Paulo bastante apreensivo e intrigado. — Isto é mesmo muito estranho. Como vos disse, apenas programei, de facto,duas sequências de cinco palavras. De resto, comecei por fazer uma pesquisa na net enão me foi difícil encontrar algumas ferramentas do género. Gostei especialmente do
  2. 2. software Random Word Generator, uma das Creativity Tools da empresawatchout4snakes. Limitei-me a fazer algo do género, mas com palavras portuguesas.Depois, era suposto o programa correr por si. E parece que foi o que ele, literalmente,fez… — Paulo — perguntou-lhe Rodolfo, atordoado com o desenvolvimento dosacontecimentos —, encontras alguma explicação para isto? É possível que um programade computador assuma, por assim dizer, o comando das operações, fazendo desaparecero carácter aleatório que pretendíamos? — Bem, Rodolfo, no domínio da ficção científica, isso já é conhecido. Máquinascriadas pelo Homem que, repentinamente, como que ganham consciência e passam a tervontade própria. Mas isso é nos filmes e nos livros… — Neste caso é precisamente a escrita de um livro que está em causa — lembrouTeresa, parecendo ter algum gozo em manter acesa a chama de estarem perante umfenómeno paranormal. — Além disso, a ser verdade, não seria difícil que o filme viesselogo a seguir! — Calma, calma. Respiremos fundo e analisemos a situação sob um ponto de vistaracional — propôs Paulo, ou não estivesse habituado a uma lógica de trabalhoperfeitamente clara e bem definida, em que ele mandava e o computador obedecia! — Já ouviram falar na Ciência do Caos? — questionou Teresa, num aparenteassomo de clarividência. Paulo nunca tinha ouvido falar, mas Rodolfo tinha lido algumas coisas sobre oassunto. Prestaram ambos a máxima atenção à explicação de Teresa. — Deixem-me começar por vos falar de modelos. Não, não, deixem lá de salivar,porque não vos irei falar da Naomi e outras escanzeladas do ramo. Refiro-me àquilo aque os teóricos e investigadores recorrem quando querem explicar uma dada realidade,normalmente complexa, de uma forma relativamente mais fácil e compreensível. Até hábem pouco tempo, era comum entender-se o funcionamento da percepção humana e dastomadas de decisão por analogia com o funcionamento dos computadores, com inputs,processamento de dados e outputs. Diversos estudos mostraram que a articulação entreo sistema neural e outros sistemas orgânicos é bem mais complexa e que essa analogiapouco explicaria da realidade. Significa isto que poderemos estar numa época em queserá inteligente estar aberto à possibilidade de haver outros modelos que expliquemmelhor o funcionamento de muitos sistemas, sejam eles humanos ou apenas máquinas.A propósito, recomendo-vos a leitura do livro “ O Caos - A Criação de uma Nova
  3. 3. Ciência”, de James Gleick. Ficarão familiarizados com atractores, fractais e, de umaforma genérica, com a proposta da existência de sistemas não-lineares. Por incrível quevos possa parecer, foi publicado há mais de vinte anos. Aliás, outros autores falam domesmo tema, por outras palavras, referindo-se à possibilidade de haver sistemas auto-organizados onde, antes, apenas se viam comandos hierarquicamente bem definidos.Simplificando, parece ser, mais do que possível, provável que haja mesmo a capacidadede alguns sistemas funcionarem por si só, respondendo de formas bem diversasdaquelas para que foram inicialmente concebidos. Rodolfo e Paulo entreolharam-se, procurando ver no rosto do outro o grau decompreensão que este estaria a ter. — Está claro que não estou a querer dizer que é o que se passa com o Aleascript— continuou Teresa —, mas temos de deixar em aberto a possibilidade… — Deixa-me ver se percebi, Teresa — disse Rodolfo, coçando o queixo comosempre fazia quando estava em estado de raciocínio profundo. — Estás a querer dizerque, na tua opinião, existirá a possibilidade, ainda que remota, de a hipótese que eucoloquei ser verdadeira? Isto é, de que o computador, o Aleascript ou um misto dos doistenha, por algum mecanismo para nós desconhecido, aprendido com a programaçãoinicial que o Paulo fez e se tenha recusado a seguir as ordens do algoritmo que elepreparou? — Sim, não me choca, de todo, essa possibilidade. Aliás, estava a esquecer-me deum conceito que me parece muito apropriado, que é o de inteligência artificial, ou IA.Lembram-se do filme do Spielberg? Pois já por altura da Segunda Guerra Mundialhavia interesse na construção de máquinas inteligentes. Alain Turing, matemáticoinglês, admitiu a possibilidade de as máquinas poderem pensar e concebeu mesmo,teoricamente, uma máquina que seria capaz de emular o pensamento humano. Maisrecentemente, e para dar um exemplo do domínio artístico, parece que foi criado umrobô que escreve poemas, de forma não totalmente aleatória… Na verdade, Paulo, aInteligência Artificial é considerada uma área de pesquisa da ciência da computação,ciência que estuda, precisamente, os algoritmos e a criação de software com base neles,não é verdade? — Isso é verdade, Teresa, mas, que eu saiba, são ainda muito poucos os casos emque uma máquina conseguiu, graças a um super software e a um ultra-eficaz algoritmo,aproximar-se do conceito de IA. Como, neste caso, utilizei um algoritmo ultra-simples,estou convencido de que tem de haver uma explicação lógica e racional para o que
  4. 4. aconteceu. Não me estou a ver como o Victor Frankenstein do século XXI, a criar ummonstro, neste caso informático. — Paulo, tens noção da probabilidade de saírem, de forma puramente aleatória,cinco palavras, de um universo de cerca de seiscentas mil, que tenham alguma relaçãológica entre si? Pior do que isso, que retratem de forma límpida acontecimentospassados da pessoa que utiliza o programa? Será um valor tão ridiculamente pequenoque não tem qualquer sustentabilidade a ideia de acaso! — refutou, veementemente,Rodolfo. — Agora, explicar como é possível isso estar a acontecer, também não sei. — Tive uma ideia — disse Teresa. — Que tal o Paulo experimentar, também, oAleascript? Não que eu ainda tenha dúvidas dos resultados que encontrámos, massempre seria mais uma forma de comprovar estas nossas suposições. — Apesar do teu cepticismo, importas-te, Paulo? Isto se não tiveres algumsegredo que não queiras aqui revelar… — Claro que não me importo, Rodolfo. Acho mesmo uma boa ideia. Por um lado,não creio ter, de facto, segredos por aí além. Por outro lado, estou convencido de que oque vos aconteceu resultou de uma qualquer conjugação de factores que vos levou afazer as leituras que fizeram. Vamos lá pôr, então, um ponto final neste argumento malamanhado de filme de ficção científica de segunda. Liga lá o teu computador, Rodolfo. Uma vez mais, Rodolfo ligou o seu portátil, clicou duas vezes no ícone doAleascript e aguardou. Quando o programa ficou operacional, pediu ao Paulo paracomeçar a pressionar a tecla enter. Por mais que Paulo clicasse, nada aparecia escrito no ecrã. — Mau, o que se passa? Querem lá ver que nunca se passou mesmo nada deinteressante na tua vida que valha a pena o Aleascript devassar? — disse, trocista,Rodolfo. — Ou, então, pifou. Bem me parecia que era bom (ou será mau?) de mais para serverdade — contrapôs Teresa, desapontada. Paulo descalçou a luva de látex da mão direita. Tinha por hábito usar estas luvassempre que trabalhava nos computadores mas, agora, queria ter a maior sensibilidadepossível. Passou o dedo indicador sobre a tecla para tentar perceber se haveria algo deerrado em termos de encaixe. Assim que efectuou uma ligeira pressão, uma palavraapareceu no ecrã. — “INSPECÇÃO” — Cá está, funciona ou não funciona? — proclamou Paulo, ufano.
  5. 5. — Funcionar, funciona, quer dizer, já deita cá para fora palavras. Resta saber seainda revela acontecimentos vividos pelo seu utilizador. Diz-te alguma coisa a palavraque saiu, Paulo? — perguntou Rodolfo, expectante. — Assim à primeira vista, não creio. Só me lembro de, há dois ou três meses, terido fazer a inspecção automóvel obrigatória, mas isso não me parece relevante.Continuemos. — “FRAUDE” — Mau Maria… não estou a gostar muito disto. Ainda assim, não me parece quese possa aplicar à minha pessoa. Vamos lá, mais um. Rodolfo, Teresa e Paulo olhavam fixamente para o ecrã, ansiando pela palavra quesurgiria. — “FINANÇAS” — Finanças? As minhas andam muito por baixo e, se houve alguma fraude, tereisido eu o prejudicado. Inspecção… não estou a ver. Vou mas é clicar já duas vezesseguidas. — “CERVEJARIA” — “AUSTRÁLIA” — Pronto, comprova-se. Cerveja, não bebo. Austrália, sei que tem cangurus e queé longe que se farta. Olha, Rodolfo, o melhor é mesmo aproveitares as palavras paracomeçares a escrever rapidamente o que o teu editor quer. Por falar em rapidamente:bem que podias chamar ao teu próximo livro “A Besta Célere”, não? Sempre era umahomenagem que fazias ao teu editor, tal a pressa com que ele está. Ou então “A BestaCélebre”. Para ser premonitório da quantidade de exemplares que venderá… — Está giro, está. Não te conhecia essa veia para mandar piadas secas —respondeu-lhe, trocista, Rodolfo, algo desiludido pelo final do mistério. — Pois, sou eu e o meu irmão gémeo. E o meu pai, também, É de família, somostodos uns grandes comediantes. — Irmão gémeo? Não sabia que tinhas um irmão gémeo, nunca me falaste dele! — Pois não, tens razão. Ele emigrou há muitos anos e raramente nos encontramos.Aliás, raramente falamos, sequer. Meteu-se numas alhadas por cá e teve de fugir. Aocontrário de mim, parece ter uma natural propensão para a asneira… — E esse teu irmão é teu irmão gémeo verdadeiro ou nem por isso? — perguntouRodolfo, com uma ideia a passar-lhe pelo espírito.
  6. 6. — Somos gémeos verdadeiros, sim. Verdadeiros, idênticos, homozigóticos,univitelinos, o que nos queiras chamar. Um só óvulo, um só espermatozóide, doisclones. Tirando os nossos pais, quase ninguém nos consegue diferenciar! — E para onde é que o seu irmão emigrou, sabe? — perguntou Teresa,percebendo a intenção da pergunta de Rodolfo. — Não foi para a Austrália, não? Para desalento de Teresa e de Rodolfo, não tinha sido. — Não, não foi para a Austrália. Ele andou embarcado muito tempo, mas, depois,fixou-se na Indonésia, creio. Já lá vão uns bons 5 anos, se não estou enganado. — E tens a certeza que ele ainda lá está? Quer dizer, Indonésia e Austrália não sãoassim tão distantes, não é? Se a minha geografia não me engana, mais perto, só a PapuaNova Guiné. E Timor. Talvez… O toque do telefone do Paulo interrompeu as conjecturas de Rodolfo. Enquantofalava ao telefone, Paulo ia ficando notoriamente mais branco, sinal de novidades poucoagradáveis. Finalmente, desligou, cabisbaixo. — Acreditam em coincidências? Então ouçam. Era o meu pai a dizer que o meuirmão foi preso, há duas semanas, por ter falsificado documentos, ou qualquer coisa dogénero, no negócio que geria. Imaginem onde é que ele estava a viver e a que negóciose dedicava… Há dois anos, o irmão de Paulo mudara-se para a Austrália. Abrira uma cervejariae, de início, tudo correra bem. Depois, por ganância, resolveu acelerar a sua facturaçãopor meios menos legais e foi apanhado. — Bem, vamos lá ver se acertamos ideias — disse Rodolfo, tentando manter acalma. — Por um qualquer mecanismo que não percebemos (mais um, acrescente-se), ocomputador identificou-te como sendo o teu irmão! Sendo vocês gémeos verdadeiros e,por isso, tendo um genoma exactamente igual, a conclusão a que posso chegar é que… — É que — interrompeu, excitada, Teresa — o Aleascript, ou o computador, ouos dois em conjunto, identificam o utilizador pelo seu ADN! Como os vossos sãoidênticos, baralhou-se! Se as coisas já estavam suficientemente misteriosas, agora tornavam-se,definitivamente, nebulosas e obscuras. Enquanto Rodolfo e Teresa discutiam as últimasocorrências, Paulo mantinha-se algo apático. Apesar do afastamento, físico e emocional,não podia ignorar que Ricardo era seu irmão. Gémeo. Verdadeiro. Clone. Saber que eleestava preso nos confins do mundo era motivo para séria preocupação. Combinara ir terde imediato com o pai.
  7. 7. — Rodolfo, Teresa, por agora tenho que vos deixar. Vou ter com o meu pai paradecidirmos o que fazer. Talvez tenha de me ausentar por uns dias, se resolvermos ir atéà Austrália. De qualquer forma, vamos mantendo o contacto, pois acho que temos umabomba nas mãos! — Não duvides, Paulo — disse-lhe Rodolfo, vendo já quatro ou cinco possíveisconsequências da utilização do Aleascript. — Temos de pensar bem o que vamos fazera seguir. Para já, o mais prudente é não comentarmos com ninguém o que se está apassar. — Acho boa ideia, Rodolfo — disse Teresa, pensativa. — Não é muito difícilprever que, se se vier a saber, serão muitos os que lhe quererão deitar a mão. — Pois, tens toda a razão — concordou Rodolfo. — Uns para o usar e outros parao destruir… Rodolfo e Teresa despediram-se de Paulo. As suas cabeças estavam a mil,tentando perceber qual o passo mais acertado a dar a seguir. Entraram no carro eRodolfo, antes de dar à chave, fez uma festa na cara de Teresa. — Então, tinha razão ou não, ao dizer que te irias interessar por aquilo que tinhapara te contar? — Claro que tinhas, Rodolfo. Ainda não acredito que isto esteja mesmo aacontecer! O que achas que devemos fazer a seguir? Bem, que deves fazer a seguir,pois… — Devemos, disseste bem. Estamos juntos nisto. A não ser que não queiras e… — É claro que quero, Rodolfo. Dificilmente poderia haver algo mais estimulantepara eu fazer e… — Quanto a isso, tenho uma ou duas ideias de coisas mais estimulantes quepoderias fazer, a começar por… — Vá, menino, porte-se bem! — ralhou-lhe Teresa, mais do que habituada aospiropos e à malícia de Rodolfo. — Mais do que nunca, agora é altura para ter a cabeçafria. Rodolfo encaixou o raspanete de Teresa. Sabia que ela nunca iria quererultrapassar a fronteira da amizade entre eles e, também por isso, estava à-vontade parase meter com ela. — Ok, Ok, não se zangue, mademoiselle. Estamos então, para o bem e para o mal(calma, calma…), juntos nesta aventura. O que me dizes de irmos almoçar um belo
  8. 8. peixinho grelhado ao Peixão? Toda esta agitação abriu-me o apetite! Para além de quesão quase horas do lanche… — Vamos, claro que sim. Sabes bem que sou louca por chupar uma bela cabeçade… Olhando para o rasgado sorriso que Rodolfo abrira, Teresa parou o que estava adizer. — Parvo! — Pargo, Teresa. Querias dizer pargo, não era? Então vamos, está combinado. Tuchupas a cabeça e deixas-me comer o rabo. Arrancaram e lá foram até ao cais. Para refrescar as ideias, nada melhor do que umpeixinho bem fresco!

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