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Câmara Municipal de Coimbra quer construir linha histórica de elétricos

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Numa cidade com a riqueza patrimonial e potencial turístico de Coimbra, é necessária a criação de meios que permitam a fruição e valorização destes ativos. Nesse sentido, o executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) irá apreciar e votar, na sua reunião da próxima segunda-feira, um projeto de criação de uma linha histórica de elétricos, que pretende ligar a Rua da Alegria à Rotunda das Lages, com passagem pela Ponte de Santa Clara.

No que diz respeito a veículos, a CMC dispõe, nesta altura, de um espólio de oito viaturas – três de 1911, uma de 1912, três de 1928 e uma de 1930 – o que, só por si, constitui um motivo adicional de interesse. Recorde-se ainda que a mobilidade elétrica, hoje tão na moda um pouco por todo o mundo, tem, em Coimbra, uma tradição mais do que centenária.

A solução de trajeto proposta, que admite aperfeiçoamentos, parte do Parque Dr. Manuel Braga em direção à Portagem e atravessa a Ponte de Santa Clara, prevendo-se que esta passe a ter três vias rodoviárias. Em todo o percurso, a interação com o tráfego automóvel far-se-á por intermédio de sinalização luminosa. Da Ponte de Santa Clara, segue-se a passagem pela Av. João das Regras e a entrada na Rua Feitoria dos Linhos. Nesta artéria, está previsto um troço de duplicação da linha ferroviária, numa extensão de 60 a 70 metros, para cruzamento de viaturas. No restante trajeto, a linha terá via única.

Após a Rua Feitoria dos Linhos, o trajeto segue para a Estrada das Lágrimas, onde o trânsito rodoviário deverá processar-se apenas num sentido. O percurso desta linha histórica passa ainda pela Rotunda das Lages e termina junto ao Exploratório. No total, a futura Linha de elétricos terá uma extensão de cerca de 2 km, sendo que a viagem entre o Parque Dr. Manuel Braga e o Exploratório deverá demorar cerca de um quarto de hora (meia hora no caso de ida e volta). O custo previsto para a implantação do projeto é de 4.250.000 euros.

A execução do mesmo obriga ainda a uma Avaliação de Impacte Ambiental e a um estudo de tráfego que avalie as implicações/interferências que o trajeto tem no trânsito, nomeadamente nas chamadas horas de ponta. Por último, será ainda desenvolvido um estudo da sinalização luminosa de circulação de toda a área envolvente, que enquadrará o funcionamento da linha histórica com o tráfego rodoviário, no percurso preconizado.
Esta é mais uma forma de diversificar os espaços de fruição turística, ampliando a experiência dos visitantes que poderão passar a conhecer pontos de interesse que habitualmente estão ausentes dos circuitos mais tradicionais da cidade.

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  • A ideia não é má mas parece curto o trajecto. .A subida ao mosteiro daria um impulso turistico de grande evidència ao projecto a justificar o investimento a fazer. A sua rentabilidade é essencial e no percurso em estudo falta uma componente turistica decisiva. Um trajecto dos museus, seria coerente, Machado de Castro, S.Clara a Velha, a Nova seria ainda melhor.O final da linha no exploratório não tem significado em termos de património, exploratorios há muitos Europa fora, mosteiros , os de Coimbra são únicos. As coisas ou se fazem com coerência, dimensão e qualidade ou é preferivel não fazer nada , porque a falta desses elementos essenciais condenam a estrutura a fracassar.Coimbra estã longe de conseguir notoriedade no percurso do património da humanidade,ou porque não sabe, ou porque não investe o suficiente, ou porque Portugal está transformado em meia duzia de capelinhas partidárias para governar a vida, e tudo isso tem que mudar para haver avancos e ganhos claros e sérios.
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  • Acho que é uma boa ideia.... poderiam era alargar para a parte antiga da Cidade, por exemplo com passagem pela Sé Velha.

    Uma questão, porque se haveria de mexer nas vias de transito? Em Lisboa o 28 circula nas mesmas vias que os restantes veículos, poderíamos fazer o mesmo em Coimbra e eventualmente não haveria muito impacto nas chamadas horas de ponta, se fosse executado um rigoroso plano para escoar o transito na Fernão de Magalhães/Emídio Navarro.
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  • Agrada-me a ideia. Não compreendo o trajecto escolhido. Ainda que plano, pouco exigente em termos de tracção, não cabe como prolongamento histórico do carro-eléctrico em Coimbra.
    Já agora, que pretendem fazer com a moribunda frota troleicarro? Por favor. Não se justifiquem com custos quando temos pela frente um meio de transporte igualmente histórico, único em Portugal, que, ao contrário do metro, não exige obra urbana e, mais importante, é igualmente amigo do ambiente.
    Vitor Simões
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Câmara Municipal de Coimbra quer construir linha histórica de elétricos

  1. 1. Câmara Municipal de Coimbra quer construir linha histórica de elétricos Numa cidade com a riqueza patrimonial e potencial turístico de Coimbra, é necessária a criação de meios que permitam a fruição e valorização destes ativos. Nesse sentido, o executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) irá apreciar e votar, na sua reunião da próxima segunda-feira, um projeto de criação de uma linha histórica de elétricos, que pretende ligar a Rua da Alegria à Rotunda das Lages, com passagem pela Ponte de Santa Clara. No que diz respeito a veículos, a CMC dispõe, nesta altura, de um espólio de oito viaturas – três de 1911, uma de 1912, três de 1928 e uma de 1930 – o que, só por si, constitui um motivo adicional de interesse. Recorde-se ainda que a mobilidade elétrica, hoje tão na moda um pouco por todo o mundo, tem, em Coimbra, uma tradição mais do que centenária.
  2. 2. A solução de trajeto proposta, que admite aperfeiçoamentos, parte do Parque Dr. Manuel Braga em direção à Portagem e atravessa a Ponte de Santa Clara, prevendo-se que esta passe a ter três vias rodoviárias. Em todo o percurso, a interação com o tráfego automóvel far-se-á por intermédio de sinalização luminosa. Da Ponte de Santa Clara, segue-se a passagem pela Av. João das Regras e a entrada na Rua Feitoria dos Linhos. Nesta artéria, está previsto um troço de duplicação da linha ferroviária, numa extensão de 60 a 70 metros, para cruzamento de viaturas. No restante trajeto, a linha terá via única. Após a Rua Feitoria dos Linhos, o trajeto segue para a Estrada das Lágrimas, onde o trânsito rodoviário deverá processar-se apenas num sentido. O percurso desta linha histórica passa ainda pela Rotunda das Lages e termina junto ao Exploratório. No total, a futura Linha de elétricos terá uma extensão de cerca de 2 km, sendo que a viagem entre o Parque Dr. Manuel Braga e o Exploratório deverá demorar cerca de um quarto de hora (meia hora no caso de ida e volta). O custo previsto para a implantação do projeto é de 4.250.000 euros. A execução do mesmo obriga ainda a uma Avaliação de Impacte Ambiental e a um estudo de tráfego que avalie as implicações/interferências que o trajeto tem no trânsito, nomeadamente nas chamadas horas de ponta. Por último, será ainda desenvolvido um estudo da sinalização luminosa de circulação de toda a área envolvente, que enquadrará o funcionamento da linha histórica com o tráfego rodoviário, no percurso preconizado. Esta é mais uma forma de diversificar os espaços de fruição turística, ampliando a experiência dos visitantes que poderão passar a conhecer pontos de interesse que habitualmente estão ausentes dos circuitos mais tradicionais da cidade. Veja, na página seguinte, planta do projeto de uma linha histórica de elétricos que prevê ligar o Parque Dr. Manuel Braga ao Exploratório, atravessando o rio Mondego pela ponte de Santa Clara.

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