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Português 1

  1. 1. Edited by Foxit PDF Editor Copyright (c) by Foxit Corporation, 2003 - 2010 For Evaluation Oniy.
  2. 2. ponruouí¡ FRENTE 'l . II* _ix_ 'M' z l UMAR O t 1. Morfologia: classes de palavras . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 2 Classes gramaticais . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 2 Substantivo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 2 _ Adietivo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 9 ' Proname . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 13 L Artigo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 16 9 Numeral . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 18 Verbo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 20 Advérbio . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 20 Preposição . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 22 ' Coniunçãa . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 24 lnterieição . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 25 Texto Complementar . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 26 Exercícios Propostas . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. .. 26 2. Estrutura e formação das palavras. .. . ... ... ... ... ... ... ... ... .. 45 Estrutura das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 Formação de palavras . ... ... ... ... ... ... . . . 49 Texto Complementar . ... .. . . . . 52 i Exercícios Propostas . . . ... . . . 52 l 3. Suieito e predicado . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 62 Termos da oração . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 62 '_ Suieito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . 62 l Texto Complementar . . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 69 ( Exercícios Propostas . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 70 4. Termos da oração ligados ao verbo . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 77 _v Os verboseseus complementos . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 77 Texto Complementar . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 81 , Exercícios Propostas . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 82 " , l 5. Termos da oração ligados ao nome e vocativo . ... ... ... ... ... ... ... .. 91 l, Associados ao nome . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 u Vocativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 l Texto Complementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 95 Exercícios Propostas . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 96 ' í Gabarito . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 186 'g
  3. 3. 2 . lblzli-ll-ldki tutti: ›i: LI: ~. 'I: I›V 'UIOIII estudo das classes gramaticais está distribuído ao longo do livro. Neste capítulo. a ênfase será dada ao substantivo, ao adjetivo, aos pronomes, ao advérbio e à preposição (o pronome pessoal e o pronome relativo serão estudados em capítulos posteriores). As aulas sobre verbo concentram-se no segundo semestre: neste capítulo, há apenas o seu reconhecimento. Quanto à conjunção, o seu emprego está contemplado nas aulas dedicadas ao período composto. Para o reconhecimento das classes gramaticais. é fundamental que se estabeleça a relação entre as palavras; sabe-se, por exemplo. que detemiinada palavra é um substantivo em função da presença de um artigo, de um adjetivo ou de um pronome/ numeral adjetivo. Ou seja, toda análise deve levar em conta o contexto. que pode ser a própria oração. Em “O velho está velho", por exemplo o primeiro “i›elho" é substantivo e o segundo, adjetivo. Não nos esqueçamos de que o vestibular moderno preocupa-se. sobretudo. com o uso das classes gramaticais no texto e os efeitos de sentido decorrentes de seu emprego. O aspecto semântico (relativo ao significado) deve. por conseguinte. ser privilegiado. EIÍQCÚÉ' DE OLHO f Classes gramaticais GWP° '°'°°¡°“°' As palavras de uma língua dividem-se em grupos de acordo com suas características. Esses grupos recebem . . , _. . . r o nome de classes de palavras (ou classes gramaticais). São dez as classes gramaticais: As preposições e as conjunções são operadores de en- caixe, isto é, ligam palavras ou orações (frases com verbo). Grupo nommal Na minhaalma . . . pousa a sombra da lua. Balem os cruciñxos na tumbam. t, ._, CTUZílIIl-SC OS VCUTICS t' OS OSSOS. .., ,_ _ç Renato OnadaRomanceíro da morte. numera¡ Em “Nai”. temosa preposição “çm" em contração com o artigo "a . A expressao “na tumba' O substantivo é o núcleo de um grupo nominal: o é ¡lldlcadora de lugar' Em “dai tem” a Prelmslção _ _ _ b. 3* " ' t¡ 11_ ' " pronome, o artigo, o adjetivo e o numeral referem-se aele. de em 9011113930 C01" 0 311120 a ~ 3 P1°P°S1Ça° 113553 caso introduz o possuidor da sombra. Na oração 0111111131315013101101115 também P0dem 5111151111111' “Cruzam-se os vermes e os ossos", a conjunção “e" áx ° 0 511b51a1111V°- indica uma sobreposição. Todos os conectivos destacados A _ no poema ligam palavras. As suas duas eram romanticas. õ t t i _tj . . - art. pron. num. subsi. verbo adjcuvo Interjeiçoo As interjeíções são palavras que expressam reações G1UP° Ve1b°1 emocionais: valem por frases inteiras. -Adeus! -Cuidadol -Ait . . t. . t. . t. . l. interj. interj. intcrj. O verbo é o núcleo do grupo verbal. O advérbio t . refere-se a ele e, em alguns casos, a adjetivos e a advérbios. ' Subs": nhvo I---l Fal* I Doce máquina ; wa Corretamente' Com engrenagem de miíxculor verbo advgmm Suspiro e rungitlu O espuçr; devora _ l _' v Seu : movimenta Escrevia muito bem. (Bnwm e Pam¡ t Ô i s - verbo advérbio advérbio m" “"'7'”“'”"l l l _ t” L . '_ '_ _ v Armando Freitas Filho. <httpM/ geocitiesyohoo. com. br/ Joao era Cena-mente ml-“m 1111311331113- jerusalem_3/armandolreitasfillialitml>. i lr à , É _ _t_ subst. verbo adv rbio adv rbio adjetivo
  4. 4. j. . .una . LM : lí-J-n É a classe gramatical que nomeia seres. qualidades. ações ou estados. Comporta propriedades, os adjetivos. e fiexiona-se em gênero, número e grau. O substantivo funcionará na oração (frase com verbo) como núcleo de um termo (sujeito. objeto. predicativo etc. ). principal palavra de uma sequência nominal (sem verbo). Em “Londres foi atacada pelos terroristas", por exemplo. "Londres" e "terroristas". substantivos na morfologia. funcionam sintaticamente como núcleos do sujeito e do agente da passiva. respectivamente. O substantivo costuma fazer o plural em (o verbo faz o plural em "m") e não admite flexão no tempo (o verbo admite). Compare: A e' difícil. As v ! v . v, v art susl. verbo adjunto art. são difíceis. v v subst. verbo adjetivo Ele sempre. Eles sempre. v v v v . pron. xcrhu . tdvérhio pron verbo advérbio O artigo transforma qualquer palavra em substantivo. No texto a seguir, por exemplo. "ricos" e "pobres" funcionam como substantivos, e não como adjetivos: Quantos são os nziliottârios brasileiros por Estado. profissão e sexo 0 que a classe alta pensa do país. dos pobres e de s¡ mesma A loja onde roupas chegam a ter o preço de um apartamento Copo do revista Veio, 12 iul, 2000 Classificação do substantivo Concretos Possuem existência própria, independente. c referem-se a elementos do mundo natural. A fada e o príncipe dos contos maravilhosos são concretos, porque são apresentados sob forma humana. O ar é concreto. pois. a exemplo daqueles. remete a um elemento do mundo natural. São concretos: João (pessoa), Campinas (lugar). saci (entidade). pedra (objeto). tempestade (fenômeno), senado (instituição). Abstratos Dependem de algo para existir. a beleza só existe se houver algo ou alguém belo. Designam nomes de quaii› dades. ações e estados. Trata-se de categorias universais: bondade (qualidade). vingança (ação). vida (estado). A análise do substantivo, todavia. deve ser feita sempre no contexto. na frase. pois um substantivo concreto pode assumir valor abstrato e vice-versa. 'il v -i-' 15H17» Iii; M' 'lí¡; l' . sua, . Observe as frases a seguir. O prefeito quer a plantação de batata em todo o município. abstrato: o ato de plantar A plantação de batata foi perdida por causa das chuvas. concreto: um pedaço de tetra com batatas O amor é um sentimento nobre. abstrato: o sentimento Vem, amo: : o arco-íris espera por nós. concreto: a esposa. a namorada Em textos literários, sobretudo, a utilização de concretos no lugar de abstratas e vice-versa consiste num efeito de sentido. trata-se de uma figura de linguagem denominada metonímiaVeja a frase aseguir: O medo passeava pelos céus de Bagdá. as crianças chotavam, pressentiam a morte. O termo “medo” substitui "aviões". dando mais elegância ao texto. Ocorre também efeito de sentido quando o enunciador mistura uma sequência de concretos com abstratos. observe o seguinte texto: Tocavtt piano. violoncelo. harpa c a tristeza de ter nascido sem pcma. O autor surpreende o leitor ao colocar o substantivo abstrato "tristeza". depois de uma sequência de concretos. A esse processo também chamamos quebra do paralelismo semântico. Próprios indicam um ser da espécie: Bianca, França, Poliedro. Há próprios que podem virar comuns e vice-versa: Era umjtulux. a cidade o condenuvtt. Comuns indicam utn conjunto de seres da mesma espécie: criança. país. montanha. Dependendo do contexto. o comum vira próprio c vice-versa: O técnico Latin assume o time do Palmeiras. "Leão" e nome próprio. o cx-goleiro da seleção brasileira. No texto a seguir. "Iraque" funciona como substantivo comum. sinônimo de guerra prolongada, mais penosa: Para alguns especialistas. a cidade do Rio está se tomando um iruquu lutino-antericuito. Em certas situações, o uso de comuns e próprios pode obedecer u uma estratégia enunciativa. Observe os textos a seguir: / i 3V
  5. 5. Nx MORFOLOGIA: CLASSES DE PALAVRAS ' esculpeema. o l ' , " " 7 senhomão poda Osenhor sabe com quem está falando? No texto A, “pessoas”. substantivo comum, é usado em tom irônico, o enunciador faz referência ao amigo presente, mas não o cita diretamente. No texto B. "Joaquim Novaes Albuquerque Lima", nome próprio, funciona como argumento para o indivíduo entrar na festa. Coletivos São assim chamados por designarem uma coleção de seres ou certas entidades coletivas. Os coletivos classificam- se entre os substantivos comuns: exército, par, cardume etc. exeeeeee eneeee - arquipé| az° : sem eeeeeeexeae - eee-eee eeue-ee bosque buquê U' s 5 5 iliññllillñ O' h? capela (continuação) â de peixes, submarinos de eleitores, de cardeais Colmeia de abelhas de imigrantes, formigas ou bactérias Concílio de bispos convocados pelo papa conclave de cardeais escolhidos para eleger o papa consistório cardeais presididos pelo papa constelação de astros e de estrelas cordilheira de montanhas discoteca de discos ordenados dilúvio de perguntas elenco de artistas, atores. medidas e palavras de abelhas enxoval de roupas e complementos uadra de navios de guerra esquadrilha de aviões falange de soldados. anjos, heróis farândola de maltrapilhos de cabras de animais de determinada região de lenha, de raios luminosos de plantas de uma detenninada região de árvores de navios mercantes ou de veículos de bois, médicos, examinadoras, militares que govemam de jurados de gado (bois, búfalos. cavalos, elefantes) de cães de caça de chaves. de cenouras. de rabaneles de soldados de livros, tijolos. discos de quadros de animais selecionados de pessoas ilustres de filhos de ladrões. de malfeitores de gado de qualquer espécie rtório de peças teatrais. musicais. de anedotas de cebola. de alho de trechos escolhidos de roupas de escolas de ensino superior de porcos de aves e peixes confinados de palavras pelotão pinacoteca a . n g_ p_ - H- *-- . -va â na ê universidade viveiro vocabulário Coletivos. Em algumas situações, os substantivos coletivos podem assumir outros significados, veja as frases a seguir: O povo, quando não possui cultura, age como rebanho! O substantivo “rebanho" significa, nessa frase, sem opinião própria, sem poder de decisão: as pessoas e o gado são conduzidos, não possuem vontade própria. A alteração de significado ocorre em virtude de as palavras, em geral, serem polissêmicas, assumirem vários sentidos. É o caso também do substantivo coletivo "gente", do qual se notam dois empregos muito frequentes:
  6. 6. 3,113111” inclui Em linguagem coloquial. com sentido de nós: - A gente fala. fala, c ele não escuta! Em linguagem culta. coletivo de pessoas: Havia gente importante no congresso. a polícia federal estava atenta. Embora considerado coloquial. "gente" com sentido de “nós"é largamente utilizado por pessoas com nível superior em situação de oralidade. além de marcar presença na poesia e na música. Simples substantivos que possuem um só radical: moleque. mula, freira. Com postos substantivos que possuem mais de um radical: girassol (gira+sol). amigo-da-onça. O composto pode ser resumido por uma só palavra (uma unidade semântica): O pão-duro comia pão duro. pão-duro = avarento pão duro = pão endurecido Observe como a propaganda apresenta o composto: De cada 10 pessoas que batem papo na internet. 7.5 estão no bate-papo UOL. Veio. i2 iul. 2000. p. 125. Na segunda ocorrência, o tenno "bate-papo" equivale a “chaf”, é um substantivo composto. Primitivos substantivos que dão origem a outras palavras: ferro. livro. tarde. Derivados substantivos que se originam de outras palavras: ferramenta. livraria. entardecer. A lingua é uma fábrica de palavras: com um mesmo radical, pode-se criar uma infinidade de palavras derivadas. Observe o neologismo do escritor: O enrustimcnto é o nosso maior inimigo. João Silvério Trevisan. Vejo. l? iul. 2000. p. 37. O tenho “emustimentd” é formado por enrustir + mento, sufixo que indica “ação de". Flexão do substantivo O substantivo e' uma classe gramatical vzuiável, que apresenta flexão de gênero, número e grau. Por meio da flexão. é possível indicar o masculino, o feminino. o singular, o plural. o aumentativo e o diminutivo: menina. meninas. menininha. A flexão permite ao enunciador expressar-se com mais economia de linguagem (nzenininhn em vez de menino pequeno). Em alguns casos. o singular representa o plural e vice-versa. o sentido não é literal: _'. '1¡Í'l'~'¡"' ? Hii-Fl? J-. llWíl L' r . .-. E ; K O carioca é alegre e samba o ano todo. (carioca = cariocas) 7 Pare de falar. Joaquim! Esses jovens. esses jovens. .. (esses jovens : Joaquim) Gênero você pesquisou um bocado para fazer esta redação. Carlinhos. .. inlelizmente o tema era a lula. e não o Lula; o molusco. e não o político . Os substantivos estão divididos cm dois grupos. (masculinos c femininos). segundo u terminação do adjetivo. A regra geral é o uso da desinência o para o masculino e a para o feminino (menino, menina), mas em alguns casos isso não ocorre. como em: réu-ré. Eis algumas flexõos de gênero: o anfitrião a anlitrioai . i atciu a huchaiclzi ; i haironcsai a cupion u capital ; i dama a ctmoiiiszi u coroncla u c/ arinu a deusa (diva) o bacharel o barão o capinu o capitão o cavalheiro u côncgo o coronel o czar : i duqueszt ai irc i ru 21 g ¡lFgUllBlC o garçom o herói o imperador o lavrador o maestro o moleque o inicial o pardal o pigmeu o patriarca o presidente : i heroína : i irnpertitri¡ a lavrudcira : t mzicstrina a moleza u oliciula a pardulocu (purdocu. pardaleia) ; i pigmcia a niutritircu ; i prcsidcntu il rc u ¡lhtltltl o rinocernnte a tigrcszt a vintgoia itiroa) : i 'abelha o varão o Langüu Género do substantivo. l l i Nao procure memorizar os tabelas de uma so vez; leio-os periodicamente.
  7. 7. .nun v_'w z _v i'. l'lílí'lí'l'll: l›" 'l'_': H~'i. i' 'li 'JJ ", 'lfU-“ _ , A , ,_, .. .i 5K Eis alguns substantivos que também apresentam alteração semântica: o cabeça (líder) - a cabeça (parte do corpo) o capital (valor) - a capital (cidade) . . I. ” . ' - . ~ . ' ~ : c , ~. ;J N _ V ogramaúinidadedemedida-agramaüzpodevegetaçao) n. __ 1'_ y_ _i ¡ il_ omoral (animo, faculdades moram-amora] (COIIJURIO . , V; , ' t. _ í de regras de conduta). ' , -_t i “ l . w . Porisso lembre-se' -" -'. : f. “T-: r «um ' ' ' l* e '. *v m** u» ~ w' 1 l, .v J . ç a" : ' / buzentasgramasseu Fx i* . V Manuel! No cursinho. gatas paqueram gatas. ~_ Ã ' ' , 1 x . * 1 / x / ›/Ú* ” › Alguns substantivos (biformes) possuem duas 'A , __ _ QuE/ á» 'JUN › «Edi formas para indicar o gênero: uma para o masculino e ' i " i N, outra para o feminino. É o caso de "gatos" e “gatas”, homem e mulher, doutor e doutora. Contudo, há os que possuem uma só forma e um só gênero (uniformes) para indicar os seres do sexo masculino e feminino. É o caso de a pessoa, a vítima. São chamados sobrecomuns. Há ainda os que apresentam uma só forma (uniformes) para . ' r numa grama, , . , . . . . . , t . . / d0lS generos: o imigrante/ a imigrante, o artista/ a artista. '- a9"'*"”°'°“'_a”, gr , z/ ' r São classificados como comuns-de-dois gêneros. . /7/¡1/ Alguns substantivos apresentam alteração de semântica na mudança de gênero, compare as orações: (V: (à g " 'oh'ca__ãaçsãoduzen_osgmmas, “ a g5 z , Quando o caixa do banco É B_ entregou "a caixa" para o T _t , d d _ f d_ de utado. ome mu¡ o cui a o ara nao con un ir o P BANCO RURREL, P gênero destes substantivos: masculinos o açúcar, o apêndice, o champanhe. o dó, o eclipse. o formicida, o guaraná. o saca-rolhas, o telefonema. pagamento “mensall”, , deputado. « _femininos a agravante, a alcunha. a alface, a apendicite, a bacana! , a cal, x ' ' ' ' ' a cólera, a dinamite, a ênfase, a mascote, a sentinela, a xerox. i Número _, _ , , 1 , , , ,, ,_ J O plural no português é dado pela desinência “s" (com uma variante: “es"). Veja os casos a seguir: casa, casas; estupidez, estupidezes: lítio. lírios Na primeira ocorrência, “o caixa" refere-se ao indivíduo responsável pela cobrança e pelo pagamento; na segunda, “a caixa" remete ao lugar em que se guarda o dinheiro da propina. Eis outro exemplo: Os compostos sem hífen seguem a mesma regra: malmequer - malmequeres Veja os dez casos a seguir: f No rádio, galera, ~ * $155” ? Way . depois de ditangu, “s": histórias. jóqueis. fáceis x depois de r. :, n , "es": cadáveres. cruzes, hífenes lina] m e' trocado por "ns": armazéns. atuns, álbuns . nas puraxüanus. ão vira aos" órfãos, sótãos, bênçãos ão vira “ões": ações, balões, campeões ão vira “ãos": mãos. crisáos, cidadãos E final s vira "es". se oxítona: japoneses, franceses. burgueses final . r, "invariavel", se os pires, os atlas, os vírus. os paroxítona ou proparoxítona: Óculos, os lápis, os ônibus final al, el, i1, ol, ul; "l" vira canais, motéis, anzóis. cantís. funis "is", final il, "l" vira “s"
  8. 8. uu, Ln. ! lg . uuuvn 1-: IS Os diminutivos fazem o plural da seguinte forma: - Passe a palavra para o plural: pão - pães - Tire o e acrescente “'zinhos" ou “zitos/ 'L pães - pãezinhos Assim temos: balõezinhos. animaízinhos. Quanto aos substantivos invariáveis (aqueles cuja fonna não sofre alteração), destacam-se os terminados em "x" (os tórax. os clímax). os ananascs os anões, anãos os anciões. anciãos, anciães os ardis os arrozes os ases os blêizcres o Caramanchão os caramanchões o charlatão os charlaiães, charlaiões os choferes os cônsules o convés os convcses o COFCCl os corcéis o corrimão os corri mãos. corrimões a estupidez as estupidczes o funil os funis o ancião o futebol os futebóis o giz os gizes m o hambúrguer o júnior a malciiadez os hambúrgueres osjuniores (ô) as malcriudezes os pôsteres os projctis os répteis os repiis os xadrezes o mngão os znngões o zíper os zíperes Plural dos substantivos simples. o projétil o projetil o pulôver o réptil o reptil o suéter o xadrez o zângão O 13 Alguns substantivos só podem ser usados no plural: os Alpes, os Andes. os óculos, os parabéns. os pêsames, as reticências. Há, ainda, os que podem ser usados no singular e no plural, conservando a mesma forma: o/ os conta-giros. o/ os para-raios, o/ os porta-aviões. o/ os porta-luvas. o/ os porta-malas, o/ os toca-fitas. O substantivo pode sofrer alteração semântica (de significado) na mudança de número. Leia os exemplos a seguir: a f” . xt-i lZ-Nnwll» 1~'. k+1(›-wi= :=mg'i; iv »~“í6§e. você nã? possui bens! 7 l _ -. r , Afenho um grande ~- _ a simplicidade. 7 44_/ _l c ã *se E, . l - q¡ r/ l ii i A (l , w, _, ¡ . J________, ,_________________4 11.. x_ Veja outros casos: vergonha (sentimento) cobre (metal ) costa (litoral) saudade (sentimento) vergouhas (órgão sexual) cohres (ntoetlu) costas (dorso) saudades (lembranças. cumprimento u alguem distante) Da mesma forma que pode haver alteração semântica. também pode ocorrer alteração fonética (metafonia). o timbre da vogal tônica passa de fechado (ô) para aberto (ó). Assim, teremos no plural: coros (= có), corvos (= có). despejos (= pó), fogos (= ló). Outros substantivos, porém, não sofrem alteração: almoços (= mô), bolos (= bó). bodas (= bô), esgotos (= gô). Quanto aos compostos com hífen. eis as regras: Variam os dois elementos: a) substantivo + substantivo: couves-flores. b) substantivo + adjetivo: amores-perfeitos. c) adjetivo + substantivo: públicas-formas. d) numeral + substantivo: segundas-feiras. Varia o segundo elemento: a) palavra invariável (advérbios, prefixos) ou verbo + substantivo ou adjetivo: bem-amados, beija-flores. guarda-roupas. b) onomatopeia: bem-ie-vis, tique-iaques. c) adjetivo + adjetivo: os latino-americanos. d) palavras repetidas (homônimas ou parônimas): pinguepongues. reco-rectvs. e) grã ou grão + substantivo: grão-duques. Quando os verbos possuírem sentido oposto. o Composto torna-se invariâtel: os entra-e-sai: os vai-e-volta. Varia o primeiro elemento: u) substantivo + preposição + substantivo: pés-de meia. dores-de-cotovelo. b) quando o segundo elemento delimita o significado do primeiro: bananas-maçã, saias-balão, salários-família. _ l( f'
  9. 9. t . . 9., Casos especiais: z os arco-íris, os Ioutra-a-deus, as padre-nos- É sos. as ave-marias, os mapas-nzúndi. 4 Grau O aumentativo e o diminutivo apresentam-se analítica- mente (com um adjetivo) ou sinteticamente (com um sufixo): casa grande / casarão t i analítica sintética saia pequena / saiote analítica sintàtica Os diminutivos, quando terminados em -zinho ou -: ito, fazem plural a partir da palavra inicial. com acréscimo posterior do sufixo: fogão (inicial): fogões (plural): fogõezinhos. limão (inicial): limões (plural): limõezinhos. anel (inicial): anéis (plural): aneizinhos. chapéu (inicial): chapéus (plural): chapeuzínhos. coronel (inicial): coronéis (plural): coroneizinhos. É Observe ainda que em aneizinhos e chapeu- zinhas o acento do ditongo aberto não mais existe. Há deslocamento da sílaba tônica e as palavras, com o acréscimo do sufixo, passam a ser paroxítonas. Como paroxítona terminada em "o" não recebe acento. é impossível acentua-las. O emprego do grau do substantivo pode ser deno- tativo (literal) ou conotativo (assumir valor ofensivo. afetivo ou ser empregado como espécie de eufemismo). Observe os exemplos a seguir: l-Zxt-mpli¡ l: , /Bigamos que a gnhora está gordlnh , dona LeopoIdaI/ 2 Valor: conotativo (eufemismo) - Sujeitinho chato o Jonas! Valor conotativo: ofensivo - E um babão, isso mesmo, babão. Não acha? Valor conotativo: ofensivo lí'cmpIi› 4: - Meupaizinho dizia: "o que arde cura, _o que aperta segura". Valor conotativo: afetivo MORFOLOGIA: CLASSES DE PALAVRAS lixciiiplo S: A varandinha, no fundo, era misteriosa. Valor denotativo: pequenez O grau do substantivo é obtido por meio de sutixos aumentativos e diminutivos. Eis alguns deles: Aumçntadvo aça: “Era uma mulheraça, a bela Lili l" alhão: "Fala, seu porcalhão! " anzil: “Tinha um corpanzil! " ão: “E pôs o olhão na janela. " arra: “Que bocarra! l" Díminutivo ebre: “Morava num casebre o pobre homem. " eco: "Isso não é um livro, é um livreco! " eto: “Um poemeto. Haroldo, um poemeto! " ota: “Era uma ilhota, uma flor no oceano. " ucho: "O orducho era o mais sim ático. " g P Aspectos semânticas do substantivo A direção argumentativa A escolha das palavras obedece a uma intencio- nalidade; ao utilizarx e não y, o falante dá uma direção argumentativa ao texto. Compare: a) O carrasco chegou. b) O professor chegou. c) O mestre chegou. Nos exemplos anteriores, o substantivo estabelece uma avaliação do enunciador. Em a. o docente é sancionado negativamente; em b, há neutralidade: em c, o docente é sancionado positivamente. A seleção lexical Nas nossas ruas. ao anoitecer. Há tal smumidade. há tal melancolia. Que as . mmbras. o bulício, o Tejo, a maresia. Despenam-me um desejo absurdo de sofrer. Cesário Verde. O sentimento de um Ocidental. O enunciador manifesta a opressão da cidade por meio de uma seleção de substantivos disfóricos: anoitecer; soturnidade, melancolia. bulícia. sombras. Essa disforia cria efeitos de sentido, dá à cidade um clima psicológico que angustia o poeta. fazendo-o sofrer. Cruzamento de vocabulário "É reciso fazer uma cirur ia no voverno. retirar o câncer da g E corrupção. " "O time do Santos era uma orquestra: Pelé. o seu maestro. " As frases citadas apresentam cruzamento de dois campos semânticos; no primeiro caso, utiliza-se o léxico médico em assunto político; no segundo caso. emprega- se o léxico da música em matéria esportiva. Trata-se,
  10. 10. .nun _1 na realidade. de um processo metafórico e. portanto. criador de efeito de sentido. j Ad ¡etivo É preciso, pois. tentar reduzir ou anular essa espécie de interpo~ sição narcisística representada pelo adjetivo (e pelo próprio possessivo) no relacionamento com o outro. O que é. semioticamente. adjetivar o outro? É executar sobre u seu fazer um fazer sancionador. valc di7er. colocar-se como sujeito da sanção em relação à perfomance do outro. É a classe gramatical que dá uma propriedade ' ao ser. exprimindo aparência. modo de ser ou qualidade. Além do adjetivo. há outras fonnas gramaticais que também exercem função adjetiva. observe algumas delas: lgnócio Assis Sílvo, Figurotízoçào e metamorfose. p. 39. Vi um homen que berrava. O poeta da vila sumiu. l l oração locução A garota é dez' Eu sou tudo. “Essa mulher é um vulo. " i i í ntumral pronome substantivo Veio, ló out. 2005. O adjetivo pode assumir valor denotativo (literal) ou conotativo (figurado). variando semanticamente. O teu vizinho é quadrado! O teu vizinho possui um quano quadrado. Na primeira frase. o adjetivo expressa um julgamento dc valor e tem sentido conotativo, significa "conserva- dor": na segunda. o mesmo adjetivo assume valor denotativo, diz respeito à forma, não traduz uma opinião. é apenas uma característica do quarto. Há textos que utilizam um maior número de adjetivos que expressam julgamento de valor. tratam-se de textos mais subjetivos: há os que procuram não utiliza-los: textos objetivos. O texto possui dez parágrafos e faz referência à crise política; é um texto argumentativo. em terceira pessoa. O romance é bastante criativo, utiliza uma linguagem Ivplcta de efeitos de sentida; o vocabulário é rico e a abordagem do tema é profunda e interessante. O exemplo 6 utiliza uma linguagem objetiva, os adjeti- vos empregados não denotam uma opinião. mas uma constatação. trata-se de um texto objetivo. Por oposição. o exemplo 7 é marcado pela presença de adjetivos que expressam um julgamento do enunciador, temos um texto . subjetiva. __ . .oil . lt-I lÍ'l''l'ill -l-'. L#*l>t~= '~›1_: att-Vit* Flexão do adjetivo Gênero do adjetivo Os adjetivos podem ser uniformes ou biformes. Os primeiros possuem uma única forma para os dois gêneros: os segundos. uma forma para cada gênero: céu azul/ malha azul: homem nu/ mulhcr nua. Veja as principais regras de formação do género feminino: Regra geral: a) troca-se u por u: E, '('e(fÕ('. _- O troca-se eu por eia: apático. ttpática europeu. europeia (cxceçãozjudeujudia) - troca-sc eu por nu: tabaréu. tabaroa - troca-se ão por ã: cristão. cristã v troca-se ão por (mu: Chorão. chorona b) acrescentame a às terminações u. és. or: cru. crua: japonêsjaponesa: trabalhador. trabalhadora c) são invariáveis em geral os adjetivos terminados em e. I. z. m: homem forte - mulher forte menino amável ~ menina amável Exceção: - bom/ boa d) são invariáveis os adjetivos hindu. cortâs_ montês. melhor: Inuim: ¡Iienmz interior: [JÍOFZ prefeito hindu - prefeita hindu cozinheiro cortês ~ cozinheira cortês e) são invariáveis os adjetivos pátrios terminados em a e crise: professor belga ~ professora belga ator cearense - atriz cearense Adjetívos compostos: o último elemento assume a forma feminina (se o substantivo for feminino): companhia ¡lulu-(americana peça ajh›-l›ra. vileira quadro _greco-ruinuito Número do adjetivo As regras que norteiam o plural dos adjetivos se asseme- lham as dos substantivos (rica. ticas). com algumas exceções: regular. regulares: cruel. cruéis Quanto ao plural dos adjetivos compostos. a regra geral é a _flexão da último elentenla: poesias luso-brasileiras. Mas há exceções: Variam os dois elementos: surdos-mudos. São invariáveis os compostos de adjetivo de cor+ subs- tantivo: carros verde-abacate. lençóis vermelho-sangue. Nota: carros-abacate: carros verdes. Grau do adjetivo O grau expressa a variação de intensidade do adjetivo; há o grau comparativo e o grau superlati vo. O primeiro expres- sa uma comparação. o segundo intensifica a característica.
  11. 11. nã). s_ Comparativo: de superioridade: A minha canção é mais doce do que a sua. de igualdade: A minha canção é tão doce quanto a sua. de inferioridade: A rainha canção é menos doce do que a sua. Em linguagem coloquial, observam-se as seguintes construções: - Ele fala que nem papagaio! - Ele corre feito um foguete! Trata-se do comparativo de igualdade, essas constru- ções devem ser evitadas em linguagem escrita culta. (fala como papagaio). Superlativo: relativo de superioridade: A n1inha canção é a mais doce do festival. A minha canção é a menos doce do festival. relativo de inferioridade: No superlativo relativo, destaca-se uma característica comum (“doce") a todos (“do festival"), porém enfatiza- se que um deles (“minha canção") a possui em grau mais intenso (relativo de superioridade: “mais") ou menos intenso (relativo de inferioridade: “menos"): A minha canção é dulcíssima. A minha canção é muito doce. Não são aceitas pela norma culta expressões como " “mais mau” ou “mais grande": no lugar, utiliza- absoluto sintético: absoluto analíiica: “mais bom , se “melhof”. “pior" e “maior”. Em relação às formas literárias de superlativo sintético, consulte a tabela a seguir: agradabílíssimo | acutissimo amargo amaríssimo antigo antiquissimo benevolentíssimo capacíssimo dulcíssimo eñcacíssimo facflimo feroz ferocíssimo geral generalíssimo m nobre nobilíssimo voracíssimo vulnerável vulnerabilíssimo superlativo absoluto sintético. . '.l'l(l, í°l5'l5ii: l›t"llñçiiií 'lã N' WI¡ l "'IIÍ'l É. . _. _,_ _ a. ; A forma culta de alguns superlativos absolutos sinté- ticos é construída por meio do radical latino do adjetivo + os suñxos - íssimo, ima, érrima (ni ger + érri mo = ni gérrimo; nobilis + íssimo = nobilíssimo; fidel + issimo = fidelíssimo). Era agradabilíssímo conversar na varanda. A forma coloquial do absoluto sintético é construída pelo radical do adjetivo português + o sufixo íssima: magríssimo (erudito: macérrimo). pobríssimo (erudito: paupérrimo). Apopulação utiliza ainda formas correlatas para expressar o grau absoluto sintético. veja algumas delas: 0 prefixos: Ela é lúperbacana! Ela é superlinda! - repetição de adjetivos: O meu gato é lindo, lindo! ° expressões em linguagem coloquial: O Valério é podre de rico. Em alguns casos, o superlativo absoluto sintético pode ser deprecíativo: "E um grandessíssimo vigaristal". A locução adjetivo A locução adjetiva e' uma expressão fon-nada de preposição + substantivo que. a exemplo do adjetivo, dá uma propriedade ao ser: «au prep. subsi. prep. subsl. zum besouro [. ..] tez1.. .]". prep. subst. prep. subsl. Diovon, "Açaí". A escolha entre a locução adjetiva ou o adjetivo obedece a um critério estilístico. ao dizer "programa vespertino” o enunciador mostra-se mais culto do que se dissesse “programa da tarde". Consulte. na tabela a seguir, as principais locuções e os adjetivos correspondentes: de abelha de águia apícola aquilino discente auditivo, ótico bucal, oral rural. bucólico equ 1' no. cquidco plúmbeo pluvial citadino. urbano cinéreo ofídico cardíaco. cordial pueril. infantil diamantino. adamantino eslomacal, gástrico estelar da audição de boca de campo de cavalo de chumbo de chuva de cidade de cobra de Coração de criança de diamante de estômago de estrela de fígado de ñlho ligadal. hepático ñlial (continua)
  12. 12. gi n : :url í (continuação) felino de gelo I glacial de gesso | gípseo de guerra | bélico de homem humano de invemo insular celiaco. enlérico ou intestinal lupino lunar. selênico símio. simiesco ehúmeo. chórco ! magistral de macaco de mestre de morte mortal. letal de nádegas glútco de ncve níveo. nival ovino passional pétreo epidémiico. cutâneo Cervical argênieu proteico de tarde vesperal. vespertino torácica umbilical senil de paixão dc umbigo de velho de vento eólio. eólico deverão viperino de vidro vítrco. hialino. hialoide de visão óptico Locuções udietivas. Adietivos pátrios Conhecidos também como gentílicos, os adjetivos pátrios designam origem, país, estado. região. cidades. enfim, localidades. Você encontrará. a seguir, os mais importantes: HCFCKIDO Amapa amnpaense Alagoas Amazonas baré ou amazoncnsc Bahia baiano Espinto Santo capixaba ou espírito-saniense Goias goiano Jl-l 41-14-14' › -l-'; L#i#= ~'-J_au. ','V215- (continuação) Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais mznn-gmssensc main-grussensc-dn-sitl mineiro paracn SC Ull pd lDilHl Paraiba¡ Paraná paraibano pLlHlllilCflSC Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rio Grande do Norte pcrnamhunant) piauiense tlumincnsc rio-grandcnse-do-nnnc. nnrtcqitv-grandeosc. potiguar fÍUvgf; llldCnC-dtI-Ul. FÍO-gTiIHÚCHSC uu gaúuhry rnndoniense ou rondoniano Rio Grande do Sul Rondonia Roraima Santa Catarina São Paulo Tocantins TOlÍll HICDSÊ catarinense. cutnrincta ou barriga-verde paulista tocantinense Adietivos pàlrios (Estados). annpolinn Angra dos Reis : mgrense urauujuano ou aractuuense I belcncnsc Boa Vista hoa-vistcnse Campo Grande campo~grundense cuiabano hibalrense tlorizixiopoliianu Duas Barras Florianópolis João Pessoa J uiz. de Fora pcssocnse jui/ -forzimL ¡ni/ -tlc-tnrant) nn juiz-forense mucnpense maccinensc "JHIJÉHICJINÊ Hll ¡Tlürlilllílfü nalalense uu ¡vapa-jcrimum NÍICTÓÍ nitumicnse Novo Hamburgo hamburguensc Palmas palmcnsc Petrópolis peimpnlitanu Porto Velho purto-xelhense rec¡ ! L-nsu Rio de Janeiro carioca Salvador Szintarém . salvndorense. scneropolilono . _ santarem; ludm iccnse ou são-luiscnsc paulistano lcrcsincnsc lricnrdiano São Paulo Teresina Três Coraçíws Três Rios triricnse Adietivos pótrios (Cidades). Veja a redução de alguns adjetivos pátrios (usados em adjetivos compostos): - Era uma escola angla-cnnericana. (anglo = inglês) - Caiu o govemo austm-hiíngara. (austro = austríaco) - Era um quadro remo-brasileiro. (teuto = alemão) - As exportações . viIm-japurzesus vão bem, obrigado. (sino = chinês) ° A indústria era ni/ ,vn-rlrirntra. mas os funcionários eram brasileiros. (nipo = japonés) - As tropas ezzro-czmericzuzzzs entraram em território egípcio. (euro = europeu) - O espetáculo é francn-argerztirzo: produção francesa e direção argentina. (franco = francês) p _ M_ gn
  13. 13. iiijkçç_ j_ Aspectos semânticas A anteposição e a posposição ao substantivo Em certos casos, os adjetivos, dependendo de sua posição em relação ao substantivo, podem mudar de significado. Observe: O amigoera umamigo. senil O filósofo encontrou um filósofo não era anugo IHCHÍWOSÍ) A mudança gramatical e a mudança de sentido No texto a seguir, extraído do anuário de criação, o tenno “físico” muda de classe gramatical. Funciona, respectivamente, como substantivo, indicando a profissão, e como adjetivo, indicando uma propriedade relativa ao corpo. Esse eficiente físico e, _. um deficiente físico Hnmr Maya imogesiamuuxt Stephen Hawking. Veja outros exemplos: Ela estava errada. Ela fala errado. J, i adjetivo advérbio O doce era gostoso. O filho abraça gostoso. i i adjetivo advérbio O adjetivo concorda com o substantivo ao qua] se refere, todavia o advérbio é invaríável (sempre masculino singular), observe: Ele fala bonito. Eles falam bonito. l l advérbio advérbio Ela fala bonito. Elas falam bonito. i . L advérbio advérbio Facilmente, o adjetivo toma-se substantivo; basta indicar o ser, e não a propriedade do ser. O uso de artigo é muito comum nesses casos: Cddzlírljliltihlrr"'llíiiif-'lí J: l*; 'lí¡: l~* l l l i «nun í* l : i rol” É ? HH ~ 21:41; i: VFIIJ* »raw-u . = : Ji ; Mt »: i:s= -r«iv'~': s: _l A palavra "bonito" atua na frase como substantivo. Observe, agora, estas outras frases: Era um grande homem. Era um homem grande. J, i formidável corpo grande Era um alto funcionário. Era um funcionário alto. i l importante grande estatura O adjetivo pode variar de significado na mudança de posição. Anteposto ao substantivo, nos dois exemplos, ele assume valor subjetivo (opinião); posposto, tem valor objetivo (constatação). A anteposíção ao substantivo como recurso enfático Que bela mulher! em vez de Que mulher bela! Anteposição destaca a qualidade do ser. Na tira a seguir, a interjeição “atençãd” e o adjetivo anteposto “importante” enfatizam o comunicado do governo. ¡ÀXW para, @lim fin mraltrrs. uíliàlltl| 'l§lkiiltíiâiíi1!( A EMF* ÊÍÊiJ-VÍEIÍHÉI'ÉTX LÊÍÍ' 'NESTE MANDATO '. i *L NUNCA HOUVE bEsvro DE VERBAS. " Num¡ Cvollnrv ' "JPUÂP í
  14. 14. manu' , tl nn: gil a , t i' Pronome A rigor, pronome é toda palavra que representa, substitui ou acompanha um substantivo, referindo-se sempre a um ser e indicando uma pessoa gramatical. Veja o que diz Pasquale Cipro Neto: Os pronomes permitem identificar o ser como sendo aquele que utiliza a lingua no momento da comunicação (eu. nós). aquele a qucm a comunicação é dirigida (tu. você, vós. vocês. Vossa Senhoria. Senhor) ou também como aquele ou aquilo que não participa do ato comunicativo. mas é mencionado (ele. ela. aquilo. outro. qualquer. alguém etc). Podem estabelecer outras relações. como a ideia de proximidade com a primeira pessoa (esta blusa. isto). com a segunda pessoa (essa blusa, isso) e com a terceira pessoa (aquela blusa, aquilo). Pasquale e Ulisses. Gramática da Lingua Portuguesa. São Pauio: Scipione. p. 281. Existem seis tipos de pronomes: pessoais. posses- si vos. demonstrativos. relativos. índetinidos e interroga- tivos. Observe o quadro a seguir: Classificação pessoais possessivos demonstrativos tl'. 2'. 3') tl'. 2'. 3°) (1', 2', 3') eu. tu. .. Í meu_ minha. .. este. esta. .. me. te. se. .. . teu. tua. , esse, essa. .. mim. ti. si”, i seu. sua. .. aquele, aquela. .. t. ..) (. ..) (. ..) Os pronomes referem-se às pessoas do discurso: t" p. . 2' p. c 3' p. __ f_ x'__, W_ . _ , indeñnidos interrogativos relativos (3') (3') algum. alguém. .. quem. que. .. que. qual. .. tudo. nada. .. qual. quanto. .. onde. cujo. .. muito, pouco_ quem, quanto. .. l (. ..) (. ..) Emprego dos pronomes Pronome de tratamento Os pronomes de tratamento indicam o interlocutor. portanto, com quem se fala. Conjugam-se na terceira pessoa e são incluídos entre os pronomes pessoais. Podem ser assim classificados: l) de tratamento familiar Os pronomes você e vocês são utilizados para tratamento familiar. expressam intimidade, aproxi- mação. informalidade. Seu uso está consagrado na linguagem oral e presente na escrita. . ut-Lu-ttêtdtw ilhlíitiirl: J; iv: '¡: '›+- 2) de tratamento cerimonioso São pronomes de tratamento cerimonioso senhor, senhora. senhorita. No texto de Dalton Trevisan, o pronome é utilizado em letra maiúscula a fim de retratar a importância da mulher na vida da família e do enunciador; mais que respeitabilidade. esse pronome assume no contexto um valor afetivo. Em outros contextos. entretanto. esse pronome pode . ser utilizado como efeito de distanciamento: O pai. ao abrir : i porta para a ! ilha de 22 anos. às quatro da madrugada: é A SENHORA sabe que httras são? 4 Hora para o SENHOR deixar de ser chato e me dar um beijo! de reverência Os pronomes de reverência são utilizados em contextos formais para altas autoridades públicas, membros da aristocracia e do clero. Podem ser agrupados da seguinte maneira: 3) A Igreja: Vossa Eminência (o cardeal) Vossa Reverendíssima (o sacerdote) Vossa Santidade (o papa) A aristocracia: Vossa Alteza (o príncipe. o duque. o arqueduque) Vossa Majestade (o rei. o imperador) A presidência e as autoridades: Vossa Senhoria (funcionário público graduado. oficiais até coronel. pessoas de cerimônia) Vossa Excelência (o presidente. altas autoridades do govemo e das Forças Armadas) Os pronomes de tratamento fazem a concor- i dância em terceira pessoa. Utiliza-sc "sua" (Sua Excelência) quando a autoridade está ausente: "vossa", quando se dirige a ela. É especialmente interessante o caso do pronome de tratamento você que. no Brasil. alcança . status de pronome pessoal. usado em vez de tu. Embora substi- tua a segunda pessoa. ainda conserva características de pronome de tratamento, pois exige verbo na tercei- ra pessoa. Além de você, as palavras senhor. senhora. senhorita, madame também são pronomes de trata- mento. formas respeitosas pelas quais se reconhece ou se destaca o valor social do outro. g -u,
  15. 15. ii). Os principais pronomes de tratamento são: _ _ _ _ _ _ _ Pronomes de tratamento. Os pronomes de tratamento podem criar efeitos de aproximação ou distanciamento. Observe os exemplos a seguir: - O doutor. .. - Eu não sou doutor. Senhor Melli. - Parlo assim para facilitar. Non para ofender. Alcântara Machado. Brás, Bexiga e Barra Fundo. Leia livros, é ginástica para o cérebro e descanso para a mente: de graça em todas as bibliotecas do ramo, só para a condução. No diálogo, o pronome de tratamento "Senhor" cria um efeito de distanciamento entre os interlocutores, já no anúncio publicitário. temos um efeito de aproximação. Os pronomes pessoais do caso reto e do caso i4" 1 - , - ' obhquo serao estudados em capitulo posterior. Pronome possessivo Os pronomes possessivos podem expressar afetivi- dade. desprezo, ironia ou cálculo aproximado. - doce Biancan. - idiota, não pise no meu pé! - querido. .. retire-se! - Tinha quinze anos. .. Quanto mais econômica for a escrita. mais claro o texto ficará. Sendo assim, não é recomendável o excesso de possessivos (l) nem seu uso para partes do corpo (2). . xt-Izu-¡x-xdnt-45H13» ›i: Juana# o -IUII u Veja: (l) João foi ao teatro com seu pai. João foi ao teatro com o pai. (2) Minha cabeça dói. A cabeça dói. Há, ainda, situações nas quais o possessivo gera ambiguidade (3). É preciso desfazê-la: (3a) A família Bastos comunica o seu arrependimento de Adolfo Bastos. De quem? De Adolfo ou da família? Agora observe: (3b) A fanúlia de Adolfo Bastos comunica o arrependimento deste. Pronto! Está desfeita a ambiguidade. A posposição do pronome ao substantivo costuma ser recurso enfático: Neto meu não sai a essa hora! Na literatura. também se observa a posposição como recurso expressivo, algumas vezes como vocativo: Mas vem! Os hinos meus, as Canções minhas. Alberlo de Oliveira. É necessário estar atento em relação à concordância entre os verbos, especialmente o imperativo. e os possessivos. Observe: linguagem coloquial: linguagem culta: Vem, sua obra é digna! Venha, sua obra é digna! li . Li 2" 3' 3' 3" Na frase à esquerda, falta concordância, o verbo está na segunda pessoa (Vem tu) e o pronome está na terceira. Já na frase à direita, verbo e pronome estão em concor- dância (outra possibilidade : Vem. tua obra). Quando um só possessivo detennina mais de um substantivo, concorda- se com o substantivo mais próximo: Minha bússola e cantil de que tanto preciso! Pronome demonstrativo Os pronomes conhecidos como demonstrativos são usados para indicar proximidade ou distância, isto é, a posição de algo ou de um ser em relação à pessoa grama- tical do enunciador. Principais demonstrativos: a) o, a, os. as (= aquilo, aquele. aquela e flexões) Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto chamei de mau gosto o que vi. .. Caetano Veloso. Sampa. u n O pronome o em "o que vi" pode ser substituído por "aquilo": chamei de mau gosto aquilo que vi. .. Aquele, aquela, aquilo indicam distanciamento do emissor e do receptor.
  16. 16. b) este, esse, aquele. .. Há dois critérios a serem observados: l) critério espacial - Próximo do emissor: este. esta. estes. estas. isto. Esta caneta = Minha caneta ' Próximo do receptor: esse, essa, esses. essas, isso. Essa caneta = Tua caneta 2) critério temporal ° Tempo presente em relação ao emissor: este. esta. Esta noite está sendo inesquecível. ° Passado próximo em relação ao emissor. esse, essa. Essa noite foi inesquecível. Marcadores de coesão Valores semânticas Os demonstrativos podem transmitir uma pluralidade de valores semânticos como: deprecialivo: “Este infeliz me passou a pema, Heitor" "Você comeu aquilo? Que nojo. .." malícia: "Esta menina é de brincadeira. .." admiração: "Isto é futebol, o resto é pelada. " com valor temporal (= então): 0 assassino chegou, nisto o cachorro rosnou. Em certas situações, um demonstrativo pode substituir o outro, note: “Esse" no lugar de “este” para criar um efeito de distanciamento: MORFOLOGIA: CLASSES DE PALAVRAS -Janaínall Thaeme rato de minha casa! Já! “Este” no lugar de “aquele" para criar um efeito de aproximação: - Se eu encontrar estes malandros. não sei não. .. O ator se transformava. Este era artista. Polissemia: Veja agora os valores que os demonstrativos "tal" e "mesmo" podem assumir: - tal Tal foi o assalto de que falei. (= esse) Encontrei Samuel em tal situação no congresso de 94. (= semelhante) - mesmo No mesmo local. eu o vi. (= exato) Ela é a mesma mulher, em todas as ocasiões. (= idêntica) Eu mesmo voarei! (= em pessoa) Ela estudou mesmo! (= de fato. como advérbio) Os pronomes isso. esse. essa exercem função anafórica, retomam palavras, orações, períodos, parágrafos: Nas estradas por que passei colhi flores e expínhos. Esses acontecimentos tomaram-me mais sensível. Já os pronomes iria, este. esta possuem função catafórica. isto é, introduzem palavras, orações. parágrafos. Criam expectativa em tomo do que vai ser mencionado. São emu. : as pérolas da morte: o _fim e um novo começo! Quando houver dois elementos. deve-se retomá-los por meio de este (o mais próximo) e aquele (o mais distante): Carlota. u escrava. vem denunciar Carlota livre. umaldiçoe esta. lembre-se daquela.
  17. 17. '°i: ... Aspectos gramaticais - Os demonstrativos “isto". “issd”, "aquilo" podem ser associados a advérbios. também chamados pronomes adverbíais demonstrativos: lsto . ... ... ... ... . . . aqui Isso . ... ... ... ... .. ai' Aquilo . ... ... ... .. ali. lá ° Os demonstrativos de reforço "mesmo". “próprid” concordam com o nome ao qual se referem: Eles mesmos iizemm o . xcrviço. Elas próprias denunciaram à policia Em função adverbial. todavia, o demonstrativo “'mesmo" permanece invariável: Elas pintavam mesmo! 0 São pronomes demonstrativos: este, esta. estes, estas, esse. essa. esses, essas. aquele. aquela, aqueles. aquelas. mesmo. mesma. mesmos, mesmas. próprio, própria, próprios. próprias. tal. tais. semelhante, semelhantes, isto. isso. aquilo. o. a. os. as. Pronome indefinido Os indeñnidos são utilizados para criar noções vagas, de sentido impreciso ou de grande abrangência. como no exemplo a seguir: Nas favelas. no Senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Que país é este? Renato Russo. Que pois é este? Os indeñnidos “todo”. "Ninguém" e “todos” referem› se ao fato de que a corrupção é exercida por boa parte dos brasileiros, em todas as panes do país. Veja algumas particularidades: a) o indefinido “qualquer" possui plural atípico e. quando posposto ao substantivo. é pejorativo. @respondam a quaisquer dúvidas. E um homem qualquer. .. b) “algum" e “algumet”. quando pospostos ao substanti- vo, assumem valor negativo. Mulher alguma me enganou! (alguma = nenhuma) . W1111°l_'t°| =1!; P-l§: |~i1#= -Ir Jilhivlnik ' . LA c) “todo" e “toda" seguidos de substantivos: ° não seguido de artigo, significa “qualquer": Toda obra precisa ser avaliada com carinho. ' seguido de artigo, signiñca "inteiro": Toda a obra precisa ser avaliada com carinho. d) “todo" e “toda". antepostos ao adjetivo, significam “inteiramenteÍ Estava toda anumada. e) os indeñnidos são pronomes de terceira pessoa. alguns são variáveis. outros invariáveis. Veja a tabela a seguir: Variáveis lnvariá veis masculino feminino algum alguns alguma algumas alguém nenhum nenhuns nenhuma nenhumas ninguém todo todos toda todas tudo outro outros outra outras outrem muito muitos muita muitas nada pouco poucos pouca poucas cada Certo certos certa Certas vário vários vária várias tanto tantos [anta tantas quanto quantos qualquer quaisquer quanta quantas qualquer quaisquer Além dos pronomes indefinidos. há também as locuções pronominais indefmidas: "cada um". "cada qual". "quem quer que". “seja quem for". “seja qual for". Pronome interrogativo Há dois aspectos importantes: a) o interrogativo "que" possui variantes que objetivam a ênfase. - O que você quer? - Que que você quer? b) nas interrogativas indiretas, não há ponto de inter- rogação. Não sei quem é você. Pronome relativo Os relativos serão contemplados nas orações adjelivas e na aula de coesão. V* o L ' Artigo É a classe gramatical que determina ou indetermina o substantivo. Há os definidos (o, a, os, as) e os indefinidos (um. uma, uns, umas). O artigo definido surge no latim vulgar e se origina do demonstrativo illu. iI1a. A consoante lé ainda observada em muitas línguas, como no francês (lala), no castelhano (eLloJa) e no italiano (ilJraJa). A evolução dos definidos deu-se da seguinte fonna: illa>ela>la>a: illas>elas>las>a. s' illu>elo>lo>a; illos>elos>las>as; Na locução eI-rei. por exemplo. o artigo está apocopado (elo>el). O fenômeno explica nomes de cidade como São João Del Rei.
  18. 18. .-nur¡ à. : ta. . . _ _ _ O artigo indefinido já aparecia no latim clássico na forma de numeral: unus. Aevolução deu-se da seguinte maneira: unu>üu>umz una>üu>uma; unos>üos>üus>uns: unas>üas>umas O artigo definido costuma assumir os seguintes valores semânticos; l) referir-se a um ser conhecido: ~ Leopoldo! Assaltaram a erra/ u!! O emissor utiliza o artigo definido “a", prcssupondo que o receptor conheça a escola. podem indicar conjunto. classe de seres: A mulher ainda sofre preconceitos. podem intensificar o ser: - Ele e' o ator. o melhor! atribuem a um ser a responsabilidade de um fato: A É ele o assassino de Mariana! 5) atribuem ao substantivo a ideia de inteiro quando pospostos ao indefinido "tudo. todo. toda": 'Ibdo dia ela cantava. Ela cantava todo o dia. J, i i J, l pr. suhst. pr. art. suhsl, l . L qualquer dia o dia inteiro No plural. mesmo com a presença do artigo. a ideia costuma ser de generalização: "Trabalho todos os r1ia. r“. Para que não haja generalização. é preciso um contexto que determine os dias: "Armando compareceu a rodas as sessões marcadas". Os artigos indeñnidos assumem os seguintes valores: l) podem indicar aproximação numérica: Devia ter uns trinta anos, no máximo. podem qualificar positivamente ou negativamente o substantivo: Tinha uns olhos. , os homens babavam. .. 3) podem tomar a frase conotativa: Meu lar é ojarclim. Meu lar é umjurdim. i i mora no jardim compara o lar ao jardim 4) destacam a ideia quando acompanhados do indetinido “ 'certo' ' : O pai via no noivo da lilha um certo ar de malandragem. Emprego clo artigo definido a) Não se utiliza o artigo definido depois de “c-ujo". antes de pronome dc tratamento (exceto senhor. senhora. senhorita e dona). antes de substantivo de sentido indeterminado e em provérbios: Eis a mulher de cuja a filha falei. (errado) Eis a mulher de cuja lilha falei. (certo) A Vossa Excelência chamou? (errado) Vossa Excelência chamou? (certo) Ela não Iidava com ojovem. temido) Ela não lidava com jovem. (Certo) . 'll'l, l1-l! 'l<ii ›-4.<; L.Heir>: ›i: : J; l~^; 'l: '.›l" "Quem com n ferro fere com o ferro será ferido. " (errado) "Quem com ferro fere com ferro será ferido. " (certo) b) Não se utiliza o artigo diante de provérbios. "Raparltzru t' dum' mas' não é nto/ e não. " c) Não se utiliza o artigo diante da palavra “casa" no sentido de moradia: . lantará em casal' não se utiliza o artigo diante da palavra *'tena" no sentido de terra ñrme: - ' t Seapalavrzrterra"indicarop1aneta(“Marcianos “ invadem a Terra") ou vier acompanhada de expressão qualiiicadora ("Voltamos da terra dos ¡neus ai-nír. " ), o artigo aparecerá. d) uti| iza›se o amigo depois do numeral "ambos": Elugiaram ambos . u ('(JI1I[)(I. SÍIUI'('A. f) utiliza-se o artigo para evitar a repetição de um substantivo. Roubou o quadro de Picasso c o de Renoir. utiliza-se o artigo antes de estações do ano: “Vem chegando a primavera. " «quando qualilicativos. são comumente usados sem artigo: "Noites de primavera". ) Emprego do artigo indefinido l l Servem para introduzir a personagem: No meio do ataque. surge um garoto apavomdü. O garoto estava com medo. os aviões eram passaros da morte. Realçam o substantivo: Era uma beleza de ópera. 3) Quando empregados em contexto de contagem, tornam-se numerais. Na indústria. havia uma gerente e duas secretárias. 4) lntroduzem os detalhes, as caracteristicas. Do ser anteriomiente mencionados. Na estação Vassouras. entraram no trem Sofia e o marido. Cristiano de Almeida e Palha. Este era um rapagão de trinta e dois anos. .. Machado de Assis. Casos facultotivos l) Diante de nome próprio: a Vi José no clube. De modo geral. o emprego do artigo denota intimidade, todavia. em cenas regiões do país. a ausência do artigo também revela intimidade. Na região Sudeste. notada- mente em São Paulo. e' comum o uso de artigo definido diante de nome próprio. quando há intimidade: - Vi o José no clube. (J Jose' chegou. rapaziada! Já no Norte e Nordeste. mesmo havendo intimidade. e' comum a ausência do artigo: - Jara" chegou. gente! Trata-se de um caso de variante linguística no nível morfológica Diante de possessivo: #linha (em: tem niuciciras da Califórnia Onde cantam gaturutnas de Veneza Os poetas du min/ ru terra. .. " Murilo Mendes. 11 th? "
  19. 19. #Sissi a Este lápis é teu. Temos a simples ideia de posse. & . ; ; - u¡ . ' Este lápis e o teu. A posse e mais entatica, pressupõe-se a existência de outros lápis. 2*' Numeral Classe de palavras que oferece ideia de quantida- de. número exato de seres. coisas, ou ainda, a posição por eles ocupada. Os numerais estão divididos em: cardinais (indica- dores de quantidade), ordinais (indicadores de posição. ordem, hierarquia), fracionários (indicadores de fmciona- mento. divisão), multiplicativos (indicadores de aumento proporcional, múltiplos). Os numerais cardinais indicam quantidade determinada (são invariáveis, exceto “um” e "dois" e as centenas a partir de duzentos). Os ordinais indicam ordem ou posição (variam em gênero e número): "primeiro". “segundd”, “nonagésimdí milésimo etc. Os multiplicativos indicam uma multiplicação (variam em gênero e número quando acompanham o substantivo): “duplo", “dobro". "triplo", cêntuplo etc. Os fracionários indicam quantidade em partes (variam em número de acordo com os cardinais com que se relacionam): "meio". “metade”. “quartd”. décimo. "onze avos". “centésimd”. Classificação cardinais um trinta etc. ordinais primeiro trigésimo etc. Os numerais podem ser: fracionários meio um terço etc. multiplicatívos duplo ou dobro Lriplo ou tríplice etc. Emprego dos numerais a) Na linguagem literária. o numeral pode significar quantidade ilimitada. Já falei mil vezes! "Cincoenta". “treis" e “hum" são admissíveis só em contexto bancário. b) Há cinquenta homens, três mulheres e um adolescente. No texto persuasivo. o numeral funciona como argumento prova concreta. t'tl'lllí'll'lt^ll: l~*lfzliilí 'lí 'J~l'_'lI¡ V _l-m iu¡ 't nun¡ . q. Só um em cada 60 mil brasileiros ganha mais de meio milhão de reais por ano. Para encontrar um deles, seria necessário lotar duas vezes o estádio do Pacaembu, em São Paulo. Entre os nove que ganham mais de 10 milhões por ano, há cinco empresários. dois empregados do setor privado, um que vive de rendas. O outro. quem diria. é servidor público. Vejo. 12 iul. 2000. p. 103. d) O emprego coloquial de grau aumentativo ou diminu- tivo cria efeito de aproximação, intimidade. É só cettziztlzo. madame! Tem cinuín, mãe? Notas: f_ - Os numerais catorze e bilhão apresentam dupla ortografia (quatorze e bilião). - Como se escreve, por exemplo. em ordinal o numeral 8.569? Observe as duas maneiras: - oito milésimos, quingentésimo sexagésimo nono. - oitavo milésimo, quingentésimo sexagésimo nono. IV cmqoi i X th: décimo segundo. dozeno décimo terceiro. trezeno catonmquatnne décimoquano quim: : décimo quinto duesscis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito decimuoitavtu dezenove décimo nuno vigésimo primeiro trigésimo quadra gésimo cinquenta quinqungésimo sessenta sexagésinto setuagésitno. septuatgésitnt) octogési mn l)0'l. 'nl2l nonagásimo : :m1 @mesmo CC duzentos ducentésimo CCC l trclctttos ttcccntésinto CD quatrocentos quadringcntésimo D quinhentos quingentésimo 600 DC 700 DCC setecentos setingentésimo. septingenttísimt) seiscentos . sciscentésimo. scxcentésimo txtingcntésimo 800 DCCC oitocentos 900 CM nove-centos nongcntésittto. noningcittósitno 1.000 mil tnihísimo 10.000 dcz mil décimo milésimo 100.00K) , l 000.000 l . l')00.0()0.00() um bilhão IZI' ><l§ cem mil centésimo milésimo um tnilhàt) milionésitno K Numerais. *Itu* . N t! ,
  20. 20. h suit. ll -Iuwlt a . ... .t . . Numerais cardinais Quanto ao emprego dos cardinais, observe: a) zero e ambos são numerais: 05 CZIITOS ZEPO sofreram aumento novamente. b) no início do periodo, deve-se escrever o numeral por extenso: Duzentos presos fugiram da Casa de Detenção. c) ao preencher um cheque. não se esqueça de que não há vírgula e utiliza-se a conjunção "e" apenas antes de dezena e unidade: RS 340.00: trezentos c quarenta reais R5 2.340,00: dois' mil trezentos e quarenta reais RS 3.340.442,00: três milhões trezentos e quarenta e dois mil reais d) quando há mais de dois conjuntos de três algarismos. usa-se a vírgula para separar cada grupo: 3.442.S83.00(): três bilhões, quatrocentos e quarenta e dois milhões, oitocentos e oitenta e três mil e) quando o numeral é muito extenso, utiliza-se uma forma mais sintética com o uso da virgula: O govemo liberou 3,7 bilhões (três bilhões e 7 milhões) aos pequenos agricultores. f) na escrita das horas, utiliza-se o símbolo da unidade após o numeral: l lh54min7s 3h4min2s ZOhSmin Numerais ordinais Quanto aos ordinais. observam-se as seguintes regras: a) abaixo de dois mil. devem ser escritos como ordinais: l . R452 milésimo octingentésimo (tuadragésimo quinto b) Acima de dois mil. o milhar também pode ser lido como cardinal (ou ordinal): 2,043: dois milésimos tou segundo milésimo) quadmgésimo tinteiro c) Utiliza-se o numeral ordinal para o primeiro dia do mês: Paris foi bombartlcada! Primeiro de abril! ! Numerais multipliccitivos São. comojá vimos. aqueles que informam aumen- tos proporcionais, indicando ser múltiplos de outros: dobro. duplo, dúplice triplo. tríplice quádruplo sêxtuplo séniplo nõnuplo décuplo I O l I undécuplo Numerais mulliplicalivos. . Êhliiülgüílt 'likkitiliñjqffjjilllííh Numerais fracionórios Os numerais ditos fracionários são “meio" (ou metade) e terço: os demais são expressos pelo uso do ordinal. por exemplo (l/4: um quarto), (2/5: dois quintos). ou pelo cardinal acompanhado pela palavra avos (traduza essa palavra como parte). Em “centavosÍ por exemplo. são cem partes. O mesmo se dá em treze avos. quarenta avos, cinquenta avos. Considere as seguintes regras: a) o numcrador e' lido e escrito como cardinal: l 3 um quarto b) o denominador. se inferior ou igual a dez ou se número for redondo, deve ser lido como ordinal: 'I ã dois sétimos 3 . . , . í “'65 vigesimos vo c) o denominador. se for acima de dez e não representar número redondo. deve ser lido como cardinal. acompanhado da palavra "avos": 5 lb' cinco dezoito avos 'a 1 sctc duzentos e vinte dois avos IJ 2 d) para dois ou três. há formas especiais para o denominador: l É um terço dois terços wli. : Algarismos romanos Ao nos referirmos a determinado número hierárquico para reis. papas, séculos. capítulos. tomos, insumos sempre os algarismos romanos. mas, durante a leitura. de l a 10. [cremos os numerais como ordinais: de Il em diante, passamos a usar os cardinais. fx Se o numeral vier anteposto ao substantivo 'Q- . . , . ” ou adjetivo. sera sempre como ordinal que o teremos: Capitulo XX (vinte) ano lll dC. (terceiro) século IX (nono) João XXII (vinte e dois) X Bienal do Livro (décima) XVI Salão da Alta-Costura (décimo sexto) Vll Festival de Inverno tsótimo) t9
  21. 21. »l Numerais coletivos Alguns numerais indicam o período em que ocorre o even- to ou o fato. nata-se de numerais coletivos. Veja algims deles: Veja agora o numeral coletivo e as estrofes: distico: dois versos sextilha: seis versos terceto: três versos oitava: oito versos quadra: quatro versos nona: nove versos quintilha: cinco versos décima: dez versos [v Verbo É a classe gramatical que denota ação. estado ou fenômeno. É a que possui mais acidentes gramaticais (variações de forma). As vozes verbais estão inseridas na sintaxe e o estudo dos modos e tempos verbais está em capítulo posterior, por se tratar de matéria extensa. Para o reconhecimento do verbo. a dica é a flexão de tempo (exceto no imperativo e nas fomias nominais). Observe a tira a seguir, extraída do jomal Folha de &Paulo; COM SEU VOTO! No primeiro quadrinho. “conto" é verbo (contei. contarei) e “voto" é substantivo. No segundo, “voto” é verbo (votei, votarei) e "conto" é o substantivo. i' Advérbia E a classe gramatical que dá uma circunstância (tempo, lugar etc. ) ao verbo. Poema tirado de uma notícia de jomal João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia [num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Beheu Cantou Dançou Depois sc atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas c morreu afogado. © dos textos de Manuel Bandeira, do Condomínio das proprietó» rios dos direitos intelectuais de Manuel Bandeira”/ "(Poema tirado de uma noticia de jomal, in: Estrela da vida inteiro ~ Editora Nova Fronieíra)"/ "Direitos cedidos por Solombra › Agência Literária (solombro@solombra. org)” ll ixli (l) As três categorias do mundo sào: pessoa, tempo e espaço. P_ . Mimi to¡ -uru . '.l'l; l:l-1,K-lr^ll: i›'--lEHW v1: J; l-L'l: ¡;$= V; t i » . i Em alguns casos, o advérbio pode estar ligado ao adjetivo, a outro advérbio ou a uma oração inteira (os de intensidade li gain-se a adjetivos e advérbios). Os advérbios e as locuções adverbíais são importantes para o texto, visto que estabelecem duas das três categorias do mundot' l: tempo e espaço. A instalação dessas duas categorias. com a categoria pessoa. cria efeitos de realidade: ele chegou [. ..]se atirou l l tempo verbo tempo verbo na lagoa Rodrigo de Freitas i lugar Algumas palavras denatativas de designação. realce. situação, inclusão e exclusão apresentam valor adverbial. Embora não sejam advérbios, possuem emprego semelhante: Todos concordaram, José. exclusão Classificação dos advérbios tempo agora. ainda. amanhã. ontem. logo. j . . já. tarde, cedo. outrora, então, antes, depois. imediatamente, anteriontten» , IC CIC. lugar _ › _ abaixo, ali, acima, além. ai'. aqui, cá, ' dentm. lá. avante. atrás, fora. longe. perto etc. , modo A I ~ assim. bem, mal, adrede, asperamen- Nomenclatura 'e em' Gramatical v a › _ _› _j negação Brásllelra ' ” ' não. nunca. jamais, tampouco etc. registra os I seguintes ü añmmção CESOSÍ , › , sim, decerto. realmente. certamente. l deveras. efetivamente etc. dúvida talvez, zicaso. quiçá, porventura, pro- vavelmente, eventualmente etc. intensidade , muito. assaz, pouco. bastante. de- ~' mais. excessivamente. demasiadzr mente etc. A classificação dos advérbios deve levar em conta o contexto. ou seja, a oração: Fala 2' Mal fala! modo intensidade Nas locuções adverbíais, a classificação é mais extensa. eis alguns exemplos:
  22. 22. um¡ ! F v-un¡ í¡ Andava Matou . causa meio IflSlfUnlCfllO N tempo - t às vezes. à tarde. à noite. de repente. : de súbito. hoje em dia etc. ' lugar u! à distância. de longe. em cima. em volta etc. N modo às pessoas. às claras. as cegas. à toa. vão etc. 7 à vontade. dessa maneira. de cor. em afirmação sem dúvida. de fato. por certo etc. Veja algumas locuções adverbíais _ ~ dúvida _' por certo. com certeza etc. . _; causa ' I Morreu por atuar, . _l meio ' Sempre andou a cavalo. . instrumento ' Operou rum n canivete. . _a condição ' Sem você. eu não vou. ll ll ll l t concessão ” Mesmo doente. escrevia romances. Flexão do advérbio É palavra invariável. não apresenta flexão de nú- mero ou de gênero. Compare: Ele chegou cedo. Ela chegou cedo. sem flexão: advérbio Ele chegou atrasado. Ela chegou atrasada. com _flexñm adjetivo Certos advérbios, contudo, podem ser empregados no grau comparativo e no grau superlativoVeja: Falava mais docemente (do) que o irmão. comparativo de superioridade. Falava menos docemente (da) que o irmão. comparativo de inferioridade Falava tão docemente quanto o irmão. comparativo de igualdade Comportou-se muito fielmente. superlativo absoluto analítico (uso de adv. de intensidade) Comportou-se fdelíssimamente: superlativo absoluto sintético (uso do sufixo íssimo) . .w lí°l't“'ll v-lukidi* q: J; l'. 'l: ¡ t: _à gãp_ 2¡ Para a expressão do superlativo relativo. usa-se a correlação u mais (ou menos). .. possível. Traçar o mais fielmente possível os objetivos. Emprego do advérbio a) Alguns adjetivos podem funcionar como advérbios: LIVRO: Ú CÚNHECIMENTU QUE DESCE REDUNDU! Beba cultura num czilice de letras. o livro embriaga a alma dos curiosos. b) c) 8) h) Ela fala gostoso. As crianças escrevem errado. A exemplo dos adjetivos. o advérbio e a locução adver- bial podem traduzir uma sanção positiva ou negativa: Andava elegantementc pelo salão. sanção pmitn : n Quando há vários advérbios terminados em -mentca utiliza-sc o sufixo apenas no último: Levava a vida pacífica c honradamente. A utilização do sufixo in/ m para os advérbios é coloquial e equivale à forma superlativo: Acordou cedinho e saiu devagarinho. ("muito cedo". "hcm devagar") A repetição do advérbio e a expressão de realce "é que" são recursos enfáticos: Vem logo, logo! Eu é que falo! Advérbios como 'af' e "aqui" podem funcionar em linguagem coloquial como advérbios de tempo: Tennino por aqui. o mes* que vem dou prosseguimento, O filme estava ótimo. c aí a campainha tocou. Em frases interrogativas. usamos advérbios interro- gativos: Por que füríxlc? (causa) Onde cuísteí' (lugar) Comojognste? ( modo) Quando falastc? t tempo) Algumas formas diminutivas assumem o valor do superlativo absoluto: Estuduvu pertinho da mãe. Partirctnos cedinho. (muito perto, tnuito ucdn) Certos advérbios promovem a ligação entre partes do texto e funcionam como marcadores de coesão. As expressões adverbíais de tempo. por exemplo. podem indicar a progressão temporal dos fatos; as expressões adverbíais de lugar, o espaço em que eles ocorrem. Veja o texto a seguir. de José de Alencar. escritor romântico: Aquele esquecimento profundo. aquela alhcação absoluta do espírito. que eu sentira da primeira vez. continuou sempre. Era a tal ponto que depois 11:10 me lembrava de corsa alguma; fazia-se como que uma inten-upçítçm. um vácuo na minha vida. No momento
  23. 23. à). o_ em que uma palavra me chamava ao meu papel. insensivelmente. pela força do hábito, eu me esquivava, scparava-me de mim mesma. e fugia deixando no meu lugar outra mulher. a cortesã sem pudor e sem consciencia. que eu desprezava. como uma coisa sórdida e abjeta. j) Além de marcadores espaciais e temporais. os advérbios podem assumir a função anafórica - recuperar tennos - ou catafórica - introduzir tennos: Função anafórica: O assalto ocorreu em Copacabana, zona sul do Rio. Lá a piu está ameaçada. Em Copacabana: termo a ser recuperado. Lá: anafórico. Função catafórica: Você sabe onde eu queria estar? Aqui: na página da apostila! Cansei de escrever, quero ser palavra; palavras não possuem fraquezas. palavras viajam pelo tempo e pelo espaço. Aqui: catafórico Na página da apostila: termo introduzido pelo catafórico. Os catafóricos podem criar o efeito da expectativa: Lá a vida é um paraíso, lá não há injustiça, lá o homem respeita o próximo, lá “a vida tem mais flores. mais amores" e menos guerras. De que se fala? Do texto, claro, no texto tudo é possível. É só escrever. Ç» ? reposição É a classe gramatical que subordina um termo da frase a outro: Mistura sua laia. ou foge da raia. Ultraje o Rigor. "Nós vamos invadir sua proio". contração (de + a) Foge raia. v i antecedente consequente Classificação Essenciais: só atuam como proposições: a, ante. após, até, com. contra, de, desde, em. entre, para, perante, por, sem, sob, sobre. Entre mim c ti, pairam sombras do passado. Acidenraix: podem pertencer a outra classe de palavra: afora, consoante, durante. exceto. fora, mediante. segundo, senão, tirante. visto Exceto eu. todos estão livres! Emprego da preposição a) Como liga um termo a outro. a preposição é instru- mento de interpretação de texto. Compare: O trabalho Pedro prejudicou. Há ambiguidade. não se sabe quem é o agente. “trabalhd” ou "Pedro"? . ht-taí-lt-tdhi-4:: mtr›vl 1t- tru- b. ) d) e) f) 8) t1) j) -nllc Í ti, Ao trabalho Pedro prejudicou. Pedro é o agente. pois não há sujeito com preposição. As preposições essenciais são empregadas com os pronomes pessoais oblíquos tônicos: Lutou contra mim. Não cantava sem mim Falava de ti. As preposições acidentais são empregadas com os pronomes pessoais do caso reto: Todos vieram, salvo tu. Fora eu. todos compareceram. A preposição "a" pode introduzir: o complemento do verbo: Assisti: : a todas as aulas. - o complemento de um adjetivo: Era semelhante a uma rosa delicada. o complemento de alguns substantivos: › A obediência ao pai. Jair! - complementos ciicunstzuiciais (locuções adverbíais): Ao cemitério iam os romeiros. orações subordinadas: A permanecer assim, retiro a candidatura! - adjuntos adnominais: O motor a álcool rende mais. u LL “SegunddÍ "conforme . mediante" e “consoante” não admitem pronome pessoal. não existe: existe: COHSOFMIIC tu. .. CODSOUHIÉ luu nobreza. .. Não se faz a contração da preposição com o artigo quando este fizer pane do sujeito a seguir: Estava na hora de Ojogo melhorar. ("o jogo" = sujeito de "mclhorar") A preposição "sob" dá ideia de “noçãd” em textos como: Divergia soh todos os aspectos da irmã. "Perante" é intensivo de "ante", dá ideia de "espaço" e de moção": Perante despotismo tão declarado. A preposição "até" pode indicar limite de tempo, espaço ou ainda inclusão: Foi até a prisão. Durou até setembro. Até o Finnino participou! A omissão da preposição quando ela é necessária é considerada erro de regência. uso myloqutal Tive a impressão que haveria feriado. uso culto Tive a impressão de que não haveria feriado. '- . .mv
  24. 24. :muito -. ._. .. e . .. V_ 1 7_ , __ Aspectos semônticos a) As preposições podem estabelecer inúmeras rela- ções. As mais frequentes são: companhia: Vá com Deus! lugar: Bebiam na praça. tempo: Em dezembro de 64. o país ngonizuvii. causa: Gritava de dor. pmtrc: A vez dele ninguém notou. finalidade: Saiu para lutar. (ipnxiçãa: Era contra todos. (iiuéiiviti: Estava sem fome. migvm: Ele veio lá do sertão. direção: Fo¡ ao presídio. b) A mudança de preposição pode implicar mudança de sentido: Os homens que hehiam no bar eram homens de bar. A preposição “em" ("no bar") indica caráter passageiro: já a preposição “del caráter permanente. c) Alguns valores semânticos da preposição "a": la da calçada ao paredão. (extensão) lincostado ao carro. observava-me. (proximidade) Fugiu à chegada da policia. (tempo) Falava à gaúcho. (modo) Comprava a com reais. (preço) A aluno. paciência! (condição) . logowme ao chão. (direção) d) Alguns valores semãnticos da preposição "com": . lantaram com o filho. (companhia) Martelavu com o pedaço de (erro. (instrumento) Morreu com um ataque cardíaco. (causa) Estava em conflito com o Congresso. (oposição) e) Alguns valores semânticos da preposição "de": Viemos de São Jose' dos Cttmpos. (procedência) Felizes de trabalhar no Filme. cantavam. (causa) Falou de literatura o tempo todo. (assunto) Vivia de farinha e leijão. (meio) De noite. era vampiro. (tempo) f) Alguns valores semânticos da preposição “em": Dirigia em ritmo dc fónnulu l . (modo) O rombo foi avaliado em um bilhão. (preço) Converteu-se em muçulmano. (mudança de estado) g) Alguns valores semânticas das proposições "para" e "por": Por aqui. viveu o poeta. (lugar) Suporte¡ por cinco anos um sofrimento imenso. (tempo) A bússola apontava para o sul. (direção) Feito para mulheres inteligentes. (Finalidade) Vamos para tt faculdade? (lugar) h) As preposições "sob" e "sobre“: Estavam sob a mesa. (posição inferior) Estavam sobre a mesa. (posição superior) Atirou-se sobre o divã. (direção) Falava-se sobre tudo. (assunto) Locução prepositivu É o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de preposição. Bom lembrar que a última palavra desse conjunto deverá ser sempre uma preposição: ~; ~- 1 a --Lt1_». ›i: Jl-'i'l'- _ . _ um_ . .._A abaixo de. acerca de. acima de. ao lado de, a respeito de. de acordo com. dentro de, embaixo de. em cima de. em frente a. em redor de. graças a. junto a. junto de. perto de. por causa de. por cima de. por trás de. Observe o emprego das seguintes locuções: em vez de: no lugar de. r ' ao invés de: ao contrário de. ir ao encontro de: é compatível. *í ir de encontro a: não é compatível. Combinações c contrações das preposições Algumas preposições acabam por se ligar a outras palavras de outras classes gramaticais e. com isso. formam outros vocábulos. Existem dois tipos de Iigzições: - pm' miii[›i¡iiiç'zir›: ocorre quando a preposição. ao se unir a outro vocábulo. não possui nenhum fonema omitido. mantendo integralmente todos os seus sons. Forma-sc quando a preposição a se encontra com os artigos "ai". "os" e "as". - pm' cmnrizçiiu: ocorre quando u preposição, ao se unir u outro xtocábulo. sofre modificações fonéticas: do. das. dos. das: num. nuns. numa. numas: disto, disso. daquilo: naquele. naqueles. naquela. naquelas: pelo, pelos. pela. pelas. Dá-se o nome de crase à contração do artigo "a" com u preposição f Evita-sc a contração da preposição com o artigo '"= ' em duas situações: (í ° Quando o artigo fi/ _er pane do sujeito que vem a seguir: Está na hora dt- a onça hcbcr ¡iguu. ("a tmça" é sujeito de "beber") - Quando o artigo fizer parte do titulo: Li ; i noticia em U [iv/ cido, (o nome do jornal é O Estuda de ç. Pim/ ill. t' 423
  25. 25. "i)i. ;_. ~_ e _ , Coesão e preposição A preposição subordina um termo ao outro, como já foi dito. O termo que comanda a preposição pode ser chamado “termo regente" e o comandado. “regido”. Em "gosto de você", o regente é o verbo; o regido. o pronome de tratamento. Se regente e regido estiverem distantes um do outro, haverá falha na coesão textual. a ligação malfeita. Veja o texto a seguir: Dá-se chance a gamto com curso primário completo. que saiba conversar com adultos. de cuidar dc enfennos em descanso na praia. No período anterior, o regente “chance” está muito distante do regido "de cuidar”, acarretando um problema de coesão; o período estaria melhor escrito desta fonna: Dá-se a garoto. com curso primário completo. que saiba conversar com adultos. chance de cuidar de enfermos em descanso na praia. V' Coniunção Segundo o gramático Rocha Lima. as conjunções são palavras que ligam elementos da mesma natureza (substantivo + substantivo. oração + oração. por exemplo) ou de natureza diversa. Dão uma direção argumentativa ao texto: - Era bonita e ambiciosa, uma graça! - Era bonita. mas ambiciosa. Na primeira oração, a conjunção e acrescenta uma qualidade. Na segunda. os adjetivos "bonita"e “ambiciosa" são colocados em oposição, como se a segunda qualidade fosse negativa e a primeira, positiva. Classificação das conjunções As conjunções estão classificadas em coordenarivas e . rubordinatiirus; as primeiras ligam orações não depen- dentes. sintaticamente equivalentes; as segundas ligam ora- ções que se subordinam hierarquicamente, ou seja, unem uma principal a seus desdobramentos (as subordinadas). As conjunções serão retomadas no estudo do periodo com- posto (sintaxe). Conjunções coordenativas Aditivas Expressarn soma, adição: e, nem, não só. .. mas também. Saio feliz e volto cansada. O rapaz não tica nem sai. Adversativas Expressam contraste ou oposição de pensamento: mas, porém, todavia, contudo. entretanto, no entanto. Estarei em casa, contudo estarei ocupada. Alternativas* Expressam exclusão ou altemãncia de pensamentos: ou. ou. ..ou. oramora, quer. ..quer. seja. ..seja. Ora está alegre. ora está triste. C onclusi vas Expressam conclusão de pensamento: portanto. logo, por isso, por consequência. pois (após o verbo), assim. Ela e' muito nova, portanto está proibida de sair. tvli. ijii. lR'i(1': i'1~QLVJ4SA ' “nn JJ¡ viu. 1** . , .l. .. Explicativas Expressarn razão, motivo: porque, que. pois (antes do verbo). Não brinque com isso. porque será final. Comum bastante. que comer faz crescer. Conjunções subordinativas Integrantes Servem para introduzir orações subordinadas cuja função seja substanti va: que. se. Ela me disse que voltaria amanhã. Não se¡ se devo fazer o exame. C ausaís Introduzem orações subordinadas que exprimem causa: porque, que. pois, visto que. já que, uma vez que. como (sempre em início de oração): Como estivesse cansada. preferiu dormir. Não falei nada porque ela gritou. Comparativas Introduzem orações subordinadas que exprimem ideia de comparação: que, do que (após mais. menos, maior. menor. melhor. pior), como: João teimou como um burro. Cancessivas Introduzem orações subordinadas que exprimem fato contrário ao que se encontra na oração principal. ainda que não suficiente para anula-Io: embora, ainda que, mesmo que, se bem que. posto que, por mais que, por menor que, por maior que. por pior que, por melhor que, por pouco que. conquanto: Vou viajar em abril. mesmo que não tenha dinheiro. Condicionais Introduzem orações subordinadas que exprimem condição. hipótese ou suposição para que o fato anunciado da principal seja realizado: se, caso, contanto que, salvo se, desde que. a menos que, a não ser que: Se mamãe vier, viajo. Desde que comesse_ eu cozinharia. C on format¡ vas Introduzem orações subordinadas que, em relação à principal. exprimem ideia de concordância, conformi- dade: conforme, consoante, segundo. como: Conforme disse. espero esta xraga. COIISZCHIÍITLS Introduzem orações subordinadas que expressam consequências. efeitos do que é enunciado na oração dita principal: que (depois dos reforçativos tão, tanto. tamanho, tal), de sorte que, de modo que. de maneira que, de forma que: Foi tamanha a emoção. que desatou a rir. Ela falou tanto, que perdeu a voz. 'À “i1 a
  26. 26. VIIU1I «a Temporais Introduzem orações subordinadas que expressam a ideia de tempo: quando. logo que, depois que, antes que. sempre que. desde que, até que, assim que, enquanto. mal: A lu7. apagou, mal o filme começara. Enlouquecemos de tristeza, assim que soubemos da tragédia. Finais Introduzem orações subordinadas que indicam uma finalidade: para que. a fim de que: Estudamos bastante a fim de que passássemos no vestibular. Proporcionais Introduzem orações subordinadas que revelam simultaneidade: à proporção que, à medida que. ao passo que. quanto mais. quanto menos. quanto menor. quanto maior, quanto melhor. quanto pior. Quanto mais preciso de dinheiro. menos ganho. A medida que economizava. sentia mais prazer em viver. Coesão e coerência A conjunção é um importante elemento de ligação. pois relaciona palavras. expressões e orações. Ademais, dá uma direção argumentativa ao texto. transmite ideias. possui um valor semântico. É preciso. pois. ter cuidado com sua colocação para que não haja um erro de coerência. Por exemplo: O govemo fez grandes investimentos na Saúde. embora haja muitos hospitais em situação alarmante. O período possui coesão. mas não possui coerência. A conjunção subordinativa adverbial "embora" estabelece uma oposição que não existe: o fato de fazer grandes investimentos pressupõe que haja muitos hospitais em estado alarmante. Sem grandes alterações. o mais adequado é utilizar uma conjunção conclusiva. para que a frase torne-se coerente. 0 govemo fez grandes investimentos na Saúde. logo há muilns hospitais em situação alarmante. Polissemia das conjunções Polissemia é o fato de a palavra assumir vários significados. Observe alguns casos. Mas - Terás o descanso, mas apenas uma semana (restrição) - Entrou numa faculdade particular. mas arrependeu- se e fez o cursinho novamente. (retificação) - Estava nervoso. mas dissimulava com sorrisos forçados. (atenuação) - investiu muito. mas perdeu tudo. (não compensação) - Mas a CPI? Acabou em pizza? (situação. assunto) ' ~ ' r. i-t; iz~i~. -nir ~e -HKHiíg-lí a1- w L E - Estudou muito e não foi bem na prova. (oposição) - Estudou muito e entrou na USP. (consequência) - Era mulher. c muito mulher! !explicação cnfática) ' Saiu do serviço e foi à loja. (adição) - E a CPl dos Correios? Alguma noticia pelos correios? (situação. assunto) Como ' Escrevia como poeta. (comparação) - Como eracstudante. não pôde ussutnir o cargo. (causa) - Jogou como o técnico o orientou. (conformidade) Se ° Se não Ibi um insulto a todos. ainda sim revoltou a todos. (Concessão) - Se não sair. eu paro o trabalho! (condição) . lnterieiçõo Praticamente! É palavra invariávcl. expressa sentimentos e emoções, sensações ou estados de espírito repentinos. Com elas, ou por meio delas. o emissor mtmifesta ao interlocutor o que sente. Algumas são apenas ruídos que variam de lingua para lingua. e revelam, inclusive. proximidade afetiva. Outras. na forma de locuções interjetivas. são expressões idiomúticas sem significado específico. a não ser em contexto próprio. As mais importantes interjeíções são: Alegria: oh! . ; ih! . oba! viva! Adverrêziciiz: cuidado'. calmal. atençãol. devagar! Espuma. .vurpresuz uuil. opu! . eba! , carambat céus! . xi! . meu Deusl. gentef. hein? ! Alívio: ufa! , arreL também! Animação: coragemh avantel. força! Chumanzerzru: itlôl. olá! , psiu! , ó! socorro! Apluusax: vivaL bisl. ¡iarabéns! Aversãu. rcptítlio: credol. ih! . xi! Cestmçãn: alto! , bztstal. chega! Desejo: tomara! , oxalúL puderah viva! morra! Dar: !. ui! impaciência: puxa! lncredibilitlcizle: qualf. ora! Reprovaçziu: francamente! Silêncio: psiu! silêncio! ! a Exemplos de locuções ínierjefivos: y ' Macacos me mordoml 0 Velho-me Deus! v ' Quem me clero! 0 Puxa vida!
  27. 27. -nnn . .çsj 26 3) . '.l! l:l1'l_'ulr1!; i-*MWM* -¡: .H- van iMT5|ÍÊMÊhlTAlÍ i . 5' a¡ a Iii- . - . .J w «ia-_Lg_ As línguas e a linguagem inscrevem-se num espaço real. num tempo histórico. e são faladas por seres situados nesse espaço e nesse tempo. No entanto, suas origens dão-sc num tempo mítico. num mundo desaparecido. e os protagonistas de seu aparecimento são os heróis fundadores. No Gênesis. vê-se que a linguagem é um atributo da divindade. pois o Criador dela se vale quando realiza sua obra. Há dois relatos da criação. No primeiro. Deus cria o mundo. falando. No início, não havia nada. Depois, há o caos: No princípio. criou Deus o céu e a Terra. A Terra. contudo, estava vazia e vaga e as trevas' cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. (l, I-2) A passagem do caos à ordem (= cosmo) faz-se por meio de um ato de linguagem. É esta que dá sentido ao mundo. O poder criador da divindade é exercido pela linguagem. que tem. no mito. um poder ilocucional. já que nela e por ela se ordena o mundo: Deus disse: "Faça-se a luz". E a [uz foi feita. E viu Deus que a lu: era boa: separou a lu: e as trevas. Deus chamou à lu: dia e às trevas noite: fez-se uma tarde e uma manhã. primeiro dia. ( I .3-5 ) Ao mesmo tempo que faz as coisas. Deus denomina-as. No universo mítico. dar nome é criar. Até o quinto dia, o Senhor vai criando linguisticamente o mundo. No sexto. depois de fazer os animais da Terra. cria o homem: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança: e que ele domine os peixes do mai: e as [WES do céu, e os animais da Terra, e todo réptil. que se »iove na Terra E Deus criou o homem à . sua imagem; à imagem de Deus criou-o. macho efêmea criou-os. (1,267) Na segunda narrativa da criação, o homem é feito de barro, portanto. não mais com a linguagem. mas com o trabalho das mãos: Então, o Senhor Deus modelou o homem com o barro da terra e soprou-lhe no rosto o sopro da vida, e a homem tomou-se um ser vivo. (2,7) O mito mostra que as duas categorias fundadoras do cosmo. do sentido. são a linguagem (primeiro relato da criação) e o trabalho (segunda narrativa). José Luiz Fiorin. As oslúcios dci enunciação. C pés de moleque. beija-flores. obras-primas, navios- I escola. XE l Ç l O D D pé de moleques, beija-flores. obras-primas. navios- 77 , _ _I , , . , escola. Vl' ~ ' um) e? 17"** _ , .. . . b' PU¡ e' ü “'43 É* Í “à” 'a9 E «D pes de moleque, beija-flores. obras-primas, navio- escolas. . zi- 'v3.2 l srClassiñcam-se como substantivos as palavras --- l Éídestacadas. exceto em: A D o idiota com quem os moleques mexem. ..” E D visava a me acostumar à moma tirania. .." C l Adeus. volto para meus caminhos. ..” D D "conheço até alguns automóveis. .." E “I todas essas coisas se apagarão em lembran- ças. .." x A alternativa em que o plural dos nomes “compostos está empregado corretamente é: A LJ pé de moleques, beija-flores, obras-primas. navios- escolas. B . I pés de molequesbeijas-flores, obras-primas, navios- escolas. ; lChamar o dicionário de pai-dos-burros e' que , _, Élé burrice. Reconhecer um desconhecimento não é uma virtude? Se a burrice costuma vir sempre acompanhada da insolência. a inteligência não dispensa a força da humildade. a) Reescreva os dois primeiros períodos. substituindo os verbos "chamar" e "reconhecer" por substantivos que não sejam da mesma família desses verbos. Faça apenas as adaptações necessárias. mantendo o sentido original. b) Reescreva o último período do texto. utilizando agora as formas "não costuma" e "dispensa". Faça apenas as alterações necessárias. mantendo o sentido original.

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