Antes q eu possa esquecer

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Antes q eu possa esquecer

  1. 1. ANTES QUE EU POSSA ME ESQUECER<br />Autor: Robson/Meio Poeta<br />Música: Pescador de Hombres<br /> Enrique Chia<br />Imagens: Internet<br />Formatação: AlmaDeBorboleta<br />Julho/2011<br /> <br />Clique para avançar<br />
  2. 2. ANTES QUE EU POSSA ME ESQUECER<br />Vai me doer escrever o queestá me intuindo<br />nesteinstante de reflexão<br />podeatéparecer o grande final, o jávou indo<br />o adeusàsminhaspoesias de amor e paixão<br />Afinal, pelaidadeque me contabiliza<br />e quenãoadiantamaissaberporalguém<br />que "o queimportaé a menteembeleza<br />e a jovialidadeque me atem“<br />Poisosjovensque se apontam<br />semnemaomenosabrirem a boca<br />fazem-me ler as bulasque me confortam<br />e assimtrocar as estampas de minharoupa<br />
  3. 3. Nãofui, decorridotal tempo, de rimartanto<br />sorri o quepude, choreimais do que me cabia<br />com a porçãoque me cabeporquanto<br />emmeiodavida, disso eujásabia...<br />É claroquetiveminhainfância<br />meioatrasadapelos tempos idos<br />a mansão de nossafamília<br />só se deuatravés de muitos “puxadinhos”<br />Quandopercebemosquepodíamos ser crianças<br />jáestávamosemmeio a juventude<br />eu, meuspais e irmãos, emdoceslembranças<br />e a tal casa emsua final magnitude !<br />
  4. 4. No augedapaixãoquepensava ser amor<br />fiz com amormeuprimeirofilhodapaixão<br />nãosabiaquepaixãoterminaemdesamor<br />nãolia nada a respeito do coração<br />aprendinaraça, sozinho e nador<br />que a vidanão é comotocar um violão...<br />Não é simples, é difusa e muito complexa<br />ela é o não, onde devemos dizer sim<br />maestria de uma sinfônica completa<br />onde eu sou o próprio bandolim<br />
  5. 5. E assim a vida foi me levando<br />feito um cigano cheio de sonhos<br />morei aqui, morei ali, acolá fui me deixando<br />conquistei corações tristonhos<br />vira e mexe estava me recasando<br />no inicio eram dois risonhos<br />no fim dois se atacando.<br />Fui colecionando anos de vida<br />e neste meio fui aprendendo<br />a não chamar todas de minha querida<br />e a idade foi me envolvendo<br />me ensinou a não ter uma preferida<br />pois ao estar um ao outro se devolvendo<br />dói menos ao coração, fica só a ferida...<br />
  6. 6. Confiei em pessoas para vencer meus desafios<br />fui enganado é claro, era um aprendiz<br />a palavra faz tempo, perdeu os brios<br />hoje é tudo no cartório ou na presença de um juiz<br />o que me ensinaram foram só ensaios<br />o passado honesto se contradiz<br />faço de mim meus próprios domínios.<br />Pratiquei muito por onde andei<br />para poder um dia até ensinar<br />os jovens que tanto amei<br />que como eu nem sabiam o que raciocinar.<br />Tive que aprender a escutar<br />e como escutei; bobagens, brincadeiras, <br />musicas feias<br />escutei sermões das montanhas<br />pastores que queriam me revirar<br />padres que desejavam as minhas raras ceias<br />e muitas pessoas estranhas<br />e tudo isso só para bem eu falar.<br />
  7. 7. Para que pudesse crescer usei asas de cera<br />e voei por telhados alheios<br />descobri o que se esconde atrás da cerca<br />os desejos, as loucuras e os anseios<br />nunca vi tanta nudez incerta<br />nem tampouco tantos seios<br />que minha antiga ramificação ficou boquiaberta.<br />Para ser mais feliz<br />ah! esqueça seu passado, me disseram<br />daí esqueço e ninguém esquece<br />o perdão de coisas passadas<br />São poucos os que o exercem<br />e volta tudo ao estado de infeliz<br />lembranças de desavenças já brigadas<br />o adeus é tênue e já por um triz...<br />.<br />
  8. 8. Paguei o preço para ser diferente<br />viver como eu gostaria já ter vivido<br />queria ter amado sem ficar carente<br />ter filho sem sê-lo dividido<br />pai no poente, mãe na nascente, a vida descrente...<br />Plantei árvores hoje frondosas<br />fiz filhos e lhes dei procedência<br />editei um livro sem muita rima e pouca prosa<br />o que mais quer a minha consciência ?<br /> Aprender mais o quê da vida<br /> se já vi tantas coisas me rondando<br /> fiz o que fiz, não fiz o que quis, encontrei a saída<br /> me perdi na busca do vou me amando<br /> tive ascensão e recaída<br /> aprendi e agora estou ensinando<br />
  9. 9. Tentando de uma forma mais sutil<br />indicar aos jovens o caminho da procura<br />pois é um caminho muito longo e hostil<br />nele há deleites, doença e cura<br />as vezes é uma estrada muito fértil<br />como é minha vida que tanto me aventura !<br />Ao dar desfecho a este epigrama<br />poesia ou versos como dizem<br />em nada me doeu essa trama<br />a vida só nos quer felizes...<br />Robson<br />19/07/2011<br />

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