Força feminina em abya yala

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Esta apresentação foi preparada para as comemorações do Dia Internacional das Mulheres.
Pensei em traçar uma perspectiva menos eurocêntrica, onde a valorização e reconhecimento das imagens femininas se dá por sua história de luta e enfrentamento.

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Força feminina em abya yala

  1. 1. A Força Feminina em Abya Yala
  2. 2. Pacha Mama ou Abya Yala , que na língua do povo Kuna é sinônimo de América significando “Terra madura”, “Terra Viva” ou “Terra em florescimento”. O nome vem sendo usado como uma auto-designação dos povos do continente como contraponto a América expressão associada aos conquistadores europeus.
  3. 3. As Madres de Plaza de Mayo são mulheres que se reúnem na Praça de Maio, Buenos Aires, para exigirem notícias de seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983). Alguns pais, considerados subversivos, tiveram seus filhos retirados de sua guarda e colocados para a adoção durante os cinco anos de ditadura. Quando acabou a ditadura, muitos filhos estavam sob guarda de famílias de militares. A situação é retratada no filme La historia oficial , o primeiro da América Latina a vencer o Oscar de melhor filme estrangeiro, que mostra uma manifestação do grupo. As mães da Praça de Maio venceram o Prémio Sakharov em 1992. Ainda hoje, todas as quintas-feiras, as mães realizam manifestações na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, buscando manter o desaparecimento de seus filhos vivo na memória de todos os argentinos
  4. 4. Mulheres em movimento ? Ou movimento de mulheres?
  5. 5. Rainha Nzinga Mbandi : ícone feminino do nacionalismo angolano, Nzinga foi rainha dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. Nzinga, nascida em 1582, rainha de Angola de 1633 a 1663. Altiva, inteligente, indomável, corajosa, cruel muitas vezes, Nzinga dedicou sua vida à sobrevivência e independência do seu reino e seu povo, sem nunca ter sido capturada. Nzinga morreu em 1663, aos 82 anos.
  6. 6. Ialorixá Mãe Menininha do Gantois (1894-1986) foi determinante para o reconhecimento e a popularização do candomblé no Brasil. Mãe Menininha também era conselheira espiritual de políticos e artistas baianos.
  7. 7. Clementina de Jesus nasceu em 7 de fevereiro de 1901, em Valença, Estado do Rio. Aos 10 anos, mudou-se para o bairro de Oswaldo Cruz. Neta de africanos, descendia da Nação Bantu, um grupo etnolingüistico localizado principalmente na África Sub-Saariana. Seu pai foi mestre de capoeira e violeiro. Sua mãe lavava roupa cantando modas, jongos e outros cantos de seu repertório que continham ecos da África. Foi nesta época que Clementina aprendeu os cantos de escravizados, que mais de meio século depois registrou em disco. Ficou conhecida como a Rainha Guinga ou Quelé.
  8. 8. Mercedes Sosa , símbolo da música e da liberdade, lutou contra as ditaduras fascistas na América do Sul com a sua potente voz e se tornou uma lenda da música latino-americana, nunca deixando de lutar pelos direitos dos mais pobres e pela liberdade política. Carinhosamente apelidada de La Negra, Mercedes foi igualmente chamada de “voz de uma maioria silenciosa”, morreu em 04 de outubro de 2009, aos 74 anos.
  9. 9. Rigoberta Menchú Tum (Uspantán, El Quiché, 9 de janeiro de 1959) é uma indígena guatemalteca do grupo Quiché-Maia. Foi agraciada com o Nobel da Paz de 1992, pela sua campanha pelos direitos humanos, especialmente a favor dos povos indígenas, sendo Embaixadora da Boa-Vontade da UNESCO e vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional.
  10. 10. Thereza Santos – é uma mulher negra, teatróloga, atriz, professora, militante negra, carnavalesca, militante pelas causas dos povos africanos da diáspora e do continente e, principalmente, dos afro-brasileiros. Teve sua vida retratada no livro Malunga Thereza Santos – A história de vida de uma guerreira , EDUFSCar, 2008.
  11. 11. Angela Yvonne Davis (Birmingham, 26 de janeiro de 1944) é uma professora e filósofa socialista estado-unidense, que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história americana.
  12. 12. Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de Março de 1914 na cidade mineira de Sacramento, local onde viveu sua infância e adolescência. Filha de pai e mãe negros que, provavelmente, migraram do Desemboque para Sacramento quando da mudança da economia da extração de ouro para as atividades agro-pecuárias. Apesar de ter estudado formalmente por apenas dois anos, sua obra mais conhecida ( Quarto de Despejo ), com tiragem inicial de dez mil exemplares se esgotou na primeira semana, e foi traduzida em 13 idiomas nos últimos 35 anos . Essa obra resgata e delata uma face da vida cultural brasileira quando do início da modernização da cidade de São Paulo e da criação de suas favelas. Clarice Lispector e Carolina de Jesus
  13. 13. Mulheres de Abya Yala
  14. 14. Respeitar nossa Diversidade! Aymara / Bolívia Kayapó / Brasil Inuit / Canadá Papiles / El Salvador Onas / Argentina
  15. 15. Quéchua / Peru Nahua / México Cherokee / Estados Unidos Mayas / Guatemala Guarani / Paraguai Generaciones de Mujeres - Hill
  16. 16. Calendário Feminista 24 de fevereiro   – Dia da conquista do voto feminino no Brasil 8 de março  – Dia Internacional da Mulher 30 de abril   – Dia Nacional da Mulher 28 de maio   – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna 25 de julho   – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha 29 de agosto   – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil 23 de setembro   – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças 28 de setembro   – Dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe 10 de outubro   – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher 25 de outubro   – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher 25 de novembro   – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher 6 de dezembro   – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres
  17. 18. Formatação: Thiago Manfrini Rega [email_address] Sugestão de música para acompanhar: Música: Volver a Los 17 Composição: Violeta Parra Interpretação: Mercedes Sosa e Milton Nascimento www.slideshare.net/ThiagoManfrini

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