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Conteúdo do projeto Consciência Negra, a ser trabalhado com alunos do
ciclo II da E. E. Messias Freire, promovido pela Sala de Leitura em parceria
com a professora eventual Tina.
p
Estudar para quê?




    NEGROS SÃO 70% DOS POBRES.



NEGROS UNIVERSITÁRIOS
ABDIAS DO NASCIMENTO
           (Figura marcante da intelectualidade negra brasileira)


Natural de São Paulo. Ativista do movimento negro, professor, artista plástico,
escritor, poeta, dramaturgo, foi senador e secretário de estado no RJ, professor
emérito da Universidade do Estado de Nova Iorque, professor visitante na
universidade de Yale e n0 departamento de línguas e literaturas da universidade de
Ifé, na Nigéria.
É um dos maiores defensores da cultura e da igualdade para as populações
afrodescendentes no Brasil
Fundador do Teatro Experimental do negro (TEN), em 1944, movimento cultural de
fundamental importância, pois contribui de forma decisiva para o acesso de negros
á representação teatral, além de estimular a participação política dos negros.
É, hoje, uma figura marcante na intelectualidade negra brasileira.
Tornou-se Deputado Federal em 1983 e senador da República em 1997, depois de
ter assumido a Secretaria de DEFESA da promoção das populações Afro-brasileiras.
Reconhecidamente o embaixador da negritude brasileira.
ALEIJADINHO

Aleijadinho, como ficou conhecido nas Minas Gerais do século XVIII.
Filho bastardo de Manuel Francisco Lisboa, português, e de uma escrava de nome
Isabel. Quando estudava, já ajudava o pai no oficio de entalhador.
Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas
articulações.
Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para
amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra
um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as
limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de
Minas Gerais.
Alguns biógrafos citam nomes como Francisco Xavier de Brito e José Coelho Noronha,
ambos, artistas entalhadores de renome da época, como prováveis mestres de
Aleijadinho.
Em 1986, o poder público nacional, para melhor preservar a sua obra, inaugurou um
museu que leva o nome de aleijadinho.
Este negro deixou vasta obra que realça seu talento. Tornou-se o artista negro mais
conhecido e disputado como grande entalhador. É hoje considerado como o maior
artista brasileiro do século XIX até o início deste.
ANDRÉ REBOUÇAS
Nasceu na Bahia, em 1838
Foi um dos mais ativos militantes negros do movimento abolicionista. Formou-se em
engenharia.
Participou da Guerra do Paraguai e tornou-se um oficial conceituado. Participou da
construção do Porto da cidade do Rio de Janeiro e de outros portos do país. Construiu
as primeiras docas no Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco e na Bahia.
Abolicionista, fundou o Centro Abolicionista da Escola Politécnica, do qual era um dos
professores. Como jornalista escreveu inúmeros artigos sobre a problemática da
questão do regime escravo. Com Proclamação da República exilou-se do Brasil.
Ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim
Nabuco, José do Patrocínio e outros, da qual foi eleito tesoureiro. Participou também
da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central
Emancipadora, o que permite constatar o trânsito de Rebouças nas diversas
tendências abolicionistas.
CHICA DA SILVA
                            (Rainha Negra do Tijuco)

Chica da Silva se popularizou em Minas Gerais. Chegou a comprar sua alforria e a de
mais de 100 escravos, tendo ainda recursos monetários e materiais para
subvencionar a gloriosa ousadia da Inconfidência Mineira. Casou-se duas vezes, mas
foi com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira que se transformou
em “rainha Negra” no imaginário popular. Era uma mulher de personalidade forte e
marcante. Construiu salas de espetáculos para os talentos, letrados e sábios da
época. Chica da Silva exerceu uma enorme influência política naquela época. Ficou
longe de ser uma leviana prostituta, como a história tradicional quer nos fazer crê.No
Brasil, os interesses de Chica ficaram protegidos por propriedades que lhe foram
deixadas pelo contratador e que lhe garantiram a sobrevivência e a educação das
filhas, encaminhadas ao recolhimento das freiras de Macaúbas, considerado o melhor
das Minas Gerais, de onde a maioria só saiu para se casar.Faleceu em 1796, sendo
sepultada na Igreja de São Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aos
brancos ricos.
D. OBÁ II
                      (Um príncipe negro contra racismo)

Militar brasileiro. Cândido da Fonseca Galvão nasceu em Lençóis, na Bahia, por volta
de 1845, de pai e mãe africanos, neto de Aláafin Abiodun, o último soberano do
império de Oio unificado. Com dois metros de altura, alistou-se voluntariamente para
lutar na Guerra do Paraguai (1865-1870), onde foi ferido em combate. Promovido a
alferes por bravura, foi residir no Rio de Janeiro, numa localidade então conhecida
como Pequena África, perto da atual Central do Brasil. Adotando o título de Dom Obá
II d'África, era reconhecido e admirado como nobre por negros livres e escravos.
Antiescravista, crítico do racismo apoiava a monarquia brasileira. Consta que
anualmente, vestido de roupas militares, ia ao Paço Imperial cumprimentar D. Pedro
II, que veio a conhecê-lo. Mesmo após o golpe militar de 15 de novembro de 1889,
que pôs fim ao Império, Dom Obá manteve sua rotina, indo ao Paço Imperial em 2 de
dezembro daquele ano. Passou, então, a ser perseguido pelos republicanos, que
cassaram seu posto de alferes. Dom Obá morreu em julho de 1890, julgam alguns que
de tristeza. 'Obá' é palavra ioruba correspondente a rei, em português.
DANDARA
                                   (A Guerreira)

Foi uma mulher negra guerreira que lutou, ao lado de Ganga Zumba, no Quilombo
dos Palmares, contra o sistema escravocrata no século XVII, no Brasil. Dandara se
colocou ao lado de Zumbi contra Ganga Zumba, por este assinar o tratado de paz
com o governo português. Ela representa até hoje liberdade e igualdade, o significado
deste nome é a mais bela. Liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de
Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e
levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram
articulados por ela, em sua casa, que se tornou quartel - general destes levantes.
Dandara se matou jogando-se da pedreira mais alta de Palmares, que ficava nos
fundos do principal esconderijo, para não voltar a condição de escrava.
ESCRAVA ANASTÁCIA
Foi uma das inúmeras vítimas do regime de escravidão, no Brasil. Antes do
nascimento de “Anastácia”, a sua Mãe “Delmira” teria vivido, algum tempo, no
Estado da Bahia, onde ajudou a muitos escravos, fugitivos da brutalidade, a irem à
busca da liberdade. Foi sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor,
não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de
ferozmente perseguida e torturada a violência sexual aconteceu. Seus senhores
resolvem castigá-la ainda mais lhe colocando no rosto uma máscara de ferro, que
só era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremo
suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heroica existência. As mulheres e as
filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal
máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da “Negra Anastácia”.
FRANCISCO JOSÉ DO NASCIMENTO
Nasceu no Ceará. Filho de pescadores e órfão de pai ainda menino. Começou a
trabalhar cedo como garoto de recado do navio Tubarão, chegando a prático-mor da
barra do Porto de Fortaleza. Só aos vinte anos é que aprendeu a ler. Jangadeiro,
considerado o maior herói popular em prol da libertação dos cativos no Ceará. Era
chefe dos catraieiros (condutor de botes) no precário porto de Fortaleza. Em 1859
trabalhou nas obras do porto de Fortaleza e iniciou o trabalho de marinheiro num
navio que fazia a linha Maranhão - Ceará. Em 1874 foi nomeado prático da Capitania
dos Portos, convivendo com o drama do tráfico de escravos e sendo mulato, se
envolveu na luta pelo abolicionismo, e uma de suas atitudes foi o fechamento do
Porto de Fortaleza ao tráfico de escravos para as outras províncias.
JOÃO CÂNDIDO
“Salve o navegante negro que tem por monumento as pedras pisadas no Cais...”
Entrou para a Marinha, como aprendiz de marinheiro e depois foi destacado para o
Rio de Janeiro e entrou
efetivamente para a Marinha e destacou-se dos demais por seu espírito de liderança.
Tornou-se instrutor de aprendizes marinheiros e foi destacado para uma viagem à
Europa, onde teve a oportunidade de, juntamente com seus companheiros, aprimorar
seus conhecimentos e observar a diferença entre o tratamento dispensado aos
marinheiros de outros países. Enfrentou o governo de cabeça erguida e arma em
punho. Virou herói, mas sua vitória teve o gosto amargo da perseguição política.
Simbolizou a luta pela dignidade humana e graças a ele, a chibata nunca mais voltou
a ser usada; o marinheiro marcou seu espaço na história deste país. João Candido foi
um dos principais líderes da Revolta da Chibata, que chegou ao ápice quando os
navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus
canhões para o Rio de Janeiro. Embora a rebelião tenha terminado com o
compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e
de conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os demais implicados foram
detidos.
José Carlos do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e do cônego João Monteiro. Aos 14 anos deixou
a fazenda da família para tentar a vida no Rio de Janeiro, aonde chegou a ingressar na Escola de Medicina.
Ao fim de alguns anos, porém, abandonou o curso e formou-se em farmácia, em 1874.

Ainda estudante, fundou uma revista mensal, "Os Ferrões", onde começou a revelar seu talento como
polemista que o tornaria famoso. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias", onde escreveu
diversos artigos de propaganda abolicionista.

Em 1881, com dinheiro emprestado pelo sogro, adquiriu a "Gazeta da Tarde", à frente da qual permaneceu
por seis anos. Neste jornal, deu início à campanha abolicionista. Em 1887, fundou a "Cidade do Rio", onde
intensificou os ataques à política escravocrata.

Não se limitou a lutar apenas por escrito pelo abolicionismo. Realizou conferências públicas, ajudou a fuga
de muitos escravos, organizou núcleos abolicionistas, militando ativamente até o triunfo da causa, em 13 de
maio de 1888.

Seu prestígio imenso durante os últimos anos do Império decaiu após a proclamação da República, quando
passou a lutar por um programa liberal. Acabou afastado da vida pública. Seu jornal, "Cidade do Rio de
Janeiro", foi interditado e ele deportado para Cucuí, no Amazonas, sob a acusação de ter participado de uma
revolta contra o governo de Floriano Peixoto.

Libertado pouco tempo depois, afastou-se da vida pública, colaborando esporadicamente na imprensa. Nos
últimos anos de vida interessou-se pela navegação aérea, chegando a construir um aeróstato denominado
Santo Cruz.

Patrocínio também escreveu obras de ficção, mas sem a repercussão nem o talento do jornalista. Foi um dos
fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de no. 21.
JULIANO MOREIRA
Descendência africana nascido em Salvador conhecido por suas inovações. Entrou na
Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se aos dezoito anos, em 1891, tornando-
se professor da Faculdade. Aperfeiçoou-se na Europa, onde frequentou cursos de
doenças mentais e de anatomia patológica. Foi um dos pioneiros da psiquiatria
brasileira. Durante seu trabalho na direção do Hospício Nacional dos Alienados, do
Rio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dos
pacientes. Em seu trabalho clínico eliminou coletes e camisas de força e instalou um
laboratório de análises, a partir do qual se iniciou, no Brasil, a rotina de punções
lombares para elucidação de diagnóstico. Professor de neurologia e psiquiatria e
pesquisador de doenças tropicais. Deixou importantes trabalhos sobre a
leishmaniose, à lepra e entre outras. Defendeu a ideia de que a origem das doenças
mentais se devia a fatores físicos e situacionais, como a falta de higiene e falta de
acesso à educação, contrariando o pensamento racista em voga no meio acadêmico,
que atribuía os problemas psicológicos do Brasil à miscigenação.
LÉLIA GONZÁLEZ
Nasceu em Minas Gerais. Notabilizou-se por sua intensa atuação acadêmica e
militância nas lutas contra o racismo. Foi uma das fundadoras, em 1978 do
Movimento Negro Unificado contra discriminação racial. Graduada em filosofia e em
comunicação, era também doutorada em Antropologia Social. Realizou e participou
de inúmeras conferências, no Brasil e no exterior, sobre as problemáticas do regime
do negro e, particularmente da mulher negra de nosso país. Foi uma das fundadoras
do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras. Atuou como membro efetivo do
Conselho dos Direitos da Mulher e ajudou a fundar o Olodum. Histórica no
movimento feminista brasileiro, por sua luta no combate à violência contra a mulher,
notadamente a violência sexual e doméstica. Participou da primeira composição do
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o CNDM (1985-1989). Grande
incentivadora das tradições afro-brasileiras. Faleceu vítima de problemas cardíacos,
no Rio de Janeiro, aos 59 anos.
LUIZ GAMA
“Aquele negro que mata alguém que deseja mantê-lo escravo, seja em qualquer
circunstância for, mata em legítima defesa.”
Luiz Gama foi abolicionista, advogado e poeta da Bahia. Vendido aos 10 anos para
um traficante pelo próprio pai, para pagar dívidas de jogo. Em 1848 já não era mais
escravo, conseguindo fugir de seu último senhor, uma vez que sempre carregava
consigo os documentos comprobatórios de sua condição de negro liberto. Formou-se
em Direito e foi um ardoroso abolicionista. Com talento, coragem e obstinação,
libertou mais de quinhentos escravos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados à
segunda geração do Romantismo no Brasil. A sua primeira obra veio a público em
1859, com o título Primeiras Trovas Burlescas do Getulino. Nela reuniu poesias
satíricas que ridicularizavam a aristocracia e os poderosos da época, tendo a primeira
edição se esgotado em três anos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados à
segunda geração do Romantismo no Brasil. A sua morte, vítima de diabetes, comoveu
a cidade de São Paulo.
LUÍSA MAHIN
                (Mulher guerreira, líder da Revolta dos malês)

Nasceu na África, princesa na Costa Negra, veio para o Brasil na condição de escrava.
Era quitandeira e permaneceu pagã por haver se recusado, terminantemente, a se
ungida com os “santos óleos” do batismo e seguir os preceitos da religião católica.
Temperamento rebelde e combativo. Foi uma das principais organizadoras da Revolta
dos Malês, liderados por escravos africanos de religião mulçumanas, conhecido na
Bahia como Malês. Pela perseguição que sofreu após a atuação na revolta, partiu
para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu a luta pelos seus irmãos de raça. Luiza esteve
envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a
então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Acabou sendo
deportada para a África de onde nunca mais se teve notícias, porém alguns autores
acreditam que ela tenha conseguido fugir, vindo a instalar-se no Maranhão, onde,
com a sua influência, desenvolveu-se o chamado tambor de crioula.
MÁRIO DE ANDRADE
"Malditos para sempre os Mestres do Passado! Que a simples recordação de um de
vós escravize os espíritos no amor incondicional pela forma! Que o Brasil seja infeliz
porque os criou! Que o universo se desmantele porque vos comportou! E que não
fique nada! Nada! Nada!". Diplomou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de
São Paulo, tornando-se, posteriormente, professor e catedrático. Tornou-se o
primeiro diretor de Departamento de Cultura de São Paulo. Foi o grande líder do
movimento modernista que teve como ápice a Semana de Arte Moderna. Com o livro
Paulicéia Desvairada, de 1922, o escritor coloca em prática seu projeto de renovação
cultural do país. Aliando profundas pesquisas acerca da tradição brasileira e as
vanguardas no mundo todo, Mário foi um dos principais responsáveis pela divulgação
e estabelecimento do movimento modernista no Brasil. Era mesmo um polivalente,
em se tratando de criar, organizar, produzir e incentivar a cultura. Possuidor de uma
cultura ampla e profunda erudição, foi o fundador e primeiro diretor do
Departamento de Cultura de São Paulo da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde
implantou a Sociedade de Etnologia e Folclore, o Coral Paulistano e a Discoteca
Pública Municipal. Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do
Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo
de Melo Franco de Andrade.
Machado Assis
Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da
literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito
pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela
madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor Na
infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim.
Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público. Publicou seu
primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como
colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da
Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.

Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase
romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor
e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos
destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874),
Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).

Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões
psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características
do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano,
destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as
seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom
Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).

Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O
Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas
literárias e teatrais.

Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
MESTRE BIMBA
                            (Pai da Capoeira Regional)

Nome Manoel dos Reis Machado Lutador de Batuque (luta de origem africana muito
praticada na Bahia
até o começo do século passado). Era um homem muito inteligente, apesar de seus
poucos estudos. Em Salvador iniciou-se na capoeira aos dez anos. Seus alunos eram
negros e mulatos das classes populares. Mas, apesar da pouca idade (18 anos),
possuía alunos também de classes privilegiada É considerado o pai da capoeira
regional e o primeiro mestre com curso reconhecido no país. Discriminado por grande
parte dos artistas e intelectuais de Salvador e venerado por seus alunos, realizou uma
verdadeira revolução ao criar a Capoeira Regional (motivo da discriminação dos
artistas e intelectuais). Priorizando as pessoas de nível sociais mais altos e
universitários; isto tiraria a capoeira da marginalidade, e economicamente era muito
mais interessante. Conseguiu reverter à situação da clandestinidade em que vivia a
capoeira. Fundou o “Centro de Cultura Física e Luta Regional” e estabeleceu um
código de ética rígido que exigia até higiene. Oficializo o uso do uniforme branco e
interferia até na vida privada de seus alunos. Para treinar capoeira, era preciso
provar que estava trabalhando ou mostrar o boletim do colégio.
MESTRE DIDI
Nascido em Salvador no início do século passado, Deoscóredes Maximiliano dos
Santos é filho único de Maria Bibiana do Espírito Santo (Mãe Senhora), descendente
da tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, importantes cidades do império
Iorubá. Mais antigo descendente, no Brasil, do reino do Ketu, hoje ocupado pela
Nigéria e pelo Benin, Mestre Didi recebeu, em 1983, o título máximo de Obá Mobá
Oni Xangô, do Rei do Ketu, na Republica de Benin. É autor de vários livros, dentre eles
um dicionário português-iorubá. Aos oito anos foi iniciado no culto aos ancestrais,
dedicando toda sua vida a preservar a tradição legada pelos seus antepassados. Era
artista plástico e escritor. Soube vencer as barreiras do preconceito e da
discriminação, com sua obra independente e original. Desta forma, destaca-se como
um expoente da arte de vanguarda. Sua trisavó, Sra. Marcelina da Silva, Oba Tossi,
foi uma das fundadoras da primeira casa de tradição nagô de candomblé na Bahia, o
Ilê Ase Aira Intile, depois Ilê Iya Nassô. Eugenia Ana dos Santos - Mãe Aninha tratada
por Didi como avó, foi quem o iniciou no culto aos Orixás e lhe deu o título de
Assogba, Supremo Sacerdote do Culto de Obaluaiyê.
PROFESSOR MILTON SANTOS
                      (Geógrafo de renome internacional)

Foi um dos mais famosos intelectuais negros brasileiros. Bacharel em Direito, sua
notoriedade vem dos longos anos de conhecimento dos problemas urbanos que
afetam as nações subdesenvolvidas nos dias atuais, sendo, por isso, respeitado
mundialmente. Era um dos expoentes mais conceituados do movimento de renovação
crítica da Geografia. Foi secretário de estado do planejamento e subchefe da defesa
civil do governo Jânio Quadros. Sofreu perseguições políticas e exilou-se na França,
onde pôde doutorar-se em Geografia. Autor de diversos trabalhos e livros
acadêmicos. Suas obras são editadas em diversos países. Em função de suas
atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos
de repressão do Regime Militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos
intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após
aprisionamento por meio ano, seguido de prisão domiciliar. Apesar de ter se
graduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia, em
especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes
da renovação na Geografia brasileira ocorrida nos anos 70.
TEODORO SAMPAIO
Theodoro Fernandes Sampaio possui uma origem humilde. Descendente de
africanos, ou seja, filho de uma pobre escrava nasceu em 07/01/1855 no Engenho
Canabrava, numa senzala, no município de Santo Amaro, na Bahia. Foi um
engenheiro por profissão, geógrafo e historiador brasileiro. Volta a Santo Amaro,
na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando a carta de alforria
de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel e Matias. É
nomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco.
Teodoro Sampaio fez expedições exploratórias pelo Rio São Francisco, onde
registrou, na forma de mapas e descrições, os caminhos que percorreu, recolhendo
assim material suficiente para elaborar um mapa da região. Suas observações
geográficas e topográficas foram muito utilizadas e estudou profundamente nossos
minerais, sendo considerado o pai da geologia brasileira. Tornou-se
inevitavelmente uma celebridade da época devido à sua erudição, competência e
simplicidade. Com serenidade de espírito, operosidade científica e o característico
labor sem alarde, Teodoro foi um importante personagem na busca pela dignidade
dos negros.
UBIRATAN DE CASTRO
Nascido na Bahia. Membro da Academia Baiana de Letras. Na unidade da diversidade
da cultura brasileira, assim como na reconstrução do estado, ele deseja dar uma
chance para que a cultura produzida pelo povo negro participe igualmente como
fundadora de uma cultura nacional, negra, popular e brasileira. Durante vinte anos
foi um ativo colaborador da Universidade Federal da Bahia: Coordenador do Núcleo
de História Oral e Documentação. Para ele, honrar o passado é construir o futuro com
coragem. A sua ideia era a de estabelecer a igualdade racial e promover a reparação
de todos os danos resultantes do racismo e das intolerâncias conexas através da
militância cultural; preservar as nossas comunidades de memória, apoiar todos os
grupos, entidades e indivíduos produtores de uma cultura negra libertária; proclamar
para toda a sociedade brasileira o valor da cultura negra brasileira no processo
civilizatório do país.
ZUMBI
                             (O herói da resistência)



Em uma das expedições contra Palmares, criança ainda Zumbi foi raptado e
aprisionado por soldados e entregue ao padre Melo, que o batizou com o nome de
Francisco. Serviu para ajudar na missa e estudou português e latim. Aos 15 anos,
fugiu e voltou para Palmares (Quilombo, localizado em Pernambuco). Muito jovem,
ele se tornou chefe de uma das povoações desse Quilombo. Por sua bravura,
inteligência, pelo corpo vigoroso e vontade de ferro, em pouco tempo tornou-se
chefe das forças armadas em Palmares. Zumbi e seu povo resistiram a várias
expedições que acabaram com o quilombo. Depois de sucessivas investidas,
Palmares foi destruído e Zumbi foi morto. Hoje, é o principal símbolo da resistência
contra todas as formas de opressão que ainda castigam o povo negro do Brasil.
Representou um permanente desafio e incentivo ás luta contra o perverso sistema
colonial.
LIMA BARRETO

O escritor e jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto, ou simplesmente Lima Barreto, nasceu
no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, e morreu apenas 41 anos depois, no dia 1 de
novembro de 1922. Seu reconhecimento como um autor fundamental para a Literatura Brasileira
veio somente depois de sua morte, o que é comum a outros grandes brasileiros, especialmente a
aqueles que morreram precocemente. Lima Barreto viveu a época mais intensa do racismo no
Brasil, já que a escravidão foi abolida apenas sete anos após o seu nascimento. Apesar disso, teve a
oportunidade de receber boa instrução escolar e sempre teve grande interesse pela Literatura. Era
filho de um tipógrafo - João Henriques de Lima Barreto, mulato nascido liberto, monarquista e
ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor - e de uma professora, Amália
Augusta Barreto, filha de escrava liberta, que morreu quando o menino Lima Barreto tinha apenas
sete anos de idade. O autor viveu atormentado pelo alcoolismo e por suas crises de depressão e
morbidez, desencadeadas pelo sofrimento vivido desde a infância e pelo racismo que sofreu ao
longo de toda a sua vida. Acreditava que, como escritor, tinha a função de despertar as pessoas
para o fato de a sociedade privilegiar certos grupos. Defendendo seus pensamentos, ele
apresentava uma visão crítica em relação ao regime republicano vigente na passagem do século
XIX para o XX. Rompeu com o nacionalismo ufanista e explorou a temática social em suas obras,
ambientadas no Rio de Janeiro, onde morou em diversos bairros. Em sua literatura o autor
destacava os pobres e os boêmios. Em 1909, fez sua estréia como escritor, com as romances
Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de fortes traços autobiográficos. Dois anos depois daria
início à publicação de sua obra mais importante, Triste Fim de Policarpo Quaresma, através de
folhetins que saíam no Jornal do Comercio. O livro é considerado fundamental na escola Pré-
Modernista pela crítica especializada. Em 1914, Lima Barreto foi recolhido ao hospício. Essa
configurou a primeira vez, de muitas, em que esse episódio ocorreria. Em 1916, ele seria internado
para tratamento de saúde, motivado pelo abuso de álcool e pela vida desregrada. Em 1922,
durante a Semana de Arte Moderna em São Paulo, o escritor morreria, em decorrência de colapso
cardíaco.
CRUZ E SOUSA
João da Cruz e Sousa, considerado o mestre do simbolismo brasileiro, nasceu em
Desterro, hoje cidade de Florianópolis - SC, no dia 24 de novembro de 1861. Desde
pequenino foi protegido pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa, que
o acolheram como o filho que não conseguiram ter. O referido marechal havia
alforriado os pais do escritor, negros escravos. Educado na melhor escola secundária
da região, teve que abandonar os estudos e ir trabalhar, face ao falecimento de seus
protetores. Vítima de perseguições raciais, foi duramente discriminado, inclusive
quando foi proibido de assumir o cargo de promotor público em Laguna - SC. Em 1890
transferiu-se para o Rio de Janeiro, ocasião em que entrou em contato com a poesia
simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Vivia de suas colaborações em
jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de "Missal" e "Broquéis"
(1893), só conseguiu se empregar na Estrada de Ferro Central do Brasil, no cargo de
praticante de arquivista. Casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, em 09 de
novembro de 1893. O poeta contraiu tuberculose e mudou-se para a cidade de Sítio -
MG, a procura de bom clima para se tratar. Faleceu em 19 de março de 1898, aos 36
anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da
incompreensão. Sua obra só foi reconhecida anos depois de sua partida. Gavita, que
ficou viúva, grávida, e com três filhos para criar. Após o a morte do escritor perdeu
dois filhos, vitimados também pela tuberculose. Com problemas mentais, passou
vários períodos em hospitais psiquiátricos, vindo a falecer. O terceiro filho, com a
mesma doença, faleceu logo em seguida. O único filho que sobreviveu que tinha o
nome do pai, também faleceu vitima dessa doença aos dezessete anos de idade.
Joaquim Barbosa
Nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe
dona de casa passaram a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi
sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Brasiliense e terminou o segundo
grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade
de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.

Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e
foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pela
Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pela
Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.

Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito
da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los
Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no
Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês,
inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.

Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro,
sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).
Joaquim Barbosa
Mensalão

Assumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra os acusados do mensalão feita pelo Procurador-
Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Durante o julgamento defendeu a aceitação das
denúncias contra os quarenta réus do Mensalão, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamento
prossegue no Supremo, pelo menos até 2010, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desde
sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.

Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: “O Brasil nunca teve um ministro
como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no
banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança
forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris”. Segundo o Veja: “O ministro
Joaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão
(…)”

Nas 112 votações que o tribunal realizou durante o julgamento, o voto de Barbosa, como relator do
processo, foi seguido pelo de seus pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade.

Ronaldo Cunha Lima

Foi de sua iniciativa a abertura de processo contra o deputado Ronaldo Cunha Lima, decisão
considerada histórica, pois foi a primeira vez em que o STF abriu processo contra um parlamentar.
No dia seguinte, Cunha Lima renunciou ao mandato para escapar do processo, o que provocou
duras críticas por parte de Joaquim Barbosa.

Células-tronco

No polêmico julgamento das células-tronco, Joaquim Barbosa votou a favor da liberação de seu uso
para fins de pesquisas.
Foi Deus Que Fez Você             Fez até o anonimato
                                  Dos afetos escondidos
Amelinha                          E a saudade dos amores
                                  Que já foram destruídos
Foi Deus que fez o céu            Foi Deus!...
O rancho das estrelas
Fez também o seresteiro           Foi Deus que fez o vento
Para conversar com elas...        Que sopra os teus cabelos
                                  Foi Deus que fez o orvalho
Fez a lua que prateia             Que molha o teu olhar
Minha estrada de sorrisos         Teu olhar!...
E a serpente que expulsou
Mais de um milhão do paraíso...   Foi Deus que fez a noite
                                  E um violão plangente
Foi Deus que fez você             Foi Deus que fez a gente
Foi Deus que fez o amor           Somente para amar, ah! ah!
Fez nascer a Eternidade           Só para amar
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Projeto Consciência negra

  • 1. Conteúdo do projeto Consciência Negra, a ser trabalhado com alunos do ciclo II da E. E. Messias Freire, promovido pela Sala de Leitura em parceria com a professora eventual Tina.
  • 2. p
  • 3.
  • 4. Estudar para quê? NEGROS SÃO 70% DOS POBRES. NEGROS UNIVERSITÁRIOS
  • 5. ABDIAS DO NASCIMENTO (Figura marcante da intelectualidade negra brasileira) Natural de São Paulo. Ativista do movimento negro, professor, artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo, foi senador e secretário de estado no RJ, professor emérito da Universidade do Estado de Nova Iorque, professor visitante na universidade de Yale e n0 departamento de línguas e literaturas da universidade de Ifé, na Nigéria. É um dos maiores defensores da cultura e da igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil Fundador do Teatro Experimental do negro (TEN), em 1944, movimento cultural de fundamental importância, pois contribui de forma decisiva para o acesso de negros á representação teatral, além de estimular a participação política dos negros. É, hoje, uma figura marcante na intelectualidade negra brasileira. Tornou-se Deputado Federal em 1983 e senador da República em 1997, depois de ter assumido a Secretaria de DEFESA da promoção das populações Afro-brasileiras. Reconhecidamente o embaixador da negritude brasileira.
  • 6. ALEIJADINHO Aleijadinho, como ficou conhecido nas Minas Gerais do século XVIII. Filho bastardo de Manuel Francisco Lisboa, português, e de uma escrava de nome Isabel. Quando estudava, já ajudava o pai no oficio de entalhador. Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nas articulações. Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstra um esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas as limitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades de Minas Gerais. Alguns biógrafos citam nomes como Francisco Xavier de Brito e José Coelho Noronha, ambos, artistas entalhadores de renome da época, como prováveis mestres de Aleijadinho. Em 1986, o poder público nacional, para melhor preservar a sua obra, inaugurou um museu que leva o nome de aleijadinho. Este negro deixou vasta obra que realça seu talento. Tornou-se o artista negro mais conhecido e disputado como grande entalhador. É hoje considerado como o maior artista brasileiro do século XIX até o início deste.
  • 7. ANDRÉ REBOUÇAS Nasceu na Bahia, em 1838 Foi um dos mais ativos militantes negros do movimento abolicionista. Formou-se em engenharia. Participou da Guerra do Paraguai e tornou-se um oficial conceituado. Participou da construção do Porto da cidade do Rio de Janeiro e de outros portos do país. Construiu as primeiras docas no Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco e na Bahia. Abolicionista, fundou o Centro Abolicionista da Escola Politécnica, do qual era um dos professores. Como jornalista escreveu inúmeros artigos sobre a problemática da questão do regime escravo. Com Proclamação da República exilou-se do Brasil. Ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e outros, da qual foi eleito tesoureiro. Participou também da Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação Central Emancipadora, o que permite constatar o trânsito de Rebouças nas diversas tendências abolicionistas.
  • 8. CHICA DA SILVA (Rainha Negra do Tijuco) Chica da Silva se popularizou em Minas Gerais. Chegou a comprar sua alforria e a de mais de 100 escravos, tendo ainda recursos monetários e materiais para subvencionar a gloriosa ousadia da Inconfidência Mineira. Casou-se duas vezes, mas foi com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira que se transformou em “rainha Negra” no imaginário popular. Era uma mulher de personalidade forte e marcante. Construiu salas de espetáculos para os talentos, letrados e sábios da época. Chica da Silva exerceu uma enorme influência política naquela época. Ficou longe de ser uma leviana prostituta, como a história tradicional quer nos fazer crê.No Brasil, os interesses de Chica ficaram protegidos por propriedades que lhe foram deixadas pelo contratador e que lhe garantiram a sobrevivência e a educação das filhas, encaminhadas ao recolhimento das freiras de Macaúbas, considerado o melhor das Minas Gerais, de onde a maioria só saiu para se casar.Faleceu em 1796, sendo sepultada na Igreja de São Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aos brancos ricos.
  • 9. D. OBÁ II (Um príncipe negro contra racismo) Militar brasileiro. Cândido da Fonseca Galvão nasceu em Lençóis, na Bahia, por volta de 1845, de pai e mãe africanos, neto de Aláafin Abiodun, o último soberano do império de Oio unificado. Com dois metros de altura, alistou-se voluntariamente para lutar na Guerra do Paraguai (1865-1870), onde foi ferido em combate. Promovido a alferes por bravura, foi residir no Rio de Janeiro, numa localidade então conhecida como Pequena África, perto da atual Central do Brasil. Adotando o título de Dom Obá II d'África, era reconhecido e admirado como nobre por negros livres e escravos. Antiescravista, crítico do racismo apoiava a monarquia brasileira. Consta que anualmente, vestido de roupas militares, ia ao Paço Imperial cumprimentar D. Pedro II, que veio a conhecê-lo. Mesmo após o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que pôs fim ao Império, Dom Obá manteve sua rotina, indo ao Paço Imperial em 2 de dezembro daquele ano. Passou, então, a ser perseguido pelos republicanos, que cassaram seu posto de alferes. Dom Obá morreu em julho de 1890, julgam alguns que de tristeza. 'Obá' é palavra ioruba correspondente a rei, em português.
  • 10. DANDARA (A Guerreira) Foi uma mulher negra guerreira que lutou, ao lado de Ganga Zumba, no Quilombo dos Palmares, contra o sistema escravocrata no século XVII, no Brasil. Dandara se colocou ao lado de Zumbi contra Ganga Zumba, por este assinar o tratado de paz com o governo português. Ela representa até hoje liberdade e igualdade, o significado deste nome é a mais bela. Liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram articulados por ela, em sua casa, que se tornou quartel - general destes levantes. Dandara se matou jogando-se da pedreira mais alta de Palmares, que ficava nos fundos do principal esconderijo, para não voltar a condição de escrava.
  • 11. ESCRAVA ANASTÁCIA Foi uma das inúmeras vítimas do regime de escravidão, no Brasil. Antes do nascimento de “Anastácia”, a sua Mãe “Delmira” teria vivido, algum tempo, no Estado da Bahia, onde ajudou a muitos escravos, fugitivos da brutalidade, a irem à busca da liberdade. Foi sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor, não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de ferozmente perseguida e torturada a violência sexual aconteceu. Seus senhores resolvem castigá-la ainda mais lhe colocando no rosto uma máscara de ferro, que só era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremo suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heroica existência. As mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da “Negra Anastácia”.
  • 12. FRANCISCO JOSÉ DO NASCIMENTO Nasceu no Ceará. Filho de pescadores e órfão de pai ainda menino. Começou a trabalhar cedo como garoto de recado do navio Tubarão, chegando a prático-mor da barra do Porto de Fortaleza. Só aos vinte anos é que aprendeu a ler. Jangadeiro, considerado o maior herói popular em prol da libertação dos cativos no Ceará. Era chefe dos catraieiros (condutor de botes) no precário porto de Fortaleza. Em 1859 trabalhou nas obras do porto de Fortaleza e iniciou o trabalho de marinheiro num navio que fazia a linha Maranhão - Ceará. Em 1874 foi nomeado prático da Capitania dos Portos, convivendo com o drama do tráfico de escravos e sendo mulato, se envolveu na luta pelo abolicionismo, e uma de suas atitudes foi o fechamento do Porto de Fortaleza ao tráfico de escravos para as outras províncias.
  • 13. JOÃO CÂNDIDO “Salve o navegante negro que tem por monumento as pedras pisadas no Cais...” Entrou para a Marinha, como aprendiz de marinheiro e depois foi destacado para o Rio de Janeiro e entrou efetivamente para a Marinha e destacou-se dos demais por seu espírito de liderança. Tornou-se instrutor de aprendizes marinheiros e foi destacado para uma viagem à Europa, onde teve a oportunidade de, juntamente com seus companheiros, aprimorar seus conhecimentos e observar a diferença entre o tratamento dispensado aos marinheiros de outros países. Enfrentou o governo de cabeça erguida e arma em punho. Virou herói, mas sua vitória teve o gosto amargo da perseguição política. Simbolizou a luta pela dignidade humana e graças a ele, a chibata nunca mais voltou a ser usada; o marinheiro marcou seu espaço na história deste país. João Candido foi um dos principais líderes da Revolta da Chibata, que chegou ao ápice quando os navios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seus canhões para o Rio de Janeiro. Embora a rebelião tenha terminado com o compromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha e de conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os demais implicados foram detidos.
  • 14. José Carlos do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e do cônego João Monteiro. Aos 14 anos deixou a fazenda da família para tentar a vida no Rio de Janeiro, aonde chegou a ingressar na Escola de Medicina. Ao fim de alguns anos, porém, abandonou o curso e formou-se em farmácia, em 1874. Ainda estudante, fundou uma revista mensal, "Os Ferrões", onde começou a revelar seu talento como polemista que o tornaria famoso. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias", onde escreveu diversos artigos de propaganda abolicionista. Em 1881, com dinheiro emprestado pelo sogro, adquiriu a "Gazeta da Tarde", à frente da qual permaneceu por seis anos. Neste jornal, deu início à campanha abolicionista. Em 1887, fundou a "Cidade do Rio", onde intensificou os ataques à política escravocrata. Não se limitou a lutar apenas por escrito pelo abolicionismo. Realizou conferências públicas, ajudou a fuga de muitos escravos, organizou núcleos abolicionistas, militando ativamente até o triunfo da causa, em 13 de maio de 1888. Seu prestígio imenso durante os últimos anos do Império decaiu após a proclamação da República, quando passou a lutar por um programa liberal. Acabou afastado da vida pública. Seu jornal, "Cidade do Rio de Janeiro", foi interditado e ele deportado para Cucuí, no Amazonas, sob a acusação de ter participado de uma revolta contra o governo de Floriano Peixoto. Libertado pouco tempo depois, afastou-se da vida pública, colaborando esporadicamente na imprensa. Nos últimos anos de vida interessou-se pela navegação aérea, chegando a construir um aeróstato denominado Santo Cruz. Patrocínio também escreveu obras de ficção, mas sem a repercussão nem o talento do jornalista. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de no. 21.
  • 15. JULIANO MOREIRA Descendência africana nascido em Salvador conhecido por suas inovações. Entrou na Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se aos dezoito anos, em 1891, tornando- se professor da Faculdade. Aperfeiçoou-se na Europa, onde frequentou cursos de doenças mentais e de anatomia patológica. Foi um dos pioneiros da psiquiatria brasileira. Durante seu trabalho na direção do Hospício Nacional dos Alienados, do Rio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dos pacientes. Em seu trabalho clínico eliminou coletes e camisas de força e instalou um laboratório de análises, a partir do qual se iniciou, no Brasil, a rotina de punções lombares para elucidação de diagnóstico. Professor de neurologia e psiquiatria e pesquisador de doenças tropicais. Deixou importantes trabalhos sobre a leishmaniose, à lepra e entre outras. Defendeu a ideia de que a origem das doenças mentais se devia a fatores físicos e situacionais, como a falta de higiene e falta de acesso à educação, contrariando o pensamento racista em voga no meio acadêmico, que atribuía os problemas psicológicos do Brasil à miscigenação.
  • 16. LÉLIA GONZÁLEZ Nasceu em Minas Gerais. Notabilizou-se por sua intensa atuação acadêmica e militância nas lutas contra o racismo. Foi uma das fundadoras, em 1978 do Movimento Negro Unificado contra discriminação racial. Graduada em filosofia e em comunicação, era também doutorada em Antropologia Social. Realizou e participou de inúmeras conferências, no Brasil e no exterior, sobre as problemáticas do regime do negro e, particularmente da mulher negra de nosso país. Foi uma das fundadoras do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras. Atuou como membro efetivo do Conselho dos Direitos da Mulher e ajudou a fundar o Olodum. Histórica no movimento feminista brasileiro, por sua luta no combate à violência contra a mulher, notadamente a violência sexual e doméstica. Participou da primeira composição do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, o CNDM (1985-1989). Grande incentivadora das tradições afro-brasileiras. Faleceu vítima de problemas cardíacos, no Rio de Janeiro, aos 59 anos.
  • 17. LUIZ GAMA “Aquele negro que mata alguém que deseja mantê-lo escravo, seja em qualquer circunstância for, mata em legítima defesa.” Luiz Gama foi abolicionista, advogado e poeta da Bahia. Vendido aos 10 anos para um traficante pelo próprio pai, para pagar dívidas de jogo. Em 1848 já não era mais escravo, conseguindo fugir de seu último senhor, uma vez que sempre carregava consigo os documentos comprobatórios de sua condição de negro liberto. Formou-se em Direito e foi um ardoroso abolicionista. Com talento, coragem e obstinação, libertou mais de quinhentos escravos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados à segunda geração do Romantismo no Brasil. A sua primeira obra veio a público em 1859, com o título Primeiras Trovas Burlescas do Getulino. Nela reuniu poesias satíricas que ridicularizavam a aristocracia e os poderosos da época, tendo a primeira edição se esgotado em três anos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados à segunda geração do Romantismo no Brasil. A sua morte, vítima de diabetes, comoveu a cidade de São Paulo.
  • 18. LUÍSA MAHIN (Mulher guerreira, líder da Revolta dos malês) Nasceu na África, princesa na Costa Negra, veio para o Brasil na condição de escrava. Era quitandeira e permaneceu pagã por haver se recusado, terminantemente, a se ungida com os “santos óleos” do batismo e seguir os preceitos da religião católica. Temperamento rebelde e combativo. Foi uma das principais organizadoras da Revolta dos Malês, liderados por escravos africanos de religião mulçumanas, conhecido na Bahia como Malês. Pela perseguição que sofreu após a atuação na revolta, partiu para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu a luta pelos seus irmãos de raça. Luiza esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Acabou sendo deportada para a África de onde nunca mais se teve notícias, porém alguns autores acreditam que ela tenha conseguido fugir, vindo a instalar-se no Maranhão, onde, com a sua influência, desenvolveu-se o chamado tambor de crioula.
  • 19. MÁRIO DE ANDRADE "Malditos para sempre os Mestres do Passado! Que a simples recordação de um de vós escravize os espíritos no amor incondicional pela forma! Que o Brasil seja infeliz porque os criou! Que o universo se desmantele porque vos comportou! E que não fique nada! Nada! Nada!". Diplomou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, tornando-se, posteriormente, professor e catedrático. Tornou-se o primeiro diretor de Departamento de Cultura de São Paulo. Foi o grande líder do movimento modernista que teve como ápice a Semana de Arte Moderna. Com o livro Paulicéia Desvairada, de 1922, o escritor coloca em prática seu projeto de renovação cultural do país. Aliando profundas pesquisas acerca da tradição brasileira e as vanguardas no mundo todo, Mário foi um dos principais responsáveis pela divulgação e estabelecimento do movimento modernista no Brasil. Era mesmo um polivalente, em se tratando de criar, organizar, produzir e incentivar a cultura. Possuidor de uma cultura ampla e profunda erudição, foi o fundador e primeiro diretor do Departamento de Cultura de São Paulo da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde implantou a Sociedade de Etnologia e Folclore, o Coral Paulistano e a Discoteca Pública Municipal. Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade.
  • 20. Machado Assis Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público. Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente. Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878). Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908). Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais. Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
  • 21. MESTRE BIMBA (Pai da Capoeira Regional) Nome Manoel dos Reis Machado Lutador de Batuque (luta de origem africana muito praticada na Bahia até o começo do século passado). Era um homem muito inteligente, apesar de seus poucos estudos. Em Salvador iniciou-se na capoeira aos dez anos. Seus alunos eram negros e mulatos das classes populares. Mas, apesar da pouca idade (18 anos), possuía alunos também de classes privilegiada É considerado o pai da capoeira regional e o primeiro mestre com curso reconhecido no país. Discriminado por grande parte dos artistas e intelectuais de Salvador e venerado por seus alunos, realizou uma verdadeira revolução ao criar a Capoeira Regional (motivo da discriminação dos artistas e intelectuais). Priorizando as pessoas de nível sociais mais altos e universitários; isto tiraria a capoeira da marginalidade, e economicamente era muito mais interessante. Conseguiu reverter à situação da clandestinidade em que vivia a capoeira. Fundou o “Centro de Cultura Física e Luta Regional” e estabeleceu um código de ética rígido que exigia até higiene. Oficializo o uso do uniforme branco e interferia até na vida privada de seus alunos. Para treinar capoeira, era preciso provar que estava trabalhando ou mostrar o boletim do colégio.
  • 22. MESTRE DIDI Nascido em Salvador no início do século passado, Deoscóredes Maximiliano dos Santos é filho único de Maria Bibiana do Espírito Santo (Mãe Senhora), descendente da tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, importantes cidades do império Iorubá. Mais antigo descendente, no Brasil, do reino do Ketu, hoje ocupado pela Nigéria e pelo Benin, Mestre Didi recebeu, em 1983, o título máximo de Obá Mobá Oni Xangô, do Rei do Ketu, na Republica de Benin. É autor de vários livros, dentre eles um dicionário português-iorubá. Aos oito anos foi iniciado no culto aos ancestrais, dedicando toda sua vida a preservar a tradição legada pelos seus antepassados. Era artista plástico e escritor. Soube vencer as barreiras do preconceito e da discriminação, com sua obra independente e original. Desta forma, destaca-se como um expoente da arte de vanguarda. Sua trisavó, Sra. Marcelina da Silva, Oba Tossi, foi uma das fundadoras da primeira casa de tradição nagô de candomblé na Bahia, o Ilê Ase Aira Intile, depois Ilê Iya Nassô. Eugenia Ana dos Santos - Mãe Aninha tratada por Didi como avó, foi quem o iniciou no culto aos Orixás e lhe deu o título de Assogba, Supremo Sacerdote do Culto de Obaluaiyê.
  • 23. PROFESSOR MILTON SANTOS (Geógrafo de renome internacional) Foi um dos mais famosos intelectuais negros brasileiros. Bacharel em Direito, sua notoriedade vem dos longos anos de conhecimento dos problemas urbanos que afetam as nações subdesenvolvidas nos dias atuais, sendo, por isso, respeitado mundialmente. Era um dos expoentes mais conceituados do movimento de renovação crítica da Geografia. Foi secretário de estado do planejamento e subchefe da defesa civil do governo Jânio Quadros. Sofreu perseguições políticas e exilou-se na França, onde pôde doutorar-se em Geografia. Autor de diversos trabalhos e livros acadêmicos. Suas obras são editadas em diversos países. Em função de suas atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos de repressão do Regime Militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após aprisionamento por meio ano, seguido de prisão domiciliar. Apesar de ter se graduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação na Geografia brasileira ocorrida nos anos 70.
  • 24. TEODORO SAMPAIO Theodoro Fernandes Sampaio possui uma origem humilde. Descendente de africanos, ou seja, filho de uma pobre escrava nasceu em 07/01/1855 no Engenho Canabrava, numa senzala, no município de Santo Amaro, na Bahia. Foi um engenheiro por profissão, geógrafo e historiador brasileiro. Volta a Santo Amaro, na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando a carta de alforria de seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel e Matias. É nomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco. Teodoro Sampaio fez expedições exploratórias pelo Rio São Francisco, onde registrou, na forma de mapas e descrições, os caminhos que percorreu, recolhendo assim material suficiente para elaborar um mapa da região. Suas observações geográficas e topográficas foram muito utilizadas e estudou profundamente nossos minerais, sendo considerado o pai da geologia brasileira. Tornou-se inevitavelmente uma celebridade da época devido à sua erudição, competência e simplicidade. Com serenidade de espírito, operosidade científica e o característico labor sem alarde, Teodoro foi um importante personagem na busca pela dignidade dos negros.
  • 25. UBIRATAN DE CASTRO Nascido na Bahia. Membro da Academia Baiana de Letras. Na unidade da diversidade da cultura brasileira, assim como na reconstrução do estado, ele deseja dar uma chance para que a cultura produzida pelo povo negro participe igualmente como fundadora de uma cultura nacional, negra, popular e brasileira. Durante vinte anos foi um ativo colaborador da Universidade Federal da Bahia: Coordenador do Núcleo de História Oral e Documentação. Para ele, honrar o passado é construir o futuro com coragem. A sua ideia era a de estabelecer a igualdade racial e promover a reparação de todos os danos resultantes do racismo e das intolerâncias conexas através da militância cultural; preservar as nossas comunidades de memória, apoiar todos os grupos, entidades e indivíduos produtores de uma cultura negra libertária; proclamar para toda a sociedade brasileira o valor da cultura negra brasileira no processo civilizatório do país.
  • 26. ZUMBI (O herói da resistência) Em uma das expedições contra Palmares, criança ainda Zumbi foi raptado e aprisionado por soldados e entregue ao padre Melo, que o batizou com o nome de Francisco. Serviu para ajudar na missa e estudou português e latim. Aos 15 anos, fugiu e voltou para Palmares (Quilombo, localizado em Pernambuco). Muito jovem, ele se tornou chefe de uma das povoações desse Quilombo. Por sua bravura, inteligência, pelo corpo vigoroso e vontade de ferro, em pouco tempo tornou-se chefe das forças armadas em Palmares. Zumbi e seu povo resistiram a várias expedições que acabaram com o quilombo. Depois de sucessivas investidas, Palmares foi destruído e Zumbi foi morto. Hoje, é o principal símbolo da resistência contra todas as formas de opressão que ainda castigam o povo negro do Brasil. Representou um permanente desafio e incentivo ás luta contra o perverso sistema colonial.
  • 27. LIMA BARRETO O escritor e jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto, ou simplesmente Lima Barreto, nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, e morreu apenas 41 anos depois, no dia 1 de novembro de 1922. Seu reconhecimento como um autor fundamental para a Literatura Brasileira veio somente depois de sua morte, o que é comum a outros grandes brasileiros, especialmente a aqueles que morreram precocemente. Lima Barreto viveu a época mais intensa do racismo no Brasil, já que a escravidão foi abolida apenas sete anos após o seu nascimento. Apesar disso, teve a oportunidade de receber boa instrução escolar e sempre teve grande interesse pela Literatura. Era filho de um tipógrafo - João Henriques de Lima Barreto, mulato nascido liberto, monarquista e ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor - e de uma professora, Amália Augusta Barreto, filha de escrava liberta, que morreu quando o menino Lima Barreto tinha apenas sete anos de idade. O autor viveu atormentado pelo alcoolismo e por suas crises de depressão e morbidez, desencadeadas pelo sofrimento vivido desde a infância e pelo racismo que sofreu ao longo de toda a sua vida. Acreditava que, como escritor, tinha a função de despertar as pessoas para o fato de a sociedade privilegiar certos grupos. Defendendo seus pensamentos, ele apresentava uma visão crítica em relação ao regime republicano vigente na passagem do século XIX para o XX. Rompeu com o nacionalismo ufanista e explorou a temática social em suas obras, ambientadas no Rio de Janeiro, onde morou em diversos bairros. Em sua literatura o autor destacava os pobres e os boêmios. Em 1909, fez sua estréia como escritor, com as romances Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de fortes traços autobiográficos. Dois anos depois daria início à publicação de sua obra mais importante, Triste Fim de Policarpo Quaresma, através de folhetins que saíam no Jornal do Comercio. O livro é considerado fundamental na escola Pré- Modernista pela crítica especializada. Em 1914, Lima Barreto foi recolhido ao hospício. Essa configurou a primeira vez, de muitas, em que esse episódio ocorreria. Em 1916, ele seria internado para tratamento de saúde, motivado pelo abuso de álcool e pela vida desregrada. Em 1922, durante a Semana de Arte Moderna em São Paulo, o escritor morreria, em decorrência de colapso cardíaco.
  • 28. CRUZ E SOUSA João da Cruz e Sousa, considerado o mestre do simbolismo brasileiro, nasceu em Desterro, hoje cidade de Florianópolis - SC, no dia 24 de novembro de 1861. Desde pequenino foi protegido pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa, que o acolheram como o filho que não conseguiram ter. O referido marechal havia alforriado os pais do escritor, negros escravos. Educado na melhor escola secundária da região, teve que abandonar os estudos e ir trabalhar, face ao falecimento de seus protetores. Vítima de perseguições raciais, foi duramente discriminado, inclusive quando foi proibido de assumir o cargo de promotor público em Laguna - SC. Em 1890 transferiu-se para o Rio de Janeiro, ocasião em que entrou em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Vivia de suas colaborações em jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de "Missal" e "Broquéis" (1893), só conseguiu se empregar na Estrada de Ferro Central do Brasil, no cargo de praticante de arquivista. Casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, em 09 de novembro de 1893. O poeta contraiu tuberculose e mudou-se para a cidade de Sítio - MG, a procura de bom clima para se tratar. Faleceu em 19 de março de 1898, aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão. Sua obra só foi reconhecida anos depois de sua partida. Gavita, que ficou viúva, grávida, e com três filhos para criar. Após o a morte do escritor perdeu dois filhos, vitimados também pela tuberculose. Com problemas mentais, passou vários períodos em hospitais psiquiátricos, vindo a falecer. O terceiro filho, com a mesma doença, faleceu logo em seguida. O único filho que sobreviveu que tinha o nome do pai, também faleceu vitima dessa doença aos dezessete anos de idade.
  • 29. Joaquim Barbosa Nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa passaram a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Brasiliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado. Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade. Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).
  • 30. Joaquim Barbosa Mensalão Assumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra os acusados do mensalão feita pelo Procurador- Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Durante o julgamento defendeu a aceitação das denúncias contra os quarenta réus do Mensalão, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamento prossegue no Supremo, pelo menos até 2010, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desde sua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político. Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: “O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris”. Segundo o Veja: “O ministro Joaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão (…)” Nas 112 votações que o tribunal realizou durante o julgamento, o voto de Barbosa, como relator do processo, foi seguido pelo de seus pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade. Ronaldo Cunha Lima Foi de sua iniciativa a abertura de processo contra o deputado Ronaldo Cunha Lima, decisão considerada histórica, pois foi a primeira vez em que o STF abriu processo contra um parlamentar. No dia seguinte, Cunha Lima renunciou ao mandato para escapar do processo, o que provocou duras críticas por parte de Joaquim Barbosa. Células-tronco No polêmico julgamento das células-tronco, Joaquim Barbosa votou a favor da liberação de seu uso para fins de pesquisas.
  • 31. Foi Deus Que Fez Você Fez até o anonimato Dos afetos escondidos Amelinha E a saudade dos amores Que já foram destruídos Foi Deus que fez o céu Foi Deus!... O rancho das estrelas Fez também o seresteiro Foi Deus que fez o vento Para conversar com elas... Que sopra os teus cabelos Foi Deus que fez o orvalho Fez a lua que prateia Que molha o teu olhar Minha estrada de sorrisos Teu olhar!... E a serpente que expulsou Mais de um milhão do paraíso... Foi Deus que fez a noite E um violão plangente Foi Deus que fez você Foi Deus que fez a gente Foi Deus que fez o amor Somente para amar, ah! ah! Fez nascer a Eternidade Só para amar Num momento de carinho... Só para amar...