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Como fazer um gramofone didático .

  1. 1. Faça Você Faça Você MESMO Gramofone didático: quem nos, quando são desafiados a serem tecnologias como os atuais CD’s. quer ser DJ? “DJs”, ou seja a manipularem o disco de forma a reproduzir a gravação. Construindo um gramofone Q uando o assunto é som todos Esta atividade permite trabalhar com Para a montagem do gramofone querem curtir, nas baladas os conceitos de produção, propagação mostrado na Fig. 1 serão necessárias principalmente. Nesses am- e gravação do som, bem como o con- duas embalagens do tipo PET com bientes o DJ desempenha um papel ceito de ondas mecânicas, além de capacidade de dois litros, que ser- fundamental e muitos se destacam avaliar a importância da velocidade virão de suporte para o cone e para tornando-se ídolos ou exemplos de de rotação do disco na qualidade do o prato do disco, respectivamente. profissionais bem sucedidos. O ter- som produzido. As garrafas devem ser preenchidas mo DJ, abreviação de disc-jockey, foi O gramofone foi o primeiro apa- com água, de maneira a adquirir inicialmente usado para identificar relho capaz de registrar e reproduzir estabilidade suficiente para supor- pessoas que tocavam discos em gra- sons em escala comercial. O gramo- tarem a montagem sobre elas. Separe mofones. Depois passou a designar fone utilizando discos com gravações também duas tampinhas avulsas de os profissionais das emissoras de rá- foi projetado em 1888 pelo alemão garrafa PET (além daquelas da que dio que selecionavam as músicas Emile Berliner e usa o mesmo princí- já estão nas próprias garrafas). Pre- gravadas em discos de vinil para o pio do fonógrafo (1887) de Thomas cisa-se ainda de uma folha de cartoli- público da emissora. Hoje o DJ é con- Alva Edison quanto à reprodução do na para a construção do cone, um siderado um músico, uma profissão som. Sendo um sistema puramente alfinete de costura, uma vareta de desejada por mui- mecânico, o gramo- bambu ou arame rígido que será tos jovens. Usan- O termo DJ, abreviação de fone é basicamente utilizado como suporte para o cone, do sua habilidade disc-jockey, foi inicialmente composto por um fita adesiva, massa de modelar ou e diferentes téc- usado para identificar cone que possui em epóxi e um disco de vinil. Um CD nicas, o DJ gera o pessoas que tocavam discos seu vértice uma inutilizado (ou um disco de madeira) som à partir dos em gramofones. Depois agulha de aço que recoberto por um disco de borracha discos de vinil e passou a designar os profis- toca um cilindro ou ou etil vinil acetato (E.V.A.) servirá também dos CD’s, sionais das emissoras de disco de vinil. Na criam trilhas so- rádio que selecionavam as superfície do disco noras para filmes músicas gravadas em discos existem sulcos onde e comerciais de de vinil para o público da o som foi gravado, produtos, fazem a emissora estes são capazes de produção de shows reproduzir a forma musicais e manipulam o som de de onda do som que originalmente os diversas formas usando moderna gerou. Ao girar o disco com uma tecnologia. manivela, a agulha vai percorrendo Trabalhar com o tema som nas os sulcos e transmitindo as vibrações séries do ensino fundamental e mé- ao cone que funciona como uma dio associando-o a figura do DJ, é espécie de alto-falante, concentrando uma excelente oportunidade de mo- e amplificando o som produzido pela tivar os estudantes a se interessarem vibração da agulha, daí é possível pela física e pela ciência. Dentro deste ouvir o que está gravado no disco. A contexto, este artigo descreve a cons- velocidade de rotação do disco trução de um gramofone usando determina a taxa de reprodução do material reciclável e de baixo custo. som. Este também é o princípio de Além da facilidade de construção um funcionamento dos toca-discos outro aspecto didático desse gramo- eletrônicos, hoje praticamente em fone é o manuseio do disco pelos alu- desuso pelo surgimento de novas Figura 1. Gramofone didático.Física na Escola, v. 8, n. 1, 2007 Gramofone didático 43
  2. 2. de prato para o disco de vinil e um os orifícios (Fig. 3). Recorte um lápis comum que será o eixo do disco de E.V.A, ou borracha do prato. tamanho do CD, com um Primeiramente construa o cone orifício de igual diâmetro e fixe- do gramofone e seu suporte. Embora o sobre o CD, isto evita que o o tamanho do cone possa ser varia- disco de vinil deslize sobre o do, usando toda a cartolina produz- prato. Coloque o prato sobre o se um cone de tamanho adequado lápis que foi fixado na garrafa para uma boa reprodução do som. completando o suporte para o Faça um pequeno orifício na disco de vinil (Fig. 4). tampa da garrafa que servirá de su- porte para o cone, de modo que a Operando o gramofone vareta de bambu possa atravessá-lo Sobre o prato giratório co- Figura 3. Fixando o suporte no prato. ficando presa firmemente. O com- loca-se o disco de vinil escolhido primento da vareta deve ser um pou- e sobre ele a ponta da agulha que co superior ao diâmetro do cone. Fa- está fixada no cone. Girando-se ça dois furos nas bordas do cone, em o vinil com a ponta de um dos extremidades opostas, de modo que dedos, pode-se ouvir por meio a vareta de bambu possa passar por do cone, o som reproduzido. O eles como mostra a Fig. 1. No vértice sentido de rotação do disco de do cone espete o alfinete, de manei- vinil deve ser horário e, portanto ra que a sua ponta fique orientada a ponta da agulha deve ser para baixo para que possa tocar o posicionada de modo a permitir disco, como ilustrado na Fig. 2. esse movimento. Procurar a O próximo passo é construir o velocidade correta para a rotação suporte sobre o qual o disco de vinil do disco é um desafio e mantê- Figura 4. Prato do gramofone. será colocado, permitindo que este la constante também. possa girar sob a agulha. Faça um Os alunos são desafiados a com- metade para servir de apoio); furo na tampa da garrafa que servi- petirem entre si, e a elegerem no grupo E - disco de vinil; rá de suporte para o prato, com um quem consegue manter o ritmo da F - disco de E.V ou borracha (pode .A, diâmetro apropriado para que o lápis música e reproduzi-la de maneira ser feito de câmara de ar de pneu); possa atravessá-lo de maneira justa. mais fiel a partir da rotação do disco. G - CD, ou disco de madeira; Em seguida, confecciona-se o prato Ou seja, quem é o melhor DJ! H - tampinhas de garrafa PET, fazendo um furo bem no centro de perfuradas e invertidas, coladas cada uma das tampinhas avulsas de Material utilizado uma a outro com fita adesiva; garrafa PET, com um diâmetro um O esquema da Fig. 6 apresenta o I - lápis para eixo dos discos. pouco maior que o do lápis. Enrole material utilizado na montagem do a fita adesiva no corpo das tampi- gramofone. Conclusão nhas colocando-as de modo que suas A - cone de cartolina; O gramofone apresentado tem extremidades superiores fiquem B - alfinete de costura; sido usado com alunos do ensino opostas. Com a fita adesiva cole o C - vareta de bambu presa à tam- fundamental em oficinas de ciências, CD sobre as tampinhas, alinhando pa da garrafa; através de projetos de extensão da D, J - garrafa PET (com água até a universidade e tem despertado Figura 2. Fixação da agulha. Figura 5. Treinando para DJ!44 Gramofone didático Física na Escola, v. 8, n. 1, 2007
  3. 3. grande interesse dos estudantes. A crianças ou adolescentes durante o como recepção, produção, propa- montagem proposta, por sua período de tempo de uma aula. gação, freqüência, utilidade do alto- simplicidade pode ser executada por Conceitos físicos associados ao som tais falante, podem ser explorados pelo professor de acordo com sua prática pedagógica. O manuseio do gramo- fone pelos alunos pode servir de estí- mulo para discussões sobre os processos de gravação e reprodução de músicas em CD’s e outras tecno- logias atuais para armazenagem e reprodução de músicas, por exemplo, os iPods (players de áudio digital). Apoio PROEX-UNESP. Leandro Xavier Moreno Deisy Piedade Munhoz Lopes Alzira C. de Mello Stein-Barana E-mail: alzirasb@rc.unesp.br Departamento de Física Figura 6. Esquema de montagem e material utilizado na construção do gramofone. Universidade Estadual Paulista Rio Claro, SP Brasil , Tomando refrigerante... com Observe que... ela é menor. Você percebe por que, nes- dois canudos? Você toma o líquido normalmente ta situação, é possível beber o líquido? quando os dois canudos estão dentro Repita o desenho esquemático, Procedimento deste; quando um deles está fora, a desta vez com um dos canudos fora dificuldade aumenta muito (se os ca- do líquido. Há região(ões) de baixa C oloque dois canudos dentro de nudos forem de diâmetro relativa- pressão? Sua resposta explica por uma garrafa e tome o líquido. mente grande, você não consegue que o líquido não sobe? “Funciona”, não é? Agora, tomar. Experimente!). Duas regiões, após terem sido mantenha os dois canudos na boca, unidas por um canudo durante al- mas com a outra extremidade de um Comentários gum tempo, podem apresentar pres- deles dentro do líquido e a do outro, Quando os dois canudos estão sões diferentes? Uma das regiões fora da garrafa, como na figura. E imersos no líquido, a sucção com a poderia ser o interior da boca e a ou- agora, você consegue tomar? boca faz com que a pressão no inte- tra, o exterior do líquido. rior destes seja menor que a da atmos- Ainda considerando um canudo fera, e o líquido sobe. Se a extremidade dentro e o outro fora do líquido: a de um dos canudos está fora do líqui- quantidade de água na garrafa faz do, a pressão nesta região é a da diferença? Em caso afirmativo, você atmosfera; a tentativa de diminuir a sabe explicar por quê? Note que, em pressão no interior do canudo imerso uma garrafa cheia, um dos canudos no líquido tem como único resultado está em sua maior parte imerso no fazer com que o ar entre pelo outro líquido. canudo, mantendo a pressão inal- Tente explicar por que, ao usar ca- terada. Se não há diferença de pressão nudos de grande diâmetro, a experi- entre a parte externa do líquido e o ência funciona melhor, ou seja, é bem interior da boca, então este não sobe! mais difícil tomar algum líquido. Tópicos para discussão Bruna Antunes Biffi Licenciatura em Química Desenhe esquematicamente a gar- Universidade de Caxias do Sul rafa com líquido, os dois canudos den- tro deste, e a boca, identificando clara- Francisco Catelli mente a(s) região(ões) onde a pressão é Departamento de Física e Química a da atmosfera e a(s) região(ões) onde Universidade de Caxias do SulFísica na Escola, v. 8, n. 1, 2007 Tomando refrigerante... com dois canudos? 45

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