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O BRASIL DO FUTURO – CARRO ELÉTRICO - VI

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O BRASIL DO FUTURO – CARRO ELÉTRICO - VI

  1. 1. ADIQUIRA SUA FRANQUIA DE CARRO ELÉTRICOO FUTURO DO BRASIL IVNotíciaO futuro do carro elétrico no Brasil, segundo o professor Paulo RobertoFeldmann"A frota de elétricos na Europa será maior que a de carros a combustível. Secontinuarmos sem apoio do governo, só o Brasil estará na contramão dessaevolução".12/03/13Fonte: Revista CESVIProfessor da Faculdade de Economia e Administração da USP, além de presidentedo Conselho da Pequena Empresa da Fecomercio/SP, Paulo Roberto Feldmannacredita que o Brasil reúne as melhores condições para a viabilização e adisseminação do carro elétrico. Nossa fonte de energia é a força das águas quemovem nossas hidrelétricas, não o carvão que polui outros gigantes emergentes,como a China. Então por que a questão do carro elétrico, no País, caminha a umritmo tão lento em comparação com a Europa – e até em vizinhos como Uruguai eArgentina? Feldmann tem algumas respostas – muito sérias – para essa pergunta.Estudioso do assunto, ele comanda um projeto pioneiro que visa a dimensionar oimpacto de um país repleto de carros elétricos para a rede de energia. O projeto vaibem, obrigado. Tem meio ano de pesquisas e estudos, e mais cerca de meio anopara sua conclusão, já com diversos conhecimentos gerados. O problema é outro:por enquanto, não há nenhum empenho governamental para que tenhamos essetipo de veículo não-poluente rodando em nossas ruas.Revista CESVI: Como surgiu esse estudo que vocês estão desenvolvendo?Professor Feldman: Surgiu graças à EDP, que é uma empresa portuguesaresponsável pela distribuição de energia elétrica em boa parte do Estado de SãoPaulo e no Espírito Santo inteiro. Aqui em São Paulo, ela tem o nome deBandeirante. É uma empresa entusiasta do carro elétrico, porque em Portugal hámais de 30 mil carros elétricos puros circulando. Há dois anos, essa empresaacreditou que o carro elétrico logo seria uma realidade no Brasil. Com o intuito dese preparar para essa possibilidade, contratou uma parceria entre nós da FundaçãoInstituto de Administração (FIA) da USP, o Instituto de Eletrotécnica e Energia(IEE) da USP e uma empresa chamada Sinapsis Inovação, para estudar os impactosdesse tipo de carro na rede elétrica. Nós, da FIA, ficamos responsáveis pela análiseda viabilidade econômica, a montagem de cenários futuros e os modelos de negócioapropriados.Revista: Em que pé está o projeto?Professor: Falta meio ano para terminarmos. Temos um eletroposto de carga lentae de carga rápida, aqui na USP, que abastece taxistas com carros elétricos puros,que nos fornecem dados para o estudo. Com as informações que já temos,derivadas de diversas análises, vamos fazer um workshop, entre março e abril,para discutir o projeto e apresentá-lo para autoridades do setor elétrico. Queremoscolocar na mesa a discussão de por que o Brasil não tem políticas públicas para ocarro elétrico. O projeto em si está muito bem. Quem não está bem é o carroelétrico no País.
  2. 2. Paulo Roberto Feldmann, professor da FEA-USPFonte: Revista CESVIRevista: Por quê?Professor: Olha, é uma vergonha, um vexame internacional. Proporcionalmente,nós somos o país com menor número de carros elétricos no mundo todo. A Chinatem entre 600 mil e 700 mil, o Japão tem 300 mil. E estou falando de carroselétricos puros, fora os híbridos. Enquanto isso, o Brasil tem 70 carros elétricospuros. Não estou falando em 70 mil, são 70 mesmo. É lamentável, porque o carroelétrico está cada vez mais consolidado como a grande forma de reduzir a emissãode CO2 na atmosfera.Revista: O que falta para o Brasil se mexer nesse sentido?Professor: O grande problema é o lobby do etanol. O governo Lula anunciou, no fimda gestão, que a política de fomento ao carro elétrico estava pronta e seriaanunciada imediatamente. O que aconteceu? A associação de classe dos produtoresde álcool correu para influenciar o governo, e as medidas foram engavetadas. Eisso é um problema, porque enquanto o mundo inteiro vai migrar para o elétrico, oBrasil vai ser dos únicos a insistir numa política de favorecer o petróleo e o etanol.A BYD (Build Your Dream), que é a maior fabricante de carros elétricos do mundo,está abrindo uma fábrica no Uruguai. Não abriu no Brasil porque aqui não temnenhuma política pública de incentivo.Revista: Que medida poderia render esse incentivo?Professor: Por exemplo, na China, para cada carro elétrico, há quase US$ 10 mil deredução de impostos. É por isso que tem centenas de milhares de carros elétricoslá. Na França, o cidadão parisiense pega o carro elétrico em determinados parquese estacionamentos, usa um cartão para entrar no carro e usá-lo, circula com ocarro e, no fim do dia, devolve o automóvel. São milhares de carros elétricos àdisposição da população, graças a uma medida da prefeitura de Paris. Mas hoje, noBrasil, é completamente inviável ter um carro elétrico, já que custa cerca de R$200 mil. É preciso ter um incentivo fiscal para as pessoas se animarem a comprar.Revista: Também é preciso que o cidadão encontre lugares para carregar abateria, certo?Professor: Aí temos o problema do ovo e da galinha. Quem é que vai investirnuma rede de abastecimento específica se o governo não faz nada para quetenhamos carros elétricos nas ruas? Em Portugal, o governo bancou. Há um ano,havia mais de mil eletropostos nas ruas portuguesas. E, quando a gente começouesse projeto, Israel, que tem uma área minúscula perto do Brasil, tinha mais de 2
  3. 3. mil eletropostos. Lá, o governo também investe porque acredita que tornar opetróleo desnecessário é uma forma de enfraquecer os países árabes. Mas oabastecimento não precisa ser patrocinado pelo governo. As empresas de energiaestão dispostas a bancar. Mas elas têm de visualizar que vai ter carro na rua paraabastecer. Pelo nosso estudo, um táxi, para encher a bateria, paga só R$ 7. Ostaxistas têm dito que rodam por volta de 115 quilômetros em São Paulo com essesR$ 7. É altamente vantajoso em relação à gasolina.Revista: E em relação ao tempo gasto para encher a bateria?Professor: Há cerca de dois anos, quase só tínhamos o modelo de carga lenta, queleva de seis a oito horas para deixar o carro totalmente carregado. Mas a tecnologiaquanto ao carro elétrico está mudando muito rapidamente, e hoje já trabalhamostambém com o modelo de carga rápida, que carrega a bateria em torno de 20 a 25minutos. Logo, vai ficar ainda mais rápido.Revista: O que o estudo já identificou em relação a hábitos de consumo?Professor: A gente fez uma pesquisa com 300 pessoas sobre quais seriam esseshábitos. Em que horário ela preferiria abastecer o carro elétrico, se gostaria deabastecer em sua própria casa, ou não... Uma das conclusões é que a grandemaioria vai preferir carregar seu carro de madrugada. Ela vai chegar ao prédio ànoite, o prédio vai ter diversos eletropostos de carga lenta, e o carro vai ficarcarregando ao longo da noite, da mesma forma que você faz com o celular. Esse éum dado muito importante, porque a empresa de energia elétrica precisa saber emque hora vai haver aumento de consumo. O pico vai mudar. Por outro lado, aspessoas vão precisar abastecer quando estiverem viajando. Então, nos países emque o carro elétrico já está consolidado, os eletropostos estão sendo instalados,preferencialmente, nas estradas. Na cidade, só os taxistas precisariam de postos deabastecimento nas ruas, porque o resto da população já poderia rodar com a cargafeita à noite.Revista: Qual o risco do Brasil ficar para trás nessa questão?Professor: São muitos. Vamos perder o bonde da história, perder competitividadee ainda passar a imagem de país sem compromisso contra a poluição. Estima-seque, daqui a quatro anos, já teremos muitos carros nas ruas fabricados com fibrade carbono, não mais com aço. Com a fibra de carbono, o carro vai ser muito maisleve, de modo que a bateria não vai ter de ser mais tão possante nem tão pesada.Então, vai cair muito o custo da bateria. E o preço do carro elétrico, por isso, vaicair muito também. Todos os estudos apontam que o carro passará a ser de fibrade carbono entre 2016 e 2018. Por isso, o carro elétrico vai deslanchar no mundointeiro. Mas não no Brasil, porque aqui não teremos a estrutura pronta. Aexpectativa é de que, lá por 2035, a frota de carros elétricos na Europa será maiorque a de carros a combustível. Se continuarmos sem apoio do governo, só o Brasilestará na contramão dessa evolução.Franquia Internacional de Carro Elétrico, Imagine você ter a oportunidade deser distribuidor oficial do maior negocio do futuro.Franquia de Automóveis Elétrico. Nossos Carros são Econômicos e Ecológicos. Omelhor Negócio pra você empreendedor.Não Importa o seu País de Origem, Negocio a Nível Mundial, estamos buscandoDistribuidoresFaça seu Cadastro e receba Informações:http://teldiux.postaffiliatepro.com/affiliates/signup.php?a_aid=511425277cbd9#SignupForm

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