O documento discute a ufologia e a possibilidade de contato com extraterrestres. Afirma que os ETs só tentarão um contato oficial quando estivermos prontos para assimilar o impacto e que sempre interagiram com humanos, mas com que finalidade?"
3
Contato Imediato 04
UfologiaPontocom 05
Ponto de Encontro 06
Grupos Ufológicos 07
Mundo Ufológico 08
Diálogo Aberto 10
Busca de Respostas 34
Encontros Cósmicos 36
CAPA: Ufologia — Da utopia à realidade
14Os registros históricos dos ETs no passado da Terra
Um alienígena nas mãos do governo dos Estados Unidos
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
O rigor da pesquisa ufológica conduzida por militares
Anjos e santos que curam e matam
21
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Seriam aliens algumas figuras bíblicas idolatradas pelas religiões?
O entendimento da Ufologia vai além da prova
30
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
É preciso avaliar as conseqüências do que já está provado na área
Chuvas de sangue indicam ação de aliens
24
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Busca de explicação para a queda de substâncias dos céus
Cai carne do céu no interior de São Paulo
26
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Em Caçapava e São José dos Campos o fenômeno se repetiu
Congresso Brasileiro de Ufologia Científica
29
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Programação de novos eventos ufológicos durante este ano
Os ETs já estão aqui. O que faremos agora?
32A necessidade de se avaliar sua intenção com uma nova visão
UFOs causam pânico no interior da Paraíba
22
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Há décadas o Estado é palco de fenômenos ufológicos aterradores
Março 2001
Revista Brasileira de Ufologia
Março 2001 – Número 77 – Ano 17
Novas perspectivas de encarar oFenômenoUFO
Dois textos desta edição devem chamar especial atenção dos leitores. O entendimento
completo da Ufologia vai além da prova, de Ronaldo Kauffman, e Os extraterrestres já
estão aqui, mas o que faremos com eles?, de Alexandre Gutierrez. O primeiro faz uma
análise da prova ufológica, argumentando que ela, sozinha, de nada serve. E o segundo
conclui que mesmo quem tem mente aberta para lidar com o tema precisa vencer outras
barreiras para ter real entendimento da questão. Nada mais verdadeiro e instrutivo!
www.ufo.com.br
0808
2121
2222
2424
3030
1414
4.
4 Março 2001
perguntamais comum que os ufólogos ouvem a todo ins-
tante é a seguinte: se os UFOs existem, por que então não
fazem contato oficial com a Humanidade? Para os leigos,
que acompanham a Ufologia a certa distância e têm justa ra-
zão em buscar tal resposta, a lógica é de que nossos visitantes,
se vêm até nosso planeta e cruzam nossos céus, deveriam pa-
rar para identificar-se ou até mesmo buscar algum tipo de in-
tercâmbio conosco. Imaginam tais pessoas que os ETs tenham
uma forma de pensar semelhante à humana, que sejam dota-
dos de um raciocínio parecido com o nosso. Afinal, até alguns
ufólogos se questionam sobre o porquê de nossos visitantes
não pararem para uma visita mais formal...
A despeito do fato de que tais seres talvez não estejam
buscando esse contato, por falta de interesse ou vontade, e
deixando de lado a questão sobre se teríamos ou não condi-
ções de manter um diálogo com eles, temos que examinar o
que tal encontro traria a ambas as partes. Uma significativa
corrente de ufólogos sustenta que ainda não estamos em con-
dições evolutivas suficientes para suportar ou aproveitar ade-
quadamente um contato com seres mais avançados. Outra
argumenta que, se isso acontecer um
dia, tal fato somente se dará quando
a Humanidade estiver preparada para
assimilar um encontro aberto com
ETs. Unindo tais pensamentos, os
ufólogos holísticos têm pronta outra
explicação. Argumentam que, por es-
tarem nos observando há tanto tem-
po e terem profundo conhecimento
da civilização terrestre, nossos visi-
tantes só se apresentarão para valer
quando isso produzir uma mudança
essencial em nosso comportamento
individual e coletivo. É a lógica da ex-
pressão “quando o discípulo está
pronto, o mestre se faz presente”.
E se um UFO pousasse no centro de São Paulo?
A
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Consoante a isso, caro leitor, imagine a seguinte situa-
ção: são 18:30 h da tarde, hora do rush no centro de São
Paulo, a maior cidade da América Latina, num dia de sema-
na agitado. Em plena Praça da Sé pousa um UFO metálico,
reluzente, com luzes fantásticas e uma aparência sobrenatu-
ral, inequivocamente não terrestre. Tudo é imediatamente
acompanhado por uma multidão que se avoluma, gente que
se debruça nos parapeitos dos prédios em volta e transeun-
tes que aglomeram as saídas de metrô e pontos de ônibus.
Em instantes a cidade pára, as redes de tevê e as inúmeras
rádios interrompem sua programação para transmitir ao vivo
o que se passa. Autoridades, personalidades, militares, reli-
giosos, gente de toda a espécie e representando todas as nos-
sas instituições se aproximam e contemplam o acontecimen-
to. Ora, um UFO de verdade, extraterrestre, pousa e perma-
nece estacionado sob os olhares estupefatos de todo o mun-
do. A prefeita Marta Suplicy e o governador Mário Covas
estão entre os presentes ao fato, assim como helicópteros da
CNN levam o acontecimento para mais de 200 países. Fi-
nalmente chegou o momento que todos temiam que um dia
fosse acontecer: um contato oficial
com ETs. Do nada, num dia qual-
quer, que poderia ser hoje, amanhã
ou semana que vem.
Agora, a pergunta que fazem
os ufólogos aos leigos, dando-
lhes o troco, é a seguinte: consi-
derando-se que o pouso de uma
nave extraterrestre em nosso meio
acaba de ocorrer e é a confirma-
ção cristalina e absoluta de que
há vida inteligente no Universo,
tal fato é suficientemente impor-
tante ou significativo para mudar
alguma coisa aqui na Terra?
— A. J. GEVAERD, editor
Os ETs sempre
interagiram com
os terráqueos.
Mas com que
finalidade?
ser humano vive uma constante angústia em seu interior, que data desde os
primórdios da Humanidade: estamos sós no Universo? E se não estamos,
quem são nossos vizinhos e como poderemos contatá-los? As religiões têm sua
versão para propor como resposta, os cientistas têm outra e as inúmeras corren-
tes místicas, idem. E os ufólogos também têm sua forma de responder à esta
secular indagação. Para eles, os extraterrestres não somente existem como têm
mantido estreito vínculo com os terráqueos, desde seu surgimento no planeta.
Mas por que não se apresentam formalmente? Talvez as repostas possam estar
sugeridas no editorial desta edição e no artigo que se inicia à página 14, de
Lúcio Mário Guimarães. Esta edição, como verá o leitor, apresenta profundas
discussões sobre a interação humana com ETs, junto a outros temas que interes-
sam aos mais diversos gostos. A ilustração da capa é do consultor Philipe Kling
David e nossa tiragem está estabilizada em 35 mil exemplares.
O
UFODossierAlieni
“Os ETs só tentarão um
contato oficial quando estivermos
prontos para assimilar o impacto
”
“Os ETs só tentarão um
contato oficial quando estivermos
prontos para assimilar o impacto
”
5.
5Março 2001
A páginada UFO na
Internet é mantida pela
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
pós o grande sucesso da enquete
sobre a credibilidade dos mais fa-
mosos casos ufológicos já registrados,
o Grupo de Estudos Ufológicos da Bai-
xada Santista (GEUBS) lançou o Prê-
mio Cindacta, para os melhores da Ufo-
logia no ano 2000. Foram estabeleci-
das cinco categorias de premiação, den-
tre elas melhor conferência, matéria e
obra ufológica lançadas no ano passa-
do. Também estão sendo analisados os
melhores trabalhos de pesquisa realiza-
dos no período de 01 de janeiro a 31 de
dezembro passado. A votação teve iní-
cio no começo do ano e tem encerra-
mento previsto para março. Os interes-
sados em votar podem enviar suas car-
tas para Rua Manoel Fernandes Junior
157, Vila Maia, 11410-110 Guarujá
(SP) ou e-mail para geubs@uol.com.br.
Em 23 de junho serão sorteadas 20 ins-
crições para o 2° Simpósio Ufológico
da Baixada Santista entre os eleitores.
No evento serão entregues os prêmios
aos melhores de 2000. Uma equipe, for-
mada por membros do GEUBS e alguns
convidados, estará apurando os votos e
divulgando os resultados no início de
abril. Confira o resultado parcial, obti-
do até o fechamento desta edição.
A
O que você perguntaria a um extraterrestre?
No ano passado, o ufólogo Eustáquio Patounas realizou uma enquete
nas listas de discussão da Internet. O objetivo era verificar o que as pessoas
perguntariam a um ser extraterrestre, caso tivessem essa oportunidade. “De
onde você vem?”, “Qual o destino dos habitantes da Terra?” e “O que é
Deus?” foram as perguntas mais freqüentes entre os internautas. No en-
tanto, outros seriam ainda mais específicos, questionando os alienígenas
sobre sua tecnologia: “Como funciona o sistema propulsor de sua nave?”
e “Como funciona o mecanismo de viagem através do tempo?”
Algumas pessoas perguntariam, ainda, sobre questões que assolam a Hu-
manidade, embora nada nos possa garantir que nossos visitantes extraterrestres
saibam as respostas: “Qual a cura da Aids?”, “De onde viemos e para onde
vamos?” e “ Vocês sabem o que há depois da morte?”. Confira outras pergun-
tas enviadas pelos participantes da enquete: “Somos seus irmãos menos desen-
volvidos?”, “Quando poderemos nos comunicar sem barreiras?”, “O que vo-
cês têm a nos ensinar e como deveremos usar estes ensinamentos?” e “A via-
gem no tempo é uma realidade?” Mas nenhuma foi mais significativa que a
emitida por um internauta de Santa Catarina: “Vocês encontraram a paz?”
Melhor conferência do ano 2000
Operação Echelon, de Aldo Novak, no Congresso de Ufologia de Curitiba...............19%
O Fenômeno Chupacabras, de Carlos Alberto Machado, no mesmo evento ...........17%
UFOs no Rio de Janeiro, de Marco Antonio Petit, em evento no Rio ......................14%
Melhor artigo publicado no ano 2000
Polêmica reacende Caso Varginha, de Ubirajara Rodrigues, em UFO 69 .............08%
Para onde caminha a Ufologia Brasileira, de Carlos Alberto Reis, UFO 70 ...........08%
Transcomunicação na pesquisa de contatos, de Galeano e Garrido, UFO 72 ........07%
Melhor obra (livro ou vídeo) lançada no ano 2000
Círculos Ingleses, o enigma continua..., vídeo de Wallacy Albino e Marco Petit.....20%
Discos Voadores no Sul de Minas, livro de Ubirajara Franco Rodrigues .................19%
ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol, livro de Reginaldo de Athayde ..............15%
Melhor pesquisa ufológica do ano 2000
UFO filmado em Campinas, do editor de Vigília Jeferson Martinho ........................16%
A farsa de Urandir Fernandes de Oliveira, do editor de UFO A. J. Gevaerd ..........14%
UFO filmado na cidade de Limeira, pesquisa do grupo paulista GEONI .................13%
Talento revelação do ano 2000
Thiago Ticchetti, coordenador das representações internacionais de UFO ..............22%
Grupo GEUBS, ativa entidade de pesquisas do litoral sul de São Paulo ...................20%
Philipe Kling David, ilustrador e responsável pelas capas da Revista UFO...............07%
Observação: o leitor da Revista UFO pode participar enviando seu voto para geubs@uol.com.br
PRÊMIO CINDACTA PRESTIGIA AS MELHORES PRODUÇÕES DA UFOLOGIA BRASILEIRA DO ANO PASSADO
INDICAÇÃO DE SITES
iversos sites trazem informações
sobre a política de acobertamento
de ocorrências ufológicas imposta por
muitos países. Alguns deles apresentam
detalhes de acordos militares que, su-
postamente, os Estados Unidos teriam
há décadas com grupos de alienígenas
que estão nos visitando. Explore alguns
deles nos endereços:
www.geocities.com/Area51/
Stargate/4926/ufo.html
www.crystalinks.com/mj12.html
www.lemurian-imports.com/
cosmia/majority.htm
www.drbit.com.ru/x-lab/materials/
m0006eng.html
www.nsa.gov/docs/efoia/
released/ufo.html
D
6.
6 Março 2001
UFO76
Muito bem fundamentada a matéria
Operação Echelon, UFO 76. De forma
minuciosa e atrativa, o texto de Aldo No-
vak realmente esclareceu minhas dúvidas
sobre o funcionamento desse mecanismo
de espionagem tão poderoso atualmente.
Érealmentesurpreendentecomoosórgãos
norte-americanos têm o controle do que
acontece no mundo, e principalmente de
nossas vidas. A partir de agora, terei cui-
dado redobrado ao enviar e-mails.
Sara Bernardes Silva,
Divinópolis (MG)
Aprecio imensamente as matérias so-
bre o coronel Uyrangê Hollanda, como a
publicada em UFO 76. Creio que ele ain-
da seja um “tapa na cara” de muitos mili-
tares que se acovardam diante de desco-
bertas fascinantes sobre o Fenômeno
UFO. Gostaria de parabenizar Marco Pe-
tit por relatar os verdadeiros motivos que
levaram Hollanda a se suicidar. Isso des-
mistificou a idéia de que a revelação
da verdade sobre a Operação Prato é que
o teria levado a esse trágico fim.
Ricardo Miyashiro,
Campinas (SP)
Interessante o editorial de Arlindo
Vicentine. Na verdade, a forma com que
muitas pessoas encaram os UFOs não
mudou quase nada ao longo de nossa His-
tória. Poucos são os que conseguem des-
vencilhar-se das amarras da ignorância e
seguir em direção ao real conhecimento.
Mariana Ximenes Santos,
São Paulo (SP)
É incrível a diversidade de casos ufo-
lógicos encontrados em Minas. Tenho cer-
teza de que os descritos no artigo UFOs
em Minas Gerais, de UFO 76, foram ape-
nas um apanhado entre tantos outros.
Achei bastante válida a metodologia de
pesquisa de Márcio Teixeira e sua equipe
para os casos de aparições de UFOs na re-
gião. A Operação Minas deve ser um
exemplo para todo pesquisador, pois so-
mente de maneira criteriosa poderemos
realmente entender o Fenômeno UFO.
Carlos da Silva Braga,
ccsbraga@zipmail.com.br
Em muitos artigos publicados em UFO
pudeperceberqueparaaForçaAéreaBrasi-
leira (FAB) a divulgação de notícias a res-
peito de ocorrências ufológicas é absoluta-
mente proibida. Acredito que seja até enca-
rada comotransgressãodisciplinare,portan-
to, punível. Em conseqüência disso soa es-
tranha a afirmação no texto A verdade sobre
a morte do coronel Uyrangê Hollanda, de
que ele não sofreu qualquer forma de pres-
são ou mesmo censura por parte da entidade
ao revelar a verdade sobre
a Operação Prato. Será
que o autor Marco Anto-
nio Petit acredita mesmo
que a FAB tenha muda-
dosuaposturaemrelação
a tais revelações?
João Maria M. Basto,
Brasília (DF)
UFO 75
A idéia proposta pelo
leitor Maurício Marques
em Busca de Respostas
de UFO 75 foi uma de-
cepção! A tática de aba-
ter discos voadores pode
funcionar para mentes
fracas que buscam há dé-
cadas respostas para fatos
já conhecidos, e sem su-
cesso.Estaatitudenãoso-
lucionará nosso proble-
ma. O que precisamos é
reverter este quadro de
submissãopsicológicain-
vestindo em mentes, pro-
jetos, estudos. Somos do-
tados de uma capacidade intelectual incrí-
vel, e colocar a culpa da política de desin-
formação em nossos governantes é disper-
sar energias ao invés de concentrá-las. De-
vemos verdadeiramente encarar estes se-
res que nos fazem de marionetes.
Marcelo Alves Amaral,
marcelinhofl@zipmail.com.br
Gostaria de parabenizá-los pela exce-
lente edição 75 de UFO. Gostei muito dos
artigos sobre a confusão que as pessoas fa-
zem entre ETs, demônios e deuses. Sabe-
mos que estas interpretações equivocadas
já existem há muito tempo. Basta lembrar-
mos quantas pessoas foram levadas para a
fogueira e câmaras de torturas por inquisi-
dores, que diziam praticar tais barbarida-
des em nome de Deus. E isto tudo ocorreu
simplesmente por elas afirmarem ter visto
demônios, santos e feiticeiros. Naquela
época não se ouvia falar em UFOs, então
todo e qualquer fenômeno incomum era
interpretado erroneamente.
Alessandro Gomes Matheus,
São Paulo (SP)
Muito intrigantes as
ocorrências de Chupa-
Chupa no Amazonas.
Adorei a matéria UFOs
rondam a Floresta
Amazônica, que de for-
ma clara e atrativa nos
esclareceu esse misteri-
oso fenômeno.
Maria da C. Leite,
Salvador (BA)
SEGREDOS MILITARES
Achei a reportagem
Acordos secretos entre
militareseseresalieníge-
nas, de Ernesto Bono,
publicada em UFO 74,
um absurdo. Falar que o
big-bang não existiu, que
o homem não veio do
macaco, que não houve
um começo da vida e,
pior,queDeusnãoébom
e não criou o Universo
mostrou que o autor não
tem conhecimento. As-
sim fica difícil para o mundo reconhecer a
Ufologia como Ciência. Também o box
de Eustáquio Patounas Estamos prepa-
rados para o contato final? é de se indig-
nar.Jápassouahoradedizermosquepara
um contato definitivo com os ETs o ho-
mem tem que se tornar uma criatura per-
feita, que sempre vai amar o próximo e
não causar mais guerras! Penso cada vez
mais que Carlos Alberto Reis tinha razão
ao dizer que a Ufologia não evolui por
conta de alguns ufólogos que insistem na
mesma coisa há décadas.
Lucas Gonçalves Grossi,
mgrossi@uol.com.br
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○
“ Às vezes vou à banca
de revistas para comprar
a UFO e penso duas
vezes. Afinal, seu preço
é um tanto alto. Mas
quando a adquiro, como
fiz com a edição 76, sinto
que fiz um excelente
investimento. Os textos
e a qualidade da revista
são entusiasmantes
”JÚLIO CÉSAR MAINBATH,
Niterói (RJ)
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
7.
7Março 2001
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Com referênciaao artigo publicado
em UFO 73, Decifrando a tecnologia dos
visitantesextraterrestres,gostariadelem-
brar aos leitores que o ufólogo Bob La-
zar, em artigo publicado há algum tempo
por esta revista [Veja UFO 33], esclare-
ce o sistema de propulsão de algumas das
naves presentes na Área 51. Uma das coi-
sas que me fez constatar a veracidade
do relato de Lazar deu-se num certo dia
em que pude observar três naves de cima
de um prédio no bairro da Tijuca, no Rio
de Janeiro. Elas emitiam jatos de uma luz
muito branca, que eram impossíveis de
serem vistos por quem estivesse na rua,
que os confundiam com a cor do céu.
Jesiel Santos,
jesielts@ruralrj.com.br
O LEITOR SE MANIFESTA
O tema do Rock in Rio foi “por um
mundomelhor”,enosintervalosentreuma
banda e outra apareciam mensagens de
paz, solidariedade, luta contra a fome e a
miséria nos telões existentes próximo ao
palco principal. Notei ainda que em meio
a isso surgiram imagens de um ET. Seria
uma mensagem subliminar de conscienti-
zação acerca do Fenômeno UFO? Estari-
am eles interessados em abrir os olhos da
população de maneira discreta?
Douglas Figueiredo,
São Gonçalo (RJ)
UFO vem prestando um grande traba-
lho de informação e conscientização em
torno do Fenômeno UFO. Moro em Al-
verca do Ribatejo, à 10 km de Lisboa, e
infelizmente somente agora pude conhe-
cer a publicação, por intermédio de um
amigo gaúcho. Gostaria de ler mais sobre
as ocorrências de UFOs em Portugal.
Raul Silva,
Portugal
Estou escrevendo para parabenizá-los
peloótimotrabalhonaRevistaUFO.Gos-
taria de informar a todos os leitores de
UFO que nós, adolescentes, ao contrário
do que se imagina, estamos cada vez mais
interessados em discutir Ufologia de ma-
neira séria e comprometida.
Íris de Cássia Correia,
Jaboatão (PE)
SUGESTÕES E CRÍTICAS
Vocês deveriam colocar uma tarja ver-
melha (daquelas que a lei obriga aos fabri-
cantes de remédios perigosos) nas repor-
tagens de caráter duvidoso. Digo isto de-
pois de ler o texto Decifrando a tecnolo-
gia dos visitantes extraterrestres, UFO 73.
Esse tipo de artigo é pura ficção, sem qual-
quer base científica e ainda pode colocar
em risco a credibilidade da revista.
Humberto W. Clermont,
willi@canbrasnet.com.br
As ilustrações computadorizadas de
Philipe Kling David são excelentes, mas
creioquesejammaisapropriadasparailus-
trar artigos e reportagens. Existem fotos
belíssimas de discos voadores nos arqui-
vos da Revista UFO que ficariam ótimas
nacapa,poisalémdecriarumaspectomais
realista em torno da mesma, atrairia a aten-
ção de quem a visse nas bancas.
Daniel Carneiro,
mfc@e-net.com.br
Tenho 38 anos e sou funcionário da
Agência Espacial Brasileira. Acredito que
a importância das matérias publicadas em
UFO é de tal ordem que o governo já de-
veria ter se manifestado em relação a vári-
as delas. Neste sentido, gostaria de suge-
rir a vocês que procurassem o Ministério
da Defesa, o Ministério da Ciência e Tec-
nologia, o Centro Integrado de Defesa
Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cin-
dacta)eopróprioPaláciodoPlanaltopara
entrevistar autoridades destes órgãos com
relação ao Fenômeno UFO.
Marcelo Affonso Monteiro,
aldacamelo@yawl.com.br
Infelizmente preciso desfazer-me de
minha coleção de UFO e gostaria de
oferecê-la aos interessados. Pretendo
vender todas as edições que possuo, com
exceção das primeiras de cada fase da
publicação, e gostaria que pessoas que
fazem parte do mundo ufológico as ad-
quirissem. As revistas da coleção estão
em ótimo estado de conservação.
Márcio Trabasso,
Rua José Bonifácio 227,
13690-000 Descalvado (SP),
mt@linkway.com.br
Fale com a Revista UFO
Caixa Postal 2182, 79008-970 Campo Grande (MS)
Fone: (67) 724-6700 – Fax: (67) 724-6707
Endereço eletrônico: redacao@ufo.com.br
Nosso site: www.ufo.com.br
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Grupo de Pesquisa Ufológi-
ca do Sul de Minas (GPUSM).
Presidente: Antonio Silva Ferreira.
Endereço: Avenida Olavo Bilac 02,
37130-000 Alfenas (MG). Fones:
(35) 3299-8124 e 3292-8843. E-
mail: tonytattoo@uol.com.br
Equipe Valinhense de Estu-
dos Ufológicos (EVEU). Presi-
dente: Rodrigo Willi Betim. Endere-
ço: Rua Fernão Dias 36, Jardim San-
to Antônio, 13270-000 Valinhos
(SP). Fone: (19) 3871-0357. E-
mail: eveu@cosmo.com.br
Centro Amapaense de Dis-
cos Voadores (CAPDV). Presi-
dente: Jorge Alex B. Santos. Ende-
reço: Rua Eliezer Levy 768, 68900-
140 Macapá (AP).
Grupo de Estudos Ufológi-
cos (GEUFO). Presidente: Roberto
Oliveira César. Endereço: Rua Capi-
tão Marinho Falcão 572, 57031-
000 Maceió (AL).
Grupo de Estudos Ufológi-
cos de Valença (GEUVA). Presi-
dente: Sueli Trindade Madeira. En-
dereço: Rua Coronel Cardoso 299
Casa 01, Centro, 27600-000 Va-
lença (RJ). Fone: (24) 969 0423.
Grupo de Pesquisas Ufoló-
gicas e Eventos (EXO-X). Conta-
to: Paulo Giordano. Endereço: Ave-
nida Fagundes Filho 1097, São Ju-
das, 04304-011 São Paulo (SP).
Fone: (11) 5071-6181. E-mail:
grafmodelismo@ig.com.br
Centro de Pesquisas Ufoló-
gicas de São José do Rio Preto
(CPU-SJRP). Presidente: Fernan-
do César Oliveira. Endereço: Rua Vo-
luntários de São Paulo 3335/52,
15015-200 São José do Rio Preto
(SP). Fone: (17) 234-2615. E-mail:
thesharklaw@hotmail.com
8.
8 Março 2001
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
DISCOVOADOR NA SIBÉRIA
m 26 de janeiro o aeroporto da cida-
de de Barnaul, na região de Altai, sul
da Sibéria, teve que suspender o tráfego
aéreo durante uma hora e meia, devido
à existência de um estranho objeto voa-
dor no local. O alarde foi dado pela tri-
pulação de um avião cargueiro, Iliushin-
76, que se negou a decolar alegando que
havia um objeto luminoso acima da pis-
ta de decolagem. Pouco depois, pilotos
de vários aviões também comunicaram
à torre que não decolariam por causa de
um UFO que sobrevoava o aeroporto.
Segundo informou Ivan Komarov, dire-
tor-geral da Companhia Aérea Altai, os
passageiros do Iliushin-76 argumenta-
ram que a presença daquele estranho ob-
jeto colocava em perigo a segurança dos
vôos. Todos os aviões que pousariam no
local tiveram suas rotas desviadas para
aeroportos de outras regiões.
Somente após o objeto alçar vôo e de-
saparecer rapidamente é que o fluxo de
pouso e decolagem do aeroporto de Bar-
naulfoinormalizado.Incidentescomoesse
têm sido muito freqüentes em Altai nas úl-
timas décadas. Contudo, desta vez, pode
não ter ocorrido um evento ufológico real,
segundo o que foi noticiado pela Impren-
sa no início de fevereiro. De acordo com
policiais siberianos, o possível UFO não
passaria de uma
brincadeira des-
propositada de
três aeromoças,
que no dia de sua
folga resolveram
dar um susto na
tripulação. Para
isso elas teriam
utilizado uma ar-
mação luminosa
demetal.Ainfor-
mação não con-
venceu os ufólo-
gos, mas, enfim,
foi a declaração
oficial já espera-
da para este tipo
de ocorrência. Especialmente na Rússia,
onde a campanha de desinformação ufo-
lógica mantida pelo governo é uma das
mais fortes e sólidas de todo o mundo.
CONCURSO PARA ET DE VARGINHA
arginha (MG) tem sido a grande di-
vulgadora do Fenômeno UFO desde
janeiro de 1996, quando se deu a captura
de pelo menos dois ETs na cidade. Há
poucas semanas, para comemorar o ani-
versário de cinco anos do caso, o prefeito
eleito Mauro Teixeira (PT) resolveu cum-
prirumapromessadecam-
panha, anunciando que in-
vestirá todos os recursos
possíveis para divulgar o
caso que deixou a cidade
tão famosa em todo o
mundo. Um dos meios
encontrados por Teixeira
foi um concurso para se
escolher o melhor dese-
nho que caracterize os ex-
traterrestres capturados,
difundidos pela mídia
como criaturas baixinhas,
marrons e com três protuberâncias na ca-
beça. A prefeitura da cidade veiculou nos
principais meios de comunicação da re-
gião comerciais de 30 segundos sobre o
assunto, mas de forma séria e sem a iro-
nia que marcou a atitude das autoridades
militares envolvidas na captura.
O vencedor do concurso foi Henrique
de Oliveira Matos, 20 anos, que fez o de-
senho mais impressionante, que será ago-
ra utilizado nas promoções e em toda a pu-
blicidade do município como garoto pro-
paganda. Matos afirmou ter desenhado o
ET levando em conta as características da
criatura e de Minas Gerais. “Usei o triân-
gulo de Minas e um ramo de café”, disse.
Mas nem todos gostaram da idéia. Osmar
Lúcio Nunes, presidente da Associação
Comercial, Industrial e Agropecuária lo-
cal, não quer que a imagem substitua a já
registrada por sua entidade como verda-
deiro ET de Varginha. Polêmicas à parte,
esta é a primeira vez em todo o mundo
que uma municipalidade faz tal promoção,
em caráter oficial. Com toda essa reper-
cussão, o setor turístico da cidade foi,
sem dúvida, o maior beneficiado. Tanto
que o Centro Cultural local chegou a im-
plantar um projeto de turismo UFO-eco-
lógico intitulado Cidade Espacial, Cida-
de Especial, que já foi aceito e aprovado
pela administração do município.
V E E
○○○○○
UFO SOBRE VULCÃO NO MÉXICO
m 22 de dezembro de 2000, o jor-
nal mexicano Milenio publicou na
primeira página uma fotografia do Vul-
cão Popocatépetl, na qual havia uma es-
tranha luz descendo sobre seu cone. Ela
parecia girar violentamente ao aproxi-
mar-se da cratera do vulcão. A fotogra-
fia está sendo estudada pelo investiga-
dor mexicano Daniel Muñoz. No entan-
to, nem todos se convenceram de que o
acontecido tratou-se realmente de um
evento ufológico.
Para Claudeir Covo, co-editor de
UFO, aparentemente estaríamos diante de
um acidente fotográfico. “Isso acontece
quando o obturador da câmera fica
aberto. Ao ser batida a foto ele se fecha,
registrando qualquer tipo de luz onde
normalmente a câmera se movimenta.
Se isso acontecesse no claro, a foto te-
ria sido velada pelo excesso da luz”. De
qualquer forma, análises e investigações
sobre o caso continuarão sendo feitas
para apurar a autenticidade, ou não, da
fotografia, e se o objeto mostrado nela
trata-se realmente de um UFO. No Mé-
xico, nos últimos anos, discos voadores
têm sido quase tão comuns quanto trá-
gicas erupções vulcânicas. A combina-
ção destas duas variáveis pode vir a ser
uma explosiva fonte de estudos.
VULCÃO POPOCATÉPETL, que estava ador-
mecido, entrou em erupção em meio a
um festival de luzes, que ufólogos des-
cartam como sendo naves alienígenas
DanielMuñoz
Internet
9.
9Março 2001
DEPUTADO GAÚCHOAVISTA UFO
deputado gaúcho Paulo Azeredo
(PDT), afirmou ter visto um UFO du-
rante uma viagem a Bagé (RS), na madru-
gada de 28 de dezembro passado. De acor-
do com a notícia, publicada no jornal Zero
Hora, de Porto Alegre (RS), o avistamen-
to teria ocorrido quando o deputado viaja-
va sozinho. Inesperadamente, estranhas
luzes coloridas emitiram sinais à sua fren-
te.Eleteriaesfre-
gado os olhos,
procurando se
certificar de que
não estaria so-
nhando. Olhou
ao redor, nos
campos que cir-
cundam a estra-
da, em busca de
alguma explica-
ção. Azeredo pensou que talvez pudesse
ser alguma comemoração de final de ano
com raio laser , mas não viu nada que in-
dicasse festa nas proximidades. Afirmou
ainda que o UFO pairava sobre seu veícu-
lo, ora mais à frente, emitindo sinais, ora à
trás, seguindo o carro em total silêncio.
Apavorado, o pedetista buscou abrigo na
Polícia Rodoviária Fede-
ral,pelaqualfoiinforma-
do de que vários fazen-
deiros da região já havi-
am feito menção ao mes-
mo fenômeno. Decidiu,
então, seguir viagem,
mas“comumolhonaes-
trada e o outro no céu”.
Com 44 anos, Aze-
redo [Foto] está na vida
pública desde 1988. De-
putado desde 1994, atu-
almente é o 2º Secretá-
rio da Mesa Diretora da Assembléia Le-
gislativa do RS, o que confere importân-
cia ainda maior ao fato. “Se conseguimos
chegar à Lua e a todo momento envia-
mos astronautas para estações espaciais,
por que não seria possível que seres de
outros planetas nos visitassem?”, decla-
rou Azeredo ao pesquisador e autor Má-
rio Rangel, do Conselho Editorial de
UFO, que o contatou para confirmar as
informações publicadas.
○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○
parições de luzes misteriosas estão
virando assunto polêmico em Cam-
pinas, cidade de um milhão de habitantes
no interior de São Paulo, informa o con-
sultor de UFO Jeferson Martinho, editor
da revista eletrônica Vigília [www.vigilia.
com.br]. Desde novembro passado o mu-
nicípio vem recebendo a visita constante
de objetos voadores não identificados. O
fenômenojáco-
meçaalevantar
dúvidas, dando
pistas de que
pode não ser o
que parece. A
ocorrência que
deflagrouaonda
derelatos foire-
gistrada no dia
29daquelemês,
quando uma luz intensa brilhou no céu,
numa aparição que pôde ser acompanha-
da por testemunhas em diversos bairros.
No dia 21 de dezembro, a história se re-
petiu. Entre 22:00 e 22:30 h, moradores
dos bairros Jardim Santana e Santa Ge-
nebra acompanharam as evoluções de
uma luz branca que piscava e parecia des-
locar-se de forma incomum. Sob o céu
parcialmente encoberto, a luz inicialmen-
te aparentava pouco ou quase nenhum
movimento. Em seguida surgiram outros
pontos de luz, que se deslocavam em di-
reção ao solo.
A esta altura, a emissora EPTV, bem
como a Vigília e a Revista UFO, além das
listas de discussão na Internet, começa-
vam a receber dezenas de relatos e con-
firmações das ocorrências, que não fica-
ram por aí. O fenômeno voltou a chamar
a atenção no dia 01 de fevereiro passado,
quando praticamente reproduziram-se as
características dos relatos anteriores:
uma luz maior descreveu uma trajetória
mais lenta, com brilho variável, da qual
saía uma luz menor que seguia em dire-
ção ao solo. Apesar dos muitos relatos,
alguns dados começam a indicar a possi-
bilidade de tratar-se, na realidade, de um
balão. A tese ainda não tem comprova-
ção definitiva, mas tem um forte defen-
sor no astrônomo Júlio Lobo, do Obser-
vatório Municipal de Campinas. Ele con-
A O
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
tou que observou o fenômeno duas vezes
na noite de 01 de fevereiro. A primeira por
volta das 21:00 h, quando estava acompa-
nhado de outros três astrônomos.
Lobo contou que inicialmente não
conseguiu distinguir formas. Mas, em
determinado momento, o objeto apa-
gou-se e restou uma névoa alaranjada,
visível apenas com a luneta. Uma indi-
cação clara, na opinião dos astrônomos,
de que se tratava de um balão. A lumi-
nosidade da tocha estaria proposital-
mente disfarçada pelo tempo nublado.
Seus colegas deram-se por satisfeitos
com a explicação e foram embora, mas
Lobo insistiu em permanecer e esperar
para ver o que acontecia. Aproximada-
mente à 01:00 h ele teve a chance de
ver um balão subindo, desprendendo a
tradicional “chuva de prata”. “Quando
ele atinge uma certa altura fica prati-
camente estático”, descreveu Lobo.
Pouco depois, foram acionadas o que o
astrônomo garante ser as luzes estrobos-
cópicas, que estariam fixas numa arma-
ção em forma de T do aparelho, alimen-
tadas por uma bateria. “A gente só não
sabe se é brincadeira de alguém ou
objeto de alguma propaganda ou cam-
panha promocional”, ponderou Lobo,
que considera o caso encerrado. Con-
tudo, sejam o que forem, as aparições
em Campinas ainda continuam sem
uma explicação definitiva e os aconte-
cimentos vêm sendo apurados e con-
frontados com outras teorias.
LUZES NÃO IDENTIFICADAS INTRIGAM CAMPINAS HÁ MESES
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
A ESTRANHA LUZ de Campinas, filmada
por uma equipe da emissora EPTV. Há
meses o enigmático objeto é visto na
cidade, sem explicações conclusivas
sobre sua origem ou objetivo
FotosRevistaVigília
MarcoA.Couto
Seção de ALEXANDRE GUTIERREZ
Com colaboração de Thiago Ticchetti e Equipe UFO
10.
10 Março 2001
aComunidadeUfológicaBra-
sileirahá estudiosos de todos
os tipos, muitas vezes desco-
nhecidos do público, que abraçam a
causa de forma inusitada e apaixo-
nada. Às vezes, suas atividades pro-
duzem excelentes resultados, contri-
buindo significativamente para o
avanço da compreensão de como
operam e o que desejam na Terra
nossos visitantes extraterrestres.
Esse é o caso do consultor de UFO e
especialista em abduções Mário No-
gueira Rangel, 68 anos, hoje com
certeza um dos maiores conhecedo-
res da questão em nosso país.
Rangel [Na foto, à esquerda de
MaxBerezowski] éumestudiosoque
se manteve discreto durante déca-
das, fazendo um notável trabalho de
coleta de informações sobre ocor-
rências ufológicas e profunda inves-
tigação das abduções que ocorrem
no Brasil. Mas o fez em quase total
anonimato, comentando
suas experiências no má-
ximo com pesquisadores
mais próximos e evitan-
do aparecer, mesmo em
congressos. Agora, Ran-
gel julgou ser o mo-
mentocertopara
vir a público e expor o que desco-
briu, e não poderia ser em melhor
hora! Ele acaba de lançar pela Bi-
blioteca UFO seu primeiro livro, Se-
qüestros Alienígenas: Investigando
Ufologia com e sem Hipnose, um do-
cumento como nunca se viu no país.
A obra reúne dezenas de casos de
abdução,pesquisadospeloautorqua-
se sempre com o uso de hipnose re-
gressiva,sozinhoouacompanhadode
outros experientes ufólogos.
Diretor aposentado da Encyclo-
paedia Britannica e piloto civil, Ran-
gel é um consagrado hipnólogo. De-
cidiu há décadas, acompanhado por
pioneiros de nossa Ufologia, aplicar
seus conhecimentos na investigação
ufológica. O resultado foi espanto-
so, como se pode constatar em seu
livro, já à venda através do catálogo
de suprimentos desta edição. A obra
é a primeira editada pela Biblioteca
UFO neste Terceiro Milênio e, para
falar mais sobre seu trabalho,
Rangel recebeu a Revista UFO
para uma entrevista.
Você já era hipnólogo antes de in-
gressar na Ufologia. O que o fez deci-
dir empregar seus conhecimentos nes-
sa área para investigar abduções?
Foi puro acaso. Ao fazer hipnose com
outras finalidades encontrei pessoas que
relataram eventos ufológicos. Um fren-
tista de posto de gasolina e uma estudan-
teviramUFOsàpequenadistância,euma
jovem senhora grávida narrou uma dra-
mática abdução, quando foi levada para
dentro de uma nave muito baixa, onde
foi roubada. Essas três hipnoses foram
feitas com 15 meses de diferença. Sobre
o último caso, muito mais complexo que
os anteriores, redigi um relatório e o en-
viei a um parapsicólogo e a ufólogos
muito atuantes na época. Todos me res-
ponderam. O presidente da Associação
de Pesquisas Exológicas (APEX), já ex-
tinta, o médico e hipnólogo doutor Max
Berezowski, convidou-me para fazer vá-
rias hipnoses em pessoas que o procura-
vam narrando os mais diversos casos ufo-
lógicos, não apenas abduções.
Trabalhávamos também em casos de
Parapsicologia. Eu anotava tudo. Acho
que formamos uma dupla muito produ-
tiva. Ele conseguia os casos, eu fazia as
hipnoses e a pesquisa inicial, ele prosse-
guia e eu concluía. Sempre havia mui-
tos convidados dele assistindo aos tra-
balhos. Mas como na época eu era diretor
de uma multinacional, não me convinha
que esse trabalho fosse de conhecimento
de meus colegas de empresa. Por isso, o
doutor Max coordenava os casos, os con-
vidados, o local – sua residência ou seu
consultório –, a gravação de som e ima-
gem. Eu só fazia minhas anotações e hip-
notizava. Esse trabalho era feito à noite e
nos finais de semana, sem prejudicar mi-
nhas atividades profissionais.
Depois de tantos anos submeten-
do abduzidos à hipnose, está satisfei-
to com o que encontrou?
Eu considero 13 de maio de 1979 o
iníciodeminhapesquisaemUfologia.São
quase 22 anos. Sempre gratuitamente. O
leitor julgará se valeu a pena. Penso que
meu livro reúne uma quantidade de casos
que vai aumentar significativamente a ca-
suística ufológica brasileira. Ele é também
uma homenagem a tantos ufólogos com
os quais tive o prazer de trabalhar, e que
Mário Rangel sai do anonimato e apresenta
seu excelente trabalho de pesquisa de abduções
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10
N
ArquivoUFO
11.
11Março 2001
me assistiramhipnotizando. Como a qua-
se totalidade dos pesquisados, sejam ou
não abduzidos, não desejam ser identifi-
cados, referir a presença desses ufólogos é
muito importante. Nenhuma pessoa é obri-
gada a acreditar em mim. Mas ninguém
da área vai duvidar da palavra de alguns
dos mais importantes ufólogos brasileiros
queestavampresentes.Estoucertoqueeles
confirmarão a veracidade dos casos que
assistiram. Poderá haver pequenas diver-
gências. Em alguns casos não houve tes-
temunhas, mas mesmo assim quis registrá-
los. Como sou piloto civil ouvi algumas
histórias de pilotos, que não são contadas
a pessoas de fora da comunidade Aero-
náutica. Estou satisfeito com o resultado
desse trabalho. Poderia ter sido melhor,
como tudo na vida. Mas entendo que é um
respeitável acervo.
Muitos estudiosos alegam que a
hipnoseregressivanãoéuminstrumen-
to eficaz ou mesmo apropriado para se
investigar abduções. Como você res-
ponde a essas afirmações?
Conheço razoavelmente bem as res-
trições feitas ao uso da hipnose regres-
siva e à sua eficácia, especialmente em
Ufologia. Inicialmente, quero dizer que
os mais importantes casos da Ufologia
mundial foram obtidos através do uso da
hipnose. Os filmes com casos ufológi-
cos reais são baseados em depoimentos
obtidos pela hipnose. Erros humanos
ocorrem em todas as profissões: os his-
toriadores e os tradutores tradicional-
mente erram. Os líderes religiosos erram
e os maiores desentendimentos entre pes-
soas no mundo atual se devem às diver-
gências religiosas. Erros legais têm le-
vado inocentes à cadeia.
Os erros de médicos, motoristas e pi-
lotos costumam ter conseqüências dra-
máticas. Os hipnólogos também erram.
Garanto que fiz todo o esforço possível
para não errar, mas ninguém é perfeito.
Há pessoas que por natureza são críti-
cas. Das pessoas assistindo a um jogo
de futebol muitas acharão que o juiz pre-
judicou sempre o seu time, nunca o ad-
versário. Mas não há nenhum outro ins-
trumento conhecido mais eficiente do
que a hipnose para pesquisar os casos
de amnésia provocada, ou tempo perdi-
do, tão freqüentes na Ufologia.
Qual é o grau de certeza que pode-
mos ter de que um caso apurado sob
hipnose tenha total correspondência
com a realidade? Qual é a certeza de
que um suposto abduzido não esteja
criando uma experiência?
Como se verá no livro, na grande
maioria das vezes fiz apenas uma hipno-
se em cada abduzido ou testemunha de
outras ocorrências ufológicas. Uma das
razões para isso é que nas hipnoses sub-
seqüentes, creio que aumenta a possibili-
dade de alguma sugestão interferir no
depoimento do hipnotizado. Grau de cer-
teza realmente não existe, pelo menos em
muitos casos. Mas há ocorrências que su-
geremautenticidade.Muitosufólogosque
assistiram a meu trabalho confirmarão
que os depoimentos pareceram reais. Se
fossem mentiras, o hipnotizado merece-
ria ganhar o Oscar de
melhor ator. As expres-
sões de susto, medo, ter-
ror, dor, sofrimento e in-
segurança, freqüente-
mente são tão fortes, e
as lágrimas tão abun-
dantes, que só um pro-
longado treinamento
permitiria simular.
Uma senhora de ní-
vel universitário, por
exemplo, foi regredida
ao momento de sua in-
fância, quando tinha
cinco anos de idade, e
se deparou pela primei-
ra vez com um aliení-
gena. Deu um berro
muito estridente e caiu no tapete da sala.
Seus olhos abertos indicavam pavor.
Tranqüilizei-a e ajudei seu marido a
recolocá-la no sofá onde estava deitada.
Outra senhora, também de nível univer-
sitário, foi regredida aos três anos de ida-
de, quando foi abduzida e levada a um
UFO maravilhosamente iluminado.
Além do enorme susto que tomou ao en-
contrar-se com o ET, saiu da hipnose
com os dois olhos totalmente vermelhos,
congestionados, reproduzindo como fi-
caram naquele dia, o que provocou, su-
ponho, a fotofobia que teve durante toda
a sua vida. Outro abduzido, ao descre-
ver em noite fresca o local quentíssimo
para onde foi levado pelos ETs, teve uma
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11
violenta sudorese, sobre a qual o doutor
Max escreveu um artigo científico, es-
clarecendo que seria impossível que esse
efeito fosse obtido volitivamente [Por
vontade própria]. É possível mentir sob
hipnose, porém é muito mais difícil.
Tendo pesquisado cerca de 100
casos ufológicos e mais de 20
abduçãões em todo o país, e tomado
conhecimento de relatos de todos os
tipos, qual foi a ocorrência mais sig-
nificativa que você pesquisou?
Pesquisei mais de uma centena de ca-
sos de Ufologia usando a hipnose, sendo
mais de 20 em que ocorreram abduções,
algumas duplas. Após ter lido o primeiro
livro do doutor Roger Leir [The Aliens
and the Scalpel] pedi a muitos dos abdu-
zidos que tirassem raios X de partes de
seus corpos onde senti-
ram dor durante o exa-
me a que foram subme-
tidos. Muitos,commedo,
não me atenderam. Mas
em um dos caso aparece-
ramcorpos estranhos pa-
recidos com os implan-
tes extraterrestres retira-
dos de oito pessoas por
esse cirurgião e ufólogo
e já examinados por la-
boratórios competentes,
os mesmos que traba-
lham para a NASA.
Essa abduzida só
soube disso muitos anos
após a abdução, período
em que esses corpos es-
tranhos não a incomodaram. Ela tem
medo de fazer uma cirurgia, apesar do
doutor Leir ter se oferecido para vir ao
Brasil e operá-la gratuitamente. As opi-
niões se dividem a esse respeito. Muitos
acham que os implantes supostamente
inseridos nos corpos de abduzidos por
alienígenas devem ser retirados. Já ou-
tros estudiosos pensam exatamente o con-
trário: não devemos em hipótese alguma
extrairtaisobjetosdoscorpos dasvítimas.
Penso que estes aparelhos estranhos de-
verão aparecer em outros abduzidos que
sentiram algo os penetrando ou viram
algo sendo colocado em seus corpos,
mas respeito a posição dos que não qui-
seram tirar o raio X. CONTINUA...
“ Os casos mais
importantes da
Ufologia Mundial foram
obtidos através do uso
da hipnose. Os filmes
com casos desse
gênero, legítimos,
são baseados em
depoimentos obtidos
com essa técnica. Ela
é muito confiável e
excelente fonte de
dados para a Ufologia
”— Mário Nogueira Rangel,
autor e hipnólogo
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Nossa homenagem
Esta edição de UFO é dedicada ao jornalista
Eduardo “Castor” Borgonovi, grande explorador
de temas insólitos, que faleceu em dezembro
Arquivo UFO
12.
12 Março 2001
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○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Equal foi a fraude mais gritante que
conseguiu desmascarar em todos os
seus anos de exames de abdução?
Certa ocasião, o doutor Max, sua es-
posa, sua enfermeira e eu fomos a uma
pequena cidade da área metropolitana de
São Paulo prosseguir a pesquisa de um
caso.Estávamosnacasadaabduzidaquan-
do um fortíssimo cheiro de rosas perfu-
mou o ambiente. Essa senhora nos mos-
trou o local onde teria sido abduzida, e
outro no qual teria visto um UFO. Con-
cordou em emprestar ao doutor Max o lin-
do anel de ouro, com desenho bonito e cu-
riosíssimo, que disse ter ganho do coman-
dante da nave abdutora. Ao sairmos de sua
casa decidimos fazer uma verificação. Per-
corremos mais de 10 joalherias e ourives
no centro da cidade, pedindo orçamento
para uma réplica e perguntando se já co-
nheciam aquele anel. Finalmente um de-
les reconheceu ter feito a peça, obedecen-
do a um desenho trazido pela cliente, cujo
nome se lembrava. Era a nossa pesquisa-
da. A dúvida que fica é se toda a história é
falsa ou se, em uma abdução verdadeira,
ela “floriu” com um episódio mentiroso.
Você crê que os ETs estejam esta-
belecendo algum tipo de controle so-
bre a Humanidade que os permita mo-
nitorar nossos atos?
Oshomensmonitoramosanimais.Co-
locam pequenas fitas adesivas nas borbo-
letas que viajam do México ao Canadá, o
que deve constituir um enorme incômodo
para elas. Colocam coleiras em ursos que
crescem, engordam e fi-
camcomumaferidaper-
manente no pescoço.
Instalam anéis nos pés
das andorinhas que ve-
raneiam no Brasil e vol-
tam ao Canadá para a
procriação,oquelhesdi-
ficultaovôocontinental.
Da mesma forma a Hu-
manidade está sendo
controlada pelos aliení-
genas. Os laboratórios
que examinaram os im-
plantes retirados pelo
doutor Leir sabem que
foram feitos com técni-
cas desconhecidas na
Terra, mas não sabem
dizer para que servem. O abduzido Vladi-
mir, com quase 12 anos de idade, dormia
com um grupo de 30 escoteiros numa casa
de fazenda quando sentiu irresistível von-
tadedesair,nomeiodanoite,sozinho,com
medo e descalço, em direção à floresta, em
Mato Grosso do Sul, onde era esperado
pela nave seqüestradora.
Como isso ocorreu? Seria por algum
tipo de telepatia seletiva que os abdu-
tores utilizariam?
Pode ser. Talvez até mesmo por al-
gum microtransmissor instalado anteri-
ormente nele. O coronel Uyrangê Hol-
landa supunha ter um implante, mas se
suicidou antes da hipnose que desejava
que eu lhe fizesse. Será que tinha mes-
mo esse implante, e para quê serviria?
Isso foi verificado por nossas autorida-
des? Sem ter pressa, uma civilização
muito mais adiantada que a nossa pode
ganhar uma guerra sem um tiro ou raio
mortal. Basta acionar um computador
que provoque dor, estado contemplati-
vo, desânimo, ou medo, na minoria dos
líderes, previamente implantados.
Você acredita que os extraterres-
tres selecionem seus abduzidos ou
eles os escolhem conforme seus in-
teresses momentâneos?
Após tantas pesquisas, durante tan-
tos anos, e comparando tantos casos,
agora colocados ao conhecimento do
público através do livro, parece que há
alguns padrões não rígidos, mas pre-
ferenciais, que estão
sendo seguidos, pelo
menos no Brasil. Um
deles é o tipo sangüí-
neo, em que parece ha-
ver uma preferência.
Os percentuais de uma
coletividade mediana e
o comparativo com os
abduzidos são apresen-
tados em Seqüestros
Alienígenas: Investi-
gando Ufologia com e
sem Hipnose.
Os abduzidos quase
sempre são facilmente
hipnotizáveis, e atin-
gem o estado sonambú-
lico, o mais profundo
que conhecemos. Mas eles já eram as-
sim antes ou ficaram dessa forma durante
as abduções? Outra curiosidade é de na-
tureza racial. Os ETs parecem ser racis-
tas. Eu levanto a questão e peço que ou-
tros pesquisadores no Brasil ou exterior
verifiquem com um número maior de ab-
duzidos. Talvez será fácil saber o tipo
sangüíneo dos atacados pelas luzes mis-
teriosas que assombraram as regiões vi-
zinhas à Belém, no Pará, que ficaram
conhecidas como Chupa-Chupa em
todo o norte do Brasil. Num dos casos
pesquisados, acompanhado por um
eminente ufólogo e editor, um UFO
sobrevoou duas vezes, com uma sema-
na de intervalo, um apavorado micro-
empresário, mas seus pés não saíram do
chão. Por quê? Ele não atendia as con-
dições básicas para ser abduzido?
Em sua opinião, quantos grupos de
alienígenas estariam operando em
nosso planeta e qual é a diferença
entre seus comportamentos?
Minhas pesquisas identificaram mui-
tos tipos de ETs. Baixos, medianos, al-
tos, carecas, cabeludos, barbados, imber-
bes, horrorosos, feios, normais, bonitos,
etc. Tem de tudo, como era de se esperar.
Se na Terra há tantas variações, no Uni-
verso é previsível que haja muito mais.
A telepatia é a forma habitual de comu-
nicação. Todos eles tratam os terráqueos
como tratamos os animais. Gentil convi-
te para visitar as naves, nas minhas pes-
quisas, não aparece. O que há mesmo é o
seqüestro, um crime hediondo perante
nossa lei. E não precisa de anestesia. Vai
com dor mesmo. Exatamente como faze-
mos para castrar e marcar animais. Só que
os ETs nem precisam gastar dinheiro com
anestésicos químicos, poderiam fazer a
anestesia hipnótica, gratuita. Informação
útil, nenhuma. Presentinho, nenhum. O
que o abduzido ganha é um implante in-
troduzido com dor, os traumas e as fobi-
as que carrega através dos anos.
Você acha que temos que começar
a nos preocupar com alienígenas que
pareçam ser eminentemente hostis?
Em meu entendimento devemos
pesquisar se em alguma coisa somos
mais fortes do que os ETs. Em minhas
viagens sempre me incomodou muito
“ Mário Rangel é
um arquivo vivo da
Ufologia Brasileira. Ele
permaneceu no
anonimato por muitos
anos. Mas agora,
através de seu livro,
vai proporcionar um
grande avanço para
nosso entendimento
do Fenômeno UFO e
das abduções feitas
por alienígenas
”— Claudeir Covo,
co-editor de UFO
...CONTINUAÇÃO
13.
13Março 2001
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
constatar queimportantes conhecimen-
tos de povos antigos foram totalmente
perdidos pelo choque com civilizações
mais adiantadas. As gigantescas pedras
no alto do morro onde foi construída
Machu Picchu, encaixadas com abso-
luta perfeição umas nas outras, exigi-
ram conhecimentos que foram perdidos.
Os crânios dos guerreiros incas do
Peru, com mais de uma perfuração a
ouro, comprovando que sobreviveram à
primeira, demonstram que os conheci-
mentos cirúrgicos eram muito avança-
dos entre eles. Os incríveis Crateús em
cristal, encontrados na América Central
e provavelmente esculpidos pelos mai-
as, revelam uma tecnologia desconheci-
da até hoje. As pirâmides astecas no Mé-
xico e Guatemala, construídas em áreas
urbanizadas, só para dar alguns exem-
plos, fazem pensar por que os povos
nativos da América Hispânica se deixa-
ram conquistar e não mataram os inva-
sores, pouquíssimos em número. Não
sou o primeiro a questionar esses misté-
rios, e certamente não serei o último.
Mas quando poderemos saber de uma
vez qual é a verdade sobre tais fatos?
Sendo assim, Mário, como pode-
ríamos nos defender dos ETs, caso
isso fosse necessário?
Bem, em um dos casos do livro apa-
rece uma ocorrência curiosa. Creusa,
Maria Eugênia (Tuca) e um passageiro,
que estava dormindo, viajavam de ma-
drugada numa rodovia de Piracicaba
(SP), quando foram abordados por um
UFO em forma de barco, ao que parece
tentando abduzir, pelo menos, a Tuca.
Creusa abandonou o volante e deu a vol-
ta em torno do veículo, com a cabeça
abaixada. Mesmo com medo de bater no
UFO, ela abriu a porta e agarrou-se no
braço de Tuca, que estava totalmente
indefesa e perturbada com um túnel de
luz que a atingia. No meu entendimen-
to, sujeito a erro, Creusa impediu a ab-
dução. É o único caso, no livro, em que
houve uma fortíssima reação de autode-
fesa que resultou vencedora. Vladimir
quis agredir o ET, mas não conseguia
mover os braços. Sou da opinião que
devemos pesquisar todas as formas pos-
síveis de defesa, mesmo torcendo para
que não haja um confronto.
Nossa homenagem
Esta edição de UFO também é dedicada à querida
pesquisadora Cynthia Hind, que erigiu a Ufologia
no Zimbábue (África) e faleceu no ano passado
Arquivo UFO
Um tratado sobre a ação alienígena
Fabiana Silvestre, Equipe UFO
E
○○○○○○○○○○○○○
m sua primeira obra publicada,
o consultor de UFO Mário No-
gueira Rangel reuniu um signi-
ficativo acervo de ocorrências ufológi-
cas, pesquisadas na maioria das vezes
com a utilização da hipnose regressiva.
A técnica possibilitou ao autor desco-
bertas fantásticas, envolvendo os mais
surpreendentes casos de abdução já re-
gistrados.Suaobra éoresultadodeanos
de pesquisa dedicada
ao estudo dessas ocor-
rências, trazendo ao
leitor informações atu-
ais e precisas sobre ca-
sos absolutamente iné-
ditos na Ufologia Bra-
sileira. Entre eles, há
mais de 20 abduções
investigadascomauti-
lização de hipnose, al-
gumas das quais sur-
preendentes,comarbi-
trariedade e violência.
Somente na cidade de
São Paulo se tem notí-
cia de oito casos dessa
natureza, envolvendo
10 mulheres com o
mesmo tipo sangüí-
neo. O mais impres-
sionante é que todos os casos ocorre-
ram em bairros populosos, próximos a
radares, e a maioria à luz do dia. Esses
locais e horários contrariam totalmente
a crença de que os seqüestros aconte-
cem somente à noite, em locais ermos.
Provavelmentemuitasabduçõesfo-
ram realizadas também em outras cida-
desbrasileiras. Mas,infelizmente,afalta
de hipnólogos dedicados à Ufologia no
Brasil impede que conheçamos esses
casos. No livro, foram criados pseudô-
nimos para a maioria das pessoas en-
volvidas, que somente aceitaram ser
pesquisadas mantendo o anonimato,
pois não têm nenhum interesse em van-
tagem pecuniária ou prestígio pessoal.
Isso obrigará os ufólogos que acom-
panharam as pesquisas, e que são iden-
tificados, a exercitarem sua capacida-
de de dizer “não”, quando pessoas in-
covenientes solicitarem a identidade
dos contatados. Muitos capítulos se
referem a considerações gerais, dirigi-
dasàsForçasArmadas,aosjuristas,aos
médicos e ao leitor.
Como Rangel é piloto civil, ou-
viu e narrou em sua obra histórias
que pilotos comerci-
ais não costumam
contar a pessoas fora
de seu círculo profis-
sional. Antigos se-
gredos militares são
descritos e ouvidos
diretamente do ofici-
al encarregado da
Operação Prato. Um
capítulo inteiro foi
dedicado ao trabalho
do doutor Roger K.
Leir, com quem o au-
tor se corresponde
freqüentemente e já
realizou cirurgias em
nove pessoas, das
quais extraiu implan-
tes extraterrestres.
Várias outras históri-
as também são contadas, todas de
grande relevância para a Ufologia.
Os interessados em hipnose também
encontrarão informações preciosas,
inclusive sobre o verdadeiro “lobby”
criado no Brasil em torno do exercí-
cio dessa técnica.
As informações divulgadas dão
conta que essa prática é reservada so-
mente a três categorias profissionais,
o que é totalmente desmistificado em
sua obra. Seqüestros Alienígenas: In-
vestigando Ufologia com e sem Hip-
nose pode ser adquirido através do
telefone: (67) 724-6700, fax: (67)
724-6707 ou e-mail: pedidos@ufo.
com.br, além dos Suprimentos Ufo-
lógicos desta edição.
NOVO LIVRO da Biblioteca
UFO, que inaugura o Tercei-
ro Milênio, trata em profun-
didade das abduções e sua
pesquisa sob hipnose
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
14.
14 Março 2001
maabordagem no que se
refere à Ufologia requer,
inicialmente, uma atenção
detalhada, principalmente
tendo em vista que se trata
de um estudo muito complexo e repre-
senta um dos maiores enigmas da His-
tória. Afinal, o que há de verdade nis-
so tudo? Estamos sendo visitados por
seres pertencentes a outras civiliza-
ções? Desde quando? Qual o seu pro-
pósito? Embora muitos concordem
com a existência dos UFOs, ainda nos
questionamos se seriam viajantes do
tempo ou habitantes de outras dimen-
sões. O certo é que há muitos anos nos
visitam, havendo, portanto, uma pers-
pectivahistóricaaserconsiderada.Ao
buscarmos evidências nos registros de
antigas civilizações terrestres, por
exemplo, encontramos indícios de que
a presença de alienígenas está inserida
de alguma forma na cultura, religião e
costumes daqueles povos antigos, das
mais diversas regiões do planeta.
Na Índia, por exemplo, textos an-
tiqüíssimos relatam experiências com
discos voadores. Um deles, traduzido
por um sábio indiano da Universida-
de de Calcutá, em 1996, descreve o
avistamento de naves gigantescas que
sobrevoavam nosso planeta. De acor-
do com o manuscrito, elas nunca ater-
rissavam e às vezes lançavam veícu-
los menores – chamados pelos antigos
indianosdevimanas–,queassustavam
os nativos. Em outras regiões, como a
sumério-babilônica, povos antigos
também relatavam a presença de se-
res divinos que viajavam em máqui-
nas com fumaça, fogo e barulho, mui-
to semelhantes a algumas ocorrências
descritas na Bíblia. Na Mesopotâmia,
atualIraque,milharesdetábuasdear-
giladescobertasrecentementetiveram
sua construção atribuída ao povo su-
mério,quehabitavaantigospovoados.
Estastábuasrevelariamqueaquelaci-
vilizaçãonãoerahumana,esimoriun-
da de uma cultura muito mais avan-
çada, a dos deuses que possuíam uma
realidade física. Eles teriam vindo do
planeta Nibiru – o que coincide com a
descriçãodoPlanetaX,procuradopor
Os extraterrestres
sempre estiveram
presentes nos primórdios
da Humanidade terrestre.
Mas até que ponto
interferiram em
nossa evolução e o
que pretendiam
com isso?
U
HistóriaHistória
16 Março 2001
astrônomosem nosso Sistema Solar. No tex-
to Enuma Elish, estudado e decifrado pelo es-
tudiosorusso ZechariaSitchin,é possível en-
contrar um relato épico que descreve deta-
lhadamente a formação do Sistema Solar,
há 4,6 bilhões de anos. Nele é descrito tam-
bém um planeta que os babilônios denomi-
naram Marduk, e que representaria o Nibi-
ru dos sumérios. Segundo Sitchin, Marduk
seria um planeta errante introduzido em
nosso Sistema Solar por um acontecimen-
to cósmico desconhecido.
Sua órbita, entre Netuno e Urano, giraria
no sentido horário, inverso do que seguem os
outrosplanetasdoSistemaSolar.Oefeitogra-
vitacional combinado dos outros planetas te-
ria desviado Marduk até o centro do sistema,
em desenvolvimento, havendo uma colisão
em sua trajetória com outro planeta, chama-
do Tiamat. Com o impacto, Tiamat teria se
dividido em dois e uma dessas partes viria a
formar a Terra, desviada por uma das luas de
Marduk para uma nova órbita. Em posterior
colisão, de Marduk com a metade restante de
Tiamat, teria sido formada a faixa de asterói-
des entre Marte e Júpiter.
Para os sumérios, os deuses habitavam
MardukouNibiru,eeramchamadosdeanun-
naki, “os que vieram do céu para a Terra”.
Segundo as tábuas, o deus supremo Anu vi-
veria em Nibiru, embora fosse muito difícil a
sobrevivência em um planeta que teria passa-
do por incríveis cataclismos, pois a evolução
se tornaria mais difícil. Dessa forma, onde
evoluíram os deuses? Uma das possíveis teo-
rias é que Nibiru seria um planeta muito se-
melhante à Terra, em um sistema estelar pró-
ximo. Parece lógico concluir que os deuses
chegaram à Terra não de Nibiru, mas passan-
do por esse planeta. Ou seja, Nibiru não teria
sido seu mundo
deorigem,esim
uma espécie de
baseouobserva-
tório astronômi-
co. Mas por que
tais deuses fari-
am essa longa
viagem? Con-
forme os textos
sumérios, eles
chegaram à Ter-
ra como “deuses de carne e
osso”, com o objetivo de ex-
plorarsuariquezamineral.Para
esta finalidade criaram primi-
tivosehíbridossereshumanos.
Os textos referiam-se repetida-
mente a acontecimentos de
quando apenas os deuses esta-
vam na Terra e o homem ain-
da não havia sido criado. De-
pois de certo tempo, “deuses
menores” teriam se rebelado e
protestado por seu excesso de
trabalho. Isto coincidiu com a visita de Anu
à Terra. Para aplacar os rebeldes, Enki, pri-
mogênito do deus supremo, e Ninharsag,
sua meia irmã, propuseram criar por enge-
nharia genética um escravo à “imagem dos
deuses”, segundo aquela escritura.
Pelos atributos com os quais o homem foi
criado, pode-se deduzir que a finalidade de
seus criadores relacionava-se com a explora-
ção dos recursos naturais do planeta, como os
minerais. Sitchin, então, foi relacionando di-
versas evidências que sugeriram Abzu, no
hemisfério sul, como a região mais provável
do início das atividades extraterrestres em
nosso planeta, sendo a África do Sul o local
onde as extrações minerais teriam se iniciado.
As terras africanas sempre foram muito ricas
em minérios, como o ferro, cobalto, ouro e
diamantes e, mesmo parecendo impossível,
as extrações minerais são realizadas há mais
de 200 mil anos. Isso sugere que a região teria
sido o primeiro local da criação de seres hu-
manos híbridos, utilizados como escravos.
DÉCIMO PLANETA — Em uma conferên-
cia sobre a origem do homem, em 1992, to-
dos os participantes apoiaram a teoria de que
a Eva Mitocondrial – o mais primitivo ante-
cessor do homem – foi um africano, o que é
confirmado por fósseis encontrados na Etió-
pia, Quênia e África do Sul. Com isso, pode-
se confirmar claramente que os supostos deu-
ses vieram ao nosso planeta com o objetivo
de explorar as abundantes riquezas naturais.
Por esse motivo, precisavam de escravos que
fizessemotrabalhoárduodasexploraçõesnas
minas subterrâneas. Em 1983, o Satélite As-
tronômico Infravermelho (IRAS) fotografou
um grande objeto na imensidão do espaço. O
astro seria tão grande quanto Júpiter e prova-
velmente poderia fazer parte do nosso Siste-
ma Solar. Em 1987, a Agência Espacial Nor-
te-Americana (NASA) anunciou oficialmen-
te que admitia a provável existência do cha-
mado Planeta X. Em uma conferência reali-
zada no Centro de Pesquisas Ames, na Cali-
fórnia, o pesquisador John Anderson decla-
rou: “Um décimo planeta pode estar orbi-
tando o Sol. Sua localização seria três vezes
a distância entre o Sol e Plutão”. A Confir-
mação da existência deste planeta aumenta-
ria a credibilidade do que foi descrito por
povos antigos, principalmente os sumérios e
babilônicos.Entretanto,algumaspessoasatri-
buem ao desconhecido orbe diversas outras
denominações e significados.
Nas tradições de conhecimentos esotéri-
cos, por exemplo, este 10º planeta é chama-
do de Hercólubus. Os dogon, da remota re-
gião da África Oriental chamada Mali, acre-
ditam que seus deuses, denominados por eles
de nommos, teriam vindo de um planeta do
sistema estelar de Sírius, há cinco ou seis mil
anos. Em representações artísticas, os dogon
retratamosnommoscompartesdocorpohu-
manas e outras semelhantes a répteis, lem-
brando o sumério Enki. Coincidência? Os
textos religiosos de muitos povos antigos
também referem-se a deuses provenientes de
algum lugar diferente da Terra.
Erich von Däniken acredita que as apari-
ções de UFOs sejam, na verdade, o retorno de
supostos deuses. Mas o que nossos antepas-
sados viram e acreditavam ser manifestações
angelicais, não passavam de naves extrater-
restres que aterrissavam constantemente na
Terra.AsfigurasdeNazca,noPeru,porexem-
plo, são algumas provas disso. Segundo Dä-
niken, seria absurdo pensar que os ETs usari-
am pistas de aterrissagem, porque ali não ha-
O POVO DOGON VIVE nas montanhas Homburi, próximo a Timbuktu,
em Mali. O ponto central de sua religião está em um conheci-
mento que acreditam ter herdado de seres que vieram de estre-
las impossíveis de ser vistas a olho nu. Tais seres eram os ‘nom-
mos’, cuja representação em forma de máscara pode ser vista
no último detalhe à esquerda. Sua origem está nas estrelas Sí-
rius A e B, e suas escritu-
ras, gravadas em baixo re-
levo em placas de barro
(outro detalhe), demons-
tram que ti-
nham capaci-
dade intelec-
tual muito aci-
ma da média
para a época.
O autor Zecha-
ria Sitchin é o
cientista que
maisse destacou no enten-
dimento dessa enigmática
civilização. Ele ainda hoje
crê ser descendente de um
povo extraterrestre
SandroVannini/CorbisPublisher
FotosChristianKallen
ArquivoUFO
17.
17Março 2001
via ninguémpara construí-
las. Entretanto, suas naves
deixaram marcas. Por que
em Nazca? Talvez pela ari-
dez do local, não sabemos.
O fato é que, ainda hoje, a
região é a mais rica em mi-
nérios do Peru: ferro, ouro,
prata, etc. Quando tais deu-
ses desapareceram, tudo o
quedeixaramparatrásforam
marcas, sinais, vestígios.
A própria Bíblia está re-
pleta de passagens que, in-
terpretadas segundo nossos
conhecimentos, revelavam
já naquele tempo a presen-
ça de naves aéreas e seres
celestes com incríveis pode-
res. Um exemplo pode ser
encontrado no Antigo Tes-
tamento, em uma descrição
de seres celestes feita pelo
profeta Ezequiel. Eles teri-
am fornecido instruções
muito precisas quanto aos
seres humanos. Além disso,
até mesmo em documentos
antigos, como os textos da
Mesopotâmia, anteriores à
Bíblia, é possível encontrar
indícios de que nossos an-
cestrais seriam resultantes
de experimentos de enge-
nharia Genética. Nos Ma-
nuscritos do Mar Morto –
verdadeiro achado arqueo-
lógico – também são evidentes a presença e
a interferência dos extraterrestres na história
da Humanidade, que não podem mais ser ig-
noradas. E como afirmou sabiamente Erich
von Däniken: “As grandes religiões já não
conseguem dar respostas satisfatórias. As
pessoas não desejam apenas acreditar, mas
também querem saber”.
UFOLOGIA CONTEMPORÂNEA — Desde a
primeira observação oficial de um disco voa-
dor, em 1947, quando se deu o chamado nas-
cimento da Ufologia, inumeráveis casos ufo-
lógicos indicaram a presença de extraterres-
tres em nosso planeta, com objetivos até ago-
ra indefinidos. Afinal, o que desejam? Por-
que estão agindo aqui? Qual a origem desses
visitantes? Infelizmente, uma eficiente cam-
panha de acobertamento mantida pelos go-
vernos e capitaneada pelos Estados Unidos
sempre impossibilitou a obtenção de informa-
ções e esclarecimentos quanto ao assunto. É
possível notar facilmente a constante incapa-
cidade de se encontrar uma explicação defi-
nitiva para o Fenômeno UFO, pois quanto
mais nos aprofundamos nas pesquisas, mais
dúvidas surgem, tornando o assunto cada vez
mais complexo. Sem dúvida, é inquestioná-
vel a veracidade de muitos contatos, mas até
que nível? A falta de coerência e a desinfor-
mação existente em muitas obras sobre o as-
sunto certamente dificultam ainda mais o tra-
balho dos estudiosos, além de prejudicar a tão
frágil credibilidade que os céticos conferem
ao tema. Ao que parece, existem certos gru-
pos desejosos em manter as pesquisas ufoló-
gicas nessa posição, inofensiva.
A investigadora ufológica Jenny Randles,
ex-diretora da British UFO Research Asso-
ciation (Bufora), certa vez declarou que te-
mia que a Ufologia tivesse se transformado
em um mercado com um potencial muito lu-
crativo, “a ponto de ter sido perdido o con-
trole em favor das companhias que dominam
os meios de comunicação”. Em grande parte,
surgem teorias de conspiração alimentadas
pelo aspecto comercial da Ufologia. Isso cer-
tamente aumenta o escasso volume de infor-
mações legítimas sobre discos voadores. Mas
também promove o acobertamento de alguns
fatos, provocado mais pela ignorância do que
pelavontadedeseesconderaverdade.Osser-
viços de inteligência procuram manter em se-
gredo qualquer informação ufológica, não
porque possuam provas convincentes, mas
sim devido à sua ignorância e à necessidade
de manter as evidências en-
cobertas.Entretanto,desdeos
primeiros projetos oficiais
para se estudar e avaliar o fe-
nômeno, como o Projeto
Sign, substituído pelo Proje-
to Blue Book, nos Estados
Unidos, não foi possível es-
conder da opinião pública as
ondas de aparições de naves
extraterrestres que ocorriam
em todo o planeta. Embora
tais acontecimentos fossem
notórios e eviden-
tes, um grande pro-
cesso de acoberta-
mento e manipula-
ção intencional, in-
dividualoudemas-
sas, sempre esteve
em andamento.
A própria Ufo-
logiadispõedeinú-
meros casos absur-
dos, que muitas ve-
zes são aceitos e
propagados inge-
nuamente,semuma
checagem séria e minuciosa.
Já as ocorrências de contatos
e abduções, no entanto, são
cruciais para entendermos a
temática da realidade extra-
terrestre e sua presença no
planeta. Infelizmente, no en-
tanto, cerca de 90% do ma-
terial ufológico disponível,
como fotografias e filmes, são fraudes ou in-
terpretações errôneas de fenômenos mal
identificados, o que nos deixa com uma por-
centagem pequena, mas significativa, de ca-
sos verdadeiros. Os materiais que chegam à
mídiageralmenterecebemumarotulaçãodu-
vidosa e, se analisados, são quase sempre ta-
chados como fraudes. O Caso Roswell, por
exemplo, tornou-se uma espécie de paranóia
ufológica, parecendo ser utilizado como ar-
tifício para que outros casos sejam pouco di-
vulgados e encobertos, embora seja inegá-
vel sua natureza marcante.
AUTÓPSIA DE ETS — Anos atrás também
foi veiculado pela mídia um polêmico docu-
mentário da Fox Network britânica, Autópsia
de um extraterrestre: realidade ou fantasia?,
que teria sido produzido em 1947. As ima-
gens deixaram no ar uma única pergunta: se-
riamautênticas?AdquiridopeloprodutorRay
Santilli, por 200 mil dólares, o filme se referia
à queda de um disco voador e mostra a supos-
ta autópsia de um ser extraterrestre num hos-
pital norte-americano. Contudo, após diver-
sas análises realizadas nas filmagens, as opi-
niões se dividiram [Veja UFO 40, 42 e 44].A
teoria que ganhou mais força entre os ufólo-
Um ET cativo nos Estados Unidos?
entrevista com um suposto alienígena na Área 51 é um dos
temas mais polêmicos da Ufologia. Apresentada num vídeo
produzido pelo ufólogo italiano Giorgio Bongiovanni, a maté-
ria causou espanto na Comunidade Ufológica Internacional quando foi
lançada, há cinco anos. Se verdadeira, a entrevista seria a primeira fil-
magem de um ET de que se tem conhecimento, obtida dentro da secre-
tíssima instalação militar do governo norte-americano, no Deserto do
Nevada. Lá são realizados avançados testes com protótipos de aviões
revolucionários e tecnologia de ponta, mantidos longe do conhecimen-
to público. Entre as principais atividades da base
está a pesquisa de naves extraterrestres aciden-
tadas e resgatadas com poucas avarias.
Segundo ufólogos dos EUA, quase uma
dezena de discos voadores já foram captura-
dos pelo governo e encaminhados à Área 51,
onde foram recuperados e têm sido testados
por pilotos de caça. Seus tripulantes, quando
encontrados com vida, seriam mantidos cati-
vos pelo governo em instalações e laboratóri-
os subterrâneos, onde cientistas terrestres tra-
balhariam muitas vezes em conjunto com ali-
enígenas. A entrevista é um documentário
espantoso, se legítimo, mas os ufólogos estão
divididos quanto à sua autenticidade. A cria-
tura é apresentada como um cientista de outro mundo cativo na Área
51. Especialistas garantem que ela é apenas uma entre dezenas que
os EUA conservam sob cativeiro, como fontes de informação e tec-
nologia. “Há indícios de que o governo tenha capturado pelo me-
nos três dúzias de ETs nas últimas cinco décadas”, informa o ex-
sargento Robert O. Dean. O vídeo pode ser obtido através do catálo-
go de suprimentos das páginas finais desta edição. — EQUIPE UFO
A
Nonsiamosoli
18.
18 Março 2001
gosé a de que o filme seria uma
falsificação realizada pelas autori-
dades para difundir dúvidas sobre
oincidenteemRoswell.Dessafor-
ma, manipularia a opinião pública
e a levaria a acreditar que aquilo
nunca ocorreu. Mais recentemen-
te surgiram as filmagens da queda
deumUFOemumaremotaregião
da Sibéria, na extinta URSS, que
teriam se dado em 1969. Elas teri-
am sido vendidas por agentes da KGB a um
militar russo e depois repassadas ao Ociden-
te. As imagens, obtidas no mercado negro so-
viético por 10 mil dólares, mostravam os des-
troços de um disco voador sendo resgatados
por militares da KGB e a autópsia de partes
do corpo de um extraterrestre, que teria sido
encontradojuntamentecomanave[VerUFO
61]. Análises preliminares realizadas no fil-
meindicaramumafrauderealizadapelaKGB,
o que fez com que as opiniões novamente se
dividissem. No Brasil, os estudiosos Ricardo
VarelaeClaudeirCovo,respectivamentecon-
sultor e co-editor de UFO, confirmaram a ile-
gitimidade das imagens. Mais uma campa-
nha de desinformação?
ENFRAQUECEDORES DE OPINIÃO — Além
disso, logo em seguida, um novo filme sur-
giu para aumentar a galeria do que chama-
mosde“enfraquecedoresdeopinião”.Aoque
tudo indica, essas novas imagens foram rou-
badas do Nellis Air Force Range, próxima a
tambémconhecidaÁrea51.Ofilmeteriasido
roubado de um acerto que contaria com cen-
tenas de filmes secre-
tosdeentrevistascom
extraterrestres. Nas
imagens, podem ser
vistos dois homens
entrevistando uma
criatura supostamen-
te alienígena [Veja
box]. Alguns segun-
dos da fita foram
apresentados no pro-
grama de tele-
visão dos EUA
StrangeUniver-
se, em abril de
1997, provo-
cando intensa
reação dos mei-
os de comuni-
cação e redes-
pertandoointe-
resse público
pela Área 51.
Isso, oito anos depois
do físico Robert La-
zar ter revelado que
os militares estavam
construindo nove na-
vesextraterrestresna-
quele local. Por-
tanto, a sofistica-
çãodaatualtecno-
logia dos efeitos
especiais exige
ainda mais cuida-
do e critérios dos
que forem assistir
a filmes do gênero. Felizmente, há uma pre-
ocupação por parte dos pesquisadores de
que, sobre estas “provas” da existência de
extraterrestres, veiculadas pela mídia, não
prevaleçam interesses comerciais contrári-
os ao estabelecimento da verdade.
“A Ufologia considera-se uma ciência
emergente, mas existem poucos ufólogos ho-
nestos trabalhando nela, que está cheia de
segredos e rumores... Ficamos ocupados dis-
cutindo a legitimidade dos documentos Ma-
jestic 12 (MJ-12), ou se o telefone que apare-
ce no filme Autópsia de um Extraterrestre era
de verdade”, indigna-se o jornalista George
Knapp, que se tornou conhecido internacio-
nalmente. “Dediquei-me à Ufologia por mais
de 10 anos e, infelizmente, não vejo perspec-
tivas de melhora”,
concluiu. Os constan-
tes atritos não só impe-
demquesejadadaaco-
bertura adequada ao tema, como também de-
sestimulam os cientistas e pesquisadores.
Muitas declarações surgem para alimentar a
fantasia e dificultar o quebra-cabeças em tor-
no do Fenômeno UFO. As de John Lear, em
29 de dezembro de 1987, por exemplo, fo-
ram sobre o lado obscuro das operações da
Área 51, que para ele era controlada por ali-
enígenas. Lear, inspirado por Milton Wil-
liam Cooper, afirmava que o próprio go-
verno norte-americano permitia que extra-
terrestres abduzissem cidadãos em troca de
sua tecnologia. Haveria, portanto, uma cons-
piração, que inclui-
riaimplantes,AIDS,
drogas, fábricas de
robôs e planos para
escravizar a popula-
ção terrestre.
Igualmente, Co-
oper, em suas decla-
rações de 17 de no-
vembrode1989,so-
bre conspirações e
umsupostoplanode
contingência para a
invasão alienígena,
veio acrescentar
mais dúvidas, inco-
erências e confusão
ao meio ufológico.
“O perigo maior
está no fato de a
Ufologia estar esca-
pando das mãos da
comunidade de ufó-
logos e se transfor-
mando em um brin-
quedo para o mer-
cado”, declarou a
pesquisadora ingle-
sa Jenny Randles.
FotosCortesiaMichaelHesemann
PhilipeMantle
Rigor científico e sigilo militar absoluto
ários projetos militares e secretos foram empregados para encobrir e desacredi-
tar a presença extraterrestre no planeta. Muitos oficiais de altas patentes partici-
param dessas operações e hoje, estimulados pela mídia, estão revelando isso
publicamente. O ex-coronel do Exército do Estados Unidos, Robert Dean, por exem-
plo, é um deles. Há seis anos revelou detalhes do documento Análise, um estudo
muito dispendioso encomendado pelo governo ao Exército sobre o assunto, que de-
morou três anos para ser concluído e envolveu 15 países. Análise,
segundo Dean, é um documento secreto da Organização do Trata-
do do Atlântico Norte (OTAN) sobre seres extraterrestres e sua
participação na história da Humanidade desde seus primórdios.
Ele revelaria ainda a existência de um plano ou processo alie-
nígena na Terra, de acordo com o qual a raça humana estaria sendo
observada constantemente por várias civilizações cósmicas. Tam-
bém concluiria que os extraterrestres não oferecem nenhuma ame-
aça aos humanos, mas que é impossível alcançarmos seu nível tec-
nológico. Em relação às espécies de seres que nos visitam, o docu-
mento Análise mencionaria que existem quatro grupos conheci-
dos. Um deles, chamados de “reptílicos”, tem pele verde parecida
com a de répteis, escamosa e enrugada. Outro grupo tem seres quase idênticos a nós
e são chamados de “nórdicos”. Estes são os que mais preocupavam os membros da
OTAN. O relatório indicava também que poderiam existir mais de 100 espécies de
ETs. Análises concluíram que até mesmo nossas religiões podem ter se originado de
contatos com esses seres, muito mais evoluídos que nós. — EQUIPE UFO
V
ArquivoUFO
19.
19Março 2001
No livroThe Day After Roswell o faleci-
do coronel Philip J. Corso afirma ter recebido
ordens de desmontar a nave alienígena que
caiu em Roswell, em 1947. Sua tecnologia,
analisada exaustivamente, foi transferida para
laboratórios que já estavam trabalhando em
idéias semelhantes, e se tornou responsável
por inovações milagrosas que tivemos em
nossa própria tecnologia, tais como a inven-
ção de circuitos integrados, raios laser, fibras
óticas, instrumentos de visão noturna e fibras
hipertensas. Segundo Corso, não foi possí-
vel descobrir de onde vieram as naves e os
seres,denominadospelasautoridadesdaépo-
ca de Entidades Biológicas Extraterrestres
(EBEs). Acreditou-se que eram clones cons-
truídos especificamente para viajar pelo es-
paço, e que alguns discos voadores teriam se
acidentado por uma falha no sistema de con-
trole. Muitos ufólogos, no entanto, acredi-
tam que algumas declarações de Corso seri-
amfantasiosas,poisapesardasinovaçõesmi-
lagrosas aparecerem depois do acidente,
muitas já estariam patenteadas antes do co-
ronelterditoqueashaviarecebido,em1961.
Como exemplo temos Charles Townes e
Arthur Schalow, que inventaram o laser em
1958 e o patentearam no mesmo ano.
NAVE DESMONTADA — Os circuitos inte-
grados também foram apresentados pela pri-
meira vez em 1955 e patenteados em 1958,
por Jack Kirby. Em relação às fibras óticas, o
princípio já era conhecido há bastante tempo
pelos físicos, faltando apenas materiais ade-
quados para construi-las. Mais campanha de
desinformação? Em favor dessa tese, a ver-
são de Corso tem muitos pontos duvidosos,
valendo-se de que houve realmente um aci-
dente em Roswell em 1947 [Veja UFO 56].
Se os militares negam que ocorreu o acidente
em Roswell, todas as declarações e a história
deCorsonãopassariamdepurainvenção.Mas
em quem deveríamos acreditar, nas autorida-
des dos Estados Unidos ou nas declarações
de um coronel aposentado que participou da
inteligência militar? Será que todas essas ino-
vações tecnológicas as quais Corso se refere
foram verdadeiramente inspiradas em tecno-
logia extraterrestre? Não há evidências que
permitam apoiar ou refutar suas declarações,
e somente seu notável histórico militar é sufi-
ciente para lhe dar credibilidade. Entretanto,
muitoscríticosargumentamqueasinvenções,
supostamente originárias de tecnologia alie-
nígena, possuem uma extensa história de pes-
quisa que prova sua origem terrestre, embora
isso também possa ser um disfarce para ocul-
tar a verdadeira origem das tais inovações.
Mas será que a Ciência não tem capacida-
de para, por si mesma, fazer descobertas? O
conhecimento científico não evolui à custa de
esforços próprios e pesquisas? Como aconte-
ce em muitas das meias-verdades que exis-
temaoredordaUfologia,selecionamosasevi-
dências e as provas que melhor nos convêm,
e talvez Philip Corso estivesse aproveitando
o fascínio das pessoas por UFOs e conspira-
ções militares. Segundo seu relatório, os hu-
manóides encontrados nos destroços da nave
eram geneticamente alterados, entidades bio-
logicamente clonadas que cultivavam espéci-
es biológicas para a realização de experiênci-
as na Terra. As intenções dos extraterrestres,
portanto, eram e continuavam sendo hostis, e
os militares tomaram as providências neces-
sárias para atenuar a ameaça alienígena. En-
tretanto,osfatosdestecasocontinuamummis-
tério, sendo provável que continuem assim.
Registros históricos demonstram a presença
extraterrestre há milhares de anos, e não faz
mais sentido supormos que justamente em
nossa época queiram nos dominar ou escravi-
zar, pois se assim fosse já o teriam feito.
Para analisar a possibilidade da existên-
cia de vida inteligente em outros planetas, o
escritor e pioneiro dos satélites artificiais
Isaac Asimov pesquisou diversos casos, em
uma grande variedade de hipóteses. Ele con-
cluiu, não necessariamente por cálculos re-
ais, que as 21 civilizações mais avançadas
da Via Láctea encontram-se a aproximada-
mente 13.500 anos-luz de nosso planeta, e
estariam distribuídas ao acaso. À 37 anos-
luz da Terra, por exemplo, existem duas es-
trelas semelhantes ao Sol, Zeta Reticuli 1 e
2, que provavelmente têm planetas ao seu
redor. A probabilidade de que uma civiliza-
ção estabelecida em algum deles realize uma
viagem interestelar à Terra é muito grande,
porque sabemos que essas estrelas são um
bilhão de anos mais antigas que o Sol. Se em
aproximadamente100anospassamosdacar-
roça ao avião supersônico, o que acontece-
ria então com uma civilização bem mais an-
tiga que a nossa? Milhares de anos mais an-
tiga?AprópriaCiênciajáadmiteteoricamen-
te a existência de “atalhos” no Universo –
como buracos negros, buracos de minhocas
e dobras dimensionais – que tornariam as vi-
agens interestelares bem mais viáveis.
CONTATOS E ABDUÇÕES — Comapopula-
rização dos contatos, sobretudo na década de
50, iniciou-se uma série de narrativas de pes-
soas que afirmaram ter conversado com seres
espaciais. Desde George Adamski, passando
por Daniel Fry, Truman Bethurum, Cedric
Allingham, Orfeo Angelluci, Salvador Villa-
nueva Medina, João Freitas Guimarães, etc
[Veja UFO Especial 20 e 21], tais narrativas
foramseintensificandoechegaramfinalmente
às abduções, aos implantes e outras coisas
mais. A “década do contato”, como ficou co-
nhecida, trazia também supostas mensagens
de alienígenas, em sua maioria de cunho mes-
siânico. Por coincidência, estávamos no auge
das experiências atômicas. Concomitante-
mente a isso, a abdução do casal Betty e Bar-
ney Hill, em setembro de 1961, marcou o
início dos relatos sobre viagens em discos
voadores e experiências médicas e genéticas.
Talfatoéimportanteporquepelaprimeiravez
foram empregadas técnicas científicas para o
entendimento da abdução. Atualmente, exis-
tem milhares de casos que têm sua autentici-
dade baseada nos indícios obtidos por regres-
são hipnótica. Mas, infelizmente, nem sem-
EPISÓDIOS RECENTES que desa-
creditaram a Ufologia Mundi-
al, talvez com objetivos gover-
namentais. Na página anteri-
or, cenas do filme produzido
por Ray Santilli (no detalhe)
mostrando a pretensa autóp-
sia de um ET resgatado nos
destroços da nave que se aci-
dentou em Roswell, em 1947.
A imagem menor mostra o que
Santilli apresenta como os painéis de controle do UFO, cujo
funcionamento seria baseado nas impressões digitais dos
ilusórios operadores extraterrestres. Nesta página, nova
encenação que abalou as redes de tevê: fraude alegava a
queda de um UFO na Sibéria, em 1969, com o resgate dos
destroços por militares e a conseqüente autópsia de um
cadáver putrefato por médicos russos (imagem menor)
FotosCortesiaAlexHeffman
20.
20 Março 2001
prea técnica é empregada com o mesmo
rigor dos testes feitos com o casal Hill. Os
psiquiatras ainda estão divididos quanto à
utilização da hipnose, pois acreditam que
ela tanto pode estimular fantasias e sonhos
como trazer à tona experiências reais. A fre-
qüência e as semelhanças nas declarações
dos abduzidos podem indicar uma consci-
ência compartilhada, cuja origem pode ser
terrestre ou extraterrestre.
LADRÕES GENÉTICOS — Emboraaindanão
tenhamos uma resposta definitiva, é fato que
muitas vítimas de abdução tiveram recolhi-
mentodeóvuloseespermas,indicandoaexis-
tênciadeexperiênciasgenéticasemandamen-
to. O mais incrível é que estas características
são repetitivas. Se o objetivo é a
criação de seres híbridos, eles pro-
vavelmentetêmumafinalidadees-
pecífica. Mas a freqüência das ab-
duçõeseaobtençãode
nosso DNA em dife-
rentes partes do plane-
ta deixam certas dúvi-
das. Estariam criando
uma raça de escravos
híbridos, tal como no
relato sumério Enuma
Elish? Contudo, expe-
riências genéticas, im-
plantesemutilaçõesde
animaissãofatoresque
aindanãopodemosen-
tenderdefinitivamente.
E representam somen-
te algumas poucas pe-
ças desse imenso que-
bra-cabeças.
Além da manipu-
lação de seu material
genético, muitos abduzidos relatam experiên-
ciascomimplantes.Nosúltimosanos,suapro-
cura e identificação, bem como a comprova-
ção quanto à origem extraterrestre, têm sido
constante por parte dos pesquisadores. No iní-
cio, muitos duvidaram das cicatrizes encon-
tradas em diversas pessoas que alegavam ter
sido abduzidas por ETs. A maioria dos casos
ocorreunosEstadosUnidosesãorelativamen-
te raras ocorrências desse tipo em outros paí-
ses, embora também tenham altos índices de
abduções. Em outras ocasiões, pessoas que
nunca viram discos voadores, e desconhecem
que foram abduzidas, também apresentam ci-
catrizes ou marcas suspeitas. É provável até
mesmo que tenham sido seqüestradas e igno-
rem esse fato. Na década de 70, abduzidos
informaram que objetos estranhos foram alo-
jados em seus corpos e, na década de 80, o
número de casos aumentou.
Anteriormente, estes implantes eram in-
troduzidos pelo nariz, mas depois se verifi-
cou uma mudança quanto aos locais. Agora,
já é possível encontrarmos estranhos objetos
na cabeça, ouvidos, boca, mãos e pés de ab-
duzidos que vêm sendo pesquisados por estu-
diosos de todo o mundo. O doutor David Prit-
chard, do Instituto de Tecnologia de Massa-
chusetts (MIT), por exemplo, fez um estudo
minucioso sobre os implantes e afirmou que
não podia identificar sua natureza – embora
apresentassem características orgânicas. Já o
doutorJohnE.MackdaUniversidadedeHar-
vard, acha que não seria difícil para os extra-
terrestres adaptarem os implantes para que se
formassem de acordo com a química do or-
ganismo de cada abduzido.
Se os implantes não são produtos biológi-
cos naturais, teriam uma origem extraterres-
tre? No livro The Controllers, Martin Cannon
sugere que civis inocentes são raptados por
alguma ramificação secreta do go-
verno dos Estados Unidos, possi-
velmente a CIA, e sofrem implan-
tes de dispositivos de controle
mental. Dessa forma,
essaspessoastrabalha-
riam para o governo
sem saber o que estão
fazendo. As vítimas
clássicasdeumaabdu-
çãopoderiam,nocaso,
serprodutosdessesex-
perimentos. Sugestões
hipnóticas seriam usa-
das para programá-las
a pensar que tiveram
um autêntico encontro
extraterrestre e, assim,
serem desacreditadas.
No dia 13 de abril
de 1953, o programa
oficial e secreto de
pesquisas Mk-Ultra,
da CIA, veio reforçar
essa hipótese. Era dividido em 140 subpro-
jetos, dos quais alguns se dedicavam à ele-
trônica, com a possibilidade de “ativar o
organismo humano através de controle re-
moto”, segundo sua documentação. No en-
tanto, prevalecia como principal objetivo
a lavagem cerebral, que deveria ser utili-
zada somente em informantes e espiões.
“A estimulação eletrônica do cérebro con-
sistia em implantar nele uma pequena son-
da, que permitiria exercer poder total so-
bre o indivíduo”. Também há muitas es-
peculações sobre a realidade dos implan-
tes e sua função. Para muitos pesquisado-
res, no entanto, ainda não foi encontrada
qualquer relação dos implantes com extra-
terrestres. Tampouco descobriu-se a fun-
ção desses dispositivos. De acordo com al-
guns ufólogos, tais artefatos nada mais são
do que tumores normais. Já segundo o es-
tudioso Derrel Sims, descobertas recentes
atestam uma origem meteórica para essas
substâncias, e verificou-se que os implan-
tes apresentam magnetismo.
Extraterrestres, discos voadores, implan-
tes, abduções, mutilações, conspirações, etc,
fazem parte do grande enredo e da caricatura
ufológica. Mas qual é a verdade nisso tudo?
A Ciência tenta encontrar vida extraterrestre
emplanetasdonossoSistemaSolareforadele,
observando astros longínquos e colocando a
probabilidade de vida alienígena em evidên-
cia. A incrível capacidade de viajar no tempo,
no espaço, tornar-se invisível, levitar, atraves-
sar paredes, comunicar-se telepaticamente,
tudo isso nos faz pensar em seres evoluídos,
mas se eles estivessem realmente em nosso
planeta, não seria necessário usar mensagens
como os círculos nas plantações para deci-
frarmos a comunicação. Não faz sentido que
espécies avançadas, capazes de viajar anos-
luzparavisitaraTerra,necessitemmutilarani-
mais para resolver seus problemas biológicos
ouextrairnossosmateriaisreprodutivos,quan-
do de nossas células poderiam cloná-los.
EXPLORAÇÃO MINERAL — Se no passado,
como revelam os textos sumérios decifrados
por Zecharia Sitchin, os anunnaki aterrissa-
ram na Terra e criaram primitivos habitantes
para realizarem o trabalho duro nas explora-
ções minerais, em tempos atuais poderia ha-
ver alguma diferença? A casuística revela a
existência de várias raças nos visitando, com
os mais diversos interesses. Mas se esses se-
res acompanham nosso dia-a-dia, devem nos
considerar primitivos e idiotas, ou nos fazem
de cobaias para seu divertimento. Eles fazem
o que bem entendem conosco: invadem nos-
sas mentes, nossas privacidade, raptam-nos,
enviam mensagens sobre os destinos de nos-
soplaneta,quenaverdadejásabemos,equan-
do deixam provas de sua presença, estas nada
mais são do que rochas e escritos... Mas por
que há tanta necessidade de se ocultar o Fe-
nômeno UFO por parte de nossas autorida-
des? Negar a presença extraterrestre é negar a
verdade e fazer com que a mentira, a falsida-
de e a tirania nunca tenham fim. Aquilo que
chamamoserroneamentedeHumanidadeape-
nas parte de algo mais complexo, espalhado
pelo Cosmos. Compreender isso pode ser a
chave para entendermos nosso comporta-
mento e o dos seres extraterrestres, intrater-
restres,qualquerquesejaolocaldeondepos-
sam originar-se. Não adquirimos maturida-
de suficiente para respeitar e ser respeitados
e, por causa disso, não passaremos de um
grande laboratório para sermos estudados,
analisados. Tardiamente poderemos desco-
brirquetãocedonãoteremoschancesdepar-
ticipar da elite cósmica.
LÚCIO MÁRIO GUIMARÃES é escrevente ju-
dicial, ufólogo e presidente do Centro de
Estudos de Discos Voadores (CEDV). Seu
endereço é: Rua Melo Viana 30, Centro,
36600-000 Bicas (MG).
IMPLANTES em seres humanos podem
ser artefatos usados por ETs para
controlar a Humanidade
FotosCortesiaRogerLeir
21.
21Março 2001
maior provada existência de se-
res extraterrestres é a Bíblia, que
está recheada de fatos ufológicos.
Os anjos bíblicos sempre auxiliaram os
humanos em sua existência, mas algumas
vezes se irritavam com os homens, leigos
de seus poderes. Desde a criação do Jar-
dim do Éden, essas entidades já tinham a
missão de guardar os locais sagrados com
suas armas. No Livro de Gênesis, (3:24),
encontramos a citação: “Expulsou pois, o
homem, e pôs a origem o Jardim do Éden
querubinseumaespadaacesaquesedes-
locava para todos os lados para guardar
o caminho da árvore da vida”. Esses an-
jos tinham e ainda hoje têm armas de pa-
ralisação, desintegração, lasers e
outras por nós desconhecidas. No
capítulo 32 de Gênesis é narrada a
luta de um desses seres angelicais
com Jacó, que teve sua coxa des-
locada com uma arma. Teria sido
ele vítima do tal anjo, que estaria
testando o poder de resistência do
homem à dor?
Ao longo do 8º ao 10º capítu-
los de seu livro, com destaque para
o último, Josué narra fatos envol-
vendo anjos que matavam pesso-
as. Cita, inclusive, o episódio em
que a Lua e o Sol foram detidos.
“E o Sol se deteve e a Lua parou ,
até que o povo se vingou de seus inimi-
gos... O Sol, pois, se deteve no meio do
céu, e não se apressou a pôr-se quase um
dia inteiro” (10:13). O astro paralisado
diante de Josué não passava de uma nave
espacial com seus potentes faróis lumino-
sos, que ficou pairando até o profeta eli-
minar seus inimigos. Em certas circuns-
tânciasbíblicas,Deuséapresentadocomo
um vingador capaz de matar gente com
pedras. Nestes momentos, supostamente,
o Criador estaria numa nave extraterres-
tre, que na Bíblia é descrita como “carro
de fogo”, “panela fervente”, “nuvem lu-
minosa”, etc. Já os seres sobre-humanos
quenosvisitavamnaquelaépocaeramco-
nhecidos como anjos, arcanjos, querubins
e serafins, entre outras denominações.
Incorreções na Bíblia há muitas. Em
sua versão original, em hebraico, Deus é
chamado de Elohin, que está no plural e
indicaria a existência de deuses ou seres divi-
nos já naquela época. Extraterrestres? Embo-
ra isso tenha sido bastante debatido, não de-
vemos nos esquecer que a Bíblia que conhe-
cemos hoje não corresponde à verdadeira. Ela
foi adulterada pelos tradutores, que fizeram
isso por inocência ou malícia.
DEUS NO PLURAL — O certo é que diver-
sas passagens na obra confirmam essa teoria:
“E disse Deus: façamos o homem a nossa
imagem conforme a nossa semelhança” (Gê-
nesis 1:26). “Então disse o Senhor: eis que o
homem se tornou como um de nós” (Gênesis
3:22). Uma das provas mais gritantes de in-
correções na Bíblia atual está em suas primei-
ras linhas, quando se lê que “E Deus criou o
céu e a terra”. Ora, a frase correta seria “E os
deuses criaram o céu e a terra”, no plural.
Estesdeusesnãonecessariamenteseriamequi-
parados ao Criador, mas seriam seres supe-
riores aos humanos, com poderes mais evi-
dentes, inclusive o de criar o céu e a terra.
Em meu livro Eles Estão Entre Nós tam-
bém são descritas diversas ocorrências ufoló-
gicas contidas na Bíblia, que foram e estão
sendo erroneamente interpretadas pelas reli-
giões. Tendo passado 15 anos pesquisando o
assunto, convido o leitor a uma reflexão so-
bre fatos verdadeiramente surpreendentes que
podem ser encontrados nas páginas das escri-
turas. Uma delas diz: “E eis que uma escada
era posta na terra, cujo topo tocava os céus;
Anjos e santos que curam e matam
Figuras bíblicas idolatradas pelas religiões tiveram grande
atuação em nosso passado. Seriam divinas ou alienígenas?
Francisco Dutra, convidado especial
e eis que os anjos de Deus subiam e des-
ciam por ela” (Gênesis 28:12). Expres-
sões como essa, que podem provocar in-
dignação de religiosos, existem em quase
todos os livros bíblicos. Não podemos
encará-las como ocorrências meramente
sagradas, dogmáticas, mas sim com um
discernimento que muitos teólogos e pas-
tores não têm ao analisar os acontecimen-
tos históricos. Uma leitura detida da Bí-
blia mostra ao leitor de mente aberta fatos
religiosos sob uma ótica totalmente refor-
mulada. Imagine, por exemplo, um Deus
todo poderoso, criador desse infinito Uni-
verso, que precise enviar seus auxiliares à
Terra e estes necessitem de alimento e
abrigo para desenvolver suas tarefas? “E
tomou manteiga e leite, e a vitela que ti-
nha preparado, e pôs tudo diante deles. E
eles estavam em pé e comeram” (Gênesis
18:8). Este fato aconteceu antes da des-
truição de Sodoma e Gomorra, quando
anjos chegaram à casa de Abraão e lá pas-
saram a noite num banquete.
Em várias ocorrências bíblicas tam-
bém podemos constatar a violên-
ciadessesseresangelicais,quenão
raro assassinavam as pessoas. “E
feriram de cegueira os varões que
estavam à porta da casa, desde o
menor até o maior” (Gênesis
19:11). Muitas vezes os anjos se
irritavam e destruíam, de dentro de
suas naves, cidades inteiras. “Ou-
tra vez veio a palavra do Senhor,
dizendo: que vês tu, Jeremias? E
eu disse: vejo uma panela de fogo,
cuja a face está para a banda do
norte” (Jeremias 1:13). No entan-
to, em outros casos, os anjos eram
solidários aos humanos, ajudando-
os. Um exemplo disso é relatado nos ca-
pítulos 16 e 17 do Livro de Gênesis, que
retrata a história de Abraão. Apesar de
Sara, sua mulher, ser estéril e ter 90 anos,
ela dá a luz por intermédio de Deus: “De
fato Sara, tua mulher, te dará um filho, e
lhe chamarás Isaque: estabelecerei com
ele minha aliança perpétua para a sua
descendência” (Gênesis 17:19). Em ou-
tras ocasiões, os seres celestes hipnotiza-
vam os homens: “Então o Senhor Deus
fezcairumsonopesadosobreAdãoeesse
adormeceu” (Gênesis 2:21).
FRANCISCO DUTRA é sargento de polícia e
membro do Centro Paraibano de Ufologia
(CPBU). Seu endereço é: Rua João Olivei-
ra Lins 115, Valentina 2, 58063-100 João
Pessoa (PB). Sua obra Eles Estão Entre
Nós pode ser obtida ao preço de R$ 22,00.
FIGURAS ANGELICAIS descritas na Bíblia
são interpretadas como seres não ter-
restres pelos estudiosos da Ufologia
A
RavenImages
22.
22 Março 2001
númerassão as pessoas que relatam
o avistamento de estranhos objetos,
luzes e seres na Paraíba, tanto nas áre-
as urbanas quanto nas rurais. A fre-
qüência e intensidade dessas ocorrên-
cias despertam a atenção de estudiosos e cé-
ticos para vários municípios, entre eles Cam-
pina Grande, Itaúba, Guarabira, Sousa, João
Pessoa, etc. Um exemplo disso é o que acon-
teceu em 1997 na zona rural de Pilõezinhos,
cidade à 100 km da capital, João Pessoa. Os
agricultores locais ficaram apavorados com
osconstantesavistamentosde“máquinasvo-
adoras”, conforme as descrevem, que eram
semelhantes a helicópteros ou lâmpadas flu-
orescentes. Os objetos sobrevoavam a região
e, por uma espécie de tubo sugador, tenta-
vam capturar pessoas do local. O agricultor
Antônio Alfredo Januário, morador do Sítio
Novo, foi uma delas. “Avistei sobre minha
cabeça um estranho foco de luz, e senti que
ia ser sugado”, disse. “Logo depois, abri
meu guarda-chuva e me agachei próximo
a um pé de manga. Meu corpo ficou dor-
mente, mas eu escapei”. Ele relatou ainda
que o objeto assumia diversos formatos, ora
de disco, ora de uma lâmpada fluorescente
em vôo vertical. Além disso, emitia uma luz
branca e um estranho ruído.
O que mais intrigou os estudiosos foi a
coincidência quanto ao formato das naves
e o horário dos avistamentos na região, ge-
ralmente às 19:00 h. E isso não deixou de
acontecer nas ocorrências ufológicas pos-
teriores. Uma das mais significativas acon-
teceu no dia 16 de maio de 1998, também
na região do Sítio Novo. O agricultor José
Gonçalves da Silva avistou uma luz muito
intensa deslocando-se em sua direção. De
repente, ela o atingiu com um raio aver-
melhado. “Senti um calor muito forte vin-
do de cima. Algo estava tentando me pu-
xar para o alto”. José disse ainda que o
objeto tinha o formato redondo, como uma
bola, era branco e possuía quatro luzes
menores nas laterais, sendo uma delas ver-
melha. Poucos minutos depois, no entan-
to, a nave partiu velozmente em direção à
Serra da Borborema.
Em 19 de setembro do mesmo ano, o
também agricultor Antonio Krispim de
Freitas, morador do Sítio Amarelinho, tam-
bém teve uma experiência marcante. Ele
foi atingido por um raio vermelho vindo
de um objeto branco de cor muito intensa,
que estava à cerca de 15 m de altura e pa-
recia puxá-lo para cima. “Senti muito ca-
lor. Quanto mais tentava correr, mais era
atraído para o alto. Se não tivesse apare-
cido um vizinho para me ajudar, acho que
teria sido levado”, disse. Segundo ele, o
objeto era semelhante a um helicóptero,
com uma espécie de hélice, mas não pos-
suía cauda nem fazia barulho. E desapare-
ceu poucos instantes depois. Antonio acre-
dita que a estranha luz somente partiu no
momento em que desistiu de levá-lo.
CRIATURAS PRATEADAS — Inusitados
acontecimentos como esse são comuns em
toda a Paraíba, classificando sua casuísti-
ca ufológica como importantíssima em
nosso país. E as ocorrências não pararam:
Antonio Ovelha [Nome fictício], funcio-
nário da Companhia de Abastecimento de
Água (Cagepa), em Sousa, 444 km de
João Pessoa, teve uma experiência ainda
mais surpreendente. Ele garante que, na
madrugada de 26 de julho de 1999, avis-
tou cerca de 12 seres extraterrestres. Tudo
aconteceu quando estava deitado em seu
carro e, inesperadamente, um intenso cla-
rão chamou sua atenção. “De repente, fui
cercado por várias criaturas parecidas
com seres humanos, de aproximadamente
um metro de altura. Elas eram prateadas
e brilhantes”, declarou. Muito impressio-
nado, ele ainda acrescentou que “...os se-
res ficaram rodeando o carro e, ao mesmo
tempo, se comunicaram comigo. Mas a voz
deles era como uma buzina de carro. Um
‘bi-bi’...” Após cerca de 10 minutos uma
luz muito forte clareou o chão e os seres
subiram por ela, sem que Ovelha tivesse co-
ragem de, sequer, olhar para cima.
Também no ano de 2000 o Estado per-
maneceu na rota dos UFOs, principalmen-
te nos meses de agosto e setembro. Na ci-
dade de Bayeux, vizinha ao Aeroporto Cas-
tro Pinto, de João Pessoa,
por exemplo, um disco voa-
dor foi observado várias ve-
zes pelos funcionários da
empresa têxtil Cipatex. O
primeiro fato ocorreu apro-
ximadamente às 02:00 h de
23 de agosto, quando o ope-
rador de máquinas Jorge
Eduardo Leandro do Nasci-
mento, 25 anos, foi lanchar
na calçada lateral da empre-
sa, como fazia todas as noi-
tes. Naquele momento, ele observou um
estranho ponto de luz movimentando-se,
indo de sudeste para noroeste. Inicialmen-
te, Nascimento pensou tratar-se de um
avião, pois a área fica no itinerário dos que
pousam no aeroporto, mas achou estranho
o brilho intenso do objeto. Os movimentos
bruscos não eram características das con-
I
Eloir Varlei FuchsEloir Varlei Fuchs
CasuísticaCasuística
23.
23Março 2001
vencionaisaeronavesterrestres.OUFO,que
tinha pequenasdimensões e movimentava-
se na direção do observador, foi se aproxi-
mando até ficar a poucos metros de Jorge,
subindorapidamenteemseguida.Ele,muito
assustado, correu para dentro da fábrica a
procura de abrigo, já que não sabia do que
se tratava e nunca tinha visto nada pareci-
do. “Aquilo jamais poderia ser algo deste
mundo...”, relatou.
OBSERVAÇÃO MÚLTIPLA — O segundo
avistamento ocorreu por volta das 02:15 h
de 06 de setembro de 2000. Desta vez esta-
vam presentes quatro funcionários da mes-
ma empresa: André Ferreira Alves, 19 anos,
Valmir Feliciano de Lima, 21, José Carlos
Silva Barbosa, 20, e Wertavan Nascimen-
to,20anos.Umdosrapazesobservouanave
e, em seguida, chamou
os outros para presenci-
arem o fenômeno. O
UFO movimentava-se
sobre o gramado da fá-
brica, próximo a um
muro que dá acesso ao
Bairro Manguinhos. As
testemunhas afirmaram
que a nave ficou pairan-
do por alguns segundos,
àcercadedoismetrosdo
chão, e depois se elevou,
passando por cima do muro e sumindo na
direção do bairro. Um detalhe importante
que chamou a atenção das testemunhas foi
um pequeno e agudo zumbido ouvido por
todos no momento do avistamento. As qua-
tro testemunhas disseram ainda que o obje-
to aparentava ter cinco metros de diâmetro
por dois metros de altura. Quando estava
parado,odiscovoador
apresentavaumacolo-
ração vermelha ala-
ranjada. Mas, ao se
elevar, mudava sua
cor para um amarelo
fraco, de luminosida-
de muito intensa, nun-
ca antes vista por ne-
nhum deles.
Treze dias depois,
novamente por volta
das 02:00 h da ma-
drugada, o objeto retornou. Ele não se
aproximou tanto quanto das outras vezes,
simplesmente passou lentamente sobre a
empresa. Desta vez, foi presenciado por
mais da metade dos funcionários do tur-
no da noite, cerca de 12 pessoas, que já
sabiam dos dois avistamentos anteriores.
Quando um funcionário avisou que esta-
va avistando algo estranho no céu, se
aproximando, todos correram para fora
para ver do que se tratava. Eles puderam,
então, ver o UFO se movimentando len-
tamente na direção da empresa, da mes-
ma forma que antes foi visto e relatado
pelos companheiros, como Nascimento.
Os rapazes acreditam que seja o que for
que todos viram, não era algo conhecido
pelo homem e merece ser estudado.
O interessante neste caso é que, apesar
da empresa estar localizada a menos de
300 m de um posto da Polícia Rodoviária
Federal, nenhum dos agentes avistou o dis-
co voador relatado pelas mais de 12 pesso-
as. Além disso, existem outros fatores que
também devem ser analisados. Primeira-
mente, os UFOs das três observações eram
de formatos e dimensões muito semelhan-
tes, diferindo apenas
no ângulo de observa-
ção das testemunhas.
A primeira nave pôde
ser vista por um minu-
to e trinta segundos, a
segunda cerca de dois
minutos e a terceira
aproximadamente 10
minutos – por este
motivo foi avistada
por um maior número
de pessoas. Outra hi-
pótese que deve ser considerada é a ativi-
dade da empresa – produção de couro sin-
tético. Sabemos que no manuseio destes
materiais são utilizados diversos produtos
químicos muito prejudiciais ao homem e
ao meio ambiente, tais como o carbonato
de cálcio, o solvente DMF e o PVC.
A Cipatex é uma empresa que se insta-
lou na região a menos de um ano. Como
não dispomos de registros anteriores de
UFOs nessa área, ficamos imaginando se
não estariam os extraterrestres preocupa-
dos com o impacto destes produtos no meio
ambiente. Ou seus efeitos nas pessoas que
manipulam em suas experiências em nos-
so planeta. Ou ainda, tais eventuais visi-
tantes cósmicos poderiam estar interessa-
dos nos produtos ali fabricados. Somente
o tempo nos trará as respostas para estas e
outras tantas perguntas.
ELOIR VARLEI FUCHS é sargento do Exército e
membro do Centro Paraibano de Ufologia
(CPB-UFO). Seu endereço é: Caixa Postal 214,
58001-970 João Pessoa (PB). E-mail: elo-
fuchs@terra.com.br
FUNCIONÁRIOS DA CIPATEX que obser-
varam os estranhos fenômenos pró-
ximos ao Aeroporto de João Pessoa
CortesiadoAutor
UFO Photo Archives
24.
24 Março 2001
Estranhaschuvas de sangue
podem indicar ação de aliens
Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Até o momento não foram encontradas explicações conclusivas para
a queda de estranhas substâncias, inclusive sangue humano, do céu
FenômenoFenômeno
afrotskies (abrevia-
tura em inglês de
fall from the skies),
é o termo aplicado
aos estranhos obje-
tos que, ao longo dos tem-
pos, têm sido vistos caindo
do céu. Utilizada pela pri-
meira vez pelo biólogo e
ufólogo Ivan Sanderson,
essa denominação se divide
em duas categorias: orgâni-
cas e inorgânicas. As do pri-
meiro tipo incluem peixes,
rãs, enguias, sapos, cobras,
vermes, formigas, fungos,
carne e sangue de animais.
Já das inorgânicas fazem
parte os tijolos, chapas me-
tálicas, balas, pregos, car-
vão, neve fosforescente e os
chamados cabelos de anjo
[Estranhas substâncias – consideradas por
algunsufólogoscomoorgânicas–quecaem
do céu e sublimam em seguida]. Tais ele-
mentos caem sozinhos ou em chuvas, mas
quase sempre em lugares de céu claro e lim-
po. Em casos raros, são coletados para análise
earmazenadosemrecipientesherméticosque,
ao serem abertos, desprendem mau cheiro.
Entretanto, até o momento, não foram encon-
tradas explicações plausíveis e conclusivas
para esses fenômenos.
A Ciência ortodoxa simplesmente os ig-
nora ou os classifica como naturais, como,
aliás, já faz há séculos. Um exemplo disso
ocorreu em meados do século XIX, quando a
Academia Francesa de Ciências declarou que
os meteoros não existiam. Para os acadêmi-
cos da instituição, os camponeses que havi-
am visto pedras caindo do céu estavam ape-
nas “confundindo as coisas... ” Outros, in-
clusive, negavam veementemente os fatos. O
barão Georges Léopold Chrétien Frédéric
Dagobert Cuvier (1769-1832) – naturalista
F
que formulou as leis da Anatomia comparada
e lançou as bases da Paleontologia animal –,
por exemplo, afirmou categoricamente que
pedras não caíam do céu simplesmente por-
que lá não existiam pedras. Posteriormente,
cientistas do século XX apresentaram respos-
tas similares para explicar as ocorrências de
estranhas chuvas. Por outro lado, ufólogos e
estudiosossugeriramqueessassubstânciaspo-
deriam estar sendo jogadas dos UFOs.
A carne e o sangue, por exemplo, encon-
trados em algumas dessas “chuvas”, seriam
restos de animais e humanos abduzidos. Em-
bora pareça estranho, acontecimentos seme-
lhantemente bizarros também foram observa-
dos na Antigüidade Clássica. Na época, en-
tretanto, toda anomalia – prodígios e aberra-
ções como nascimento de monstros, chuvas
de pedras, etc – prenunciava ou atestava uma
crise nas relações entre deuses e humanos. Os
prodígios traduziam o descontentamento e a
cólera dos deuses, e as aberrações eram enca-
radas como teofanias negativas [Manifesta-
ções negativas de Deus em
algum lugar, acontecimento
ou pessoa]. Isso porque qual-
querinovaçãoaosparâmetros
considerados ideais para os
romanos e as sociedades ru-
rais, arcaicas em geral, repre-
sentava um ataque à norma,
o que implicaria num possí-
vel retorno ao caos.
Na Bíblia também é pos-
sível encontrarmos narrações
que se referem à ira de Deus:
“Javéproclamavaseusdesíg-
nios desencadeando fenôme-
nos cósmicos e acontecimen-
toshistóricos.Arrependidode
ter criado a Humanidade, ele
a arrasa sob as águas do di-
lúvio”, (Gênesis, 6:10). Re-
provando a depravação gras-
sante em Sodoma e Gomor-
ra, o Senhor “...fez chover enxofre e fogo do
céu e destruiu estas cidades, e todo o país e
seus habitantes”, (Gênesis, 18:16-33, 19:1-
29). Ao longo de nossa História, ocorrências
como essas somente foram se intensificando,
intrigando estudiosos e céticos.
LIVRO DOS DANADOS — Na obra O Livro
dos Danados o escritor Charles Fort realizou
umaminuciosapesquisareferenteàsestranhas
chuvas, reunindo diversos casos. Ele pôde
constatar que fatos semelhantes aos descritos
naBíbliaremontamaoséculoXVII.Em1669,
por exemplo, os documentos da Academia
Francesa registraram a precipitação de uma
substância avermelhada, densa e viscosa, na
regiãodeChâtillon-sur-Seine.Nomesmoano,
os campos das plantações da região ficaram
forrados com uma substância amarelo-escu-
ra, chamada de “manteiga mórbida”. Em
1829, um fato semelhante foi relatado na Pér-
sia, onde caiu do céu uma substância desco-
nhecida,queigualmenteeracomidapelosani-
CortesiaCorbisCollection
25.
25Março 2001
mais. Trituradae reduzida a pó, foi misturada
à massa de pão e ingerida por algumas pesso-
as, embora não apresentasse qualquer gosto.
Analisando minuciosamente esses e ou-
tros casos de “estranhas chuvas” é possível
encontrarmos descrições surpreendentes que,
em algumas oportunidades, se revelam len-
dárias e folclóricas. Como exemplo temos o
mitodequeossapossomenteaparecemquan-
do chove, daí a crença de que eles caem do
céu. Na Europa do século XIX não foram
poucas as pessoas que tentaram provar isso,
motivadas por estranhos acontecimentos. Um
deles ocorreu em agosto de 1804, próximo a
Toulouse, França, em que os moradores vi-
ram pequenos sapos, de no máximo dois me-
ses de idade, caindo de uma nuvem densa que
surgiu inesperadamente no céu limpo, con-
forme noticiou o Comptes Rendus. Já em
1861, um episódio semelhante aconteceu em
Cingapura, onde após um terremoto e uma
chuva torrencial de seis dias, foram encontra-
dos peixes em poças d’água – entre eles uma
espécie de nematófago sem escamas, popu-
larmente chamado de peixe-gato – em uma
área superior à 20 hectares. Isso foi presenci-
ado pelo naturalista francês François de Cas-
tlenau e pelos moradores locais que, ao serem
questionados sobre a procedência dos peixes,
apenas apontavam para o céu.
Extremamente intrigantes, ocorrências
dessa natureza revelam, em alguns casos,
uma inusitada relação entre as substâncias
que “caem” do céu e nosso passado históri-
co. Isso pôde ser observado em Kaba, Hun-
gria, em 15 de abril de 1857, onde a substân-
cia que caiu do céu continha matéria orgâni-
ca “análoga à cera fóssil”, como registrou a
Philosophical Magazine. Anos mais tarde,
em 1868, em meio a uma violenta tempesta-
de de neve, cerca de 500 toneladas de uma
substância escura caiu em Ontário, Canadá,
ao longo de uma faixa de 80 km de compri-
mento por 16 km de largura. Análises reali-
zadas constataram que se tratava de matéria
vegetal em adiantado estado de decomposi-
ção, embora algumas pessoas acreditassem
que a substância seria restos de cereais.
Em outras ocasiões também foram relata-
dasocorrênciasde“chuvasvermelhas”,como
a que atingiu a França em 16 e 17 de outubro
de 1846. A chuva tinha cor tão acentuada que
muitos a confundiram com sangue. Dois quí-
micos detectaram, inclusive, uma grande
quantidade de corpúsculos similares aos he-
máticos [Relativos ao sangue] misturados
à 35% de matéria orgânica. O jornal Folha
de São Paulo, por exemplo, registrou na
manhã de 11 de julho de 1997 a queda de
um bloco de gelo sobre um galpão da mon-
tadora Mercedes-Benz, no distrito industri-
aldeCampinas(SP).PesquisadoresdoCen-
tro de Ensino e Pesquisa em Agricultura
(Cepagri) e da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) estimaram, com base
em informações fornecidas por testemunhas,
que o objeto pesava entre 100 e 300 kg e
media 80 cm de comprimento por 20 cm de
altura. No dia 15 do mesmo mês, entre 14:00
e 15:00 h, um outro bloco caiu num sítio da
zona rural de Itapira, à 185 km da capital
paulista. O proprietário, Antonio Celso Gon-
çalves Fontes, contou que o objeto media
20 cm de raio e pesava 50 kg.
CHUVA DE MANTEIGA E GELO — Ambos
os blocos foram analisados em conjunto pelo
Cepagri e pelo Centro de Energia Nuclear da
Agricultura (CENA), da Universidade de São
Paulo (USP). Um dos equipamentos utiliza-
dos, o espectômetro de massa, constatou as
diferenças de composição dos átomos conti-
dos nos fragmentos. Para o diretor do Cepa-
gri, Hilton Silveira Pinto, a hipótese mais pro-
vável era a de que se tratava de restos de al-
gum meteorito, embora tenha admitido que
não existia “nenhum registro de uma ocor-
rência semelhante no mundo” – certamente
ele nunca lera Charles Fort. “Isso é um fato
insólito, que foge aos padrões normais”, de-
clarou. A primeira hipótese levantada, de uma
chuva de granizo, foi logo descartada, pois os
satélites consultados pelo Cepagri mostraram
que não havia nuvens sobre a região.
Os pesquisadores chegaram a investigar
se o gelo não teria se desprendido da fusela-
gem de algum avião ou do corpo do cometa
Hale-Bopp. Entretanto, já no relatório preli-
minar da Unicamp, divulgado em 25 de ju-
lho, era apontada uma possível origem espa-
cial para os blocos de gelo, já que não conti-
nham traços de material orgânico, a não ser
partículas de cálcio, ferro, titânio, cromo, ní-
quel e cobre. Predominavam em sua compo-
sição o carbonato de cálcio (sólido branco) e
odeferro(de
cor escura).
Para o astrô-
nomo Nel-
son Travnik,
responsável
pelo Obser-
vatório de
Americana,
SãoPaulo,os
blocos podiam ser
partesdonúcleode
um cometa recém-
formado, que teria
se queimado na at-
mosfera da Terra.
O Cepagri
classificou os blo-
cos de gelo como
sendo hidrometeo-
ritos, um tipo nun-
ca antes registrado
na literatura mun-
dial. “Batizamos o
fenômenocomesse
nome para que não tivéssemos problemas de
nomenclatura”, esclareceu o diretor do Ce-
pagri, que descartou a hipótese dos blocos de
gelo terem sido formados na superfície ter-
restre. Além dele, o químico Marcos Eberlin
também constatou que a água não continha
microorganismos,portanto,nãoeradeorigem
terrena. A hipótese de fraude também foi to-
talmente descartada. “Para que um material
como esse fosse forjado, seria preciso conge-
lar água destilada num ambiente sem gravi-
dade ou em queda livre”, ponderou Eberlin.
Alguns astrônomos, entretanto, contesta-
ram a hipótese do hidrometeorito, alegando
que se um dos blocos chegou ao solo pesando
300 kg, a massa original deveria ser de apro-
ximadamentecincotoneladas.ParaPauloHol-
vorcem, coordenador do Programa de Obser-
vação Astronômica de Asteróides e Cometas
da Unicamp, é muito pouco provável a ori-
gem espacial do gelo. Além disso, Holvor-
cem, que também integrava a União Astro-
nômica Internacional de Observatórios, ana-
lisa que, se um corpo celeste de cinco tonela-
das tivesse entrado na atmosfera terrestre, ele
certamenteprovocariaexplosões.Christopher
Willmer, astrofísico do Observatório Nacio-
nal do Rio de Janeiro, compartilha essa opi-
nião e também questiona a existência dos hi-
drometeoritos. César Augusto Caretta, do
Laboratório Nacional de Astrofísica, consi-
derou remota a possibilidade de um corpo
de 300 kg cair na superfície terrestre, embo-
ra aceitasse a natureza extremamente intri-
gante e inédita do caso.
Em outras regiões do mundo também é
possível encontrarmos relatos da chuva dees-
tranhaspedras,emborasuasorigenssejammo-
tivo de controvérsia entre ufólogos e cientis-
tas. Referindo-se a um bloco de pedra calcá-
ria encontrada perto de Middleburg, Flórida,
o autor do artigo publicado na edição de 09
de março de 1889 da revista Science em-
CHÂTILLON-SUR-SEINE, na França, onde choveu uma substância
amarelada que ficou conhecida como “manteiga mórbida”. Nou-
tros locais do planeta, inclusive recentemente, o fato se repe-
tiu e a manteiga (detalhe) foi consumida sem problemas
FotosCortesiaMysteriousEncyclopaedia
26.
26 Março 2001
pregouo seguinte raciocínio:
“Não existem pedras calcárias no
céu, portanto essa pedra não veio
do céu...”. Na reunião de 24 de no-
vembrode1906doClubedeCam-
po Essex, foi mostrado um peda-
ço do metal que em 09 de outubro
caiu na região de Braintree. Flet-
cher, cientista do British Museum,
confirmou que se tratava de ferro
artificialmente fundido.
Em 1947, 23 toneladas de me-
teoritos, constituídos em sua maior parte de
ferro, caíram sobre uma área da Sibéria. “Os
dadosquepossuíamosemnossosarquivosfo-
ram coletados um a um pelo Serviço de Inte-
ligência da Força Aérea Norte-Americana
(USAF) e outras agências, devido à morte de
dois oficiais desse serviço. Eles já haviam ini-
ciado a investigação e não puderam terminá-
la”, informou o capitão Edward J. Ruppelt a
propósito do caso da Ilha Maury, descrito em
seu livro Discos Voadores: Relatório Sobre
osObjetosAéreosNãoIdentificados.Trêsdias
antes da visão antológica de Kenneth Arnold,
Harold A. Dahl, comandante de um pequeno
barco guarda-costas, em companhia do filho
e de dois membros da tripulação, patrulha-
vam as cercanias da Ilha Maury, na Barra de
Pugget, à cerca de cinco quilômetros de Ta-
coma, Washington – não muito distante de
onde Arnold vivera sua experiência. Uma ca-
mada compacta de nuvens escurecera o dia e
os fortes ventos agitavam o mar.
UFO PRATEADO — De súbito, pouco
abaixo das nuvens, seis objetos prateados
em forma de anéis despontaram e ficaram
pairando à cerca de 150 m do barco. Medi-
am aproximadamente 30 m de diâmetro e
apresentavam um orifício em seu centro, de
seteaoitometros.Janelaslateraisigualmen-
te espaçadas entre si contornavam o casco,
mas um deles parecia não funcionar corre-
tamente. Dahl, receando que a máquina de-
sarranjada caísse repentinamente no mar,
por medida de segurança desviou o barco
para uma praia próxima. Nesse momento,
um dos objetos que o rodeavam acoplou-se
a ele, como que visando estabilizá-lo, e as-
sim se manteve por alguns minutos.
Nesse ínterim, Jackson aproveitou para
tirar fotografias. Quando os objetos se sepa-
raram, ouviu-se um ruído surdo e o que esta-
va desarranjado começou a alijar folhas de
metal derretido através do orifício central. A
seguir, expeliu um material mais denso. Os
tripulantes manobraram rapidamente o bar-
co e o levaram para junto dos rochedos. En-
tretanto, antes que pudessem se abrigar, o
metal em estado de fusão atingiu o braço do
filho de Dahl e vitimou seu cão. Em segui-
da, os UFOs partiram em alta velocidade. O
patrulheiro do porto recolhera diversos peda-
çosdometal,queestavanapraia.Tentarapedir
socorro pelo rádio, porém, por alguma razão
desconhecida,fortesinterferênciasimpediram
o contato com a base em Tacoma. Lá chegan-
do, Dahl providenciou socorro para o filho e
apresentou-se a seu superior, Fred L. Chris-
man, a quem relatou o ocorrido e entregou as
chapas fotográficas e os pedaços de metal.
Logo no dia seguinte ao incidente na Ilha
Maury, um homem misterioso visitou Dahl
em sua residência e o ameaçou, dizendo que
seria melhor manter tudo em segredo. Pelas
estimativas de Dahl, o disco havia despejado
cerca de 20 toneladas de metal, que misterio-
samente nunca foram encontrados. As fotos
ficaram pouco nítidas, como se expostas à ra-
diação. Dahl e Chrisman propuseram, em co-
mum acordo, vender a história a uma revista
de Chicago. O editor, desconfiado, contratou
um perito para investigar o assunto. Este era
ninguém menos do que Kenneth Arnold, o
popularizadordosdiscosvoadores.Arnolden-
trevistou primeiro o chefe de Dahl, que lhe
contou que dois dias depois do acidente foi à
Ilha Maury, onde encontrou toneladas de
metal derretido e solidificado na areia. En-
quanto recolhia amostras, um aparelho dife-
rente do descrito por Dahl, saiu do interior de
uma nuvem e pôs-se a circular sobre o local.
A investigação da Força Aérea Norte-
Americana (USAF) se iniciou com um tele-
fonema de Arnold ao tenente Frank Brown,
agente da Inteligência da Base Aérea de Ha-
milton, Califórnia. Em 31 de julho o tenente
Brown e o capitão Davidson seguiram a Ta-
coma a bordo de um avião militar. Ambos
deveriam ouvir o relato de Arnold e recolher
amostrasdometal.Percebendodesdelogoque
se tratava de uma fraude, apressaram-se em
partir. Arnold ajudou-os a embalar as amos-
tras de metal e acompanhou-os até a porta do
hotel. Nesse momento, um sujeito não identi-
ficado, possivelmente o mesmo que ameaça-
ra Dahl, telefonou à redação do The Tacoma
Times mencionando detalhes do que reserva-
damente declararam Dahl, Chris-
man, Arnold e os dois oficiais. Te-
ria ele grampeado as conversas?
Apesardeváriasbuscas,nadafoien-
contrado no hotel.
Os oficiais Brown e Davidson
seguiram à Base Aérea de Mc-
Chord, perto de Tacoma, onde seu
avião estava pousado, e mantive-
ram uma conferência com o oficial
de Inteligência. Sem demora, de-
colaram de volta à Base Área de
Hamilton. Poucas horas depois a aeronave
caiu e eles morreram. Um mecânico e um
passageiro que os acompanhavam, ambos
civis, salvaram-se pulando de pára-quedas.
Os jornais insinuaram sabotagem, visto que
a aeronave transportava material altamente
secreto. Os dois sobreviventes declararam
que o motor esquerdo havia incendiado logo
após a decolagem e o avião teria se espatifa-
do 11 minutos depois que saltaram de pára-
quedas. Mas fica a pergunta: por que Brown
e Davidson nada comunicaram às bases aé-
CHARLES FORT, à esquerda, foi o criador
de uma corrente hoje conhecida como
Forteana,quereúneestudiososdetemas
insólitos e sem explicação científica. Ao
lado, numa foto raríssima, o australiano
Chuck Bowen mostra um dos muitos pei-
xes que choveram sobre sua casa, em
1938. O caso continua inexplicado
FotosCortesiaForteanFoundation
lguns operários da olaria de Pe-
dro Marinho de Sousa prestaram
depoimento sobre o acontecido.
Vicente Rodrigues, residente no Bairro
da Grama, em Caçapava, lembrou que
os pedaços tinham de 05 a 20 cm, sen-
do que um atingiu sua cabeça. Ele tem
certeza que o céu estava limpo e nenhu-
ma ave passava sobre o local no mo-
mento. Outros trabalhadores da olaria
também ficaram aterrorizados com os
sangrentos pedaços de carne que caíam
sobre as casas, como pode ser observa-
do no jornal Notícias Populares de 31
de agosto de 1968: “Deve ser castigo
do céu. Hoje é dia santo e eu fiz meus
empregados trabalharem”, exclamou
Marinho. Tudo parecia miragem ou alu-
cinação, mas não era. Mesmo passado
o susto, as pessoas não conseguiram en-
contrar uma explicação para o fenôme-
no. Marinho decidiu então procurar a
polícia,queemboranãotenhadadomui-
to crédito às suas afirmações, foi ao lo-
cal averiguar o que tinha acontecido. Os
policiais recolheram os pedaços de car-
ne, com o auxílio da Polícia Técnica,
enquanto os escrivães Ronaldo Dias e
Barreti tomaram os depoimentos. A si-
tuação era realmente muito séria.
“A carne estava sangrando. Era
marrom escura e parecia fígado. Aí,
com os gritos dos companheiros, vi que
caía sangue e carne por todos os lados.
Olhei para cima e não vi nada anormal
no céu. Nem aves, nem aviões. Isso é
que nos deu medo e, confesso, minhas
A
27.
27Março 2001
reas próximase também não saltaram? Teri-
am cedido os únicos pára-quedas disponí-
veis aos dois, que notando o fogo no motor
desligaram os circuitos elétricos?
Eis que, novamente, o homem misterio-
so, que anteriormente havia visitado Dahl,
intervém. Antecipando-se em 12 horas à libe-
ração da notícia pela USAF, declarou à Im-
prensa o nome dos pilotos mortos e a espécie
de carga que transportavam. Em 1º de agosto,
ele interveio pela última vez. Telefonou às
autoridades de Tacoma e notificou que os res-
tos do avião de transporte da Marinha, desa-
parecido em Washington – justamente o que
Arnold procurava quando avistou seus discos
– encontrava-se na encosta sudoeste do Mon-
te Rainier. E acrescentou: “O avião foi abati-
doporquecarregavainformaçõesquenósnão
queremos que sejam divulgadas”. Oito ho-
mens subiram a geleira e localizaram os des-
troços do aparelho e os 32 corpos dos fuzilei-
ros navais que se encontravam a bordo. Qua-
se dois anos depois, em 27 de abril de 1949, a
USAF desferiu o golpe de misericórdia no
Caso Ilha Maury, divulgando o seguinte co-
municado: “Interrogados, Dahl e Chrisman
fraquejaram e admitiram que os fragmentos
recolhidos eram apenas pedaços de rochas
comuns, aos quais atribuíram uma origem
extraterrestre com o intuito de aumentar o
valor comercial da história que pretendiam
vender à revista de Chicago”.
NAVES VÊM DA LUA — Animadoemacre-
ditar nisso, Harold Percy Wilkins forneceu
uma versão diferente do caso em seu livro
Flying Saucers from the Moon. Não é de ad-
mirar que tenha tomado uma posição favorá-
vel, levando em conta que admitiu ter visto,
em companhia do irmão, dois dinossauros de
cincometrosdealturaemumriodeEastLooe,
Cornuália, Inglaterra. Segundo Wilkins, tan-
toDahlcomoChrismandesapareceramdeTa-
coma. Um amigo de Seattle informou-o que
ambos negaram veementemente a fraude.
Dahl teria lhe dito: “A USAF mentiu deslava-
damente ao afirmar que fraquejei nos inter-
rogatórios. Por que então não fomos proces-
sados se com nossas ‘mentiras’ acarretamos
a perda de um avião avaliado em mais de
150 mil dólares e levamos à morte dois pilo-
tos da USAF?”. No quarto capítulo do livro,
Wilkins acusou a revista The Saturday Eve-
ning Post, Filadélfia, de suprimir uma deli-
rante declaração de Arnold, conforme segue:
“Venho sendo visitado em minha casa por
seres invisíveis que, acredito, são os pilotos
dos discos voadores. Eles não se comunicam
comigo, mas sinto a sua presença e vejo os
tapeteseascadeirascederemsoboseupeso”.
Sem querer comprometer-se, Ruppelt
classifica o Caso Ilha Maury como “a mais
sujabrincadeirademaugostodahistóriados
discos voadores”. Relatórios posteriores in-
formaram que, após o acidente fatal, os dois
patrulheirosdoportosumirammisteriosamen-
te. Deveriam mesmo desaparecer, mas nas
profundezas de Barra Puget. Todo o mistério
da Ilha Maury não passou de uma mistifica-
ção. A primeira, ou talvez a segunda mistifi-
cação mais desonesta e melhor planejada de
toda a história dos UFOs. No relatório oficial
pernas começaram a tremer. A carne era
um pouco gelatinosa, esquisita. Caiu por
uns dois ou três minutos. Depois, logo em
seguida, observamos que ela secou no Sol,
mas não deu mau cheiro nenhum”, disse
Vicente Borges de Siqueira, que trabalhava
na olaria. Após o incidente os moradores,
aterrorizados,passaramatrancar-seemsuas
casas logo ao entardecer. Eles acreditavam
que a chuva era algum castigo ou manifes-
tação demoníaca.
MANCHAS DE SANGUE — Noentanto,vol-
taria a chover carne e sangue na mesma re-
gião 25 dias depois. Milhares de pessoas
do Distrito de Santa Luzia, à cerca de
40 km de Eugênio de Mello, entre Caçapa-
va e Piedade, presenciaram o fato. A chuva
aconteceu ao meio-dia, com o céu limpo e
um Sol abrasador. Trabalhadores rurais es-
tavam em uma plantação de arroz, quase às
margens do Rio Paraíba, quando Armando
Silva chamou a atenção de todos para as
manchas de sangue que salpicavam sua ca-
misa. Outros colonos verificaram que tam-
bém estavam com as roupas estranhamente
manchadas. Alarmados, saíram correndo e
foram comunicar o fato a
outros moradores das cer-
canias.Assimcomoosre-
sidentes próximos à ola-
ria, os agricultores tam-
bém atribuíram o fato a
uma maldição. A chuva
durou de três a quatro
minutos e contabilizou
3,5 kg de carne. O ma-
terial foi recolhido por
interessadosemestudar
o fenômeno.
O chefe dos escri-
vãesdepolíciadeTau-
baté, Ronaldo Dias,
disse que as carnes fo-
ram examinadas pela Polícia Técnica,
por um perito da Delegacia Regional de São
José dos Campos, que encaminhou o mate-
rial em seguida ao Instituto Médico Legal
(IML) de São Paulo, para uma análise mi-
nuciosa. Da mesma forma, é bom frisar que
o local onde pela segunda vez choveu car-
ne e sangue não se situava dentro da rota
aérea Rio de Janeiro – São Paulo, pois as
viagens de avião eram feitas pelo litoral, a
partir de Ubatuba. Isso afasta qualquer
hipótese de uma ave ter sido abatida por
aeronaves.Alémdisso,acarneestranha-
mente vinda do céu caiu em diversos
lugares, numa forma de círculo, não
apresentando ossos nem penas.
Posteriormente, o Laboratório de
Anatomia, Patologia e Microscopia Le-
gal do Estado de São Paulo, após reali-
zar exames nas
amostras colhidas
no Bairro da Gra-
ma, em Caçapava, e
no Bairro do Paiol,
em São José dos
Campos, concluiu
que a carne era de
mamífero do sexo fe-
minino. O laudo da
análise procedida
pelo IML de São Pau-
lo chegou à Delegacia
de Polícia de São José
dos Campos em 12 de
outubro. O documen-
to foi assinado pelo
médico Ferdinando de
Queiroz Costa, que des-
creveu o material examinado como
“coração e rim de mamífero do sexo
feminino”. O exame limitou-se aos te-
cidos, e somente uma análise mais apu-
rada poderia trazer a conclusão defini-
tiva quanto à origem da carne. O Insti-
tuto Médico Legal realizou esse exa-
me, mas não revelou a que, ou quem,
pertencia a carne.
Chuva de carne em São Paulo
Em Caçapava e São José dos Campos o misterioso
fenômeno foi observado por inúmeras testemunhas
Cláudio Tsuyoshi Suenaga
28.
28 Março 2001
doincidente consta que os patrulheiros admi-
tiram a inexistência de qualquer relação entre
os fragmentos de rocha e os discos voadores.
Disseram que o pedaço de rocha era de
um disco voador porque o editor de uma re-
vista assim desejava. E arremata Ruppelt:
“Nenhum dos dois homens exibiu as fotogra-
fias.Declararamqueastinham‘perdido’.Um
deles era o misterioso informante que convo-
cou os jornais para relatar as conversações
mantidas no quarto do hotel. O misterioso
visitante de Jackson simplesmente não exis-
tia. Além do mais, Jackson e Richards não
eram patrulheiros do porto, mas apenas pro-
prietários de dois velhos botes que usavam
para recolher madeira flutuante na Barra
Puget”. O acidente do avião foi uma ocor-
rência trágica. Um motor incendiou-se, der-
reteu e, antes que os dois oficiais pudessem
saltar, as asas e a cauda foram arrancadas.
“METAIS CELESTES” — Os “metais celes-
tes” ocuparam sobremaneira o consagrado
ufólogo e cientista Jacques Vallée. Sobre o
incidente na Ilha Maury, escreveu: “Tanto a
inteligência militar quanto o FBI concluíram
que se tratava de uma fraude. ‘As análises
dos fragmentos mostram que eles se origina-
ram de uma fundição de Tacoma’, diz uma
mensagem de telex do FBI datada de 05 de
agosto de 1947. Pelo que sei, contudo, a com-
posição desta ‘escória’ (presumindo que te-
nha sido mesmo analisada) jamais foi revela-
da. E não se fez menção alguma ao material
prateado, embora Arnold, que o examinou,
tenha dito que se tratava de ‘folha de alumí-
nio’”.Muitoserrosforamcometidosdurante
a manipulação dessas amostras: “Eles vão
da classificação descuidada à pura destrui-
ção, como ocorreu no caso da primeira
‘análise’ de uma amostra magnesiana ori-
ginária do Brasil, realizada pela USAF”.
Na época, dois fragmentos
brasileiros chegaram às mãos
de Vallée. O primeiro foi cole-
tado em Campinas, SP. Em 14
de dezembro de 1954, a popu-
lação da cidade parou para as-
sistir as manobras erráticas de
três objetos em forma de disco.
Umdeles,amparadoporoutros
dois, oscilava bruscamente, in-
clinava-se e emitia sons mecâ-
nicos distorcidos. Antes de de-
sapareceremnomeiodasnuvens,oque
apresentavadefeitosdescarregoudesua
parte inferior, aos trancos, um líquido
prateado. Telhados, ruas, calçadas e até
mesmo as roupas que secavam nos varais fi-
caram salpicados com o material que se soli-
dificava conforme esfriava. A análise inde-
pendente do químico Risvaldo Maffei confir-
mou tratar-se majoritariamente de estanho
(90%) misturado a outros metais. Os céticos
desconsideraram os relatos em torno do disco
voador e proclamaram que o metal fundido
desprendera-se de um meteorito.
O segundo fragmento foi coletado no li-
toralpaulista.Em1957,ocolunistasocialIbra-
him Sued recebeu de um leitor três materiais
ásperos e leves, cada um com o tamanho de
uma antiga moeda de 10 centavos, recolhidos
por um caiçara nas proximidades de Ubatuba
(SP). Testemunhas contaram que um disco
voador mergulhou no mar, voltou repentina-
mente e explodiu, lançando uma chuva de
estilhaçosbrilhantes.Somenteospedaçosque
caíram em baixas profundidades puderam ser
recolhidos. Sued entregou as amostras a Ola-
vo Fontes, da Comissão Brasileira de Pes-
quisa Confidencial dos Objetos Aéreos Não
Identificados (Cbpcoani), que por sua vez as
encaminhou à Seção de Espectrografia do La-
boratório de Produção Mineral.
A química Luiza Barbosa identificou o
material como sendo magnésio em alto grau
de pureza. Em seguida, Fontes enviou as pe-
ças ao casal Jim e Coral Lorenzen, fundado-
res da Aerial Phenomena Research Organi-
zation (APRO). Com a morte dos Lorenzen
as peças ficaram sob a guarda da Universi-
dade de Stanford. Pierre Kauffmann e Peter
A. Sturrock, diretor do Centro de Ciências
Espaciais e Astrofísica dessa instituição, cor-
rigiram as datas dizendo que as amostras se
referemaumfatoocorridoentre1933e1934,
e não 1957, como se aventava. Análises sub-
seqüentes feitas na Universidade do Colora-
do e em laboratórios especializados na Fran-
ça confirmaram o parecer de Barbosa. Stur-
rock, no entanto, contrapôs-se aos
resultados divulgados. “Após tan-
tos anos, ainda não temos uma úni-
ca medição confiável do tipo e ní-
vel das impurezas do magnésio vin-
do do Brasil. Em compensação, a
presença de isótopos foi medida no
Instituto de Tecnologia da Califórnia e na
Universidade de Paris, em Orsay, com
grande precisão e resultados consistentes.
Os níveis eram similares aos encontrados
no magnésio terrestre comum”.
Mas se essas estranhas chuvas intrigaram
pesquisadores e céticos, a reação não foi dife-
rente quando eram observadas substâncias
ainda mais surpreendentes caindo do céu. Já
em 1741 algo semelhante a teias de aranha,
em forma de flocos, foi encontrado na Ingla-
terra, numa zona triangular delimitada pelas
cidades de Bradly, Selborne e Alresford. Es-
sas ocorrências se intensificaram com o pas-
sar dos anos, e popularizaram o fenômeno,
conhecido como cabelos de anjo ou fios da
virgem. Estranhas e inexplicadas, essas subs-
tâncias são constituídas de longos filamentos
brancos, com até 15 m, semelhantes a teias de
aranha, algodão ou seda, que desvanecem ao
chegar ao solo ou quando são tocadas.
Os ectoplasmas, substâncias produzidas
emsituaçõesespecíficaspormédiunsemtran-
se, apresentam características e propriedades
muito parecidas. Eles também se desintegram
sem deixar vestígios. O mais impressionan-
te, no entanto, é que esses materiais reagem
como se fossem um tipo extremamente
aperfeiçoado de material biodegradável, e
relatos a respeito remontam aos tempos an-
tigos.Emborapoucasamostrasaindasepre-
servem, análises preliminares detectaram a
presença de boro, magnésio e cálcio.
HIPÓTESE EXTRATERRESTRE — Em algu-
mas ocorrências dessas estranhas chuvas, foi
possível notar a existência de objetos voado-
res não identificados nos arredores dos locais
atingidos, o que comprovaria a hipótese ex-
traterrestre para explicar o fenômeno – que já
ocorre há muitos anos. Por volta das 16:00 h
de27deoutubrode1952,porexemplo,Dore,
residente próximo de Gaillac, sudoeste da
França, intrigou-se ao ouvir suas galinhas ca-
carejarem de maneira estranha. Desconfian-
do que algo estaria acontecendo, ela instinti-
vamente ergueu a cabeça e avistou objetos
insólitos se agitando no céu. Após gritar de-
sesperadamente,seufilho,sogroeosvizinhos
correram em sua direção. Nesse mo-
mento, todos puderam avistar quatro
UFOs, em grupos de dois, que refleti-
am o sol e giravam lentamente sobre o
próprio eixo. Em seguida, uma dezena
de outras naves se juntou a eles. Desta-
cava-sedosdemaisumcilindroesbran-
quiçado que soltava fumaça branca.
Os fragmentos dessa estranha ma-
téria chegavam ao solo, mas, em con-
tato com os dedos, tornavam-se gelati-
nosos e desagregavam-se completa-
mente. Cerca de 10 minutos depois, a
“esquadrilha” sobrevoou Gaillac e to-
mou o rumo de Lot-et-Garonne. Entre
as muitas testemunhas figuravam dois
INEXPLICADAS AMOSTRAS de metal têm
sido despejadas de UFOs, nas mais
diversas circunstâncias. Porções
de estanho derretido em tempe-
ratura ambiente são analisadas e
têm elevado grau de pureza
FotosCortesiaGettyCollection
29.
29Março 2001
sargentos dapolícia, que lograram tocar na
“lã de vidro”, visto que alguns filamentos fi-
caram pendurados nos fios telegráficos e nos
ramos das árvores. O jornal Evening Post, de
Londres, detalhou o caso na edição de 29 de
outubro de 1952: “Cerca de 100 pessoas de
Gaillac, sudoeste da França, viram uma for-
mação de discos voadores circulares, com a
típica elevação central, escoltando um torpe-
do ou ‘charuto’. Este descarregou estranhas
fibras, que caíram vagarosamente sobre as
árvores e os fios telegráficos. Infelizmente, se
desintegraram antes que fossem levados para
o laboratório”.
Relatos como esse têm se mostrado cada
vez mais freqüentes, e atualmente é possível
encontrarmos ocorrências envolvendo pilotos
e funcionários das forças aéreas no mundo
todo. De acordo com o Charles Maney, al-
guns engenheiros aeronáuticos norte-ameri-
canos estiveram em locais de aparições reco-
lhendo amostras para análise. Maney compa-
rou os cabelos de anjo à lã de vidro (fiber-
glass) e divulgou os testes de que tomara co-
nhecimento. Utilizando o contador Geiger,
Charles B. Rutenber, professor de química do
ElmiraCollege(EUA),constatouqueasamos-
tras continham radioatividade. Mais tarde,
entretanto,Rutenbervoltouatráseclassificou-
ascomosendoumsubprodutodoleite,deuma
fábrica de especialidades lácteas. John B. Dif-
fenderder, diretor regional da seção de quími-
ca da Westinghouse, o apoiou, e Louis R.
Hermann e Robert R. Mix, químicos da mes-
maempresa,disseramqueomaterialeracons-
tituído de algodão e fibras de lã, com peque-
nos pedaços de fios de cobre no meio.
Omaterialfibrosoeracelulosepuraecon-
tinha átomos de carbono (30%), hidrogênio e
oxigênio. Para Maney, os cabelos de anjo se
aproximavam do que os químicos definiram
como corrente polímera (celulose combinada
com hidrogênio e oxigênio). Contudo, alguns
estudiosos atentaram para a hipótese extrater-
restre, que poderia explicar o fenômeno. O
capitão Jean Plantier, em seu livro La Propul-
sion des Soucoupes Volantes par Action Di-
recte Sur L’atome, por exemplo, especulou
que a estranha substância poderia ter sido pro-
duzida por discos voadores. Para ele, os cabe-
los de anjo seriam resultantes de alterações
nas propriedades químicas dos átomos e nas
moléculas de ar. Na década de 50, uma amos-
tra recolhida no Leme, 188 km de São Paulo,
foi analisada pelo Instituto de Pesquisas Tec-
nológicas(IPT)deSãoPaulo,quereveloutra-
tar-se de “lã de vidro”.
CLÁUDIO TSUYOSHI SUENAGA é mestre em His-
tória pela Faculdade de Ciências e Letras da
Universidade Estadual Paulista (UNESP), e
consultor de UFO. Seu endereço é: Rua Ote-
lo Augusto Ribeiro 300/11-C, 08461-000
São Paulo (SP).
22° Congresso Brasileiro de Ufologia Científica
11° Conferência Internacional de Ufologia
Curitiba (PR) – 28 de Abril a 01 de Maio
Auditório Castello Branco, Centro Cívico
Conferencistas Internacionais:
Bryan O’Leary (EUA) Virgil Armstrong (EUA)
Pablo Villarrubia (Espanha) Rodrigo Fuenzalida (Chile)
Conferencistas Nacionais:
Ademar Eugênio Mello (SP) Ademar José Gevaerd (MS)
Álvares Arjona (RS) Antônio Nelson Tasca (RS)
Claudeir Covo (SP) Eustáquio Patounas (SC)
José Vasconcellos Cotrim (PR) Jeferson Martinho (SP)
Marco Antônio Petit (RJ) Reginaldo Athayde (CE)
Ricardo Varela (SP) Rogério Chola (SP)
Romio Cury (PR) Thiago Ticchetti (DF)
Vera Lúcia Guimarães (RJ) Wallacy Albino (SP)
23° Congresso Brasileiro de Ufologia Científica
12° Conferência Internacional de Ufologia
Belo Horizonte (MG) – 04 a 06 de Maio
Local ainda a ser definido
Conferencistas Internacionais:
Pablo Villarrubia (Espanha) Rodrigo Fuenzalida (Chile)
Fernando Salazar Bañol (México) Silvia Simondini (Argentina)
Conferencistas Nacionais:
Ademar José Gevaerd (MS) Aldo Novak (SP)
Carlos Alberto Machado (PR) César Vanucci (MG)
Eustáquio Patounas (SC) Marco Antonio Petit (RJ)
Márcio Teixeira (MG) Rafael Cury (PR)
Romio Cury (PR) Wallacy Albino (SP)
Central de Informações:
Inscrições podem ser obtidas pelo endereço:
Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU)
Caixa Postal 1366, 80011-970 Curitiba (PR)
Fone (41) 255-2304 - Fax: (41) 354-7367
e-mail: rafael.cury@avalon.sul.com.br
Coordenação: Rafael e Romio Cury
Apoio: Revista UFO
O Núcleo de Pesquisas Ufológicas anuncia:
30.
30 Março 2001
svezes,aopiniãopúblicaeatémes-
moalguns pesquisadores fazem a
seguinte pergunta: há alguma pro-
va concreta da existência dos dis-
cos voadores? E se há tal pro-
va, por que a Ciência ortodoxa não admite
sua veracidade? Esse assunto torna-se supe-
rado quando a própria Ciência [Veja box]
considera satisfatoriamente comprovada a
existência de seres extraterrestres. Nos resta
agora examinar as conseqüências dessas pro-
vas, ou seja, a repercussão do que está esta-
belecido como verdade, em relação ao con-
junto da investigação do fenômeno. Isso será
melhor explicado quando analisarmos a cor-
relação entre prova e pesquisa ufológica.
A prova em si, isoladamente do conjun-
to, que é o objeto do trabalho de pesquisa,
nada representa. Ou seja, tudo aquilo que é
interessante como prova está diretamente li-
gado a uma finalidade de investigação ufo-
lógica, podendo ser direcionada de acordo
com os conceitos do pesquisador. Um exem-
plo disso ocorre quando assistimos a um fil-
me sobre UFOs: partindo
do pressuposto de que a
prova (filme) é autêntica,
procuramos observar algu-
mas características do ob-
jeto em cena, como sua cor,
velocidade, dimensão, for-
mato, variação de emissão
deluz,etc.Asimagenscon-
tidas em vídeo não devem
ser usadas apenas para
comprovar a existência alieníge-
na. É necessário que elas sejam
analisadas, numa avaliação minu-
ciosa da engenharia do UFO em
questão,suaspropriedadesdedes-
locamento e demais fatores úteis
para a elucidação técnica do apa-
relho. Nesse aspecto, a prova será
utilizada como subsídio para uma
investigaçãoaprofundadadaocor-
rência, tornando-se um esteio para a pesqui-
sa em campo mais avançado. Alguém ainda
poderia perguntar se já existem informações
conclusivas a respeito dos seres extraterres-
tres e suas intenções em nosso planeta, obti-
das por meio do trabalho investigativo. Cer-
tamente não saberíamos responder, mas
aqueles que têm acesso a um número expres-
sivodeprovaseinformações já podem, pela
identificação do fenômeno e sua tecnolo-
gia aeroespacial, ter algumas conclusões.
No entanto, a maioria dos pesquisadores
ainda não possui uma resposta definitiva e
concreta para essa pergunta, e apenas vis-
lumbra-se acerca de dados técnicos e uma
lógica de raciocínio preexistente.
Em outras palavras, podemos presumir
com certa acuidade todas as características
de um determinado objeto voador não iden-
tificado, nos baseando apenas em nossos co-
nhecimentos atuais aliados ao raciocínio.
Contudo, não poderíamos responder segu-
ramente qual lei da Física é empregada pe-
los avançados seres extraterrestres, muito
mais adiantados que nós. Esta análi-
se, especulação ou hipótese está ba-
seada na demanda de informação, co-
nhecimento técnico de pesquisa, ex-
periência e capacidade de raciocínio
do investigador. Ela varia, de certa forma,
conforme o “quilate” do cientista, pois deve
ser uma pesquisa séria, sem objetivos pesso-
ais ou ilusórios. Sendo assim, o trabalho in-
vestigativo precisa se enquadrar à ótica do
conhecimento humano, às vezes incompleta
pela falta de dados, mas sempre verídica com
base na sinceridade de propósito e no méto-
do científico disponível a ser empregado.
AUTENTICIDADE DO VÍDEO — Partindo
destas perspectivas, nos propomos à apre-
ciação de um vídeo, já internacionalmen-
te investigado e analisado por meios téc-
nicos e científicos, que traz imagens de
um objeto voador não identificado. Estas
podem ser consideradas verdadeiras pro-
vas da existência do fenômeno, e até mais
que isso, segundo hipótese pessoal deste
autor. Trata-se de uma filmagem de luzes
de origem não terrestre feitas em Kaikou-
ra, na costa da Nova Zelândia, em 1978.
Antes de chegarmos a qualquer conclu-
são sobre o caso, no entanto, é preciso ter
em mente algumas informações técnicas
sobre o fato, passadas a este autor duran-
te uma reunião com ufólogos mais expe-
rientes. Primeiramente é preciso analisar
a autenticidade do vídeo.
Todasascircunstânciasqueen-
volveram a filmagem, a divulga-
çãodoevento,etc,noslevamàcon-
clusão quase que insofismável de
que o filme é autêntico. Sendo as-
sim, o fenômeno apresentado é
real, o que comprovaria estarmos
realmente diante de um verdadei-
ro UFO. Após essa primeira avali-
ação, analisaremos a intencionali-
À
O entendimento completo da
Ufologia vai além da prova
Ronaldo Maia Kauffman, especial para UFO
É preciso avaliar as conseqüências do que já é considerado fato e
abandonar as incansáveis especulações sobre sua autenticidade
AnáliseAnálise
A MISTERIOSA LUZ de Kaikoura, na
Nova Zelândia, e o repórter
Quentin Foggart. Análise leva à
conclusão de que os tripulan-
tes do UFO quiseram ser vistos
FotosCortesiaUFO-Nyt
31.
31Março 2001
dade daaparição do UFO e sua conseqüên-
cia para os envolvidos no evento. O filme
foi realizado por uma equipe de técnicos e
profissionais de uma emissora de tevê, a bor-
do de um avião civil que havia decolado da
Austrália para registrar um vulcão que en-
trara em atividade na Nova Zelândia. Du-
rante o vôo noturno, os cinegrafistas avista-
ram um UFO pela janela do avião e, intriga-
dos, decidiram filmá-lo. Surpresa maior ti-
veram no momento em que revelaram o fil-
me e verificaram a existência de algo imper-
ceptível a olho nu. Em apenas um fotogra-
ma da filmagem, o objeto fez um looping
inacreditável, acrobacia geralmente realiza-
do em shows aéreos e bastante apreciada
pelos aficcionados por aviação.
Para saber sobre o tempo de exposição
do fotograma, no caso da filmagem tradicio-
nal(diferentedacâmeradevídeo),bemcomo
outros detalhes técnicos, este autor contou
com a experiência e o conhecimento cientí-
fico do ufólogo e engenheiro Claudeir Covo.
Segundo ele, cada fotograma é realizado em
1/24 segundo [Aproximadamente quatro
centésimos de segundo], sendo, portanto,
impossível sua percepção a olho nu. A velo-
cidade do objeto, presumida pelos fotogra-
masiniciaisdafilmagem,eracompatívelcom
a do avião, ou seja, cerca de 600 km/h. A
aceleração necessária para que o objeto pu-
desse se deslocar em velocidade suficiente
para produzir um looping, no curto período
de 1/24 segundo, seria a variação da veloci-
dade inicial de 600 km/h para 8.000 km/h.
Como se pode perceber, nenhum artefa-
to humano conhecido pela Ciência poderia
ter realizado tal manobra num ínfimo perío-
do de tempo e àquela velocidade. Todas as
características do objeto, de seu vôo, mais a
prova da manobra acrobática e da autentici-
dade do filme, revelam a existência de um
verdadeiro UFO, fato científico, verídico e
indubitável. Essa é a primeira premissa do
raciocínio. Surge então a questão: por que
eventuais tripulantes daquela nave fariam tal
manobra? Ou seria um veículo controlado à
distância por alguma tecnologia não huma-
na? Então, por que uma tecnologia tão sofis-
ticada, que desafia as leis da Física, compor-
ta-se de forma irônica? Poderia seu tripulan-
te ou controlador ter apertado acidentalmen-
te algum botão, inadvertidamente? Ou a in-
teligência por traz da manobra pretendia di-
vertir os cinegrafistas da tevê?
Sabemos que toda ação inteligente, prin-
cipalmente livre de emoções, possui um pro-
pósito definido. Por isso, podemos concluir
que as ações dos UFOs e ufonautas [Tripu-
lantes dos UFOs] devem ter uma finalidade
bem maior. Mas qual seria ela? As primeiras
perguntas acima obviamente subestimam a
capacidade alienígena e não nos levam a lu-
gar algum. Então, qual o propósito ou razão
das manobras? Para este autor existem duas
possibilidades. A primeira e mais banal é de
que o operador da câmera, em frações de
segundo, poderia ter tremido ou esbarrado
na filmadora. Esta hipótese é possível mes-
mo se considerarmos que houve intenção de
fraude por parte da equipe, probabilidade
também descartada através do contexto ge-
ral da análise do evento (testemunhos, exa-
mes do filme, etc).
A segunda hipótese é mais concreta, até
mesmo pelas circunstâncias do acontecimen-
to. Seria o ato intencional por parte da inte-
ligência por traz do objeto não identificado.
Ou melhor: o tripulante do UFO sabia que
estava sendo filmado e ainda tinha conheci-
mento do processo de apreensão da imagem,
cujo quadro leva 1/24 segundo para ser re-
gistrado. Caso contrário, qual seria a razão
para tal manobra? Admitindo a premissa
como verdadeira, no entanto, teremos con-
seqüências inevitáveis para a análise que fa-
zemos, pois o UFO possui qualidades excep-
cionais de deslocamento, fora dos padrões
normais da física newtoniana (aceleração e
desaceleração incompatíveis). O aparelho
estavasendopilotadoouteleguiadoporuma
inteligência extraordinária, detentora de
avançada tecnologia e com pleno conheci-
mento do interesse das pessoas a bordo do
avião. Disso concluímos que tal inteligência
quis, propositadamente, deixar uma prova
concreta de sua existência, de forma que a
película não deixasse dúvidas de que o obje-
to filmado não era humano nem natural.
IR ALÉM DA PROVA — Portanto, como se
vê, o episódio da Nova Zelândia representa
muito mais do que uma simples prova da
existência do Fenômeno UFO. Ele é a con-
firmação de que vidas inteligentes, com po-
deres de sondagem ainda desconhecidos por
nós e capazes de captar a distância o que
ocorre em um ambiente fechado, existem e
estão nos visitando constantemente. Mas a
conclusão a que estamos chegando ainda
não encerra a discussão sobre o caso. Ela
apenas induz a analisar uma nova probabi-
lidade ao que pode ser realizado em virtude
da divulgação de um filme ufológico e em
razão de um trabalho anteriormente elabo-
rado por investigadores internacionais. É o
fruto do relacionamento entre a prova, não
física mas comportamental, e a intenção da
inteligência, provavelmente extraterrestre.
É a conseqüência da comparação, da espe-
culação e do uso da lógica racional, do exa-
me das probabilidades e do intercâmbio de
idéias. Enfim, representa uma interpretação
que vai muito além da prova.
RONALDO MAIA KAUFFMAN é advogado e mem-
bro do Conselho Editorial de UFO. Seu endere-
ço é: Avenida Brigadeiro Luis Antonio 290, sa-
las 47/48, 01318-000 São Paulo (SP).
A Ciência já admite a
existência dos UFOs
fólogos sabem que as Forças
Armadas de todos os países
promovem o acobertamento
de informações ufológicas. Mas, no
decorrer da História, tivemos diver-
sas exceções à regra, quando milita-
res resolveram divulgar dados até en-
tão sigilosos. No Brasil, em 1954, o
coronel da Aeronáutica João Adil de
Oliveira reuniu seus colegas para dis-
cutir aberta e ineditamente a questão.
Naoportunidade,vários pilotos des-
creveram suas experiências com
objetos aéreos que seguiam seus
aviões. Tudo isso foi publicado
pela extinta revista O Cruzeiro.
Entre 1968 e 1972, o 4º Coman-
do Aéreo Regional (Comar), de São
Paulo, pesquisou ocorrências ufoló-
gicas verificadas no país, realizan-
do até mesmo reuniões com autori-
dades militares sobre o assunto. Em
1986, o então ministro da Aeronáu-
tica Octávio Moreira Lima, em co-
letiva à Imprensa, relatou a ocorrên-
cia simultânea de 21 UFOs nos céus
do Brasil. Inclusive, colocou os pi-
lotos que perseguiram esses objetos
e alguns controladores de vôo à dis-
posição para prestar outros esclare-
cimentos. Já em junho de 1998, um
grupodefísicoseastrônomossereu-
niu em San Francisco (EUA) para
discutir a veracidade das visitas ex-
traterrestres ao nosso planeta. Eles
concluíram que, apesar de não exis-
tir prova científica da existência de
discosvoadoreseamaioriadosavis-
tamentos ser algum tipo de fenôme-
no físico conhecido (afinal, são ci-
entistas...), existe uma parcela de re-
latos que não têm explicação.
Em outras palavras, o Fenôme-
no UFO existe e a Ciência tem ne-
gligenciado sua pesquisa, não admi-
tindo publicamente sua existência.
Apesar disso, a Ufologia já deu um
grande passo pelo simples fato de
cientistas de renome terem discuti-
do a realidade alienígena. A partir
de então, quando a Ciência come-
çar a pesquisar as ocorrências ufo-
lógicas, certamente chegará às mes-
mas conclusões as quais os ufólo-
gos chegaram há mais de 50 anos:
de que constantemente somos visi-
tados por seres não terrestres e mais
avançados tecnologicamente.
— CLAUDEIR COVO, co-editor
U
32.
32 Março 2001
ãorestam dúvidas: os discos voa-
dores tornaram-se um dos maiores
enigmas que a Humanidade já pre-
senciou ao longo de sua existên-
cia. Mesmo com evidências espa-
lhadas pela vasta literatura, folclore e pelos
inúmeros relatos de testemunhas civis e mi-
litares, existe ainda uma grande parcela da
Humanidade que desconfia, e até desacredi-
ta, que estamos sendo verdadeiramente visi-
tados por seres de outros planetas. Felizmen-
te, com o avanço da Ciência e da tecnologia,
essas estatísticas dão lugar a um pensamento
mais abrangente, trazendo à tona uma visão
universalista, livre de amarras religiosas –
pré-conceitos que inibiram por diversas ve-
zes o ir e vir da Humanidade em relação às
suas descobertas. Graças a este pensamento
livre, a Ufologia vem caminhando nestes úl-
timos tempos em meio a discussões acalora-
das entre aqueles que defendem o contatis-
mo da Ufologia Mística e os que apostam na
pesquisa da Ufologia Científica.
Os que estão a favor da chamada Ufolo-
gia Científica acreditam nos fatos e nas pes-
quisas de campo no local exato das aparições
dos objetos voadores não identificados. Os
chamados investigadores de campo realizam
seus estudos nos locais de pouso destes obje-
tos, entrevistando testemunhas e analisando
as evidências incansavelmente, tentando en-
contrar um elo que resolva o enigma destas
aparições. Muitos foram os fatos exaustiva-
mente estudados e analisados, em que pes-
quisadores apresentaram provas incontestá-
veis da presença destes seres em nosso plane-
ta. De Roswell à Varginha, é possível encon-
trar provas de que, há décadas, existe uma
severa política de acobertamento e desinfor-
mação por parte dos governantes mundiais,
para que todas as evidências passem desper-
cebidas, ou nem mesmo venham a ser de co-
nhecimento público.
Já aqueles que acreditam na Ufologia
Mística,vislumbramnosdiscosvoadoresuma
oportunidade de estreitarmos os laços de con-
tato com esses seres. A Humanidade, durante
sua longa história, encontrou-se por diversas
vezes com esses “enviados”, revelando um
estreito laço de ajuda e cooperação durante a
trajetória de nossa civilização. Freqüentemen-
te, ouvimos notícias de pessoas que acredi-
tam estar mantendo contato com seres vindos
de outras galáxias. Eles afirmam que estari-
am aqui exclusivamente para alertar a Huma-
nidade para os perigos que estamos criando
com nossas armas nucleares, nossa poluição
e agressividade. Um exemplo clássico desse
tipo de contato foi o do se-
nhor Oswaldo Pedrosa, co-
nhecidopelopseudônimode
Dino Kraspedon e autor do
livro Contato com os Discos
Voadores, cuja experiência
se iniciou em 1952 no alto
daSerradeAngatuba,noEs-
tado de São Paulo. O que
mais chama a atenção no re-
lato deste contatado é a im-
pressionante descrição que o
ser alienígena faz de toda a
tecnologia utilizada por eles
para enfrentar os desafios de
uma viagem estelar.
A riqueza de detalhes é
surpreendente e, as palavras
deste viajante, interessantes.
Ele afirma que nossa Ciên-
cia precisa de mais humilda-
de e uma total reavaliação,
reconhecendoaexistênciade
outros mundos e civiliza-
ções. Eis um trecho de suas
mensagens, recebidas por
Pedrosa ainda em 1952:
“Admiro que os sábios da
Terra, não obstante todos os
erros que ainda não conse-
guiram sanar, se baseiem
nessa Ciência falha e ne-
guem a Ciência suprema, que é Deus. São
como um vaga-lume que, envaidecido da
sua luz, grita a todos os outros vaga-lu-
mes ‘não existe Sol nenhum, porque luz
só pode haver na minha cauda’ .”
Esta pequena frase – sendo verídica ou
não – faz com que todos nós possamos refle-
tir um pouco sobre os nossos valores e cren-
ças dentro do cenário ufológico. Os discos
voadores existem, isto é incontestável, princi-
palmente diante dos inúmeros relatos encon-
trados no vasto repertório ufológico. Agora,
o que faremos com todos esses números, re-
latos,contatoseaparições?Pu-
blicaremos cada vez mais li-
vros, que ficarão guardados
em nossas estantes como pro-
va fiel da presença alienígena
em nosso planeta? Qual será a
verdadeira utilidade destes
avistamentos e contatos para
as nossas vidas? E o que fare-
mos com as mensagens que
estes seres insistem em nos
transmitir? Quem consegue
garantir que estas informa-
ções,vindasdeseresdeoutras
galáxias,nãosãofrutodaima-
ginação de um contatado, ou
até mesmo do nosso inconsci-
entecoletivo,quebuscainces-
santemente uma saída para a
vida conturbada e agitada que
levamos todos os dias, duran-
te tanto tempo?
No filme Contato, estrela-
do pela atriz Jodie Foster, vi-
sualizamos esse dualismo que
ocorre constantemente dentro
da Ufologia. Diante da possi-
bilidade de um contato com
seres de outra galáxia, a per-
sonagem inicialmente perde a
chancedeseraúnicatripulante
a realizar uma viagem de con-
N
Os extraterrestres já estão aqui,
mas o que faremos com eles?
Alexandre Gutierrez
A Ufologia precisa analisar as intenções dos aliens empregando uma
visão que transcenda às barreiras impostas pelos próprios ufólogos
TendênciaTendência
OS ALIENS têm sua presen-
ça confirmada. Resta com-
preendermos o que querem
DossierAlieni
33.
tato com estesseres, pelo simples motivo de
nãoacreditarnafiguraenaexistênciadeDeus.
Transportandoissoparaanossarealidadevejo
que, consciente ou inconscientemente, cria-
mos verdadeiras muralhas dentro da Ufolo-
gia. Na Ufologia Científica buscamos a pro-
va física, o laudo comprovando que sim, real-
mente, determinado material é de origem ali-
enígena. Temos que ter a certeza de que não
foi confeccionado por seres humanos e, por
isso, trata-se de um achado ufológico. Busca-
mos a prova irrefutável, o documento top se-
cret, o carimbo mágico que mostre a veraci-
dade de um acontecimento.
Por outro lado, recebemos mensagens de
alienígenasquepedemumamudançadecom-
portamento, uma nova diretriz, um novo po-
sicionamento por parte dos seres humanos.
No conteúdo destas mensagens, palavras de
aviso e aconselhamento. Se pensarmos com
calma, eles, ao que parece, sabem o que di-
zem. Afinal, somos incoerentes em nossas
próprias atitudes. Planejamos colonizar o es-
paço e despejamos óleo em Galápagos. Nos
orgulhamos da nossa tecnologia e temos mi-
lhares de pessoas morrendo de fome todos os
dias.Tentamosclonarsereshumanos,masnão
dispomos da cura definitiva para uma sim-
ples gripe. Alguns afirmam que não precisa-
mos de seres vindos de galáxias distantes nos
dizendo o que devemos ou não fazer com a
nossa casa. Mas ainda assim eles o fazem.
Afinal, de que lado mora a verdade? Quem
merece maior credibilidade, ufólogos cientí-
ficos ou místicos? Dentro do cenário brasilei-
ro e mundial, a Ufologia Mística ou Avança-
da, como preferem alguns, sofre ainda mais
discriminação em virtude da ação dos supos-
tos contatados. Estes, em troca de dinheiro,
carros e terras, prometem aos seus seguidores
vislumbrar naves e sondas extraterrestres, que
confirmariam sua estreita ligação com os se-
res interplanetários que tanto alardeiam.
GENERAL DAS ESTRELAS — Abusando da
boa-fé da população, esses verdadeiros lo-
bos em pele de cordeiro levantam-se às cus-
tas de pessoas que confiam em suas mágicas
e truques baratos. Talvez seja este o motivo
pelo qual muitos não acreditem que a Ufolo-
gia Mística seja levada a sério, sobretudo pe-
los muitos pesquisadores do fenômeno. Pou-
cos foram os que ousaram cruzar esta linha
fina que separa os dois mundos da Ufologia
– e os que o fizeram são lembrados por suas
inquestionáveis contribuições. Para o saudo-
so ufólogo Alfredo Moacyr de Mendonça
Uchôa, conhecido por todos nós como “o ge-
neral das estrelas”, a Ufologia do futuro se-
ria aquela que “...estabeleceria as correla-
çõescientíficasentreapesquisaobjetiva,em-
pírica da Ufologia e a Filosofia esotérica,
espiritualista”. Já a presidente do Conselho
Editorial da Revista UFO, Irene Granchi,
quando indagada sobre sua opinião acerca
das diferentes linhas de pensamento dentro
da Ufologia, afirmou: “Eu, como tantos ou-
tros, procuro estabelecer uma ponte entre
as duas. O místico não pode ignorar o lado
científico, e este deve reconhecer aquele”,
concluiu. Sabendo que a verdade não é única
e exclusiva de ninguém, precisamos analisar
e permitir, dentro do ponto de vista da área de
atuaçãodecadapesquisador,oestudodasares-
tas da Ufologia Brasileira.
A Humanidade vem seguindo há sécu-
los os mesmos padrões de comportamento,
análise e estudo. Já é hora de expandirmos o
campo de visão e reavaliar os paradigmas da
nossa Ufologia. Para alguns casos encontra-
mos respostas na Ufologia Científica, mas
para outros necessitamos de uma análise di-
ferenciada que – por não possuirmos as fer-
ramentasnecessárias–nãoconseguimosdes-
vendar. Precisamos utilizar todos os recur-
sos necessários para descobrir as verdadei-
ras intenções dos seres que visitam o nosso
planeta. Com uma visão globalizada dos fa-
tos, permitindo-nos olhar o fenômeno de um
maior ângulo, teremos grandes surpresas ao
descobrir que a solução está muito próxima
de nossos olhos. Nós apenas estávamos im-
pedidos de vislumbrá-la por causa de uma
grande muralha à nossa frente.
ALEXANDRE GUTIERREZ CORRÊA, o mais novo
colunista de UFO, é jornalista e editor do bo-
letim Rastreador News [www.rastreadornews.-
hpg.com.br]. Seu endereço é: Rua Aluísio de
Carvalho 62, Imirim, 02470-120 São Paulo
(SP). E-mail: alexandre@ieg.com.br
Publicidade
34.
34 Março 2001
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○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
OPERAÇÃOECHELON
matéria sobre a Operação Echelon,
publicada em UFO 76, é até inte-
ressante, mas daí a afirmar que todas as
ligações, e-mails e faxes do mundo são
monitorados é demais. Já calcularam o
volume? Imaginem quantas mensagens
estão sendo enviadas somente no Brasil
neste momento? Pensar que os gover-
nos são vigiados, até podemos admitir,
mas todas as pessoas? É um pouco de-
mais! Os responsáveis pela matéria de-
veriam assistir menos a seriados como
Arquivo X e Jornada nas Estrelas, e es-
crever artigos mais próximos da reali-
dade. A Ufologia, como toda Ciência,
deve se enquadrar em três palavras: ló-
gica, razão e bom senso. Fora disso é
pura especulação e fantasia.
Carlos Lopes,
São Lourenço (MG)
i o texto do jornalista Aldo Novak e
fiquei admirado com a quantidade de
informações absurdas que contém. Sou
especialista em comunicações e trabalho
como consultor de e-commerce para
agências de São Paulo e Rio de Janeiro e,
portanto, tenho amplo conhecimento da
área. O que ele escreveu é simplesmente
um absurdo. Todos nós sabemos que o
governo americano possui bases, satéli-
tes e uma ampla rede de informações dis-
tribuída nos quatro cantos do globo, mas
até mesmo esta potência tem limite. Se
o que ele escreveu fosse em parte uma
pequena realidade, não haveria invasões
de hackers em computadores da Nasa,
NSA e do Pentágono. Certamente tam-
bém não haveria tantos atentados terro-
ristas. Acho que o assunto é muito inte-
ressante, mas a fantasia em demasia pre-
judicou a seriedade do assunto
Pedro de Arimatéia Rodrigues,
hoaxufo@bol.com.br
inalmente UFO teve a coragem de pu-
blicar um artigo profundo sobre espio-
nagem. O Echelon é uma dura realidade,
mas não podemos ignorá-lo, especialmen-
te quem trabalha na pesquisa ufológica. Fui
funcionária de uma empresa norte-ameri-
canaqueprestaserviçosdedeterminadoor-
ganismo de espionagem daquele país. Não
posso identificar estas instituições mais do
que isso. Mas o fato é que tive oportunida-
de de observar o que se faz em termos de
espionagem no mundo. Novak com certe-
za deverá ser incomodado direta ou direta-
mente por ter tido a frieza de expor tais fa-
tos – que, aliás, precisavam transcender ao
círculo de leitores de UFO e atingir públi-
cos maiores. Em todo o mundo, empresas,
instituições de pesquisa e até pessoas co-
muns protestam contra o governo dos EUA
e seus programas “de inteligência”. Preci-
samos urgentemente engrossar o coro.
Maria Luiza Mendonça de Barros,
Rio de Janeiro (RJ)
seção Busca de Respostas desta edi-
ção está sendo dedicada à polêmica
gerada por duas matérias publicadas
em UFO 76, Indiano adorado por milhões
alega ter contato com ETs e Operação
Echelon, que geraram grande debate. Já es-
perávamos tal reação, pois os textos trata-
ram de assuntos extremamente complexos,
e publicamos a seguir esclarecimentos dos
autores e opiniões de alguns leitores sobre
essas matérias. Com relação ao artigo Ope-
ração Echelon, o jornalista e consultor de
UFO Aldo Novak [aldonovak@rela-
torioalfa.com.br]enfatizaalgunspontosque
não ficaram nítidos no texto. Não é dele,
porexemplo,aafirmaçãodeque
o sistema seja capaz de escutar
conversas telefônicas captadas
poraparelhosnogancho.Estafoi
uma informação passada pelo
ufólogo britânico Graham Bird-
sall ao editor de UFO, A. J. Ge-
vaerd, que achou por bem inse-
ri-la no texto, fazendo-o de uma
forma que caracteriza interven-
ção editorial, entre colchetes e
emitálico.“Osistemapossuifa-
lhas que podem e devem ser ex-
ploradas pelos defensores da li-
berdade individual. Uma delas
está, claramente, na impossibi-
lidade física de obter informa-
ções onde elas não são transmitidas”, es-
clareceu Novak, que recebeu elogios de
muitos leitores por seu texto.
Já o analista de sistemas Luiz Eduardo
de Castro [lsantac@uol.com.br], autor de
Indianoadoradopormilhõesalegatercon-
tato com ETs, faz ressalva a detalhes de seu
artigo. “Sei que UFO tem uma linha edi-
torial rígida quanto a assuntos mais
transcendentais, mas houve uma grande
falha ao colocar o box Sai Baba é acusa-
do de pedofilia no meio do artigo sobre o
avatar,poistodavibraçãoqueotexto prin-
cipal tentava construir foi quebrada”, ale-
ga Castro, com razão. Ele acrescenta que
não se trata de fa-
natismo e muito
menos endeusa-
mento da figura
de Sai Baba. O
problema a que se refere foi causado pela
própria Redação da revista, ao deixar de
publicar no box o crédito da matéria, que
é da Equipe UFO. Dessa forma, quem lê o
box dificilmente entende a mensagem que
o autor pretendeu passar, que ficou ofus-
cada pela nota redatorial.
“Deixo claro ainda que não realizei
nenhuma pesquisa sobre a questão Sai
Baba e pedofilia, pois meu objetivo era
mostrar a possibilidade dele ser realmente
um ser especial e importante para a trans-
formação da Humanidade”, acrescentou
Castro, que indaga como alguém poderia
enganar tantas pessoas por tanto tempo e
de forma tão impressionante. “Mesmo que
ele não produzisse nenhum tipo de fenô-
meno, somente suas obras sociais e educa-
cionais seriam suficientes para dizermos
que ele é muito iluminado”. O que entriste-
ceu o autor, cuja carreira na re-
vista se inicia, é que muitas ve-
zes um simples comentário
pode fazer com que tudo isso
seja esquecido. Para Castro, a
denúncia de pedofilia merece,
sem dúvida, uma investigação
profunda, mas certamente de-
veria se enquadrar na catego-
ria de informação duvidosa, o
que não condiz com a biblio-
grafia do avatar. — EDITOR
A
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
A
L F
EditoriadeArte
35.
35Março 2001
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
SWAMI SAIBABA
iquei decepcionado com a total perda
de tempo em publicar a matéria de Luiz
Eduardo de Castro sobre o líder religioso
indiano Sai Baba, em UFO 76. Fica difícil
compreender como se pode acreditar em
tantascoisasabsurdas,comocurasmilagro-
sas, ressurreição de cadáveres, etc. Penso
que a Ufologia Mística só serve para disse-
minarodescrédito.Éumaespéciede“quin-
ta coluna”, contribuindo para desprestigiar
a Ufologia séria. Acho que a revista deve-
ria publicar um artigo contestando os deva-
neios do pedófilo, e não ufólogo, Sai Baba.
Newton José Brito,
newtonjosebrito@ig.com.br
enho estudado e pesquisado bastante
sobre Sai Baba, e no mínimo posso di-
zer que se trata de um fenômeno digno de
estudo. Os relatos e testemunhos a respeito
de seus feitos são algo que realmente mere-
cem um trabalho sério de pesquisa. No ar-
tigo, entretanto, foi extremamente infeliz,
provavelmente de responsabilidade do edi-
tor da revista, a denúncia de pedofilia feita
por David Bailey contra Sai Baba. Seus fei-
tos e milagres não foram contestados e têm
peso bastante diferente do depoimento de
um indivíduo que resolveu alcançar a noto-
riedadeatravésdesupostasrevelaçõesbom-
básticas sobre a conduta do avatar. Mas o
querealmentenãodáparaaceitaréqueesta
revistatenhapermitidoainclusãodessedes-
taque infeliz bem no meio do artigo de Luiz
Eduardo de Castro. E esse destaque apare-
ce junto a várias informações sobre Sai
Baba, que apresenta em seu currículo um
conjunto de ensinamentos que têm muda-
do a vida de milhões de pessoas.
Nilza Tescarollo,
São Paulo (SP)
artigo sobre Sai Baba constituiu um
bom resumo da vida e obra do avatar.
Mas devo corrigir a informação de que o
vibhutisejaumlíquidodoceepegajoso(este
é a amritha). O vibhuti é, na verdade, a cin-
zasagradamaterializadaporBaba.Comre-
lação ao texto Sai Baba é acusado de pedo-
filia só nos resta lamentar que realmente
exista uma campanha mundial de difama-
ção contra o avatar. O cientista Erlendur
Haraldsson, antes de publicar seu livro
Modern Miracles, realizou extensa pesqui-
sa sobre os fenômenos associados a ele, e
praticamente descartou a hipótese de frau-
de. Peggy Mason e Ron Laing, em seu li-
vro Sai Baba, a Encarnação do Amor,
perguntaram ao indiano o que achava do
aumento no número de observações e ater-
rissagens de UFOs em todo o mundo, e se
os ETs estavam aqui para nos ajudar. O
swami respondeu que sim e acrescentou:
“E eles têm muito trabalho a fazer”.
Miklos Burger,
miklos@bahianet.com.br
DIREITO DE RESPOSTA
om surpresa e consternação li a maté-
ria A verdade sobre a morte de Uyran-
gê Hollanda, de Marco Antonio Petit. O
autorcontestava,depoisdetrêsanos,asopi-
niões por mim apresentadas em meu livro
Verdades que Incomodam [Biblioteca
UFO].Considerandoquenemsequermen-
cionei o nome desse ufólogo – nem de ou-
tros com os quais conversei sobre o fato –
me parece agora despropositada sua atitu-
de. Se Petit se sentiu melindrado com mi-
nhas opiniões, por que esperou tanto tem-
po para manifestar-se? Além disso, por que
não me procurou para emitir sua opinião?
Existem pessoas que não gostam de
ouvir verdades, mas sugiro, como ponto fi-
nal, que respondam ou apenas analisem o
seguinte: estou na Ufologia há 51 anos, dos
quais 37 no Brasil, enquanto algumas pes-
soas,quemotivaramestacarta,nemtinham
nascido. O caso PC Farias, por exemplo,
foi dado oficialmente como “crime
passional e suicídio”, e o laudo do Instituto
Médico Legal (IML) foi assinado por um
legista no mínimo suspeito, que tratou com
ironia e desprezo um colega, este sim sério
ehonesto.QuemleuamatériasobreoEche-
lon, de Aldo Novak, em UFO 76, pôde ver
que muitas coisas por ele citadas são terri-
velmente sérias, e que minhas suspeitas ou
deduções têm muita chance de serem mais
reais do que gostaríamos. Por último, quem
poderia explicar, séria e cientificamente,
como alguém se suicidaria com o cordão
do roupão e deitado na cama? Esta é a ver-
são a mim passada pelo próprio Marco Pe-
tit, em dezembro de 1997.
Alberto Romero,
Salvador (BA)
F
O
T
C
De onde um ufólogo arreca-
da fundos para suas pesqui-
sas? Tiago R. Macedo, tiagorom@
bestway.com.br
Geralmenteosrecursosparapes-
quisa ufológica são próprios dos ufó-
logos. Raramente as entidades ufo-
lógicas recebem algum auxílio gover-
namental. Muitos dos grupos hoje
existentes são mantidos por filiados,
ou seja, pessoas simpatizantes e in-
teressadas na temática ufológica.
Quem sabe num futuro próximo,
quando a Ufologia estiver mais orga-
nizada juridicamente, possamos rei-
vindicar outras formas de apoio.
— RAFAEL CURY, co-editor
Os chamados seres intra-
terrestres realmente existem?
Pablo Faustini, Salvador (BA).
Pelo que a Ciência já descobriu
e provou, no que diz respeito à tem-
peratura, pressão, composição quí-
mica, etc, é impossível que haja no
interior da Terra uma forma de vida
semelhante a nossa. Pode até ha-
ver algum tipo de bactéria resisten-
te a altas temperaturas, mas muito
diferente do que a Ufologia descre-
ve como tripulantes de discos voa-
dores. Nosso planeta é como um
queijo suíço, cheio de cavernas,
as quais são usadas pelos ETs
como bases ou esconderijos.
— CLAUDEIR COVO, co-editor
Os ETs têm significado físi-
co ou espiritual? Gessiane Dias,
Salvador (BA)
Para a Ufologia Científica eles
têm significado físico. Já na Holísti-
ca eles são analisados sob a forma
física, espiritual e multidimensional.
Afinal, tudo o que existe é criação
de Deus e, conseqüentemente, em
essência, somos todos iguais.
— EUSTÁQUIO PATOUNAS, consultor
Envie sua opinião para UFO
Caixa Postal 2182, 79008-970 Campo Grande (MS)
Fone: (67) 724-6700 – Fax: (67) 724-6707
Endereço eletrônico: redacao@ufo.com.br
Nosso site: www.ufo.com.br
36.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
MISTÉRIOS NO FUNDODO MAR
elato aqui a experiência vivida por
meu tio Vicente de Lima, marinhei-
ro, no dia 21 de janeiro de 1973. “Está-
vamos em faina de pesca, na área do Ar-
quipélago de São Pedro e São Paulo, em
alto-mar. Meu companheiro, Antonio Sil-
va, pescava albacoras, um peixe de alto
valor comercial. Naquela região também
se captura as cobiçadíssimas lagostas e,
por isso, havia muitos barcos estrangei-
ros tentando burlar a vigilância da Mari-
nha, que jogava pesado contra os infra-
tores, os abordando e prendendo”. Era
uma noite de mar tranqüilo, e meu tio,
o cozinheiro Silva e o mestre Lira pe-
gavam uma brisa na popa da embarca-
ção, quando, de repente, surgiram de
dentro do mar três luzes multicoloridas.
“Elas passaram por cima de nós em al-
tíssima velocidade. Ficamos um pouco
perturbados e levamos tempo para re-
agir e entender o que se passava”.
Após isso as luzes pararam, como se
os estivessem observando, e começaram
a soltar faíscas. Não faziam qualquer ruí-
do e movimentavam-se na horizontal e
vertical. “Sótínhamosumacerteza:aqui-
lonãoeracoisadomundodoshumanos”.
Os objetos luminosos pareciam voar em
torno de seu próprio eixo. Segundo meu
tio, elas mediam cerca de 10 m de diâme-
tro e subiram a uma grande altura, des-
cendo rapidamente em seguida, quase to-
cando a superfície. Finalmente, as três lu-
zes fundiram-se em um só corpo, que de-
sapareceu no firmamento.
José Benedito Lima de Oliveira,
Petrolina (PE)
R
ESTRANHO OBJETO EM FOTO
euirmãomoraemSãoJoãoDelRei
(MG) e, certa vez, tirando fotogra-
fias de sua cidade, registrou um estranho
objeto no céu [Abaixo e no detalhe]. O
curioso é que ele não percebeu nada no
momento. A foto foi tirada por uma má-
quina comum, sem muitos recursos, mas
quandorevela-
mos o filme
notamos que
havia um pon-
to preto, no
canto esquer-
do, meio des-
focado. Acha-
mos inicial-
mentequefos-
se defeito da
revelação. No
entanto,quan-
do vimos o
negativo, notamos que o ponto também
aparecia lá. Não tenho certeza do que
sejaesteobjeto,pois,comojádisse,meu
irmão não viu nada de anormal quando
tirou a foto. Mas como a cidade é fa-
mosaporapariçõesdeUFOs,resolvien-
viar a fotografia para que especialistas
no assunto analisassem.
Ricardo Campos,
São Paulo (SP)
ESFERA VERMELHA NO AMAZONAS
a noite de 25 de junho de 1985, em
Manaus, estávamos minha mulher
e eu sentados na entrada do Hotel de
M
N
○○○○○○○○○○○○○○
Trânsito de Subtenentes e Sargentos,
localizado na Estrada da Ponta Negra,
comumamigo.Aguardávamostranspor-
te para São Gabriel da Cachoeira (AM).
Do outro lado da avenida, em frente ao
referido hotel, fica o muro e um bosque
do Centro de Instrução de Guerra na Sel-
va. De repente, de trás das copas das
árvores surgiu
um círculo
vermelho, do
tamanho de
uma bola de
futebol, que se
elevou à apro-
ximadamente
dois metros.
Eleficoupara-
do por cerca
de cinco se-
gundos, des-
ceu novamen-
te por trás das
árvoresedesa-
pareceu. Minha esposa olhou para mim
e perguntou: “Você viu?” Ela não emi-
tia luz, era como se fosse apenas pintada
de vermelho e colocada no alto do céu.
Alguém poderia aventar a possibilida-
de de ser um artifício de iluminação,
mas tenho certeza de que não era, pois
conheço bem todos eles.
Wilton Monteiro Sobrinho,
wiltonmont@bol.com.br
ENIGMÁTICA BOLA DE FOGO
erta vez, fui com um amigo e seu pai
pescar no Rio Cuiabá, às 20:30 h.
Como a pescaria estava ruim, decidi ficar
apenas observando o céu, principalmente
asestrelas,queestavambastantenítidasna-
quela noite. De repente, surgiu uma bola
defogodecerca de 1,40m,comumacau-
dadecercade2,5m,fazendobarulhoidên-
tico ao do riscar de um palito de fósforo.
Ela emitia uma luz branca e forte. O avis-
tamento durou cerca de oito segundos.
Nunca tinha visto algo semelhante. Mas
o que me deixou mais intrigado foi que
ninguém percebeu o fenômeno. Quando
indagueiospescadoressobreoobjeto,eles
ignoraram minha pergunta.
Juno Wesley da Silva,
Pontes e Lacerda (MT)
C
36 Março 2001
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
RicardoCampos
Caixa Postal 2182, 79008-970 Campo Grande (MS)
Fone: (67) 724-6700 – Fax: (67) 724-6707
Endereço eletrônico: redacao@ufo.com.br
Nosso site: www.ufo.com.br
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