Área/ Unidade:
CP1
Núcleo Gerador (1):
Direitos e Deveres
Domínio de Referência:
DR1 – Contexto Privado
TEMA:
Liberdade e Responsabilidade Pessoal
Curso de EFA – Nível Secundário2015/2016
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE
Mara Ferreira
ProfessoraCristinaGraça
28 de Outubrode 2015
2ª Versão
Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
Índice
Introdução………………………………………………………………………………………3
Rede conceptual da Ação Humana………………………………………………………….4
Ações livres…………………………………………………………………………………….5
Responsabilidade……………………………………………………………………………...5
Liberdade e Responsabilidade/ Bem individual e Bem comum....................................7
Conclusão……………………………………………………………………………………..11
Webgrafia……………………………………………………………………………………..12
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
Introdução
Nesta temática de liberdade e responsabilidade pessoal pretendo dirigir um trabalho que
mostre não só o que é o significado destes dois termos como refletir sobre a ação humana,
começando por explicar a rede conceptual da ação humana. Depois, a partir de casos
apresentados, vou enumerar quais se tratam de acções livres e justificar as mesmas escolhas.
Na parte final vou elaborar uma reflexão pessoal sobre liberdade e responsabilidade falando
de decisões importantes que tomei na minha vida e apresentar o meu ponto de vista sobre as
mesmas, bem como o ponto de vista dos que me rodeiam.
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
rede
concetual
da ação
humana
agente
motivo
causa
intenção
decisãoexecução
resultados
consequências
liberdade
1ª Atividade
1- Rede conceptual da Ação Humana
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
2- Ações Livres
c) Martim recusa-se a comprar atum de conserva quando descobre que este corre
o risco de extinção devido à pesca excessiva.
Trata-se de uma ação livre, o sujeito Martim tem o conhecimento de que o atum corre
o risco da extinção devido à pesca excessiva, então toma a decisão de não comprar
atum de conserva.A parte de execução nesta ação é não comprar e o resultado dela
será a ajuda dele no combate à pesca excessiva, as consequências deste ato são
positivas. Afirmo que é uma ação livre porque ele decide por ele mesmo sem
interferência de terceiros.
f) O António foi trabalhar para uma empresa de Évora para onde concorreu a um
lugar embora preferisse um emprego em Lisboa.
O António é que decidiu concorrer para o emprego em Évora, apesar de não ser a
sua primeira opção foi uma ação livre tomada por ele, pois implicou uma decisão
voluntária.
Ponderada a última opção, entendo não ser uma ação, pois não refere que havia
mais opções.
3- Responsabilidade
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
1- Sonho que estou a matar alguém
2- Distraí-me e fiz barulho a mastigar durante o almoço
3- Comi a sobremesa que era para a minha irmã
Na minha opinião esta é a ordem crescente correta de acções com menor para
maior grau de responsabilidade. Coloquei em primeiro lugar o :”sonho que estou a
matar alguém “ porque o sonho não é algo que consigamos controlar é involuntário ou
seja não podemos ter responsabilidade por algo que não foi pensado em consciência,
embora a psicanálise diga que o sonho é o espaço para expor desejos inconscientes
reprimidos, mas eu não sou da mesma opinião, para mim o sonho é uma experiência
na qual não temos qualquer controlo e os seus temas surgem do “nada” ou de ideias
que nem pensamos/descobrimos terem qualquer sentido, pelo menos na maioria das
vezes.
Em segundo esta: “ Distrai-me e fiz barulho a mastigar durante o almoço”, qualquer
ser humano tem pequenas distrações que podem ser visuais, auditivas, olfactivas…
neste caso a distração levou a que fizesse barulho a mastigar, se formos a pensar
bem não foi algo feito de propósito, acabou por ser um ato feita sem pensar o que faz
com que o seu grau de responsabilidade seja baixo.
Em último lugar como ação com mais responsabilidade de quem a executa, escolhi o
exemplo: “Comi a sobremesa que era para a minha irmã”.O sujeito sabia que a
sobremesa não era para ele e mesmo assim comeu-a, é uma ação consciente, o
agente sabe o que esta a fazer e até que não o deveria fazer, logo é totalmente
responsável por ela.
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
Viver e fazer viver os outros felizes
2ª Atividade
1-Liberdade e Responsabilidade
 Liberdade, o conceito de liberdade equivale ao direito de agir segundo o seu livre
arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é
a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um
conjunto de ideias liberais e dos direitos de cada cidadão.
 Responsabilidade, é um substantivo feminino com origem no latim e que
demonstra a qualidade do que é responsável, ou obrigação de responder por atos
próprios ou alheios, ou por uma coisa confiada.
2-Opções decisões e suas consequências
 Opções, opção é uma faculdade de poder escolher entre duas ou mais coisas. É feita
de libre arbítrio, ou seja, uma escolha livre e de vontade espontânea, é aquilo que o
individuo escolhe fazer ou ser.
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
 Decisões, a decisão é uma é uma determinação ou resolução que se toma acerca de
uma determinada coisa. Regra geral, a decisão supõe iniciar ou pôr fim a uma
situação; isto é, impõe uma mudança de estado.
 Consequências, é um conceito que vem de outro acontecimento. Por exemplo: "Bati
o carro e aleijei-me na cabeça", magoar a cabeça é a consequência de bater com carro
. Vale salientar, que algumas consequências que acontecem na vida das pessoas
podem ocorrer devido a situações provocadas por elas mesmas, através de escolhas
ou ações, ou de outra forma, podem acontecer devido a situações naturais e
espontâneas, que não são provocadas diretamente por um indivíduo.
3-Bem individual e Bem comum
 Bem individual, é o bem do próprio indivíduo, acaba por ser a felicidade. Felicidade
só é alcançada quando não resta mais nenhum desejo, um ser feliz é um ser que está
bem consigo mesmo
 Bem comum, define os benefícios que podem ser partilhados por várias pessoas,
pertencentes á um determinado grupo ou comunidade. O bem comum na filosofia, está
relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo
devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores
condições de vida.
Vou começar por falar de decisões importantes que tomei na minha vida, há
aproximadamente 3 anos. Quando tinha 16 anos, surgiu-me a oportunidade de
realizar voluntariado, na APPC de Leiria (Associação Portuguesa de Paralisia
Cerebral) no âmbito das férias animadas de verão. Estas férias consistem em
integrar mais as crianças e conseguir proporcionar-lhes experiências únicas que
normalmente com as suas condições seria mais difícil de as conseguirem ter.
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
O primeiro dia em que fui, fomos até ao jardim zoológico. Ficou-me entregue um
rapaz, chamado Bernardo, que sofre de paralisia cerebral e que por isso está
condicionado para a sua vida a uma cadeira de rodas. No entanto não foi esse
impedimento suficiente para que ele, e todas as outras crianças especiais que
foram, não pudessem aproveitar toda a experiência que o jardim zoológico
proporciona. Nesse dia consegui partilhar a alegria daquelas crianças que
conseguiram encher-me dessa sua mesma alegria. Claro que esta experiência tráz
grande responsabilidade, pois estas crianças necessitam de cuidados e atenções
especiais, mas é uma responsabilidade boa, que no fim é totalmente compensada. É
compensada na maneira como eles nos agradecem no final com o sorriso nas suas
caras, e com o fato de eles estarem a fazer algo que todas as crianças devem ter o
direito de fazer.
A segunda saída foi para a o pinhal das artes, desta vez fui como uma menina de
2 anos que tem uma patologia que ainda não foi diagnosticada pelos médicos. A
condição dela é muito complicada praticamente que não tem reações, não anda,
não consegue sequer controlar nenhum dos membros do corpo. Nesse dia andei
quase o tempo todo com ela ao colo ou na sua cadeirinha. Neste sítio dedicado
especialmente a crianças sentimo-nos como num conto de fadas, existem várias
pessoas, inclusive crianças vestidas de fadinhas e que andam a passear pela
floresta como se fossem fadas. Neste projecto que é um projecto musical existem
diversas tendas e zonas que estimulam diferentes sentidos das crianças
especialmente musicais, e mesmo as crianças com menos capacidades conseguem
despertar reacções. A menina que acompanhei sorriu várias vezes e numa das
sessões acabou por adormecer de tão tranquila que foi a música, conseguiu acalmá-
-la tanto que acabou por adormecer “com os anjinhos”. Gostei mesmo muito do local
e de todas as emoções que foram proporcionadas. Claro que com esta experiência
senti-me capaz de ajudar os outros, e nestas experiências acabei também por
ganhar a nível pessoal. Aprendi a ver mais o lado das pessoas que são diferentes e
ver as dificuldades que sentem e como assim as posso ajudar a ultrapassá-las.
Fiz ainda mais três dias de voluntariado, um incluiu ir até São Martinho do Porto de
comboio para ir à ” praia”, outro fomos até ao pavilhão do conhecimento em Lisboa e
o último foi uma viagem até ao Porto, para andar de barco no Douro. Todos estes
dias me marcaram sempre pelas diferentes experiências e sensações que me
proporcionaram, pela positiva é claro. Tratou-se de um bem comum e individual
simultaneamente.
Um ano depois quando tinha 17 anos, surgiu-me outra vez uma oportunidade de
fazer voluntariado. Desta vez foi num Jardim Infantil, na sala dos 3 aos 6 anos,
durante o mês inteiro de Julho. Esta oportunidade surgiu porque uma das minhas
tias trabalha neste Jardim Infantil, e a sua colega de sala estava na altura de baixa e
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
ela pediu-me para eu ir ajudá-la. Desta vez foi uma experiência diferente, estas
crianças não tinham quaisquer problemas o que fazia com que fosse mais fácil de
lidar com elas, e como foi um período mais longo, deu para me afeiçoar mais,
ficaram como se fossem os” meus meninos”, era recebida sempre com enorme
carinho; lembro-me como se fosse hoje de lá chegar de manhã e eles virem todos a
gritar “Maraaa” e abraçarem-se às minhas pernas, sem dúvida que foi uma
experiência na qual fui mimada todos os dias, claro que houve crianças que
demorou mais a ganhar a sua confiança mas no fim já tinha a de todos.
Estas duas experiências acabaram por me dar maturidade pois foram-me confiados
outros seres humanos mais frágeis, que eu, para poder tomar conta, senti que
também foi preciso uma grande confiança das outras pessoas para me darem este
tipo de responsabilidade. Foi bom para mim, mas especialmente para elas, terem
oportunidade de vivenciar estas iniciativas.
Mais uma das decisões que tive de tomar, bastante importante, foi o de organizar
uma viagem para mim e 11 membros da minha família. Tudo começou com a ideia
de fazer uma viagem anual de família com destino a uma capital Europeia. Esta
viagem ocorreu em Maio de 2015,o destino escolhido foi Dublin, mas alguém teve
de ser nomeado para organizar todos os pormenores que uma viagem implica e a
minha família entregou-me esse cargo. Ao início achei muita pressão, pois organizar
tudo sozinha era muita responsabilidade, se alguma coisa falhasse a culpa seria
minha. Andei muito nervosa durante aquele tempo todo porque desde comprar
bilhetes de avião até escolher hotel, definir o que íamos visitar, foi tudo da minha
responsabilidade e não estamos a falar de um pequeno grupo de duas ou três
pessoas, nós éramos doze. O nervosismo ia aumentando a medida que a data se ia
aproximando. Chegou o dia em que tinha de fazer o check in online, e ao tentar
colocar a data de nascimento de um dos meus primos (a data não existia) só dava
para colocar maiores de idade. Acabei por passar mais de uma hora ao telefone
com uma senhora da companhia aérea, a resolver o problema. Não foi nada fácil, aí
comecei a sentir que estava a desapontar a minha família. Mas no dia que
chegámos ao aeroporto estava tudo tratado corretamente, a viagem correu na
perfeição, todos os assuntos que tinha tratado foram bem feitos e no fim acabaram
todos por me agradecer e já se encarregaram de me dizer que para a próxima teria
o mesmo papel de organizadora. Obviamente que me senti muito bem por ter
corrido tudo bem e ter conseguido organizar assim uma viagem internacional,
sozinha, e fiquei também feliz por sentir que a minha família ficou orgulhosa de mim
pelo que fiz sem qualquer ajuda.
Em cima falei de assuntos acerca de responsabilidade agora vou falar um pouco
sobre liberdade. Apesar de ainda viver sobre o teto dos meus pais acho que até
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
tenho uma grande liberdade. Também isso acontece devido ao facto de poder
ganhar o meu dinheiro para as minhas coisas, e isso acaba por fazer com que tenha
mais liberdade. A minha liberdade acaba por estar condicionada aos meus pais, são
eles que me a podem dar ou não dar. A maior liberdade que já me foi dada, foi fazer
uma viagem de 15 dias, quando tinha 17 anos pela Europa, fiz um Interrail com um
grupo de amigos, viajámos desde Londres, Paris, Zurique, Roma, Florença,
Barcelona… Até à data foi a maior liberdade que já me foi dada.
Mas para mim liberdade e responsabilidade são dois termos que são como irmãos
acabam por depender muito um do outro, a liberdade leva à responsabilidade e a
responsabilidade precisa também de liberdade.
Conclusão
Com este trabalho pude refletir sobre certas decisões que tomei na minha vida, que me
acabaram por beneficiar a nível pessoal. Também posso falar dos vários constrangimentos que
acabei por sentir ao longo da vida, como o fato de no início do meu voluntariado, estar com
medo das limitações, que podia sentir ao trabalhar com crianças com cuidados especiais. Senti
estas limitações por não ter qualquer formação nesta área. Outra limitação sentida foi quando
organizei a viagem de família, e tinha a responsabilidade toda sobre mim, e como nunca tinha
feito nada do género sozinha senti medo e receio de falhar.
Também com este trabalho aprendi mais acerca da ação humana e da responsabilidade e
liberdade e como elas são importantes em todos os aspectos da nossa vida.
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301
Webgrafia
 http://www.significados.com.br/liberdade/
 http://conceito.de/liberdade
 http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/05/13/liberdade-e-
respeitar-as-proprias-escolhas-e-o-limite-dos-outros.htm
 http://pt.slideshare.net/abarros/o-conceito-de-liberdade-efa-presentation
 http://www.significados.com.br/responsabilidade/
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Agrupamento de
Escolas da Batalha 160301

Uc1 dr1

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    Área/ Unidade: CP1 Núcleo Gerador(1): Direitos e Deveres Domínio de Referência: DR1 – Contexto Privado TEMA: Liberdade e Responsabilidade Pessoal Curso de EFA – Nível Secundário2015/2016 CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE CIDADANIA E PROFISSIONALIDADE Mara Ferreira ProfessoraCristinaGraça 28 de Outubrode 2015 2ª Versão Agrupamento de Escolas da Batalha 160301
  • 2.
    2 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 Índice Introdução………………………………………………………………………………………3 Rede conceptual da Ação Humana………………………………………………………….4 Ações livres…………………………………………………………………………………….5 Responsabilidade……………………………………………………………………………...5 Liberdade e Responsabilidade/ Bem individual e Bem comum....................................7 Conclusão……………………………………………………………………………………..11 Webgrafia……………………………………………………………………………………..12
  • 3.
    3 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 Introdução Nesta temática de liberdade e responsabilidade pessoal pretendo dirigir um trabalho que mostre não só o que é o significado destes dois termos como refletir sobre a ação humana, começando por explicar a rede conceptual da ação humana. Depois, a partir de casos apresentados, vou enumerar quais se tratam de acções livres e justificar as mesmas escolhas. Na parte final vou elaborar uma reflexão pessoal sobre liberdade e responsabilidade falando de decisões importantes que tomei na minha vida e apresentar o meu ponto de vista sobre as mesmas, bem como o ponto de vista dos que me rodeiam.
  • 4.
    4 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 rede concetual da ação humana agente motivo causa intenção decisãoexecução resultados consequências liberdade 1ª Atividade 1- Rede conceptual da Ação Humana
  • 5.
    5 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 2- Ações Livres c) Martim recusa-se a comprar atum de conserva quando descobre que este corre o risco de extinção devido à pesca excessiva. Trata-se de uma ação livre, o sujeito Martim tem o conhecimento de que o atum corre o risco da extinção devido à pesca excessiva, então toma a decisão de não comprar atum de conserva.A parte de execução nesta ação é não comprar e o resultado dela será a ajuda dele no combate à pesca excessiva, as consequências deste ato são positivas. Afirmo que é uma ação livre porque ele decide por ele mesmo sem interferência de terceiros. f) O António foi trabalhar para uma empresa de Évora para onde concorreu a um lugar embora preferisse um emprego em Lisboa. O António é que decidiu concorrer para o emprego em Évora, apesar de não ser a sua primeira opção foi uma ação livre tomada por ele, pois implicou uma decisão voluntária. Ponderada a última opção, entendo não ser uma ação, pois não refere que havia mais opções. 3- Responsabilidade
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    6 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 1- Sonho que estou a matar alguém 2- Distraí-me e fiz barulho a mastigar durante o almoço 3- Comi a sobremesa que era para a minha irmã Na minha opinião esta é a ordem crescente correta de acções com menor para maior grau de responsabilidade. Coloquei em primeiro lugar o :”sonho que estou a matar alguém “ porque o sonho não é algo que consigamos controlar é involuntário ou seja não podemos ter responsabilidade por algo que não foi pensado em consciência, embora a psicanálise diga que o sonho é o espaço para expor desejos inconscientes reprimidos, mas eu não sou da mesma opinião, para mim o sonho é uma experiência na qual não temos qualquer controlo e os seus temas surgem do “nada” ou de ideias que nem pensamos/descobrimos terem qualquer sentido, pelo menos na maioria das vezes. Em segundo esta: “ Distrai-me e fiz barulho a mastigar durante o almoço”, qualquer ser humano tem pequenas distrações que podem ser visuais, auditivas, olfactivas… neste caso a distração levou a que fizesse barulho a mastigar, se formos a pensar bem não foi algo feito de propósito, acabou por ser um ato feita sem pensar o que faz com que o seu grau de responsabilidade seja baixo. Em último lugar como ação com mais responsabilidade de quem a executa, escolhi o exemplo: “Comi a sobremesa que era para a minha irmã”.O sujeito sabia que a sobremesa não era para ele e mesmo assim comeu-a, é uma ação consciente, o agente sabe o que esta a fazer e até que não o deveria fazer, logo é totalmente responsável por ela.
  • 7.
    7 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 Viver e fazer viver os outros felizes 2ª Atividade 1-Liberdade e Responsabilidade  Liberdade, o conceito de liberdade equivale ao direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias liberais e dos direitos de cada cidadão.  Responsabilidade, é um substantivo feminino com origem no latim e que demonstra a qualidade do que é responsável, ou obrigação de responder por atos próprios ou alheios, ou por uma coisa confiada. 2-Opções decisões e suas consequências  Opções, opção é uma faculdade de poder escolher entre duas ou mais coisas. É feita de libre arbítrio, ou seja, uma escolha livre e de vontade espontânea, é aquilo que o individuo escolhe fazer ou ser.
  • 8.
    8 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301  Decisões, a decisão é uma é uma determinação ou resolução que se toma acerca de uma determinada coisa. Regra geral, a decisão supõe iniciar ou pôr fim a uma situação; isto é, impõe uma mudança de estado.  Consequências, é um conceito que vem de outro acontecimento. Por exemplo: "Bati o carro e aleijei-me na cabeça", magoar a cabeça é a consequência de bater com carro . Vale salientar, que algumas consequências que acontecem na vida das pessoas podem ocorrer devido a situações provocadas por elas mesmas, através de escolhas ou ações, ou de outra forma, podem acontecer devido a situações naturais e espontâneas, que não são provocadas diretamente por um indivíduo. 3-Bem individual e Bem comum  Bem individual, é o bem do próprio indivíduo, acaba por ser a felicidade. Felicidade só é alcançada quando não resta mais nenhum desejo, um ser feliz é um ser que está bem consigo mesmo  Bem comum, define os benefícios que podem ser partilhados por várias pessoas, pertencentes á um determinado grupo ou comunidade. O bem comum na filosofia, está relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores condições de vida. Vou começar por falar de decisões importantes que tomei na minha vida, há aproximadamente 3 anos. Quando tinha 16 anos, surgiu-me a oportunidade de realizar voluntariado, na APPC de Leiria (Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral) no âmbito das férias animadas de verão. Estas férias consistem em integrar mais as crianças e conseguir proporcionar-lhes experiências únicas que normalmente com as suas condições seria mais difícil de as conseguirem ter.
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    9 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 O primeiro dia em que fui, fomos até ao jardim zoológico. Ficou-me entregue um rapaz, chamado Bernardo, que sofre de paralisia cerebral e que por isso está condicionado para a sua vida a uma cadeira de rodas. No entanto não foi esse impedimento suficiente para que ele, e todas as outras crianças especiais que foram, não pudessem aproveitar toda a experiência que o jardim zoológico proporciona. Nesse dia consegui partilhar a alegria daquelas crianças que conseguiram encher-me dessa sua mesma alegria. Claro que esta experiência tráz grande responsabilidade, pois estas crianças necessitam de cuidados e atenções especiais, mas é uma responsabilidade boa, que no fim é totalmente compensada. É compensada na maneira como eles nos agradecem no final com o sorriso nas suas caras, e com o fato de eles estarem a fazer algo que todas as crianças devem ter o direito de fazer. A segunda saída foi para a o pinhal das artes, desta vez fui como uma menina de 2 anos que tem uma patologia que ainda não foi diagnosticada pelos médicos. A condição dela é muito complicada praticamente que não tem reações, não anda, não consegue sequer controlar nenhum dos membros do corpo. Nesse dia andei quase o tempo todo com ela ao colo ou na sua cadeirinha. Neste sítio dedicado especialmente a crianças sentimo-nos como num conto de fadas, existem várias pessoas, inclusive crianças vestidas de fadinhas e que andam a passear pela floresta como se fossem fadas. Neste projecto que é um projecto musical existem diversas tendas e zonas que estimulam diferentes sentidos das crianças especialmente musicais, e mesmo as crianças com menos capacidades conseguem despertar reacções. A menina que acompanhei sorriu várias vezes e numa das sessões acabou por adormecer de tão tranquila que foi a música, conseguiu acalmá- -la tanto que acabou por adormecer “com os anjinhos”. Gostei mesmo muito do local e de todas as emoções que foram proporcionadas. Claro que com esta experiência senti-me capaz de ajudar os outros, e nestas experiências acabei também por ganhar a nível pessoal. Aprendi a ver mais o lado das pessoas que são diferentes e ver as dificuldades que sentem e como assim as posso ajudar a ultrapassá-las. Fiz ainda mais três dias de voluntariado, um incluiu ir até São Martinho do Porto de comboio para ir à ” praia”, outro fomos até ao pavilhão do conhecimento em Lisboa e o último foi uma viagem até ao Porto, para andar de barco no Douro. Todos estes dias me marcaram sempre pelas diferentes experiências e sensações que me proporcionaram, pela positiva é claro. Tratou-se de um bem comum e individual simultaneamente. Um ano depois quando tinha 17 anos, surgiu-me outra vez uma oportunidade de fazer voluntariado. Desta vez foi num Jardim Infantil, na sala dos 3 aos 6 anos, durante o mês inteiro de Julho. Esta oportunidade surgiu porque uma das minhas tias trabalha neste Jardim Infantil, e a sua colega de sala estava na altura de baixa e
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    10 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 ela pediu-me para eu ir ajudá-la. Desta vez foi uma experiência diferente, estas crianças não tinham quaisquer problemas o que fazia com que fosse mais fácil de lidar com elas, e como foi um período mais longo, deu para me afeiçoar mais, ficaram como se fossem os” meus meninos”, era recebida sempre com enorme carinho; lembro-me como se fosse hoje de lá chegar de manhã e eles virem todos a gritar “Maraaa” e abraçarem-se às minhas pernas, sem dúvida que foi uma experiência na qual fui mimada todos os dias, claro que houve crianças que demorou mais a ganhar a sua confiança mas no fim já tinha a de todos. Estas duas experiências acabaram por me dar maturidade pois foram-me confiados outros seres humanos mais frágeis, que eu, para poder tomar conta, senti que também foi preciso uma grande confiança das outras pessoas para me darem este tipo de responsabilidade. Foi bom para mim, mas especialmente para elas, terem oportunidade de vivenciar estas iniciativas. Mais uma das decisões que tive de tomar, bastante importante, foi o de organizar uma viagem para mim e 11 membros da minha família. Tudo começou com a ideia de fazer uma viagem anual de família com destino a uma capital Europeia. Esta viagem ocorreu em Maio de 2015,o destino escolhido foi Dublin, mas alguém teve de ser nomeado para organizar todos os pormenores que uma viagem implica e a minha família entregou-me esse cargo. Ao início achei muita pressão, pois organizar tudo sozinha era muita responsabilidade, se alguma coisa falhasse a culpa seria minha. Andei muito nervosa durante aquele tempo todo porque desde comprar bilhetes de avião até escolher hotel, definir o que íamos visitar, foi tudo da minha responsabilidade e não estamos a falar de um pequeno grupo de duas ou três pessoas, nós éramos doze. O nervosismo ia aumentando a medida que a data se ia aproximando. Chegou o dia em que tinha de fazer o check in online, e ao tentar colocar a data de nascimento de um dos meus primos (a data não existia) só dava para colocar maiores de idade. Acabei por passar mais de uma hora ao telefone com uma senhora da companhia aérea, a resolver o problema. Não foi nada fácil, aí comecei a sentir que estava a desapontar a minha família. Mas no dia que chegámos ao aeroporto estava tudo tratado corretamente, a viagem correu na perfeição, todos os assuntos que tinha tratado foram bem feitos e no fim acabaram todos por me agradecer e já se encarregaram de me dizer que para a próxima teria o mesmo papel de organizadora. Obviamente que me senti muito bem por ter corrido tudo bem e ter conseguido organizar assim uma viagem internacional, sozinha, e fiquei também feliz por sentir que a minha família ficou orgulhosa de mim pelo que fiz sem qualquer ajuda. Em cima falei de assuntos acerca de responsabilidade agora vou falar um pouco sobre liberdade. Apesar de ainda viver sobre o teto dos meus pais acho que até
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    11 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 tenho uma grande liberdade. Também isso acontece devido ao facto de poder ganhar o meu dinheiro para as minhas coisas, e isso acaba por fazer com que tenha mais liberdade. A minha liberdade acaba por estar condicionada aos meus pais, são eles que me a podem dar ou não dar. A maior liberdade que já me foi dada, foi fazer uma viagem de 15 dias, quando tinha 17 anos pela Europa, fiz um Interrail com um grupo de amigos, viajámos desde Londres, Paris, Zurique, Roma, Florença, Barcelona… Até à data foi a maior liberdade que já me foi dada. Mas para mim liberdade e responsabilidade são dois termos que são como irmãos acabam por depender muito um do outro, a liberdade leva à responsabilidade e a responsabilidade precisa também de liberdade. Conclusão Com este trabalho pude refletir sobre certas decisões que tomei na minha vida, que me acabaram por beneficiar a nível pessoal. Também posso falar dos vários constrangimentos que acabei por sentir ao longo da vida, como o fato de no início do meu voluntariado, estar com medo das limitações, que podia sentir ao trabalhar com crianças com cuidados especiais. Senti estas limitações por não ter qualquer formação nesta área. Outra limitação sentida foi quando organizei a viagem de família, e tinha a responsabilidade toda sobre mim, e como nunca tinha feito nada do género sozinha senti medo e receio de falhar. Também com este trabalho aprendi mais acerca da ação humana e da responsabilidade e liberdade e como elas são importantes em todos os aspectos da nossa vida.
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    12 Agrupamento de Escolas daBatalha 160301 Webgrafia  http://www.significados.com.br/liberdade/  http://conceito.de/liberdade  http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/05/13/liberdade-e- respeitar-as-proprias-escolhas-e-o-limite-dos-outros.htm  http://pt.slideshare.net/abarros/o-conceito-de-liberdade-efa-presentation  http://www.significados.com.br/responsabilidade/
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