ÉTICA UBUNTU
Prof. Bárbara Cascaes
“EU SOU PORQUE NÓS SOMOS.”
UBUNTU
Cosmovisão do povo negro africano.
Vem de duas línguas do povo banto, zulu e
xhona, que habitam o território da República
da África do Sul.
Concebe o mundo como uma teia de
relações entre o divino
(Oludumaré/Nzambi/Deus,
Ancestrais/Orixás), a comunidade (mundo
dos seres humanos) e a natureza (composta
de seres animados e inanimados).
UBUNTU: Ser um humano é afirmar a sua humanidade
através do reconhecimento da humanidade dos
outros seres humanos.
DESCOLONIZAÇÃO
Ubuntu como forma de luta no processo de
descolonização da África.
Nos anos que vão de 1910-1960, ele aparece em
termos do panafricanismo e da negritude. São
esses dois movimentos filosóficos que ajudaram a
África a lutar contra o colonialismo e a obter suas
independências.
MÁXIMAS DA ÉTICA UBUNTU
caridade
reconhecimento
do outro
solidariedade
respeito mútuo
generosidade
cooperação
bem estar de
todos
O antropocentrismo africano entende que uma boa
prática religiosa só existe naquela que traz a felicidade
para o ser humano. Como este não pode ser concebido
fora das relações sociais, na África, a felicidade é
concebida como aquilo que faz bem a toda coletividade
ou ao outro. Os outros são meus orixás, ancestrais,
minha família, minha aldeia, os elementos não
humanos e não divinos, como a nossa roça, nossos rios,
nossas florestas, nossas rochas.
Bas'ilele Malomalo
a felicidade
a crise planetária atual
SOLUÇÕES
O encontro ético e
político do “Nós”
Na filosofia africana,
Tshiamalenga Ntumba tem
interpretado o ubuntu em
termos de Bisoidade. Tal prática
se caracterizaria pela abertura
ao diferente, encará-lo como
parte de nós. Nessa direção, o
mundo da fé, das divindades,
dos orixás, dos ancestrais deve
dialogar com o mundo dos seres
humanos e não humanos
(natureza/cosmos).
A hegemonia da “razão
indolente” (Boaventura de
Sousa Santos ) nas suas
manifestações através do
colonialismo, positivismo,
racismo científico, capitalismo
selvagem, tem sido o
instrumento de aprofundamento
dos males da nossa civilização.
Esse pensamento absolutizou
tanto o homem que este voltou-
se contra suas divindades,
contra a natureza e contra seus
semelhantes.
manifestações do ubuntu na cultura
afro-brasileira,
Quilombos
Religiões afro-
brasileiras,
irmandades negras,
movimentos negros,
imprensas negras.
No Brasil, a noção do ubuntu chega
com os escravizados africanos a
partir do século XVI. Estes trouxeram a
sua cultura nos seus corpos, e ela foi
reinventada a partir do novo contexto
da escravidão. Por isso, falar de
ubuntu no Brasil é falar de
solidariedade e resistência
A importância vital do “Nós”
“a comunidade é lógica e
historicamente anterior ao
indivíduo” e por isso tem a
primazia sobre este.
Filosofia do “Nós”os
princípios da partilha, da
preocupação e do
cuidado mútuos, assim
como da solidariedade,
constituem coletivamente
a ética do ubuntu.
Mogobe Ramose
filósofo sul-africano
ASSISTA AO VÍDEO
ANCESTRALIDADE
KATIÚSCIA RIBEIRO -
DOUTORA EM
FILOSOFIA AFRICANA
O FUTURO É ANCESTRAL
Link:
https:/
/www.youtube.com/watch?
v=h03cAD1EKNw&list=PLSYJy2Itq5KgmuWHpgXYtviU-
zbbM5Ci5&index=2

UBUNTU.éticaFilosofiaa660:)KAAAA73IDUD7DUJDJDJ

  • 1.
  • 2.
    “EU SOU PORQUENÓS SOMOS.” UBUNTU Cosmovisão do povo negro africano. Vem de duas línguas do povo banto, zulu e xhona, que habitam o território da República da África do Sul. Concebe o mundo como uma teia de relações entre o divino (Oludumaré/Nzambi/Deus, Ancestrais/Orixás), a comunidade (mundo dos seres humanos) e a natureza (composta de seres animados e inanimados).
  • 3.
    UBUNTU: Ser umhumano é afirmar a sua humanidade através do reconhecimento da humanidade dos outros seres humanos. DESCOLONIZAÇÃO Ubuntu como forma de luta no processo de descolonização da África. Nos anos que vão de 1910-1960, ele aparece em termos do panafricanismo e da negritude. São esses dois movimentos filosóficos que ajudaram a África a lutar contra o colonialismo e a obter suas independências.
  • 4.
    MÁXIMAS DA ÉTICAUBUNTU caridade reconhecimento do outro solidariedade respeito mútuo generosidade cooperação bem estar de todos
  • 5.
    O antropocentrismo africanoentende que uma boa prática religiosa só existe naquela que traz a felicidade para o ser humano. Como este não pode ser concebido fora das relações sociais, na África, a felicidade é concebida como aquilo que faz bem a toda coletividade ou ao outro. Os outros são meus orixás, ancestrais, minha família, minha aldeia, os elementos não humanos e não divinos, como a nossa roça, nossos rios, nossas florestas, nossas rochas. Bas'ilele Malomalo a felicidade
  • 6.
    a crise planetáriaatual SOLUÇÕES O encontro ético e político do “Nós” Na filosofia africana, Tshiamalenga Ntumba tem interpretado o ubuntu em termos de Bisoidade. Tal prática se caracterizaria pela abertura ao diferente, encará-lo como parte de nós. Nessa direção, o mundo da fé, das divindades, dos orixás, dos ancestrais deve dialogar com o mundo dos seres humanos e não humanos (natureza/cosmos). A hegemonia da “razão indolente” (Boaventura de Sousa Santos ) nas suas manifestações através do colonialismo, positivismo, racismo científico, capitalismo selvagem, tem sido o instrumento de aprofundamento dos males da nossa civilização. Esse pensamento absolutizou tanto o homem que este voltou- se contra suas divindades, contra a natureza e contra seus semelhantes.
  • 7.
    manifestações do ubuntuna cultura afro-brasileira, Quilombos Religiões afro- brasileiras, irmandades negras, movimentos negros, imprensas negras. No Brasil, a noção do ubuntu chega com os escravizados africanos a partir do século XVI. Estes trouxeram a sua cultura nos seus corpos, e ela foi reinventada a partir do novo contexto da escravidão. Por isso, falar de ubuntu no Brasil é falar de solidariedade e resistência
  • 8.
    A importância vitaldo “Nós” “a comunidade é lógica e historicamente anterior ao indivíduo” e por isso tem a primazia sobre este. Filosofia do “Nós”os princípios da partilha, da preocupação e do cuidado mútuos, assim como da solidariedade, constituem coletivamente a ética do ubuntu. Mogobe Ramose filósofo sul-africano
  • 9.
    ASSISTA AO VÍDEO ANCESTRALIDADE KATIÚSCIARIBEIRO - DOUTORA EM FILOSOFIA AFRICANA O FUTURO É ANCESTRAL Link: https:/ /www.youtube.com/watch? v=h03cAD1EKNw&list=PLSYJy2Itq5KgmuWHpgXYtviU- zbbM5Ci5&index=2