CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DIOMÍCIO FREITAS

       SERVIÇO DE INTEGRAÇÃO ESCOLA-EMPRESA

                  ELETROTÉCNICA

            GABRIEL DE OLIVEIRA PACHECO




   RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO




                 Laguna,05/2008.
GABRIEL DE OLIVEIRA PACHECO




RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO



              Relatório de Estágio Supervisionado do Curso Técnico em
              Eletrotécnica com duração de 424 horas realizado na Empresa
              Pacheco Informática no período de 29/10/2007 à 29/04/2008.




              Laguna/05/2008.
LAUDA DE ASSINATURAS




 -----------------------------------------

  Nazareno de Oliveira Pacheco

      Supervisor da Empresa




 -----------------------------------------

   Fabrício Bittencourt Garcia

Coordenador de Estágios da Escola




 -----------------------------------------

  Luciana Zanela Bressan

     Coordenadora do SIE-E




  ---------------------------------------

       Roberto Inácio Brandl

          Revisão de Texto




       -----------------------------

   Gabriel de Oliveira Pacheco

             Estagiário(a)
Ilustríssimo Senhor



João Batista de Souza



Diretor do Centro de Educação Profissional Diomício Freitas



NESTA

Senhor Diretor,




      Colocamos à apreciação de V.Sª o presente relatório das atividades desenvolvidas na realização
do Estágio Supervisionado junto a Pacheco Informática no setor de manutenção.

   O referido estágio teve duração de 424 horas preenchidas de 29/10/2007 à 29/04/2008 sob a
supervisão do Sr. Nazareno de Oliveira Pacheco, supervisor da Empresa, Profº Fabrício Birtencourt
Garcia, supervisor do Cedup e Srª Luciana Zanela Bressan, coordenadora do SIE-E.

      Sendo assim, solicitamos a V.Sª aprovação e expedição do Diploma de Técnico em
Eletrotécnica



                              Tubarão (SC), 09 de junho de 2008.




                                    ----------------------------------

                                    Gabriel de Oliveira Pacheco
DADOS GERAIS



Do Estagiário

Nome: Gabriel de Oliveira Pacheco

Local e Data de Nascimento: Laguna/Santa Catarina 25/06/1987

Endereço: Av. João Pinho – 944, apto, 2004

Telefone: (48) – 3647 - 1209

Inicio do Curso: 07/2004.

Término do Curso: 07/2006.

Do Estágio

Área de Estágio: Eletrônica

Setor de Estágio: Manutenção

Período de Estágio: 29/10/2007 à 29/04/2008

Carga Horária: 424

Horário de Estágio: 08:00 às 12:00 e 13:30 às 17:30

Supervisor do Estágio da Empresa: Nazareno de Oliveira Pacheco

Supervisor do Estágio da Escola: Fabrício Bittencourt Garcia

Da Empresa

Nome: Pacheco Informática

Endereço: Rua Osvaldo Aranha - 287

CEP: 88790 - 000

Telefone: (48) – 3647 - 1209

Atividade Principal da Empresa: Manutenção e Venda de periféricos de informática
1 INTRODUÇÃO




       Este relatório tem por finalidade demonstrar tudo que observei durante meu estágio de

complementação curricular e, também, visa proporcionar uma melhor aprendizagem e

compreensão para aquele que tiver acesso ao mesmo de como é a atuação da Pacheco

Informática.


       Através deste conhecimento ficará muito mais simples entender o funcionamento dos

componentes eletrônicos aqui apresentados, nos respectivos periféricos de informática, como:

fonte chaveada de computador, impressora e monitor. E apresentara possíveis soluções para

defeitos nos mesmo.
2 Manutenção de impressoras

2.2 Características e tipos de impressora


       A impressora é um periférico de saída de dados que é utilizada para imprimir nossos

textos e imagens em geral, e imprime tudo isso em papel, metal ou plástico. Essa transferência

é bem complexa e necessita de uma interação de mecanismos eletrônicos e químicos.

       Basicamente existem dois tipos de impressoras: as de linha e as de página.

As impressoras de linha foram as primeiras a aparecer, como a matricial, de impacto, uma

evolução da máquina de escrever, onde um cabeçote de impressão pressiona suas agulhas

sobre uma fita (igual a da máquina de escrever) e transfere a informação para o papel.

       Uma diferença entre as impressoras matriciais e as de página: é que a primeira vai

imprimindo, à medida que recebe as informações, enquanto as de página recebem toda a

informação para depois imprimir.



2.2.1 Analisando a impressora  Para isso, utilize os manuais das mesmas, que geralmente

vêm com a impressora, caso não possua os sites dos fabricantes e pode trazer informações

necessárias. De maneira genérica uma impressora contém os seguintes dados:



2.2.2 Energia de alimentação  necessita para o funcionamento da impressora; no manual

encontra-se a tensão (voltagem), a freqüência da rede e o consumo de energia, devido à

variação de alimentação no mundo. Por exemplo, no mercado americano a tensão varia de

105 V a 130 v numa freqüência de 60HZ. Na Europa esta variação é de 210 v a 240 v a 50HZ.

Por isso, as impressoras são projetadas para acomodar estas variações.

É interessante que antes de qualquer procedimento de manutenção, verifique se a impressora

está sendo alimentada corretamente.
2.2.3 Interface e compatibilidade  interface é por onde a impressora recebe as

informações para impressão. Os tipos mais comuns são: serial ou RS 232, Centronics ou

Paralelo e USB (universal serial bus). E outros poucos utilizados são: infravermelho,

Bluetooth, Rede Apple Talk ou Ethernet e IEEE-488 ou GPIB.



2.2.4 Características operacionais  tratam-se da resolução que é medida em DPI (pontos

por polegada), velocidade que é medida em páginas por minuto e tipo de alimentação do

papel que pode ser formulário contínuo (folhas soltas ou rolos.).

       O termo CPL (caracteres por linha), refere-se à impressora matricial onde representa o

número de letras que podem ser colocadas em uma única linha horizontal. O termo CPS

(caracteres por segundo) também se refere às impressoras matriciais, informando quantos

caracteres completos (letras) a impressora consegue imprimir em cada segundo.

       Dot Pitch informa a quantidade e precisão com que os pontos são colocados, tanto na

direção vertical, quanto na horizontal.

       O tempo de transmissão é a velocidade com que é transmitida uma página do

computador para a impressão. O tempo de processamento encontra-se nas impressoras de

página; quando recebe a página para impressão ela tem que ser rasterizada , ou seja, verifica-

se em que pontos da página deve ser depositado tinta para obter o texto ou imagem. O tempo

de impressão é o tempo que impressora gasta para produzir fisicamente a página.

       Algumas impressoras processam a própria imagem (rasterizam), como as impressoras

jato de tinta mais avançadas e laser.

       Porém, as impressoras matriciais e as de jato de tinta mais baratas necessitam que o

computador faça a rasterização e transmita somente as informações necessárias. Essas
impressoras que não possuem processador para rasterizar são chamada de “WINPRINTERS”,

pois utilizam o sistema de impressão do Windows para montar a imagem.

       As impressoras geralmente trabalham com três tipos de fontes: residentes,

adicionáveis via cartuchos ou expansões e as carregáveis via software.

       As residentes já vêm gravadas no EPROMS pelo fabricante da impressora. As

adicionáveis são as que somam as fontes residentes, geralmente na forma de chips ou de

cartuchos que se encaixam em locais para eles. Fonte via programa, o computador seleciona a

fonte que se deseja imprimir e envia para a impressora na hora de imprimir.

       A desvantagem é que esse processo enche a memória da impressora.

Para se comunicar com o computador utiliza-se a linguagens de comunicação onde se

destacam: ESC-P2 desenvolvido pela Epson para suas impressoras matriciais e jato de tintas;

PCL criado pela HP para impressoras a jato e laser; POSTSCRIPT, a mais revolucionária de

todas criativa e profissional criada pela Adobe. Esta linguagem domina o mercado devido a

sua alta resolução e sofisticado recurso gráfico, principalmente na separação de cores para a

indústria gráfica.



2.3 As principais técnicas de impressão



       Chamadas de convencionais, as técnicas são  impacto, térmica e jato de tinta.

Impressoras de Impacto  consideradas as mais antigas e simples forma de impressão, as

imagens são marteladas contra o papel. Veja a figura (figura 1), como uma letra é impressa

em uma máquina de escrever e em uma impressora matricial.

       Os pontos são formados por uma fina agulha acionada por um êmbolo montado dentro

de uma bobina, cujo conjunto é conhecido como solenóide. Quando recebe energia elétrica,

cria um campo magnético que impulsiona o êmbolo interno e a agulha bate na fita com tinta e
forma um ponto no papel. Para que o cabeçote funcione, ele recebe uma grande quantidade de

energia elétrica, requerendo, portanto, circuitos eletrônico com certa potência absorvendo

apenas de 1 a 2% de energia. O resto é dissipado em forma de calor, o que tende a esquentar o

cabeçote, por isso utilizam dissipadores de calor.

       O cabeçote de impressão é formado por um conjunto de solenóides com suas agulhas,

num total de 9 ou 24 agulhas; quanto mais agulhas melhor a imagem.



2.3.1 Quais as vantagens e desvantagens de possuir uma impressora matricial.



    Vantagens  flexíveis e baratas, boas para etiquetas, rótulos e documentos fiscais que

       necessitam de cópias, confiáveis e duráveis e quase não necessitam de manutenção.

    Desvantagens  barulhentas, baixa resolução gráfica, com o aquecimento da cabeça

       de impressão limita-se a performance; difícil encontrar fitas de impressão e

       dificuldade de encontrar peças de reposição para modelos mais antigos.
Figura 1 – Comparação entre impressora matricial e máquina de escrever



2.4 Impressão térmica

       As impressoras deste tipo são chamadas de TDM (matriz de pontos térmicos). Este

tipo de impressão substitui o impacto pelo calor na impressão; ao invés de agulhas existem

pequenas resistências elétricas chamadas de dot heaters (aquecedores de ponto). Estas

resistências também formam uma matriz de pontos que, quando acionadas eletricamente,

esquentam uma fita entintada chamada de ribbon (fita) ou sensibilizam um papel especial.



2.4.1 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora térmica.



    Vantagens  silenciosa, baixo consumo de energia, cabeçotes simples e confiáveis,

       fácil manutenção, parte eletrônica da impressora bem simples e impressão limpa e

       clara.

    Desvantagens  impressão lenta, cabeçotes duram menos que os de outras, cabeçotes

       não podem ser recauchutados, pois são caros e cabeçotes danificados precisam ser

       substituídos, a um custo igual ao da aquisição de uma impressora.



2.5 Impressão jato de tinta

       Este tipo de impressão não necessita de contato entre a cabeça de impressão e o papel,

pois a tinta é borrifada sobre o papel como um spray de desodorante.

Essas impressoras utilizam dois métodos para criar o jato de tinta: o drop-on-demand e jato

intermitente. A primeira técnica requer um comando individual para cada ponto, onde é

injetada a tinta a partir da cabeça de impressão, uma maneira similar à impressora matricial.

       Os jatos intermitentes jogam um fluxo de tinta (ao contrário de pulsos).
Os cabeçotes de impressão dos jatos de tinta são os mais simples e óbvios. A tinta é

depositada em um reservatório descartável que pode ou não estar integrado ao cabeçote de

impressão. As impressoras HP usam os cabeçotes acoplados aos cartuchos de impressão,

enquanto a Epson utiliza blocos separados, um para o reservatório e outro para os cabeçotes

de impressão.

       Os cartuchos instalados na impressora à gravidade e à capilaridade fazem com que a

tinta chegue a cada furinho do cabeçote de impressão, percorrendo os finos canais interiores.

       Estes cabeçotes podem ter de 12 a 60 ou mais canis de saída. Mas o que faz com que a

tinta não fique vazando continuamente pelos furos? Sua viscosidade e a tensão superficial

características dos líquidos. Os micros canais possuem uma micro bomba quase

microscópico, elemento chave numa cabeça de impressão de jato de tinta, pois cada micro

bomba necessita de um pulso elétrico para funcionar, com isso existindo uma série de

contatos no cabeçote de impressão, fazendo a ligação entre as, micro bombas e os circuitos

eletrônicos. Cada micro bomba pode ser acionado independente para formar as imagens.



2.5.1 Existem dois tipos de micro bombas  as piezoelétricas e de bolhas.



Piezoelétricas  esses materiais piezoelétricos alteram seu tamanho quando recebem uma

carga elétrica. Para montar as bombas piezoelétricas um anel de material cerâmico

piezoelétrico é montado ao redor do canal por onde a tinta deve ser ejetada. Quando um pulso

elétrico atinge a cerâmica, seu material aperta o canal, causando um rápido deslocamento de

pequeno volume de tinta. Depois que o pulso elétrico passa, a cerâmica retorna a seu estado

normal e mais tinta é injetada no canal para compensar o volume expelido. Esse material

precisa de pulsos curtos, com duração de 5 a 10 microssegundos, mas com alto nível de

energia entre 70 a 200V.
Bombas de bolhas  os cabeçotes que utilizam bombas de bolhas são chamados nas

impressoras de bubble jet (jato de bolhas). Esta tecnologia está entre as mais populares.

Estes tipo de cabeça de impressão são parecidos com os cabeçotes piezoelétricos, porém a

cerâmica é substituída por resistências. Quando a resistência recebe o pulso elétrico, aquece a

tinta que está ao seu redor, formando uma bolha que se expande, forçando a tinta através do

canal. Quando esta bolha é ejetada mais tinta é trazida do reservatório para repor o volume

expelido. Veja na figura 2 como funciona uma impressora laser.



2.5.2 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora jato de tinta.



    Vantagens  possuem impressão sem contato, pode imprimir em papéis, plásticos e

       metais, velocidade igual ou melhor, que outros métodos.

       Funcionamento silencioso, alta resolução, cabeçotes não têm partes móveis; são

       relativamente baratos, tem boa vida útil, baixo consumo de energia e baixo custo de

       aquisição.

    Desvantagens  cabeçotes selados, se um dos jatos entupir, precisa ser trocado,

       cartuchos de tinta caros em relação ao custo por página, tinta problemática mancha

       tecido, plástico e outros materiais porosos, e alto custo por cópia.



2.6 Impressão eletrofotográfica (EP)
Figura 2 – funcionamento da impressora laser



       As impressoras EP são conhecidas popularmente como “impressoras a laser”,

totalmente diferente das impressoras convencionais que imprimem por pontos. As

impressoras EP formam imagens por um processo complexo e delicado, resultado da

interação de luz, eletricidade estática, química, pressão e calor, tudo controlado por um

sofisticado conjunto eletromecânico.

       Esta impressora para funcionar exige um conjunto formado pelos seguintes

componente cilindro fotossensível (drum); lâmina de limpeza; lâmpada de apagamento;

carregador eletrostático ou fio corona primário; mecanismo de escrita pode ser laser ou LED;

toner; fio corona de transferência; conjunto fusor. Um problema em qualquer parte desta

afetará a formação da imagem final. O cilindro fotossensível, conhecido por drum (tambor), é

o coração do SFI (sistema de formação de Imagem). Constituído por um cilindro de alumínio

extrudado, coberto por um composto de origem orgânica que tem características

fotocondutivas, isto é, conduz eletricidade quando exposto à luz. O drum é coberto por um

composto chamado Organic Photoconductive Chemical (OPC) que dá ao drum um aspecto
esverdeado. È o drum que recebe a imagem com a agregação do toner, e transfere a imagem

formada para a superfície do papel. Porém, a formação da imagem não termina por aí, ela

ainda necessita de outras etapas. Para concluir o SFI é composto por oito partes: Limpeza,

carga eletrostática, gravação da imagem, revelação, transferência e descarga e fusão. Vamos

ver de maneira sucinta as oito etapas.



Limpeza  O cilindro fotossensível (drum) precisa ser limpo fisicamente e apagado

eletricamente antes que se inicie um novo ciclo de impressão. Este processo é conhecido

como condicionamento. Esta limpeza é necessária, pois nenhum cilindro fotossensível

consegue transferir todo o toner para o papel a cada ciclo de impressão. Existe uma lâmina

que raspa todo o toner que não foi transferido para o papel na impressão anterior. Se estas

partículas não forem retiradas, aparecerão na nova cópia como minúsculos pontos espalhados

aleatoriamente. As imagens são escritas na superfície do cilindro fotossensível como fileiras

de cargas horizontais de cargas elétricas, correspondendo às imagens que serão impressas.

Estes pontos são marcados na superfície do cilindro com o uso de um feixe de luz gerado por

um laser ou LED (diodo emissor de luz). Isso faz com que o ponto iluminado fique carregado

com eletricidade positiva. Como o toner tem carga negativa, aderirá a estes.



Carga Eletrostática  nesta fase o cilindro receberá nova carga elétrica para iniciar um

novo processo de impressão. Esta carga deverá ser aplicada de maneira uniforme por todo o

cilindro, processo chamado de condicionamento do cilindro. Para isto, existe um fio chamado

de corona primário, localizado próximo à superfície do cilindro, o qual emitirá uma tensão

elétrica de aproximadamente 6.000V. Entre o fio corona e o cilindro existe uma pequena

quantidade de ar quando a tensão elétrica é baixa. Porém se a tensão subir na ordem de alguns

milhares de volts o isolamento do ar é rompido e este passa a ficar ionizado (carregado
negativamente), fornecendo cargas elétricas negativas para a superfície do cilindro. Efeito

conhecido como efeito corona que tem como “efeito colateral” a emissão de gás ozônio, que

deve ser filtrado e retirado para fora da impressora.



Gravação da Imagem  Para iniciar o processo de gravação da imagem o cilindro precisa

descarregar suas cargas eletrostáticas com precisão; deve ser retirada apenas nos pontos onde

a imagem deve aparecer. O feixe luminoso laser ou LED atinge a camada sensível a luz do

cilindro, que devido as suas características fotocondutivas, fica sensibilizada apenas nos

pontos atingidos pela luz. Os pontos atingidos ficam com uma carga eletrostática negativa em

torno de –100V e as áreas não atingidas pela luz mantêm sua carga eletrostática. Este

dispositivo que direciona a luz para sensibilizar o cilindro é chamado de mecanismo de

gravação.



Revelação  Após passar por esta etapa de revelação é que a imagem poderá ser impressa no

papel, pois até então ela esta invisível. A imagem gravada no cilindro agora receberá um pó

preto magnético, o toner. O toner é aplicado por uma peça chamada de “rolo de

transferência”, localizado dentro da unidade de revelação. Este rolo é constituído por um

Cilindro Magnético recoberto por uma camada metálica, constituída por outro cilindro

metálico. Por variações eletromagnéticas esta é impregnado no rolo de revelação ou

transferência, que fica normalmente dentro do cartucho de toner.



Transferência e descarga  Nesta etapa a imagem revelada no cilindro agora será

transferida para o papel para isso utiliza-se um carregador de transferência, constituído por

um fio de transferência que carrega a superfície do papel, utilizando o efeito corona.
Fusão  Após o depósito do toner sobre o papel, ele ficará ali apenas pela força da gravidade

e ação de uma pequena força eletrostática. Nesta etapa, se passar a mão sobre a imagem esta

se transformará em uma fina camada de poeira preta. Para isso existe o processo de fusão

onde é aplicada uma força mecânica a uma alta temperatura o suficiente para fundir as

partículas do toner, unido-as definitivamente no papel. O conjunto que faz esta função é

composto por dois rolos mantidos pressionados um contra o outro por fortes molas, onde um

dos rolos é o de fixação geralmente revestido de borracha, que serve apenas para fazer pressão

sobre o papel. O outro é o aquecedor e o encarregado de fundir o toner sobre o papel; este rolo

atinge uma temperatura de 180ºC, devido a uma lâmpada de quartzo montado dentro dele.

Dentro ainda existe uma esponja que fica retirando as partículas de toner que sobram, pois

poderiam interferir na qualidade de impressão.



2.6.1 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora EP.



    Vantagens  robusta vida útil de vários anos e centenas de milhares de cópias;

       rápidas dezenas de cópias por minuto; silenciosa, mas precisa ser instalada em uma

       mesa robusta; baixo custo por cópia P&B; diversos tipos de interface com o

       computador; diversas linguagens de descrição de páginas; Constância de qualidade das

       cópias produzidas.



    Desvantagens  preço inicial elevado, deficiência na impressão a cores; modelos a

       laser precisam de ambientes bem ventilados; são pesadas, porém delicadas, precisando

       de cuidados no transporte; alto consumo de energia elétrica de 600W a1000W.




2.7 Procedimentos de Manutenção
Partes básicas  definir sintomas: problemas apresentados; identificar e isolar: o setor ou

componente causador em potencial dos problemas; trocar ou reparar: o componente ou

subconjunto suspeito; testar novamente: o sistema e verificar se o problema foi resolvido.



    Identificar e Isolar  Há alguns casos que a impressora não está ligada, ou a tomada

       de energia não tem capacidade suficiente para o trabalho da impressora, ou a

       impressão é feita, mas faltam algumas letras. Você deve se lembrar que a impressora

       faz parte de um complexo sistema juntamente com o computador, além de cabos e

       software, portanto uma instalação nova ou remodelada pode ocasionar problemas.



    Identificado o problema na impressora  instale uma impressora normalmente

       funcionando similarmente no computador, e a impressora com defeito em um

       computador normalmente funcionando e teste. Se em qualquer uma das situações a

       impressora continuar a exibir o sintoma, então o problema realmente está nela. Então,

       agora identifique o problema na impressora, que possui cinco áreas básicas: um

       sistema de alimentação de papel; uma cabeça de impressão no caso de impressoras

       convencionais, ou então um sistema de formação de imagens no caso de impressoras

       EP; um sistema de transporte e posicionamento do cabeçote (exceto nas impressoras

       EP); uma fonte de alimentação e uma unidade de controle, localizada em uma ou mais

       placas de circuito impresso.



    Trocar ou Reparar  Localizado o local defeituoso, apenas uma simples limpeza ou

       ajuste resolverá a situação. Outros necessitarão de substituição ou reparo de partes

       mecânicas, elétricas ou eletrônicas. As peças de impressora podem ser classificadas
em subconjunto ou componentes. Um subconjunto também é conhecido como modulo

       e é uma série de componentes; individuais que trabalham juntos para executar uma

       função. São exemplos de componentes, resistores, transistores, circuitos integrados,

       motores, engrenagens, roldanas, correia e similares. Geralmente os componentes

       defeituosos devem ser trocados, ao invés de serem reparados. Já os subconjuntos

       podem, eventualmente, ser reparados com a troca de um ou mais componentes.

       Geralmente, se troca um subconjunto inteiro por outro sabidamente bom, apenas para

       aprontar a impressora e ter tempo de consertar o subconjunto com calma, pois alguns

       subconjuntos demoram muito a ser consertados Algumas peças de reposição podem

       ser conseguidas em diversos locais, outras somente junto aos fabricantes ou assistência

       técnica autorizada; neste caso é conveniente ter o código exato do componente a ser

       comprado. Este código vem marcado no corpo do mesmo.

    Testar Novamente  A maioria das impressoras dispõe de um auto-teste (self test),

       que pode ser feito sem ligá-la a um computador. Se o sintoma constatado na primeira

       etapa desaparecer, a impressora estará pronta.



2.7.1 Defeitos Eletrônicos nas Impressoras



       Os defeitos eletrônicos nas impressoras normalmente são resolvidos trocando-se toda a

placa ou módulo problemático, pois são componentes de difícil conserto.

Fontes de alimentação  as fontes de alimentação das impressoras são de dois tipos básicos:

as lineares e chaveadas.



Fontes Lineares  são as mais simples, nada mais do que um transformador abaixador de

tensão cuja saída é ligada a um circuito retificador da rede elétrica, constituído por alguns
diodos e um ou mais capacitores. Estas fontes são simples e baratas, mas poucas impressoras

modernas as usam, a não ser as mais simples. O motivo é a baixa eficiência das fontes

lineares, que perdem muita energia no processo de transformação e regulação da energia.



Fontes chaveadas  usam um processo de regulação mais eficiente, tendo um rendimento

elétrico muito maior do que as fontes lineares, que desperdiçam, na forma de calor, mais da

metade da energia recebida. Existem vários tipos de fontes chaveadas.   Quando     a      fonte

recebe a energia da rede, ela passa por uma primeira parte chamada de setor primário. A

tensão retificada passa por um circuito chaveador, que é o encarregado da regulação de tensão

e que alimenta o setor secundário. O setor secundário realimenta o circuito de chaveamento,

que aumenta ou diminui a freqüência de oscilação, controlando assim a tensão de saída.

       A fonte chaveada chega a aproveitar 85% da energia, bem superior aos 20 a 50% das

fontes lineares. Com isso, gera menos calor e os componentes podem ser menores.

Há alguns inconvenientes: as fontes chaveadas tendem a funcionar como transmissores de

rádio, interferindo em aparelhos eletrônicos como televisores e outros sistemas de

comunicação, sem mencionar os circuitos internos das impressoras e computadores. Este é o

motivo pelo qual as fontes de alimentação chaveadas são cobertas por gabinetes metálicos que

funcionam como blindagem, diminuindo a propagação das ondas de rádio para o ambiente.

Outro inconveniente das fontes chaveadas é que a tensão de saída sempre conterá um pouco

de ripple, ou seja, a saída não é uma tensão continua pura e linear, ela sempre conterá um

pouco de corrente alternada de alta freqüência. Como último inconveniente, as fontes

chaveadas contêm um número muito maior de componentes e são bem mais difíceis de

fabricar devido aos seus circuitos de regulação e realimentação, utilizados para controlar o

oscilador, em função da tensão de saída.
2.8 Diagnosticando Fontes Lineares



Não existe nenhuma tensão na saída  Primeiro olhar se há algum fusível queimado.

Verificar os fusíveis em cada saída DC, que pode estar no corpo da fonte ou nas placas por

eles alimentados. Também deve verificar os fusistores, parecidos fisicamente com os

resistores de carbono e exercem a mesma função no circuito, porém interrompem o circuito

quando a corrente passa acima de um valor pré-determinado pela fabrica.

Circuito de regulação  geralmente constituído por dois ou mais transistores, ou então por

um circuito integrado (CI). É usado o multímetro para medir a tensão de entrada do regulador,

que deverá ser vários volts a mais do que o esperado na saída. Exemplo: um regulador com

uma saída de 5VCC deve ter uma entrada de 8 a 12V. Se a tensão de entrada estiver correta,

mas a de saída não, provavelmente o regulador está com defeito. Ou um dos capacitores de

filtro esteja curto, zerando ou diminuindo a tensão de saída. Para fazer este, teste é

interessante desligar o circuito que a fonte está alimentando, pois este pode estar consumindo

uma corrente maior do que o que a fonte pode fornecer, levando a medições erradas.

Saída intermitente  defeitos intermitentes estão entre os mais difíceis de serem reparados.

       É necessário forçam diversas situações. Medir a tensão de saída da fonte, enquanto a

impressora funciona. Substituição da fonte, em caso de alterações; se conseguirem imprimir

satisfatoriamente o defeito estará na fonte. Verifique também a integridade das conexões

elétricas, tanto de entrada, como de saída, prestando atenção às placas de impressora. Além de

verificar defeitos nos componentes eletrônicos, deve-se suspeitar também da placa de circuito

impresso, que pode estar rompida em alguma trilha, com solda mal feita ou curto-circuito

causado por solda mal aplicada. Placas de circuito impresso defeituosas são causa freqüente

de defeitos intermitentes, que geralmente, podem ser simulados torcendo-se a placa um lado

para outro até que o defeito se apresente, ou então que pára de se apresentar. Se isto
acontecer, é provável que a placa de circuito impresso ou alguma de suas soldas está com

defeito, o problema é localizado onde ele está.

        Para inspecionar utilize uma lupa. Achado o defeito, é raspada a solda até aparecer o

cobre; em seguida refaça a solda. Porém, se a placa está quebrada ou com corrosão é melhor

substituí-la.

        Componentes eletrônicos com problemas de ruptura térmica interna.

        Se este for o caso os defeitos intermitentes aparecerão logo após alguns minutos de

funcionamento. Utilize um secador no frio para testar a unidade; se a impressora voltar a

trabalhar normalmente, basta verificar qual componente está ocasionando o problema.



Diagnosticando Fontes Chaveadas  esta fonte é muito complexo e difícil de consertar.

Portanto, na fonte chaveada, é mais fácil fazer sua substituição do que repará-la.

Somente repara-se fonte de impressoras raras com dificuldade de encontrar peças no mercado.



Fonte e impressora completamente inoperante  conferir primeiramente se a fonte está

recebendo energia da tomada, medindo a tensão diretamente no cabo de alimentação. Em

seguida, examine a chave liga desliga e certifique-se de que existe tensão após a mesma

quando ligada.

        Identificar nos circuitos as partes básicas das fontes chaveadas: a parte primária,

constituída pelo retificador primário, filtro primário e chaveador, a parte secundária,

constituída pelo transformador, retificador secundário e os filtros secundários, e a parte do

circuito de realimentação, que controla o chaveador em função das tensões de saída contida

no estágio secundário.
Componentes que mais falham nas fontes chaveadas  os transistores de saída do setor

primário, juntamente com seus resistores de polarização, bem como os fusistores de proteção

do circuito. Também o regulador, constituído geralmente por um circuito integrado.

Funcionamento errático  a impressora funciona, mas às vezes pára de fazê-lo, retornando

em seguida. O problema pode estar na fonte de alimentação ou nos circuitos alimentados por

ela. Se possuir uma fonte similar em bom estado, teste na impressora.



Fontes de alta tensão  as fontes de alimentação de alta tensão (FAAT) são fundamentais

para o funcionamento das impressoras EP, são utilizados pra energizar os fios corona primário

e secundário, assim como a unidade de revelação onde o toner é transferido para o drum.



Informação importante  as fontes de alta tensão não são ligadas diretamente à rede

elétrica, mas sim por uma saída da fonte de alimentação principal, geralmente com uma

tensão em torno de +24V. Assim, se a fonte de alimentação principal falhar, a fonte de alta

tensão também falhará.

       É impossível medir as tensões de saída de uma FAAT com instrumentos de teste

convencionais como multímetros e osciloscópios. Uma vez danificada, ela utiliza

componentes para trabalhar em altas tensões, então, mesmo que seja encontrado peças para

repor estas serão muito caras. Portanto, é aconselhável a troca da FAAT.

       Trocando a FAAT: uma vez determinado que a FAAT deve ser trocada existem alguns

procedimentos importantes para que se tenha sucesso. Espere pelo menos quinze minutos com

a impressora desligada, antes de lidar com uma FAAT.

       Para trocar, provavelmente será necessário retirar vários parafusos e ligações de terra,

removendo a fonte do chassi da impressora. Coloque a fonte nova ao lado da antiga e vá

transferindo cada conexão com calma e atenção, principalmente em relação às ligações de
terra. Se estas não estiverem perfeitas, a fonte nova pode queimar imediatamente ao ser

ligada.



2.9 Problemas nos outros circuitos da impressora.



Comunicação  a comunicação entre o computador e a impressora é feita em modo binário,

isto é, “zero e um”, formando os caracteres ASCII. As interfaces utilizadas são as paralelas,

serial, USB, Ethernet e outras.

          A página de auto-teste é impressa, mas não imprime pela porta paralela; verifique se

há tinta ou toner, se o driver da impressora está instalado corretamente e se o cabo de

comunicação paralelo está em bom estado. Algumas impressoras também precisam ser

configuradas via painel frontal ou via “dip switch” para receber sinais na porta paralela. Se

tudo estiver certo e mesmo assim a impressora continuar dando problema, é desmontado e

feito teste em seus circuitos, principalmente a parte que controla o sistema lógico da

impressora.

          A impressora imprime a página de teste, mas não imprime pela serial: problema

similar ao anterior. Fazer as mesmas verificações.



2.10 Painel de controle



Painel de controle não funciona de todo  nenhuma chave responde, mas a impressora

funciona normalmente, comandada pelo computador. É aberto e verificado o painel,

certifique-se que todos os conectores estão bem encaixados, verifique se os cabos não se

partiram, principalmente se for uma impressora que acabou de passar pela manutenção. É raro
um painel dar problema global. Se houver indicação disto é provável que o problema esteja na

placa controladora.



Teclas com funcionamento intermitente  é preciso forçar as teclas ou tentar repetidas

vezes até acionar a função desejada. Geralmente, este defeito acontece em impressoras já

desgastadas e provavelmente a única solução será substituição do painel como um todo.

A impressora não liga  o acionador do painel não funciona. Este defeito ocorre em

impressoras de jato de tinta que necessitam de um pulso vindo do painel frontal. O que ocorre

é que o painel está danificado ou desligado da placa de controle.



2.11 Lógica principal



       Fazendo uma analogia com o corpo humano, os circuitos lógicos são o coração e o

cérebro das impressoras, os circuitos de driver são os músculos, e os sistemas mecânicos são

os membros.



Impressora não inicializa  a impressora não funciona, mas o painel luminoso acende; auto

teste não funciona e a primeira suspeita será a fonte de alimentação. Teste a fonte com o

multímetro. O próximo pode ser o gerador de clock do sistema. O osciloscópio verifica a

saída do oscilador. Se houver erros é trocado o cristal ou circuitos relacionados com a geração

do clock.



Impressora congela ou fica errática  geralmente, se a impressora for ressetada, retoma a

operação normal até ocorrer a próxima pane, o auto-teste funciona. Verificar a saída da fonte

de alimentação. Outro possível causador deste problema são as memória RAM ou ROM.
Recomenda-se sua substituição, verificando-se o que acontece após isto. Inspecione a placa

lógica procurando por componentes muito quentes, especialmente se a impressora está ligada

há vários minutos. Se achar algum componente super-aquecido resfrie com um spray ou

secador no frio. Se o funcionamento retornar ao normal já achou o problema.



Sensores  os sensores auxiliam a impressora no modo geral, informando se tudo está

acontecendo de maneira correta, como se há papel na bandeja, se há tinta no cartucho, etc.

Sensores resistivos  a temperatura tem papel fundamental em várias partes das impressoras

de qualquer tipo; para medir e controlar a temperatura são usados os termistores, resistores

cujo valor muda com a temperatura.

Sensores mecânicos  usados para detectar a presença física ou a posição de componentes

mecânicos como o cabeçote, papel, etc.

Sensores óticos  estes sensores são mais duráveis que os anteriores e não têm qualquer

contato físico com seu acionador, além de ter uma resposta muito rápida. Esses sensores são

feitos de duas partes: o transmissor e o receptor. O transmissor é um LED e o receptor é um

transistor foto sensível. Quando a luz está presente, aciona um transistor, se o feixe de luz for

interrompido pelo dispositivo sendo controlado, o transistor é desligado.



2.12 Diagnosticando sensores.



       Antes de desconfiar de qualquer sensor, verificar se suas conexões com a placa

controladora estão feitas corretamente. Se o sensor opera normal, pode haver problemas na

placa controladora, possivelmente nos circuitos ASIC ou no microprocessador.
Impressora acusa falta de papel, mas há papel na bandeja  verifique se não há nada

impedindo o contato do sensor com o papel. Se o contato estiver perfeito, pode se começar a

diagnosticar o sensor. Se for do tipo mecânico, meça sua resistência com o ohmímetro e

acione-o manualmente. Se a resistência mudar, é sinal de que o sensor está bom, neste caso o

problema está na placa lógica.



O cabeçote não consegue se posicionar  quando se inicia a impressora, o cabeçote precisa

ser posicionado corretamente no ponto zero; se ele não consegue achar o ponto, a

inicialização pode ser abortada ou então o cabeçote fica andando de um lado para o outro,

batendo nos limites do curso.

          Verifique se o cabeçote está acionando o sensor.   Se isto acontecer, o problema

estará no cabeamento do sensor ou na placa lógica.

Se o sensor for do tipo ótico ele pode ser testado  com o multímetro na posição

voltímentro, coloque as pontas de prova na saída do sensor. Acione este último,

interrompendo o feixe de luz com um pedaço de papel. Ao fazer isto, deverá haver uma

alteração na tensão de saída do sensor. Se isto não acontecer, verifique se há tensão de entrada

no elemento transmissor entre 1,5 a 3,0 V e se não há nenhuma sujeira interrompendo o feixe

de luz.

          Em algumas impressoras, existe uma fita plástica que corre paralelamente ao curso do

sensor ótico instalado no conjunto do cabeçote. Às vezes, esta fita fica suja e o sensor não

consegue ler a variação de luz na medida em que o cabeçote se movimenta. Se for o caso,

basta limpar a fita se esta estiver danificada, substitua.



O cabeçote se move de maneira inconsistente  se as partes mecânicas estiverem normais,

é feito um diagnostico do sensor de movimento do carro geralmente do tipo ótico. Faça esta
medida em todos os sensores de movimento do carro; se um deles falhar em gerar os pulsos,

deverá ser substituído.



Controle de temperatura falhando em um ou mais componentes  para um diagnóstico

certo, é preciso deixá-la desligada por 15 minutos até os circuitos esfriarem. Localize o

termistor suspeito e meça sua resistência. Se estiver em curto deverá ser substituído.




   3. Manutenção de fonte chaveada para Computador (PC)

Ferramentas.


    Multiteste

    Ferro de solda

    Estanho

    Sugador de estanho


3.1 Fonte de um computador AT.


       Fontes ATX são as mais usadas atualmente, e também as que mais pifam. O circuito

delas se parece bastante, por isso o conhecimento do circuito da fonte AT facilita o

entendimento das ATX, que em sua maioria usam o mesmo circuito, com a adição de uma

fonte stand by e um regulador de 3.3 volts. (figura 3).
Figura 3 - Esquema de uma fonte AT


       Será apresentado cada estágio da fonte, citando os possíveis defeitos.




3.1.1 Entrada de tensão, retificador e filtro.


       Parte da entrada da fonte. As maiorias das fontes são exatamente em iguais partes, e

em alguns casos não há o filtro de linha com bobinas e capacitores na entrada.


       Como pode ser observado depois do fusível há um termistor. Esse termistor é um

NTC, que diminui a resistência, conforme a temperatura aumenta.


       A utilidade do mesmo nesse circuito é amenizar o pico de corrente, no momento em

que se liga a fonte, para não danificar os diodos, os capacitores ou a chave, que iria deteriorar

os contatos em pouco tempo, devido ao faísca mento. Ver figura 4.
Figura 4 – Circuito para amenizar corrente de pico


       Após o termistor, há um filtro formado pelos componentes T1, C1, C2, C3 e C4, que

tem por função evitar que o ruído gerado pelo chaveamento da fonte não seja propagado pela

rede elétrica. Além disso, o filtro desvia para a terra os eventuais picos de tensão vindos da

rede, por isso é importante sempre instalar o fio terra, ou na pior das hipóteses, ligá-lo ao

neutro da rede.

       S1 é a chave seletora 110/220 volts. Na posição 220 ela fica aberta e não tem nenhuma

função no circuito. A tensão da rede será retificada e carregará os dois capacitores em série,

com cerca de 150 a 170 volts cada um, conforme a rede.

       Com a chave na posição 110, o retificador passará a funcionar como um dobra-dor de

tensão, fazendo com que igualmente cada capacitor se carregue com 150 a 170 volts, numa

rede de 110 volts. Algumas fontes têm um circuito de comutação automática com relé.

       Algumas fontes possuem em paralelo com os capacitores eletrolíticos, (C5 e C6) um

par de varistores, que entram em curto, caso a fonte receba uma tensão acima do suportado,

causando a queima do fusível e protegendo o resto do circuito contra maiores danos.

       Geralmente esses varistores ficam envolvidos em um pedaço de luva termoencolhivel.



3.1.2 Defeitos relacionados.
O estágio de entrada da fonte não costuma apresentar muitos defeitos. Entre os

defeitos relacionados à entrada, podemos citar:

    Não liga – fusível; queima quando é trocado  Ponte retificadora em curto,

       capacitores do filtro de linha em curto, varistores em curto. Também pode ser causado

       por curto no circuito chaveador.

    Não liga fusível queimado, mas não torna a queimar se for trocado  Termistor

       aberto, ou ponte retificadora aberta.

    Não consegue manter as tensões na saída estabilizadas  Capacitores do dobrador

       de tensão secos.



3.2 Circuito chaveado.



       Área da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, sejam eles defeitos visíveis como

a explosão dos transistores, ou invisíveis, como a abertura dos resistores de partida. Essa

topologia de conversor com dois transistores usada na maioria das fontes é conhecida como

"forward em meia ponte". (figura 5).

       O enrolamento que aparece no lado direito do desenho é o primário do transformador

principal, e T2 o transformador de acoplamento.

Reparando-se na ligação do T2, notamos que o pino 6 dele é ligado em série com o primário

do transformador principal, topologia essa que forma um circuito auto-oscilante. Esse circuito

oscila por conta própria, até que a tensão no secundário seja suficiente para alimentar o

circuito de controle e ele passe a controlar o chaveamento dos transistores, através do

transformador T2.
R3 e R6 são os resistores comumente chamados de resistores de partida. Eles servem

para aplicar uma corrente mínima na base dos transistores, para que eles possam iniciar a

oscilação. O valor mais comum para eles é 330K.

       Q1 e Q2 são os transistores do circuito chaveador. Existem vários transistores usados

para essa função, sendo os mais comuns: MJE13007, MJE13009, 2SC4242, NT407F,

2SC2335, 2SC3039, 2SC4106 e 2N6740. Eles chaveiam alternadamente, numa freqüência de

cerca de 60 a 70 kilohertz.




Figura 5 – Circuito de chaveamento




3.2.1 Defeitos relacionados.
Essa é a área da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, e no caso das AT, a

maioria dos defeitos. São eles:

        Fonte queimando fusível  Transistores em curto ou com fuga. Na maioria dos

           casos de queima dos transistores, os resistores e diodos ligados nas suas bases

           também queimam.

        Não liga, tem tensão nos capacitores do dobrador e os transistores estão bons

            Resistores de partida abertos.

        Às vezes liga, às vezes não  Um dos resistores aberto.

        Aquecimento excessivo dos transistores  Capacitores de acoplamento (C7 e

           C8) secos. Mais provável de acontecer em fontes muito velhas.



3.3 Retificação e filtragem.



       Parte da saída da fonte, onde é difícil acontecer defeitos, salvo nos casos de

travamento da ventoinha. (figura 6)

       No lado esquerdo do desenho, temos os enrolamentos secundários do transformador

principal. Após ele, existem os diodos retificadores das saídas de +5 e +12 volts (esses diodos

ficam no dissipador), e alguns diodos menores que retificam a tensão das saídas negativas. A

tensão pulsante que sai do transformador é maior que a tensão das respectivas saídas.

       Os pulsos nas saídas dos retificadores de 5 volts têm uma amplitude média de 10 a 14

volts, e os das saídas de 12 volts variam entre 24 e 28 volts.

       Aplicando essa tensão de forma pulsada na bobina L1 e controlando a largura dos

pulsos, temos a regulação da tensão na saída.

       L1 é a bobina toroidal que fica depois do dissipador dos diodos.
Na verdade são várias bobinas enroladas no mesmo núcleo. Ela serve para armazenar a

energia que a transformadora manda pulsada-mente e entregá-la para os capacitores. A razão

de serem todas enroladas sobre o mesmo núcleo é manter a uniformidade das tensões nas

saídas, independentemente da corrente que está sendo exigida de cada uma delas. Se essa

bobina queimar, é preferível reaproveitar os semicondutores da fonte e jogar o resto fora, pois

os capacitores com certeza também estarão imprestáveis devido à sobre tensão que sofreram.




Figura 6 – Retificação e filtragem



       É bastante difícil achar uma bobina com as mesmas características da original, e se a

bobina substituída tiver alguma diferença nas relações de espiras, as tensões na saída ficarão

desiguais, podendo, por exemplo, a saída de 12 volts ficar com 16 volts. É raro os diodos
entrarem em curto; geralmente isso só acontece quando eles não têm um bom contato térmico

com o dissipador, ou a fonte é submetida a curto.

       Os resistores e capacitores cerâmicos ligados nos diodos servem para suavizar a

comutação deles, aumentando a vida útil deles. Os resistores em paralelo com as saídas

servem para fazer um mínimo de carga na saída da fonte, para ela poder funcionar mesmo

quando ligada fora da CPU. Também ajudam as tensões das saídas de menor corrente a não

subirem demais, pois a corrente exigida delas é inconstante e sempre baixa.



3.3.1 Defeitos relacionados.



    Fonte emite um "tic", mas não liga  Algum dos diodos em curto.

    Funcionamento instável e tensões altas nas saídas  Bobina toroidal em curto.

    Uma das saídas com tensão anormalmente baixa  Capacitores dessa saída secos.



3.4 Alimentação do circuito de controle.

       A alimentação do circuito de controle é retirada do retificador da saída de 12 volts

(D23) nas fontes AT, e da fonte stand by nas fontes ATX. Como ele é ligado antes da bobina

toroidal, no momento que a fonte for ligada e o circuito auto-oscilante do primário começar a

funcionar, a tensão nele chegará a um valor suficiente para fazer o circuito de controle

começar a funcionar bem antes que as tensões nas saídas cheguem aos seus valores nominais.

(figura 7).
Figura 7 – Circuito de Controle



3.4.1 Defeitos relacionados.



       Componentes que costumam apresentar defeitos nessa área são os capacitores, e mais

raramente o resistor, que pode abrir caso o integrado do circuito de controle entre em curto.

       Em todos os casos, a alimentação do circuito de controle fica prejudicada, podendo

causar vários defeitos diferentes:

    Não liga e fica emitindo um ruído.

    Funciona fora do gabinete, mas ao conectar na CPU não consegue partir.

    Liga, mas a CPU não inicializa: Nesse caso, isso acontece porque as tensões nas saídas

       estão abaixo do normal e / ou o sinal de "Power good" está ausente.

    Tensões baixas na saída, emissão de ruído e superaquecimento dos transistores.




   3.5 Circuito de controle.
Esse circuito controla o chaveamento dos transistores do lado primário, através do

transformador de acoplamento T2, e geralmente se baseia na tensão da saída de +5 volts, para

regular todas as saídas.

       O integrado usado na maioria absoluta das fontes é o TL494, que têm vários "clones"

de outros fabricantes, incluindo alguns com nomes bem diferentes, por exemplo: Ka7500

(Fairchild e outros), IRM302 (Sharp) e M5TP494N (Mitsubishi). Ele é alimentado pelo pino

12. (figura 8).




Figura 8 – Circuito para controle do chaveamento.
Os pulsos de controle saem dos pinos 8 e 11, que são os coletores de dois transistores

que ele possui internamente, e os emissores são os pinos 9 e 10.



3.5.1 Diagrama interno do TL494.



       Os transistores que controlam o chaveamento através do transformador são Q3e Q4.

Na maioria das fontes se usa o 2SC945, e o 2SC1815.

       Ele pode e “deve” ser substituído diretamente pelo BC639, encontrado mais

facilmente nas lojas, e geralmente são mais barato.

       Algumas fontes de alimentação chaveada usam outro transistor comum o 2N2222.

(figura 9).




Figura 9 – Diagrama do TL494



       O 2N2222 que tem a pinagem diferente e pode ser substituído pelo BC337,

invertendo-se a posição dele em relação ao original. Eles podem queimar quando os

transistores do primário queimam. Mesmo uma pequena fuga neles impede a fonte de partir.
Geralmente, as tensões de referência e controle são aplicadas nos pinos 1 e 2 do

integrado. Os pinos 15 e 16 nem sempre são usados, e quando são usados costumam ser

ligados a circuitos de proteção, como sensores de corrente ou comparadores de sobre-tensão.

       O pino 4 é a entrada de um comparador que serve para limitar o ciclo ativo. Quanto

maior a tensão nele, menor será a largura dos pulsos na saída. Nas fontes ATX esse pino é

bastante usado para controlar o liga/desliga da fonte, pois quando a tensão no pino 4 chega a

cerca de 4 volts os pulsos na saída do integrado cessam, desligando a fonte.

       Os pinos 5 e 6 são do oscilador interno, e pelos valores do resistor e do capacitor

ligado a eles se define a freqüência de oscilação da fonte, geralmente cerca de 60.70 kilohertz.

       O pino 14 é a saída de um regulador interno de 5 volts. Se houver a tensão normal no

pino 12 e o pino 14 estiver com 0 volts, muito provavelmente o integrado está com defeito.



3.5.2 Defeitos relacionados.



    Transistores do lado primário queimados foram substituídos, mas a fonte

       continua não funcionando  Transistores Q3 e Q4 ou algum dos diodos com fuga.

    Fonte não liga, ou fica com as tensões muito baixas nas saídas  Integrado com

       defeito, ou resistor R15 (geralmente de 1K5 / 1W) aberto.



3.6 Power good.



       Aqui temos o circuito de Power good, recebe o nome de Power Good OK (PWR_OK),

encarregado de sinalizar para a placa mãe que as tensões estão dentro da faixa aceitável e que

ela pode inicializar. Nas fontes AT o Power good é o fio laranja, e nas ATX geralmente é o

cinza. Esse circuito é usado como exemplo é alimentado pela linha de 5 volts e simplesmente
inibe o sinal por algum tempo quando se liga a fonte.     Existem circuitos mais elaborados,

como os que usam o LM339, alguns como o Lm393, e algumas fontes chegam a ter um

integrado supervisor especial que monitora todas as saídas e desliga a fonte se alguma delas

estiver fora da faixa de tensão aceitável. (figura 10).




Figura 10 - diagrama do diagnóstico da fonte chaveada



3.6.1 Defeitos relacionados.



    Fonte liga, e a CPU não inicializa, e as tensões estão normais  Ausência do sinal

       de Power good.

    CPU não inicializa quando é ligada, mas inicializa após se pressionar o "reset" 

       Sinal de Power good sempre ativo, ou acionando antes que as tensões estabilizem.



3.7 Sensor de corrente.
Esse circuito existe apenas em algumas fontes, servindo para limitar a largura dos

pulsos nos transistores do circuito chaveador, evitando que eles queimem no caso de ser

exigida da fonte uma corrente maior do que ela pode fornecer.

       No canto direito superior do desenho, temos o transformador T3, que tem o primário

ligado em série com o enrolamento primário do transformador principal.

       O sinal no secundário dele é retificado, filtrado, passa por alguns resistores e é

aplicado no pino 15 do TL494, que como já vimos é a entrada de um dos comparadores dele,

que nesse caso é usado para a proteção.



3.7.1 Diagrama do sensor de corrente (figura 11).




Figura 11 – diagrama do sensor de corrente



3.8 Fonte de um computador ATX.
3.8.1 Porque do desenvolvimento da fonte ATX?


       Com a chegada dos últimos processadores da família 486 e do barramento PCI

(Peripheral Component Interconnect), apareceu também a tensão de 3.3 volts, que mais tarde viraria

um padrão de mercado para a alimentação das memórias e do barramento do processador, a

tensão conhecida como “VIO”.          No começo, essa tensão era gerada na placa mãe, por um

regulador linear, a partir dos 5 volts da fonte. Com a chegada dos processadores “Pentium”

alimentados com 3.3 volts, surgiu à necessidade de um regulador com maior capacidade de

corrente, o que também exigia mais espaço na placa. Alguns fabricantes de micros “de

marca”, (IBM, Compaq, HP e afins), já haviam achado a solução para esse problema: A

própria fonte já tinha uma saída de 3.3 volts, eliminando a necessidade do regulador na placa

mãe. Alem disso, muitos desses “micros” tinham o recurso de poderem ser desligados via

software, coisa que até então era impensável nos micros padrão AT.

       Ao mesmo tempo, as placas mãe passaram a ter vários dispositivos integrados nelas,

eliminando a necessidade das famosas placas controladoras.

       Portas seriais, paralelas, entrada de joystick, e em alguns casos, até mesmo som e

vídeo, passaram a fazer parte da placa.

       Como todo costume vira lei, essa tendência virou o que hoje é conhecido como padrão

ATX.

       Conectores próximos e agrupados, possibilidade de se ligar e desligar o computador

via software, e uma nova fonte, com apenas um conector encaixado na placa, para o alívio de

todos aqueles que já queimaram uma placa mãe por terem invertido os conectores da fonte.



3.8.2 O que a fonte ATX tem que a AT não tem?



3.8.3 Diagrama de uma fonte ATX. (figura 12).
Figura 12 – diagrama de uma fonte ATX



3.9 Fonte stand by.



       A fonte stand by é o maior ponto de incidência de defeitos em fontes ATX, por várias

razões, entre elas o fato de permanecer sempre ligada e ser um circuito delicado, se compara

do com a fonte principal. Como podemos ver, ela é basicamente um circuito auto-oscilante

com apenas uma chave ativa, e com a oscilação controlada pela tensão no capacitor C19.

Existem algumas variações. (figura 13).
Figura 13 – diagrama da fonte stand by



       Como por exemplo, o uso de um FET ao invés de um transistor bipolar no lado

primário. No lado secundário, temos dois diodos, sendo um ligado em um capacitor de filtro e

na entrada de um integrado 7805. A saída do 7805 é a saída de 5volts stand by da fonte

(geralmente um fio roxo), tensão que deve estar sempre presente, independente do micro estar

ligado ou não. A outra saída é retificada pelo diodo D28 e é responsável por alimentar o

integrado de controle (o Tl494) com cerca de 24 volts.

       O capacitor C19 é o maior causador de defeitos na fonte stand by, pois ele é

continuamente submetido à ripple, tendo a sua vida útil reduzida. A medida que ele seca, a

capacidade dele de reter carga diminui, conseqüentemente reduzindo a tensão sobre ele e

fazendo com que a oscilação do transistor Q12 aumente, aumentando também as tensões nas

saídas da fonte stand by, o que em longo prazo causa vários defeitos, como a explosão dos

capacitores C23 e C21, queima do integrado, queima dos resistores R13, R14 e R15, queima

dos transistores Q3 e Q4, e por fim a queima do próprio transistor da fonte stand by, que

causa a queima do fusível, ou de um resistor de 4,7ohms/2 watts que existe em série com o

primário do transformador em algumas fontes. Devido a isso, muitas fontes novas pifam antes

de completar um ano de uso, algumas não durando nem seis meses.
A melhor solução possível para essa imperfeição no projeto é a substituição do

capacitor C19 por um capacitor de tântalo de 10 uf / 25 volts. Pelo fato do capacitor de tântalo

ser quimicamente mais estável que o eletrolítico e não usar eletrólito líquido, a vida útil dele é

praticamente ilimitada.


       Quanto ao valor, recomendo o 10uf /25V por ser o mais facilmente encontrado no

comércio, mas se o transistor chaveador dessa fonte for bipolar, pode ser usado um de 10 uF /

16v. Quem tiver capacitores de tântalo diversos em sucata, também pode usá-los, guardando

apenas com a ressalva de que a capacitância mínima recomendada é 4,7uF, e a tensão mínima

é 16 volts para uma fonte com transistor bipolar, e 25 volts para um circuito com FET.

       Existem algumas fontes que possuem um circuito de realimentação (feedback) com

optoacoplador, e não sofrem desse problema. Algumas também usam um circuito chaveador

mais elaborado, ao invés do transistor, como por exemplo, o integrado TOP210.



3.9.1 Defeito relacionado.



Não liga  Resistor de partida aberto, transistor chaveador queimado, primário do

transformador aberto.



3.10 Regulador de 3.3 volts



       Existem basicamente três métodos para se ter uma saída de 3.3 volts numa fonte ATX,

cada qual com suas vantagens e desvantagens. O método mais comum é o uso de um

regulador linear alimentado pela saída de 5 volts, geralmente usando um FET de potência

(tipo o IRFZ48, ou o MTP60N03). A tensão no “gate” do FET é controlada por um TL431 ou

equivalente, cuja entrada é ligada através de um divisor resistivo na saída de 3.3 volts, onde
também é ligado o source do FET. Esse tipo de circuito tem a vantagem de ser simples e

conseguir uma boa regulação da tensão, e como desvantagem temos a quantidade de calor

gerada, visto que uma parte da energia é “perdida” no FET, que a converte em calor. O FET é

preso no mesmo dissipador que os retificadores das saídas de maior corrente, onde o fluxo de

ar da ventoinha consegue mantê-lo a uma temperatura aceitável. Se o FET entrar em curto, o

sintoma mais comum é a fonte simplesmente desligar assim que for ligada, devido ao

acionamento de uma proteção contra sobretensão nessa saída, proteção essa existente na

maioria das fontes. Um FET queimado pode ser substituído pelo IRFZ44 ou algum outro de

características semelhantes

         O segundo método, um pouco mais raro, é simplesmente ter um retificador, bobina e

filtro independentes para a saída de 3.3 volts. Nesse caso, ela é uma saída como qualquer

outra, passando inclusive pela bobina toroidal. Esse método não dissipa calor como o

regulador linear, mas não existe uma regulagem efetiva dessa tensão, podendo ela ficar

demasiadamente alta ou baixa conforme a fonte e placa mãe que estiverem sendo usadas.

         O terceiro método é o mais eficiente, mas também o mais complexo: o uso de um

regulador chaveado. Nesse caso, temos um FET controlado por um circuito PWM e uma

bobina, com um extremo ligado ao FET e um diodo ao terra, e outro extremo ligado na saída

de 3.3 volts. Em muitos casos, a portadora de referência para o chaveamento desse FET é

retira- da do próprio TL494, sendo o circuito de controle do FET apenas um comparador, que

compara a portadora com o sinal vindo de um amplificador de erro que monitora a tensão na

saída.

         É um circuito encontrado bastante em fontes IBM. Algumas fontes têm um fio que

traz a referência para a regulagem dessa tensão diretamente do conector de saída, para garantir

uma regulagem mais efetiva.
3.10.1 Defeitos relacionados.



    Liga e desliga  regulador em curto, fazendo que a tensão suba demais e a proteção

       desligue a fonte.

    Computador não inicializa  Regulador inoperante, fazendo que a tensão nessa

       saída seja nula.



3.11 Controle de velocidade da ventoinha.



       Algumas fontes - sejam elas AT ou ATX - possuem um circuito que controla e

velocidade da ventoinha, e traz como vantagem a redução do ruído da ventoinha, visto que ela

vai girar com a velocidade apenas necessária para manter a fonte numa temperatura aceitável,

acelerando quando for necessário.

       Como podemos ver, o variação da resistência do termistor conforme a temperatura vai

variar a polarização na base do primeiro transistor, que varia a tensão na base do segundo e

conseqüentemente a tensão que chega à ventoinha varia junto, variando a velocidade dela.

       Algumas fontes mais elaboradas possuem um sensor de corrente para a ventoinha que

desligam a fonte no caso dela travar. Algumas fontes também desligam-se a temperatura subir

demais. Geralmente esse termistor é preso no mesmo dissipador dos retificadores, que é o que

mais esquenta quando a fonte funciona com carga. (figura 14).
Figura 14 – diagrama do controle de velocidade da ventoinha




3.11.1 Defeitos relacionados.



       O controle de velocidade da ventoinha dificilmente apresenta defeitos por conta

própria. Na maioria dos casos, a queima da ventoinha causa algum dano nesse circuito.

    Ventoinha queimada foi substituída, mas não gira  Transistor driver de corrente

       aberto.

    Não varia a velocidade  Transistor em curto.



3.12 Outro tipos de fontes.



       Alem das já conhecidas fontes AT e ATX, existem outros tipos de fontes, sendo a

maioria delas usadas em micros específicos. Alguns exemplos são:
ATX 12V  Também conhecida como fonte para Pentium IV, é uma fonte ATX comum,

apenas tem um conector de 4 pinos que é uma saída de 12 volts adicional, que a placa mãe usa

para alimentar os reguladores de tensão do processador.



IBM  (com 4 conectores de 6 pinos) Essa fonte, usada em vários micros IBM, sendo os

mais conhecidos os Pentiuns da linha Aptiva e 300GL, é uma fonte AT modificada, que

possui dois conectores comuns iguais aos da fonte AT e dois conectores adicionais que

fornecem 3.3 volts para a placa mãe e placa árvore ( onde ficam os slots ). Alem disso, o liga -

desliga é controlado por um conector auxiliar de 3 pinos ligado na placa mãe, que possui um

terra, a saída +5V stand by (sempre ativa), e o pino PS-ON, que quando é aterrado faz a fonte

ligar.



Compaq  (anteriores ao padrão ATX) Algumas fontes dessa linha possuem a

particularidade de não terem um regulador de 3.3 volts, mas sim de 3.4 ou 3.5, devido ao fato

de alguns processadores Pentium funcionarem com essas tensões. Elas também possuem um

retorno de terra e da saída de 3.x volts (geralmente fios branco e roxo), para uma melhor

regulagem dessa tensão. Se ela for ligada com esses fios desligados, a falta de feedback faz a

tensão subir demais e a proteção contra sobretensão desliga a fonte, por isso a maioria

absoluta das fontes Compaq não liga fora do gabinete, apenas tenta partir e desliga.



ATX Dell e Compaq  As fontes ATX usadas em alguns micros dessas marcas possuem um

conector ATX e um conector de 6 pinos igual ao das fontes AT, que também é ligado na placa

mãe. A pinagem do conector ATX é total- mente diferente do padrão e não possui nenhum
pino de 3.3 volts, tensão essa que é fornecida pelo conector auxiliar de 6 pinos. Algumas

fontes desse tipo não possuem a saída de -5 volts.



3.13 Pinagens dos conectores e cores dos fios.
3.14 Cores de fios mais comuns de cada saída da fonte.



Conexão                    Tipo fonte        Cor de vio

+5v                        ---------------   Vermelho

+ 12 v                     ---------------   Amarelo ou laranja

+ 3.3 v                    ---------------   Laranja ou marrom

- 12 v                     ---------------   Azul

-5v                        ---------------   Branco

+ 5 vsb                    ---------------   Roxo

Pg                         AT/ATX            Laranja/cinza

ps-on                      ---------------   Verde ou cinza
4. Monitores



4.1 Diagrama de blocos de um monitor. (figura 16)




Figura 16 – diagrama de blocos de um monitor


        O sinal entra no monitor, através do cabo, e é separado o vídeo do sincronismo.

        Enquanto que o vídeo pré-amplificado depois será amplificado e aplicado no tubo sob

a forma de três sinais diferentes, chamados de RGB (vermelho, verde e azul), o sincronismo é

direcionado para um IC que tem a função de tanto distribuí-lo para a parte do On Screen,

como para o processamento horizontal e vertical, que fará com que o monitor responda a

diferentes resoluções, o que corresponde a dizer a diferentes freqüências horizontais e

verticais.
O sincronismo vertical irá controlar o oscilador vertical e depois será aplicado na

bobina defletora ou Yoke (nome antigo); o sincronismo horizontal comandará o oscilador

horizontal e este oscilador terá o seu sinal amplificado e será aplicado nas bobinas de deflexão

horizontal; ao mesmo tempo é criada a alta tensão pelo flyback que será aplicada no segundo

anodo do tubo.

         O flyback também é responsável por gerar algumas outras tensões para alimentar o

circuito e por gerar, através de um divisor resistivo preso mecanicamente a ele, a tensão de

foco e a tensão de screen. A tensão de foco possui um valor próximo a 1/5 da tensão do

segundo anodo ou chupeta, sendo assim, esta tensão de foco tem um valor próximo a 5.000

volts.

         A tensão de screen é mais baixa (a tensão de screen também poderia ser chamada de

G2). O controle de brilho, normalmente, participa de um circuito comum, ao controle de G1.

G1 é uma tensão que controla o apagamento dos feixes de elétrons durante o período de

retraço. Normalmente também há um controle automático de brilho ou contraste, neste

mesmo setor.

         A corrente do transistor de saída horizontal é monitorada de forma a não passar de

determinados limites e gerar uma alta tensão (lembre-se que a saída horizontal controla a

corrente que passa pelo flyback, que é um transformador sintonizado, e um aumento na

corrente sem aumento de consumo de corrente, no secundário, causaria uma alta tensão

superior a 25KV e a uma alta emissão de Raios – X, acima de valores permitidos.

         O microcontrolador ou processador, em monitores modernos, geralmente trabalha

conversando com uma memória E2PROM ou EEPROM, utilizando um protocolo da Philips

chamado de I2C (Philips e I2C são marcas registradas). Em monitores, normalmente, existem

circuitos controles e ajustes para trabalhar com a altura, largura, posicionamento, efeito

almofada, etc.
Em monitores comuns, isto é feito por potenciômetros e trimpots, em monitores,

chamados de digitais, estes controles todos são feitos pelo micro controlador ou por um IC

específico, que trabalha em conjunto com o micro controlador e com os pulsos de sincronismo

horizontal e vertical.

       A entrada de AC possui um filtro formado por indutores e capacitores visando enviar o

mínimo de ruído para a rede e em alguns monitores mais modernos e caros até o fator de

potência é controlado, para evitar perda desnecessária de energia. Logo após a entrada, vem o

DEGAUSS, nada mais que um PTC ou Varistor em série, com uma bobina que fica enrolada

em volta do tubo, e sua função é desmagnetizar o tubo toda vez que o monitor é ligado.

       Desmagnetizar quer dizer tirar manchas nas imagens provenientes de campos

eletromagnéticos externos, como imãs, por exemplo. A fonte é composta de uma ponte

retificadora e um capacitor de valores entre 220uF a 560 uF (podem existir outros valores) e

tensão de isolação entre 385 a 500Vcc. Eles precisam ter esta tensão de isolação, pois estas

fontes funcionam com tensões entre 90 a 240 volts, geralmente. Para ver o valor de pico que

pode chegara 240 volts é dada a formula (VP = Vrms / 0,707 = 240 / 0,707 = 340 volts.

       Com um capacitor deste, mesmo no pior caso, ele está a salvo. Se ligada em 127 volts

sobre o capacitor, sempre ficará uma tensão de aproximadamente 180 Vcc (varia entre 160 a

180 volts depende da rede de AC). Depois de retificada e filtrada a tensão da rede é aplicada

no coletor de um transistor bipolar, ou no source de um Mosfet de potência, através do

enrolamento primário do trafo de núcleo de ferrite da fonte.

       Esta tensão também é aplicada sobre um divisor resistivo (esta é uma das formas de se

partir uma fonte) e um valor menor é aplicado no IC ou circuito responsável pela modulação

PWM do transistor chaveador. Se for um transistor bipolar uma onda quadrada será aplicada a

sua base e se for um Power Mosfets ou mosfet de potência, será aplicada ao seu gate.
A tensão de saída será monitorada através de um enrolamento isolado do trafo ou de

um foto acoplador e um regulador shunt (normalmente o TL431). Qualquer variação será

percebida e fará o transistor chaveador conduzir mais ou menos, de acordo com a modulação

por largura de pulso (PWM), deixando sempre correta a tensão na saída da fonte.




4.2 Problemas mais comuns.



Cores ou imagem alteradas.



Cabo quebrado  monitor não liga, falta uma das cores ou monitor liga, mas não aparece

imagem.



CI de RGB  pode queimar e aí não aparecerá nada na tela, falta de uma das cores, falta de

algumas cores.




Imagem arrastando  cabo de vídeo com a malha quebrada ou cabo de má qualidade;

trocar o cabo ou colocar um ferrite no cabo. Falta da tampa sobre a placa do soquete do tubo.



Imagem fora de foco  tubo fraco ou, geralmente, problemas no flyback.



Imagem com linhas de retraço  problemas nos circuitos de brilho, G1 e screen. Muitas

vezes o culpado é o flyback; girar o ajuste do screen e ver se não há mau contato. Observe se

a imagem fica assim ou fora de foco depois de algum tempo do monitor ligado, se isto

acontecer é feito a troca do flyback.
Sem imagem, mas o monitor está ligando  aumentar um pouco o screen e ver se a tela

começa a clarear se sim, verificar o cabo de ligação (pois os cabos onde os fios do RGB

podem estar partidos e os do sinc não, daí o monitor ligava, mas não aparece nada), verificar

também transistores, CI oi CIs do RGB.



4.2.1 Monitor não liga.



Capacitor de filtro da parte hot da fonte  se ele estiver aberto ou com pouca capacitância

isto poderá acontecer, ou mesmo o monitor ficar intermitente, ora liga ora não liga.



Ponte retificadora  verificar com um ohmímetro e com o monitor desligado e o capacitor

de filtro descarregado. Para descarregá-lo usar um resistor de valor baixo e colocar em curto

os seus terminais.



CI chaveador  se for o 3842 ou 3844 há uma grande chance dele estar queimado,

principalmente se o transistor chaveador também estiver. Se for um CI que chaveia a tensão e

faz todo o controle, como os da série STR, STK, etc, verifique tudo antes de trocá-lo.



Chave liga/desliga  Ver se não está oxidada, acontece com mais freqüência em monitores

mais velhos. Caso esteja boa, mas não pare na posição de ligado, colocar umas gotas de óleo

de máquina mecanismo.



Transistor chaveador  se estiver queimado (aberto ou em curto) é feito o teste mas antes

identificar se é bipolar, mosfet, etc e tal.
4.2.2 Como reconhecê-los?



Pelo código.



        Se for bipolar, teste como um transistor comum, mas ficando atento a diodos e

resistores que ele pode ter internamente. Se possível compare com um bom.

Se começarem com BUK, PHP, BUP são IGBTS, melhor compará-lo com um bom. Nos

monitores que arrumei, nunca vi usar um IGBT (são mais usados em inversores de freqüência,

etc e tal).




4.3 Ajustes de largura, altura, posição, etc, não atuam ou imagem deformada.



Potenciômetros e trimpots  muitas vezes são responsáveis por estes defeitos. Se o monitor

for digital, verificar soldas frias no micro controlador, no CI responsável por estes ajustes

(normalmente indicado como processador de horizontal e vertical).



Bobinas defletoras  Rara vez vi uma apresentar esse defeito, mas se for a última

alternativa, vasa a troca. Na troca de uma defletora, preste muita atenção para marcar a

posição de tudo o que estiver no tubo; pode precisar, eventualmente, fazer o ajuste de pureza e

convergência.



        IC responsável pelo processamento horizontal e vertical (exemplo, o TDA9109) – caso

este CI apresente defeito, o problema citado acima acontecerá. É raro este componente

“pifar”.
 Outros exemplos de CIS que podem apresentar este defeito são: KSS88C6232N, que é

       um micro controlador usado em monitores Samsung e o STV7779, que faz o comando

       de vertical e horizontal, mas é raro estes CIS darem defeito e, provavelmente, o defeito

       em algum deles impedirá o monitor de funcionar, mas vale testar se for necessário.



    Outro exemplo é o CI TDA4858, que é um processador de sincronismo e convergência

       – verificar as suas tensões e os componentes associados a ele. Este CI é usado em

       monitores LG.



    Capacitores de poliéster ligados entre o transistor de saída horizontal e a defletora –

       principalmente se o defeito for excesso ou pouca largura.



Tensões da fonte alteradas  é bom verificar estas tensões, e componentes associados a

elas; caso encontre algum eletrolítico ruim troque por um idêntico de 105º C. Os capacitores

usados na filtragem da saída de fonte chaveada têm uma baixíssima indutância e resistência

interna e isto é muito bom quando se vai filtrar freqüências altas. Uma característica deles é

de serem para 105º Centígrados.

       O ideal para testar um capacitor é um capacímetro, mas como não tinham, foi usado

um multímetro na escala de resistência e comparado com um bom.



4.4 Como medir.
Importante ressaltar que quanto menor o valor do capacitor, maior deve ser a escala de

medição de resistência usada e quanto maior o valor do capacitor, menor poderá ser a escala

utilizada.

       Importante descarregar o capacitor antes do teste, bem como após cada teste. Isto deve

ser feito para que o teste seja correto, além de evitar danos ao multímetro. Para descarregar o

capacitor é só provocar um curto entre seus dois terminais através de uma chave de fenda ou

um alicate de bico, e para isto ele deve estar desconectado de qualquer circuito eletrônico.


Observação: dependendo do uso e do valor do capacitor, pode estar com muita carga e ao

colocar seus terminais em curto poderão ocorrer faíscas e um estalo. Caso o capacitor a ser

medido seja para uso com uma tensão alta e possua um valor na ordem de microfarads (uF)

pode ser necessário descarregá-lo através de um resistor de baixo valor (aproximadamente

100 Ohms) e só depois os seus terminais devem ser colocados em curto. Cuidado para não

levar choque.


-   Colocar o multímetro na escala de resistência.

-   Encostar uma ponta de prova em cada terminal do capacitor.

-   Observar a movimentação do ponteiro do multímetro (não precisa marcar o valor).

-   Caso o ponteiro suba e desça, o capacitor estará bom, ou seja, o ponteiro subiu, pois

    estava circulando uma corrente para carregar o capacitor, terminada a carga acaba a

    corrente e o ponteiro volta para a posição inicial, o infinito. Quanto maior o valor do

    capacitor, maior será o tempo que o ponteiro levará para subir e descer.

-   Se o ponteiro subir e ficar parado em alguma posição entre zero, e o infinito (mesmo que

    comece a descer e pare) o capacitor estará com fuga, ou seja, uma corrente contínua está

    circulando através dele e isto já é sinal que este capacitor não está bom.
-   Se o ponteiro for direto para o zero o capacitor estará em curto. Também não está bom.

    Neste caso toda a corrente fornecida pelas pilhas do multímetro atravessará o capacitor,

    ele não oferece nenhuma resistência, e por isto o ponteiro vai para o zero.

-   Se o ponteiro não se mover, o capacitor estará aberto, sem capacitância, e não estará bom.

    Neste caso, o capacitor nem chegou a se carregar e é por isto que o ponteiro nem se

    moveu. Ficou na posição indicada por infinito.




Dependendo do valor do capacitor deveremos utilizar escalas diferentes.


4.4.1 Exemplo:


Para medir capacitores acima de 10000 uF, use a escala X1.


Para medir capacitores entre 1000 uF a 10000 uF, use as escalas X1 ou X10.


Para medir capacitores entre 100 uF a 1000 uF, use as escalas X10 ou X100.


Para medir capacitores entre 10 uF e 100 uF, use as escalas X100 ou X1K.


Para medir capacitores entre 1 uF e 10 uF, use as escalas X1K ou X10K.


Para medir capacitores entre 100 nF e 1 uF, use as escalas de 1K ou 10K ou 100K.


Para medir capacitores entre 1nF e 100 nF, use a escala de 100K.


Para medir capacitores abaixo de 1 nF, use a escala de 100K, mas a leitura será difícil e,

consequentemente, o teste não terá precisão.


Observação: Com este teste não dá para saber o valor do capacitor, mas apenas se ele não está

aberto, com fuga ou em curto. Para saber o valor exato, é necessário o uso de um capacímetro.
Observações: Alguns capacitores eletrolíticos, geralmente os com alta tensão de isolação,

costumam apresentar uma certa corrente de fuga, sendo assim, pode ser que em determinadas

escalas o ponteiro suba e, ao descer, pare próximo ao infinito. Se isto acontecer, diminua a

escala de multiplicação e veja se o ponteiro chega ao infinito; caso isto aconteça o capacitor

estará bom.


Observações: Todos estes testes foram desenvolvidos com o auxílio da prática e embora

possam variar um pouco de multímetro para multímetro, sempre serviram para testar

capacitores.


       É interessante que ao adquirir um multímetro, se escolha um que tenha várias escalas

de medição de resistência e seja capaz de medir valores máximos de 50M ohms para cima.

Para saber qual a maior resistência que um multímetro é capaz de medir basta ler o maior

valor da escala de resistência e multiplicar pela maior escala.


4.4.2 Exemplo:


Fundo de escala = 5K ohms


Maior escala = X10K


Maior resistência que pode ser medida = 5K x 10K = 50 M ohms.


Não pode encostar as mãos nas partes metálicas das pontas de prova, nem nos terminais dos

capacitores, pois isto alterará as medições e testes.


4.5 Monitor liga e desliga quase que imediatamente.
Flyback  verifique, se possível, em um ambiente escuro, se o flyback não está vazando.

Caso isto aconteça, você ligará o monitor e quando surgir a alta tensão ela vazará pelo flyback

e a proteção desligará o monitor.



Capacitores ligados aos pinos do flyback  principalmente capacitores cerâmicos e de alta

tensão de isolação, uma pequena marca, ou ponto escuro no corpo deles, pode indicar que ele

já era.

Verifique se há cheiro de ozônio  se houver, procure por vazamentos de alta tensão, no

flyback, nos cabos de alta, no ponto onde está ligado o foco no tubo, em sujeira em volta da

chupeta.



Chave liga/desliga (on/off)  podem apresentar defeito



On screen não funciona.



Verificar trilhas  verificar trilhas que ligam o gerador de on screen com o amplificador de

RGB, muitas vezes elas estão interrompidas ou há solda fria em algum ponto desta ligação.




Verificar CI do on screen  em alguns monitores, ele está na placa que vai presa ao tubo

(alguns monitores fivestar são assim), outras vezes ele estão junto com o micro controlador na

placa principal.

          Verificar se não é o micro controlador que é o responsável pelo on screen, como

exemplo, o 66HC705807 usado no LG 520. Se, ele é quem gera o on screen, e mostra na tela

os ajustes que estão sendo feitos; mas, como dificilmente ele apresentaria só este defeito, de
qualquer forma, verifique os componentes ligados aos seus pinos 29,30 e 31, como os

transistores da saída RGB (Q331, 332, 333) responsáveis por isto.


4.6 Pouco brilho.



       Verificar as tensões da fonte e ver se estão com os valores corretos. Desconfie dos

capacitores de filtro dos secundários da fonte. Se perceber que algum já foi trocado, troque-o

novamente, pode ser que resolva o problema.



Verificar o CI amplificador do RGB e, principalmente, os componentes ligados a ele.

Verificar os ajustes de sub-brilho e os capacitores e ajustes, caso exista, de G1.



4.7 Pouca luminância.



       Verificar CI amplificador de luminância e componentes associados. Às vezes, um

problema na screen pode ocasionar problemas parecidos com falta de luminância. Tente

ajustá-la, dê algumas “batidas” em seu cursor e veja se algo acontece. Se nada acontecer, nem

com o ajuste o flyback pode ser o culpado.




4.8 Queima fusível ao ligar.




       Verificar os diodos ou a ponte retificadora. Verifique o capacitor de filtro de entrada;

verificar a bobina desmagnetizadora.


4.8.1 Tubo manchado com cores.
Verificar a bobina desmagnetizadora, principalmente os seus contatos com a placa do

monitor. Verificar o PTC que vai ligado com ela e em alguns monitores, os resistores que

fazem parte do circuito de degauss, que é este circuito.


4.8.2 Um barulho de fritura constante no monitor.


       Verifique o PTC da bobina desmagnetizadora; muitas vezes ele apresenta mau contato

e começa a faiscar internamente. Este PTC na grande maioria dos monitores, tem o formato

de uma caixinha preta de baquelite, se trocá-lo use igual ou de mesmo valor.


       Pode-se também retirar a sua tampa e limpar os contatos que pressionam a pastilha ou

pastilhas dentro desta caixinha. Aumente a pressão dos contatos também. Colar a tampa com

alguma cola que não seja inflamável e resista ao calor.


Verifique se o barulho não vem da tomada de AC, o certo é limpar ou trocar a tomada do cabo

e a tomada da parede.




4.9 Monitores com o IC LM 1203.




       Muitos monitores usam para processar e amplificar o sinal de vídeo o IC LM1203.

Este IC é composto de 3 amplificadores para vídeo e tem uma banda passante de 70 MHz. Os

pinos de entrada para os sinais que vem do micro e irão gerar as imagens são: 4, que

corresponde ao vermelho, 6 que corresponde ao verde e 9, que corresponde ao azul.


       O nível do sinal em suas entradas geralmente é de 1 Vpp e nas suas saídas é de 6 Vpp.

Uma forma de se fazer o controle de contraste quando se usa este IC é usando um

potenciômetro entre os pinos 13 e 12. No pino 13, teremos a tensão de Vcc que alimenta o IC
(é uma ligação interna deste IC) e ligamos nele um lado do potenciômetro. No pino 12

ligamos o cursor do potenciômetro (10K) e o outro lado do potenciômetro ligamos no terra.


       O controle de brilho também pode ser feito através da conexão dos pinos 24, 19 e 15

no cursor de outro potenciômetro. Um lado deste potenciômetro deve estar ligado ao terra e o

outro lado, ligado através de um resistor ao pino 13, que é o Vcc. Muitos monitores controlam

o brilho, atuando diretamente sobre a polarização do tubo. Isto é conseguido variando-se a

tensão contínua na grade 1 ou grade de controle.


       Nestes casos, os pinos 24, 19 e 15 serão usados, independentemente, para controlar o

ganho de cada cor, através de trimpots. Os níveis de vídeo em sua saída deverão ser

amplificados por transistores ou por outro IC. Depois de amplificados, serão aplicados aos

três catodos e devem ter um nível de 60 Vpp. O controle interno de brilho do IC depende de

pulsos que entram na entrada de clamp (pino 14).


       O circuito de brilho usará como referência o período em que os pulsos têm um nível

baixo e que corresponde a uma parte do período de apagamento horizontal.


       O pino 11 fornece uma tensão de referência de 2,4 volts para que os amplificadores

possam funcionar corretamente. Algumas vezes, ele está ligado com os pinos 5, 8 e 10 através

de resistores e com os pinos 4, 6 e 9 através de diodos, mas o mais comum é ele estar ligado

através de resistores de 10 K ohms com os pinos 4, 6 e 9 (que são as entradas) e os pinos 5, 8

e 10 estarem ligados ao terra, através de capacitores de alguns uF.


       Se não existir o sinal de clamp, (são pulsos e podem ser vistos com um osciloscópio

no pino 14) poderemos não ter imagem na tela. Se uma das cores faltar na tela o problema

pode ser o IC ou o componente (transistor) ligado na saída correspondente. É comum

encontrarmos soldas frias, capacitores secos e transistores queimados nesta parte do circuito.
Em alguns monitores, todos estes componentes ficam montados na placa que está conectada

com o soquete, e em outro ficam na placa principal.


          Caso não exista imagem no monitor, aumente um pouco o screen (o ajuste de screen

geralmente fica no flyback) e veja se a tela fica cinza claro e tem exploração normal. Se tiver,

meça a tensão nos pinos de alimentação do IC LM1203, se a alimentação estiver correta (12

volts nos pinos 1, 13, 23, 28), troque o IC. Este IC é um componente que muitas vezes

apresenta problemas.


          Capacitores ligados aos transistores que amplificam o sinal que vem deste IC podem

apresentar problemas, caso a tela esteja um pouco escura, verifique a condição destes

capacitores, principalmente os que estão ligados com as grades de controle, grade screen e

catodos. Se a imagem ficar com detalhes com um rastro, verifique os capacitores de

acoplamento (são os capacitores pelos quais deve passar o sinal de vídeo).


          Se estes capacitores estiverem com a capacitância baixa, teremos uma resposta em

freqüência ruim e uma má qualidade de imagem, pois os sinais de maior freqüência, que

correspondem aos detalhes, serão atenuados. Veja se a blindagem metálica que há nesta placa

está bem soldada ao terra.


          Em alguns monitores só teremos uma imagem perfeita após soldarmos as blindagens e

as aterrarmos.


Observações: Os pinos 1, 2 e 3 do conector DB15 estão conectados com o LM 1203 através

de resistores e capacitores. O pino 1 é o responsável pela cor vermelha, o pino 2 pela cor

verde e o pino 3 pela cor azul. Com a mistura correta destas três cores conseguimos todas as

outras.


4.10 Problemas mais freqüentes nessas marcas citadas.
Modelo: TCM1400G.




- não funciona nada  trocar IC3842 (chaveador e regulador da fonte) e transistor 2SK1461

(chaveador da fonte).




4.10.1 Fivestar.


Modelo: FS4950.


- com pouco brilho e luminância  LM1203N, C838 com pouca capacitância.


- com pouco brilho  trocar C826, C822 e C828. Ajustar VR804, 805 e 806.


- monitor não liga e trafo da fonte faz ruído e as tensões estão com metade do valor 

trocar flyback e verificar capacitor de 1uF e resistor de 10 ohms que ficam do lado direito do

flyback. Verificar mosfet IRFS640, se ele estiver em curto troque-o. Quando ele está em curto

a tensão de 50 volts fica próxima de 0 volt (leia os valores de tensão na placa).




4.10.2 Samsung.


Modelo: Syncmaster 3 - CVM4967.


- só o verde aparece  verificar tensões sobre RG13, RB13 e RR13, ver se não estão abertas

ou se a trilha que os une não está interrompida.


- vazando AT  trocar flyback e verificar componentes e trilhas próximas a ele que podem

estar danificados, devido ao vazamento de alta tensão (ver R425, R424, D408, etc).
- faltando umas das cores  verifique soldas frias na placa do tubo, principalmente as

soldas do soquete e as soldas dos transistores e resistores de RGB, que polarizam o tubo.

Verifique também o cabo.




4.10.3 Syncmaster 3 NE.


- sem sincronismo vertical e horizontal  IC401 (TDA4850).


- não liga  verificar chave liga/desliga.


- as vezes liga outras vezes não liga verificar chave liga/desliga.




4.10.4 IBM


Modelo: G50.




- liga e a proteção desliga  mexa no ajuste de screen para verificar se em algum ponto ele

liga, caso ele ligue verifique se o brilho funciona. Se o brilho não funcionar, teste R424,

Q414, Q412, não funcionar teste R424, Q414, Q412, R422, e R423. Se o brilho funcionar,

verifique o circuito de proteção




Modelo: 2778-06E.


- a imagem demora a aparecer ou está muito fraca  meça a tensão de filamento (HT), se

estiver abaixo de 6,3 VDC, troque C926 (1000uF x 16 V – 105 º C).
4.10.5 PLESTOR


Modelo: 4950.


- sem vídeo, mas com sincronismo (a tela acende preta e se aumentar o screen dá para

perceber que ele está ligado)  verificar o cabo VGA/SVGA de conexão com o micro.




4.10.6 AOC


Modelo: spectrum-4Vn.


- saindo de foco quando esquenta ou quando se aumenta a tensão de screen  trocar

flyback.




4.10.7 Alfa Digital


Modelo: alfa digital2E.


- não tem uma das cores  verificar cabo de ligação com a placa de vídeo.




4.10.8 LG


Modelo: 520SI.


- fonte não consegue armar  trocar flyback (modelo do flyback = 6174Z-1003D).
Modelo: ES774G-N4(Flatron E7015).




- fonte tenta ligar e desarma  verificar capacitor de 10nF x 1 KV e diodos ligados

diretamente nos pinos do flyback.




4.10.9 UPS


Modelo: UPS 1435.


- demorando muito para aparecer à imagem, foco e screen variando com o tempo 

troque o flyback.




4.10.10 Goldstar



Modelo: 1465DLS.



- tela escurecendo lentamente  trocar VR709.




4.10.11 UTC



Modelo: V-4987.
- ao ligar predomina o verde  verificar o ajuste VR605 e o resistor R640. Se for preciso,

troque os capacitores de 1uF x100 Volts.




   5. Monitores profissionais.




5.1 Sony


Modelo: PVM 1371PM.


- monitor piscando até desligar  verificar soldas frias na fonte.


- sem ajuste horizontal  C841.


- monitor piscando até desligar  verificar soldas frias na fonte


- sem ajuste do horizontal  verificar C841 (2,2uF x160V)




Modelo:BVM-1301P.


- Problemas no sincronismo da cor  verificar IC8/BA.


- monitor não liga  verificador triplicador, se não existir a tensão (+ ou - 6 volts) no pino 3

do IC2/CP, o monitor não ligará. Caso se injete neste pino uma tensão externa, o monitor

funcionará, porém ficará sem proteção contra sobre tensão na AT.




5.1.1 Panasonic


Modelo: TR930B.
- imagem pulando o vertical ao mudar de cena  C501 (1uF x 50V ligado no pino 16 do

IC 501).


- sem sincronismo vertical  colar dissipador em IC501.




     6. Pinagem do cabo de vídeo de um monitor.




             Conector macho.


 Nº do pino              Função


1                Sinal de vermelho.


2                Sinal de verde.


3                Sinal de azul.


6                terra do vivo do pino 1.


7                terra do vivo do pino 2.


8                terra do vivo do pino 3.


11               comando.


13               comando.


14               comando.


4, 10 e 11       Ligados em curto.


5, 9, 12 e 15    desconectados
7. CONCLUSÃO




        Um dos aspectos importantes vivenciado durante o estágio foi o fato de familiarizar-mos com

a rotina de trabalho do técnico em manutenção de eletrônica, dentro de uma loja. Além disso, tivemos

a oportunidade de colocar em prática conhecimentos teóricos adquiridos durante a nossa formação

acadêmica.


        Dentre as atividades desenvolvidas, cabe ressaltar os conhecimentos sólidos adquiridos e

habilidades sobre a eletrônica.


        Ainda assim, temos a consciência de que não concluí o estágio com o pleno domínio da

eletrônica, mas certamente saímos mais qualificados e, aos poucos, nos profissionalizando para

enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.
8. REFERÊNCIA




FONTE CHAVEADA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte_chaveada> . Acesso em: 30 jun.
2008.
KNIRSCH, Jorge. A FONTE CHAVEADA. Disponível em: <http://www.byknirsch.com.br/artigos/03-11-
fontechaveada.htm> . Acesso em: 30 jun. 2008.
FONTE CHAVEADA. Disponível em: < http://www.qsl.net/pu1ssv/chaveada.htm> . Acesso em: 30 jun.
2008.
IMPRESSORA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressora> . Acesso em: 30 jun. 2008.
BERTINI, Luiz. MANUTENÇÃO ELETRÔNICA. Disponível em:
<http://www.luizbertini.net/manutencao.html> . Acesso em: 30 jun. 2008.

Tcc tecnico

  • 1.
    CENTRO DE EDUCAÇÃOPROFISSIONAL DIOMÍCIO FREITAS SERVIÇO DE INTEGRAÇÃO ESCOLA-EMPRESA ELETROTÉCNICA GABRIEL DE OLIVEIRA PACHECO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Laguna,05/2008.
  • 2.
    GABRIEL DE OLIVEIRAPACHECO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO Relatório de Estágio Supervisionado do Curso Técnico em Eletrotécnica com duração de 424 horas realizado na Empresa Pacheco Informática no período de 29/10/2007 à 29/04/2008. Laguna/05/2008.
  • 3.
    LAUDA DE ASSINATURAS ----------------------------------------- Nazareno de Oliveira Pacheco Supervisor da Empresa ----------------------------------------- Fabrício Bittencourt Garcia Coordenador de Estágios da Escola ----------------------------------------- Luciana Zanela Bressan Coordenadora do SIE-E --------------------------------------- Roberto Inácio Brandl Revisão de Texto ----------------------------- Gabriel de Oliveira Pacheco Estagiário(a)
  • 4.
    Ilustríssimo Senhor João Batistade Souza Diretor do Centro de Educação Profissional Diomício Freitas NESTA Senhor Diretor, Colocamos à apreciação de V.Sª o presente relatório das atividades desenvolvidas na realização do Estágio Supervisionado junto a Pacheco Informática no setor de manutenção. O referido estágio teve duração de 424 horas preenchidas de 29/10/2007 à 29/04/2008 sob a supervisão do Sr. Nazareno de Oliveira Pacheco, supervisor da Empresa, Profº Fabrício Birtencourt Garcia, supervisor do Cedup e Srª Luciana Zanela Bressan, coordenadora do SIE-E. Sendo assim, solicitamos a V.Sª aprovação e expedição do Diploma de Técnico em Eletrotécnica Tubarão (SC), 09 de junho de 2008. ---------------------------------- Gabriel de Oliveira Pacheco
  • 5.
    DADOS GERAIS Do Estagiário Nome:Gabriel de Oliveira Pacheco Local e Data de Nascimento: Laguna/Santa Catarina 25/06/1987 Endereço: Av. João Pinho – 944, apto, 2004 Telefone: (48) – 3647 - 1209 Inicio do Curso: 07/2004. Término do Curso: 07/2006. Do Estágio Área de Estágio: Eletrônica Setor de Estágio: Manutenção Período de Estágio: 29/10/2007 à 29/04/2008 Carga Horária: 424 Horário de Estágio: 08:00 às 12:00 e 13:30 às 17:30 Supervisor do Estágio da Empresa: Nazareno de Oliveira Pacheco Supervisor do Estágio da Escola: Fabrício Bittencourt Garcia Da Empresa Nome: Pacheco Informática Endereço: Rua Osvaldo Aranha - 287 CEP: 88790 - 000 Telefone: (48) – 3647 - 1209 Atividade Principal da Empresa: Manutenção e Venda de periféricos de informática
  • 6.
    1 INTRODUÇÃO Este relatório tem por finalidade demonstrar tudo que observei durante meu estágio de complementação curricular e, também, visa proporcionar uma melhor aprendizagem e compreensão para aquele que tiver acesso ao mesmo de como é a atuação da Pacheco Informática. Através deste conhecimento ficará muito mais simples entender o funcionamento dos componentes eletrônicos aqui apresentados, nos respectivos periféricos de informática, como: fonte chaveada de computador, impressora e monitor. E apresentara possíveis soluções para defeitos nos mesmo.
  • 7.
    2 Manutenção deimpressoras 2.2 Características e tipos de impressora A impressora é um periférico de saída de dados que é utilizada para imprimir nossos textos e imagens em geral, e imprime tudo isso em papel, metal ou plástico. Essa transferência é bem complexa e necessita de uma interação de mecanismos eletrônicos e químicos. Basicamente existem dois tipos de impressoras: as de linha e as de página. As impressoras de linha foram as primeiras a aparecer, como a matricial, de impacto, uma evolução da máquina de escrever, onde um cabeçote de impressão pressiona suas agulhas sobre uma fita (igual a da máquina de escrever) e transfere a informação para o papel. Uma diferença entre as impressoras matriciais e as de página: é que a primeira vai imprimindo, à medida que recebe as informações, enquanto as de página recebem toda a informação para depois imprimir. 2.2.1 Analisando a impressora  Para isso, utilize os manuais das mesmas, que geralmente vêm com a impressora, caso não possua os sites dos fabricantes e pode trazer informações necessárias. De maneira genérica uma impressora contém os seguintes dados: 2.2.2 Energia de alimentação  necessita para o funcionamento da impressora; no manual encontra-se a tensão (voltagem), a freqüência da rede e o consumo de energia, devido à variação de alimentação no mundo. Por exemplo, no mercado americano a tensão varia de 105 V a 130 v numa freqüência de 60HZ. Na Europa esta variação é de 210 v a 240 v a 50HZ. Por isso, as impressoras são projetadas para acomodar estas variações. É interessante que antes de qualquer procedimento de manutenção, verifique se a impressora está sendo alimentada corretamente.
  • 8.
    2.2.3 Interface ecompatibilidade  interface é por onde a impressora recebe as informações para impressão. Os tipos mais comuns são: serial ou RS 232, Centronics ou Paralelo e USB (universal serial bus). E outros poucos utilizados são: infravermelho, Bluetooth, Rede Apple Talk ou Ethernet e IEEE-488 ou GPIB. 2.2.4 Características operacionais  tratam-se da resolução que é medida em DPI (pontos por polegada), velocidade que é medida em páginas por minuto e tipo de alimentação do papel que pode ser formulário contínuo (folhas soltas ou rolos.). O termo CPL (caracteres por linha), refere-se à impressora matricial onde representa o número de letras que podem ser colocadas em uma única linha horizontal. O termo CPS (caracteres por segundo) também se refere às impressoras matriciais, informando quantos caracteres completos (letras) a impressora consegue imprimir em cada segundo. Dot Pitch informa a quantidade e precisão com que os pontos são colocados, tanto na direção vertical, quanto na horizontal. O tempo de transmissão é a velocidade com que é transmitida uma página do computador para a impressão. O tempo de processamento encontra-se nas impressoras de página; quando recebe a página para impressão ela tem que ser rasterizada , ou seja, verifica- se em que pontos da página deve ser depositado tinta para obter o texto ou imagem. O tempo de impressão é o tempo que impressora gasta para produzir fisicamente a página. Algumas impressoras processam a própria imagem (rasterizam), como as impressoras jato de tinta mais avançadas e laser. Porém, as impressoras matriciais e as de jato de tinta mais baratas necessitam que o computador faça a rasterização e transmita somente as informações necessárias. Essas
  • 9.
    impressoras que nãopossuem processador para rasterizar são chamada de “WINPRINTERS”, pois utilizam o sistema de impressão do Windows para montar a imagem. As impressoras geralmente trabalham com três tipos de fontes: residentes, adicionáveis via cartuchos ou expansões e as carregáveis via software. As residentes já vêm gravadas no EPROMS pelo fabricante da impressora. As adicionáveis são as que somam as fontes residentes, geralmente na forma de chips ou de cartuchos que se encaixam em locais para eles. Fonte via programa, o computador seleciona a fonte que se deseja imprimir e envia para a impressora na hora de imprimir. A desvantagem é que esse processo enche a memória da impressora. Para se comunicar com o computador utiliza-se a linguagens de comunicação onde se destacam: ESC-P2 desenvolvido pela Epson para suas impressoras matriciais e jato de tintas; PCL criado pela HP para impressoras a jato e laser; POSTSCRIPT, a mais revolucionária de todas criativa e profissional criada pela Adobe. Esta linguagem domina o mercado devido a sua alta resolução e sofisticado recurso gráfico, principalmente na separação de cores para a indústria gráfica. 2.3 As principais técnicas de impressão Chamadas de convencionais, as técnicas são  impacto, térmica e jato de tinta. Impressoras de Impacto  consideradas as mais antigas e simples forma de impressão, as imagens são marteladas contra o papel. Veja a figura (figura 1), como uma letra é impressa em uma máquina de escrever e em uma impressora matricial. Os pontos são formados por uma fina agulha acionada por um êmbolo montado dentro de uma bobina, cujo conjunto é conhecido como solenóide. Quando recebe energia elétrica, cria um campo magnético que impulsiona o êmbolo interno e a agulha bate na fita com tinta e
  • 10.
    forma um pontono papel. Para que o cabeçote funcione, ele recebe uma grande quantidade de energia elétrica, requerendo, portanto, circuitos eletrônico com certa potência absorvendo apenas de 1 a 2% de energia. O resto é dissipado em forma de calor, o que tende a esquentar o cabeçote, por isso utilizam dissipadores de calor. O cabeçote de impressão é formado por um conjunto de solenóides com suas agulhas, num total de 9 ou 24 agulhas; quanto mais agulhas melhor a imagem. 2.3.1 Quais as vantagens e desvantagens de possuir uma impressora matricial.  Vantagens  flexíveis e baratas, boas para etiquetas, rótulos e documentos fiscais que necessitam de cópias, confiáveis e duráveis e quase não necessitam de manutenção.  Desvantagens  barulhentas, baixa resolução gráfica, com o aquecimento da cabeça de impressão limita-se a performance; difícil encontrar fitas de impressão e dificuldade de encontrar peças de reposição para modelos mais antigos.
  • 11.
    Figura 1 –Comparação entre impressora matricial e máquina de escrever 2.4 Impressão térmica As impressoras deste tipo são chamadas de TDM (matriz de pontos térmicos). Este tipo de impressão substitui o impacto pelo calor na impressão; ao invés de agulhas existem pequenas resistências elétricas chamadas de dot heaters (aquecedores de ponto). Estas resistências também formam uma matriz de pontos que, quando acionadas eletricamente, esquentam uma fita entintada chamada de ribbon (fita) ou sensibilizam um papel especial. 2.4.1 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora térmica.  Vantagens  silenciosa, baixo consumo de energia, cabeçotes simples e confiáveis, fácil manutenção, parte eletrônica da impressora bem simples e impressão limpa e clara.  Desvantagens  impressão lenta, cabeçotes duram menos que os de outras, cabeçotes não podem ser recauchutados, pois são caros e cabeçotes danificados precisam ser substituídos, a um custo igual ao da aquisição de uma impressora. 2.5 Impressão jato de tinta Este tipo de impressão não necessita de contato entre a cabeça de impressão e o papel, pois a tinta é borrifada sobre o papel como um spray de desodorante. Essas impressoras utilizam dois métodos para criar o jato de tinta: o drop-on-demand e jato intermitente. A primeira técnica requer um comando individual para cada ponto, onde é injetada a tinta a partir da cabeça de impressão, uma maneira similar à impressora matricial. Os jatos intermitentes jogam um fluxo de tinta (ao contrário de pulsos).
  • 12.
    Os cabeçotes deimpressão dos jatos de tinta são os mais simples e óbvios. A tinta é depositada em um reservatório descartável que pode ou não estar integrado ao cabeçote de impressão. As impressoras HP usam os cabeçotes acoplados aos cartuchos de impressão, enquanto a Epson utiliza blocos separados, um para o reservatório e outro para os cabeçotes de impressão. Os cartuchos instalados na impressora à gravidade e à capilaridade fazem com que a tinta chegue a cada furinho do cabeçote de impressão, percorrendo os finos canais interiores. Estes cabeçotes podem ter de 12 a 60 ou mais canis de saída. Mas o que faz com que a tinta não fique vazando continuamente pelos furos? Sua viscosidade e a tensão superficial características dos líquidos. Os micros canais possuem uma micro bomba quase microscópico, elemento chave numa cabeça de impressão de jato de tinta, pois cada micro bomba necessita de um pulso elétrico para funcionar, com isso existindo uma série de contatos no cabeçote de impressão, fazendo a ligação entre as, micro bombas e os circuitos eletrônicos. Cada micro bomba pode ser acionado independente para formar as imagens. 2.5.1 Existem dois tipos de micro bombas  as piezoelétricas e de bolhas. Piezoelétricas  esses materiais piezoelétricos alteram seu tamanho quando recebem uma carga elétrica. Para montar as bombas piezoelétricas um anel de material cerâmico piezoelétrico é montado ao redor do canal por onde a tinta deve ser ejetada. Quando um pulso elétrico atinge a cerâmica, seu material aperta o canal, causando um rápido deslocamento de pequeno volume de tinta. Depois que o pulso elétrico passa, a cerâmica retorna a seu estado normal e mais tinta é injetada no canal para compensar o volume expelido. Esse material precisa de pulsos curtos, com duração de 5 a 10 microssegundos, mas com alto nível de energia entre 70 a 200V.
  • 13.
    Bombas de bolhas os cabeçotes que utilizam bombas de bolhas são chamados nas impressoras de bubble jet (jato de bolhas). Esta tecnologia está entre as mais populares. Estes tipo de cabeça de impressão são parecidos com os cabeçotes piezoelétricos, porém a cerâmica é substituída por resistências. Quando a resistência recebe o pulso elétrico, aquece a tinta que está ao seu redor, formando uma bolha que se expande, forçando a tinta através do canal. Quando esta bolha é ejetada mais tinta é trazida do reservatório para repor o volume expelido. Veja na figura 2 como funciona uma impressora laser. 2.5.2 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora jato de tinta.  Vantagens  possuem impressão sem contato, pode imprimir em papéis, plásticos e metais, velocidade igual ou melhor, que outros métodos. Funcionamento silencioso, alta resolução, cabeçotes não têm partes móveis; são relativamente baratos, tem boa vida útil, baixo consumo de energia e baixo custo de aquisição.  Desvantagens  cabeçotes selados, se um dos jatos entupir, precisa ser trocado, cartuchos de tinta caros em relação ao custo por página, tinta problemática mancha tecido, plástico e outros materiais porosos, e alto custo por cópia. 2.6 Impressão eletrofotográfica (EP)
  • 14.
    Figura 2 –funcionamento da impressora laser As impressoras EP são conhecidas popularmente como “impressoras a laser”, totalmente diferente das impressoras convencionais que imprimem por pontos. As impressoras EP formam imagens por um processo complexo e delicado, resultado da interação de luz, eletricidade estática, química, pressão e calor, tudo controlado por um sofisticado conjunto eletromecânico. Esta impressora para funcionar exige um conjunto formado pelos seguintes componente cilindro fotossensível (drum); lâmina de limpeza; lâmpada de apagamento; carregador eletrostático ou fio corona primário; mecanismo de escrita pode ser laser ou LED; toner; fio corona de transferência; conjunto fusor. Um problema em qualquer parte desta afetará a formação da imagem final. O cilindro fotossensível, conhecido por drum (tambor), é o coração do SFI (sistema de formação de Imagem). Constituído por um cilindro de alumínio extrudado, coberto por um composto de origem orgânica que tem características fotocondutivas, isto é, conduz eletricidade quando exposto à luz. O drum é coberto por um composto chamado Organic Photoconductive Chemical (OPC) que dá ao drum um aspecto
  • 15.
    esverdeado. È odrum que recebe a imagem com a agregação do toner, e transfere a imagem formada para a superfície do papel. Porém, a formação da imagem não termina por aí, ela ainda necessita de outras etapas. Para concluir o SFI é composto por oito partes: Limpeza, carga eletrostática, gravação da imagem, revelação, transferência e descarga e fusão. Vamos ver de maneira sucinta as oito etapas. Limpeza  O cilindro fotossensível (drum) precisa ser limpo fisicamente e apagado eletricamente antes que se inicie um novo ciclo de impressão. Este processo é conhecido como condicionamento. Esta limpeza é necessária, pois nenhum cilindro fotossensível consegue transferir todo o toner para o papel a cada ciclo de impressão. Existe uma lâmina que raspa todo o toner que não foi transferido para o papel na impressão anterior. Se estas partículas não forem retiradas, aparecerão na nova cópia como minúsculos pontos espalhados aleatoriamente. As imagens são escritas na superfície do cilindro fotossensível como fileiras de cargas horizontais de cargas elétricas, correspondendo às imagens que serão impressas. Estes pontos são marcados na superfície do cilindro com o uso de um feixe de luz gerado por um laser ou LED (diodo emissor de luz). Isso faz com que o ponto iluminado fique carregado com eletricidade positiva. Como o toner tem carga negativa, aderirá a estes. Carga Eletrostática  nesta fase o cilindro receberá nova carga elétrica para iniciar um novo processo de impressão. Esta carga deverá ser aplicada de maneira uniforme por todo o cilindro, processo chamado de condicionamento do cilindro. Para isto, existe um fio chamado de corona primário, localizado próximo à superfície do cilindro, o qual emitirá uma tensão elétrica de aproximadamente 6.000V. Entre o fio corona e o cilindro existe uma pequena quantidade de ar quando a tensão elétrica é baixa. Porém se a tensão subir na ordem de alguns milhares de volts o isolamento do ar é rompido e este passa a ficar ionizado (carregado
  • 16.
    negativamente), fornecendo cargaselétricas negativas para a superfície do cilindro. Efeito conhecido como efeito corona que tem como “efeito colateral” a emissão de gás ozônio, que deve ser filtrado e retirado para fora da impressora. Gravação da Imagem  Para iniciar o processo de gravação da imagem o cilindro precisa descarregar suas cargas eletrostáticas com precisão; deve ser retirada apenas nos pontos onde a imagem deve aparecer. O feixe luminoso laser ou LED atinge a camada sensível a luz do cilindro, que devido as suas características fotocondutivas, fica sensibilizada apenas nos pontos atingidos pela luz. Os pontos atingidos ficam com uma carga eletrostática negativa em torno de –100V e as áreas não atingidas pela luz mantêm sua carga eletrostática. Este dispositivo que direciona a luz para sensibilizar o cilindro é chamado de mecanismo de gravação. Revelação  Após passar por esta etapa de revelação é que a imagem poderá ser impressa no papel, pois até então ela esta invisível. A imagem gravada no cilindro agora receberá um pó preto magnético, o toner. O toner é aplicado por uma peça chamada de “rolo de transferência”, localizado dentro da unidade de revelação. Este rolo é constituído por um Cilindro Magnético recoberto por uma camada metálica, constituída por outro cilindro metálico. Por variações eletromagnéticas esta é impregnado no rolo de revelação ou transferência, que fica normalmente dentro do cartucho de toner. Transferência e descarga  Nesta etapa a imagem revelada no cilindro agora será transferida para o papel para isso utiliza-se um carregador de transferência, constituído por um fio de transferência que carrega a superfície do papel, utilizando o efeito corona.
  • 17.
    Fusão  Apóso depósito do toner sobre o papel, ele ficará ali apenas pela força da gravidade e ação de uma pequena força eletrostática. Nesta etapa, se passar a mão sobre a imagem esta se transformará em uma fina camada de poeira preta. Para isso existe o processo de fusão onde é aplicada uma força mecânica a uma alta temperatura o suficiente para fundir as partículas do toner, unido-as definitivamente no papel. O conjunto que faz esta função é composto por dois rolos mantidos pressionados um contra o outro por fortes molas, onde um dos rolos é o de fixação geralmente revestido de borracha, que serve apenas para fazer pressão sobre o papel. O outro é o aquecedor e o encarregado de fundir o toner sobre o papel; este rolo atinge uma temperatura de 180ºC, devido a uma lâmpada de quartzo montado dentro dele. Dentro ainda existe uma esponja que fica retirando as partículas de toner que sobram, pois poderiam interferir na qualidade de impressão. 2.6.1 Vantagens e desvantagens de possuir uma impressora EP.  Vantagens  robusta vida útil de vários anos e centenas de milhares de cópias; rápidas dezenas de cópias por minuto; silenciosa, mas precisa ser instalada em uma mesa robusta; baixo custo por cópia P&B; diversos tipos de interface com o computador; diversas linguagens de descrição de páginas; Constância de qualidade das cópias produzidas.  Desvantagens  preço inicial elevado, deficiência na impressão a cores; modelos a laser precisam de ambientes bem ventilados; são pesadas, porém delicadas, precisando de cuidados no transporte; alto consumo de energia elétrica de 600W a1000W. 2.7 Procedimentos de Manutenção
  • 18.
    Partes básicas definir sintomas: problemas apresentados; identificar e isolar: o setor ou componente causador em potencial dos problemas; trocar ou reparar: o componente ou subconjunto suspeito; testar novamente: o sistema e verificar se o problema foi resolvido.  Identificar e Isolar  Há alguns casos que a impressora não está ligada, ou a tomada de energia não tem capacidade suficiente para o trabalho da impressora, ou a impressão é feita, mas faltam algumas letras. Você deve se lembrar que a impressora faz parte de um complexo sistema juntamente com o computador, além de cabos e software, portanto uma instalação nova ou remodelada pode ocasionar problemas.  Identificado o problema na impressora  instale uma impressora normalmente funcionando similarmente no computador, e a impressora com defeito em um computador normalmente funcionando e teste. Se em qualquer uma das situações a impressora continuar a exibir o sintoma, então o problema realmente está nela. Então, agora identifique o problema na impressora, que possui cinco áreas básicas: um sistema de alimentação de papel; uma cabeça de impressão no caso de impressoras convencionais, ou então um sistema de formação de imagens no caso de impressoras EP; um sistema de transporte e posicionamento do cabeçote (exceto nas impressoras EP); uma fonte de alimentação e uma unidade de controle, localizada em uma ou mais placas de circuito impresso.  Trocar ou Reparar  Localizado o local defeituoso, apenas uma simples limpeza ou ajuste resolverá a situação. Outros necessitarão de substituição ou reparo de partes mecânicas, elétricas ou eletrônicas. As peças de impressora podem ser classificadas
  • 19.
    em subconjunto oucomponentes. Um subconjunto também é conhecido como modulo e é uma série de componentes; individuais que trabalham juntos para executar uma função. São exemplos de componentes, resistores, transistores, circuitos integrados, motores, engrenagens, roldanas, correia e similares. Geralmente os componentes defeituosos devem ser trocados, ao invés de serem reparados. Já os subconjuntos podem, eventualmente, ser reparados com a troca de um ou mais componentes. Geralmente, se troca um subconjunto inteiro por outro sabidamente bom, apenas para aprontar a impressora e ter tempo de consertar o subconjunto com calma, pois alguns subconjuntos demoram muito a ser consertados Algumas peças de reposição podem ser conseguidas em diversos locais, outras somente junto aos fabricantes ou assistência técnica autorizada; neste caso é conveniente ter o código exato do componente a ser comprado. Este código vem marcado no corpo do mesmo.  Testar Novamente  A maioria das impressoras dispõe de um auto-teste (self test), que pode ser feito sem ligá-la a um computador. Se o sintoma constatado na primeira etapa desaparecer, a impressora estará pronta. 2.7.1 Defeitos Eletrônicos nas Impressoras Os defeitos eletrônicos nas impressoras normalmente são resolvidos trocando-se toda a placa ou módulo problemático, pois são componentes de difícil conserto. Fontes de alimentação  as fontes de alimentação das impressoras são de dois tipos básicos: as lineares e chaveadas. Fontes Lineares  são as mais simples, nada mais do que um transformador abaixador de tensão cuja saída é ligada a um circuito retificador da rede elétrica, constituído por alguns
  • 20.
    diodos e umou mais capacitores. Estas fontes são simples e baratas, mas poucas impressoras modernas as usam, a não ser as mais simples. O motivo é a baixa eficiência das fontes lineares, que perdem muita energia no processo de transformação e regulação da energia. Fontes chaveadas  usam um processo de regulação mais eficiente, tendo um rendimento elétrico muito maior do que as fontes lineares, que desperdiçam, na forma de calor, mais da metade da energia recebida. Existem vários tipos de fontes chaveadas. Quando a fonte recebe a energia da rede, ela passa por uma primeira parte chamada de setor primário. A tensão retificada passa por um circuito chaveador, que é o encarregado da regulação de tensão e que alimenta o setor secundário. O setor secundário realimenta o circuito de chaveamento, que aumenta ou diminui a freqüência de oscilação, controlando assim a tensão de saída. A fonte chaveada chega a aproveitar 85% da energia, bem superior aos 20 a 50% das fontes lineares. Com isso, gera menos calor e os componentes podem ser menores. Há alguns inconvenientes: as fontes chaveadas tendem a funcionar como transmissores de rádio, interferindo em aparelhos eletrônicos como televisores e outros sistemas de comunicação, sem mencionar os circuitos internos das impressoras e computadores. Este é o motivo pelo qual as fontes de alimentação chaveadas são cobertas por gabinetes metálicos que funcionam como blindagem, diminuindo a propagação das ondas de rádio para o ambiente. Outro inconveniente das fontes chaveadas é que a tensão de saída sempre conterá um pouco de ripple, ou seja, a saída não é uma tensão continua pura e linear, ela sempre conterá um pouco de corrente alternada de alta freqüência. Como último inconveniente, as fontes chaveadas contêm um número muito maior de componentes e são bem mais difíceis de fabricar devido aos seus circuitos de regulação e realimentação, utilizados para controlar o oscilador, em função da tensão de saída.
  • 21.
    2.8 Diagnosticando FontesLineares Não existe nenhuma tensão na saída  Primeiro olhar se há algum fusível queimado. Verificar os fusíveis em cada saída DC, que pode estar no corpo da fonte ou nas placas por eles alimentados. Também deve verificar os fusistores, parecidos fisicamente com os resistores de carbono e exercem a mesma função no circuito, porém interrompem o circuito quando a corrente passa acima de um valor pré-determinado pela fabrica. Circuito de regulação  geralmente constituído por dois ou mais transistores, ou então por um circuito integrado (CI). É usado o multímetro para medir a tensão de entrada do regulador, que deverá ser vários volts a mais do que o esperado na saída. Exemplo: um regulador com uma saída de 5VCC deve ter uma entrada de 8 a 12V. Se a tensão de entrada estiver correta, mas a de saída não, provavelmente o regulador está com defeito. Ou um dos capacitores de filtro esteja curto, zerando ou diminuindo a tensão de saída. Para fazer este, teste é interessante desligar o circuito que a fonte está alimentando, pois este pode estar consumindo uma corrente maior do que o que a fonte pode fornecer, levando a medições erradas. Saída intermitente  defeitos intermitentes estão entre os mais difíceis de serem reparados. É necessário forçam diversas situações. Medir a tensão de saída da fonte, enquanto a impressora funciona. Substituição da fonte, em caso de alterações; se conseguirem imprimir satisfatoriamente o defeito estará na fonte. Verifique também a integridade das conexões elétricas, tanto de entrada, como de saída, prestando atenção às placas de impressora. Além de verificar defeitos nos componentes eletrônicos, deve-se suspeitar também da placa de circuito impresso, que pode estar rompida em alguma trilha, com solda mal feita ou curto-circuito causado por solda mal aplicada. Placas de circuito impresso defeituosas são causa freqüente de defeitos intermitentes, que geralmente, podem ser simulados torcendo-se a placa um lado para outro até que o defeito se apresente, ou então que pára de se apresentar. Se isto
  • 22.
    acontecer, é provávelque a placa de circuito impresso ou alguma de suas soldas está com defeito, o problema é localizado onde ele está. Para inspecionar utilize uma lupa. Achado o defeito, é raspada a solda até aparecer o cobre; em seguida refaça a solda. Porém, se a placa está quebrada ou com corrosão é melhor substituí-la. Componentes eletrônicos com problemas de ruptura térmica interna. Se este for o caso os defeitos intermitentes aparecerão logo após alguns minutos de funcionamento. Utilize um secador no frio para testar a unidade; se a impressora voltar a trabalhar normalmente, basta verificar qual componente está ocasionando o problema. Diagnosticando Fontes Chaveadas  esta fonte é muito complexo e difícil de consertar. Portanto, na fonte chaveada, é mais fácil fazer sua substituição do que repará-la. Somente repara-se fonte de impressoras raras com dificuldade de encontrar peças no mercado. Fonte e impressora completamente inoperante  conferir primeiramente se a fonte está recebendo energia da tomada, medindo a tensão diretamente no cabo de alimentação. Em seguida, examine a chave liga desliga e certifique-se de que existe tensão após a mesma quando ligada. Identificar nos circuitos as partes básicas das fontes chaveadas: a parte primária, constituída pelo retificador primário, filtro primário e chaveador, a parte secundária, constituída pelo transformador, retificador secundário e os filtros secundários, e a parte do circuito de realimentação, que controla o chaveador em função das tensões de saída contida no estágio secundário.
  • 23.
    Componentes que maisfalham nas fontes chaveadas  os transistores de saída do setor primário, juntamente com seus resistores de polarização, bem como os fusistores de proteção do circuito. Também o regulador, constituído geralmente por um circuito integrado. Funcionamento errático  a impressora funciona, mas às vezes pára de fazê-lo, retornando em seguida. O problema pode estar na fonte de alimentação ou nos circuitos alimentados por ela. Se possuir uma fonte similar em bom estado, teste na impressora. Fontes de alta tensão  as fontes de alimentação de alta tensão (FAAT) são fundamentais para o funcionamento das impressoras EP, são utilizados pra energizar os fios corona primário e secundário, assim como a unidade de revelação onde o toner é transferido para o drum. Informação importante  as fontes de alta tensão não são ligadas diretamente à rede elétrica, mas sim por uma saída da fonte de alimentação principal, geralmente com uma tensão em torno de +24V. Assim, se a fonte de alimentação principal falhar, a fonte de alta tensão também falhará. É impossível medir as tensões de saída de uma FAAT com instrumentos de teste convencionais como multímetros e osciloscópios. Uma vez danificada, ela utiliza componentes para trabalhar em altas tensões, então, mesmo que seja encontrado peças para repor estas serão muito caras. Portanto, é aconselhável a troca da FAAT. Trocando a FAAT: uma vez determinado que a FAAT deve ser trocada existem alguns procedimentos importantes para que se tenha sucesso. Espere pelo menos quinze minutos com a impressora desligada, antes de lidar com uma FAAT. Para trocar, provavelmente será necessário retirar vários parafusos e ligações de terra, removendo a fonte do chassi da impressora. Coloque a fonte nova ao lado da antiga e vá transferindo cada conexão com calma e atenção, principalmente em relação às ligações de
  • 24.
    terra. Se estasnão estiverem perfeitas, a fonte nova pode queimar imediatamente ao ser ligada. 2.9 Problemas nos outros circuitos da impressora. Comunicação  a comunicação entre o computador e a impressora é feita em modo binário, isto é, “zero e um”, formando os caracteres ASCII. As interfaces utilizadas são as paralelas, serial, USB, Ethernet e outras. A página de auto-teste é impressa, mas não imprime pela porta paralela; verifique se há tinta ou toner, se o driver da impressora está instalado corretamente e se o cabo de comunicação paralelo está em bom estado. Algumas impressoras também precisam ser configuradas via painel frontal ou via “dip switch” para receber sinais na porta paralela. Se tudo estiver certo e mesmo assim a impressora continuar dando problema, é desmontado e feito teste em seus circuitos, principalmente a parte que controla o sistema lógico da impressora. A impressora imprime a página de teste, mas não imprime pela serial: problema similar ao anterior. Fazer as mesmas verificações. 2.10 Painel de controle Painel de controle não funciona de todo  nenhuma chave responde, mas a impressora funciona normalmente, comandada pelo computador. É aberto e verificado o painel, certifique-se que todos os conectores estão bem encaixados, verifique se os cabos não se partiram, principalmente se for uma impressora que acabou de passar pela manutenção. É raro
  • 25.
    um painel darproblema global. Se houver indicação disto é provável que o problema esteja na placa controladora. Teclas com funcionamento intermitente  é preciso forçar as teclas ou tentar repetidas vezes até acionar a função desejada. Geralmente, este defeito acontece em impressoras já desgastadas e provavelmente a única solução será substituição do painel como um todo. A impressora não liga  o acionador do painel não funciona. Este defeito ocorre em impressoras de jato de tinta que necessitam de um pulso vindo do painel frontal. O que ocorre é que o painel está danificado ou desligado da placa de controle. 2.11 Lógica principal Fazendo uma analogia com o corpo humano, os circuitos lógicos são o coração e o cérebro das impressoras, os circuitos de driver são os músculos, e os sistemas mecânicos são os membros. Impressora não inicializa  a impressora não funciona, mas o painel luminoso acende; auto teste não funciona e a primeira suspeita será a fonte de alimentação. Teste a fonte com o multímetro. O próximo pode ser o gerador de clock do sistema. O osciloscópio verifica a saída do oscilador. Se houver erros é trocado o cristal ou circuitos relacionados com a geração do clock. Impressora congela ou fica errática  geralmente, se a impressora for ressetada, retoma a operação normal até ocorrer a próxima pane, o auto-teste funciona. Verificar a saída da fonte de alimentação. Outro possível causador deste problema são as memória RAM ou ROM.
  • 26.
    Recomenda-se sua substituição,verificando-se o que acontece após isto. Inspecione a placa lógica procurando por componentes muito quentes, especialmente se a impressora está ligada há vários minutos. Se achar algum componente super-aquecido resfrie com um spray ou secador no frio. Se o funcionamento retornar ao normal já achou o problema. Sensores  os sensores auxiliam a impressora no modo geral, informando se tudo está acontecendo de maneira correta, como se há papel na bandeja, se há tinta no cartucho, etc. Sensores resistivos  a temperatura tem papel fundamental em várias partes das impressoras de qualquer tipo; para medir e controlar a temperatura são usados os termistores, resistores cujo valor muda com a temperatura. Sensores mecânicos  usados para detectar a presença física ou a posição de componentes mecânicos como o cabeçote, papel, etc. Sensores óticos  estes sensores são mais duráveis que os anteriores e não têm qualquer contato físico com seu acionador, além de ter uma resposta muito rápida. Esses sensores são feitos de duas partes: o transmissor e o receptor. O transmissor é um LED e o receptor é um transistor foto sensível. Quando a luz está presente, aciona um transistor, se o feixe de luz for interrompido pelo dispositivo sendo controlado, o transistor é desligado. 2.12 Diagnosticando sensores. Antes de desconfiar de qualquer sensor, verificar se suas conexões com a placa controladora estão feitas corretamente. Se o sensor opera normal, pode haver problemas na placa controladora, possivelmente nos circuitos ASIC ou no microprocessador.
  • 27.
    Impressora acusa faltade papel, mas há papel na bandeja  verifique se não há nada impedindo o contato do sensor com o papel. Se o contato estiver perfeito, pode se começar a diagnosticar o sensor. Se for do tipo mecânico, meça sua resistência com o ohmímetro e acione-o manualmente. Se a resistência mudar, é sinal de que o sensor está bom, neste caso o problema está na placa lógica. O cabeçote não consegue se posicionar  quando se inicia a impressora, o cabeçote precisa ser posicionado corretamente no ponto zero; se ele não consegue achar o ponto, a inicialização pode ser abortada ou então o cabeçote fica andando de um lado para o outro, batendo nos limites do curso. Verifique se o cabeçote está acionando o sensor. Se isto acontecer, o problema estará no cabeamento do sensor ou na placa lógica. Se o sensor for do tipo ótico ele pode ser testado  com o multímetro na posição voltímentro, coloque as pontas de prova na saída do sensor. Acione este último, interrompendo o feixe de luz com um pedaço de papel. Ao fazer isto, deverá haver uma alteração na tensão de saída do sensor. Se isto não acontecer, verifique se há tensão de entrada no elemento transmissor entre 1,5 a 3,0 V e se não há nenhuma sujeira interrompendo o feixe de luz. Em algumas impressoras, existe uma fita plástica que corre paralelamente ao curso do sensor ótico instalado no conjunto do cabeçote. Às vezes, esta fita fica suja e o sensor não consegue ler a variação de luz na medida em que o cabeçote se movimenta. Se for o caso, basta limpar a fita se esta estiver danificada, substitua. O cabeçote se move de maneira inconsistente  se as partes mecânicas estiverem normais, é feito um diagnostico do sensor de movimento do carro geralmente do tipo ótico. Faça esta
  • 28.
    medida em todosos sensores de movimento do carro; se um deles falhar em gerar os pulsos, deverá ser substituído. Controle de temperatura falhando em um ou mais componentes  para um diagnóstico certo, é preciso deixá-la desligada por 15 minutos até os circuitos esfriarem. Localize o termistor suspeito e meça sua resistência. Se estiver em curto deverá ser substituído. 3. Manutenção de fonte chaveada para Computador (PC) Ferramentas.  Multiteste  Ferro de solda  Estanho  Sugador de estanho 3.1 Fonte de um computador AT. Fontes ATX são as mais usadas atualmente, e também as que mais pifam. O circuito delas se parece bastante, por isso o conhecimento do circuito da fonte AT facilita o entendimento das ATX, que em sua maioria usam o mesmo circuito, com a adição de uma fonte stand by e um regulador de 3.3 volts. (figura 3).
  • 29.
    Figura 3 -Esquema de uma fonte AT Será apresentado cada estágio da fonte, citando os possíveis defeitos. 3.1.1 Entrada de tensão, retificador e filtro. Parte da entrada da fonte. As maiorias das fontes são exatamente em iguais partes, e em alguns casos não há o filtro de linha com bobinas e capacitores na entrada. Como pode ser observado depois do fusível há um termistor. Esse termistor é um NTC, que diminui a resistência, conforme a temperatura aumenta. A utilidade do mesmo nesse circuito é amenizar o pico de corrente, no momento em que se liga a fonte, para não danificar os diodos, os capacitores ou a chave, que iria deteriorar os contatos em pouco tempo, devido ao faísca mento. Ver figura 4.
  • 30.
    Figura 4 –Circuito para amenizar corrente de pico Após o termistor, há um filtro formado pelos componentes T1, C1, C2, C3 e C4, que tem por função evitar que o ruído gerado pelo chaveamento da fonte não seja propagado pela rede elétrica. Além disso, o filtro desvia para a terra os eventuais picos de tensão vindos da rede, por isso é importante sempre instalar o fio terra, ou na pior das hipóteses, ligá-lo ao neutro da rede. S1 é a chave seletora 110/220 volts. Na posição 220 ela fica aberta e não tem nenhuma função no circuito. A tensão da rede será retificada e carregará os dois capacitores em série, com cerca de 150 a 170 volts cada um, conforme a rede. Com a chave na posição 110, o retificador passará a funcionar como um dobra-dor de tensão, fazendo com que igualmente cada capacitor se carregue com 150 a 170 volts, numa rede de 110 volts. Algumas fontes têm um circuito de comutação automática com relé. Algumas fontes possuem em paralelo com os capacitores eletrolíticos, (C5 e C6) um par de varistores, que entram em curto, caso a fonte receba uma tensão acima do suportado, causando a queima do fusível e protegendo o resto do circuito contra maiores danos. Geralmente esses varistores ficam envolvidos em um pedaço de luva termoencolhivel. 3.1.2 Defeitos relacionados.
  • 31.
    O estágio deentrada da fonte não costuma apresentar muitos defeitos. Entre os defeitos relacionados à entrada, podemos citar:  Não liga – fusível; queima quando é trocado  Ponte retificadora em curto, capacitores do filtro de linha em curto, varistores em curto. Também pode ser causado por curto no circuito chaveador.  Não liga fusível queimado, mas não torna a queimar se for trocado  Termistor aberto, ou ponte retificadora aberta.  Não consegue manter as tensões na saída estabilizadas  Capacitores do dobrador de tensão secos. 3.2 Circuito chaveado. Área da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, sejam eles defeitos visíveis como a explosão dos transistores, ou invisíveis, como a abertura dos resistores de partida. Essa topologia de conversor com dois transistores usada na maioria das fontes é conhecida como "forward em meia ponte". (figura 5). O enrolamento que aparece no lado direito do desenho é o primário do transformador principal, e T2 o transformador de acoplamento. Reparando-se na ligação do T2, notamos que o pino 6 dele é ligado em série com o primário do transformador principal, topologia essa que forma um circuito auto-oscilante. Esse circuito oscila por conta própria, até que a tensão no secundário seja suficiente para alimentar o circuito de controle e ele passe a controlar o chaveamento dos transistores, através do transformador T2.
  • 32.
    R3 e R6são os resistores comumente chamados de resistores de partida. Eles servem para aplicar uma corrente mínima na base dos transistores, para que eles possam iniciar a oscilação. O valor mais comum para eles é 330K. Q1 e Q2 são os transistores do circuito chaveador. Existem vários transistores usados para essa função, sendo os mais comuns: MJE13007, MJE13009, 2SC4242, NT407F, 2SC2335, 2SC3039, 2SC4106 e 2N6740. Eles chaveiam alternadamente, numa freqüência de cerca de 60 a 70 kilohertz. Figura 5 – Circuito de chaveamento 3.2.1 Defeitos relacionados.
  • 33.
    Essa é aárea da fonte onde acontece boa parte dos defeitos, e no caso das AT, a maioria dos defeitos. São eles:  Fonte queimando fusível  Transistores em curto ou com fuga. Na maioria dos casos de queima dos transistores, os resistores e diodos ligados nas suas bases também queimam.  Não liga, tem tensão nos capacitores do dobrador e os transistores estão bons  Resistores de partida abertos.  Às vezes liga, às vezes não  Um dos resistores aberto.  Aquecimento excessivo dos transistores  Capacitores de acoplamento (C7 e C8) secos. Mais provável de acontecer em fontes muito velhas. 3.3 Retificação e filtragem. Parte da saída da fonte, onde é difícil acontecer defeitos, salvo nos casos de travamento da ventoinha. (figura 6) No lado esquerdo do desenho, temos os enrolamentos secundários do transformador principal. Após ele, existem os diodos retificadores das saídas de +5 e +12 volts (esses diodos ficam no dissipador), e alguns diodos menores que retificam a tensão das saídas negativas. A tensão pulsante que sai do transformador é maior que a tensão das respectivas saídas. Os pulsos nas saídas dos retificadores de 5 volts têm uma amplitude média de 10 a 14 volts, e os das saídas de 12 volts variam entre 24 e 28 volts. Aplicando essa tensão de forma pulsada na bobina L1 e controlando a largura dos pulsos, temos a regulação da tensão na saída. L1 é a bobina toroidal que fica depois do dissipador dos diodos.
  • 34.
    Na verdade sãovárias bobinas enroladas no mesmo núcleo. Ela serve para armazenar a energia que a transformadora manda pulsada-mente e entregá-la para os capacitores. A razão de serem todas enroladas sobre o mesmo núcleo é manter a uniformidade das tensões nas saídas, independentemente da corrente que está sendo exigida de cada uma delas. Se essa bobina queimar, é preferível reaproveitar os semicondutores da fonte e jogar o resto fora, pois os capacitores com certeza também estarão imprestáveis devido à sobre tensão que sofreram. Figura 6 – Retificação e filtragem É bastante difícil achar uma bobina com as mesmas características da original, e se a bobina substituída tiver alguma diferença nas relações de espiras, as tensões na saída ficarão desiguais, podendo, por exemplo, a saída de 12 volts ficar com 16 volts. É raro os diodos
  • 35.
    entrarem em curto;geralmente isso só acontece quando eles não têm um bom contato térmico com o dissipador, ou a fonte é submetida a curto. Os resistores e capacitores cerâmicos ligados nos diodos servem para suavizar a comutação deles, aumentando a vida útil deles. Os resistores em paralelo com as saídas servem para fazer um mínimo de carga na saída da fonte, para ela poder funcionar mesmo quando ligada fora da CPU. Também ajudam as tensões das saídas de menor corrente a não subirem demais, pois a corrente exigida delas é inconstante e sempre baixa. 3.3.1 Defeitos relacionados.  Fonte emite um "tic", mas não liga  Algum dos diodos em curto.  Funcionamento instável e tensões altas nas saídas  Bobina toroidal em curto.  Uma das saídas com tensão anormalmente baixa  Capacitores dessa saída secos. 3.4 Alimentação do circuito de controle. A alimentação do circuito de controle é retirada do retificador da saída de 12 volts (D23) nas fontes AT, e da fonte stand by nas fontes ATX. Como ele é ligado antes da bobina toroidal, no momento que a fonte for ligada e o circuito auto-oscilante do primário começar a funcionar, a tensão nele chegará a um valor suficiente para fazer o circuito de controle começar a funcionar bem antes que as tensões nas saídas cheguem aos seus valores nominais. (figura 7).
  • 36.
    Figura 7 –Circuito de Controle 3.4.1 Defeitos relacionados. Componentes que costumam apresentar defeitos nessa área são os capacitores, e mais raramente o resistor, que pode abrir caso o integrado do circuito de controle entre em curto. Em todos os casos, a alimentação do circuito de controle fica prejudicada, podendo causar vários defeitos diferentes:  Não liga e fica emitindo um ruído.  Funciona fora do gabinete, mas ao conectar na CPU não consegue partir.  Liga, mas a CPU não inicializa: Nesse caso, isso acontece porque as tensões nas saídas estão abaixo do normal e / ou o sinal de "Power good" está ausente.  Tensões baixas na saída, emissão de ruído e superaquecimento dos transistores. 3.5 Circuito de controle.
  • 37.
    Esse circuito controlao chaveamento dos transistores do lado primário, através do transformador de acoplamento T2, e geralmente se baseia na tensão da saída de +5 volts, para regular todas as saídas. O integrado usado na maioria absoluta das fontes é o TL494, que têm vários "clones" de outros fabricantes, incluindo alguns com nomes bem diferentes, por exemplo: Ka7500 (Fairchild e outros), IRM302 (Sharp) e M5TP494N (Mitsubishi). Ele é alimentado pelo pino 12. (figura 8). Figura 8 – Circuito para controle do chaveamento.
  • 38.
    Os pulsos decontrole saem dos pinos 8 e 11, que são os coletores de dois transistores que ele possui internamente, e os emissores são os pinos 9 e 10. 3.5.1 Diagrama interno do TL494. Os transistores que controlam o chaveamento através do transformador são Q3e Q4. Na maioria das fontes se usa o 2SC945, e o 2SC1815. Ele pode e “deve” ser substituído diretamente pelo BC639, encontrado mais facilmente nas lojas, e geralmente são mais barato. Algumas fontes de alimentação chaveada usam outro transistor comum o 2N2222. (figura 9). Figura 9 – Diagrama do TL494 O 2N2222 que tem a pinagem diferente e pode ser substituído pelo BC337, invertendo-se a posição dele em relação ao original. Eles podem queimar quando os transistores do primário queimam. Mesmo uma pequena fuga neles impede a fonte de partir.
  • 39.
    Geralmente, as tensõesde referência e controle são aplicadas nos pinos 1 e 2 do integrado. Os pinos 15 e 16 nem sempre são usados, e quando são usados costumam ser ligados a circuitos de proteção, como sensores de corrente ou comparadores de sobre-tensão. O pino 4 é a entrada de um comparador que serve para limitar o ciclo ativo. Quanto maior a tensão nele, menor será a largura dos pulsos na saída. Nas fontes ATX esse pino é bastante usado para controlar o liga/desliga da fonte, pois quando a tensão no pino 4 chega a cerca de 4 volts os pulsos na saída do integrado cessam, desligando a fonte. Os pinos 5 e 6 são do oscilador interno, e pelos valores do resistor e do capacitor ligado a eles se define a freqüência de oscilação da fonte, geralmente cerca de 60.70 kilohertz. O pino 14 é a saída de um regulador interno de 5 volts. Se houver a tensão normal no pino 12 e o pino 14 estiver com 0 volts, muito provavelmente o integrado está com defeito. 3.5.2 Defeitos relacionados.  Transistores do lado primário queimados foram substituídos, mas a fonte continua não funcionando  Transistores Q3 e Q4 ou algum dos diodos com fuga.  Fonte não liga, ou fica com as tensões muito baixas nas saídas  Integrado com defeito, ou resistor R15 (geralmente de 1K5 / 1W) aberto. 3.6 Power good. Aqui temos o circuito de Power good, recebe o nome de Power Good OK (PWR_OK), encarregado de sinalizar para a placa mãe que as tensões estão dentro da faixa aceitável e que ela pode inicializar. Nas fontes AT o Power good é o fio laranja, e nas ATX geralmente é o cinza. Esse circuito é usado como exemplo é alimentado pela linha de 5 volts e simplesmente
  • 40.
    inibe o sinalpor algum tempo quando se liga a fonte. Existem circuitos mais elaborados, como os que usam o LM339, alguns como o Lm393, e algumas fontes chegam a ter um integrado supervisor especial que monitora todas as saídas e desliga a fonte se alguma delas estiver fora da faixa de tensão aceitável. (figura 10). Figura 10 - diagrama do diagnóstico da fonte chaveada 3.6.1 Defeitos relacionados.  Fonte liga, e a CPU não inicializa, e as tensões estão normais  Ausência do sinal de Power good.  CPU não inicializa quando é ligada, mas inicializa após se pressionar o "reset"  Sinal de Power good sempre ativo, ou acionando antes que as tensões estabilizem. 3.7 Sensor de corrente.
  • 41.
    Esse circuito existeapenas em algumas fontes, servindo para limitar a largura dos pulsos nos transistores do circuito chaveador, evitando que eles queimem no caso de ser exigida da fonte uma corrente maior do que ela pode fornecer. No canto direito superior do desenho, temos o transformador T3, que tem o primário ligado em série com o enrolamento primário do transformador principal. O sinal no secundário dele é retificado, filtrado, passa por alguns resistores e é aplicado no pino 15 do TL494, que como já vimos é a entrada de um dos comparadores dele, que nesse caso é usado para a proteção. 3.7.1 Diagrama do sensor de corrente (figura 11). Figura 11 – diagrama do sensor de corrente 3.8 Fonte de um computador ATX.
  • 42.
    3.8.1 Porque dodesenvolvimento da fonte ATX? Com a chegada dos últimos processadores da família 486 e do barramento PCI (Peripheral Component Interconnect), apareceu também a tensão de 3.3 volts, que mais tarde viraria um padrão de mercado para a alimentação das memórias e do barramento do processador, a tensão conhecida como “VIO”. No começo, essa tensão era gerada na placa mãe, por um regulador linear, a partir dos 5 volts da fonte. Com a chegada dos processadores “Pentium” alimentados com 3.3 volts, surgiu à necessidade de um regulador com maior capacidade de corrente, o que também exigia mais espaço na placa. Alguns fabricantes de micros “de marca”, (IBM, Compaq, HP e afins), já haviam achado a solução para esse problema: A própria fonte já tinha uma saída de 3.3 volts, eliminando a necessidade do regulador na placa mãe. Alem disso, muitos desses “micros” tinham o recurso de poderem ser desligados via software, coisa que até então era impensável nos micros padrão AT. Ao mesmo tempo, as placas mãe passaram a ter vários dispositivos integrados nelas, eliminando a necessidade das famosas placas controladoras. Portas seriais, paralelas, entrada de joystick, e em alguns casos, até mesmo som e vídeo, passaram a fazer parte da placa. Como todo costume vira lei, essa tendência virou o que hoje é conhecido como padrão ATX. Conectores próximos e agrupados, possibilidade de se ligar e desligar o computador via software, e uma nova fonte, com apenas um conector encaixado na placa, para o alívio de todos aqueles que já queimaram uma placa mãe por terem invertido os conectores da fonte. 3.8.2 O que a fonte ATX tem que a AT não tem? 3.8.3 Diagrama de uma fonte ATX. (figura 12).
  • 43.
    Figura 12 –diagrama de uma fonte ATX 3.9 Fonte stand by. A fonte stand by é o maior ponto de incidência de defeitos em fontes ATX, por várias razões, entre elas o fato de permanecer sempre ligada e ser um circuito delicado, se compara do com a fonte principal. Como podemos ver, ela é basicamente um circuito auto-oscilante com apenas uma chave ativa, e com a oscilação controlada pela tensão no capacitor C19. Existem algumas variações. (figura 13).
  • 44.
    Figura 13 –diagrama da fonte stand by Como por exemplo, o uso de um FET ao invés de um transistor bipolar no lado primário. No lado secundário, temos dois diodos, sendo um ligado em um capacitor de filtro e na entrada de um integrado 7805. A saída do 7805 é a saída de 5volts stand by da fonte (geralmente um fio roxo), tensão que deve estar sempre presente, independente do micro estar ligado ou não. A outra saída é retificada pelo diodo D28 e é responsável por alimentar o integrado de controle (o Tl494) com cerca de 24 volts. O capacitor C19 é o maior causador de defeitos na fonte stand by, pois ele é continuamente submetido à ripple, tendo a sua vida útil reduzida. A medida que ele seca, a capacidade dele de reter carga diminui, conseqüentemente reduzindo a tensão sobre ele e fazendo com que a oscilação do transistor Q12 aumente, aumentando também as tensões nas saídas da fonte stand by, o que em longo prazo causa vários defeitos, como a explosão dos capacitores C23 e C21, queima do integrado, queima dos resistores R13, R14 e R15, queima dos transistores Q3 e Q4, e por fim a queima do próprio transistor da fonte stand by, que causa a queima do fusível, ou de um resistor de 4,7ohms/2 watts que existe em série com o primário do transformador em algumas fontes. Devido a isso, muitas fontes novas pifam antes de completar um ano de uso, algumas não durando nem seis meses.
  • 45.
    A melhor soluçãopossível para essa imperfeição no projeto é a substituição do capacitor C19 por um capacitor de tântalo de 10 uf / 25 volts. Pelo fato do capacitor de tântalo ser quimicamente mais estável que o eletrolítico e não usar eletrólito líquido, a vida útil dele é praticamente ilimitada. Quanto ao valor, recomendo o 10uf /25V por ser o mais facilmente encontrado no comércio, mas se o transistor chaveador dessa fonte for bipolar, pode ser usado um de 10 uF / 16v. Quem tiver capacitores de tântalo diversos em sucata, também pode usá-los, guardando apenas com a ressalva de que a capacitância mínima recomendada é 4,7uF, e a tensão mínima é 16 volts para uma fonte com transistor bipolar, e 25 volts para um circuito com FET. Existem algumas fontes que possuem um circuito de realimentação (feedback) com optoacoplador, e não sofrem desse problema. Algumas também usam um circuito chaveador mais elaborado, ao invés do transistor, como por exemplo, o integrado TOP210. 3.9.1 Defeito relacionado. Não liga  Resistor de partida aberto, transistor chaveador queimado, primário do transformador aberto. 3.10 Regulador de 3.3 volts Existem basicamente três métodos para se ter uma saída de 3.3 volts numa fonte ATX, cada qual com suas vantagens e desvantagens. O método mais comum é o uso de um regulador linear alimentado pela saída de 5 volts, geralmente usando um FET de potência (tipo o IRFZ48, ou o MTP60N03). A tensão no “gate” do FET é controlada por um TL431 ou equivalente, cuja entrada é ligada através de um divisor resistivo na saída de 3.3 volts, onde
  • 46.
    também é ligadoo source do FET. Esse tipo de circuito tem a vantagem de ser simples e conseguir uma boa regulação da tensão, e como desvantagem temos a quantidade de calor gerada, visto que uma parte da energia é “perdida” no FET, que a converte em calor. O FET é preso no mesmo dissipador que os retificadores das saídas de maior corrente, onde o fluxo de ar da ventoinha consegue mantê-lo a uma temperatura aceitável. Se o FET entrar em curto, o sintoma mais comum é a fonte simplesmente desligar assim que for ligada, devido ao acionamento de uma proteção contra sobretensão nessa saída, proteção essa existente na maioria das fontes. Um FET queimado pode ser substituído pelo IRFZ44 ou algum outro de características semelhantes O segundo método, um pouco mais raro, é simplesmente ter um retificador, bobina e filtro independentes para a saída de 3.3 volts. Nesse caso, ela é uma saída como qualquer outra, passando inclusive pela bobina toroidal. Esse método não dissipa calor como o regulador linear, mas não existe uma regulagem efetiva dessa tensão, podendo ela ficar demasiadamente alta ou baixa conforme a fonte e placa mãe que estiverem sendo usadas. O terceiro método é o mais eficiente, mas também o mais complexo: o uso de um regulador chaveado. Nesse caso, temos um FET controlado por um circuito PWM e uma bobina, com um extremo ligado ao FET e um diodo ao terra, e outro extremo ligado na saída de 3.3 volts. Em muitos casos, a portadora de referência para o chaveamento desse FET é retira- da do próprio TL494, sendo o circuito de controle do FET apenas um comparador, que compara a portadora com o sinal vindo de um amplificador de erro que monitora a tensão na saída. É um circuito encontrado bastante em fontes IBM. Algumas fontes têm um fio que traz a referência para a regulagem dessa tensão diretamente do conector de saída, para garantir uma regulagem mais efetiva.
  • 47.
    3.10.1 Defeitos relacionados.  Liga e desliga  regulador em curto, fazendo que a tensão suba demais e a proteção desligue a fonte.  Computador não inicializa  Regulador inoperante, fazendo que a tensão nessa saída seja nula. 3.11 Controle de velocidade da ventoinha. Algumas fontes - sejam elas AT ou ATX - possuem um circuito que controla e velocidade da ventoinha, e traz como vantagem a redução do ruído da ventoinha, visto que ela vai girar com a velocidade apenas necessária para manter a fonte numa temperatura aceitável, acelerando quando for necessário. Como podemos ver, o variação da resistência do termistor conforme a temperatura vai variar a polarização na base do primeiro transistor, que varia a tensão na base do segundo e conseqüentemente a tensão que chega à ventoinha varia junto, variando a velocidade dela. Algumas fontes mais elaboradas possuem um sensor de corrente para a ventoinha que desligam a fonte no caso dela travar. Algumas fontes também desligam-se a temperatura subir demais. Geralmente esse termistor é preso no mesmo dissipador dos retificadores, que é o que mais esquenta quando a fonte funciona com carga. (figura 14).
  • 48.
    Figura 14 –diagrama do controle de velocidade da ventoinha 3.11.1 Defeitos relacionados. O controle de velocidade da ventoinha dificilmente apresenta defeitos por conta própria. Na maioria dos casos, a queima da ventoinha causa algum dano nesse circuito.  Ventoinha queimada foi substituída, mas não gira  Transistor driver de corrente aberto.  Não varia a velocidade  Transistor em curto. 3.12 Outro tipos de fontes. Alem das já conhecidas fontes AT e ATX, existem outros tipos de fontes, sendo a maioria delas usadas em micros específicos. Alguns exemplos são:
  • 49.
    ATX 12V Também conhecida como fonte para Pentium IV, é uma fonte ATX comum, apenas tem um conector de 4 pinos que é uma saída de 12 volts adicional, que a placa mãe usa para alimentar os reguladores de tensão do processador. IBM  (com 4 conectores de 6 pinos) Essa fonte, usada em vários micros IBM, sendo os mais conhecidos os Pentiuns da linha Aptiva e 300GL, é uma fonte AT modificada, que possui dois conectores comuns iguais aos da fonte AT e dois conectores adicionais que fornecem 3.3 volts para a placa mãe e placa árvore ( onde ficam os slots ). Alem disso, o liga - desliga é controlado por um conector auxiliar de 3 pinos ligado na placa mãe, que possui um terra, a saída +5V stand by (sempre ativa), e o pino PS-ON, que quando é aterrado faz a fonte ligar. Compaq  (anteriores ao padrão ATX) Algumas fontes dessa linha possuem a particularidade de não terem um regulador de 3.3 volts, mas sim de 3.4 ou 3.5, devido ao fato de alguns processadores Pentium funcionarem com essas tensões. Elas também possuem um retorno de terra e da saída de 3.x volts (geralmente fios branco e roxo), para uma melhor regulagem dessa tensão. Se ela for ligada com esses fios desligados, a falta de feedback faz a tensão subir demais e a proteção contra sobretensão desliga a fonte, por isso a maioria absoluta das fontes Compaq não liga fora do gabinete, apenas tenta partir e desliga. ATX Dell e Compaq  As fontes ATX usadas em alguns micros dessas marcas possuem um conector ATX e um conector de 6 pinos igual ao das fontes AT, que também é ligado na placa mãe. A pinagem do conector ATX é total- mente diferente do padrão e não possui nenhum
  • 50.
    pino de 3.3volts, tensão essa que é fornecida pelo conector auxiliar de 6 pinos. Algumas fontes desse tipo não possuem a saída de -5 volts. 3.13 Pinagens dos conectores e cores dos fios.
  • 51.
    3.14 Cores defios mais comuns de cada saída da fonte. Conexão Tipo fonte Cor de vio +5v --------------- Vermelho + 12 v --------------- Amarelo ou laranja + 3.3 v --------------- Laranja ou marrom - 12 v --------------- Azul -5v --------------- Branco + 5 vsb --------------- Roxo Pg AT/ATX Laranja/cinza ps-on --------------- Verde ou cinza
  • 52.
    4. Monitores 4.1 Diagramade blocos de um monitor. (figura 16) Figura 16 – diagrama de blocos de um monitor O sinal entra no monitor, através do cabo, e é separado o vídeo do sincronismo. Enquanto que o vídeo pré-amplificado depois será amplificado e aplicado no tubo sob a forma de três sinais diferentes, chamados de RGB (vermelho, verde e azul), o sincronismo é direcionado para um IC que tem a função de tanto distribuí-lo para a parte do On Screen, como para o processamento horizontal e vertical, que fará com que o monitor responda a diferentes resoluções, o que corresponde a dizer a diferentes freqüências horizontais e verticais.
  • 53.
    O sincronismo verticalirá controlar o oscilador vertical e depois será aplicado na bobina defletora ou Yoke (nome antigo); o sincronismo horizontal comandará o oscilador horizontal e este oscilador terá o seu sinal amplificado e será aplicado nas bobinas de deflexão horizontal; ao mesmo tempo é criada a alta tensão pelo flyback que será aplicada no segundo anodo do tubo. O flyback também é responsável por gerar algumas outras tensões para alimentar o circuito e por gerar, através de um divisor resistivo preso mecanicamente a ele, a tensão de foco e a tensão de screen. A tensão de foco possui um valor próximo a 1/5 da tensão do segundo anodo ou chupeta, sendo assim, esta tensão de foco tem um valor próximo a 5.000 volts. A tensão de screen é mais baixa (a tensão de screen também poderia ser chamada de G2). O controle de brilho, normalmente, participa de um circuito comum, ao controle de G1. G1 é uma tensão que controla o apagamento dos feixes de elétrons durante o período de retraço. Normalmente também há um controle automático de brilho ou contraste, neste mesmo setor. A corrente do transistor de saída horizontal é monitorada de forma a não passar de determinados limites e gerar uma alta tensão (lembre-se que a saída horizontal controla a corrente que passa pelo flyback, que é um transformador sintonizado, e um aumento na corrente sem aumento de consumo de corrente, no secundário, causaria uma alta tensão superior a 25KV e a uma alta emissão de Raios – X, acima de valores permitidos. O microcontrolador ou processador, em monitores modernos, geralmente trabalha conversando com uma memória E2PROM ou EEPROM, utilizando um protocolo da Philips chamado de I2C (Philips e I2C são marcas registradas). Em monitores, normalmente, existem circuitos controles e ajustes para trabalhar com a altura, largura, posicionamento, efeito almofada, etc.
  • 54.
    Em monitores comuns,isto é feito por potenciômetros e trimpots, em monitores, chamados de digitais, estes controles todos são feitos pelo micro controlador ou por um IC específico, que trabalha em conjunto com o micro controlador e com os pulsos de sincronismo horizontal e vertical. A entrada de AC possui um filtro formado por indutores e capacitores visando enviar o mínimo de ruído para a rede e em alguns monitores mais modernos e caros até o fator de potência é controlado, para evitar perda desnecessária de energia. Logo após a entrada, vem o DEGAUSS, nada mais que um PTC ou Varistor em série, com uma bobina que fica enrolada em volta do tubo, e sua função é desmagnetizar o tubo toda vez que o monitor é ligado. Desmagnetizar quer dizer tirar manchas nas imagens provenientes de campos eletromagnéticos externos, como imãs, por exemplo. A fonte é composta de uma ponte retificadora e um capacitor de valores entre 220uF a 560 uF (podem existir outros valores) e tensão de isolação entre 385 a 500Vcc. Eles precisam ter esta tensão de isolação, pois estas fontes funcionam com tensões entre 90 a 240 volts, geralmente. Para ver o valor de pico que pode chegara 240 volts é dada a formula (VP = Vrms / 0,707 = 240 / 0,707 = 340 volts. Com um capacitor deste, mesmo no pior caso, ele está a salvo. Se ligada em 127 volts sobre o capacitor, sempre ficará uma tensão de aproximadamente 180 Vcc (varia entre 160 a 180 volts depende da rede de AC). Depois de retificada e filtrada a tensão da rede é aplicada no coletor de um transistor bipolar, ou no source de um Mosfet de potência, através do enrolamento primário do trafo de núcleo de ferrite da fonte. Esta tensão também é aplicada sobre um divisor resistivo (esta é uma das formas de se partir uma fonte) e um valor menor é aplicado no IC ou circuito responsável pela modulação PWM do transistor chaveador. Se for um transistor bipolar uma onda quadrada será aplicada a sua base e se for um Power Mosfets ou mosfet de potência, será aplicada ao seu gate.
  • 55.
    A tensão desaída será monitorada através de um enrolamento isolado do trafo ou de um foto acoplador e um regulador shunt (normalmente o TL431). Qualquer variação será percebida e fará o transistor chaveador conduzir mais ou menos, de acordo com a modulação por largura de pulso (PWM), deixando sempre correta a tensão na saída da fonte. 4.2 Problemas mais comuns. Cores ou imagem alteradas. Cabo quebrado  monitor não liga, falta uma das cores ou monitor liga, mas não aparece imagem. CI de RGB  pode queimar e aí não aparecerá nada na tela, falta de uma das cores, falta de algumas cores. Imagem arrastando  cabo de vídeo com a malha quebrada ou cabo de má qualidade; trocar o cabo ou colocar um ferrite no cabo. Falta da tampa sobre a placa do soquete do tubo. Imagem fora de foco  tubo fraco ou, geralmente, problemas no flyback. Imagem com linhas de retraço  problemas nos circuitos de brilho, G1 e screen. Muitas vezes o culpado é o flyback; girar o ajuste do screen e ver se não há mau contato. Observe se a imagem fica assim ou fora de foco depois de algum tempo do monitor ligado, se isto acontecer é feito a troca do flyback.
  • 56.
    Sem imagem, maso monitor está ligando  aumentar um pouco o screen e ver se a tela começa a clarear se sim, verificar o cabo de ligação (pois os cabos onde os fios do RGB podem estar partidos e os do sinc não, daí o monitor ligava, mas não aparece nada), verificar também transistores, CI oi CIs do RGB. 4.2.1 Monitor não liga. Capacitor de filtro da parte hot da fonte  se ele estiver aberto ou com pouca capacitância isto poderá acontecer, ou mesmo o monitor ficar intermitente, ora liga ora não liga. Ponte retificadora  verificar com um ohmímetro e com o monitor desligado e o capacitor de filtro descarregado. Para descarregá-lo usar um resistor de valor baixo e colocar em curto os seus terminais. CI chaveador  se for o 3842 ou 3844 há uma grande chance dele estar queimado, principalmente se o transistor chaveador também estiver. Se for um CI que chaveia a tensão e faz todo o controle, como os da série STR, STK, etc, verifique tudo antes de trocá-lo. Chave liga/desliga  Ver se não está oxidada, acontece com mais freqüência em monitores mais velhos. Caso esteja boa, mas não pare na posição de ligado, colocar umas gotas de óleo de máquina mecanismo. Transistor chaveador  se estiver queimado (aberto ou em curto) é feito o teste mas antes identificar se é bipolar, mosfet, etc e tal.
  • 57.
    4.2.2 Como reconhecê-los? Pelocódigo. Se for bipolar, teste como um transistor comum, mas ficando atento a diodos e resistores que ele pode ter internamente. Se possível compare com um bom. Se começarem com BUK, PHP, BUP são IGBTS, melhor compará-lo com um bom. Nos monitores que arrumei, nunca vi usar um IGBT (são mais usados em inversores de freqüência, etc e tal). 4.3 Ajustes de largura, altura, posição, etc, não atuam ou imagem deformada. Potenciômetros e trimpots  muitas vezes são responsáveis por estes defeitos. Se o monitor for digital, verificar soldas frias no micro controlador, no CI responsável por estes ajustes (normalmente indicado como processador de horizontal e vertical). Bobinas defletoras  Rara vez vi uma apresentar esse defeito, mas se for a última alternativa, vasa a troca. Na troca de uma defletora, preste muita atenção para marcar a posição de tudo o que estiver no tubo; pode precisar, eventualmente, fazer o ajuste de pureza e convergência. IC responsável pelo processamento horizontal e vertical (exemplo, o TDA9109) – caso este CI apresente defeito, o problema citado acima acontecerá. É raro este componente “pifar”.
  • 58.
     Outros exemplosde CIS que podem apresentar este defeito são: KSS88C6232N, que é um micro controlador usado em monitores Samsung e o STV7779, que faz o comando de vertical e horizontal, mas é raro estes CIS darem defeito e, provavelmente, o defeito em algum deles impedirá o monitor de funcionar, mas vale testar se for necessário.  Outro exemplo é o CI TDA4858, que é um processador de sincronismo e convergência – verificar as suas tensões e os componentes associados a ele. Este CI é usado em monitores LG.  Capacitores de poliéster ligados entre o transistor de saída horizontal e a defletora – principalmente se o defeito for excesso ou pouca largura. Tensões da fonte alteradas  é bom verificar estas tensões, e componentes associados a elas; caso encontre algum eletrolítico ruim troque por um idêntico de 105º C. Os capacitores usados na filtragem da saída de fonte chaveada têm uma baixíssima indutância e resistência interna e isto é muito bom quando se vai filtrar freqüências altas. Uma característica deles é de serem para 105º Centígrados. O ideal para testar um capacitor é um capacímetro, mas como não tinham, foi usado um multímetro na escala de resistência e comparado com um bom. 4.4 Como medir.
  • 59.
    Importante ressaltar quequanto menor o valor do capacitor, maior deve ser a escala de medição de resistência usada e quanto maior o valor do capacitor, menor poderá ser a escala utilizada. Importante descarregar o capacitor antes do teste, bem como após cada teste. Isto deve ser feito para que o teste seja correto, além de evitar danos ao multímetro. Para descarregar o capacitor é só provocar um curto entre seus dois terminais através de uma chave de fenda ou um alicate de bico, e para isto ele deve estar desconectado de qualquer circuito eletrônico. Observação: dependendo do uso e do valor do capacitor, pode estar com muita carga e ao colocar seus terminais em curto poderão ocorrer faíscas e um estalo. Caso o capacitor a ser medido seja para uso com uma tensão alta e possua um valor na ordem de microfarads (uF) pode ser necessário descarregá-lo através de um resistor de baixo valor (aproximadamente 100 Ohms) e só depois os seus terminais devem ser colocados em curto. Cuidado para não levar choque. - Colocar o multímetro na escala de resistência. - Encostar uma ponta de prova em cada terminal do capacitor. - Observar a movimentação do ponteiro do multímetro (não precisa marcar o valor). - Caso o ponteiro suba e desça, o capacitor estará bom, ou seja, o ponteiro subiu, pois estava circulando uma corrente para carregar o capacitor, terminada a carga acaba a corrente e o ponteiro volta para a posição inicial, o infinito. Quanto maior o valor do capacitor, maior será o tempo que o ponteiro levará para subir e descer. - Se o ponteiro subir e ficar parado em alguma posição entre zero, e o infinito (mesmo que comece a descer e pare) o capacitor estará com fuga, ou seja, uma corrente contínua está circulando através dele e isto já é sinal que este capacitor não está bom.
  • 60.
    - Se o ponteiro for direto para o zero o capacitor estará em curto. Também não está bom. Neste caso toda a corrente fornecida pelas pilhas do multímetro atravessará o capacitor, ele não oferece nenhuma resistência, e por isto o ponteiro vai para o zero. - Se o ponteiro não se mover, o capacitor estará aberto, sem capacitância, e não estará bom. Neste caso, o capacitor nem chegou a se carregar e é por isto que o ponteiro nem se moveu. Ficou na posição indicada por infinito. Dependendo do valor do capacitor deveremos utilizar escalas diferentes. 4.4.1 Exemplo: Para medir capacitores acima de 10000 uF, use a escala X1. Para medir capacitores entre 1000 uF a 10000 uF, use as escalas X1 ou X10. Para medir capacitores entre 100 uF a 1000 uF, use as escalas X10 ou X100. Para medir capacitores entre 10 uF e 100 uF, use as escalas X100 ou X1K. Para medir capacitores entre 1 uF e 10 uF, use as escalas X1K ou X10K. Para medir capacitores entre 100 nF e 1 uF, use as escalas de 1K ou 10K ou 100K. Para medir capacitores entre 1nF e 100 nF, use a escala de 100K. Para medir capacitores abaixo de 1 nF, use a escala de 100K, mas a leitura será difícil e, consequentemente, o teste não terá precisão. Observação: Com este teste não dá para saber o valor do capacitor, mas apenas se ele não está aberto, com fuga ou em curto. Para saber o valor exato, é necessário o uso de um capacímetro.
  • 61.
    Observações: Alguns capacitoreseletrolíticos, geralmente os com alta tensão de isolação, costumam apresentar uma certa corrente de fuga, sendo assim, pode ser que em determinadas escalas o ponteiro suba e, ao descer, pare próximo ao infinito. Se isto acontecer, diminua a escala de multiplicação e veja se o ponteiro chega ao infinito; caso isto aconteça o capacitor estará bom. Observações: Todos estes testes foram desenvolvidos com o auxílio da prática e embora possam variar um pouco de multímetro para multímetro, sempre serviram para testar capacitores. É interessante que ao adquirir um multímetro, se escolha um que tenha várias escalas de medição de resistência e seja capaz de medir valores máximos de 50M ohms para cima. Para saber qual a maior resistência que um multímetro é capaz de medir basta ler o maior valor da escala de resistência e multiplicar pela maior escala. 4.4.2 Exemplo: Fundo de escala = 5K ohms Maior escala = X10K Maior resistência que pode ser medida = 5K x 10K = 50 M ohms. Não pode encostar as mãos nas partes metálicas das pontas de prova, nem nos terminais dos capacitores, pois isto alterará as medições e testes. 4.5 Monitor liga e desliga quase que imediatamente.
  • 62.
    Flyback  verifique,se possível, em um ambiente escuro, se o flyback não está vazando. Caso isto aconteça, você ligará o monitor e quando surgir a alta tensão ela vazará pelo flyback e a proteção desligará o monitor. Capacitores ligados aos pinos do flyback  principalmente capacitores cerâmicos e de alta tensão de isolação, uma pequena marca, ou ponto escuro no corpo deles, pode indicar que ele já era. Verifique se há cheiro de ozônio  se houver, procure por vazamentos de alta tensão, no flyback, nos cabos de alta, no ponto onde está ligado o foco no tubo, em sujeira em volta da chupeta. Chave liga/desliga (on/off)  podem apresentar defeito On screen não funciona. Verificar trilhas  verificar trilhas que ligam o gerador de on screen com o amplificador de RGB, muitas vezes elas estão interrompidas ou há solda fria em algum ponto desta ligação. Verificar CI do on screen  em alguns monitores, ele está na placa que vai presa ao tubo (alguns monitores fivestar são assim), outras vezes ele estão junto com o micro controlador na placa principal. Verificar se não é o micro controlador que é o responsável pelo on screen, como exemplo, o 66HC705807 usado no LG 520. Se, ele é quem gera o on screen, e mostra na tela os ajustes que estão sendo feitos; mas, como dificilmente ele apresentaria só este defeito, de
  • 63.
    qualquer forma, verifiqueos componentes ligados aos seus pinos 29,30 e 31, como os transistores da saída RGB (Q331, 332, 333) responsáveis por isto. 4.6 Pouco brilho. Verificar as tensões da fonte e ver se estão com os valores corretos. Desconfie dos capacitores de filtro dos secundários da fonte. Se perceber que algum já foi trocado, troque-o novamente, pode ser que resolva o problema. Verificar o CI amplificador do RGB e, principalmente, os componentes ligados a ele. Verificar os ajustes de sub-brilho e os capacitores e ajustes, caso exista, de G1. 4.7 Pouca luminância. Verificar CI amplificador de luminância e componentes associados. Às vezes, um problema na screen pode ocasionar problemas parecidos com falta de luminância. Tente ajustá-la, dê algumas “batidas” em seu cursor e veja se algo acontece. Se nada acontecer, nem com o ajuste o flyback pode ser o culpado. 4.8 Queima fusível ao ligar. Verificar os diodos ou a ponte retificadora. Verifique o capacitor de filtro de entrada; verificar a bobina desmagnetizadora. 4.8.1 Tubo manchado com cores.
  • 64.
    Verificar a bobinadesmagnetizadora, principalmente os seus contatos com a placa do monitor. Verificar o PTC que vai ligado com ela e em alguns monitores, os resistores que fazem parte do circuito de degauss, que é este circuito. 4.8.2 Um barulho de fritura constante no monitor. Verifique o PTC da bobina desmagnetizadora; muitas vezes ele apresenta mau contato e começa a faiscar internamente. Este PTC na grande maioria dos monitores, tem o formato de uma caixinha preta de baquelite, se trocá-lo use igual ou de mesmo valor. Pode-se também retirar a sua tampa e limpar os contatos que pressionam a pastilha ou pastilhas dentro desta caixinha. Aumente a pressão dos contatos também. Colar a tampa com alguma cola que não seja inflamável e resista ao calor. Verifique se o barulho não vem da tomada de AC, o certo é limpar ou trocar a tomada do cabo e a tomada da parede. 4.9 Monitores com o IC LM 1203. Muitos monitores usam para processar e amplificar o sinal de vídeo o IC LM1203. Este IC é composto de 3 amplificadores para vídeo e tem uma banda passante de 70 MHz. Os pinos de entrada para os sinais que vem do micro e irão gerar as imagens são: 4, que corresponde ao vermelho, 6 que corresponde ao verde e 9, que corresponde ao azul. O nível do sinal em suas entradas geralmente é de 1 Vpp e nas suas saídas é de 6 Vpp. Uma forma de se fazer o controle de contraste quando se usa este IC é usando um potenciômetro entre os pinos 13 e 12. No pino 13, teremos a tensão de Vcc que alimenta o IC
  • 65.
    (é uma ligaçãointerna deste IC) e ligamos nele um lado do potenciômetro. No pino 12 ligamos o cursor do potenciômetro (10K) e o outro lado do potenciômetro ligamos no terra. O controle de brilho também pode ser feito através da conexão dos pinos 24, 19 e 15 no cursor de outro potenciômetro. Um lado deste potenciômetro deve estar ligado ao terra e o outro lado, ligado através de um resistor ao pino 13, que é o Vcc. Muitos monitores controlam o brilho, atuando diretamente sobre a polarização do tubo. Isto é conseguido variando-se a tensão contínua na grade 1 ou grade de controle. Nestes casos, os pinos 24, 19 e 15 serão usados, independentemente, para controlar o ganho de cada cor, através de trimpots. Os níveis de vídeo em sua saída deverão ser amplificados por transistores ou por outro IC. Depois de amplificados, serão aplicados aos três catodos e devem ter um nível de 60 Vpp. O controle interno de brilho do IC depende de pulsos que entram na entrada de clamp (pino 14). O circuito de brilho usará como referência o período em que os pulsos têm um nível baixo e que corresponde a uma parte do período de apagamento horizontal. O pino 11 fornece uma tensão de referência de 2,4 volts para que os amplificadores possam funcionar corretamente. Algumas vezes, ele está ligado com os pinos 5, 8 e 10 através de resistores e com os pinos 4, 6 e 9 através de diodos, mas o mais comum é ele estar ligado através de resistores de 10 K ohms com os pinos 4, 6 e 9 (que são as entradas) e os pinos 5, 8 e 10 estarem ligados ao terra, através de capacitores de alguns uF. Se não existir o sinal de clamp, (são pulsos e podem ser vistos com um osciloscópio no pino 14) poderemos não ter imagem na tela. Se uma das cores faltar na tela o problema pode ser o IC ou o componente (transistor) ligado na saída correspondente. É comum encontrarmos soldas frias, capacitores secos e transistores queimados nesta parte do circuito.
  • 66.
    Em alguns monitores,todos estes componentes ficam montados na placa que está conectada com o soquete, e em outro ficam na placa principal. Caso não exista imagem no monitor, aumente um pouco o screen (o ajuste de screen geralmente fica no flyback) e veja se a tela fica cinza claro e tem exploração normal. Se tiver, meça a tensão nos pinos de alimentação do IC LM1203, se a alimentação estiver correta (12 volts nos pinos 1, 13, 23, 28), troque o IC. Este IC é um componente que muitas vezes apresenta problemas. Capacitores ligados aos transistores que amplificam o sinal que vem deste IC podem apresentar problemas, caso a tela esteja um pouco escura, verifique a condição destes capacitores, principalmente os que estão ligados com as grades de controle, grade screen e catodos. Se a imagem ficar com detalhes com um rastro, verifique os capacitores de acoplamento (são os capacitores pelos quais deve passar o sinal de vídeo). Se estes capacitores estiverem com a capacitância baixa, teremos uma resposta em freqüência ruim e uma má qualidade de imagem, pois os sinais de maior freqüência, que correspondem aos detalhes, serão atenuados. Veja se a blindagem metálica que há nesta placa está bem soldada ao terra. Em alguns monitores só teremos uma imagem perfeita após soldarmos as blindagens e as aterrarmos. Observações: Os pinos 1, 2 e 3 do conector DB15 estão conectados com o LM 1203 através de resistores e capacitores. O pino 1 é o responsável pela cor vermelha, o pino 2 pela cor verde e o pino 3 pela cor azul. Com a mistura correta destas três cores conseguimos todas as outras. 4.10 Problemas mais freqüentes nessas marcas citadas.
  • 67.
    Modelo: TCM1400G. - nãofunciona nada  trocar IC3842 (chaveador e regulador da fonte) e transistor 2SK1461 (chaveador da fonte). 4.10.1 Fivestar. Modelo: FS4950. - com pouco brilho e luminância  LM1203N, C838 com pouca capacitância. - com pouco brilho  trocar C826, C822 e C828. Ajustar VR804, 805 e 806. - monitor não liga e trafo da fonte faz ruído e as tensões estão com metade do valor  trocar flyback e verificar capacitor de 1uF e resistor de 10 ohms que ficam do lado direito do flyback. Verificar mosfet IRFS640, se ele estiver em curto troque-o. Quando ele está em curto a tensão de 50 volts fica próxima de 0 volt (leia os valores de tensão na placa). 4.10.2 Samsung. Modelo: Syncmaster 3 - CVM4967. - só o verde aparece  verificar tensões sobre RG13, RB13 e RR13, ver se não estão abertas ou se a trilha que os une não está interrompida. - vazando AT  trocar flyback e verificar componentes e trilhas próximas a ele que podem estar danificados, devido ao vazamento de alta tensão (ver R425, R424, D408, etc).
  • 68.
    - faltando umasdas cores  verifique soldas frias na placa do tubo, principalmente as soldas do soquete e as soldas dos transistores e resistores de RGB, que polarizam o tubo. Verifique também o cabo. 4.10.3 Syncmaster 3 NE. - sem sincronismo vertical e horizontal  IC401 (TDA4850). - não liga  verificar chave liga/desliga. - as vezes liga outras vezes não liga verificar chave liga/desliga. 4.10.4 IBM Modelo: G50. - liga e a proteção desliga  mexa no ajuste de screen para verificar se em algum ponto ele liga, caso ele ligue verifique se o brilho funciona. Se o brilho não funcionar, teste R424, Q414, Q412, não funcionar teste R424, Q414, Q412, R422, e R423. Se o brilho funcionar, verifique o circuito de proteção Modelo: 2778-06E. - a imagem demora a aparecer ou está muito fraca  meça a tensão de filamento (HT), se estiver abaixo de 6,3 VDC, troque C926 (1000uF x 16 V – 105 º C).
  • 69.
    4.10.5 PLESTOR Modelo: 4950. -sem vídeo, mas com sincronismo (a tela acende preta e se aumentar o screen dá para perceber que ele está ligado)  verificar o cabo VGA/SVGA de conexão com o micro. 4.10.6 AOC Modelo: spectrum-4Vn. - saindo de foco quando esquenta ou quando se aumenta a tensão de screen  trocar flyback. 4.10.7 Alfa Digital Modelo: alfa digital2E. - não tem uma das cores  verificar cabo de ligação com a placa de vídeo. 4.10.8 LG Modelo: 520SI. - fonte não consegue armar  trocar flyback (modelo do flyback = 6174Z-1003D).
  • 70.
    Modelo: ES774G-N4(Flatron E7015). -fonte tenta ligar e desarma  verificar capacitor de 10nF x 1 KV e diodos ligados diretamente nos pinos do flyback. 4.10.9 UPS Modelo: UPS 1435. - demorando muito para aparecer à imagem, foco e screen variando com o tempo  troque o flyback. 4.10.10 Goldstar Modelo: 1465DLS. - tela escurecendo lentamente  trocar VR709. 4.10.11 UTC Modelo: V-4987.
  • 71.
    - ao ligarpredomina o verde  verificar o ajuste VR605 e o resistor R640. Se for preciso, troque os capacitores de 1uF x100 Volts. 5. Monitores profissionais. 5.1 Sony Modelo: PVM 1371PM. - monitor piscando até desligar  verificar soldas frias na fonte. - sem ajuste horizontal  C841. - monitor piscando até desligar  verificar soldas frias na fonte - sem ajuste do horizontal  verificar C841 (2,2uF x160V) Modelo:BVM-1301P. - Problemas no sincronismo da cor  verificar IC8/BA. - monitor não liga  verificador triplicador, se não existir a tensão (+ ou - 6 volts) no pino 3 do IC2/CP, o monitor não ligará. Caso se injete neste pino uma tensão externa, o monitor funcionará, porém ficará sem proteção contra sobre tensão na AT. 5.1.1 Panasonic Modelo: TR930B.
  • 72.
    - imagem pulandoo vertical ao mudar de cena  C501 (1uF x 50V ligado no pino 16 do IC 501). - sem sincronismo vertical  colar dissipador em IC501. 6. Pinagem do cabo de vídeo de um monitor. Conector macho. Nº do pino Função 1 Sinal de vermelho. 2 Sinal de verde. 3 Sinal de azul. 6 terra do vivo do pino 1. 7 terra do vivo do pino 2. 8 terra do vivo do pino 3. 11 comando. 13 comando. 14 comando. 4, 10 e 11 Ligados em curto. 5, 9, 12 e 15 desconectados
  • 73.
    7. CONCLUSÃO Um dos aspectos importantes vivenciado durante o estágio foi o fato de familiarizar-mos com a rotina de trabalho do técnico em manutenção de eletrônica, dentro de uma loja. Além disso, tivemos a oportunidade de colocar em prática conhecimentos teóricos adquiridos durante a nossa formação acadêmica. Dentre as atividades desenvolvidas, cabe ressaltar os conhecimentos sólidos adquiridos e habilidades sobre a eletrônica. Ainda assim, temos a consciência de que não concluí o estágio com o pleno domínio da eletrônica, mas certamente saímos mais qualificados e, aos poucos, nos profissionalizando para enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.
  • 74.
    8. REFERÊNCIA FONTE CHAVEADA.Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte_chaveada> . Acesso em: 30 jun. 2008. KNIRSCH, Jorge. A FONTE CHAVEADA. Disponível em: <http://www.byknirsch.com.br/artigos/03-11- fontechaveada.htm> . Acesso em: 30 jun. 2008. FONTE CHAVEADA. Disponível em: < http://www.qsl.net/pu1ssv/chaveada.htm> . Acesso em: 30 jun. 2008. IMPRESSORA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressora> . Acesso em: 30 jun. 2008. BERTINI, Luiz. MANUTENÇÃO ELETRÔNICA. Disponível em: <http://www.luizbertini.net/manutencao.html> . Acesso em: 30 jun. 2008.