EngenhariaClínicamar-abr
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Como avaliar um serviço?
Por onde se busque conhecimentos na área de EC, vamos nos deparar com
afirmações acerca do futuro das tecnologias em saúde, como as mencionadas
abaixo e que acabam servindo como direcionadores, com as quais podemos dar
apoio às decisões, sejam elas de natureza técnica, administrativa ou financeira.
•	 São, a cada dia, mais seguras e confiáveis;
•	 Cada vez ficam mais compactas;
•	 Sua aplicação é cada vez menos invasiva;
•	 São capazes de realizar autodiagnóstico sobre seu próprio desempenho;
•	 Amplamente são utilizados os circuitos integrados (chips) que, a princípio, não
podem ser consertados facilmente.Trocam-se placas, programas, partes e peças;
•	 Todos os equipamentos podem estar“na rede”e com capacidade de transferir
dados, como os utilizados em acesso remoto em manutenção, ou no uso da
linguagem DICOM para disponibilização de informação através do PACS. Ou
ainda, a linguagem HL7 (Health Level), cada vez mais conhecida e utilizada;
•	 Capacidade de se autoconsertar antes da quebra (diagnóstico durante start up,
upgrades, updates, monitorização interna constante, emissão de códigos de erro);
•	 Seu uso é apoiado de maneira mais ampla na WEB (WEB based equipments);
•	 Emtermosdeimplantes,aspalavrasqueseutilizamcadavezmaissão:microounano.
Seconsiderarmosestesitenscomoalgumasdasverdadestecnológicasrelacionadasaos
equipamentosmédico-assistenciais,comoentãoavaliarumserviçodeEC?Ferramentas
comoanálisedeSWOT,critériosdeexcelênciadoPNQ,pesquisasdesatisfação,etc.
tambémpodemserutilizadascomoapoioduranteodiagnósticoorganizacional.
Como forma de contribuir para uma avaliação desta natureza, é importante considerar
os níveis de EC comumente encontrados ao redor do mundo.Veja abaixo, como as
atividades do serviço que se pretende avaliar vão ao encontro daquelas aqui descritas.
Nível 1
•	 Atua com segurança elétrica;
•	 Pratica a manutenção e o reparo básico de equipamentos médico-assistenciais;
•	 O programa de controle de equipamentos é minimamente desenvolvido;
•	 O envolvimento nos processos de aquisição de equipamentos e tecnologias
médicas é básico.
Nível 2
•	 A EC é um centro para identificação de riscos com equipamentos médico-
assistenciais e para o gerenciamento de recalls e alertas, como os emitidos pela
Anvisa e FDA, nos EUA;
•	 Está envolvida no gerenciamento de riscos;
•	 É essencial no processo de aquisição de equipamentos médicos;
•	 Está envolvida com comissões como CCIH ou SESMT;
•	 Supervisiona contratos de manutenção corretiva e preventiva.
Nível 3
•	 O programa de controle de equipamentos é realizado pela EC. Há capacidade
para avaliar a produtividade e custos associados ao serviço prestado;
•	 Oferece reparo para equipamentos mais complexos, como os empregados em
serviços de radiodiagnóstico e laboratório de análises clínicas;
•	 Normalmente está envolvida em atividades de planejamento de substituição de
equipamentos.
Nível 4
•	 As ações de gerenciamento de riscos (RM – risk management) e controle de
qualidade (QM – quality management) são com a participação da EC;
•	 Gerenciamento, de forma completa, dos contratos de prestação de serviços
como manutenção, calibração, aluguel de equipamentos, etc.;
•	 Todos os recursos são desembolsados a partir do serviço de EC e seu código
de centro de custos ou resultados, como preferem outros;
•	 O programa de controle de equipamentos é computadorizado e há extensa
capacidade de análise das informações obtidas e processadas;
•	 Reporta-se diretamente à alta liderança (administração) e há forte conhecimento
mútuo e sinergia entre as partes;
•	 Atua como um guia, durante a
integração entre as necessidades de
utilização de equipamentos médico
assistenciais e as de construção,
reforma ou ampliação de unidades
de estabelecimentos de saúde.
Nível 5
•	 A EC atua como um centro para o
gerenciamento de tecnologias em
saúde;
•	 Pratica a análise detalhada dos
serviços prestados por terceiros e
com extensa avaliação de custos;
•	 Atua como um dos elementos de
suporte do planejamento tecnológico
estratégico da organização;
•	 É reconhecida como um centro
para a integração de assuntos
relacionados à tecnologia em saúde.
Então, o serviço que você está
avaliando encontra-se em que nível?
O que é real atribuir a ele baseado
nos cinco patamares apresentados?
Importante perguntar-se que outras
contribuições o serviço de EC pode
apresentar ao hospital. O serviço
oferecido deve ser tal que coloque a
organização hospitalar em uma posição
vantajosa em relação às pressões
tecnológicas, financeiras, legais e
normativas, além das culturais que
atuam nos dias de hoje.
Como um colaborador do serviço de
EC, tente entender quais os novos
conhecimentos que precisa adquirir
para oferecer mais à sua organização.
Procure novos desafios, avalie o que é
necessário para que você e sua equipe
absorvam um contrato de manutenção,
por exemplo.
Lúcio Flávio de Magalhães Brito
Engenheiro Clínico Certificado l Lb@engenhariaclinica.com
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  • 1.
    EngenhariaClínicamar-abr 102 Como avaliar umserviço? Por onde se busque conhecimentos na área de EC, vamos nos deparar com afirmações acerca do futuro das tecnologias em saúde, como as mencionadas abaixo e que acabam servindo como direcionadores, com as quais podemos dar apoio às decisões, sejam elas de natureza técnica, administrativa ou financeira. • São, a cada dia, mais seguras e confiáveis; • Cada vez ficam mais compactas; • Sua aplicação é cada vez menos invasiva; • São capazes de realizar autodiagnóstico sobre seu próprio desempenho; • Amplamente são utilizados os circuitos integrados (chips) que, a princípio, não podem ser consertados facilmente.Trocam-se placas, programas, partes e peças; • Todos os equipamentos podem estar“na rede”e com capacidade de transferir dados, como os utilizados em acesso remoto em manutenção, ou no uso da linguagem DICOM para disponibilização de informação através do PACS. Ou ainda, a linguagem HL7 (Health Level), cada vez mais conhecida e utilizada; • Capacidade de se autoconsertar antes da quebra (diagnóstico durante start up, upgrades, updates, monitorização interna constante, emissão de códigos de erro); • Seu uso é apoiado de maneira mais ampla na WEB (WEB based equipments); • Emtermosdeimplantes,aspalavrasqueseutilizamcadavezmaissão:microounano. Seconsiderarmosestesitenscomoalgumasdasverdadestecnológicasrelacionadasaos equipamentosmédico-assistenciais,comoentãoavaliarumserviçodeEC?Ferramentas comoanálisedeSWOT,critériosdeexcelênciadoPNQ,pesquisasdesatisfação,etc. tambémpodemserutilizadascomoapoioduranteodiagnósticoorganizacional. Como forma de contribuir para uma avaliação desta natureza, é importante considerar os níveis de EC comumente encontrados ao redor do mundo.Veja abaixo, como as atividades do serviço que se pretende avaliar vão ao encontro daquelas aqui descritas. Nível 1 • Atua com segurança elétrica; • Pratica a manutenção e o reparo básico de equipamentos médico-assistenciais; • O programa de controle de equipamentos é minimamente desenvolvido; • O envolvimento nos processos de aquisição de equipamentos e tecnologias médicas é básico. Nível 2 • A EC é um centro para identificação de riscos com equipamentos médico- assistenciais e para o gerenciamento de recalls e alertas, como os emitidos pela Anvisa e FDA, nos EUA; • Está envolvida no gerenciamento de riscos; • É essencial no processo de aquisição de equipamentos médicos; • Está envolvida com comissões como CCIH ou SESMT; • Supervisiona contratos de manutenção corretiva e preventiva. Nível 3 • O programa de controle de equipamentos é realizado pela EC. Há capacidade para avaliar a produtividade e custos associados ao serviço prestado; • Oferece reparo para equipamentos mais complexos, como os empregados em serviços de radiodiagnóstico e laboratório de análises clínicas; • Normalmente está envolvida em atividades de planejamento de substituição de equipamentos. Nível 4 • As ações de gerenciamento de riscos (RM – risk management) e controle de qualidade (QM – quality management) são com a participação da EC; • Gerenciamento, de forma completa, dos contratos de prestação de serviços como manutenção, calibração, aluguel de equipamentos, etc.; • Todos os recursos são desembolsados a partir do serviço de EC e seu código de centro de custos ou resultados, como preferem outros; • O programa de controle de equipamentos é computadorizado e há extensa capacidade de análise das informações obtidas e processadas; • Reporta-se diretamente à alta liderança (administração) e há forte conhecimento mútuo e sinergia entre as partes; • Atua como um guia, durante a integração entre as necessidades de utilização de equipamentos médico assistenciais e as de construção, reforma ou ampliação de unidades de estabelecimentos de saúde. Nível 5 • A EC atua como um centro para o gerenciamento de tecnologias em saúde; • Pratica a análise detalhada dos serviços prestados por terceiros e com extensa avaliação de custos; • Atua como um dos elementos de suporte do planejamento tecnológico estratégico da organização; • É reconhecida como um centro para a integração de assuntos relacionados à tecnologia em saúde. Então, o serviço que você está avaliando encontra-se em que nível? O que é real atribuir a ele baseado nos cinco patamares apresentados? Importante perguntar-se que outras contribuições o serviço de EC pode apresentar ao hospital. O serviço oferecido deve ser tal que coloque a organização hospitalar em uma posição vantajosa em relação às pressões tecnológicas, financeiras, legais e normativas, além das culturais que atuam nos dias de hoje. Como um colaborador do serviço de EC, tente entender quais os novos conhecimentos que precisa adquirir para oferecer mais à sua organização. Procure novos desafios, avalie o que é necessário para que você e sua equipe absorvam um contrato de manutenção, por exemplo. Lúcio Flávio de Magalhães Brito Engenheiro Clínico Certificado l Lb@engenhariaclinica.com Engenharia clinica.indd 102 16/04/2014 15:03:30