Edição nº. 22
descobrindoPágina 3
1. - EDITORIAL ANTÓNIO PEREIRA (AJAP)
“Em alturas de maior seca, as pessoas
residentes nas zonas do concelho –
Trompica, Fontes, Lugar da Serra e
Terreiros - ficam privadas de água
potável devido à insuficiência de cau-
dais verificada nas nascentes, que
pressionam o sistema de abasteci-
mento público associado ao Reserva-
tório da Trompica.” (Ricardo Nasci-
mento, fevereiro 2022)
A Descobrindo está sempre atenta a tudo
o que se passa na Madeira em geral e
na Ribeira Brava em particular. A pri-
vação de água potável devido à insufi-
ciência de caudais verificada nas nas-
centes, que pressionam o sistema de
abastecimento público associado ao
Reservatório da Trompica é um desses
exemplos.
Ao longo desta edição, como nas anterio-
res, recordamos aos nossos leitores
algumas iniciativas da CMRB nos ca-
pítulos referentes à Sociedade/Cultura.
A Escola Básica e Secundária Padre Ma-
nuel Álvares (EBSPMA) está sempre
presente ao longo desta edição que co-
meçou a ser feita em finais de 2021.
Esta edição da revista foi concluída no dia
23 de outubro de 2022.
Esperamos que o leitor goste também dos
seguintes tópicos em particular:
A “Festa: O bolo e as broas de mel, os
licores, a morte do porco e a confeção
da carne vinho d’alhos, o presépio e as
luzes são referências da Festa, da for-
ma como os madeirenses assinalam o
Natal. (página 4).
4. – Rª. BRAVA paisagem agrágria e
variada, POR JOÃO VÍTOR (página
38).
7. - SOCIEDADE Rª. BRAVA NA
TURAL E GENUÍNA (101 e 160).
Até para o ano!
A água potável, A “Festa”, a língua e Ribeira Brava
em revista (2022-2023)
À esquerda, no topo desta página, Ricardo Nascimento,
Presidente da Câmara Municipal (CMRB), em finais de fe-
vereiro de 2022.
4.
descobrindo Página 4
Ediçãonº. 22
2 .– A LAPINHA E ”A FESTA!” 2021
Rª. Brava, 15/12/2021—”Missas de Parto”, (à
esquerda), partilhado por Marga Pereira/Ivone
Pestola.
“Lapinha” (no topo à direita), por Florêncio
Pereira, no Museu Etnográfico da Madeira.
Presépio”, de Celina Coelho, Sítio da Boa
Morte, uma obra de arte feita de massas ali-
mentícias (última imagem à direita).
descobrindo Página 6
Ediçãonº. 22
Fontes desta e da pág. anterior
Texto: António Rego Chaves (Diário de Notí-
cias); “A Descoberta de Portugal”; 2001.
Fotos (à esquerda, página anterior, data de
referência—2019): Pesquisa no Google; (à
direita, página anterior): Fotografia de 23
de dezembro de 2016.
Escola Secundária do Galeão, EB1/PE Ga-
leão, São Roque, Funchal, ilha da Madeira.
A tradicional lapinha madeirense ou me-
lhor, escadinha madeirense: apresenta três
degraus de madeira revestidos a papel borda-
do (simbolizam o “Pai”, o “Filho” e o
“Espírito Santo”), ornamentados com vasos
de trigo, alegra campo, fruta da época e, no
topo, uma imagem do Menino Jesus Salvador
do Mundo.
7.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 7
O Natal?
O Natal. Ou antes, a Festa, é para os madei-
renses não só o dia de Natal, mas também o
espaço de tempo que vai de 24 de dezembro
a 6 de 6 de janeiro.
Texto (adaptado): Deolinda Bela de Macedo,
1939; Subsídios Para o Estudo Do Dialeto Ma-
deirense; Dissertação para Licenciatura; cópia
adquirida na Universidade da Madeira pela
Descobrindo.
Imagem desta página: Zita Azevedo (Madeira
Na História), em 20/12/2021.
8.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 8
Esta quadra do ano é a mais festejada pelo po-
vo da ilha e, pode dizer-se que, durante a Fes-
ta, quase ninguém trabalha, especialmente a
gente moça, a não ser no dia 24 de dezembro
véspera da Festa - é dia de grande azáfama
em quase todas as casas.
É neste dia que se armam as lapinhas, e rara é
a casa em que ela se não arma, exceto quando
a família está de luto ou quando se é extrema-
mente pobre.
A lapinha é geralmente uma espécie de rocha
feita de socas de canavieira e cuja ornamenta-
ção é por vezes uma obra prima.
Em baixo: “Natal” na Biblioteca da
EBSPMA. Data de referência: 15/12/2021.
9.
descobrindo Página 9
Ediçãonº. 22
(***)
(***)
“A MADEIRA NA HISTÓ-
RIA” - Renato Camacho · 4
de dezembro às 20:13 · -
MATANÇA DO PORCO -
Anos 1960 (1963-1965) -
MQE
10.
Edição nº. 22
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1. Mercado de Natal?
Fotogaleria da CMRB
Face à situação pandémica, a tradicional Noite
do Mercado foi substituída, em 2021, por dois
dias de mercado (18 e 19 de dezembro) que
ajudaram os comerciantes locais a escoar os
seus produtos e deram outro dinamismo à vila
da Ribeira Brava.
De acordo com os responsáveis da CMRB, A
animação musical ficou a cargo do Grupo de
Folclore da Casa do Povo local, do Grupo de
Amigos da Casa do Povo da Serra de Água e
dos artistas locais Júlia Ochôa (na imagem, à
direita) e João Vinagre.
11.
descobrindo Página 11
Ediçãonº. 22
2. A Lapinha de Francisco Ferreira,
o “Caseiro”
Fonte: (adaptado): Museu Etnográfico da Madeira
(MEM)
Ribeira Brava, 30/12/2021
Museu Etnográfico da Madeira
A Lapinha do “Caseiro” foi montada primeiro
na sua casa, ao Caminho do Monte, n.º 62, on-
de chegou a ocupar dois quartos, e depois na
capela anexa, que dedicou ao Menino Jesus e
cuja edificação foi autorizada em 1918.
Após a sua morte, em 1931, e até ao início da
década de 70, salvo raras exceções, manteve-se
aberta ao público durante o Natal.
Um incêndio, ocorrido em novembro de 1979,
destruiu definitivamente a capela, salvando-se
o presépio por se encontrar temporariamente
recolhido no Museu de Arte Sacra do Funchal.
O conjunto transitou depois para a casa de fa-
miliares do autor até 2015, altura em que é ad-
quirido pela Secretaria Regional do Turismo e
Cultura, para integrar o acervo do Museu Et-
nográfico da Madeira (MEM).
Pretendeu-se, deste modo, garantir a integrida-
de deste presépio, com cerca de 300 peças,
proceder ao seu inventário, estudo, restauro e
exposição, com o objetivo final de salvaguar-
dar um património único e genuíno, devolven-
do ao público uma memória que marcou suces-
sivas gerações de madeirenses.
Todo o processo de inventariação teve lugar na
Casa-Museu Frederico de Freitas, entidade
parceira do MEM neste projeto, que também
orientou o longo e minucioso processo de res-
tauro executado por Jelka Baras.
Esta intervenção teve por base o respeito pelo
trabalho do autor, no tocante aos materiais e
técnicas utilizadas, a reposição da integridade
dos diversos conjuntos e a retificação de ante-
riores manipulações.
Concluída a fase de conservação e restauro as
peças foram transferidas para o MEM, onde
um espaço foi propositadamente preparado pa-
ra a sua futura exposição permanente.
O projeto pretendeu ser o mais fiel possível à
Lapinha original, tendo em conta a menor área
disponível, critérios de conservação e seguran-
ça das peças, bem como aspetos estéticos.
FICHA TÉCNICA:
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
Projeto museográfico: Lídia Góes Ferreira
Textos: Ana Margarida Araújo Camacho, Lí-
dia Góes Ferreira
Tradução: Cátia Santos
Fotografia: Florêncio Pereira; Museu de Foto-
grafia da Madeira – Atelier Vicente’s, em de-
pósito no Arquivo Regional da Madeira
Design Gráfico: Márcio Ribeiro
Ilustrações: António Pascal
Montagem da exposição: António Pascal, Cé-
sar Ferreira, Dalila Fernandes, Fernando Líba-
no, Florêncio Pereira, João Carlos Terra Boa,
Nélia Reis.
12.
descobrindo Página 12
Ediçãonº. 22
“A tão afamada LAPINHA DO CASEIRO,
uma obra notável de Francisco Ferreira, vi-
sitada durante dezenas de anos, no século
passado, por todos os madeirenses e agora
patente ao público nesta instituição, para
usufruto de todos Vós (30/12/2021 a
22/01/2022)”.
Fonte: Museu Etnográfico da Madeira
13.
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Ediçãonº. 22
3. “As searinhas do Natal?”
No Algarve, os primeiros dias de dezembro,
até ao dia da Imaculada Conceição, era a altura
de deitar os trigos. As sementes de trigo, ou de
cevada, ou de ervilhacas eram postas de molho
até abrirem o olhinho. Dispunham-se, então,
sobre uns trapinhos, que se mantinham húmi-
dos em pequenas vasilhas de barro ou latas de
sardinha até crescerem as searinhas que se co-
locavam a ornamentar o presépio, por altura da
festividade da Senhora do Ó1
, a 17 de dezem-
bro, dia em que se iniciava a novena do Natal.
Não era o presépio convencional do Menino
deitado nas palhinhas, adorado pela Virgem e
S. José, aquecido pelo bafo do boi e da vaca.
Sem o figurado dos reis e dos pastores, nem a
representação das cenas de género e do quoti-
diano popular na preparação do inverno.
Cobria-se uma cómoda com uma toalha bran-
ca, bordada ou rendada, e sobre ela dispunha-
se uma estrutura piramidal em escada feita
com as medidas do trigo, igualmente coberta
por panos de linho dispostos de forma a mos-
trar os lavores. Nos degraus deste trono, dispu-
nham-se então os pratinhos com as searinhas
viçosas e as laranjas; às vezes, também, ma-
çãs, laranjas, castanhas e nozes. Frutas da épo-
ca e que eram quase sempre os únicos presen-
tes do sapatinho e que se ofereciam às visitas
no dia de Natal. À volta, ornamentava-se a sa-
la com jarras com ramos de laranjeira, lourei-
ro, murta, nespereira… Ou dispunha-se a ver-
dura em arco, a emoldurar o trono. No topo,
ficava o Menino, obra de artesãos locais, os
pinta-santos ou faz-santos algarvios.
Depois das festas, as searinhas, que tinham si-
do abençoadas pelo Menino, eram deitadas à
terra para providenciar as boas colheitas.
A tradição do presépio da serra algarvia
(Duarte, 2011), estendendo-se do Baixo Alen-
tejo às ilhas – as “lapinhas” da Madeira, ou os
“altarinhos” dos Açores – aponta para uma in-
fluência provençal, onde desde a época medie-
val se semeava “le blé de la creche” em peque-
nos pratos de porcelana, “les siétouns”
(Vloberg, 1934, pp. 214-215) e para as remi-
niscências das feriae sementinae celebradas
em Roma durante o mês de dezembro.
Imagem desta página: Presépio algarvio: tro-
no com a imagem do Menino Jesus, searinhas
e laranjas. Foto: MIR, 2019 .
Fonte: https://amusearte.hypotheses.org/
14.
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descobrindoPágina 14
(*)4. “Alguns Rituais da Festa?”
Rituais da "Festa"
Antigamente, era a 8 de dezembro, Dia de
Nossa Senhora da Conceição, que se inicia-
vam os preparativos para a "FESTA", sendo
comuns dois rituais.
O primeiro, relacionava-se com os nossos tra-
dicionais presépios, de "rochinha" ou de
"escadinha", já que ambos eram ornamentados
com as chamadas "searinhas".
Era neste dia, que o povo "deitava as searinhas
de molho", ou seja, demolhava o trigo e outras
leguminosas, para depois serem plantados, em
pequenos vasos, para germinarem até o Natal,
para que as tradicionais "searinhas" ficassem
bonitas e viçosas.
Outro ritual, relaciona-se com a gastronomia
tradicional desta festividade cíclica.
Era também neste dia que, tradicionalmente,
tinha lugar a "matança do porco", ou "função
do porco" (***), cuja carne era tão necessária
para a popular "carne de vinha d'alhos", prato
tradicional madeirense da "Festa", sendo as
restantes partes do porco, conservadas em sal-
moura, nas chamadas "salgadeiras", para se-
rem utilizadas, ao longo de todo o ano.
Museu Etnográfico da Madeira (2021)
Texto: Lídia Góes Ferreira
Fotografias: Florêncio Pereira ("Searinhas" no
Presépio de "Escadinha" )
15.
Edição nº. 22
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(**)3. “Missas De Parto”?
Renato Camacho · 4 de dezembro de 2021, às 14:55
(“A Madeira Na História”
Há referências antigas sobre as “missas de Na-
tal” na ilha da Madeira e que poderão incluir as
missas do parto, a missa do galo e a missa do
dia de Natal. Paras estas missas eram dispensa-
das verbas elevadas, pelas fábricas das igrejas e
pelas confrarias, destinadas à música e cantoria,
decoração/ornamentação, cera e azeite, e ainda
pagamento aos padres que diziam os sermões.
Também deveria haver fogo, pois desde o sécu-
lo XVII que era comum a sua utilização nas
festividades religiosas, como está documentado
na catedral funchalense com a festa de Nossa
Senhora do Rosário.
A missa do galo, por exemplo, está referida em
1582, na Sé do Funchal, e a 26 de julho de 1610
o vigário da Igreja de Nossa Senhora da Graça
do Estreito de Câmara de Lobos afirma que de-
pois da missa do galo ficavam muitas mulheres
na igreja causando grande perturbação. Era o
conflito entre o sagrado e o profano, havendo
denúncias que nestas missas havia festividades
e cantorias “desonestas” e realizavam-se fora de
horas decentes.
Das “missas do parto” temos notícias em 1685
(Ribeira Brava); em 1688 (São Vicente); em
1690 (Convento de Santa Clara). No ano econó-
mico de 1740-1741, foram celebradas “missas
do parto”, do Natal e das oitavas na Misericór-
dia do Funchal, e em 1757 a confraria da
“Igrejinha” pagou 3$000 réis pela celebração
das “missas do parto” e do Natal. Até em testa-
mento estão referidas as “missas do parto”, no
cumprimento de missas, como registado em
1705, por D. Clara Milheiro, mulher de Francis-
co Pardo de Figueiroa, na Calheta. Em 1756, os
paroquianos da Quinta Grande (Campanário)
eram devotos à celebração das “missas do par-
to”.
Diretamente relacionada com as “missas do
parto” estará a veneração à Senhora da Expec-
tação ou do Ó, que na Madeira está documenta-
da pelo menos desde 1588, quando na Sé do
Funchal estão referidas as festas em sua honra.
VOCÁBULOS
1. Lapinha = presépio.
2. Cabrinhas = planta criptogâmica muito
usada na época do Natal para enfeite das
lapinhas. As socas desta planta (rizomas)
assemelham-se por vezes a animais, daí
talvez o nome de cabrinhas.
Texto (adaptado): Dissertação para o exame de
Licenciatura (1939) - Deolinda Bela de Mace-
do - Subsídios Para O Estudo Do Dialeto Ma-
deirense.
16.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 16
4. “As Lapinhas?...”
Texto (adaptado): Dissertação para o exame de Licenciatura
(1939) - Deolinda Bela de Macedo - Subsídios Para O
Estudo Do Dialeto Madeirense.
Esta quadra do ano é a mais festejada pelos
madeirenses e, “pode dizer-se que, durante a
Festa, quase ninguém trabalha, especialmente
a gente moça, a não ser no dia 24 de dezem-
bro—Véspera de Festa - que é dia de grande
azáfama em todas as casas” (De Macedo, De-
olinda Bela; 1939).
É neste dia, segundo a autora acima citada,
que se armam as lapinhas e rara é a casa em
que ela não é armada, exceto quando a família
está de luto ou extremamente pobre.
“A lapinha é, geralmente, uma espécie de ro-
cha feita de socas de canavieira e cuja orna-
mentação é, por vezes, uma verdadeira obra
prima”. (De Macedo, Deolinda Bela; 1939):
i) Na parte inferior da rocha fica a fur-
na—nicho– na qual está deitado o
“Menino”, junto da qual se encontram,
além de “S. José” e “Nossa Senhora”,
dos pastores e reis magos, os imprescin-
díveis jumentos da tradição.
ii) No cimo da rocha há sempre uma ima-
gem do “Menino” e por toda a parte se
veem pastores de barro que simulam di-
rigir-se para a gruta do “Menino”.
iii) A realçar a beleza do quadro, todos os
tons de verde, desde o negro alegra-
campo e das cabrinhas ao verde tenro
das cearas, casando-se admiravelmente
com o amarelo das laranjas e o vermelho
dos peros e das romãs—ornamentos in-
dispensáveis das lapinhas.
iv) Estas lapinhas conservam-se armadas
até ao de Reis - 6 de janeiro. Há todavia
que as leve até ao dia de Santo Amaro
(12 de janeiro) - dia de barrar os ar-
mários—como diz o povo.
v) É também no dia 24 de dezembro que se
assiste à chamada “Missa do Galo” (**),
missa em que em algumas freguesias se
reveste dum caráter muito especial.
VOCÁBULOS
Alegra-campo =planta da família das liliá-
ceas, muito comum na Madeira. É elemento
imprescindível, como ornamento, nas Igrejas
por ocasião das principais festas religiosas e
muito especialmente .
Brindeiro = Pão muito pequeno que se costu-
ma fazer pelo Natal para dar às crianças e
para “oferecer” ao “Menino”. Aparece mui-
to como ornamento das lapinhas (de brinde).
Cabrinhas =planta muito usada na época de
Natal para enfeite das lapinhas. As socas
(Designação vulgar do rizoma ou caule sub-
terrâneo) desta plana assemelham-se por ve-
zes a animais, daí, talvez, o nome de cabri-
nhas.
Socar =Arrancar as canas pela soca
(rizoma).
17.
descobrindo Página 17
Ediçãonº. 22
5. “...Ou A Lapinha?”
(Lapa = Furna)
«É com este termo que na Madeira se desig-
nam os «presépios», que desde séculos tão ge-
neralizados estão entre nós. Julgamo-lo uma
palavra peculiar deste arquipélago.
Deve ser o diminutivo de «lapa» com o signi-
ficado de furna, gruta ou cavidade aberta em
um rochedo, por analogia ou semelhança com
o local do nascimento do Divino Redentor.
É possível que em outros tempos conservas-
sem essa analogia ou semelhança, mas, ao
presente e na generalidade, as «lapinhas» ma-
deirenses são armadas sobre uma mesa, tendo
como centro uma pequena escada de poucos
decímetros de altura, de três lanços contíguos,
e no topo da qual se coloca a imagem do Me-
nino Jesus.
Em todos os degraus da escada e em torno de-
la estão dispostos os «pastores» e vários obje-
tos de ornato, por vezes bem estranhos e sem
próxima afinidade com o resto do presépio.
Em obediência às condições do meio, terão
algumas características próprias, como sejam
as ornamentações com os ramos do arbusto
«alegra-campo» e dos fetos «cabrinhas», que
lhes imprimem uma feição pitoresca e alegre.
Terão uma certa originalidade os chamados
«pastores», isto é, pequenas figuras de barro
de grosseiro fabrico local, que quási sempre
não representam pastores ou zagais mas indi-
víduos das várias camadas sociais.
Ainda são muito vulgares as «lapinhas» com
as chamadas «rochinhas», consistindo estas no
simulacro de um pequeno trecho de terreno
muito acidentado, feito de «socas» de canavi-
eira e que geralmente conserva na base uma
pequena «furna» representando o presépio em
minúsculas figuras de barro.
Existiam, mas hoje são já muito raras, estas
mesmas «rochas», talhadas em maiores pro-
porções e em que se viam igrejas, estradas,
pequenas povoações etc., embora sem grande
harmonia no conjunto, mas oferecendo um
certo e original pitoresco.»
...
Fernando Augusto da Silva, Elucidário Ma-
deirense (https://dizedores.blogspot.com/2008/).
Imagem desta página: Museu Etnográfico da Madeira
(Dezembro de 2016).
18.
descobrindo Página 18
Ediçãonº. 22
6. “A Noite Dos Reis”
Texto (adaptado): Dissertação para o exame de Licenciatura
(1939) - Deolinda Bela de Macedo - Subsídios Para O
Estudo Do Dialeto Madeirense.
Como dissemos nas páginas anteriores, a Fes-
ta principia no dia 24 de dezembro e estende-
se até 6 de janeiro inclusive.
Durante este espaço de tempo toda a gente
procura divertir-se o mais e o melhor possível,
exceto no dia da Festa propriamente dita - 25
de dezembro - dia que é exclusivamente dedi-
cado à família parecendo mal até sair de casa
neste dia. Pelo contrário, em todos os outros
dias ou se fazem ou se recebem visitas.
Merece especial referência a maneira como o
povo da ilha festeja a chamada noite dos Reis
-5 de janeiro.
Um grupo de raparigas, rapazes e até velhos e
velhas, combinam previamente dirigir-se, na
noite dos Reis, à casa de um amigo comum.
Os homens vão acompanhados dos seus ins-
trumentos prediletos - rajão, braguinha e viola
de arame - ao som dos quais eles e elas vão
cantando.
Chegados à porta da casa a que se dirigem,
entoam várias quadras, algumas de momento
improvisadas e outras já consagradas pelo
uso, até acordarem o dono de casa que, por
vezes, nem se deita, pois, por portas travessas
, soubera do assalto e, por consequência, espe-
ra o rancho.
Mas, para que o ato se revista de mais graça e
interesse, só depois de ter esgotado a paciên-
cia dos que cá fora esperam, e de ter ouvido
muitas quadras no teor das quais se seguem, é
que se resolve abrir a porta ...
Data de referência, repetimos: 1939.
6.1. O dia 5 para o dia 6 mantém-
se a tradição de Cantar os Reis
Por Luísa Gonçalves
(https://www.jornaldamadeira.com/2019/01/05/)
Com o passar dos anos, a religiosidade popu-
lar tratou de adaptar a alegria deste momento
do encontro dos Magos com o Menino de Be-
lém às suas vivências.
A ilha, não foi exceção, tendo herdado dos
povoadores portugueses, o costume de cantar
as janeiras, a que por aqui se chama Cantar os
Reis.
Assim, na véspera, 5 de janeiro, organizam-se
grupos de amigos e/ou familiares que percor-
rem os casais da vizinhança, para cumprir a
tradição.
Há até um reportório de cantares próprios para
celebrar a festa dos Reis Magos, que soube
tornar original os cantares dos antigos povoa-
dores, sem perder a sua inspiração inicial.
Este é também um momento aproveitado para
visitar as lapinhas, continuar a degustar as
iguarias da quadra natalícia e saborear o típico
bolo-rei...
Data de referência: 2019
19.
descobrindo Página 19
Ediçãonº. 22
(Imagem à
esquerda:
partilhada
por Mátil
Mariam, em
05/01/2022)
6.2. Quer
saber mais?
O Bolo-Rei
é o bolo tra-
dicional do
Natal Portu-
guês mas a
sua origem
tem várias
raízes. A
ideia de um
bolo mistu-
rado com
fruta crista-
lizada terá
surgido na
corte do rei
Luís XIV,
em França,
que com os
tempos foi-
se espalhan-
do pelo res-
to da Euro-
pa .
(https://www.
lapismagi-
co.com/)
20.
descobrindo Página 20
Ediçãonº. 22
7. Testemunho de quem viveu o Na-
tal de antigamente recolhido em
2008: “O Natal já não é o que era”
“Dar um tostão ao Menino Jesus na Igreja”
A nossa mãe punha-nos 1* tostão no nosso
“sapatinho” e nós ficávamos todos contentes e
depois dávamos o dinheiro ao Menino Jesus
na Igreja” (Benilde Teixeira Marques).
“Broa mimosa”
Quando era miúda, na véspera de Natal fazía-
mos “broa mimosa”, que só fazíamos em oca-
siões de festa. Era feita de milho, trigo e cen-
teio que nós plantávamos. Fazíamos, também,
filhoses que comíamos à meia-noite, acompa-
nhado com café (Benilde Teixeira Marques).
“A Prenda”
No dia de Natal, recebíamos a nossa prenda.
Uma peça de roupa nova. Lembro-me de uma
blusa que recebi, a qual, na altura, custou 10
tostões* (Benilde Teixeira Marques).
“O Pequeno-Almoço”
O pequeno-almoço eram os filhoses com café;
o almoço era de sopa de feijão com enchidos e
presunto. O segundo prato era arroz de gali-
nha, pois, por ser uma festa, matávamos gali-
nhas e, no fim, comíamos chanfana.**
(Benilde Teixeira Marques).
“Era um Natal bem feliz”
De tarde, brincava com as minhas primas e os
meus irmãos; cantávamos e jogávamos às es-
condidas. À noite, ía para o baile com as mi-
nhas irmãs mais velhas. Eu, na altura, tinha
por volta de 7 anos e já dançava com os meni-
nos da nossa idade. Era um Natal bem feliz
(Benilde Teixeira Marques).
[* Nota da Redação:
– Cinco testões de açucre, faxabor.
Cinco tostões de açúcar, faz favor.
Um tostão era um décimo de um escudo, a
moeda portuguesa de antes da adesão de Por-
tugal ao euro (€). Dez tostões perfaziam um
escudo. O tostão era ainda mais popular do
que o escudo. Muitas máximas, ditados e ditos
populares recorriam ao tostão, e não ao escudo
(https://medidasemedicoes.blogs.sapo.pt/]
[**A chanfana é um prato de origem tradicio-
nal portuguesa. É um prato confecionado com
carne de cabra velha, assada dentro de caçoilas
(recipientes) de barro preto em fornos a lenha,
ou no forno da sua casa, temperada de véspera
em vinha-de-alhos ]
21.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 21
EBSPMA: No dia 10 de dezembro de 2021 rea-
lizaram-se as gravações vídeo para o projeto
"Advento Musical 2021". O grupo "Vozes da
Nossa Escola".
22.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 22
8. Em jeito de conclusão
O presépio tradicional
O presépio tradicional na Madeira apresenta
duas variantes distintas: a “lapinha” propria-
mente dita ou “escadinha”, e a “rochinha” ou
“presépio-lapinha”.
A lapinha em escadinha, consiste num pequeno
altar de três lanços que é colocado sobre uma
mesa ou cómoda coberta com uma toalha ver-
melha e, por cima desta, uma outra toalha bran-
ca rendada.
No topo da escada, é colocada a imagem do
Menino Jesus, rodeada por um arco de flores
de papel e ladeada por duas jarras com sapati-
nhos.
Nos outros degraus, apresentam-se pastores e
outras figuras de presépio, frutos como laran-
jas, peros, castanhas e nozes e as searinhas de
trigo.
É habitual também colocar as cabrinhas (um
tipo de feto), uma jarra de ensaião, garrafinhas
de vinho ou uma lamparina de azeite.
A rochinha ou presépio-lapinha é feita com pa-
pel pardo, pintado com viochene.
Molda-se o papel em consonância com os volu-
mes que esconde, imitando montanhas, vales,
fajãs e uma gruta.
Colocam-se as figuras do presépio, casas e
igrejas; fazem-se caminhos, lagos, riachos, cas-
catas e levadas; dependura-se o alegra-campo
na parede; distribuem-se as searinhas, o azevi-
nho, as mimosas, o ensaião, os sapatinhos e ou-
tras verduras.
O presépio tradicional na Madeira
apresenta duas variantes distintas: a
“lapinha” propriamente dita ou
“escadinha”, e a “rochinha” ou
“presépio-lapinha”.
Fonte (adaptado): Veríssimo, Nelson. (2007). "Natal madei-
rense"
in Artigos Regionais, Natal, Tradições
http://www.somosmadeira.com/2016/12/
23.
descobrindo Página 23
Ediçãonº. 22
1. Fundamentação teórica
A Sociolinguística é o ramo da Linguística que
estuda as relações entre língua e fala, analisa
as diferenças entre língua, idioma e dialeto.
O dialeto é a variedade de uma língua própria
de uma região ou território e está relacionado
com as variações linguísticas encontradas na
fala de determinados grupos sociais.
As variações linguísticas podem ser compre-
endidas a partir da análise de três diferentes
fenómenos: exposição aos saberes convencio-
nais; situação de uso e o contexto
(https://brasilescola.uol.com.br/).
Linguística pode ser definida como sendo a a
ciência que tem por objeto de estudo a lingua-
gem humana, desde o plano da língua até ao
plano do discurso.
Por outro, dialeto é a variedade de uma língua
própria de uma região ou território e está rela-
cionado com as varia-
ções linguísticas encontradas na fala de deter-
minados grupos sociais.
As línguas são "nacionais", enquanto os diale-
tos são ditos "regionais" e são muitas vezes
falados por um número menor de pessoas.
Cada país tem pelo menos uma língua oficial
que é utilizada nos documentos oficiais e nas
atividades governamentais (como a elaboração
de leis e decretos).
2. Contextualização histórica
Texto (adaptado): Dissertação para o exame de
Licenciatura (1939) - Deolinda Bela de Macedo -
Subsídios Para O Estudo Do Dialeto Madeirense.
Cremos ter consultado tudo o que de mais im-
portante existente publicado sobre a Madeira
e tivemos ocasião de verificar que ainda nin-
guém se ocupou de estudar o falar do povo
madeirense, procurando tanto quanto possível
as fontes onde ele teria ido buscar muitos dos
seus vocábulos, destacando as suas principais
particularidades fonéticas, morfológicas e sin-
táticas...” (De Macedo; 1939).
Prosseguindo, a autora acima citada, disse em
1939, que encontrar-se-ão aqui, é certo, muitas
lacunas, mutos defeitos, assuntos pouco desen-
volvidos, erros até, porventura, provenientes
da inexperiência e, talvez, da incapacidade de
quem, pela primeira vez tenta levar a cabo um
trabalho desta natureza.
Sendo a Madeira colonizada por portugueses
do continente, compreende-se que a língua fa-
lada na nossa terra não deva ser mais do que a
evolução natural do português dos primeiros
séculos da nossa nacionalidade, influenciada ,
minimamente, por ingleses e espanhóis…
3. - VARIAÇÕES DA LÍNGUA (1939)
(1939) - Deolinda Bela de Macedo - Subsídios Para O Estu-
do Do Dialeto Madeirense
Edição nº. 22
descobrindoPágina 25
3.Há duas falas distintas
“Quanto à maneira de pronunciar os
´vocábulos, podemos dizer que há na Madeira
duas falas distintas: a do litoral e a do interior,
aquela muito mais lenta do que esta, para o
que não terá deixado de contribuir a proximi-
dade do mar. Dir-se-á que há no falar do litoral
qualquer coisa do lento marulhar das ondas”
(De Macedo; 1939).
A pronúncia das freguesias do litoral difere
bastante das do interior, a da costa sul da do
norte, etc.
No oeste (litoral), sempre batido dos ventos e
das vagas, as palavras tomam acentuação espe-
cial tornando sibilinas algumas vogais para po-
derem ser compreendidas através dos ruídos da
natureza…
4. Particularidades fonéticas*
Em algumas freguesias do concelho Funchal
todas as palavras (exceto as oxítonas) termina-
das em “o” são pronunciadas como se termi-
nassem em “e” mudo.
Antes de prosseguirmos, convém relembrar
que palavras agudas ou oxítonas são aquelas
em que a vogal tónica recai na última sílaba,
como, por exemplo: aloés, ananás, bebé, café,
funil, Gibraltar, ONU, pontapé, propor, para-
béns, refém, subtil ( https://ciberduvidas.iscte-
iul.pt/).
Continuando...
Exemplos – António que se ouve Antónie;
Francisco é pronunciado Francisque; gato que
se ouve gate: bonito por bonite.
Mê pai nã quere qu’ê beba/Minha mãi nã que-
re qu’ê cante/Mas ê cante a Santo Antó-
nie/Que Sante Antónie é bom Sante.
Numa das freguesias do Funchal, em 1939,
citando Bela de Macedo, todas as palavras que
deviam terminar em “o”, aparecem como se
terminassem em “e” mudo, verificando-se isso
de onde (advérbio).
5. Particularidades morfológicas*
Em vez de nós há que utilize sempre a expres-
são a gente e substitua o se por nos.
Assim: A gente já se fomos; a gente já se vie-
mos; a gente já se casamos.
Noutras localidades é muito vulgar o emprego
de si como sujeito da 3ª. Pessoa do singular.
Exemplos: Si tá maluco por você está maluco;
si vai mais eu por você vai comigo; si não ou-
ve por você não ouve; si que me faça um favor
por você que me faça um favor.
No norte da ilha, nomeadamente em S. Vicen-
te, o numeral dois é invariável.
Assim, tanto se ouve: dois sacos como dois
sacas, dois homens como dois mulheres, dois
bois como dois vacas, etc.
O verbo querer tem a primeira pessoa do preté-
rito perfeito do di indicativo criz, por analogia
com o infinito.
26.
Página 26
descobrindo Ediçãonº. 22
6. Particularidades de sintaxe*
Nas frases condicionais o madeirense empre-
ga o imperfeito do indicativo em vez do con-
juntivo:
Se eu sabia não fazia tal coisa em vez de “se
eu soubesse não fazia tal coisa”.
Se eu sabia não trazia/Mê marido vilhãozi-
nho/Que no meio desta roda/Arranjava um
fidalguinho.
Os pronomes pessoais “me”, “te”, “se”,
“nos”, “vos”, “se” que, no Continente, são co-
locados geralmente depois dos infinitos dos
verbos, na Madeira colocam-se antes, à seme-
lhança do que se dá no Brasil, como, por
exemplo: “vou-te dizer”, “vou-te pedir”,
“mandou-me dizer”, “ia-me dizer”, respeti-
vamente por “vou dizer-te”, “vou pedir-te”,
“mandou dizer-me”, “ia dizer-me” (De Ma-
cedo, Deolinda Bela; 1939).
*Nota da Redação: Nunca é demais repetir
que este capítulo foi elaborado com base em
dados de 1939, citando extratos da tese de dis-
sertação de Deolinda Bela de Macedo, intitu-
lada,
lada, como também já o dissemos nas páginas
anteriores - Subsídios Para o Estudo Do Dia-
leto Madeirense.
7. Vocábulos
ABAQUIAR – cair, arruinar, cair de cama –
Exemplos e hipóteses de explicação (em
1939!)
“Mê João dê-lhe controdia ua coisa e aba-
quiou, foi à cama”;
“Ó baquiano dá-me mei cope de bruxa”, que
pode traduzir-se por esta: Ó vendeiro dá-me
meio cálice de aguardente”.
Não há dúvida de que baquiano se formou do
verbo abaquiar e significa aquele que arruína,
que faz cair, etc. Mas, porque chamar baquia-
no ao vendeiro ou, como se diria no Continen-
te, ao taberneiro? Talvez porque o vendeiro,
neste caso particular, aquela que vende bebi-
das alcoólicas, arruína quem lhes compra, em-
bora indiretamente, ruína que não só é materi-
al, mas até física e moral.
Quanto à designação de bruxa atribuída à
aguardente, deve provir, pelo menos assim o
cremos, do fato de as curandeiras ou bruxas se
servirem dessa bebida como auxiliar dos seus
curativos.
ABATUMADO – diz-se do tempo quando a
atmosfera está carregada, ou quando a atmos-
fera está carregada, ou quando há muita né-
voa.
ABELHINHA – automóvel pequeno porque
os primeiros automóveis pequenos na Madei-
ra tinham como marca uma abelha.
A BEM DE CONVERSA – expressão muito
vulgar que significa por acaso, sem intenção
previamente formada. Exemplo: “Falei-lhe
neste assunto a bem de conversa”, que quer
dizer – falei-lhe nisso por acaso, não proposi-
tadamente”.
27.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 27
ABICAR – empurrar, deitar ao chão alguém
ou alguma coisa. Quando reflexo significa ati-
rar-se de qualquer sítio elevado com intuitos
de suicídio. Termo formado certamente de
abaquiar.
ABOAREIRAS – aboboreiras. Há também
quem pronuncie abeboareiras.
Em qualquer dos casos deu-se um fenómeno
de dissimilação o que é frequentíssimo no fa-
lar do povo.
Na primeira forma, além da dissimilação, deu-
se a queda do b intervocálico, que se reconsti-
tui na segunda.
Note-se que a palavra é quase sempre usada
no plural, o que se deve explicar pelo facto de
raramente se encontrar uma destas plantas iso-
ladas.
Há sempre várias plantas em conjunto, o que
constitui aquilo a que os madeirenses dão o
nome de caseira de aboareiras.
Os netos ou ramos destas plantas são conheci-
dos pelo nome genérico de baraços (metátese
de abraços?) e muitas vezes este termo
(baraços) serve para designar a própria planta
ou, antes, várias plantas em conjunto. Assim,
tanto se ouve uma caseira de aboareiras como
uma caseira de baraços.
==============================
Nota da Redação: assimilação (gramática)
Fenómeno fonético em que um fonema transmite algu-
mas das suas características sonoras a um fonema vizi-
nho tornando-o igual ou com propriedades semelhantes
a si próprio. Por outras palavras, trata-se de um fenó-
meno em que um som se aproxima de outro quanto ao
seu modo ou ponto de articulação. A assimilação é
uma designação mais ampla para sonorização (um fo-
nema surdo torna-se sonoro em contacto com um fone-
ma sonoro) e ensurdecimento (um fonema sonoro tor-
na-se surdo por influência de um fonema surdo). Se-
guem-se alguns exemplos de assimilação presentes na
evolução histórica do português:
vipera(m) > vibera > víbora (<e> é assimilado pela
consoante bilabial [b] que o transforma numa vogal de
articulação também bilabial [u]).
dissimilação
Fenómeno de evolução fonética, contrário ao da assi-
milação, que consiste na diferenciação de um som em
relação ao som vizinho com que são partilhadas propri-
edades de semelhança, com o objetivo de se distinguir
dele. A dissimilação procura assim evitar uma sequên-
cia de dois fonemas iguais ou semelhantes dentro da
mesma palavra. A dissimilação esteve presente na evo-
lução de algumas palavras do latim para o português,
sendo ainda visível na articulação de algumas palavras
sobretudo na variante dialetal de Lisboa
(https://www.infopedia.pt/).
ABRENUNCIA – (do latim “abrenuntio”) – O
povo da Madeira deu-lhe a forma feminina e
fá-lo quase sempre preceder da palavra credo.
A expressão credo abrenuncia é muito empre-
gada como fórmula de esconjuro.
=================================
Nota de Redação: Abrenuntio; abrenuntio | interj.;
abrenuntio |àbrènúntiò|; (palavra latina que significa
"arrenego-te!"); interjeição. Emprega-se como interjei-
ção de repulsa.
Es·con·ju·rar – Conjugar verbo transitivo; 1. Ordenar
com imprecação o afastamento de; 2. Exorcizar, apos-
trofar; 3. Amaldiçoar https://dicionario.priberam.org/).
28.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 28
Foto de Lídia Matias (26/02/2022)
ABOAREIRAS – aboboreiras. Há também
quem pronuncie abeboareiras.
Em qualquer dos casos deu-se um fenómeno
de dissimilação o que é frequentíssimo no falar
do povo.
29.
Página 29
descobrindo Ediçãonº. 22
ABUNDÂNCIA – Planta vivaz da família das
compostas, oriunda do México e introduzida
na Madeira, como planta ornamental pouco
antes de 1840.
Esta planta é hoje (1939!) vulgaríssima na Ma-
deira e, se de facto, foi primitivamente consi-
derada planta ornamental, hoje, pelo menos,
não o é.
Por se desenvolver muito facilmente e encon-
trar-se por toda a parte da ilha (1939!), daí,
certamente o nome de abundância porque a
planta é conhecida. As suas folhas esmagadas
são muito empregues como medicamento para
curar feridas.
ACAÇAPAR – esconder, furtar. Deve ter havi-
do aqui uma extensão analógica. O caçapo es-
conde-se do caçador. Daqui o verbo acaçapar,
significando esconder, subtrair, etc.
================================
Nota da Redação: Significado de Caçapo
caçapo,1 m. Coelho novo. Homem baixo e grosso. (Cp.
cast. gazapo)caçapo,2 m. Bras. Espécie de trigo, de cu-
ja palha se fazem os afamados chapéus de Florença.
ACAMAR – humilhar-se, serenar (Corruptela
de acalmar?).
================================
Nota da Redação: cor.rup.te.la; translineação;
kuʀuˈptɛlɐ; nome feminino; forma errada de pronunciar
ou escrever uma palavra; alteração ou perda das carac-
terísticas que identificam alguma coisa; abuso
(https://www.infopedia.pt/).
AÇANAR – acenar (assimilação).
ACARTAR – acarretar. De acartar formou-se
acarteiro.
ACARTEIROS – são os homens que que le-
vam, numa espécie de padiola, os mortos para
o cemitério. Exemplo: Esta padiola (cangalha)
é conduzida aos ombros, por 4 acarteiros.
ACERTAR (o fato) – provar um fato.
ACONDECINADO – corruptela de acondicio-
nado.
=================================
Nota da Redação: a·con·di·ci·o·nar - (a- + latim condi-
tio, -onis, condição + -ar); verbo transitivo; 1. Dar certa
condição ou índole a. 2. Arranjar bem. 3. Arrumar ou
guardar de determinada forma dentro de um espaço
conveniente (https://dicionario.priberam.org/).
ACONTRODAIA e AQUINTRODAIA – há
dias. Formado de aqui outro dia.
AÇUDADO – pessoa que se exalta muito fa-
cilmente, irascível. Terá origem em açude? O
açude provoca uma mudança rápida no curso
das águas. Água açudada é, portanto, aquela
que foi desviada bruscamente do seu curso. Há
de facto certa conexão de sentido entre água
açudada e pessoa açudada. Em qualquer dos
casos houve uma mudança brusca, provocada
por qualquer objeto exterior
ADANAR – nadar. Formado de nadar por me-
tátese. Explica-se pela frase vir a dano (=vir a
nado). Perdeu-se depois a noção de que aquele
a era uma preposição, passando assim a fazer
parte integrante da palavra dano. Assim se for-
mou adano e daqui o verbo adanar.
===========================
30.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 30
Nota de Redação:
metátese; me.tá.te.seməˈtatəz(ə); fenómeno fonético
que consiste na transposição de fonemas ou sílabas
dentro de uma mesma palavra
(https://www.infopedia.pt/).
ADOICER E ADUICER - adoecer.
ADMITE – é parecido. “Muito admite =é mui-
to parecido”.
ADUELAS – costelas. Formado por extensão
analógica. De facto, as aduelas das pipas são
de formato semelhante ao das costelas do cor-
po humano ou de qualquer animal vertebrado.
ADUGAR -adubar. A troca do g em b nota-se
ainda entre o povo nota-se ainda noutros ter-
mos como: aduge por adubo, aldrugão por al-
drabão, aldruge (provavelmente formado da
palavra aldrugão), etc.
AFAINAR – descansar (especialmente os ra-
mos dum barco quando o vento sopra favora-
velmente). Formado de a+faina+ar.
À FALSA FÉ – inesperadamente: Exemplo:
Fulano apanhou-me à falsa fé, por isso me le-
vou de vencida. Isto é, apanhou-me despreve-
nido.
AFASTO, OS – afagos, ostentação. Receber
alguém com muitos afastos significa receber
com muito boas maneiras e ao mesmo tempo
com certa ostentação. Será simples corruptela
de afagos? Parece-nos que que deve antes estar
relacionado com fausto (ostentação). O facto
do termo ser vulgarmente empregado no plural
é que talvez se possa explicar-nos por analogia
com afagos.
AFENAFE – meio embriagado. Do inglês
half and half. É curioso notar-se que hoje,
de tal modo se perdeu a noção de origem
inglesa daquela palavra, não é raro ouvir
expressões como: aquele já tá meio afena-
fe.
Nota de Redação: Nunca é demais repetir que a
data de referência deste Estudo de Caso é 1939!
AFRAIMADO – desgostoso, apoquentado.
A expressão “ter o sangue afraimado” sig-
nifica ter qualquer irritação cutânea (vide
freima e freimão).
ÀGADOR – regador. Formado de auga
(=água) + dor. A forma augador, da qual
proveio àgador, também é vulgar.
AGRAVAR - ofender.
AGULHETAS – ganchos com que as mu-
lheres seguram o carrapito.
Nota da Redação: "carrapito", in Dicionário Pribe-
ram da Língua Portuguesa [consultado em 11-01-
2022] = totó; punhado de cabelo amarrado na cabe-
ça.
AINIAR E ASNEAR – além do seu signi-
ficado próprio – dizer asneiras – significa
também namorar.
AJATIVAR -economizar, poupar. Forma-
do de adjetivar por extensão analógica. Há,
na verdade, certa conexão de ideias entre
adjetivar – juntar um ou mais adjetivos a
uma determinada palavra para a tornar
mais rica de expressão – e ajativar – juntar
dinheiro ou economizar seja o que for com
31.
Página 31
descobrindo Ediçãonº. 22
o fim de juntar um pecúlio maior ou menor.
AJUNTAR E JUNTAR – apanhar qualquer
coisa do chão.
ALAMÃO – alemão. Formado por assimila-
ção.
ALAMÂUA – (=alamoa) feminino de alamão
(alemão) por analogia com os femininos dou-
tras palavras em ão como: vilhaua (=viloa), de
vilão.
ALAMBRIADO – meio embriagado.
ALBARDAR -fazer mal qualquer trabalho,
especialmente bordar. Formado de albardia –
coisa mal feita, grosseira
ALBARDICE – qualquer coisa mal feita. For-
mado de albardar.
ALBERNOZ – peça de vestuário geralmente
de tecido grosseiro e mal feita. Formado de
albernós, por dissimilação.
Nota de Redação: albernós é o plural de albernó. Al-
bernó = casacão com capuz ou gola subida ,
in Dicionário Priberam da Língua Portugue-
sa [consultado em 11-01-2022].
======================================
ALDIÂUA – (aldioa) aldeã. Feminino de al-
deão, por analogia com viloa (cf. alamâua)
ALDRUGUE E ALDRUGUEIRO – pessoa
pouco honrada, caloteira (cf. adugue)
ALEGRA CAMPO – planta da família das
liláceas, muito comum na Madeira. É elemen-
to imprescindível, como ornamento , nas Igre-
jas por ocasião das principais festas religiosas
e, muto especialmente, no Natal (ver as pági-
nas desta edição dedicadas à “Festa”).
Nota da Redação: Liliáceas - Família de plantas mono-
cotiledóneas, que se dividem em cerca de 270 géneros
e cerca de 4200 espécies. São plantas herbáceas, rizo-
matosas ou bolbosas e muito raramente plantas lenho-
sas. As Liliáceas (Liliaceae) são cosmopolitas, distri-
buindo-se praticamente todo o globo terrestre. As fo-
lhas são alternas ou verticiladas e apresentam limbo
estrito ou largo. Muito raras vezes, são escamiformes
(https://www.infopedia.pt/).
======================================
ALFENIM – coisa muito fina, delicada. A se-
guinte quadra exemplifica esse significado:
Caia-me a boca daí; Que não és melhor cá
mim; Tê pai fez-te d’açucre em ponto; Mê pai,
fez-me d`alfenim.
O primitivo significado da palavra deve ser a
de doce (género de confeitaria) e, por extensão
analógica é que se deve ter chegado àquele
significado que nos dá a quadra transcrita.
ALFORRA ou bicho de alforra – inseto ver-
melho, quase microscópico, que vive sobre a
palha seca dos cereais. Quando se introduz na
pele produz comichão, provocando borbulhas.
“Dar alforra” em alguém é expressão que
significa envelhecer e deve ter sido formado
por extensão analógica. Os cereais só são ata-
cados de alforra quando já não existe o grão,
mas apenas a palha que constitui, por assim
dizer, o esqueleto do cereal. Daqui, por analo-
gia, o dizer-se que uma pessoa velha esquelé-
tica tem alforra ou que lhe deu alforra.
ALGORREIRO – esperto, alegre, brincalhão.
ALCADO -abalado, aluído.
ALPARDINHA -à noitinha, ao anoitecer.
32.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 32
“Uma casa madeirense.... Os "
terreiros" antigos, tudo tão lindo,
as flores.... Saudades!” (Guida
Soares; 2022).
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VOCABULÁRIO (1939)
Texto (adaptado): Dissertação para o
exame de Licenciatura (1939) - Deolin-
da Bela de Macedo - Subsídios Para O
Estudo Do Dialeto Madeirense.
BABÁ – pessoa tola, aparvalha-
da, indolente.
BÁBADAS e BÁBEDAS – pe-
quenas borbulhas que causam co-
michão e são geralmente proveni-
entes de picadas de insetos.
BABOSA -Planta. À mais peque-
na ranhura, o caule da babosa dei-
xa escorrer um líquido viscoso,
uma espécie de baba. Daqui, cer-
tamente, o nome de babosa dado a
esta planta. Também se chama
babosa à pessoa que chora por
tudo e por nada.
Nota de Redação:
Alguns historiadores consideram que a babosa é o
grande segredo de beleza utilizado por Cleópatra,
no antigo Egito e que ela era transportada pelos
soldados de Alexandre, o Grande, como medica-
mento de primeiros socorros...
33.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 33
ALVÉLOA ou ARVÉLOA – pequeno pássa-
ro também conhecido por “lavandeira de
Nossa Senhora” porque este pássaro se en-
contra, muitas vezes, pousado à beira das
águas, diz-se que lava com a cuada a roupa de
Nossa Senhora.
AMBRA - fome (do espanhol hambre).
AMECÊ e AMECIA- você (de vossa mercê
por um fenómeno de fonética sintática). Para
amecia.
AMEXIEIRA e AMEXIGUEIRA – ameixo-
eira. A 1ª forma pode explicar-se por assimi-
lação e redução do ditongo ei.
AMIGO (A) – quase sempre empregado co-
mo sinónimo de amante. Parece mal e é sem-
pre mal interpretado o nome de amigo dado
por uma rapariga a um rapaz e vice-versa.
Nota da Redação: Nunca é demais que a data
de referência: 1939.
AMOROSO -mole. Emprega-se especialmen-
te com referência ao pão quando de mais de
um dia e que se conserva, apesar disso, mole.
ANAU – grande. Usa-se com referência a
pessoas e a coisas. É muito frequente esta ex-
pressão: quanto maior anau, maior tormento;
que deve ter sido na sua origem no ditado
português: quanto maior a nau maior a tor-
menta. Ter-se-ia perdido a noção de que
aquele a era um artigo e daí anau como sinó-
nimo de grande.
ÂNDASE – vês. Também vale como interjei-
ção eia. Não é mais do que o inglês unders-
tand.
Nota de Redação: understand? Significa entender,
compreender, ouvir, inferir, deduzir, ter conhecimen-
to.
======================================
ANGINHOS – chama-se assim as crianças
que acompanham as procissões vestidas com
uma espécie de túnica, geralmente com asas
brancas e ainda as crianças que morrem com
idade não superior a 7 naos.
ANGRA – fome. Formado do inglês hunger.
Nota da Redação: Como se diz “estou com fome” em inglês? No
entanto, para falar com fome usaremos a palavra hungry. Vejam
como: I’m hungry. Estou com fome. / I’m not hungry. Não estou
com fome. The baby is hungry. O bebé está com fome. / The baby
is not hungry. O bebé não está com fome. I was so hungry! Eu
estava com tanta fome!
I wasn’t very hungry. Eu não estava com muita fome. Were you
hungry? Você estava com fome? (https://blog.influx.com.br/).
==============================================
APARIAR -apertar, dar pouca liberdade (com
referência aos filhos cujos pais os trazem
sempre debaixo de vista, não lhes permitindo
grandes liberdades).
APSTORAR – arranjar, pôr em ordem qual-
quer coisa. Com referência a pessoas tem um
significado idêntico ao francesismo tão como
“fazer toilete”, significando primeiramente
vestir de pastor e, depois, por extensão de
ideias a palavra talvez passasse para o signifi-
cado de vestir de pastores as crianças para
acompanharem as procissões.
APILHAR – apanhar, correr ao alcance de
alguém. Prótese de pilhar.
Nota de Redação: pró·te·se (latim prothesis, -is, do
grego próthesis)/nome feminino/1. [Linguística] Figu-
ra que consiste em juntar uma letra ou uma sílaba no
princípio de uma palavra (como em arruído por ruí-
do). In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
[consultado em 15-01-2022].
34.
Página 34
descobrindo Ediçãonº. 22
“Furado”
(Túnel Eng.º Duarte Pacheco – ER 211)
Imagem e partilha de Renato Camacho, em
fevereiro de 2022,
Alguns comentários à publicação acima:
Ao tempo que não ouvia o nome:
“furados”!
Sim, chamavam-se os “furados”, quan-
do eu era pequena.
Os “furados”, é como se chamavam,
agora com as modernices chamamos de
túneis. Estes cá foram abertos com pól-
vora.
Se não estou em erro, é o túnel BOA-
VENTURA ARCO S JORGE
Este túnel tem o nome de um ministro de
Salazar. Chama-se Duarte Pacheco, sa-
bia?
Túnel do Arco de São Jorge até a Boa-
ventura.
Parece ser o "furado da Ribeira da Ja-
nela". Será?
É o "furado da Ribeira da Janela ". Te-
nho a certeza.
Tinha a sensação de ser esse túnel, mas,
não tinha plena certeza. Com a tua con-
firmação, a dúvida foi eliminada.
Em criança passei muitas vezes nesse
"furado". Também passei muitas vezes
nesse “furado, como antigamente se .
Nota da Redação: O Túnel Engenheiro Duar-
te Pacheco acabou de ser construído em junho
de 1953. ER211. Comprimento: 395 m. Liga
que liga o Arco de São Jorge à Boaventura
(Madeira).
35.
Página 35
descobrindo Ediçãonº. 22
Os poios, designação dada na Ma-
deira aos socalcos cultivados, são
construções que, durante séculos,
moldaram a paisagem rural da
ilha.
Os poios testemunham o engenho
e esforço das muitas gerações de
agricultores que desde o início do
povoamento, esgotadas as fajãs,
tiraram o seu sustento das verten-
tes da montanha.
Escassez, abnegação e coragem
não são suficientes para explicar o
esforço humano que, desafiando o
abismo, foi capaz de moldar tal
paisagem.
Texto (adaptado): Rui Campos Matos, Ar-
quiteto 12/12/2017 (https://
jornaleconomico.pt/)
36.
Página 36
descobrindo Ediçãonº. 22
Tirando os picos aos tabaibos. Foto patente
numa exposição alusiva à Festa do Figo e do
Tabaibo a decorrer na Fajã da Ovelha
(Madeira Quase Esquecida ).
Danilo Fernandes: “Esta foto, a de cima, é de
minha autoria, foi tirada na Cancela, freguesia
de São Gonçalo. Estão a varrer os tabaibos
com vassouras improvisadas de giesta.”
PACHOLAR – dizer graças mais ou menos
picantes (de pachola).
PALHEIRO – casa com uma só divisão cober-
ta de colmo.
PALHETE -fósforo (por analogia com palito).
PALMAR – roubar.
PANCUME – sova.
PANGUEIRO – caloteiro.
PANDULHO – barriga. Também se emprega
como sinónimo de duro.
PARAFITAS – (às) – às corridas.
PATINHAR – pisar 8DE PATINAR).
PAU DE LUME – fósforo.
37.
Página 37
descobrindo Ediçãonº. 22
PECHELEIRO – funileiro. (Por confusão
com picheleiro – fabricante de obras de
estanho.
PEGAR – (verbo transitivo) – tomar.
“Pega lá isto – toma lá isto”.
PELAS – aquele que tem as responsabili-
dades.
PENA DE ÁGUA – medida muito usada
na medição das águas, que equivale ao flu-
xo de um litro por minuto.
PENEIRINHOS – pequenas chuvas. Ex-
tensão analógica porque a chuva miudinha
se assemelha à farinha caindo da peneira.
PEPINELA - chuchu (de pepino?). No sé-
culo XIX esta hortaliça era conhecida por
pepinos delas, donde teria derivado pepi-
no.
PIADO (adj.) – trôpego (de pé?).
PINHEIRINHOS – cavalinhas.
PISAR – magoar, malhar.
PÓFIA – arrogância, altivez.
POIO – pedaço de terreno cultivado.
POIPANÇO – economia (de poupar).
POLCA e POLICA – Espécie de blusa
comprida e muito larga. Será um fenóme-
no de analogia? Porque a blusa, nestas
condições dança no corpo?
POLÍTCA (falar à) – falar “como as pes-
soas da cidade”, falar bem.
POLITIQUETES – pessoa que fala “a po-
lítica”, pretensiosa.
POVIO e POVIÇO - multidão (de povo).
PREGOS – dentes. Exemplo: “arreganhar”
os pregos significa rir-se.
PROFÉTAS – os habitantes da ilha do
Porto Santo.
PRÈGANA – maçador (de pregar).
PUCRA e PRÔCA – vaso de barro em que
se costuma por carne de porco, quer salga-
da quer de “vinho e alhos”, isto é, carne
posta em vinagre à qual se junta alhos, sal
e outros condimentos. (Feminino de púca-
ro).
RABALHUSCA - intratável.
RAIVA - zanga (por analogia com a raiva
dos cães.
RAIVAR - zangar-se.
Texto (adaptado): Dissertação para o exa-
me de Licenciatura (1939) - Deolinda Bela
de Macedo - Subsídios Para O Estudo Do
Dialeto Madeirense.
CONTINUA EM 2025
38.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 38
4. – Rª. BRAVA PAISAGEM AGRÁGRIA E VARIADA
Fotos de João Vítor, anti-
go estudante da EBSPMA.
Data de referência: 2021,
Um exclusivo para a
“ Descobrindo”.
Caminho c/passadas
à esq. em cima);
Caminho para Ora-
tório Nossa Senhora
dos Bons Caminhos;
Cortejo do “Bom
Despacho”
Cortejo Tradicional da Festa do Bom Des-
pacho , em carros devido à pandemia .
39.
Página 39
descobrindo Ediçãonº. 22
Fonte: António Rego Chaves (Diário de Notícias); “A Descoberta de Portugal”; 2001.
40.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 40
Sítio da Pedra (Campanário - Rª Brava): Pri-
meira foto -/Vista para a Capela de Nossa Se-
nhora da Glória; Vista para o ilhéu Campaná-
rio (.2º: foto).
Fundada em 1599, a Capela de Nossa Senhora
da Glória foi construída no cimo de um roche-
do, à beira mar, no Sítio da Pedra.
No início deste século, um imigrante madei-
rense natural de Campanário, promoveu a sua
restauração.
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
41.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 41
Campanário (Rª. Brava). Placas de Caminhos,
Estradas e Comemorações: Pertelha e/ou
Pretelha.
“Partilhar” = Ação de distribuir, repartir ou
dividir algo em várias partes. Desta forma, é
possível desfruir em comum de um determina-
do recurso ou espaço.
A noção de partilhar implica uma concessão
gratuita de uso, uma oferta ou uma doação.
Em geral, para partilhar algo deve-se, em pri-
meiro lugar, ter essa coisa.
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
https://www.lexico.pt/azinhaga/
42.
Página 42
descobrindo Ediçãonº. 22
Passada: Nome feminino = 1. ato de dar um
passo;
2. espaço mínimo compreendido entre os pon-
tos em que pousam os pés ao andar; passo;
3. antiga medida de quatro palmos;
4. figurada diligência; medida (https://
www.infopedia.pt/).
Localização de Caminho da Chamorra de Ci-
ma
Freguesia: Campanário; Concelho: Ribeira
Brava; Distrito: Madeira;
Tipo: Caminho; GPS: 32.665855, -17.039999;
Código Postal: 9350-059 (https://
www.portugalio.com/).
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
43.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 43
O CAMPANÁRIO comemorou 500 anos a
15 de maio de 2015, assinalando esta data
com um vasto conjunto de iniciativas, com
intervenção da Junta de Freguesia, Associa-
ção Desportiva, Casa do Povo, Escolas ,
Centro de Convívio e Paróquia de Campaná-
rio, Centro Comunitário do Lugar da Serra e
Município de Ribeira Brava.
Significado de Furna: n.f.
1. Designação de antro ou cova de grande ta-
manho, normalmente de origem natural, loca-
lizada no núcleo ou no interior de uma rocha
ou mesmo dentro da terra;
2. Zona ou área situada abaixo do nível do
solo...
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
44.
Página 44
descobrindo Ediçãonº. 22
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
Significado de Impasse: subs-
tantivo masculino; Situação de
resolução praticamente impos-
sível; algo muito difícil de se
resolver: impasse judicial.
[Por Extensão] Aquilo que não
tem saída:;[Por Exten-
são] Tudo o que pode dificul-
tar ou impedir a realização de
alguma coisa; empecilho.
45.
Edição nº. 22
descobrindoPágina 45
Campanário (Rª. Brava): Caminho da Passada
e, à direita, em cima, Oratório Nossa Senhora
dos Bons Caminhos.
Oratório cristão
Oratório católico é um nicho com imagens
de santos, destinado à devoção particular. Ori-
ginou-se na Idade Média e até os dias de hoje
ainda é utilizado nas casas como local
de oração.
História
Os oratórios foram inicialmente destinados à
moradia do rei. As famílias mais ricas também
passaram a ter os seus altares particulares e à
medida que o culto aos santos se propagava,
estes altares ou capelas passaram a ser fre-
quentados pelas associações leigas
(confrarias).
(Pesquisa no Google).
São Brás: o que se sabe sobre o médico da
antiguidade que se tornou santo protetor da
garganta
Por: Edison Veiga (De Bled -Eslovénia) para a BBC News Brasil/3 fevereiro 2022
O Dia de São Brás é celebrado em 3 de fevereiro.
É tradição católica em várias partes do mundo:
se é dia de São Brás, é preciso levar as crian-
ças para a igreja.
Durante a missa, em momento oportuno, o sa-
cerdote irá se encarregar de benzer as gargan-
tas de cada um com uma curiosa cruz formada
por duas grandes velas apagadas.
A bênção não é privilégio para os filhos. Adul-
tos também a recebem.
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
46.
Página 46
descobrindo Ediçãonº. 22
A bênção não é privilégio para os filhos. Adul-
tos também a recebem.
Para as famílias que praticam o catolicismo e
se apegam às práticas que passam de geração
para geração, esse ritual tem um significado
prático: segundo a fé, os benzidos pela interces-
são de São Brás não terão nenhuma inflamação
de garganta até o ano seguinte. Ou, se tiverem,
as doenças serão leves.
A festa em honra ao santo é no dia 3 de feverei-
ro, justamente porque é a data em que se acre-
dita que ele tenha sido martirizado, morto por
decapitação, no longínquo ano de 316.
Em baixo:
Enfeites festa São Brás em tempo de pandemia
, no Campanário, em 2021.
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
47.
descobrindo Página 47
Ediçãonº. 22
Campanário (Rª. Brava), 2021: Lugar da Ribeira e
as suas plantações. Nos primeiros tempos, eram os ce-
reais que predominavam e abasteciam, não só aquela
no Lugar da Ribeira, mas outras povoações .
Gaspar Frutuoso diz, a propósito da razão que levou
os nossos antepassados a chamarem de “Ribeira Bra-
va”: « passaram muitos dias no caminho e até
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
48.
Página 48
descobrindo Ediçãonº. 22
https://www.wikifox.org/pt/wiki/Ribeira_Brava_(Madeira)
chegarem daí a três
léguas a uma furiosa
ribeira, na praia da
qual estava aguardan-
do o capitão que em
terra desembarcara e
tinha ali traçado uma
povoação a que deu o
nome Ribeira Brava,
pela que corria neste
lugar…».
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
descobrindo Página 50
Ediçãonº. 22
População do concelho da Ribeira Bra-
va: 13,175 habitantes (2011); 12 681 habitan-
tes (2021). Freguesias: Campanário, Ribeira
Brava, Serra d’Água e Tabua. Artesana-
to: bordados, cestaria em vime, tapetes de re-
talhos, ferreiro empalhamento de garrafas, tra-
balhos em fósforos, obras de cana, bordados
da Madeira em tela. Atividades económi-
cas: agricultura, serração, carpintaria, hotela-
ria, panificação, comércio geral, serviços,
agropecuária, produção de eletricidade. Gas-
tronomia: Bacalhau à Ribeira Brava, carne de
vinho e alhos, sopa de castanhas, licor de noz,
poncha, sopa de cevada.
Na página anterior, de cima para baixo, da es-
querda para a direita - Vista do Miradouro de
Cima da Rocha, plantação de bananeira,; Vis-
ta do Miradouro de Tranqual/Zona de Tran-
qual (Campanário).
Nas duas páginas anteriores: Mais uma casa
velha; plantações de cana-de-açúcar, bananei-
ras.
A cana-de-açúcar é uma das espécies agríco-
las com maior relevância na História da Ma-
deira, que originou a ‘Era do Ouro Branco’.
A cultura da cana-de-açúcar na Madeira re-
monta o século XV quando esta ilha se tornou
um grande fornecedor de açúcar, para toda a
Europa.
Foi introduzida na Madeira em 1425 pelo In-
fante D. Henrique, importada de Sicília.
Atualmente, na Madeira, a cana-de-açúcar
destina-se principalmente à produção de mel
de cana e aguardente de cana
(https://www.visitmadeira.pt/).
A cultura da Bananeira foi introduzida na
Ilha da Madeira durante o seu povoamento,
contudo, só a partir do século XX é que o seu
cultivo e comercialização para o exterior ga-
nharam mais expressão.
A primeira referência à presença da cultura da
bananeira, na ilha da Madeira, data de 1552,
aquando a passagem do britânico Thomas Ni-
chols pela ilha, que a relatou entre as culturas
existentes. A data da introdução é, em verda-
de, desconhecida, apontando-se, devido a esse
relato, para o século XVI.
A proximidade do mar, a exposição solar e o
clima ameno ao longo de todo o ano, aliado à
fertilidade dos solos, a uma cuidada seleção
das plantas e a um correto regadio, permitem
obter um fruto de características únicas. Gra-
ças a essas condições ambientais, a Madeira
produz deliciosas bananas, conhecidas pelo
seu intenso sabor e aroma.
Muito embora existam técnicas que devem ser
cumpridas no cultivo da bananeira, a forma
como elas são executadas varia de produtor
para produtor, proveito de um saber passado
de geração em geração
(https://dica.madeira.gov.pt/).
51.
descobrindo Página 51
5.- CULTURA ARTESANATO
Edição nº. 22
2021/2022
Legenda( adaptada): https://funchalnoticias.net/2021/03/31/
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
52.
descobrindo Página 52
Ediçãonº. 22
O Espaço Artesão é tutelado pela CMRB.
Endereço: Rua Comandante Camacho de Frei-
tas, Campanário, Ribeira Brava.
Horário: De segunda-feira a sexta-feira – Das
9h00 às 17h00.
Revolução Industrial: Declínio da Importância
do Artesanato
A Revolução Industrial teve início na Inglater-
ra, no final do século 18 e início do século 19,
e levou a uma grande desvalorização do traba-
lho artesanal…
Fotos de João Vítor (Descobrindo); 2021
53.
descobrindo Página 53
Ediçãonº. 22
Objetivo: Mostrar uma série de trabalhos ma-
nuais “feitas com grande criatividade”, de
acordo com a autora
Natural da Ribeira Brava, Celina Coelho é
conhecida por criar arte a partir de materiais
pouco habituais, como espinhas de peixe, cas-
cas de cebola, tampas de cerveja e cabaças,
entre outros.
Por altura do confinamento, desenvolveu uma
nova técnica com base em pregos e linhas que
transforma em quadros apelativos.
A inauguração aconteceu no dia 11 de feverei-
ro de 2022; contou com a presença do executi-
vo municipal; a exposição ficou patente ao pú-
blico até 8 de março do mesmo ano.
54.
descobrindo Página 54
Ediçãonº. 22
“Arte Criativa”, uma exposi-
ção de Celina Coelho, no Es-
paço Artesão (Campanário –
Rª. Brava).
Autora: Celina Coelho.
Período: 11/2 a 8/3/2022.
55.
descobrindo Página 55
Ediçãonº. 22
Sou uma pessoa criativa, alegre e inovadora. Gosto de desafios e de cri-
ar arte com coisas que aparentemente seriam inúteis.
A simpatia e a vivacidade fazem parte da minha vida!! Já vivi muito,
mas tenho ainda muito para viver e aprender.
Todos os dias há algo que me surpreende e é por isso que tento sempre
criar algo que surpreenda os ouros.
(http://celinasacoelho.blogspot.com/2009_07_01_archive.html).
56.
descobrindo Página 56
Ediçãonº. 22
5.1. - CULTURA EXPRESSÃO PLÁSTICA
Biblioteca Municipal
Ribeira Brava, 17 de fevereiro de 2022.
EXPOSIÇÃO “FLOR ARTE”
Esteve patente na Biblioteca Municipal da Ri-
beira Brava uma exposição realizada pelos
alunos da Universidade Sénior.
“Flor e Arte” foi composto por 18 quadros
surgiu no âmbito da disciplina de Expressão
Plástica.
Paralelamente, a Biblioteca exibiu alguns tra-
balhos alusivos ao Dia de São Valentim, fei-
tos pelos utentes deste espaço de leitura.
57.
descobrindo Página 57
Ediçãonº. 22
5.2. - CULTURA UNIVERSIDADE SÉNIOR
Atletismo
I Torneio Regional “WALKING FOOTBALL
I Torneio Regional de uma variante de futebol
associativo realizado no dia 26 de fevereiro de
2022 na Rª. Brava
visando manter as pessoas com mais de 50
anos envolvidas no futebol que por falta de
mobilidade ou por qualquer outro motivo, não
58.
Página 58
descobrindo
Edição nº.22
“O Walking Football
é uma modalidade
inclusiva da popula-
ção sénior que a Ri-
beira Brava”
(CMRB).
59.
descobrindo Página 59
Ediçãonº. 22
I TORNEIO REGIO-
NAL DE WALKING
FOOTBALL REALI-
ZOU-SE NA MANHÃ
DE 26/02/2022 NA RI-
BEIRA BRAVA.
60.
Página 60
descobrindo
Edição nº.22
O Walking Football
Agora a ideia é expandir a modalidade na
Região às Universidades seniores, aos vetera-
nos e a todos os que queiram jogar futebol a
andar (CMRB).
O certame arrancou no Estádio Municipal lo-
cal a partir das 09h30, com a participação de
17 equipas nas vertentes lúdica e competitiva.
O evento foi assim previsto (o dia todo…):
Chegada das equipas; Cerimónia de Abertura;
Jogos do Torneio; Jogo da equipa de honra e
finais; Entrega de medalhas; Almoço no Jar-
dim Municipal; Entrega dos Certificados; Visi-
ta Cultural ao Museu Etnográfico da Madeira;
Visita Cultural ao Museu das Pratas; Receção
no Salão Nobre da Câmara Municipal.
61.
descobrindo Página 61
Ediçãonº. 22
SABIA QUE….?
Manuel Álvares foi um dos mais notáveis
humanistas portugueses e um dos mais céle-
bres autores didáticos de todo o mundo e de
todos os tempos?
.(Nepomuceno, Rui (2009); Islenha - Julho dezembro 2009; pp43-56).
Alunos do Projeto “Liga-te” e do Clube Euro-
peu e dos Direitos Humanos da EBSPMA, no
“longínquo” ano letivo de 2011/2012, numa
visita de estudos ao Funchal. Fotografia:
AJAP
Uma breve homenagem à toda equipa, incluin-
do a professora Margarida que, nesse ano leti-
vo, colaborou connosco.
No primeiro plano, da esq. p/a dir.: Anabela,
Cristina e (?).
No segundo plano, da esq. p/a dir.: Prof. Mar-
garida, (?), Afonso, João (entretanto já faleci-
do, vítima de um brutal acidente de viação, na
Rª. Brava, sua terra natal)); Gustavo Oliveira,
Fátima Pestana.
Obrigado a todos!
João
5. 3. - CULTURA EBSPMA
62.
descobrindo Página 62
Ediçãonº. 22
O madeirense Manuel Álvares (1526 –1583
) foi aluno brilhantíssimo do “Colégio da
Companhia de Jesus” de Coimbra, onde
frequentou com sucesso as cadeiras de Filo-
sofia e línguas Latina, Grega e Hebraica,
tendo aqi sido discípulo dos mais famosos
intelectuais e humanistas portugueses do
seu tempo, muitos deles formados na Uni-
versidade de Paris, de se pode destacar An-
dré de Gouveia, que dirigiu o “Colégio das
Artes”, também em Coimbra. Conhecido
especialmente como gramático, Manuel Ál-
vares foi igualmente um dos maiores huma-
nistas portugueses do séc. XVI, tendo culti-
vado com paixão o estudo dos valores estéti-
cos e filosóficos da Antiguidade Clássica. O
impacto universal da sua Gramática Latina
ainda hoje é visto como um bom exemplo da
repercussão universal da História Cultural
Portuguesa.
Rui Nepomuceno *
*Rui Firmino Faria Nepomuceno é um advogado, po-
lítico, e historiador português (n.1936).
Fonte (adaptado) “Islenha” - julho/dezembro—2009
(pp.43-56).
Manuel Álvares nasceu em 1526, na freguesia
da Ribeira Brava (Madeira), num período em
que D. João II reinava no nosso País, tendo
falecido em Évora, com 57 anos de idade, a 30
de dezembro de 1583, num tempo em que Fili-
pe I de Portugal (II de Espanha) já era Rei de
Portugal.
Era filho de Sebastião Gonçalves e de Beatriz
Álvares, que descendia do morgado Afonso
Álvares, natural de Sevilha (ver mais desen-
volvimentos, no capítulo seguinte, resultantes
de uma visita rápida à quela cidade pela Des-
cobrindo, em novembro de 2021), que tinha
sido um dos primeiros fundadores da Ribeira
Brava, onde edificou as capelas de Santa Cata-
rina e de São Bento.
Estudou gramática e as primeiras letras na Ma-
deira, e com apenas 12 anos, em 1583, junta-
mente com o seu irmão Francisco, firmou car-
reira eclesiástica...sendo, mais tarde professor
de Humanidades e famoso reitor do Colégio de
Coimbra, da Casa Professa de Lisboa e da
Universidade de Évora.
Escreveu uma famosíssima “Gramática Lati-
na” que, desde 1572 e durante mais de dois
séculos pontificou nas classes de Latinidade e
no ensino, em Portugal e por todo o mundo
civilizado…
Além de portentoso humanista e intelectual de
grande mérito, Manuel Álvares possuía uma
personalidade sólida, coerente, humilde, tendo
recusado, por modéstia e desprendimento, por
exemplo, cargos políticos.
Bênção das Capas
19 de novembro de 2021
63.
descobrindo Página 63
Ediçãonº. 22
Carnaval?
Em diversos países, come-se, nesta época,
carne de porco e doces, feitos com farinha e
ovos. Na Madeira é costume confecionarem-
se “malassadas” e “sonhos”, regados com mel
de cana ou com uma calda feita com água,
limão e pau de canela (Museu Etnográfico da
Madeira).
Data de referência (ver capítulo 7): 13/2/2022
Com o intuito de viver o carnaval foram reali-
zadas atividades lúdicas e didáticas, com a
cooperação dos alunos. As máscaras coloridas
e palavras alusivas ao tema complementaram
um cartaz (folia, festa, ritmos, euforia, entusi-
asmo, …), poemas, puzzles e um breve histo-
rial sobre o carnaval (Biblioteca da
EBSPMA).
Data de referência (em baixo): 24/0/2022.
64.
descobrindo Página 64
Ediçãonº. 22
Ribeira Brava, 28 de fevereiro de 2022: Centro da Vila. Foto: Graça Oliveira
EBSPMA no Funchal: Teatro Escolar sempre presente!.
65.
Página 65
descobrindo
Edição nº.22
XXX Festival de Teatro Escolar – Car-
los Varela (Liceu Jaime Moniz -Funchal)
O vencedor da XXX edição do Festival Carlos Va-
rela, 2022, foi o grupo de Teatro da Escola Básica
e Secundária Padre Manuel Álvares, Voo à Fanta-
sia, com a peça “Um Amor Impossível” adaptação
de Lília Pereira e Vanda Caixas, a partir de Histó-
ria de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a vo-
ar, de Luís Sepúlveda!
O PRÉMIO CARLOS VARELA foi atribuído, em
março de 2022, ao Grupo Voo à Fantasia –
EBSPMA.
Fonte (adaptado): O Moniz - Carlos Varela
História de uma Gaivota e do Gato ?
Esta é a história do gato Zorbas. Um dia, uma
formosa gaivota apanhada por uma maré ne-
gra de petróleo deixa ao cuidado dele, mo-
mentos antes de morrer, o ovo que acabara de
pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cum-
prirá as duas promessas que faz nesse mo-
mento dramático: não só criará a pequena
gaivota, como também a ensinará a voar. Tu-
do isto com a ajuda dos seus amigos Secretá-
rio, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado
que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobre-
tudo para um bando de gatos mais habituados
a fazer frente à vida dura de um porto como o
de Hamburgo do que a fazer de pais de uma
cria de gaivota…(https://
www.goodreads.com/bg/book/show/6289805-
hist-ria-de-uma-gaivota-e-do-gato-que-a-
ensinou-a-voar)
A EBSPMA conquistou também o Prémio de
Melhor Texto ; Prémio de Melhor Sonoplas-
tia ; Prémio de Melhor Realização Plástica;
Prémio de Melhor Atriz – ex aequo
Aluna Helena Dias e…(os últimos são os pri-
meiros)...Prémio de Melhor Ator
Aluno Salvador Machim
MENÇÂO HONROSA: Aluno Carolina Co-
rujo - Motivo Interpretação/ Desempenho.
LOUVOR: Aluno Pedro andrade
Motivo Construção da Personagem.
66.
descobrindo Página 66
Ediçãonº. 22
O 30º Festival de Teatro escolar Carlos Vare-
la, organizado pela Escola Secundária Jaime
Moniz, decorreu em março de 2022.
O grupo agraciado com o Prémio Carlos Vare-
la (EBSPMA) teve a oportunidade de apresen-
tar o seu trabalho no palco do Teatro Munici-
pal Baltazar Dias
(https://www.facebook.com/TeatroBaltazarDias/).
Data de referência: 19/03/2022.
67.
descobrindo Página 67
Ediçãonº. 22
(…) entre os moradores ilustres desta fregue-
sia destacam-se o Padre Manuel Álvares e o
visconde da Ribeira Brava. O padre Manuel
Álvares entrou na Companhia de Jesus, a 4 de
junho de 1546, com 20 anos de idade, tendo-se
tornado num célebre gramático, conhecido co-
mo tão grande latinista que, com a sua gramá-
tica, conseguiu fama internacional. Esta obra
foi traduzida em doze línguas e divulgada em
toda a Europa. Era homem de grande talento e
distinguiu-se na sua ordem ao ponto de ter si-
do reitor de diversos colégios da Congregação,
como Évora, Coimbra e Lisboa. Faleceu em
1583.
O Município da Ribeira Brava homenageou o
seu ilustre contemporâneo, erguendo no largo
da igreja um busto da autoria do escultor Amâ-
ndio de Sousa…(https://pt.wikipedia.org/).
MUDAS. Museu de
Arte Contemporânea
da Madeira
Partilhado por José
Côrte (professor da
EBSPMA).
Data de referência:
22/3/2022.
Registos da oficina cri-
ativa: “entre linhas e
planos” que decorreu
nas Casas da Vargem.
Uma parceria com o
“Studio” Dois e a Or-
Uma parceria com o “Studio” Dois e a Ordem
dos Arquitetos, onde desafiámos a descons-
truir criando.
A desconstruir o plano geométrico (gerado por
uma reta que se move em torno de um eixo
que lhe é perpendicular) em linhas fluidas e
orgânicas (em oposição às linhas geométricas)
68.
descobrindo Página 68
Ediçãonº. 22
compostas e fixadas através da técnica da gra-
vura. Um diálogo entre o espaço arquitetónico
das Casas da Vargem e a presença de uma
obra do acervo do museu da artista plástica
Teresa Gonçalves Lobo.
A Geometria Descritiva A, em parceria com
as outras disciplinas que lidam com o raciocí-
nio espacial, contribui, através da sua especifi-
cidade, para o desenvolvimento da inteligência
espacial, mobilizando as áreas de competên-
cias do Perfil dos Alunos à Saída da Escolari-
dade Obrigatória e, em concreto, as que mais
estreitamente se relacionam com o Raciocínio
69.
descobrindo Página 69
Ediçãonº. 22
Fotos: Professoras dinamizadoras do projeto
“Mare Nostrum – Escola Azul” (EBSPMA).
Texto (adaptado): Redes sociais.
Data de referência: 1/4/2022.
“O Peixe Ecocêntrico” - um trabalho de
Hugo Castro Andrade, ilustrado por Ma-
tilde Sousa, com edição da Arteleia- na
EBSPMA.
Cor, imaginação e educação. São estas as
três principais caraterísticas da história “O
Peixe Ecocêntrico”, da autoria de Hugo Cas-
tro Andrade. Uma narrativa destinada não só
ao público infantojuvenil, como também aos
adultos. As preocupações ambientais, a im-
portância de unir esforços e de viver em so-
70.
descobrindo Página 70
Ediçãonº. 22
ciedade de forma responsável, a interajuda e a
transmissão de conhecimentos, fazem desta
história um verdadeiro sucesso!
“O Peixe Ecocêntrico” surge agora em forma-
to livro, após a peça de teatro ser coroada de
êxito. Em livro ou em teatro, os ensinamentos
desta história são preciosos! (https://www.facebook.com/events/77/).
Turmas participantes: B, C e D do 5º ano
Destaque da sessão: Leitura encenada do livro,
apresentada pelos alunos.
Agradecemos a disponibilidade do autor e dos
nossos alunos em contribuir para um maior
conhecimento sobre os oceanos e a sua preser-
vação (As dinamizadoras do projeto Mare
Nostrum – Escola Azul ).
71.
descobrindo Página 71
Ediçãonº. 22
RESILÊNCIA
Foto da Prof. Fábia Gomes (EBSPMA)
Data de referência: 15/02/2022
Texto (adaptado):
https://www.vittude.com/blog/
Poema (extrato): Fernando Pessoa..
O que é resiliência humana?
Na vida profissional ou nos nossos relaciona-
mentos, enfrentamos adversidades. Em alguns
momentos da vida podemos ficar diante de
dificuldades económicas, tragédias ou proble-
mas de saúde.
Ser resiliente, nessas situações, é enca-
rar frustrações, crises, traumas, sendo capaz
de superá-las, sem entrar em colapso.
Resiliência, no caso de seres humanos, não é
sinónimo de ser inabalável, impassível, inalte-
rável. Mas resiliente é aquele que passa por
situações complicadas, quebras de expectati-
vas e imposições de problemas, conseguindo
atravessar esses momentos com uma atitude
positiva e produtiva.
Não se trata de não cair. Mas, sim, da capaci-
dade de levantar. E, ao fazê-lo, erguer-se ain-
da mais forte, com espírito de quem faz do
obstáculo um degrau para evolução…
===============================
“Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias….”
Fernando Pessoa
72.
descobrindo Página 72
Ediçãonº. 22
Da esquerda para a direita—Nabil, Corinne,
Rita, Luís, Catarina, Catarina, Juliana e Rita—
”Amigos da Natureza” - residentes em São
Jorge, Funchal e Tabua (Ribeira Brava), inclu-
indo, duas estudantes da EBSPMA e respeti-
vos pais, numa caminhada, no ano letivo
2021/2022.
“Raquete à Brava”
1.ª Edição do Raquete à Brava, prova de
Ténis e Padel para as turmas de 9.º ano.
Data:15 de fevereiro de 2022
Autoria: Escola Básica e Secundária Padre
Manuel Álvares através da turma de 11.º ano
do Curso Profissional de Apoio à Gestão Des-
portiva
Esta iniciativa contou com a participação de
30 alunos do 9º ano de escolaridade e 19 alu-
nos de 10º ano do Curso técnico profissional
de desporto.
73.
descobrindo Página 73
Ediçãonº. 22
A competição que os
alunos participaram
foram singulares de
Ténis e pares de Pa-
del.
Fonte: EBSPMA,
17/2/2022
74.
descobrindo Página 74
Ediçãonº. 22
A turma EFA ST2 desenvolveu no ano letivo
2021/2022te ano letivo a atividade integradora
“Ser resiliente no contexto atual- Como ser
saudável?”, tendo como objetivo primordial
cumprir com objetivos e critérios de evidência
do Referencial de Competências - Chave do Se-
cundário. Nessa sequência, a turma decidiu co-
locar mãos à obra e construir um “contentor”
para compostagem, projeto de aproveitamento
de resíduos orgânicos, sensibilizando para a ur-
gência de um mundo sustentável. O projeto foi
desenvolvido em três fases.
Fonte: A Equipa Pedagógica ST2 (EBSPMA).
Data de referência: 19/04/2022
“O mundo só vai prestar
para nele se viver
no dia em que a gente ver
um gato maltês casar
com uma alegre andorinha
saindo os dois a voar
o noivo e sua noivinha
dom gato e dona andorinha.”
descobrindo Página 76
Ediçãonº. 22
Mais um passo para os alunos: mais confiança, mais se-
gurança, mais autoestima. Os alunos estão de parabéns!
Demonstraram não terem medo do palco nem do público
que os observa. Assim, enfrentar o mundo torna-se um
poucochinho mais fácil.
Fonte: Prof. Bernardino (EBSPMA).
Data de referência: 24/04/2022
77.
descobrindo Página 77
Ediçãonº. 22
03 de maio de 2022, Ribeira Brava “Um amor impossível” voltou a arrepiar e a
emocionar” (Prof. Bernardino - EBSPMA).
Semana das Ex-
pressões 2022,
da EBSPMA:
Concerto do
grupo musical
“Luky 7”, com-
posto por alu-
nos do Curso
Profissional de
Jazz do Conser-
vatório - Escola
das Artes da
Madeira.
78.
descobrindo Página 78
Ediçãonº. 22
Escola Básica e Secundária Padre Manuel em
6 de maio de 2022: De cima para baixo—
Entrega de Diplomas de Mérito aos melhores
alunos do ano letivo 2020/2021; hastear da
Bandeira; missa Solene.
No dia 6 de maio celebramos o 48.º aniversá-
rio da Escola Básica e Secundária Padre Ma-
nuel Álvares com uma missa, a colocação de
flores nos bustos dos ilustres “Padre Manuel
Álvares e Visconde”, hastear das bandeiras e
entrega de Certificados aos melhores alunos
no ano letivo 2020/2021.
Fonte: EBSPMA
79.
descobrindo Página 79
Ediçãonº. 22
Ribeirabravenses na Festa da Flor, no Funchal,
no início de maio de 2022, dia 8: Da esquerda
para a direita: Ana Santos e Janete Laura, anti-
gas alunas da EBSPMA.
A primavera na Madeira
tem honras de rainha, sen-
do coroada com a Festa da
Flor, todos os anos após a
Páscoa. Os festejos inici-
am-se no sábado,
5/05/2022, quando milha-
res de crianças vestidas a
preceito, acorrem à Praça
do Município (Funchal).
80.
descobrindo Página 80
Ediçãonº. 22
Dia do Departamento das Ciências Exatas, da Natu-
reza e Tecnologias.
Data de referência: Maio 2022
Fonte: EBSPMA.
Os Grupos Disciplinares abriram as portas à Comunida-
de Educativa para dar a conhecer o que por lá se pode
experienciar, dinamizando atividades de complemento
curricular e extracurricular.
81.
descobrindo Página 81
Ediçãonº. 22
No dia 22 de junho de 2002, pelas 16:00,
deu-se a tomada de posse da nova equipa
do Conselho Executivo para o quadriénio
2022-26.
Este procedimento teve lugar após as reu-
niões que homologaram os resultados das
eleições efetuadas no dia 25 de maio para
os Conselhos da Comunidade Educativa e
do Conselho Executivo .
Fonte: EBSPMA.
82.
descobrindo Página 82
Ediçãonº. 22
6. - RELIGIÃO & TRADIÇÃO
Grupo Coral formado por jovens da Ribeira Brava, estreado
em 2016, na Igreja Matriz local. Fotos: “Lux Aeterna; mar-
ço 2022. Data de referência: Março de 2022.
You Raise Me Up
Josh Groban (#JoshGroban #YouRaiseMeUp #Vault)
Quando estou em baixo e, oh minha alma, tão
cansada
83.
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Ediçãonº. 22
You Raise Me Up
Josh Groban (#JoshGroban #YouRaiseMeUp #Vault)
When I am down and, oh my soul, so weary
When troubles come and my heart burdened
be
Then, I am still and wait here in the silence
Until You come and sit awhile with me.
You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be
(…)
84.
descobrindo Página 84
Ediçãonº. 22
possam praticar o jogo tradicional. Este tipo de
desporto pode ser praticado tanto em ambien-
tes internos quanto externos..
Data: Fevereiro de 2022.
Organização: Universidade Sénior .
De acordo com os responsáveis pelo evento, a
realização deste
I Torneio Regional, a 26 de fevereiro, mostrou
que esta prática desportiva veio para ficar, pe-
las mais-valias que representam para os menos
jovens.
Fomenta a atividade física, diminui o sedenta-
rismo e é um aliado na dinamização do traba-
lho de equipa, para além de proporcionar mo-
mentos de alegria e diversão.
85.
descobrindo Página 85
Ediçãonº. 22
You Raise Me Up
Tradução livre:
Quando estou em baixo e, oh minha alma, tão
cansada
Quando os problemas vêm e o meu coração
está sobrecarregado
Então, fico quieto e espero aqui no silêncio
Até que você venha e sente-se um pouco co-
migo.
Você me levanta, para que eu possa ficar nas
montanhas
Você me levanta, para andar em mares tem-
pestuosos
Eu sou forte, quando estou nos seus ombros
Você me levanta para além do que eu posso
ser
(…)
"You Raise Me Up" é uma canção cuja melo-
dia foi composta por Rolf Løvland,
do” Secret Garden”, e letra de Brendan
Graham. Foi regravada mais de 125 vezes
por diversos artistas (https://
pt.wikipedia.org/; data de ref.: março 2022).
A música foi composta originalmente para
ser instrumental, chamando-se "Silent Story".
Rolf então pediu para o romancista e compo-
sitor irlandês Brendan Graham escrever a
letra, depois de ler as obras dele. Foi lançada
em 2002, no álbum “Once in a Red Moon”,
cantada pelo irlandês Brian Kennedy.
"You Raise Me Up" foi gravada para fazer
parte do quinto álbum do gru-
po irlandês Westlife, Face to Face. Com esta
canção, o álbum ganhou o prêmio de "Melhor
Álbum de 2005" no Reino Unido.
O single alcançou o primeiro lugar no “UK
Singles Chart”, se tornando o 13º número um
do grupo. "You Raise Me Up" raramente é
interpretada ao vivo por causa de direitos
contratuais.
Grupo Coral formado por jovens
da Ribeira Brava, estreado em
2016,
Data de referência: Março 2022
86.
descobrindo Página 86
Ediçãonº. 22
Fonte: Casa Povo de Campa,
Participação na Festa da Flor
de maio de 2022.
Local: Funchal
Data: maio 2022.
87.
descobrindo Página 87
Ediçãonº. 22
São estrelícias, rosas,
antúrios, cravos, próteas e
muitas outras espécies,
que prestam homenagem
à primavera e inundam as
ruas do Funchal, com cor,
alegria e beleza natural.
São várias tradições a não
perder neste evento; os
tapetes de rua com deco-
rações florais, o Mercado
de Flores, o “Muro de Es-
perança”, a exposição de
Flores naturais, o Cortejo
Alegórico e ainda o desfi-
le de automóveis antigos e
clássicos.
Um passeio pelo centro da
cidade do Funchal irá le-
var-vos a ver os famosos
tapetes florais. Verdadei-
ras obras de arte, onde po-
derão sentir o carinho e a
minúcia presente em cada
detalhe. Cada flor é crite-
riosamente escolhida e
conjugada, para o efeito
pretendido, num arco-íris
floral de sonho.
Imagens: C.P. Campaná-
rio (Maio 2022).
88.
descobrindo Página 88
Ediçãonº. 22
FOTOGALERIA DAS FESTIVIDADES DE SÃO PEDRO: 2018, 2019 E 2022
Fotos: AJAP—2018 e 2019, 28/6.
89.
descobrindo Página 89
Ediçãonº. 22
Fotos de Joana Silva, antiga aluna da EBSPMA. Rª. Brava, 28/6/2022
De todas as festas de São Pedro, realizadas
na Madeira, a da Ribeira Brava é a mais
concorrida. Realiza-se nos dias 28 e 29 de
junho e é celebrada na Igreja de São Bento.
Sendo São Bento o santo padroeiro da Ri-
beira Brava, a grande devoção desta fregue-
sia é, contudo, a São Pedro, santo patrono
dos pescadores,.
90.
descobrindo Página 90
Ediçãonº. 22
Fotos de Bruno Sebastião/Susana Vieira. Rª. Brava, 28/6/2022
Antigamente, os transportes faziam-se muitas
vezes por mar. A cabotagem, com ligações a
quase todo o litoral, desempenhou um papel
fundamental na comunicação entre alguns
concelhos.
De toda a ilha vinham romeiros, de barco, pa-
ra as festas do S. Pedro, na Ribeira Brava.
O “Gavião”, o “Bútio”, o “Vitória” ou o
“Dekade II”, foram alguns dos barcos de ca-
botagem que chegaram a realizar carreiras ex-
traordinárias, para transportar os romeiros que
chegavam durante a tarde, aumentando de nú-
mero pela noite dentro.
As bandas de música convidadas também uti-
lizavam este transporte e eram esperadas no
cais pela banda da localidade que as conduzia,
em cortejo, até à igreja.
Ao meio-dia do dia de 28 de junho, inicia-se a
festa com uma girândola de fogo. No início
da tarde, as bandas de música partem para os
vários sítios de onde vêm as oferendas, com
produtos da terra, bebidas, doces, pão, vinho,
animais e dinheiro que são colocados na copa,
para serem “arrematadas” ou para serem ven-
didas através de rifas.
Texto (adaptado): Museu Etnográfico.
descobrindo Página 92
Ediçãonº. 22
Nos sítios da Achada e
Pico Banda de Além, as
oferendas são colocadas
num barco.
Nos sítios da Fajã da
Ribeira e Meia Légua,
as oferendas vêm numa
“charola”.
93.
descobrindo Página 93
Ediçãonº. 22
A “charola” é confecio-
nada sobre uma arma-
ção esférica, feita de
ferro e arame. O interior
é preenchido com palha
seca ou feiteira e colo-
ca-se primeiro, no seu
extremo inferior uma
abóbora grande, para
suportar e equilibrar os
produtos. Depois, os
voluntários dividem-se
entre duas tarefas: uns
atam os produtos agrí-
colas, um a um.
94.
descobrindo Página 94
Ediçãonº. 22
Nos sítios da Fajã da Ribeira e Meia Légua, as
oferendas vêm numa “charola”, espécie de pi-
nha com os melhores produtos agrícolas produ-
zidos, simbolizando o agradecimento do povo
pela abundância das colheitas e apelando à fer-
tilidade.
Antigamente , a “charola”, era atada com tiras
de palha de bananeira e atualmente com ráfia, e
outros fixam-nos na armação, antes de vime e
atualmente de ferro e arame.
Nos sítios da Achada e Pico Banda de Além, as
oferendas são colocadas num barco, devido ao
facto de São Pedro ser pescador. Também ofe-
recem dinheiro, cujas notas são colocadas num
ramo de uma árvore, que transportam durante o
cortejo.
No dia 29, celebra-se a “Missa da Festa” e de-
pois sai a procissão, com a imagem do São Pe-
dro, a barquinha, a banda de música, as crian-
ças que fizeram nesse ano a Primeira Comu-
nhão, as saloias do Espírito Santo, o clero, as
diversas confrarias, as entidades oficiais e ci-
vis, os escuteiros, os fiéis e os elementos da
Dança das Espadas.
A barca aparece no cortejo, visto São Pedro, ter
sido pescador.
Antigamente era decorada com flores e apetre-
chos da pesca, transportando crianças. Atual-
mente, um rapaz vestido com os trajes de São
Pedro figura no barco.
Texto (adaptado): Museu Etnográfico.
95.
descobrindo Página 95
Ediçãonº. 22
MARCHAS POPULARES DE 2022 : As
Marchas de São Pedro, na Ribeira Brava, vol-
taram a atrair milhares de pessoas de toda a
ilha para assistir a um dos pontos altos deste
arraial que é dos mais cobiçados da Madeira.
Este ano, desfilaram pelas ruas da vila ribeira-
bravense cerca de 600 participantes de todas as
faixas etárias, distribuídos por 13 grupos, um
deles oriundo da Ilha Terceira, Açores.
Do concelho participaram, ENTRE OUTRAS,
as marchas da Casa do Povo da Ribeira Brava,
CACI - Centro de Atividades e Capacitação
para a Inclusão da Tabua, Casa do Povo da
Serra de Água, Casa do Povo da Tabua e Gru-
po de Concertinas e Acordeões da Casa do Po-
vo da Ribeira Brava.
O trajeto começou junto à Escola Secundária
Padre Manuel Álvares, percorreu a Rua Co-
mendador Agostinho Sousa Macedo, atraves-
sou a Rua Gago Coutinho Sacadura Cabral e
terminou na Rua Nicodemus Pereira, junto à
Câmara Municipal.
Nas páginas seguintes, uma breve Fotogaleria
das Marchas de 2022.
descobrindo Página 98
Ediçãonº. 22
Depois da procissão é executada a “Dança das
Espadas”, no átrio da igreja Matriz, por sete
dançarinos, acompanhados por três músicos:
um com rajão, com uma braguinha e um pan-
deiro.
A dança das espadas da Ribeira Brava era um
vestígio das muitas folias que apareciam ou-
trora na procissão do Corpo de Deus da Ponta
do Sol e foi trazida para esta povoação pelos
pescadores para figurar na procissão de S. Pe-
dro.
99.
descobrindo Página 99
Ediçãonº. 22
A este fervor religioso mistura-se a supersti-
ção, sob a forma de ritos profanos e práticas
divinatórias, propiciatórias e purificadoras,
(crenças, sortes e orações protetoras, criadas
pelo povo, que são transmitidas oralmente),
com origens em cultos naturalísticos, relacio-
nados sobretudo com o casamento, a felicida-
de, a saúde e a prosperidade.
(…) Em todas as paróquias celebram-se estas
festas religiosas ou romarias, consagradas a
Deus, ao Espírito Santo, a Nossa Senhora e
aos santos, representados por uma relíquia ou
por uma imagem. (…) .
Texto (adaptado): (https://cultura.madeira.gov.pt/visitas-virtuais1/)
100.
descobrindo Página 100
Ediçãonº. 22
A festa arrancou domingo com
os enfeites e a iluminação e ter-
minou no dia 3 de julho, com a
celebração do Santíssimo Sacra-
mento.
Pelo meio, muita música e o rea-
vivar de algumas tradições que
se mantêm ao longo de gerações,
com destaque para a espetada no
calhau que é um marco muito
antigo deste arraial
(https://www.jm-madeira.pt/).
Organização: CMRB
101.
descobrindo Página 101
Ediçãonº. 22
7. - SOCIEDADE Rª. BRAVA NATURAL E GENUÍNA
O que faz um (a) bombeiro( a)? Requisitos
mínimos? O que é ser Bombeiro Voluntá-
rio?
Bombeiro é indivíduo que integrado de forma
profissional ou voluntária num Corpo de
Bombeiros, tem por actividade cumprir as
missões destes, nomeadamente a proteção de
vidas humanas e bens em perigo, mediante a
prevenção e extinção de incêndios, o socorro
de feridos , doentes ou náufragos, e a presta-
ção de outros serviços previstos nos regula,
doentes ou náufragos, e a prestação de outros
102.
descobrindo Página 102
Ediçãonº. 22
serviços previstos nos regulamentos internos e
demais legislação aplicável
Ser bombeiro e salvar vidas é o sonho de mui-
tas crianças. Essa é uma das profissões com
mais credibilidade entre a população e, por ter
caráter desafiador e a possibilidade de prestar
serviços voltados para o bem-estar das pesso-
as, faz com que se torne o sonho profissional
desde os primeiros anos de infância de muita
gente.
Contudo, para quem leva esse desejo para a
fase adulta, é comum surgirem muitas dúvidas
a partir do momento em que chega a hora da
decisão de dar o primeiro passo efetivo em
direção a uma profissão. Por isso, dedicamos
estas duas página a todos os bombeiros do
concelho.
A palavra “bomba” veio do latim bombus, que
significa algo como ruído grave e forte. Trata-
se de uma expressão de origem onomatopeica
que surgiu dos barulhos que as pessoas faziam
ao representá-la (no caso, “bum”). A palavra
bombeiro é de 1844 e, quase 50 anos antes
disso, os encanadores eram chamados de
bombeiros, pois usavam bombas de água para
desentupir canos. Mesmo chegando depois, o
apagador de incêndios ficou tão popular que
tomou esse nome para si. E assim, surgiu o
termo bombeiro para esses profissionais.
REQUISITOS MÍNIMOS para se ser profis-
sional nesta área?
Escolaridade mínima obrigatória; Cidadão
Português, dos PALOP's ou União Europeia;
Domínio da língua Portuguesa, escrita e fala-
da; Robustez física e psicológica para o de-
sempenho da função de bombeiro, comprova-
da por atestado médico; Espírito de equipa;
Espírito de entreajuda.
Fotos: Bombeiros Mistos da Ribeira Brava
e Ponta do Sol.
Texto (adaptado) de: https://
www.bombeiros.pt/perguntas-frequentes-2/);
outras.
Página 105
descobrindo Ediçãonº. 22
(Na página anterior) -Levada do Norte à Eira
do Mourão (Rª. Brava) - Eira do Mourão: For-
nos;
Ruínas de habitações, parcialmente em grutas,
parcialmente em paredes de alvenaria de pedra
vermelha.
“Outros tempos...
Antigamente as pessoas comunicavam-se de
um sítio para outro, falando muito alto: Este é
um exemplo onde há dois sítios perto mas dis-
tante para comunicar”.
Gilda Costa
Fotos: “TAINADAS MADEIRA”
Um trilho radical (na vertical) ao longo da es-
carpa no vale da Serra de Água, desde pratica-
mente o leito da ribeira até ao cimo da monta-
nha, nas proximidades da Trompica, foi recen-
106.
Página 106
descobrindo Ediçãonº. 22
temente redescoberto por um grupo de ho-
mens, numa arrojada iniciativa que tem o in-
centivo da Junta de Freguesia da Serra de
Água.
A ação que permitiu tornar a descobrir a vere-
da de forte inclinação que vai desde a Serra de
Água, passa pelo canal da Levada do Norte,
pelo zona do Piquinho, até chegar à Trompica,
no cimo da vertente (estima-se que a uma alti-
tude superior a 1300 metros), foi concretizada
na última semana, a primeira de 2022.
“Foi uma empreitada elaborada por Leonardo
Macedo Gouveia” revelou a autarquia da Serra
de Água na sua página na rede social Face-
book, onde também agradece o empenho e es-
forço do “grupo de máquinas de serra”, refe-
rindo-se a todos os elementos que participaram
nesta ‘aventura’ (https://
freguesias.dnoticias.pt/redescoberta-vereda-
vertical-que-liga-a-serra-de-agua-a-trompica/?
Museu Etnográfico da Madeira (13/02/2022;
“Já começou a fazer esta iguaria, da doçaria
tradicional do nosso Entrudo? Aqui fica uma
receita de malassadas, divulgada na Oficina
"Malassadas no Museu", promovida pelo Mu-
seu Etnográfico:
107.
Página 107
descobrindo Ediçãonº. 22
Em tempo de pandemia e como não se pode
celebrar o carnaval, porque não falar um pouco
sobre as deliciosas Malassadas da minha ilha
da madeira que aprendi muito cedo com a mi-
nha mãe.
A origem da tradição perde-se no tempo, mas
há referências óbvias que a ligam à cana-de-
açúcar, na ilha da Madeira, e que por esta liga-
ção fazem com que a receita seja ligeiramente
diferente numa e noutra ilha.
Quanto ao nome, não deixa grande margem
para dúvidas: virá de uma derivação de malas-
sadas, numa alusão à textura cremosa do inte-
rior.
Diz quem sabe que o grande segredo deste do-
ce está na técnica de amassar. Farinha, ovos
batidos, açúcar, leite, mel de cana e fermento
de padeiro, na Madeira - deve amassar-se vigo-
rosamente - técnica também apelidada de sovar
- para depois se deixar a “levedar” durante cer-
ca de duas horas.
Depois, é fazer a forma, habitualmente genero-
sa, de cada uma das Malassadas e, tal como
acontece com as natalícias filhoses, fritar.
Em óleo bem quente.
No final, são polvilhadas com açúcar e canela
ou envolvidas em mel de cana.
Foto: Museu Etnográfico da Madeira
Texto (adaptado):
https://pt.toluna.com/opinions/
108.
Página 108
descobrindo
Edição nº.22
Para efeitos administrativos e por decreto de
18 de Outubro de 1881, foi esta freguesia ane-
xada à de Ribeira Brava. Mais tarde, passou a
pertencer ao concelho de Ponta do Sol desde a
criação deste, em 1835, fazendo hoje parte do
concelho de Ribeira Brava, criado em 1914
(https://www.namadeira.pt/serra-de-agua/).
Da ilha da Madeira com Amor - Bruno
Dantas - Serra de Água - Ribeira Brava
(Madeira) – “TAINADAS MADEIRA”,
29 de janeiro de 2022.
descobrindo Página 111
Ediçãonº. 22
Rª. Brava (Vila), em
10 de fevereiro de
2022,.
Fotos: G. Oliveira.
O legado patrimonial
da Rª. Brava contem-
pla monumentos co-
mo a Igreja Matriz...
descobrindo Página 113
Ediçãonº. 22
Rª: Brava ao pôr do sol: As quatro fotos no topo desta página são de autoria de Ivone
Pestola.
Em baixo - Serra de Água. Foto de Orlanda Silva.
114.
Página 114
descobrindo
Edição nº.22
RECEITA DO GAIADO SECO
Ingredientes: - 1 gaiado seco (na primeira ima-
gem); - 6 dentes de alho; - salsa 1. b.; - azeite
q. b.; - vinagre q. b.; - 2 cebolas médias; - pi-
menta da terra (malagueta) q. b.; - sal q. b.
Modo de Fazer: Coloque ao lume numa panela
com água o gaiado a levantar a fervura, corta-
do em metades- Coza-o durante meia hora;
mude a água e repita a operação. Deixe depois
arrefecer na travessa. Quando esfriado, retire
as espinhas e a pele. À parte, prepare uma mis-
tura com o alho, as cebolas, a pimenta e a sal-
sa, tudo bem picado e miudinho, a que deve
115.
descobrindo Página 115
Ediçãonº. 22
acrescentar o azeite e o vinagre. De seguida,
junte a todo esse preparado o gaiado em peda-
ços pequenos e deixe repousar. Deixe tudo
assim durante 5 horas neste molho, para que o
sabor fique mais apurado. Certifique tempero.
Pode ser consumido com batata-doce assada
ou milho frito. Fica delicioso com salada de
feijão.
Fonte
Olga Teixeira in Gastronomia tradicional da
Madeira e do Porto Santo, Região Autónoma
da Madeira, Funchal, 2013.
BREVE HOMENAGEM A TODOS OS
QUE TRABALHAM NO MAR OU NO
CAMPO
Esta e a página anterior são dedicadas a todos
os ribeirabravenses cuja fonte de rendimento
é a pesca e a agricultura.
As condições climáticas da Madeira são bas-
tante favoráveis à prática agrícola. Esta ativi-
dade exige muito trabalho de força humana, já
que o relevo montanhoso e os terrenos em de-
clive, raramente permitem a introdução de
máquinas agrícolas.
A agricultura sempre foi um dos sectores do-
minantes na economia regional. A riqueza dos
solos e o clima subtropical permitem o cultivo
de inúmeros produtos, plantados em pequenos
socalcos de terra onde abunda a vinha, a bata-
ta e algumas árvores de fruto…
Restantes fotos foram captadas no Mercado
da Ribeira Brava, num domingo de manhã.
Foto seguinte: Serra de Água, por Miguel
Andrade, em 16/03/2022.
116.
descobrindo Página 116
Ediçãonº. 22
Zonas Altas da Ribeira Brava. Fotografia:
Paulo Graça— | 14/03/2022 15:51, Jornal da
Madeira
Algumas pessoas decidiram ver a neve nas
serras da Ribeira Brava, no sítio do Lombo do
Mouro, mas acabaram por ficar retidas no lo-
cal e tiveram de pedir socorro para o 112.
Neve em março de 2022)
Sim, provocada pela tempestade Célia, a ter-
ceira tempestade de alto impacto da temporada
2021/2022!
A tempestade atingiu, de facto, toda a Madei-
ra, incluindo a Rª. Brava, com rajadas de ven-
to com força de furacão .
Recorde-se que, a depressão Célia, tempestade
que chegou à Madeira no domingo, 13 de mar-
ço, de 2022, trouxe mau tempo ao arquipélago
até terça-feira, 15 do mesmo mês,, de acordo
com o Instituto Português do Mar e da Atmos-
fera (IPMA).
Houve vento forte do quadrante norte trans-
portando uma massa de ar frio e instável com
aguaceiros por vezes intensos, que foram de
de granizo e acompanhados de trovoada, sen-
do mais frequentes nas vertentes norte da ilha.
A queda de neve, inicialmente nos pontos
mais altos da região, que começou na madru-
gada de segunda-feira, 14 de março.de 2022.
A temperatura também desceu, com valores
mínimos abaixo dos zero graus nos pontos
mais elevados da Madeira .
O vento foi forte com rajadas até 100 quiló-
metros/hora, e muito forte com rajadas até 130
quilómetros/hora nas terras altas, diminuindo
gradualmente a intensidade a partir da tarde do
dia 14 de março.
117.
Página 117
descobrindo
Edição nº.22
Por que se celebra o Dia do Pai
Esta comemoração remonta à Babilónia, há
mais de 4 000 anos.
Elmesu esculpiu em argila o primeiro cartão do
Dia do Pai e desejando sorte, saúde e uma vida
longa, ofereceu-o ao seu pai, o rei bíblico Na-
bucodonosor.
Em 1909, no Dia da Mãe, Sonora Louise
Smart Dodd, uma jovem americana, propôs a
criação de uma data para homenagear os pais.
A mãe morrera no parto do sexto filho. O pai,
veterano da Guerra Civil, educou os filhos so-
zinho apesar de todas as dificuldades e precon-
ceitos da época. (https://www.interflora.pt/).
118.
Página 118
descobrindo
Edição nº.22
CMRB, 19 de março de
2022.
Celebração do Dia do
Pai, nos jardins do Solar
dos Herédias – uma anti-
ga moradia do fundador
deste concelho e Viscon-
de da Ribeira Brava.
Página 120
descobrindo
Edição nº.22
Cais da Rª. Brava, 20 de março de 2022. Fo-
tografia de Yvone Pestola
A pesca está entre as mais antigas atividades
desenvolvidas pelos seres humanos; há milha-
res de anos que o homem vem realizando esta
prática, seja por necessidade, por diversão.
A pesca é algo fantástico; eu a recomendaria
tranquilamente a meus pacientes, e acredito
que ela é um dos melhores exercícios que exis-
tem para relaxar, pois você está em contato
direto com a natureza, sem barulhos, sem con-
versas, a ouvir apenas o som dos pássaros.
Além de que o verde, por si só, já é uma cor
relaxante (http://
www.caminhodovinho.tur.br/).
121.
descobrindo Página 121
Ediçãonº. 22
Marginal da Rª. Brava, em finais de março de 2022. Foto: Graça Oliveira.
Marginal da Ribeira Brava, 3/4/2022.
Aas ilhas habitadas do Arquipélago da
Madeira, começaram a ser povoadas nos
primeiros anos de ocupação. Sendo a Ri-
beira Brava é uma das mais antigas povo-
ações da ilha da Madeira, tem a sua histó-
ria ligada segundo Frutuoso (1925), a
“uma ribeira cujas águas no passado atra-
vessavam o velho aglomerado” tendo ao
longo dos tempos sido desviada mais para
a Oeste (https://estudogeral.uc.pt/).
122.
descobrindo Página 122
Ediçãonº. 22
A terceira freguesia mais antiga da Madeira, a
da Rª. Brava, celebrou no dia 21 de março de
2022, 560 anos.
Em 2022, a freguesia da Ribeira Brava assi-
nalou 560 anos nas zonas altas, mais concreta-
mente no miradouro do Espigão, com a vila ao
fundo.
Nesta data e local foi prometido, pelas entida-
des presentes, de que a escarpa da estrada que
leva a esta localidade iria ser intervencionada
pelos rocheiros (profissionais especializados
na execução de trabalhos de limpeza e manu-
tenção de taludes e escarpas rochosas ).
Fotografia: Jornal da Madeira.
descobrindo Página 124
Ediçãonº. 22
LIMPEZA DA ESCARPA DO ESPIGÃO : “Esta inter-
venção vem reforçar a segurança das famílias
que vivem na localidade, mas também dos tu-
ristas que procuram o Miradouro do Espigão.”.
Fonte: CMRB
Data de referência: Março 2022.
A Obras de reabilitação do Cen-
tro Desportivo da Madeira, em
abril de 2022: A empreitada de
‘Reabilitação do Empreendimen-
to Centro Desportivo da Madei-
ra’ contemplou uma reabilitação
e regeneração de todo o Centro
nas diferentes zonas desportivas.
Esta intervenção, que arrancou
em fevereiro do mesmo ano; per-
mitirá oferecer à população um
conjunto de espaços de qualidade
para a prática das diversas moda-
lidades
125.
Página 125
descobrindo Ediçãonº. 22
O CENTRO DESPORTIVO DA
MADEIRA - RIBEIRA BRAVA
encontra-se localizado no vale da
Ribeira Brava, é um moderno es-
paço polivalente concebido para a
prática de várias modalidades des-
portivas .
126.
Página 126
descobrindo Ediçãonº. 22
SEMANA DO TEATRO NA EB1/PE DA
RIBEIRA BRAVA
A EB1/PE/Creche da Ribeira Brava dedica
uma semana ao teatro com várias atividades
direcionadas aos alunos deste estabelecimento
de ensino. A abertura oficial contou com a
presença de algumas entidades.
Data de referência: 4 de abril de 2022.
A CRIANÇA E O TEATRO
“A arte tem sido proposta como instrumento fundamental de educação,
ocupando historicamente papéis diversos, desde Platão” (PCN, 1993, p.
83).
127.
Página 127
descobrindo
Edição nº.22
Fotogaleria de Dina Medeiros (“This is Ma-
deira Island “): Marginal da Vila da Rª. Brava.
Data de referência: 20 de abril de 2022
128.
Página 128
descobrindo Ediçãonº. 22
Fotogaleria de Dina Medeiros (“This is Ma-
deira Island “): Marginal da Vila da Rª. Bra-
va.
Data de referência: 20 de abril de 2022
129.
Página 129
descobrindo Ediçãonº. 22
Tabua: Situada à beira-mar na costa sudoeste
da Ilha da Madeira, é a freguesia mais peque-
na do concelho da Ribeira Brava .
Mais recentemente, a Tabua foi das freguesias
mais afetadas com a intempérie do 20 de feve-
reiro de 2010, havendo dezenas de estragos e
ainda houve zonas que ficaram isoladas devi-
do à abertura de uma cratera em uma das es-
tradas.
Tabua? A designação atual foi estabelecida
em 1838 pelo padre António Francisco Dru-
mond e Vasconcelos. (Wikipédia).
130.
descobrindo Página 130
Ediçãonº. 22
8. - ANTIGAMENTE ERAASSIM
Ribeira Brava.
1. Bilhete Postal de
data desconhecida
(em cima).
2. (Ao lado): Ma-
deira Quase Esque-
cida”
São Pedro na Ribei-
ra Brava., antiga-
mente
Pormenor de foto
Perestrellos de data
desconhecida.
Fonte: “Madeira
Quase Esquecida”
131.
descobrindo Página 131
Ediçãonº. 22
IGREJA SÃO BENTO
A Igreja de São Bento, na Rª. Brava, é um
edifício do século XVI e um dos mais antigos
templos rurais da Diocese do Funchal. É mui-
to visitado na Madeira. Encontra-se classifi-
cado como Imóvel de Interesse Público.
Edificada no século XVI, com origem numa
pequena capela do século XV, a Igreja Matriz
da Ribeira Brava, ou de São Bento, situada no
centro da vila, sofreu várias intervenções ao
longo do tempo.
O seu orago é São Bento e a festa em honra
do santo é celebrada a 21 de março.
Fotos (antigas): Disponíveis na Internet.
132.
Página 132
descobrindo Ediçãonº. 22
Comentário de Sandro Vicente, 08/07/2022, na
redes sociais, a propósito da imagem desta pá-
gina: Curiosidades daquela que considero ser
uma das fotos mais antiga do atual Centro His-
tórico da Vila da Ribeira Brava:
- O traçado original do Caminho Real nº 23
em direção ao sítio da Cruz (acesso exclusiva-
mente pedonal), partilha na parte superior o
atual traçado do acesso rodoviário;
- Em frente à fachada poente da igreja Matriz é
possível verificar o antigo cemitério, onde é o
hoje o adro da Igreja.
- Contígua à fachada norte da igreja, é possível
observar uma das antigas capelas laterais;
- As muralhas de contenção da ribeira apresen-
tavam uma altura muito inferior ao que se veri-
fica atualmente, possuindo um acesso pedonal
no topo;
- Os tempos de glória da ponte de 3 arcos em
alvenaria de pedra argamassada que efetuava a
ligação com o caminho real n.º 23 em direção
à freguesia da Atabua (pelo sítio da Apresenta-
ção).
Muito Parabéns a quem a disponibilizou.
Sem dúvida uma mais valia para quem visa o
conhecimento das alterações deste concelho ao
longo dos últimos séculos.
133.
descobrindo Página 133
Ediçãonº. 22
Vila da Rª. Brava em 1944 (aproximadamente).
Foto da esquerda, partilhada nas
redes sociais , em 13/04/2022.,
por Guilherme Correia. -“Madeira
Notícias”.
Comentário:
Como lembro minha tia Concei-
ção tinha TV e nós não, então ho-
ra da novela era sagrada todos
no chão a ver a novela "Tieta"
"Roque Santeiro”, etc.. Outros
tempos (Rubina Coelho)
134.
Página 134
descobrindo Ediçãonº. 22
Vista costeira do Campanário (Ribeira Bra-
va), observando-se a capela de Nossa Se-
nhora da Glória | Sem Data.
Créditos: Museu de Fotografia da Madeira -
Atelier Vicente's. (https://
cultura.madeira.gov.pt/).
PERESTRELLOS PHOTOGRAPHOS
10 x 15 cm | Negativo simples | Gelatina e sais
de prata
MFM-AV, inv. PER/6359
Em depósito na DRABM
PANORÂMICA DA FREGUE-
SIA DO CAMPANÁRIO, VEN-
DO-SE A SUA ATUAL IGREJA
AINDA EM CONSTRUÇÃO.
Partilhado por Renato Camacho,
em 16/4/2022 (“Madeira Na Histó-
ria).
135.
Página 135
descobrindo Ediçãonº. 22
Sistema engendrado para o transporte do ce-
real ainda por debulhar (centeio), na zona da
Serra de Água (Ribeira Brava)
In: Repovoamento Florestal no Arquipélago
da Madeira (1952- 1975)
Fonte: Biblioteca Municipal do Funchal.
Serra de Água/Ribeira Brava
Serra de Água é uma freguesia fundada no ano
de 1676. Fica ligeiramente acima da Vila da
Ribeira Brava, perto da Encumeada e encontra
-se rodeada por uma extraordinária paisagem
de ribeiras e verdes-montanhas. É um verda-
deiro cenário de natureza em estado puro...
A população vive essencialmente da agricultu-
ra. Mas aos poucos está a conquistar a prefe-
rência de muitos turistas. É um lugar muito
bem posicionado, proporcionando belos pas-
seios a pé (https://www.madeira-a-z.com/lazer
-destaques/os-concelhos/ribeira-brava.html).
Nunca é demais realçar, ao longo desta edição,
que, Ribeira Brava, antigamente, foi um dos
concelhos da Madeira com maior desenvolvi-
mento económico, graças ao cultivo da cana-
de-açúcar.
Que, atualmente, a produção está voltada para
as plantações de banana e outras frutas.
E que a Ribeira Brava é o ponto de encontro
de várias estradas, vindas da parte norte, leste
e oeste da Ilha da Madeira.
136.
Página 136
descobrindo Ediçãonº. 22
Vale da Ribeira Brava. Fotografia de Hugo Ary Rodrigues Leitão /”.Madeira Quase Esque-
cida “.
137.
descobrindo Página 137
Ediçãonº. 22
À esquerda:
PROFISSÕES TRADICIONAIS -
OS SAPATEIROS
De um modo geral, os antigos sapateiros de “calçado
preto” (sapatos, sandálias, botas pretas e de atanado)
trabalhavam em oficinas, denominadas "tendas", ou
num vão de escada, onde vendiam os seus produtos,
empregando um ou mais ajudantes.
Com exceção daqueles que trabalhavam por conta de
outrem, estes artesãos não tinham um horário fixo.
….Atualmente, todos os modernos sapateiros possu-
em máquinas para os auxiliar, nomeadamente máqui-
nas de coser, de pontear ou lixadeiras.
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira
138.
descobrindo Página 138
Ediçãonº. 22
“A MADEIRA NA HISTÓRIA (Pedro Almei-
da ) - 03/01/2022: Publicidade da "Empresa
Automobilista da Ribeira Brava" - 1964
À direita– Fonte: “A Madeira Na História”,
de José Araújo, imagem e comentários parti-
lhados em 31/01/2022.
Alguns comentários:
1. Era criança e lembro-me que um empre-
gado da minha avó me mostrou orgulho-
samente um isqueiro que tinha compra-
do, mas advertiu-me que nunca dissesse
nada a ninguém pois poderia ser preso
por não ter licença. Era para não haver
incêndios, dizia. Só agora menciono este
episódio, Agostinho perdoa-me!
2. Mas já passaram mais de 50 anos e nin-
guém te poderá prender dado que que já
faleceste há muito tempo (Luísa Santos)
139.
descobrindo Página 139
Ediçãonº. 22
É verdade que durante o Estado Novo era
obrigatória uma "licença fiscal para o uso
ou simples detenção de acendedores ou is-
queiros".
Caso alguém fosse apanhado pelas autoridades
sem a devida licença, a lei previa "uma multa
de 250$, além da perda dos acendedores ou
isqueiros, que serão apreendidos".
Se o "delinquente for funcionário do Estado,
civil ou militar, ou dos corpos administrativos,
a multa será elevada ao dobro [500 escudos],
devendo ainda ser comunicado o delito fiscal à
entidade que sobre ele tiver competência dis-
ciplinar, pelo chefe da secção de finanças, pa-
ra lhe ser instaurado o competente processo".
No mesmo Decreto-Lei*, podemos observar
que os valores das multas "pertencerão 70 por
cento ao Estado e 30 por cento ao autuante ou
participante". "Havendo denunciante, perten-
cerá a este metade da parte que compete ao
autuante", acrescenta-se.
O documento previa igualmente a conversão
da importância da multa em prisão, "à razão
de 25$ [escudos] por dia", na eventualidade de
o "transgressor recusar o pagamento da multa
e do imposto"... (https://poligrafo.sapo.pt/).
*Decreto-Lei n.o 28219, de 24 novembro de 1937.
140.
Página 140
descobrindo Ediçãonº. 22
SABIA QUE...
Embora o arquipélago da Madeira seja mundi-
almente conhecido pelas suas maravilhosas
paisagens e pelo seu excelente e moderado cli-
ma, é do conhecimento geral que, excecional-
mente, tem sido varrido por grandes chuvadas,
que em virtude da desertificação de algumas
serras, e sobretudo pela extrema inclinação das
encostas têm causado horas de grande pânico,
destruição, e perdas de vida.
Eduardo de Castro e Almeida no «Inventário
do Arquivo da Marinha e Ultramar – Madeira
e Açores» alertou sobre «a urgência de empre-
gar todos os meios possíveis para obviar os
desastres que as correntes das ribeiras causa-
vam no dia-a-dia, sendo para temer a destrui-
ção de algumas localidades».
Adaptado de Rui Nepomuceno (https://
ruinepomuceno.blogspot.com/2010/02/ ).
Bomba de Gasolina do Sr. Reis (?)- Vila Ri-
beira Brava , meados do século XX.
Fonte: Florêncio Pereira (junho 2022).
Nota da Redação:
A primeira bomba de combustível foi inventa-
da pelo americano Sylvannus Bowser ( 8 de
agosto de 1854/3 de outubro de 1938) e ven-
dida a 5 de setembro de 1885 em Fort Wayne,
no Estado de Indiana.
Não foi pensada para abastecer automóveis,
pois nessa época eles não existiam. Destina-
va-se a vender querosene, um combustível
muito comum para a iluminação.
141.
descobrindo Página 141
Ediçãonº. 22
Portugal de Antigamente (Elisabeth
Duarte), 05/03/2022: Muitos recor-
darão esta "lição" do livro da quarta-
classe da antiga Instrução Primária..
142.
Página 142
descobrindo Ediçãonº. 22
Rapazes e raparigas frequentavam escolas
diferentes, não existiam turmas mistas.
O horário escolar era das 9h00 às 17h00 e o
único recreio era à hora do almoço.
As carteiras eram de madeira com os bancos
pegados.
Os alunos usavam sacos de serapilheira para
transportar o material escolar e alguma meren-
da se tivessem posses.
A primeira coisa que faziam quando entravam
na sala de aula era cantar o hino nacional.
Todas as salas de aula tinham obrigatoriamente
na parede três símbolos alinhados: uma foto-
grafia de Salazar, outra do Presidente Carmona
e um crucifixo.
Nos meios rurais a maioria das raparigas não
iam à escola porque tinham de trabalhar no
campo e cuidar dos irmãos mais novos.
Os alunos tinham que usar uma bata com um
n.º de identificação.
Os professores aplicavam com muita frequên-
cia castigos corporais severos.
Existia a palmatória, mais conhecida como a
“menina dos cinco olhos”.
As humilhações de castigos como as orelhas de
burro eram frequentes.
Foto partilhada por Renato Camacho.
143.
descobrindo Página 143
Ediçãonº. 22
Exemplo de um diploma da 4ª classe (https://portugaldeantigamente.blogs.sapo.pt/).
144.
Página 144
descobrindo Ediçãonº. 22
...rodeada por lindas e variadas flores, num
cenário de grande beleza natural bem como
a aplicação, no exterior, de seixos e calhaus
de rochas vulcânicas e carbonatadas.
145.
descobrindo Página 145
Ediçãonº. 22
Inauguração da Levada do Norte (anos 50).
Não tem indicações, mas presume-se que tenha
sido no sítio da Boa Morte, visto ser o local
tanto ou quanto Madeira Quase esquecida SV
plano para caber tanta gente
Fonte: “Madeira Quase esquecida SV “
RUSSEL MANNERS GORDON (Museu de Fotogra-
fia da Madeira - Atelier Vicente’s)
Retrato de grupo de pescadores num barco carre-
gado de atum, em local não identificado | Anterior a
1906. Em depósito na Direção Regional do Arquivo e
Biblioteca da Madeira
146.
Página 146
descobrindo Ediçãonº. 22
Praia da Ribeira Brava.
Fotografia de autor não identi-
ficado e de data desconhecida.
Fonte: “Madeira Quase Es-
quecida”
147.
Página 147
descobrindo Ediçãonº. 22
Praia da Ribeira Brava.
Fotografia de data desconhecida
(cima).
Eira do Mourão - Rª. Brava
Pormenor de foto "Perestrellos" da década de
40 do séc. XX. (em baixo).
148.
Página 148
descobrindo Ediçãonº. 22
António Rocha: Cartão de namorado (1945)
Preciosidade dos tempos de ditadura!!!Cartão
de namorado...interessante! Tudo como man-
dava o figurino (“Madeira Quase Esquecida”).
Tabua.
Foto de data desconhecida.
“Paróquia da Tabúa, já depois
das obras, durante a presença do
padre Barros” (A. de Sousa).
Página 150
descobrindo Ediçãonº. 22
EDIFÍCIO DE ARQUITETURA POPULAR,
EM LOCAL NÃO IDENTIFICADO, NA
ILHA DA MADEIRA
O edifício é de dois andares, com paredes de
pedra revestida e cobertura de colmo de três
águas. No andar inferior apresenta uma porta e
uma janela e, no andar superior, uma porta,
com acesso por escada de pedra aparelhada.
Nestas estão sentadas quatro mulheres e três
meninas, ao nível do rés do chão…
Datas1930
Fonte: Renato Camacho.
Sabia que…
O concelho foi fundado em 1440. Antigamente,
foi um dos concelhos da Madeira com maior
desenvolvimento económico, graças ao cultivo
da cana-de-açúcar.?
Que, atualmente, a produção está voltada pa-
ra as plantações de banana e outras frutas?
E mais ainda...que a Ribeira Brava é o ponto
de encontro de várias estradas, vindas da par-
te norte, leste e oeste da Ilha da Madeira?
É oportuno, também, recordar que…
A freguesia da Ribeira Brava que é um dos
mais antigos locais da região e desde cedo as-
sumiu-se como eixo de ligação com a parte
norte e oeste da ilha, a freguesia da Serra de
Água que foi doada de sesmarias a um dos
descendentes de Zarco: Helena Gonçalves...
151.
Página 151
descobrindo Ediçãonº. 22
Nas proximidades do Miradouro da Eira do
Serrado, Curral das Freiras.
Fotografia de data desconhecida de B. AN-
THONY STEWART - National Geographic
Stock
Fonte: “Madeira Quase Esquecida”
Rª. Brava.
Bilhete Postal
de data desco-
nhecida.
Página 154
descobrindo Ediçãonº. 22
9. - OUTRAS CULTURAS: ESPANHA (II)
Sevilha (Andaluzia-Espanha)
Data de referência: novembro de 2021
Imagens: Isaac e António Pereira
Texto (adaptado): https://sevilla.costasur.com/
pt/historia.html
Novembro 2021: A Descobrindo fez uma
curta visita a uma Comunidade Autónima
de grande país, vizinho de Portugal: Anda-
luzia ou Andalucía (Espanha).
O nosso destaque, em novembro de novem-
bro 2021 foi: Huelva, Málaga e Sevilha , cu-
jo idioma oficial é o castelhano.
O nosso roteiro teve início em Rosal de la
Frontera (Huelva – Espanha), seguido de
Ronda - uma dadas mais belas cidades da Eu-
ropa. De facto, termos tido a oportunidade vi-
ajar para Ronda foi uma das experiências
mais inesperadas que tivemos em Andaluzia.
A Andaluzia é uma grande região autónoma
marcada por colinas, rios e campos agrícolas
na costa sul da Espanha. Ela esteve , de acor-
do com a Wikipédia, consultada em novembro
de 2021, sob domínio mouro do século VIII
ao XV, um legado que se revela na sua arqui-
tetura, em monumentos como o Real Alcázar
de Sevilha, capital andaluz, a Mesquita-
Catedral de Córdoba e o Palácio de Alhambra,
em Granada.
1. História e Cultura: Falar de história
e cultura de Sevilha, é falar de diversas
civilizações, que passaram por aquelas
ricas e férteis terras devido à presença do
Rio Guadalquivir.
2.
O primeiro povoamento importante nesta regi-
ão data da época romana, não tendo sido por
acaso que foram os Romanos que batizaram
esta zona como Hispalis. Mais tarde, os Mu-
çulmanos deram-lhe o nome de Ishbiliya, no-
me que, finalmente, deu origem a Sevilha.
Mas falar da história de Sevilha não é falar
apenas de Romanos e de Muçulmanos. Tanto
antes como depois destes povos, há episódios
históricos desta cidade. Para começar, os Tar-
tessos foram quem aqui se instalou nesta regi-
ão em primeiro lugar, cerca de dez séculos an-
tes de Cristo, tendo denominado este local co-
mo Spal. O primeiro lugar a ser por eles ocu-
pado foi em torno do Rio Guadalquivir.
Posteriormente, chegaram os Fenícios e os
Cartagineses. Os primeiros vieram dar vida à
cidade, uma vez que este povo entrava pelo
Rio Guadalquivir, potenciando o comércio.
Com os Cartagineses vieram tempos de maior
instabilidade e lutas.
155.
descobrindo Página 155
Ediçãonº. 22
Desde a Sevilha Romana até à Sevilha Mu-
çulmana: Foi logo na Época Romana que Se-
vilha começou o seu crescimento, tendo as su-
as muralhas sido construídas durante esta épo-
ca e grande parte dos monumentos.
Dois séculos antes de Cristo os Romanos en-
traram em Sevilha, tendo-lhe dado o nome de
Hispalis.
Juntamente com Hispalis, os Romanos funda-
ram Italica, cidade que atualmente se encontra
em ruínas, mas que naquela época era a zo-
na residencial.
Foi na Época Romana que Sevilha se tornou
numa das mais importantes cidades da Europa.
156.
Página 156
descobrindo Ediçãonº. 22
Depois dos Romanos, vieram os Visigodos e os
Vândalos, que, por azar, a sua maior obsessão era
destruir tudo o que cheirasse a Império Romano,
facto que levou à destruição de numerosos edifí-
cios da região, bem como de muitas muralhas e
mais. Esta época durou cerca de dois séculos, até
que os Muçulmanos chegarem a Sevilha, decorria
o ano de 712.
Sevilha foi um dos primei-
ros lugares conquistados pelos Muçulmanos,
acompanhada pela parte Sul da Andaluzia.
Os Muçulmanos instalaram-se na cidade, tendo
começado a povoá-la e a construir edifícios que,
atualmente, constituem uma história viva da cida-
de, uma cidade que, administrativamente, depen-
dia do Califado de Córdova, embora fosse a mais
importante cidade de todo Al Andalus.
157.
descobrindo Página 157
Ediçãonº. 22
A Reconquista: Já no século XIII, as forças
cristãs começaram a Reconquista de Sevilha e
de toda a região circundante, tendo a cidade
passado para as mãos do Reino de Castela a 23
de novembro de 1248, reinava Fernando III de
Castela. Com Alfonso X, Sevilha, juntamente
com outras cidades, tais como Múrcia e Toledo
assumindo o papel de capital, tendo a Torre del
Oro e a Giralda ficado como testemunhos des-
ta época.
Com os Reis Católicos, Isabel e Fernando, e a Des-
coberta da América, Sevilha passou a ser uma ci-
dade muito importante no panorama europeu, uma
cidade universal, moderna, e o seu porto tornou-se
num dos mais importantes portos do mundo, ge-
rando riqueza com o comércio, principalmente
quando Sevilha se transformou no principal por-
to que mantinha importantes trocas comerciais
158.
Página 158
descobrindo Ediçãonº. 22
com a América. Esta época deu lugar à Idade de
Ouro do Reino de Castela e, claro, à Idade de Ou-
ro de Sevilha, uma cidade que vê a sua economia
estabilizada, embora uma série de epidemias te-
nham reduzido de forma significativa a sua popu-
lação.
Já numa época mais recente, em princípios do sé-
culo XIX, a cidade de Sevilha viveu as Invasões
Francesas, invasões estas que duraram pouco. Em
1833 é criada a Província Administrativa de Sevi-
lha, sob o reinado de Isabel II. São construídas
fábricas, desenvolvem-se indústrias, e a burguesia
começa a construção de casas, de zonas residenci-
ais, o que implica a destruição de parte das mile-
nares muralhas.
159.
-Madrid começou emfuncionamento, a Isla
Mágica, na Ilha Cartuja, tornou-se num dos
mais importantes parques temáticos do mun-
do, e, de uma forma geral foram melhoradas as
infraestruturas de toda a cidade.
(CONTINUA EM 2025).
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Edição nº. 22
160.
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descobrindo Ediçãonº. 22
10. - Rª BRAVA NATURAL E GENUÍNA
“Retratos
da Minha
Querida
Madeira”
I. Pestola
(Ribeirabr
avense)
161.
descobrindo Página 161
Ediçãonº. 22
A nossa terra possui um clima temperado me-
diterrânico, com verões a atingir em média
27°C e invernos também amenos, à volta dos
16°C.
Quanto ao relevo, este apresenta-se bastante
acidentado, dominado por vales profundos e
com desníveis abruptos.
“Além
As sombras das árvores, o mar e os ven-
tos, é tudo tão belo.
Beleza que transborda, que transforma e
que transcende.
Beleza que fica nos nossos corações,
mesmo quando vai embora.”
(https://www.mensagenscomamor.com/)
162.
descobrindo Página 162
Ediçãonº. 22
Carolina Aguiar (ex-aluna da EBSPMA), foi
bicampeã nacional, pelo Benfica, em
2021/2022 – Basquetebol feminino.
Publicado em 15/7/ 2022, pela RTP-Madeira.
SABIA QUE?...
O primeiro jogo oficial de basquete foi dispu-
tado em 1892, e teve uma plateia aproximada
de 200 pessoas?
Que nesse mesmo ano,
as mulheres começaram a praticar essa moda-
lidade ?
E que a primeira partida feminina ocorreu em
1896 nos Estados Unidos da América?
163.
descobrindo Página 163
Ediçãonº. 22
IGREJA SÃO BENTO (JULHO 2022): Edi-
ficada no século XVI, com origem numa pe-
quena capela do século XV, a Igreja Matriz da
Ribeira Brava, ou de São Bento, situada no
centro da vila, sofreu várias intervenções ao
longo do tempo.
No seu interior apresenta lustres magníficos;
uma coleção de peças em prata dos séculos
XVI e XVII. A capela-mor é dominada por
um magnífico retábulo de talha dourada e poli-
cromada dos finais do século XVII.
Fotos: Ana Maria Marques
164.
Página 164
descobrindo Ediçãonº. 22
ALGUMAS EX-ALUNAS DA EBSPMA (I):
Uma pequena amostra da Comunidade Escolar
da EBSPMA. Apesar ter sido partilhada por
mim noutras plataformas, pela primeira vez,
em 2011, ela continua atual.
O conhecimento teórico-académico por
si só não garante o sucesso profissional e
pessoal. É preciso utilizá-lo de maneira
adequada, o que requer boas relações
interpessoais e intrapessoais..
A escola é um dos principais ambientes
em que crianças e jovens vivenciam ex-
periências sociais, interagem com seus
semelhantes e constroem sua noção de
pertencimento.
165.
descobrindo Página 165
Ediçãonº. 22
UNIVERSIDADE SÉNIOR DA RIBEIRA
BRAVA TERMINA CICLO
A Ribeira Brava assinalou, no dia 15 de julho
de 2022, o encerramento de mais um ano leti-
vo da Universidade Sénior, num momento que
juntou os alunos nos jardins da Câmara Muni-
cipal para a entrega de diplomas.
Fotos de Jornal da Madeira (em cima) e de
Marina Gomes ; com diploma, em baixo
(15/07/20229).
166.
Página 166
descobrindo Ediçãonº. 22
MEMÓRIAS (II): No estatuto de ex-
professor de uma das disciplinas do já extinto
Curso Tecnológico de Ação Social
(EBSPMA): Fui docente da disciplina de Prá-
ticas de Acão Social ,tentando assegurar a ar-
ticulação entre teoria e prática, integrando as
componentes experimentais dos diversos sabe-
res e a utilização das novas tecnologias, bem
como trabalho de projeto.
Imagem: Tatiana Gomes (ao centro).
Página 168
descobrindo Ediçãonº. 22
Ribeira Brava vista do ar e do mar (em cima)
Um pormenor interessante da marginal da
mesma vila, nos anos , em data não confirma-
da.
Nas duas páginas….
169.
Página 169
descobrindo Ediçãonº. 22
Paróquia de Campanário celebrou festa do
Santíssimo Sacramento em julho de 2022.
Fotos: Junta Freguesia de Campanário.
A Festa do Santíssimo Nome de Jesus é cele-
brada em diferentes datas por várias congrega-
ções Cristãs. A celebração teve lugar
no Calendário Romano Geral desde o fim do
século XV, pelo menos a níveis locais.
A veneração do Santíssimo Nome foi alargada
para toda a Igreja Católica Romana em 20 de
Dezembro de 1721, durante o pontificado
do Papa Inocêncio XIII (https://
pt.wikipedia.org/).
170.
descobrindo Página 170
Ediçãonº. 22
Bana da Tabua (Ribeira Brava—Madeira), agosto 2022.
Fotos: Emília Melício
Saber fazer: Cultura muito exigente em calor e humidade,
sendo a sua atividade fortemente reduzida a temperaturas infe-
riores a 16 °C. É esta a razão pela qual os bananais da Madeira
se situam na costa mais quente, virada a sul, até aos 200 a 250
m de altitude. Os acentuados declives da ilha obrigaram a que
o terreno fosse armado em «socalcos» ou «poios».
171.
descobrindo Página 171
Ediçãonº. 22
11. - NO FECHO DA EDIÇÃO
SEMANA DA MODA 2022
DESFILE DA “LIVRE DIRETO”
21 agosto 2022
Local: Marginal da Rª. Brava
Fonte: CMRB
Organização: CMRB e “Livre Directo”.
Página 173
descobrindo Ediçãonº. 22
O desfile contou com
cerca de três dezenas de
participantes, entre os 3
e os 60 anos deidade, to-
dos clientes das duas lo-
jas coorganizadoras do
evento de encerramento.
O desfile de moda serviu
de encerramento de um
cartaz intitulado pela
CMRB—a organizadora
- “Sunsets à Brava”.
174.
descobrindo Página 174
Ediçãonº. 22
A moda é um fenómeno social e cultural que
reflete as atitudes sociais do tempo em que é
produzida, manifesta a subjetividade e a liber-
dade de expressão de cada um. Ela é um pro-
duto tanto material quanto fantasioso, fazendo
parte da teia cultural, seja imitada ou expressa-
da, de maneira singular. A moda é um assunto
recorrente em vários campos de estudo, dentre
eles o sociológico e o antropológico. Ela seduz
por que trabalha com o externo e o interno,
permitindo que nos tornemos semelhantes aos
nossos pares, fazendo parte de uma mesma
“tribo”.
Texto (adaptado) : ADRIANA FÁTIMA LAMOGLIA
175.
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descobrindo Ediçãonº. 22
" Junta de Freguesia da Ribeira Brava pro-
cedeu a limpeza de 72 veredas e caminhos "
.A Junta de Freguesia da Ribeira Brava proce-
deu à limpeza de setenta e duas veredas e cami-
nhos por toda a freguesia, desde o passado mês
de maio.
Fonte: Junta da Freguesia da Rª Brava, em
agosto 2022
Frente-Mar da Vila da Rª Brava.
31/08/2022. Fonte: Mónica Abreu.
Rª. Brava: Outubro de 2022. Fonte: Facebook.
176.
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Ediçãonº. 22
Câmara Municipal da Rª Brava (CMRB), outubro 2022: Cerimónia
de Entrega de Diplomas de Mérito e Excelência aos alunos do Ensi-
no Básico da Rª. Brava.
A cerimónia decorreu num clima de saudável confraterniza-
ção entre todos os presentes. Nos alunos premiados foi visí-
vel a mistura de emoções: a felicidade pelo mérito alcançado
e o nervosismo no momento de receber as medalhas e os
diplomas. A forte presença dos Encarregados de Educação
dos alunos premiados é sinal claro de que acompanham de
perto o percurso escolar dos seus educandos, incentivam o
esforço e o trabalho e valorizam os resultados alcançados.
os.
177.
Página 177
descobrindo Ediçãonº. 22
Teatro Baltazar Dias (Funchal): A Associa-
ção de Bandolins da Madeira acolheu a 7ª edi-
ção do Festival Internacional de Bandolins da
Madeira, onde Ribeira Brava esteve presente
com a sua Orquestra de Bandolins. O evento
decorreu de 14 a 16 de outubro de 2022, no
Funchal. As imagens seguintes retratam os
bastidores dessa participação. Fonte
(adaptado): Casa do Povo da Rª. Brava
O Bandolim surgiu na Itália
entre os séculos XVI e século
XVII como evolução da famí-
lia do alaúde.
Esse processo tem origem no
início do século XV, quando
surgiu uma miniatura de um
alaúde (oud) chamado mando-
la, afinado em C-G-D-A.
178.
descobrindo Página 178
Ediçãonº. 22
Sabia que…?
O Bandolim é conhecido como um cordofone
com origem napolitana, de costas periformes e
abauladas tal como as do alaúde e dotado de
quatro cordas duplas de metal cuja percussão
com palheta ou plectro produz um efeito de
tremolo rápido e encadeado que aumenta iluso-
riamente a duração das notas criadas?
A Família dos Bandolins é constituída pela
Bandolineta (sopranino), o Bandolim
(soprano), Bandoleta (Alto), Bandola
(Soprano), Bandoloncelo (Baixo) e Bandolão
(Baixo – com forma de bandolim mas tocado
como contrabaixo – cerca de 1,50m de altura)?
Os bandolins existem desde o séc. XVI, tendo
a sua origem em Itália, onde surgiram para
substituir o Alaúde. Cada cidade tinha o seu
bandolim (existindo Napolitanos, Romanos,
Sicilianos, Florentinos etc.) e a principal dife-
rença entre estes eram o número de cordas e a
afinação?
E mais ainda, que em Portugal, sendo um dos
instrumentos de câmara preferidos pela bur-
guesia portuguesa de Novecentos, o bandolim
alcançou uma popularidade crescente que o
transformou num instrumento característico de
outras festividades e agremiações?
Encontrando-se atualmente liberto das rígidas
convenções técnicas de interpretação do passa-
do, ele é hoje principalmente tocado por estu-
dantes em tunas universitárias de cariz urbano
ou integrado em ‘rusgas’ populares, participan-
do nas ‘chulatas’ ou outras formações instru-
mentais mistas características das mais diver-
sas celebrações profanas?
No séc. XIX construíram-se inúmeros bando-
lins de luxo, essencialmente tocados por se-
nhoras? E que, ainda no princípio do século
XX, as senhoras professoras primárias tinham,
aquando da sua formação, aprendizagem de
bandolim.?
No início do séc. XX a cidade do Porto era o
principal polo de construção de instrumentos
de corda do país, do Porto partiam guitarras
(especialmente de Coimbra), bandolins, cava-
quinhos e outros cordofones para todo país?
A História do Bandolim remonta a vários sécu-
los atrás. Sendo um intrumento que, cada vez
mais (depois de um período de quase desapare-
cimento) se consolida como indispensável na
música tradicional portuguesa, muito graças
aos estudantes e às suas tunas que fizeram re-
nascer a glória deste instrumento. Mas não só,
mesmo a nível internacional não são raros os
grupos Rock, Folk e Pop de renome que têm
utilizado este magnífico cordofone para apri-
morarem as suas composições por exemplo:
R.E.M., James, Blind Melon, U2, Jovannotti,
entre muitos outros. A nível nacional o bando-
lim é sobretudo utilizado pelas Tunas Acadé-
micas e algumas Orquestras Típicas, mas tam-
bém tem sido utilizado em alguns grupos de
música moderna (http://
serenatasemportalegre.blogspot.com/2009/04/historia-do-bandolim.html)
descobrindo Página 180
Ediçãonº. 22
A ilha da Madeira corresponde à parte emersa
de um grande edifício vulcânico de tipo escu-
do, de idade miocénica a holocénica (7 Ma),
construído sobre crosta oceânica de idade cre-
tácica, na Placa Africana (Núbia).
A sua edificação ocorreu, por atividade vulcâ-
nica submarina e, posteriormente, por empi-
lhamento de erupções subaéreas geradas maio-
ritariamente por atividade vulcânica fissural,
ao longo de um eixo principal de direção apro-
ximada E-W.
(https://geodiversidade.madeira.gov.pt/).
Na imagem, uma escultura em pedra bem co-
nhecida na Vila da Ribeira Brava.
O arenito é composto normalmente por quar-
tzo, mas pode ter quantidades apreciáveis de
feldspatos, micas e/ou impurezas. É a presença
e tipo de impurezas que determina a coloração
dos arenitos; por exemplo, grandes quantida-
des de óxidos de ferro, fazem esta rocha ver-
melha.
181.
descobrindo Página 181
Ediçãonº. 22
12. - ÍNDICE E FICHA TÉCNICA
PÁG. CONTEÚDO
03 Editorial
04 A “Festa”
23 Variação da Língua
38 Campanário (conclusão)
51 Artesanato
61 EBSPMA
82 Religião E Tradição
101 Natural e Genuína
130 Antigamente
154 Outras Culturas (II)
160 Natural e Genuína
171 Fecho
Descobrindo..., Revista Anual de Análise Social – Ribeira Brava – Região Autónoma da Madeira. 6 de
maio de 2024 – VOL. 1 – 22ª. Edição.
Propriedade/Editor /Fundador- Prof. António José Alves Pereira (AJAP) , aposentado da Escola Bá-
sica e Secundária Pe. Manuel Álvares (EBSPMA)
Participação especial: João Vítor.
Fontes: CMRB, EBSPMA, Internet e outros.
Execução Gráfica:
Depósito Legal:326066/11
ISSN:
Tiragem: 25
“nypereira1@gmail.com”