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Descobrindo_6_05_2022_António_Pereira.pdf
Descobrindo
Página 2 6 de maio de 2022
1 - EDITORIAL ANTÓNIO PEREIRA (AJAP)
Descobrindo
Página 3 6 de maio de 2022
D
a minha parte
não faltam, uma
vez mais, foto-
grafias e textos
que fazem com que o leitor
continue a dar-nos o prazer de
esperar por esta data, 6 de maio,
para ter mais uma edição da
Descobrindo. Boas leituras!
Como sempre, os textos são
variados, com fotos originais ou
emprestadas por amigos
(exemplo acima e pp. 91). Tam-
bém, e em tempo de pandemia,
cada vez mais, utilizamos a re-
produção e redes sociais.
Descobrindo
Página 4 6 de maio de 2022
Boa Morte - S. João
(9350-104 Ribeira Brava)
Por Prof. Graciela Sousa
2– SOCIEDADE NO INÍCIO DESTA EDIÇÃO
E
m São João
(Ribeira Brava)
existe uma capela
dedicada a Nossa
Senhora da Boa Morte, onde
se realiza a festa no segundo
domingo de outubro.
Descobrindo
Página 5 6 de maio de 2022
1. FESTA DE N. S. DA
BOA MORTE 2020
N
o dia 11 de
outubro, cele-
brou-se N.S.
da Boa Mor-
te. Em 2020, de uma forma
diferente do habitual, a ce-
lebração contou com um
programa mais breve.
Ao contrário dos outros anos,
a atuação da Banda Munici-
pal alargou-se numa passa-
gem pelas redondezas
(Soquinha, Til, Boa Morte,
Lombo da Levada).
A reza comunitária do terço,
no interior da capela, foi
transmitida em direto na pá-
gina do Facebook da Capela,
bem como a celebração da
missa (https://www.facebook.com/CapelaNSBM).
2. PRESÉPIO COM MO-
VIMENTO
No sítio da Boa Morte, todos
os anos, em meados de se-
tembro, a Sra. Celina Coelho
começa a construção do seu
presépio ao ar livre. Como já
nos vem habituando desde há
alguns anos, pelas suas mãos
habilidosas, nasce um presé-
pio digno de quem visita o
seu Bar.
Celina Ascensão Coelho,, à esq.,
em 25/01/2020, com a jornalista
Cláudia Sequeira (captado da in-
ternet por AJAP).
Descobrindo
Página 6 6 de maio de 2022
Como não falta a criatividade,
todos os anos ela acrescenta
novos elementos à sua cons-
trução minuciosa e repleta de
pormenores.
Este ano, fez um moinho mo-
vido a água e deu movimento
a 8 figuras, feitas a partir de
materiais diversos, às quais
juntou um mini motor elétri-
co, que dá movimento às per-
sonagens que retratam dife-
rentes cenas do quotidiano.
Todas estas construções de
Celina Coelho resultam de
uma aprendizagem que faz
sozinha, por tentativa e erro.
Conta-nos ela que dar movi-
mento às figuras exigiu muito
trabalho, algumas tentativas
falhadas, mas um desejo de
nunca desistir e tentar até con-
seguir obter o efeito desejado!
No final, obteve-se um verda-
deiro presépio animado!
Sítio da Boa Morte (Ribeira Brava), dezem-
bro de 2020: “Presépio Com Movimento”
ao ar livre, de autoria de Celina Coelho,
Recolha de imagens e texto de Graciela
Sousa, em exclusivo para a Descobrindo.
Descobrindo
Página 7 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 8 6 de maio de 2022
3 –SOCIEDADE EDUCAÇÃO E CULTURA
EBSPMA: Meados da década de 70 do século XX. Fonte: EBSPMA
Descobrindo
Página 9 6 de maio de 2022
“Tudo o que fiz na vida, fiz
com empenho”
(Maria Leonete dos Reis).
17/9/2020: Homenagem pú-
blica prestada pela CMRB, na
chamada “Escola da Igreja”,
na freguesia de Campanário,
a qual, a partir desta data,
passou chamar-se, oficial-
mente E.1º. Ciclo Com Pré-
Escolar Maria Leonete dos
Reis, estabelecimento onde a
professora exerceu a sua pro-
fissão durante 19 anos, dos
quais 17 foram como direto-
ra. Maria Leonete dos Reis
foi a primeira mulher à frente
de uma autarquia na Madeira,
ao chefiar a Câmara da Ribei-
ra Brava, de 1987 a 1989.
Fonte: CMRB.
Descobrindo
Página 10 6 de maio de 2022
Feliz
cumpleaños
Santos pasalo
muito lindo
junto con tu
bella família
(Maria Helena
De Faria)..
2020/11/01.
A D. Santos, ao lado da filha, Teresa...e não só!
Descobrindo
Página 11 6 de maio de 2022
Fonte: Redes sociais, 2020
Diante da natureza com o seu
perfeito equilíbrio, as flores
são de uma importância que
talvez não se imagina.
As flores são responsáveis pe-
lo processo de polinização.
De facto, o pólen delas
“viaja” pelo ar levando as se-
mentes até outros solos fér-
teis.
É dessa forma que a natureza
funciona e mantém tamanha
diversidade ecológica.
Descobrindo
Página 12 6 de maio de 2022
Algumas delas dependem da
força dos ventos que as agi-
tam para que possam nascer
noutro lugar e, como se sabe,
dependem dos insetos, crian-
do maravilhosos cenários de
uma beleza impar. Além das
flores verdadeiras, homenage-
amos, também, todas madei-
renses em geral e, em particu-
lar, as figurantes ribeirabra-
venses que, direta ou indire-
Juliana
Catarina
ALUNOS DA EBSPMA NA FESTA DA FLOR REGIONAL EM 2020
Descobrindo
Página 13 6 de maio de 2022
tamente, se associaram à Festa
da Flor 2020, num período
difícil por causa da pandemia.
A Festa da Flor da Madeira,
como homenagem à Primave-
ra, não se realizou, como nor-
malmente, em abril/maio mas
sim nos finais de setembro.
Um dos mais importantes
eventos turísticos na Madeira.
Fotos : Cátia, Rita, Catarina,
Luís, Mónica.
Descobrindo
Página 14 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 15 6 de maio de 2022
“Mais uma etapa concluída”.
Partilhado nas redes sociais
no dia 11 de outubro de 2020
por João Fernandes. O João,
na imagem, no interior da
Igreja Matriz da Rª: Brava,
acompanhado pela família,
nomeadamente, Bárbara, Ca-
rolina e Eduarda.
Estudar é, de facto, “acumular
conhecimento e sabedoria; é
vislumbrar um futuro”.
A educação organiza-se en-
quanto instituição para reali-
zar uma função moralizadora
da sociedade, sendo responsá-
vel por imprimir no homem
um conjunto de valores, com-
portamentos, regras e atitudes
que são indispensáveis pa-
ra coesão social, de acordo
com Durkheim, considerado
o “pai fundador da sociologia
da educação”.
Descobrindo
Página 16 6 de maio de 2022
Sabia...que?...
Só em 1973 a Escola Básica e
Secundária Padre Manuel Ál-
vares adotou a sua designação
legal, segundo a portaria nº
664/73 de 4 de outubro, tendo
entrado oficialmente em fun-
cionamento no ano letivo de
1973 – 1974?
Sabia...que?...
O arranque inicial desta Es-
cola fez-se com muitas difi-
culdades, por causa da falta de
instalações adequadas, de
equipamentos e de mobiliário,
de Professores e de Funcioná-
rios?
Fonte (texto e imagens) EBSPMA
E
B
S
P
M
A
Descobrindo
Página 17 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 18 6 de maio de 2022
EBSPMA -1998/1999: Bênção das Capas e Carnaval
Descobrindo
Página 19 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 20 6 de maio de 2022
Imagem de topo (fonte): http://escolas.madeira-edu.pt/ebspmalvares/
Luísa Paixão (1998): Os alunos
do 9º. ano interpretaram Fernan-
do Pessoa, no dia 6 de maio.
Com direito à repetição, tal foi o
sucesso.
Fátima Rodrigues: Grande tur-
ma essa... Orgulho em ter feito
parte dela.
Luísa Paixão: Dizes bem, Fáti-
ma. Davam nas vistas pelos me-
lhores motivos.
Graciela Sousa: Oh, que foto
preciosa! Não tinha nenhuma dos
meus tempos de teatro. Obrigada,
professora.
Captado na Internet em 2020/11/30.
Descobrindo
Página 21 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 22 6 de maio de 2022
Rª. Brava,
EBSPMA no
ano letivo
1998/1999:
atividades
musicais e
edifício esco-
lar, já demo-
lido.
Descobrindo
Página 23 6 de maio de 2022
Rª. Brava,
EBSPMA no ano
letivo 1998/1999:
Quadra festiva/ e
encerramento do
primeiro período.
Boa disposição.
EBSPMA, em 1998/1999. Imagens: EBSPMA.
Descobrindo
Página 24 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 25 6 de maio de 2022
Agosto e setembro de 2020
No topo - ciclistas durante a
inauguração da nova marginal
da Rª. Brava, entre a Vila e Ta-
bua.
Em baixo, representantes do
BTTBRAVA e JUDOBRAVA,
em setembro 2020.
Imagens: Comunicação social e redes sociais.
Descobrindo
Página 26 6 de maio de 2022
Associação De Estudantes
EBSPMA; 18 de janeiro de 2014
(topo da página);
Geração Viva /Clube dos Direitos
Humanos; 2003 (em cima);
Clube dos Caça-Cigarros/Carnaval
(à esquerda).
Descobrindo
Página 27
6 de maio de 2022
CRÓNICA
“A malta não vai sair de casa
Por C.G./20 de julho de 2020
Enquanto a rendas forem 600€
um T1 com dois meses de en-
trada e fiadores, a malta não
vai sair de casa.
Enquanto o valor das casas
para comprar estiver tao alta,
a malta não vai sair de casa.
Entretanto for preciso dar os
10% de entrada e ter fiadores,
a malta não vai sair de casa
Numa casa de 100 mil euros
onde é que um jovem de 20
anos tem 10 mil para dar de
entrada? Não tem. As câmaras
municipais só dão casas a
mães solteiras, pessoas que
passam dificuldades ou a ve-
lhos!
Estão sempre a reclamar do
jovem atualmente, mas se for-
mos a ver bem somos a gera-
ção com mais diplomas, mais
estudos e mais bem formada,
no entanto a que tem os piores
salários.
Vamos a procura de emprego
e dizem logo “queremos pes-
soas com experiência senão
trabalhamos vamos arranjar
experiência onde????
Nas redes de fast food e lojas
de roupa e até mesmo super-
mercado a maior parte dos tra-
balhares são jovens que assim
como eu trabalham e estudam.
Acabamos de tirar a carta,
compramos um carrinho e pa-
gamos um exagero de seguro.
(…)
Descobrindo
Página 28 6 de maio de 2022
4 – SOCIEDADE QUADRA FESTIVA
A
proxima-se o
Natal. Cele-
bra o nasci-
mento de Je-
sus Cristo, uma pessoa que,
pelo que viveu, fez e disse,
testemunhou para sempre
que o mais importante, em
qualquer vida humana e
seja onde for, é o cuidado
com quem mais precisa de
manifestações de acolhi-
mento afetuoso e de ajuda.
A sua família é constituída
por quem consente no pro-
cesso de conversão à fraterni-
dade ilimitada: fratelli tutti,
como repete o Papa Francis-
co.
A escolha do dia 25 de de-
zembro para celebrar o nasci-
mento de Jesus não obedeceu
a critérios históricos, mas a
razões de celebração da origi-
nalidade da fé cristã, no con-
texto das festas pagãs ao
deus sol invictus, do Império
Romano. O verdadeiro Sol
invencível da vida verdadeira
é Cristo que enfrentou uma
morte infame e a venceu. É
ele o sol da esperança.
O primeiro Presépio do mun-
do foi obra da imaginação
poética de Francisco de As-
sis, em 1223, em Itália. Teve,
depois, muitas recriações ori-
ginais. (…).
Texto (adaptado) de: Frei Ben-
to Domingues O.P. ;
20/12/2020; Público
(assinantes).
Descobrindo
Página 29 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 30 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 31 6 de maio de 2022
Imagens desta e página anterior: AJAP/
Ivone Pestola. Texto: “https://www.rtp.pt/
madeira/sociedade/camara-da-ribeira-
brava-reforcou-em-8-mil-euros-o-
investimento-em-luzes-de-natal-
video_48833”
Descobrindo
Página 32 6 de maio de 2022
Natal (I): Época especialmen-
te marcada por momentos e
recordações únicas em famí-
lia e com amigos.
Imagens: Ivone Pestola
(2020/12/06), via redes soci-
ais.
Imagens captadas zona mais
movimentada da Vila da Ri-
beira Brava.
Organização: CMRB.
Descobrindo
Página 33 6 de maio de 2022
Presépio no interior
da sede da Junta de
Freguesia da Rª. Bra-
va.
Imagens: AJAP
(14/12/2020).
Descobrindo
Página 34 6 de maio de 2022
Presépios: Criatividade e tra-
dição num símbolo natalí-
cio—Em termos históricos,
tudo começou na Véspera de
Natal do ano 1223.
1223? Sim, quando São Fran-
cisco de Assis, na pequena
aldeia de Greccio, perto de
Roma, onde colocou um boi,
um burro e uma manjedoura
para explicar melhor aos fiéis
o mistério do nascimento de
Jesus entre os homens e cele-
brar o Milagre do Natal. De-
pois desse dia, a tradição de
montar o Presépio durante o
período que precede o Natal
se espalhou em todo o mun-
do, tornando-se uma verda-
deira forma de arte. É nesse
âmbito, o presépio como AR-
TE, que divulgamos estas
imagens, captadas em 2020.
Presépio no interior da sede da
Junta de Freguesia da Rª. Brava.
Imagens: AJAP (2020/12/14).
Descobrindo
Página 35 6 de maio de 2022
Mostra "RECICLAR N'A
FESTA - Presépios de esca-
dinha (Data de referência:
15/12/2020): Esta atividade,
de acordo com os seus pro-
motores (Museu)
Descobrindo
Página 36 6 de maio de 2022
inseriu-se no âmbito do Pro-
jeto “MUSEU SUSTENTÁ-
VEL”, que teve como objeti-
vo “promover a consciência
para os efeitos da atuação hu-
mana sobre o ambiente e des-
tacar o papel dos museus no
desenvolvimento de novos
métodos de pensar e atuar,
que garantam o respeito pelos
limites e pela diversidade da
natureza”.
A armação do presépio ou
"lapinha", como é designado
no arquipélago, constitui um
ritual simbólico com muita
tradição no nosso arquipéla-
go. A configuração dos presé-
pios sofreu, no entanto, altera-
ções ao longo dos tempos. O
Menino Jesus era entronizado
Descobrindo
Página 37 6 de maio de 2022
em escadinhas ou mesmo co-
locado sobre uma mesa, cos-
tume ainda presente em algu-
mas unidades domésticas, nas
zonas rurais. Mais tarde, ge-
neralizou-se o uso da rochi-
nha, inspirada na orografia da
ilha e nos costumes tradicio-
nais, utilizando os recursos
naturais disponíveis. Nesta
página e na anterior—Utentes
do CAO de São Vicente e os
alunos da turma 2, 8ºE de
Educação Tecnológica, da
EBSPMA, de visita
`”Mostra”.
Texto (adaptado) e fotos: Museu Etnográfico da
Madeira (Data de referência: 15/12/2020).
Descobrindo
Página 38 6 de maio de 2022
Rª. Brava, 22/12/2020: Presé-
pios na Câmara Municipal,
captadas por AJAP.
Segundo a tradição, o
"presépio" é o conjunto de
acontecimentos passados no
local onde nasceu o Menino
Jesus. Este local,
em Belém (Palestina), era um
estábulo escavado na rocha, on-
de se encontravam um burro e
uma vaca (ou boi) que com o
seu bafo aqueceram o recém-
nascido Salvador.
Descobrindo
Página 39 6 de maio de 2022
Hoje, de acordo com a Info-
pédia, consultado nesta data,
existe neste sítio a Basílica
da Natividade (ou Nasci-
mento), onde se pensa que
desde o século V se reveren-
ciaram sucessivas represen-
tações do acontecimento.
A palavra "Natal" significa à
letra, em latim, dia do nasci-
mento, e começou a ser co-
memorado no século V pela
Igreja (depois de alguma re-
sistência)…
Descobrindo
Página 40 6 de maio de 2022
Boa Morte (S. João - Rª. Bra-
va): Celina Coelho.
Escamas e espinhas de peixe,
cascas de cebola e de bananei-
ra, pistácios, nozes ou penas
de pássaros. Quase tudo serve
de inspiração a Celina Coe-
lho, a artesã madeirense capaz
de transformar o que é consi-
derado lixo pelo comum dos
mortais em arte
Data de referência: Dezembro
2020.
Foto partilhada pela própria
no dia 24/12/2020, nas redes
sociais.
Desde miúda quis inovar,
fazer coisas que ninguém fi-
zesse. Mesmo nas brincadei-
ras, desde criança, teve habi-
lidade para “manualidades",
citando a própria.
Descobrindo
Página 41 6 de maio de 2022
Vila da Rª. Brava: Presépio de
Francisco Pestana; imagens:
AJAP; data de referência:
23/12/2020.
A palavra Presépio vem do
latim “Praesaepe”, que signi-
fica curral. E a presença do
menino Jesus no estábulo de-
monstra a grandeza de Deus
marcada pela simplicidade e
fragilidade de uma criança.
Podemos caracterizar este pre-
sépio como único e diferente
de muitos outros pelo facto de
o mesmo conter, além dos ele-
mentos bíblicos, centenas de
figurinhas e pormenores que
reproduzem a realidade física
que rodeia o seu autor, ou se-
ja, a vida do campo.
Descobrindo
Página 42 6 de maio de 2022
Qual o significado de cada
personagem representado?
Menino Jesus: é o filho de
Deus representado por um
bebê deitado na manjedoura
do curral;
José: é o pai adotivo do Me-
nino Jesus, responsável por
dar-lhe um nome, um lar e
ensinar a profissão de car-
pinteiro;
Maria: a mulher escolhida
para dar à luz ao Menino Je-
sus;
Reis Magos: representado
por Belchior, Gaspar e Bal-
tazar. Homens escolhidos
por Deus que foram ao en-
contro de Menino Jesus no
curral;
Ouro, Incenso e Mirra: re-
presentam os presentes que
os três reis magos deram ao
Menino Jesus. O ouro signi-
fica realeza, o incenso a di-
vindade e a mirra o sofri-
mento e a eternidade;
Animais: simbolizam a natu-
reza e a simplicidade, além
de fornecerem calor ao local
onde o Menino Jesus quis
nascer;
Pastores: depois de Maria,
José e os Reis Magos, os
pastores foram os próximos
aa terem conhecimento do
nascimento do Menino Je-
sus;
Anjo: é o mensageiro de
Deus e representa o céu em
festa diante do nascimento
do Menino Jesus (https://
www.vivadecora.com.br/).
Descobrindo
Página 43 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 44 6 de maio de 2022
MISSAS DO PARTO 2020
Fotos: Elisabete Silva (topo
da página e AJAP (restantes).
Missas do Parto? Sim! De 16
a 24 de dezembro, Rª. Brava
celebra, também, uma Estas
nove “Missas anunciam o
Nascimento de Jesus e pri-
mam pelos seus cânticos ca-
tólicos, delicadamente entoa-
dos por coros locais.
No final das Missas, a anima-
ção faz-se sentir nos adros
das igrejas, onde a população
se reúne e oferece “comes e
bebes” aos fiéis e visitantes.
Estas missas são celebradas
de madrugada, por volta das
seis horas da manhã.”.
Texto (adaptado) de: http://
www.visitmadeira.pt / e
dehttps://www.portobay.com/
pt//
Descobrindo
Página 45 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 46 6 de maio de 2022
As Missas do Parto são uma
tradição particular do Arqui-
pélago da Madeira, um mo-
mento exclusivo para cantar
versos populares, em honra
da Virgem Maria e do Meni-
no Jesus, alguns dos quais
remontam aos primeiros po-
voadores do arquipélago.
A estrutura da novena, com a
invocação ao Espírito Santo,
o canto da Ladainha, o retra-
to da Senhora e a missa, on-
de também são entoadas loas
à Virgem, ao seu parto e à
alegria do nascimento de Je-
sus são formas de consolidar
estar tradição.
Os cânticos permanecem os
mesmos de pelo menos há um
século, feitos em verso
(https://
www.jornaldamadeira.com/2
019/12/17/)
Na página anterior: ima-
gens captadas no dia
19/12/2020, na rua e no in-
terior da Igreja Matriz da
Rª. Brava, após uma dessas
Missas (presépio, sr. Padre
e grupo de animação da Ca-
sa do Povo local).
Estas Missas são missas
cantadas e no final da cele-
bração religiosa os adros
das igrejas transformam-se
em locais de partilha. No
ano normal, há café e cacau
quente, licores, a tradicio-
nal poncha madeirense e
diversas iguarias da época
de Natal.
Descobrindo
Página 47 6 de maio de 2022
Comércio
O Dia do Mercado de 2020
contou com a presença de di-
versos comerciantes: artesa-
nato, produtos agrícolas, bro-
as e diversos produtivos alu-
sivos à época natalícia ribei-
rabravense.
Organização: CMRB.
Fotos: DN (a baixo) e AJAP
(seguintes).
Referência: 19/ e 20/12/2020
Descobrindo
Página 48 6 de maio de 2022
Vila da Rª. Brava: Presépio
de Francisco Pestana; ima-
gens: AJAP; data de referên-
cia: 23/12/2020.
O autor deste presépio, (ver,
também, as 3 páginas anterio-
res) afirmou, em dezembro de
2020, que não o faz para par-
ticipar em concursos regio-
nais de presépios, mas por
puro prazer. Com o avançar
da idade, o Francisco necessi-
ta, cada vez mais da ajuda do
seu filho para esta “obra”.
Descobrindo
Página 49 6 de maio de 2022
Postais de Ivone Pestola, partilha-
das nas redes sociais no dia 24 de
dezembro de 2020. O embeleza-
mento das ruas, nesta quadra festi-
va, foi, como sempre, da responsa-
bilidade da CMRB.
Descobrindo
Página 50 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 51 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 52 6 de maio de 2022
Adro da Igreja Matriz da Rª. Brava,
20/12/2020.Recordando D. Isabeli-
nha, uma das crentes mais fervorosas
das Missas do Parto.
Apesar da idade avançada, Isabeli-
nha, esteve sempre presente, com to-
do entusiasmo, às 7 da manhã.
Descobrindo
Página 53 6 de maio de 2022
Natal - como tudo começou:
uma realidade bem diferente
daquela que conhece*
A palavra Natal provém do
latim “natalis” e que deriva
do verbo nascer (nāscor).
Nem sempre o dia 25 de de-
zembro foi dia o de Natal, o
dia em que se celebra o nas-
cimento de Jesus, a data terá
sido mesmo instituída pelo
Papa Júlio, no séc. IV.
Em 273 o Imperador Aureli-
ano estabeleceu o dia do
nascimento do Sol invencível
em 25 de dezembro. Após a
cristianização do Império
romano, com o imperador
Constantino - que governou
entre 306 e 337 – decidiu-se
fixar esta data como a data
do Natal, como defende Ra-
món Teja, professor emérito
de História Antiga da Uni-
versidade de Cantábria, Es-
panha, especialista em histó-
ria do cristianismo e presi-
dente de honra da Sociedade
Espanhola de Ciência das
Religiões.
Quanto à data do nascimento
de Jesus, não existe nenhuma
referência histórica.
O mês de dezembro é um mês
de celebração e significado
para os humanos já desde
tempos ancestrais, devido ao
solstício de Inverno.
Na antiga Mesopotâmia, era
celebrado o “Zagmuk”, uma
*https://www.tribunaalentejo.pt/ (partilhado
pela professora Fátima Mendes, nas redes soci-
ais; data de referência: 2020/12/26).
Descobrindo
Página 54 6 de maio de 2022
festa pagã em que um homem
era escolhido para ser sacri-
ficado de modo a acalmar os
monstros que despertavam no
final do ano.
Na era arsácida, por volta do
século III a.C., celebrava-se
a “Yalda”, na noite mais es-
cura e mais longa do ano, a
do solstício de inverno, junto
a ciprestes que eram decora-
dos e iluminados e à volta
dos quais eram deixados pre-
sentes.
A palavra “Yalda” é síria e
provem da língua persa, sen-
do o seu significado o de nas-
cimento, neste caso de Mitra,
a quem se prestava o culto
solar, e que se terá propaga-
do por toda a Ásia Menor,
Médio Oriente e norte de
África.
No Irão, ainda hoje se cele-
bra a noite de Yalda a 21 de
dezembro e é uma noite em
que as famílias e/ou grupos
de amigos se reúnem e feste-
jam comendo nozes, melancia
e romãs, frutas que ainda
restam do último verão, fi-
cando acordados até tarde
para enfrentar as forças do
mal na noite mais longa do
ano.
Já os escandinavos celebra-
vam o “Yule”, o dia em que a
Criança do Sol renasce, a da-
ta que assinala o retorno de
toda uma nova vida através
do amor dos Deuses.
Segundo a Tradição Nórdica,
o “Yule”, ou “Jull”, era mes-
mo considerado o Ano No-
Descobrindo
Página 55 6 de maio de 2022
Havia festivais que se come-
moravam quase do mesmo
modo do Natal atual, com ca-
sa enfeitadas com ramos ver-
des, comida, árvores enfeita-
das etc. numa homenagem à
natureza e com oferendas aos
deuses. Sendo o fogo o ele-
mento central, símbolo da luz
e de vida, faziam-se também
fogueiras comunitárias, tudo
para iluminar a noite mais
escura do ano.
No paleolítico esta data tam-
bém era celebrada e foram
erguidos monumento em hon-
ra do solstício como, por
exemplo, “Stonehenge”.
Os romanos pré-católicos ce-
lebravam o Deus Saturno, as
festas saturninas e que eram
um período em que ninguém
trabalhava, se ofereciam pre-
sentes, se visitavam os amigos
e até alguns escravos recebi-
am permissão temporária pa-
ra fazer tudo o que lhes agra-
dasse.
Para se impor com mais faci-
lidade, e dada a dificuldade
devido à popularidade das
saturninas, o cristianismo
acabou por misturar a sua
celebração com o festejo pa-
gão do nascimento do Sol,
transformando-o na celebra-
ção do nascimento de Cristo.
Mas também do outro lado do
Atlântico, no México, desco-
briu-se com a chegada dos
europeus, já no séc. XV, que
também as civilizações nati-
vas celebravam esta data em
honra do solstício e do nasci-
Descobrindo
Página 56 6 de maio de 2022
Mas também do outro lado
do Atlântico, no México, des-
cobriu-se com a chegada dos
europeus, já no séc. XV, que
também as civilizações nati-
vas celebravam esta data em
honra do solstício e do nasci-
mento do deus
“Huitzilopochtli”. Também
aqui esta era uma época do
ano marcada pela generosi-
dade, reuniões familiares pa-
ra comer, sempre esperando
que o deus renascesse do
submundo para voltar à Ter-
ra.
Não deixando de ser uma fes-
ta religiosa, o Natal, tal co-
mo o hoje o conhecemos e
celebramos, é uma festa que
mistura tradições de muitas
origens, anteriores a Jesus,
celebrando todas elas a luz, a
fraternidade e solidariedade
entre família, amigos, povos.
Em Portugal, foi com D. Fer-
nando II (Ferdinand August
Franz Anton von Sachsen-
Coburg und Gotha) de ori-
gem alemã, segundo marido
da Rainha D. Maria II e
Príncipe Consorte de Portu-
gal entre 1836 e 1837, quem
terá trazido a tradição nata-
lícia para Portugal.
Fernando era primo de D.
Alberto, casado com a Rai-
nha Vitória do Reino Unido,
e ambos foram responsáveis
pela disseminação das tradi-
ções natalícias germânicas,
quer em Portugal, quer na
Grã-Bretanha.
Em Portugal, foi Fernando
Descobrindo
Página 57 6 de maio de 2022
Em Portugal, foi Fernando II
o responsável pela montagem
da primeira árvore de Natal
para a esposa e para os seus
11 filhos, tendo ainda distri-
buído presentes vestido de
São Nicolau, com trajes ver-
des e brancos*.
*https://
www.tribunaalentejo.pt/
(partilhado pela professora
Fátima Mendes, nas redes so-
ciais; data de referência:
2020/12/26).
É UMA CASA MADEI-
RENSE, COM
CERTEZA!
No Natal ribeirabravense, há
tradições que se mantêm em
muitas casas: a comida, as
flores, as decora-
ções e enfeites
das casas, a
construção dos
presépios…
Por Prof. Gra-
ciela Sousa
Da esq. para a dir.: licor de tangerina, carne de vinha
d’alhos a marinar, canja de galinha, broas.
Descobrindo
Página 58 6 de maio de 2022
Da esq. para a dir.: junquilhos, manhãs de Páscoa, sapati-
nhos, ensaiões. Em baixo, da esq. para a dir.: lapinha com
ensaiões.
Percorremos as páginas do
Facebook de alguns muníci-
pes da Ribeira Brava. Encon-
tramos muitos presépios tor-
nado públicos nesta rede soci-
al: lapinhas em escada, com
ou sem frutas, presépios em
grutas improvisadas, Meninos
Jesus vestidos a preceito - en-
contramos de tudo um pouco!
Descobrindo
Página 59 6 de maio de 2022
Nesta página (arbitrariamente):
Lapinha com alegra-campo
Presépio com searas de trigo e ca-
brinhas (presépio de Virgínia Mar-
tins, sítio da Boa Morte
Lapinha com lamparina de azeite
Menino Jesus – vestido de bordado
Madeira
Presépio de Sónia Silva
Lapinha com lamparina de azeite
Menino Jesus – vestido de bordado
Madeira
Presépio de Sónia Silva e outros.
Fonte; Redes sociais.
Em cima:
MUSEU ETNOGRÁFICO DA
MADEIRA EM 2017!
Descobrindo
Página 60 6 de maio de 2022
Por Prof. Graciela
Sousa
GLOSSÁRIO 2020
& EB1/PE/C DA VILA
1. GLOSSÁRIO 2020
Álcool gel
Boletim diário
CORONAVÍRUS
Distanciamento social
Emergência
Fé
Gripe
Humanidade
Imunidade
Jazigo
KO
Luvas
Máscaras
Netflix
Obediência
PANDEMIA
Quarentena
Respiradores/Surto
Transmissão local
Universal/VACINA
Wuhan/Xeque-mate
Youtube
Zoom
2. EB1/PE/C DA RIBEI-
RA BRAVA: Entrega de
prendas na EB1/PE/C da Ri-
beira Brava .
Descobrindo
Página 61 6 de maio de 2022
A FESTA NA SERRA DE
ÁGUA
4 imagens do natal de 2020 e
memórias das missas do
parto, na década de 50, na
Serra de Água.
Por Orlanda Silva
(Funcionária da EBSPMA)
Descobrindo
Página 62 6 de maio de 2022
Na atualidade, cada sítio cos-
tuma lançar foguetes para
acordar as pessoas para as
missas de parto mas, antiga-
mente, faziam uns apitos de
cana e iam tocando pelo cami-
nho. A missa era às 4h30 e
acabava por volta das 7h. Não
havia luz na estrada, nem lan-
ternas. Para iluminar o cami-
nho, pegavam num bocado de
“visgo” e pegavam lume.
Descobrindo
Página 63
6 de maio de 2022
Também faziam lanternas
com um bocado de pano, no
qual deitavam petróleo e pe-
gavam lume, depois era trans-
portado em cima de uma fo-
lha de inhame. Entravam na
Igreja de noite e amanheciam
ainda na missa pois além de
ser um sermão muito grande,
também cantavam muitas
músicas. O camarim, por trás
do altar, tinha velas, que eram
acesas consoante a quantida-
de de dinheiro doado pelo sí-
tio da missa de parto desse
dia.
EBSPMA
—Natal do
anos 90
do século
XX..
O Natal e
a sua cele-
bração na
Rª. Brava
têm muda-
do muito
ao longo
da histó-
ria.
Descobrindo
Página 64
6 de maio de 2022
B
em-vindo ao
concelho de Ri-
beira Brava
Historial
(…) e pozeram muitos dias no
caminho até chegarem dahi a
três léguas a uma furiosa ri-
beira, na praya da qual estava
aguardando o capitam, que
em terra desembarcara, e ti-
nha ahi traçado huma povoa-
ção, a que deu nome Ribeira
Brava, pela que corria neste
logar (…) Gaspar Frutuoso,
Saudades da Terra (respeitando-
se a grafia original do autor). Texto
(adaptado): https://
www.portugalsos.com/].
Mas, para já, vamos a um dos
nossos destaques de 2020:
A imagem desta página foi,
captada em 11 de novembro
de 2020, por Isaac Pereira. Re-
fere-se à Estrada que liga a
Vila da Rª. Brava à Tábua, co-
mo nos referimos anterior-
mente. Página seguinte, Ricar-
do Nascimento.
5- SOCIEDADE MELHORIA DA MOBILIDADE
Página 65
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
Requalificação da “Marginal”: Abertura oficial em agosto 2020
Estrada Marginal Rª Brava - Tabua em 25/3/2018
Página 66
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
I
magens da
“Descobrindo”, em
12 de janeiro de
2020, respeitantes à
obra de requalificação da
marginal entre a vila e a
Tabua - Avenida Eng.º Ri-
beiro Pereira.
A proposta global foi da Câ-
mara Municipal da Ribeira
Brava e teve o parecer do
Executivo regional, com a
novidade de a mesma incluir
a construção de três túneis
com uma extensão acumula-
da de 230 metros.
Recordamos que durante lar-
gos anos, esta estrada margi-
nal, a antiga Estrada Regional
n.º 101, foi uma via essencial
para a circulação de pessoas e
bens nesta zona da ilha, per-
mitindo igualmente a ligação
à parte oeste da Madeira.
A situação da marginal entre
a Ribeira Brava e a Tabua era
como ilustram as duas ima-
gens desta página, em baixo,
à esquerda, de acordo Profes-
sor Sílvio Silva, da
EBSPMA:
Saída de emergência na Ri-
beira Brava - 2018. A antiga
estrada regional que liga a
Ribeira Brava à Tabua está
num estado deplorável! Este
percurso faz parte do Cami-
nho Real da Madeira e está
assim, jogado ao abandono!
As saídas de emergência dos
Página 67
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
túneis estão no estado em que
se pode ver... a estrada está
cheia de lixo, pedras e terra!
Enfim, parece que é terra de
ninguém.
Este caminho poderia e deve-
ria ser limpo! Daria um óti-
mo local para fazer desporto.
“https://
silviosilva.blogspot.com/002.html “
(2018/03/25)
Marginal entre a vila e a Tabua - Avenida Eng.º
Ribeiro Pereira, no dia 25 de março de 2018.
Autor: Sílvio Silva.
Página 68
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
Estrada Marginal Rª Brava - Tabua em 12/1/2020
Fotos de AJAP, em 12/1/2020,
Página 69
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
Página 70
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
.O Presidente da CMRB sali-
entou que se tratou de uma
obra ambicionada pela popu-
lação há mais de dez anos e
que a mesma assumia grande
importância, sobretudo para
o movimento de trânsito para
a frente-mar da Vila e “com
potenciais benefícios para o
comércio local”.
Início da requalificação:
2018.
Página 71
6 de maio de 2022
Edição n.º 20
Estrada Marginal Rª. Brava/Tabua, agosto 2020
A obra inclui tam-
bém uma via de
trânsito automóvel,
no sentido de entra-
da na Vila da Ribei-
ra Brava, bem co-
mo uma ciclovia e
zona pedonal.
Imagens: Governo/
AJAP/Ivone/DN
Descobrindo
Página 72 6 de maio de 2022
MARGINAL DA RIBEIRA
BRAVA TAMBÉM FOI
AFETADA PELO MAU
TEMPO (FOTO DESTA
PÁGINA*): O mau tempo
que se fez sentir no início de
dezembro de 2020 também
deixou marcas na marginal da
Ribeira Brava.
Devido às chuvas, o ribeiro
arrastou consigo tudo o que
se pode ver na imagem, não
havendo maneira de escoar o
'entulho'.
A estrada esteve encerrada no
dia, 2 de dezembro de 2020.
*https://www.jm-madeira.pt/
região (02/12/20). Fotos da
página anterior: AJAP, mes-
ma data, testemunhando a
água resultante das fortes
chuvas.
Chuva forte, vento intenso e
trovoada obrigaram as autori-
dades a encerrar por uns dias
a marginal Rª. Brava/Tabua
no início de dezembro de
2020.
Descobrindo
Página 73 6 de maio de 2022
A marginal da Ribeira
Brava, uma obra que
foi objeto de um con-
trato-programa entre o
Governo Regional e a
Câmara Municipal da
Ribeira Brava, foi
inaugurada em
28/08/2020.
Fotos AJAP
(2020/12/06).
Descobrindo
Página 74 6 de maio de 2022
Marginal da Rª Brava,
2020/12/06 (AJAP/Ivone
Pestola) reaberta, após a lim-
peza da acumulação, numa
parte do percurso, de detritos
causados pelas intensas chu-
vas do final de novembro e
início de dezembro do mesmo
ano. As imagens das 3 pági-
nas seguintes são da Ivone.
Descobrindo
Página 75 6 de maio de 2022
Alguns efeitos da tempestade
pós- tropical “Thieta” que as-
solou a Madeira em meados
de novembro de 2020.
Captamos, para os nossos lei-
tores, algumas imagens
(ribeira, praia, marginal e cais
da Rª. Brava). São bem visí-
veis o aumento da agitação
marítima com ondas de sul
que chegaram atingir os 4 m
de altura significativa.
Fotos de Isaac Pereira/AJAP.
Data: 2020/11/14.
Descobrindo
Página 76 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 77 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 78
6 de maio de 2022
R
ibeira Brava
(RB), uma vila
cheia de histó-
rias.
A RB é uma vila que vale a
pana conhecê-la a pé, de for-
ma calma, sem pressas, com
máquina fotográfica na mão e
muita vontade para
“descobrir” alguns pormeno-
res que nos rodeiam.
Para isso é também necessário
parrarmos de vez em quando e
captarmos alguns pormenores
menos conhecidos da natureza
que nos rodeia e da qual faze-
mos parte.
Foi o que fizemos durante os
meses de agosto e setembro de
2020, começando na praia
prosseguindo pela rua Coman-
dante Camacho de Freitas,
com destaque para o sítio co-
nhecido por “Caminho Chão”,
passando pela Meia Légua
(até ao Centro Desportivo).
Não esquecemos a Ponta Ver-
melha e a subida até ao topo
da Fajã da Ribeira. (todos os
anos descobrimos pormenores
interessantes nestes sítios).
Um pouco de História, antes
de mais.
POR
AJAP
6– A Rª. BRAVA DE OUTROS TEMPOS
Descobrindo
Página 79
6 de maio de 2022
Eis a Ribeira Brava situada
na foz de uma ribeira do mes-
mo nome!
Um lugar soalheiro, situado
numa encruzilhada de cami-
nhos por onde se deslocavam
os povos das freguesias mais
recuadas em viagem ou com
mercadorias às costas, para
tomarem o barco rumo ao
Funchal.
Um esplender! Na realidade,
a profunda ribeira recebe
muitas que, desde o Paúl da
Serra, se precipitam por toda
uma ampla bacia (…). As es-
carpas que ladeiam as mar-
gens da Serra d`Água são im-
pressionantes (RIBEIRO;
1998).
Descobrindo
Página 80
6 de maio de 2022
(…)Localizada na costa sudo-
este da ilha da Madeira, a Ri-
beira Brava é uma das locali-
dades mais antigas da Madei-
ra. Esta localidade, devido à
sua orografia, teve um papel
muito importante nas comuni-
cações entre todos os pontos
da ilha.
Começada a povoar nos iní-
cios do século XV, entre o pri-
meiro e o segundo quartel, foi
das primeiras freguesias da
ilha, logo criada na sequência
das do Funchal e Machico,
pouco depois da morte do in-
fante D. Henrique em 1460.
Nasceu a importância da Ri-
beira Brava da sua ribeira,
comunicação essencial com o
interior da ilha e do seu porto
mar. Era então um porto onde
os barcos não encostavam ou
ancoravam, mas encalhavam.
Só entre 1904 e 1908 foi cons-
truído um pequeno caís de
acostagem e desembarque,
furando-se a rocha a leste da
futura vila, para acesso ao
pequeno desembarcadouro
(hoje de maiores dimensões,
permitindo a acostagem de
barcos de pequeno e médio
porte).
Este concelho é o de criação
mais recente na ilha da Ma-
deira, criado precisamente em
1914, no dia 6 de maio, e re-
cebeu categoria de vila em
1928, sendo sede de municí-
pio.
É composto pelas freguesias
de Ribeira Brava, Serra de
Água e Ponta do Sol, desmem-
Descobrindo
Página 81
6 de maio de 2022
brado por sua vez do Conce-
lho de Câmara de Lobos. O
município é limitado a norte
pelo município de São Vicen-
te, a leste por Câmara de Lo-
bos, a oeste pela Ponta do Sol
e a Sul tem litoral no oceano
Atlântico.
O concelho da Ribeira Brava,
com uma área de 65 km2, é
formado por quatro freguesi-
as; Campanário, Ribeira Bra-
va, Serra de Água e Tabua;
foi criado a 6 de maio de
1914, para o qual contribuí-
ram em grande parte os esfor-
ços do Visconde da Ribeira
Brava, Francisco Correia
Herédia. Devido à sua paixão
pela vila, mais tarde adicio-
nou o nome Ribeira Brava ao
seu nome, passando a ser,
Francisco Correia de Herédia
Ribeira Brava. O Visconde
dotou a vila de grandes me-
lhoramentos, tais como, o
alargamento e abertura de
ruas, a construção de um pe-
queno teatro e a reedificação
do forte de S. Bento.
A economia municipal assen-
ta na agropecuária, comércio
retalhista e turismo
(restauração e hotelaria),
destacando-se ainda o papel
da administração local. Na
agricultura, predomina o cul-
tivo da batata, de culturas
hortícolas extensivas, a horta
familiar, os frutos subtropi-
cais e a vinha. A pecuária tem
também um peso importante
na economia concelhia (…)”
Descobrindo
Página 82
6 de maio de 2022
Fonte: ADRAMA. 2013.
Nota da Redação: A
cultura, sociologi-
camente falando, é
o património intelectual e ma-
terial próprio de uma determi-
nada sociedade (valores, nor-
mas, linguagens, os meios ma-
teriais para a produção e a
reprodução social do ho-
mem…).
Ribeira Brava
Descobrindo
Página 83 6 de maio de 2022
O
s pés descalços
dos escravos fica-
ram tradicional-
mente entre a gen-
te de meia encosta e da serra que
dificilmente suporta o calçado e,
quando a ele é forçada, principal-
mente em viagem, por comodi-
dade e economia alterna uma
com outra bota, calçando-as às
etapas cada qual no seu respetivo
pé.
A bota de folga leva-a suspensa
da mão ou da cintura.
PEREIRA (Eduardo C. N.).— ILHAS DE ZARGO. 3ª edição. Edição da
Câmara Municipal do Funchal. 1968. Volume II – p.557 e 558
Descobrindo
Página 84 6 de maio de 2022
ISLENHA 54 –
2014. Página 177.,
reproduzida por
Vieira, Ana.
A
s observações so-
bre a interação
dos seres humanos
na sociedade “são
colocadas no seio de uma
perspetiva temporal, fornecida
pelas fontes históricas”.
Por exemplo, duas das foto-
grafias acima constam de uma
separata da revista Islenha—
nº. 19, de 1996, com o título:
Descobrindo
Página 85 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 86 6 de maio de 2022
Nota da Redação: Uma das
características da cultura é o
facto de os seus elementos
serem transmitidos graças à
aprendizagem: “A cultura
não é algo estático”. Os ele-
Descobrindo
Página 87
6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 88
6 de maio de 2022
2003
Descobrindo
Página 89 6 de maio de 2022
Muitos dos elementos da cul-
tura são interdependentes. A
cultura reestrutura-se conti-
nuamente, modificando os
usos e costumes “e assim
também os valores…”
Descobrindo
Página 90
6 de maio de 2022
PEREIRA (Eduardo C. N.).— ILHAS DE ZARGO. 3ª
edição. Edição da Câmara Municipal do Funchal. 1968.
Volume II – p.558
MATOS (António Marinho) – RIBEIRA BRAVA –
Evangelização, devoção e património cultural – subsí-
dios para a história da sua paróquia
ISLENHA 54 – 2014. Página 177.
Descobrindo
Página 91
6 de maio de 2022
Luís Silva (à esq. na foto 1 e
sozinho nas restantes), nos 50
do séc. XX, no “Calhau” (foto
4).
As três imagens iniciais desta
página foram-nos cedidas gen-
tilmente pelo seu dono (Luís),
que nasceu e cresceu no anti-
go bairro de “casa de palha”*
*Numa das páginas seguintes,
o mesmo local, na atualidade.
(outº.2020).
Na infância e juventude de
Luís, o nível de pobreza era
grande. Não podiam estudar e
muito menos ambicionar a ter
profissões muito diferentes
das dos pais.
http://www.cm-ribeirabrava.pt/cmrb1/old-pictures/
1 2 3
4
Descobrindo
Página 92 6 de maio de 2022
A Câmara Municipal da Ri-
beira Brava interveio no dia
21 de outubro de 2020, na es-
carpa sobranceira à entrada do
Cais da vila. Os trabalhos in-
cluíram a limpeza da escarpa,
através do desmonte de
maciços rochosos, de for-
ma a mitigar o risco:
“Esta intervenção garante
uma maior segurança aos
veículos e peões, numa
estrada que é frequentada
diariamente por muitas
pessoas. Estas são, por-
tanto, medidas importan-
tes, dentro das possibili-
dades financeiras da au-
tarquia, para garantir a
segurança de munícipes e
visitantes” (Ricardo Nas-
cimento, presidente da
Câmara Municipal da Ri-
beira Brava).
O bairro de palha situava-se,
antigamente (página anterior)
onde, agora, outubro 2020,
está o restaurante “Cais da Ri-
beira”.
Descobrindo
Página 93 6 de maio de 2022
Todos (página anterior) nas-
ceram numas casas de palha
que existiam no bairro junto
ao Cais da Rª. Brava.
Ainda voltando à página ante-
rior, no sentido dos ponteiros
do relógio, Luís (ao meio e
`direita), acompanhado por
alguns dos seus amigos de in-
fância (à esquerda), entre os 7
e 8 anos de idade: José, Agos-
tinho e outros. O pai do Luís
era barbeiro de profissão e
também carcereiro no
“Forte”.
Em 1815 há referências sobre
um pequeno forte triangular
junto à embocadura da ribeira,
e um outro denominado de
Forte de S. Sebastião. Foram
ambos arruinados por uma
aluvião em 1803.
Um outro, é o Forte de S.
Bento, que naquela época es-
tava arruinado. Hoje, perfeita-
mente adaptado ao contexto
visual da vila, o forte serve de
Posto de Informações.
Em 1916 fizeram-se obras pa-
ra a sua recuperação e embe-
lezamento do que hoje pode
ser visto na Marginal da Ri-
beira Brava.
Em 1920 esta pequena fortifi-
cação foi alugada à Câmara
Municipal para servir de pri-
são.
O pai do Luís foi um dos car-
cereiros dessa “prisão”. Para
se ser preso bastava não cum-
prir as leis nacionais da épo-
ca. Na página seguinte, uma
pequena amostra dessas leis.
Descobrindo
Página 94 6 de maio de 2022
Durante o Estado Novo, são
promulgadas uma série de
leis, cujo objetivo seria o de
proteger os bons costumes
(https://www.juponline.pt/).
Na década de 30 do século
XX, em Portugal, incluindo as
ilhas, claro, cabia ao Estado e
autarquias locais tomar todas
as providências no sentido de
evitar a corrupção dos costu-
mes.
Descobrindo
Página 95 6 de maio de 2022
(...)Quando D. Fernando
(1367-1383) promulgou a Lei
das Sesmarias, talvez por
1375, a Europa estava em
crise, com instabilidade polí-
tica e da paz, para além das
carências alimentares e dos
efeitos da peste, mas a aten-
ção prestada à agricultura
não chegou para corrigir a
debilidade.
Como recorda a História co-
ordenada por Rui Ramos, a
crise dos europeus continuou
a agravar-se, os maus anos
agrícolas sucederam--se.
O que D. Fernando I preten-
deu, seguindo política ante-
rior, foi fixar a população à
terra, dela recolhendo o sus-
tento. (…).
Adaptado de https://www.dn.pt/
opiniao/opiniao-dn/adriano-
moreira/a-lei-das-sesmarias-
2168620.html
7 – A SERRA DE ÁGUA GENUÍNA E INESQUECÍVEL
Descobrindo
Página 96 6 de maio de 2022
A localidade da Serra
de Água também foi
dada de sesmarias* a
um dos descendentes
de Zarco, Helena Gon-
çalves…
*HISTÓRIA lei das sesmarias
ordenação do rei Dom Fernando
(1345-1383), que determinava o
cultivo das terras maninhas pelos seus
proprietários ou a sua entrega ao
Estado, que as distribuiria pelos de-
sempregados
RIBEIRO, João Adriano; Ribeira
Brava—Subsídios para a História
do Concelho; CMRB (1998).
Descobrindo
Página 97 6 de maio de 2022
A Serra d EÁgua tinha muito
menos habitantes do que as
vizinhas freguesias da Ribei-
ra Brava, Tabua e mesmo
Campanário. Tratava-se de
uma população que quase
poderíamos dizer serra-
na ...economia de subsistên-
cia. Em 1782 havia quatro
moradores na Rocha Alta...
RIBEIRO, João Adriano; Ribeira
Brava—Subsídios para a História
do Concelho; CMRB (1998).
Descobrindo
Página 98 6 de maio de 2022
Serra de Água,
1998. Todos os
habitantes da
Serra D`Água
viviam de uma
economia agro
-pastoril e tam-
bém de uma já
bastante escas-
sa extração de
madeira.
RIBEIRO, João Adriano; Ribeira
Brava—Subsídios para a História do
Concelho; CMRB (1998)..
Descobrindo
Página 99 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 100 6 de maio de 2022
RIBEIRO, João Adriano; Ribeira
Brava—Subsídios para a História
do Concelho; CMRB (1998).
(…) O único homem de ofí-
cio, em 1782, na Serra
D`´Agua, era o ferreiro Ma-
nuel Pestana que não pagou
finto* por ter poucos meios.
De referir ainda 20 habitan-
tes considerados pobres e
outros 20 moços de casa
alheia. Além destes, os enjei-
tados eram cinco.
Descobrindo
Página 101 6 de maio de 2022
A freguesia da Serra de Água
foi um centro de muitas árvo-
res.
Esta freguesia acha-se situa-
da , em grande parte, “num
extenso, fundo e apertado va-
le, circundado por alterosas e
abrutas montanas.
Rodea-no o pico da Cruz, o
pico do Cedro, o pico Grande
e outros, todos de agigantada
estatura e de uma agreste e
imponente magnificência.
A Serra de Água pertenceu ao
concelho da Ponta do Sol des-
de a criação deste em 1835,
fazendo atualmente parte do
concelho da Ribeira Brava,
que foi criado no ano de 1914
e instalado a 2 de agosto do
mesmo ano.
(ELUCIDÁRIO MADEIRENSE*
FERNANDO DA SILVA/CARLOS MENESES; 2ª
edição acrescentada, 1940, em 3 volumes).
*O Elucidário Madeirense foi um projeto coordenado
pelo Padre Fernando Augusto da Silva (1863-1949)
publicado em 1921 para comemorar o quinto centenário
do descobrimento da Madeira.
A última atualização é de 1940, mas continua a ser uma
referência fundamental para o conhecimento da História,
cultura e Ciência do arquipélago madeirense.
Descobrindo
Página 102 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 103 6 de maio de 2022
RIBERA BRAVA, VERÃO
E OUTONO DE 2020 -
Retratos do Quotidiano—
Ouve-se o dançar suave dos
ramos em sincronia com o
canto dos pássaros, um ou
outro passo sobre os tapetes
de folhas no chão. Gosto de
passear nestes caminhos,
descontrair ao meio da ma-
nhã.
AJAP /Isaac
Descobrindo
Página 104 6 de maio de 2022
Vereda do Boqueirão
(Caminho da Ameixieira):
Em 2020 estava a decorrer ,
no momento em que a visita-
mos, a empreitada de benefi-
ciação do Caminho da
Ameixieira, sito na freguesia
da Serra de Água.
A obra permitirá assegurar a
correção da desadequação do
pavimento existente, de
acordo com a imprensa es-
crita regional desse ano.
Descobrindo
Página 105
6 de maio de 2022
A Serra d`Água é uma das
freguesias do concelho da Rª.
Brava (Madeira). As imagens
desta página foram captadas
por Orlanda Silva em
28/10/2020 . A Descobrindo
convida o sr. Leitor a admirar
nas páginas seguintes a nossa
Fotogaleria sobre esta fregue-
sia (Por AJAP; outubro/
novembro 2020). Vereda
Lombo da Bica? Pinheiro…?
Descobrindo
Página 106 6 de maio de 2022
ve·re·da |ê|
(latim tardio vereda, de veredus, -
i, cavalo para viagem, cavalo de ca
ça)
nome feminino
1. Caminho estreito.
2. Caminho secundário que p
ermite encurtar caminho ou c
hegar mais rapidamente. = A
TALHO
"vereda", in Dicionário Priberam da Língua Portugue-
sa [em linha], 2008-2020, https://
dicionario.priberam.org/vereda [consultado
em 01-11-2020].
Descobrindo
Página 107 6 de maio de 2022
A CÔNGRUA
Em religião, é designa-
do benefício eclesiástico o
rendimento vinculado a
um cargo eclesiástico e que
permite ao seu titular
(beneficiário) cumprir cor-
retamente uma função
na Igreja.
Ou seja, é um direito adqui-
rido de quem exerce um ofí-
cio eclesiástico, como fundo
de rendimento ou côngrua e
para seu usufruto, como for-
ma da sua sustentação.
O regime beneficial surgiu
na Igreja pelo século VII,
mas, como por vezes o bene-
ficiado dava mais importân-
cia ao benefício que ao ofí-
cio, o Concílio Vaticano
II decidiu que se proce-des-
se prudentemente à extinção
deste regime. Em Portugal,
os patrimónios dos benefícios
paroquiais foram integrados
nas respetivas fábricas paro-
quiais impostos religiosos,
como os dízimos e
as primícias, em cobranças
pelo exercício do culto, como
os direitos de estola, e em
outros rendimentos, às vezes
derivados de propriedades
territoriais vinculadas ao be-
nefício. No entanto, o direito
canónico proibia que se co-
brasse qualquer quantia pela
administração (...)
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%
C3%B4ngrua (adaptado).
8 – A TABUA GENUÍNA E INESQUECÍVEL
Descobrindo
Página 108
6 de maio de 2022
Freguesia da Tabua
Texto: ELUCIDÁRIO MADEIRENSE*; FER-
NANDO AUGUSTO DA SILVA/CARLOS
AZEVEDO MENESES
Fotos: AJAP (novembro 2020)
*um guia fundamental para o conhecimento da
História, Literatura e Ciência do arquipélago
da Madeira
Descobrindo
Página 109
6 de maio de 2022
O nome sesmaria deriva de ses-
mar, dividir. Por esse sistema,
as terras cultivadas nas comuni-
dades eram divididas conforme
o número de habitantes e, de-
pois, sorteadas. O objetivo
era garantir o cultivo das áreas,
que eram denominadas sesmo
porque correspondiam à sexta
parte do valor de cada terreno.
Fonte: https://www.todamateria.com.br/
Descobrindo
Página 110
6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 111
6 de maio de 2022
Nota da Redação:
Côngrua= Nome substantivo
para designar, sobretudo no pas-
sado a sustentação dos clérigos
por meio do "benefício ligado ao
respetivo ofício" Pensão que se
dá aos párocos para seu sustento.
Fonte: Dicionário informal (SP) em 16-
11-2008.
Côngrua = Nome feminino com
o significado antiquado quantia
concedida aos párocos para se
sustentarem. Fonte: Infopédia.
Sesmaria = nome feminino que,
de acordo com a HISTÓRIA,
significava terreno inculto ou
abandonado distribuído a colo-
nos ou cultivadores. Fonte: Info-
pédia.
Descobrindo
Página 112 6 de maio de 2022
Fonte (texto, edição de
2012); pp.101 a 104:
As imagens que ilustram esta e
as 2 páginas seguintes, são de
abril 2018, de autoria de AJAP e
de alguns dos seus alunos do
terceiro ciclo (área de comér-
cio), EBSPMA, ano letivo
2017/18, durante uma breve vi-
sita de estudo à Tabua, a pé.
Descobrindo
Página 113
6 de maio de 2022
Bica de Pau, Corujeira, Ribeira da
Caixa, Ribeira da Caixa de Cima,
Massapês, Madre de Deus, Fonte,
Terça, Espedregada, Fajã, Porte-
la...
Descobrindo
Página 114 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 115
6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 116 6 de maio de 2022
Arlindo Lourenço, na ima-
gem, em 1992: Hoje a Ribei-
ra da Tabua já não tem o
grupo das castanholas.
Onde ainda há umas casta-
nholas é aqui, e são muito
poucas. No sítio dos Zimbrei-
ros havia duas pessoas
Descobrindo
Página 117
6 de maio de 2022
pessoas tocavam castanholas,
mas uma já morreu. Não é
difícil tocar castanholas mas,
claro que é preciso ter um
dom para a música. Uma pes-
soa tem que ter queda pra to-
car. Já o meu avô, que mor-
reu com 8 anos, tocava casta-
nholas. Isto é uma coisa para
mais de 100.
Palavras de Arlindo Louren-
ço ao Jornal da Madeira, há
30 anos (1992), na altura com
60 anos de idade.
Descobrindo
Página 118
6 de maio de 2022
Freguesia da Tabua, no-
vembro de 2020: Presume-se
que o seu nome derive de
uma planta denominada ta-
bua, utilizada no fabrico de
esteiras e fundos de cadeiras,
que parece ter existido nestes
sítios.
Texto (adaptado): https://
www.namadeira.pt/.
Fotos de AJAP (esta e pági-
nas seguintes).
Descobrindo
Página 119 6 de maio de 2022
Freguesia da Tabua, novembro de 2020
Descobrindo
Página 120 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 121
6 de maio de 2022
Freguesia da Tabua, no-
vembro de 2020: Destaca-
mos, em primeiro lugar, nesta
página, um dos habitantes
mais populares da Vereda da
Corujeira, à direita. Pergunta-
mos o nome e disse-nos ser
mais conhecido por o
“Cambadinho da Maria Pe-
quena”.
Igreja da Tabua ou Igreja Pa-
roquial da Santíssima Trinda-
de, vista da Vereda da Coru-
jeira, numa das imagens.
Descobrindo
Página 122 6 de maio de 2022
9 – RIBEIRA BRAVA GENUÍNA E INESQUECÍVEL
POR AJAP
A
ntigamente
não havia água
canalizada nas
casas.
Na Rª. Cdte. C. Freitas, no sí-
tio encontramos uma casa com
um fontanário antigo. Uma
relíquia que ainda funciona.
Descobrindo
Página 123 6 de maio de 2022
A água é fonte de vida. Sem
este recurso a própria terra
não passaria de um astro mor-
to e, por este motivo, “é a
água que, distribuída de forma
desigual no tempo e no espa-
ço, dita e molda a vida e a
História do Homem”.
Desde os tempos mais remo-
tos, o acesso e o controlo da
água apresenta-se como fator
elementar na subsistência de
qualquer comunidade.
As primeiras civilizações
(Mesopotâmia e Egipto) nas-
ceram junto a grandes rios
que tornaram férteis as suas
terras e, ao longo da História,
a proximidade da água será
sempre procurada, “visto im-
por-se como recurso indispen-
sável à agricultura, à manu-
fatura, aos transportes e à
energia”.
Descobrindo
Página 124 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 125 6 de maio de 2022
Rua Comandante Camacho
de Freiras (Ribeira Brava),
outubro 2020: Francisco, na
imagem, durante a sua pausa
de almoço, é um dos vários
cantoneiros da CMRB. Lim-
pa e conserva as bermas
da estrada Cdte. C. Freitas -
Visita Alegre há mais de 20
anos. Um cantoneiro
(assistente operacional) utili-
za diversos instrumentos de
trabalho (ver na página se-
guinte).
Descobrindo
Página 126
6 de maio de 2022
“Flores são flores/Vivas num jardim/Pessoas são boas/Já nas-
cem assim/Flores são flores/Colhidas sem dó/Por alguém que
ama/E não quer ficar só”. Cazuza.
==========================================
“Sublimemos, amor. Assim as flores/No jardim não morreram se
o perfume/No cristal da essência se defende/Passemos nós as
provas, os ardores. ...”. José Saramago
Descobrindo
Página 127 6 de maio de 2022
Rª. Brava, 21 de outubro 2020: Uma pequena a volta pelos lados
da Estrada de S. João,, com destaque para Cova, Moreno, Terça e
Barreiros, com vistas para o Campanário.
Utilização dos recursos hídricos:
Aspeto parcial da piscicultura
localizada no mar entre o Cabo
Girão e a Rª. Brava.
Descobrindo
Página 128
6 de maio de 2022
Francisco é vendedor ambulante ,
exercendo a atividade de comércio
a retalho de forma itinerante, inclu-
indo zonas balneares como é a Rª.
Brava. A Descobrindo conheceu-o
no tempo em que exercia a sua ati-
vidade regularmente no Mercado
da Vila. Desde aí mantivemos ami-
zade com esta figura simpática e
cada vez mais rara, a nível local.
À direita, também, no verão de
2020, um ribeirabravense, sorri-
dente e feliz, com um passatempo
único, junto da foz da ribeira. Fir-
mino sente orgulho, quando pode,
em reunir várias dezenas de pom-
bas com o objetivo único de as ali-
mentar, no seu habitat natural.
Reparem, caros leitores, como o
milho é carinhosamente colocado.
Descobrindo
Página 129 6 de maio de 2022
São João, Ribeira Brava :
Estrada de S. João e Barrei-
ro (2020/11/18): Na Estrada
de S. João existe uma empre-
sa muito conhecida no conce-
lho (AMÁLO -
MAT.CONSTRUÇÃO).
A imagem de artesanato, es-
culpida em madeira, desta
página ornamenta o interior
dessa empresa. Nessa escul-
tura não faltam a casa típica
de Santana e o barrete.
Parabéns aos seus autores.
Descobrindo
Página 130 6 de maio de 2022
Rª. Brava, 16/11/2020—Na se-
quência da tempestade...água, mui-
ta água correndo. O pato, na ima-
gem, ficou várias horas como que
desalojado.
Descobrindo
Página 131 6 de maio de 2022
De e no
sítio
Fonte
Pinheiro
(Rª:
Brava) -
2020.
Imagens:
AJAP.
Descobrindo
Página 132 6 de maio de 2022
Um arco-íris, embora pareça
magia, é apenas um fenómeno
ótico e meteorológico de refra-
ção da luz e separação das co-
res em todo o seu espetro.
O arco-íris surge quando o Sol
aparece no fim de uma chuva e
é devido à refração da luz nas
gotículas de água no ar. Inicial-
mente, a luz branca proveniente
do Sol sofre refração ao atingir
cada gota de água, prosseguin-
do no interior dela.
Leia mais em: http://
www.ciencias.seed.pr.gov.br/
Imagens: Ivone Pestola, dezembro
2020
Descobrindo
Página 133 6 de maio de 2022
“AGRIJARDINAGEM” A
pequenez das parcelas e o re-
quinte estético da prática
agrícola. A arte de criar os
regos, de desenhar os fundos
das mantas para correr a
água. "Agrijardinagem", pa-
trimónio cultural da Madeira.
Fonte: Raimundo Quintal -
30/11/2020; partilhado por Bruna
OliveTree, em dezembro 2020
Descobrindo
Página 134 6 de maio de 2022
Ribeira Brava (Vila – Rua dos
Moinhos) – novembro 2020:
Exemplo de agricultura de subsis-
tência que tem como principal
objetivo a produção de alimentos
para garantir a sobrevivência do
agricultor. Imagens: AJAP
Descobrindo
Página 135 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 136 6 de maio de 2022
Os nomes das localidades,
lugares de morada e outros,
refletem, e deverão continuar
a refletir, os sentimentos e as
personalidades das pessoas e
memorizam valores, factos,
figuras de relevo, épocas,
usos e costumes. Na freguesia
da Rª. Brava existem sítios
com nomes diversos: Ponta
Vermelha, Fajã da Ribeira
(nesta página), Murteira, etc.
Descobrindo
Página 137 6 de maio de 2022
Janeiro de 2021. Homenage-
amos, uma vez mais os habi-
tantes do sítio da Murteira,
retratando seu dia a dia.
Descobrindo
Página 138 6 de maio de 2022
Na verdade, no dia
11/1/2021 estivemos, uma
vez mais, de visita aos sítios
da Murteira e da Fajã (Rª
Brava).
Para além das terras traba-
lhadas pelos seus proprietá-
rios, encontramos uma
“relíquia” que nos faz recor-
dar as dificuldades do passa-
do para se lavar a roupa.
Trata-se de um lavadouro de
pedra para se lavar roupa na
ribeira, que ainda funciona.
Depois de passarmos pela
Murteira, onde encontramos
o tal “lavadouro” de pe-
dra—(primeira imagem desta
página) - que ainda é utiliza-
do, de vez em quando, pela
sua proprietária, Sra. Maria,
dirigimo-nos ao sítio da Fajã
da Ribeira (restantes ima-
gens) . Prosseguimos com
mais “descobertas” por ve-
redas e serras...
Descobrindo
Página 139 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 140 6 de maio de 2022
Fonte Pinheiro (topo)- 9350-120 Rª. Brava, em 2020.
Fajã da Ribeira, em
2020; à esquerda.
Descobrindo
Página 141 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 142 6 de maio de 2022
Fajã da Ribeira e Vereda do Espigão, 2020. Fotos de AJAP
Descobrindo
Página 143 6 de maio de 2022
Lavandaria Antigamente: No
dia 2 de setembro de 2020, a
Descobrindo deu mais um
passeio até ao sítio da Fajã da
Ribeira Brava . Conversa-
mos, na rua, com duas habi-
tantes locais (na imagem) que
nos falaram de duas memó-
rias de outros tempos: “como
se lavava a roupa antigamen-
te” e do hipotético apareci-
mento de Nª. Senhora.
Descobrindo
Página 144 6 de maio de 2022
Há relatos de pessoas que
cresceram na zona mais alta
da Fajã da Ribeira, do lado
direito da Vereda da Eira do
Mourão, que dão conta de ter
ouvido os mais velhos fala-
rem sobre a hipótese de um
milagre religioso na parte al-
ta da Fajã.
Este episódio, segundo as
nossas fontes, não se difun-
diu na Madeira como se fosse
uma réplica das Aparições de
Fátima, pelo que ficamos por
aqui. O “assunto foi abafa-
do”, segundo nos disseram,
pelo que não há provas. Ape-
nas relatos orais. 10/01/2021.
Descobrindo
Página 145 6 de maio de 2022
Rª Brava, na Estrada para a
Meia Légua, mais precisa-
mente na Fajã da Ribeira,
26/10/2020:
Habitante na sua típica casa
incrustada na rocha, cercada
por pombas (à direita); as res-
tantes imagens referem-se à
Meia Légua.
O poema seguinte é dedicado
à esta ribeirabravense. O seu
autor foi Vinícius de Morais*
Descobrindo
Página 146 6 de maio de 2022
Velhice
nos provisórios dias deste
mundo
a velhice nos aflora lentamen-
te
fogem as horas, os dias, os
anos
surgem as dores do corpo e
da mente
ficam nossos passos insegu-
ros
a memória se recusa a olhar
em frente
o tempo não perdoa, é inexo-
rável
aos poucos vai-nos tornando
diferentes
por imposição da crueldade
contamos histórias da juven-
tude
e vivemos a sofrer de cons-
tante saudade
lágrimas molham nosso rosto
nos lábios sentimos o gosto
do amargor de uma vida
da perda da mocidade
taciturno de pálpebras baixas
um rosto tostado, enrugado
um olhar enfraquecido
marcado pela idade
daqueles que o tempo esque-
ceu
olhando o horizonte
que se apaga lentamente
de boca amarga e alma triste
o corpo se faz resignado
muitos morrem de indiferença
sozinhos, de semblante fecha-
do!
©Lurdes Rebelo
In "Palavras sem Tempo" - Ima-
gem e publicações Editora.
Fonte: https://www.facebook.com/
Pensamentoslurebelo, dezembro 2020
Descobrindo
Página 147 6 de maio de 2022
Sitio da Fajã Ribeira: Estrada
Regional Rª. Brava/Serra de
Água, em setembro de 2020 -
Duas antigas estrutura escavada
na rocha.
Em cima, à direita, a casa embu-
tida na rocha continua habitada.
Última imagem (em cima, à di-
reita): Casa de colmo
(desabitada): A cobertura é feita
apenas com materiais naturais.
O fontanário, de 1929, encontra-
se desativado há anos.
Descobrindo
Página 148 6 de maio de 2022
Meia Légua (Rª. Brava) : Janeiro 2021. Imagens: AJAP
Descobrindo
Página 149
6 de maio de 2022
Você e Eu
Por Vinícius de Moraes
(Brasil; 1913 -1980)*
Podem me chamar/E me
pedir e me rogar/E podem
mesmo falar mal/Ficar de
mal que não faz mal/
Podem preparar/Milhões de
festas ao luar/Que eu não
vou ir/Melhor nem pedir/
Eu não vou ir, não quero ir/
E também podem me obri-
gar/Até sorrir, até chorar/e
podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer/
Podem espalhar/Que eu es-
tou cansado de viver/E que
é uma pena
Para quem me conheceu/Eu
sou mais você/E... Eu.
* Poeta essencialmente lírico, o que
lhe renderia o apelido "poetinha", que
lhe teria atribuído Tom Jobim, notabi-
lizou-se pelos seus sonetos. Vinícius
de Moraes, nascido Marcus Vinícius
de Moraes, foi um poeta, dramaturgo,
jornalista, diplomata, cantor e compo-
sitor brasileiro (in Wikipédia).
Descobrindo
Página 150 6 de maio de 2022
Meia Légua (Rª. Brava) : Outubro 2020
Descobrindo
Página 151 6 de maio de 2022
Descobrindo
Página 152 6 de maio de 2022
Meia Légua e Vereda do Espigão : Janeiro 2021.
Descobrindo
Página 153 6 de maio de 2022
Meia Légua (Rª. Brava): Dezembro 2020
Descobrindo
Página 154 6 de maio de 2022
Meia Légua e Ve-
reda do Espigão
(Rª. Brava): De-
zembro 2020
Descobrindo
Página 155 6 de maio de 2022
“Desertificação”
Vereda do Espigão
(Rª. Brava): Dezem-
bro 2020.
Imagens: AJAP
Descobrindo
Página 156 6 de maio de 2022
Vereda do
Espigão (Rª.
Brava): De-
zembro 2020.
Descobrindo
Página 157 6 de maio de 2022
Uma das primitivas moradas
do homem foram as lapas, as
furnas, as cavernas como sa-
bemos da Arqueologia e da
Etnografia gerais “. José Lei-
te de Vasconcelos (Mês de
Sonho, Conspecto de Etnogra-
fia Açórica, Lisboa, (s.n.),
1926, p. 34 ).
Exemplo de estruturas esca-
vadas na rocha, conhecidas
popularmente por furnas ou
lapas, e que foram utilizadas
desde o povoamento para a
instalação de diversas ativi-
dades humanas (habitação,
de outros equipamentos utili-
tários, tais como abrigos para
gado, armazenagem de víve-
res e guarida de alfaias agrí-
colas, cozinhas e outros equi-
pamentos - lagares, tanques
para curtir peles, covas e si-
los).
Adaptado de https://repositorio.ul.pt/
bitstream/10451/5377/77/
ulsd061975_td_vol_1_7.pdf
Ao fundo a Serra
de Água,; à direi-
ta, a Vereda de
Espigão e no pri-
meiro plano, a
Meia Légua,, num
dia de chuva,
6/01/2021.
Imagens: AJAP
Descobrindo
Página 158 6 de maio de 2022
Meia Légua e Vereda do Es-
pigão, num dia de chuva
abundante, 6 de janeiro de
2021.
A água é um elemento comum
na nossa vida quotidiana e a
sua presença habitual, conti-
nua, regular e abundante faz
com que, muitas vezes, nos
esqueçamos da sua extrema
importância, bem como do
seu carácter esgotável.
Descobrindo
Página 159
6 de maio de 2022
O ciclo da água é de extrema
importância para a manuten-
ção da vida no planeta Terra.
É através do ciclo hidrológico
que ocorrem a variação climá-
tica, a criação de condições
para a vida do homem, das
plantas e animais, a purifica-
ção e a circulação de
água nos rios, oceanos e la-
gos. Data de referência :
7/1/2021; Vila da Rª. Brava.
Descobrindo
Página 160
6 de maio de 2022
À esq.:
Rua dos
Moi-
nhos—
Casa 1
(jardim
a);
pedras
de
erosão.
Descobrindo
Página 161
6 de maio de 2022
Fonte: JM, de 9/01/2021.
Os Serviços de Saúde da Madeira reali-
zaram no dia 8 de janeiro de 2021, 454
testes rápidos de antigénio no concelho.
Imagem de cima.
No dia 10/1/2021, segundo a Federação
Portuguesa de Atletismo, no Meeting Mário
Moniz Pereira, Rosalina Santos correu os
60 metros, terminando com a marca de 7,30
segundos (e segundo melhor registo mundi-
al do ano). Partilhado por Suse Gouveia.
Rosalina foi estudante da EBSPMA e resi-
dente na Serra de Água, logo, é mais uma
“menina da Terra”, a ter sucesso a nível
mundial. Parabéns!
Descobrindo
Página 162
6 de maio de 2022
Para um melhor aproveita-
mento da água impõe-se o
controlo da sua abundância ou
da sua escassez, ir ao seu en-
contro e fazê-la chegar certa e
regular onde é necessária e,
para isso, inventar recursos.
Auxiliando-se da ciência e da
técnica, o Homem constrói
engenhos hidráulicos que lhe
permitiram aproveitar as águas
dos rios ou ribeiras e extrair
do interior da terra a água tão
necessária à superfície.
Concluímos esta edição com
as seguintes cantigas popula-
res (http://www02.madeira-
edu.pt/Portals/5/):
As lavadeiras
Elas lavam, elas lavam, Elas
lavam sem parar. (bis) // Põe
aqui o teu pezinho, põe aqui
na brincadeira.// Vamos ver
as lavadeiras a lavarem na
Ribeira.// Elas esfregam, elas
esfregam, Elas esfregam sem
parar. (bis) // Elas torcem,
elas torcem, Elas torcem sem
parar. (bis) // Elas dobram,
elas dobram, Elas dobram
sem parar. (bis) // Elas falam,
elas falam, Elas falam sem pa-
rar. (bis).
As lavadeiras
As lavadeiras sempre a la-
var.// Muito ligeiras roupas a
corar.// Ligeiras são com ale-
gria.// (…)
Em jeito de síntese
Descobrindo
Página 163
6 de maio de 2022
10 – NO FECHO DESTA EDIÇÃO
A
palavra biodi-
versidade é
formada da
união do radi-
cal grego “bio” (que significa
vida) mais a palavra
“diversidade” (que significa
variedade) . A partir daqui
até ao fim desta edição ilus-
tramos esse facto.
Descobrindo
Página 164
6 de maio de 2022
Pico da Banda de
Além
9350-137 RIBEIRA
BRAVA
Descobrindo
Página 165
6 de maio de 2022
Na foz da ribeira da Ribeira
Brava, 10/1/2021: Biodiversida-
de é a grande variedade de for-
mas de vida . Imagens: AJAP.
Descobrindo
Página 166
6 de maio de 2022
Na foz da ribeira, por cima
do túnel atrás da EBSPMA
(última imagem), no dia
10/1/2021:
As florestas, os rios, os ocea-
nos, os lagos são alguns
exemplos de ecossistemas. A
soma de todos os ecossiste-
mas existentes na Terra for-
ma a biosfera (camada da
atmosfera que engloba os
seres vivos).
Descobrindo
Página 167
6 de maio de 2022
Ribeira Brava, 19/01/2020. Foto: Bell Sousa, com o título
“Forrado” . Olhando para parte superior, tempo nublado.
Descobrindo
Página 168 6 de maio de 2022
Dicionário Madeirense*
E
(…)
Escamalhar - Fugir de alguém.
Estepilha - Define exclamação. O mesmo que Caramba
Estepulha - criança traquina
(…)
F
(…)
Fazer o catatau - Molestar; fazer sofrer.
Fazer focinho - Mostrar que não lhe apetece.
Fazer ramelas - Provocar inveja.
Fazer sinagogas - Fazer trejeitos.
Feio cuma noite dos trovões - Pessoa muito feia, medonha.
Fincar na pança - Empanturrar-se de comida ou levar uma fa-
cada.
Fome de rabo - Muita fome; miséria.
Forrado – Tempo nebuloso, nuvens da serra para o mar.
Frigir - o mesmo que fritar.
Furado – Túnel.
 *Adaptado de http://caboz.online/dicionario_m/
 Continua na próxima edição.
Descobrindo
Página 169
6 de maio de 2022
O “Casino ou Praça Finan-
ceira” de alguns reformados
da Rª. Brava e seus amigos ,
encerrou provisoriamente em
janeiro de 2021. Casino?
Descobrindo
Página 170
6 de maio de 2022
Diário de Notícias, 21/01/2021
Rª Brava (Vila), 22/01/2021, nesta e na pág. anterior.
Descobrindo
Página 171
6 de maio de 2022
Com os Mortos
Os que amei, onde estão?
Idos, dispersos,
Arrastados no giro dos tu-
fões,
Levados, como em sonho,
entre visões,
Na fuga, no ruir dos univer-
sos...
E eu mesmo, com os pés
também imersos
Na corrente e à mercê dos
turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em
cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos
submersos...
Mas se paro um momento, se
consigo
Fechar os olhos, sinto-os a
meu lado
De novo, esses que amei vi-
vem comigo,
Vejo-os, ouço-os e ouvem-
me também,
Juntos no antigo amor, no
amor sagrado,
Na comunhão ideal do eter-
no Bem.
Antero de Quental*, in
"Sonetos"
*Antero de Quental (1842-
1891) foi um poeta e filósofo
português. Foi um verdadei-
ro líder intelectual do Rea-
lismo em Portugal. Dedicou-
se à reflexão dos grandes
problemas filosóficos e soci-
ais de seu tempo, contribuin-
do para a implantação das
ideias renovadoras da gera-
ção de 1870 (https://
www.ebiografia.com/
antero_quental/)
Descobrindo
Página 172
6 de maio de 2022
Cemitério (Campanário),
23/01/2021.
O tema Campanário será
objeto de maior desenvolvi-
mento na próxima edição.
Aqui prestamos uma pequena
homenagem aos pais do ami-
go Arlindo Fernandes* fun-
cionário bem estimado da
CMRB.
Arlindo tinha 11 anos de ida-
de quando o pai, Manuel, fa-
leceu.
Agora, 30 anos após o faleci-
mento do pai, Manuel Augus-
to, foi a vez da mãe, Maria
Isabel.
É a lei da vida! Num período
em que a pandemia estava
mais branda.
Descobrindo
Página 173
6 de maio de 2022
O Arlindo e a respetiva famí-
lia puderam enterrar a faleci-
da com dignidade e com a
presença de muitos amigos e
conhecidos, segundo nos rela-
tou, no local.
Recorde-se que estas imagens
foram captadas em janeiro de
2021, na freguesia de Campa-
nário (Ribeira Brava).
*Por mero acaso, quando vi-
sitamos o cemitério do Cam-
panário, o Arlindo encontrava
-se no mesmo local, concen-
tra-concentrado a fazer a ma-
nutenção da campa dos queri-
dos pais.
Descobrindo
Página 174
6 de maio de 2022
Terminamos com uma Foto-
galeria de mais algumas cam-
pas cujas imagens captamos,
aleatoriamente, na mesma
data, com destaque para o
Hugo, no topo desta página,
que já foi homenageado pela
Descobrindo numa das edi-
ções anteriores mas, nunca é
demais relatar, de novo, al-
guns dos fatos, com base nos
meios de comunicação social
da época. Como foi a morte
do Hugo?
Descobrindo
Página 175 6 de maio de 2022
Os 20 anos de vida do militar
Hugo Abreu deixaram na-
queles que o conheceram a
recordação de um jovem tra-
balhador, sociável embora
reservado, e grande entusias-
ta do Exército, porque aí
cumpriria uma missão e rea-
lizaria um sonho. Sempre foi
bom aluno e saudável.
Hugo foi assim descrito pe-
los pais Ângela e Emídio
Abreu, assistentes em 2018.
De acordo com o jornal Pú-
blico de 2 de junho de 2020
Hugo Abreu e Dylan da Silva
estavam entre os 67 recrutas
que iniciaram a prova no dia
4 de Setembro de 2016, de-
baixo de um calor que ultra-
passou os 40 graus Celsius.
Hugo e Dylan sucumbiram a
um golpe de calor e os seus
pais exigem (no total) uma
indemnização de cerca de
650 mil euros ao Estado e a
arguidos que sejam responsa-
bilizados criminalmente.
“Naquele momento de afli-
ção não houve ninguém de
coração que lhe desse água e
que o tirasse dali”, disse,
pouco depois, a mãe de Hu-
go, Ângela Abreu. Pai e mãe
começaram por acreditar no
que lhes foi dito pelo Exérci-
to.
Nesse primeiro telefonema
de um oficial do Exército pa-
ra a família, e também nos
dias imediatamente a seguir,
os militares com quem fala-
Descobrindo
Página 176 6 de maio de 2022
ram sempre disseram que “o
Hugo tinha morrido por cau-
sa de um acidente”, afirmou
Ângela Abreu. “Foi uma
mentira, e depois outra e ou-
tra”, repetiu a mãe do militar
oficial quando questionada
sobre se sentia defraudada
pelo Estado.
Só depois de ver uma entre-
vista de Lucinda Araújo,
mãe de Dylan da Silva, o
instruendo que também não
sobreviveu a um golpe de
calor, Ângela começou a in-
vestigar a morte do filho.
Disse ao tribunal que desco-
briu mensagens trocadas por
Hugo em que mostraria re-
volta por um militar “todo
musculado” ter chegado ao
pé de um recruta, na forma-
tura, e lhe dera um murro na
cara.
Isto teria acontecido ainda
fase de estágio, anterior ao
início do curso, quando esta-
vam na formatura. Esta men-
sagem de 15 de agosto de
2016 foi trocada durante as
três semanas de estágio que
antecederam o início do cur-
so com a Prova Zero que vi-
ria a ser fatal.
Cemitério do
Campanário
(Rª. Brava),
no dia
23/1/2021.
Descobrindo
Página 177 6 de maio de 2022
Cemitério do Campaná-
rio (Rª. Brava), no dia
23/1/2021.
Descobrindo
Página 178 6 de maio de 2022
ÍNDICE E FICHA TÉCNICA
01 Editorial ..………………….03
02 No Início Desta Edição…. 04
Boa Morte/S. João
03 Educação/Cultura ………..08
Prof. Leonete
Festa da Flor
João Fernandes
EBSPMA
Crónica
04 Quadra Festiva …………...28
Vila/Crónica
Boa Morte/S. João…
05 Mobilidade ………………..65
06 Ribeira Brava ……………..78
07 Serra De Água …………….94
08 Tabua …………………………….107
09 Ribeira Brava …………………..122
10 No Fecho Desta Edição……...163
Descobrindo..., Revista Anual de Análise Social – Ribeira Brava – Região Autónoma da
Madeira. 6 de maio de 2022 – VOL. 1 – 20ª Edição.
Propriedade/Editor - Esc. Bás. e Sec. Pe. Manuel Álvares (EBSPMA); R. S. Francisco;
Apartado 6, 9350-211 Rª. Brava; Câmara Municipal da Ribeira Brava -Rua do Visconde
Nº 56 -9350-213 Ribeira Brava.
Fundador- Prof. António José Alves Pereira (AJAP) .
Participação especial: Graciela Sousa (São João e Orlanda Silva (Serra de Água).
Bibliografia: RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava -Subsídios para a História do Conce-
lho; CMRB (1998)
Fontes: CMRB, EBSPMA, Internet e outros.
Execução Gráfica:
Depósito Legal:326066/11
ISSN:
Tiragem: 150 exemplares.
Contactos
“nypereira1@gm
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“orlanda-
s@hotmail.com”
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  • 2. Descobrindo Página 2 6 de maio de 2022
  • 3. 1 - EDITORIAL ANTÓNIO PEREIRA (AJAP) Descobrindo Página 3 6 de maio de 2022 D a minha parte não faltam, uma vez mais, foto- grafias e textos que fazem com que o leitor continue a dar-nos o prazer de esperar por esta data, 6 de maio, para ter mais uma edição da Descobrindo. Boas leituras! Como sempre, os textos são variados, com fotos originais ou emprestadas por amigos (exemplo acima e pp. 91). Tam- bém, e em tempo de pandemia, cada vez mais, utilizamos a re- produção e redes sociais.
  • 4. Descobrindo Página 4 6 de maio de 2022 Boa Morte - S. João (9350-104 Ribeira Brava) Por Prof. Graciela Sousa 2– SOCIEDADE NO INÍCIO DESTA EDIÇÃO E m São João (Ribeira Brava) existe uma capela dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte, onde se realiza a festa no segundo domingo de outubro.
  • 5. Descobrindo Página 5 6 de maio de 2022 1. FESTA DE N. S. DA BOA MORTE 2020 N o dia 11 de outubro, cele- brou-se N.S. da Boa Mor- te. Em 2020, de uma forma diferente do habitual, a ce- lebração contou com um programa mais breve. Ao contrário dos outros anos, a atuação da Banda Munici- pal alargou-se numa passa- gem pelas redondezas (Soquinha, Til, Boa Morte, Lombo da Levada). A reza comunitária do terço, no interior da capela, foi transmitida em direto na pá- gina do Facebook da Capela, bem como a celebração da missa (https://www.facebook.com/CapelaNSBM). 2. PRESÉPIO COM MO- VIMENTO No sítio da Boa Morte, todos os anos, em meados de se- tembro, a Sra. Celina Coelho começa a construção do seu presépio ao ar livre. Como já nos vem habituando desde há alguns anos, pelas suas mãos habilidosas, nasce um presé- pio digno de quem visita o seu Bar. Celina Ascensão Coelho,, à esq., em 25/01/2020, com a jornalista Cláudia Sequeira (captado da in- ternet por AJAP).
  • 6. Descobrindo Página 6 6 de maio de 2022 Como não falta a criatividade, todos os anos ela acrescenta novos elementos à sua cons- trução minuciosa e repleta de pormenores. Este ano, fez um moinho mo- vido a água e deu movimento a 8 figuras, feitas a partir de materiais diversos, às quais juntou um mini motor elétri- co, que dá movimento às per- sonagens que retratam dife- rentes cenas do quotidiano. Todas estas construções de Celina Coelho resultam de uma aprendizagem que faz sozinha, por tentativa e erro. Conta-nos ela que dar movi- mento às figuras exigiu muito trabalho, algumas tentativas falhadas, mas um desejo de nunca desistir e tentar até con- seguir obter o efeito desejado! No final, obteve-se um verda- deiro presépio animado!
  • 7. Sítio da Boa Morte (Ribeira Brava), dezem- bro de 2020: “Presépio Com Movimento” ao ar livre, de autoria de Celina Coelho, Recolha de imagens e texto de Graciela Sousa, em exclusivo para a Descobrindo. Descobrindo Página 7 6 de maio de 2022
  • 8. Descobrindo Página 8 6 de maio de 2022 3 –SOCIEDADE EDUCAÇÃO E CULTURA EBSPMA: Meados da década de 70 do século XX. Fonte: EBSPMA
  • 9. Descobrindo Página 9 6 de maio de 2022 “Tudo o que fiz na vida, fiz com empenho” (Maria Leonete dos Reis). 17/9/2020: Homenagem pú- blica prestada pela CMRB, na chamada “Escola da Igreja”, na freguesia de Campanário, a qual, a partir desta data, passou chamar-se, oficial- mente E.1º. Ciclo Com Pré- Escolar Maria Leonete dos Reis, estabelecimento onde a professora exerceu a sua pro- fissão durante 19 anos, dos quais 17 foram como direto- ra. Maria Leonete dos Reis foi a primeira mulher à frente de uma autarquia na Madeira, ao chefiar a Câmara da Ribei- ra Brava, de 1987 a 1989. Fonte: CMRB.
  • 10. Descobrindo Página 10 6 de maio de 2022 Feliz cumpleaños Santos pasalo muito lindo junto con tu bella família (Maria Helena De Faria).. 2020/11/01. A D. Santos, ao lado da filha, Teresa...e não só!
  • 11. Descobrindo Página 11 6 de maio de 2022 Fonte: Redes sociais, 2020 Diante da natureza com o seu perfeito equilíbrio, as flores são de uma importância que talvez não se imagina. As flores são responsáveis pe- lo processo de polinização. De facto, o pólen delas “viaja” pelo ar levando as se- mentes até outros solos fér- teis. É dessa forma que a natureza funciona e mantém tamanha diversidade ecológica.
  • 12. Descobrindo Página 12 6 de maio de 2022 Algumas delas dependem da força dos ventos que as agi- tam para que possam nascer noutro lugar e, como se sabe, dependem dos insetos, crian- do maravilhosos cenários de uma beleza impar. Além das flores verdadeiras, homenage- amos, também, todas madei- renses em geral e, em particu- lar, as figurantes ribeirabra- venses que, direta ou indire- Juliana Catarina ALUNOS DA EBSPMA NA FESTA DA FLOR REGIONAL EM 2020
  • 13. Descobrindo Página 13 6 de maio de 2022 tamente, se associaram à Festa da Flor 2020, num período difícil por causa da pandemia. A Festa da Flor da Madeira, como homenagem à Primave- ra, não se realizou, como nor- malmente, em abril/maio mas sim nos finais de setembro. Um dos mais importantes eventos turísticos na Madeira. Fotos : Cátia, Rita, Catarina, Luís, Mónica.
  • 14. Descobrindo Página 14 6 de maio de 2022
  • 15. Descobrindo Página 15 6 de maio de 2022 “Mais uma etapa concluída”. Partilhado nas redes sociais no dia 11 de outubro de 2020 por João Fernandes. O João, na imagem, no interior da Igreja Matriz da Rª: Brava, acompanhado pela família, nomeadamente, Bárbara, Ca- rolina e Eduarda. Estudar é, de facto, “acumular conhecimento e sabedoria; é vislumbrar um futuro”. A educação organiza-se en- quanto instituição para reali- zar uma função moralizadora da sociedade, sendo responsá- vel por imprimir no homem um conjunto de valores, com- portamentos, regras e atitudes que são indispensáveis pa- ra coesão social, de acordo com Durkheim, considerado o “pai fundador da sociologia da educação”.
  • 16. Descobrindo Página 16 6 de maio de 2022 Sabia...que?... Só em 1973 a Escola Básica e Secundária Padre Manuel Ál- vares adotou a sua designação legal, segundo a portaria nº 664/73 de 4 de outubro, tendo entrado oficialmente em fun- cionamento no ano letivo de 1973 – 1974? Sabia...que?... O arranque inicial desta Es- cola fez-se com muitas difi- culdades, por causa da falta de instalações adequadas, de equipamentos e de mobiliário, de Professores e de Funcioná- rios? Fonte (texto e imagens) EBSPMA E B S P M A
  • 17. Descobrindo Página 17 6 de maio de 2022
  • 18. Descobrindo Página 18 6 de maio de 2022 EBSPMA -1998/1999: Bênção das Capas e Carnaval
  • 19. Descobrindo Página 19 6 de maio de 2022
  • 20. Descobrindo Página 20 6 de maio de 2022 Imagem de topo (fonte): http://escolas.madeira-edu.pt/ebspmalvares/ Luísa Paixão (1998): Os alunos do 9º. ano interpretaram Fernan- do Pessoa, no dia 6 de maio. Com direito à repetição, tal foi o sucesso. Fátima Rodrigues: Grande tur- ma essa... Orgulho em ter feito parte dela. Luísa Paixão: Dizes bem, Fáti- ma. Davam nas vistas pelos me- lhores motivos. Graciela Sousa: Oh, que foto preciosa! Não tinha nenhuma dos meus tempos de teatro. Obrigada, professora. Captado na Internet em 2020/11/30.
  • 21. Descobrindo Página 21 6 de maio de 2022
  • 22. Descobrindo Página 22 6 de maio de 2022 Rª. Brava, EBSPMA no ano letivo 1998/1999: atividades musicais e edifício esco- lar, já demo- lido.
  • 23. Descobrindo Página 23 6 de maio de 2022 Rª. Brava, EBSPMA no ano letivo 1998/1999: Quadra festiva/ e encerramento do primeiro período. Boa disposição.
  • 24. EBSPMA, em 1998/1999. Imagens: EBSPMA. Descobrindo Página 24 6 de maio de 2022
  • 25. Descobrindo Página 25 6 de maio de 2022 Agosto e setembro de 2020 No topo - ciclistas durante a inauguração da nova marginal da Rª. Brava, entre a Vila e Ta- bua. Em baixo, representantes do BTTBRAVA e JUDOBRAVA, em setembro 2020. Imagens: Comunicação social e redes sociais.
  • 26. Descobrindo Página 26 6 de maio de 2022 Associação De Estudantes EBSPMA; 18 de janeiro de 2014 (topo da página); Geração Viva /Clube dos Direitos Humanos; 2003 (em cima); Clube dos Caça-Cigarros/Carnaval (à esquerda).
  • 27. Descobrindo Página 27 6 de maio de 2022 CRÓNICA “A malta não vai sair de casa Por C.G./20 de julho de 2020 Enquanto a rendas forem 600€ um T1 com dois meses de en- trada e fiadores, a malta não vai sair de casa. Enquanto o valor das casas para comprar estiver tao alta, a malta não vai sair de casa. Entretanto for preciso dar os 10% de entrada e ter fiadores, a malta não vai sair de casa Numa casa de 100 mil euros onde é que um jovem de 20 anos tem 10 mil para dar de entrada? Não tem. As câmaras municipais só dão casas a mães solteiras, pessoas que passam dificuldades ou a ve- lhos! Estão sempre a reclamar do jovem atualmente, mas se for- mos a ver bem somos a gera- ção com mais diplomas, mais estudos e mais bem formada, no entanto a que tem os piores salários. Vamos a procura de emprego e dizem logo “queremos pes- soas com experiência senão trabalhamos vamos arranjar experiência onde???? Nas redes de fast food e lojas de roupa e até mesmo super- mercado a maior parte dos tra- balhares são jovens que assim como eu trabalham e estudam. Acabamos de tirar a carta, compramos um carrinho e pa- gamos um exagero de seguro. (…)
  • 28. Descobrindo Página 28 6 de maio de 2022 4 – SOCIEDADE QUADRA FESTIVA A proxima-se o Natal. Cele- bra o nasci- mento de Je- sus Cristo, uma pessoa que, pelo que viveu, fez e disse, testemunhou para sempre que o mais importante, em qualquer vida humana e seja onde for, é o cuidado com quem mais precisa de manifestações de acolhi- mento afetuoso e de ajuda. A sua família é constituída por quem consente no pro- cesso de conversão à fraterni- dade ilimitada: fratelli tutti, como repete o Papa Francis- co. A escolha do dia 25 de de- zembro para celebrar o nasci- mento de Jesus não obedeceu a critérios históricos, mas a razões de celebração da origi- nalidade da fé cristã, no con- texto das festas pagãs ao deus sol invictus, do Império Romano. O verdadeiro Sol invencível da vida verdadeira é Cristo que enfrentou uma morte infame e a venceu. É ele o sol da esperança. O primeiro Presépio do mun- do foi obra da imaginação poética de Francisco de As- sis, em 1223, em Itália. Teve, depois, muitas recriações ori- ginais. (…). Texto (adaptado) de: Frei Ben- to Domingues O.P. ; 20/12/2020; Público (assinantes).
  • 29. Descobrindo Página 29 6 de maio de 2022
  • 30. Descobrindo Página 30 6 de maio de 2022
  • 31. Descobrindo Página 31 6 de maio de 2022 Imagens desta e página anterior: AJAP/ Ivone Pestola. Texto: “https://www.rtp.pt/ madeira/sociedade/camara-da-ribeira- brava-reforcou-em-8-mil-euros-o- investimento-em-luzes-de-natal- video_48833”
  • 32. Descobrindo Página 32 6 de maio de 2022 Natal (I): Época especialmen- te marcada por momentos e recordações únicas em famí- lia e com amigos. Imagens: Ivone Pestola (2020/12/06), via redes soci- ais. Imagens captadas zona mais movimentada da Vila da Ri- beira Brava. Organização: CMRB.
  • 33. Descobrindo Página 33 6 de maio de 2022 Presépio no interior da sede da Junta de Freguesia da Rª. Bra- va. Imagens: AJAP (14/12/2020).
  • 34. Descobrindo Página 34 6 de maio de 2022 Presépios: Criatividade e tra- dição num símbolo natalí- cio—Em termos históricos, tudo começou na Véspera de Natal do ano 1223. 1223? Sim, quando São Fran- cisco de Assis, na pequena aldeia de Greccio, perto de Roma, onde colocou um boi, um burro e uma manjedoura para explicar melhor aos fiéis o mistério do nascimento de Jesus entre os homens e cele- brar o Milagre do Natal. De- pois desse dia, a tradição de montar o Presépio durante o período que precede o Natal se espalhou em todo o mun- do, tornando-se uma verda- deira forma de arte. É nesse âmbito, o presépio como AR- TE, que divulgamos estas imagens, captadas em 2020. Presépio no interior da sede da Junta de Freguesia da Rª. Brava. Imagens: AJAP (2020/12/14).
  • 35. Descobrindo Página 35 6 de maio de 2022 Mostra "RECICLAR N'A FESTA - Presépios de esca- dinha (Data de referência: 15/12/2020): Esta atividade, de acordo com os seus pro- motores (Museu)
  • 36. Descobrindo Página 36 6 de maio de 2022 inseriu-se no âmbito do Pro- jeto “MUSEU SUSTENTÁ- VEL”, que teve como objeti- vo “promover a consciência para os efeitos da atuação hu- mana sobre o ambiente e des- tacar o papel dos museus no desenvolvimento de novos métodos de pensar e atuar, que garantam o respeito pelos limites e pela diversidade da natureza”. A armação do presépio ou "lapinha", como é designado no arquipélago, constitui um ritual simbólico com muita tradição no nosso arquipéla- go. A configuração dos presé- pios sofreu, no entanto, altera- ções ao longo dos tempos. O Menino Jesus era entronizado
  • 37. Descobrindo Página 37 6 de maio de 2022 em escadinhas ou mesmo co- locado sobre uma mesa, cos- tume ainda presente em algu- mas unidades domésticas, nas zonas rurais. Mais tarde, ge- neralizou-se o uso da rochi- nha, inspirada na orografia da ilha e nos costumes tradicio- nais, utilizando os recursos naturais disponíveis. Nesta página e na anterior—Utentes do CAO de São Vicente e os alunos da turma 2, 8ºE de Educação Tecnológica, da EBSPMA, de visita `”Mostra”. Texto (adaptado) e fotos: Museu Etnográfico da Madeira (Data de referência: 15/12/2020).
  • 38. Descobrindo Página 38 6 de maio de 2022 Rª. Brava, 22/12/2020: Presé- pios na Câmara Municipal, captadas por AJAP. Segundo a tradição, o "presépio" é o conjunto de acontecimentos passados no local onde nasceu o Menino Jesus. Este local, em Belém (Palestina), era um estábulo escavado na rocha, on- de se encontravam um burro e uma vaca (ou boi) que com o seu bafo aqueceram o recém- nascido Salvador.
  • 39. Descobrindo Página 39 6 de maio de 2022 Hoje, de acordo com a Info- pédia, consultado nesta data, existe neste sítio a Basílica da Natividade (ou Nasci- mento), onde se pensa que desde o século V se reveren- ciaram sucessivas represen- tações do acontecimento. A palavra "Natal" significa à letra, em latim, dia do nasci- mento, e começou a ser co- memorado no século V pela Igreja (depois de alguma re- sistência)…
  • 40. Descobrindo Página 40 6 de maio de 2022 Boa Morte (S. João - Rª. Bra- va): Celina Coelho. Escamas e espinhas de peixe, cascas de cebola e de bananei- ra, pistácios, nozes ou penas de pássaros. Quase tudo serve de inspiração a Celina Coe- lho, a artesã madeirense capaz de transformar o que é consi- derado lixo pelo comum dos mortais em arte Data de referência: Dezembro 2020. Foto partilhada pela própria no dia 24/12/2020, nas redes sociais. Desde miúda quis inovar, fazer coisas que ninguém fi- zesse. Mesmo nas brincadei- ras, desde criança, teve habi- lidade para “manualidades", citando a própria.
  • 41. Descobrindo Página 41 6 de maio de 2022 Vila da Rª. Brava: Presépio de Francisco Pestana; imagens: AJAP; data de referência: 23/12/2020. A palavra Presépio vem do latim “Praesaepe”, que signi- fica curral. E a presença do menino Jesus no estábulo de- monstra a grandeza de Deus marcada pela simplicidade e fragilidade de uma criança. Podemos caracterizar este pre- sépio como único e diferente de muitos outros pelo facto de o mesmo conter, além dos ele- mentos bíblicos, centenas de figurinhas e pormenores que reproduzem a realidade física que rodeia o seu autor, ou se- ja, a vida do campo.
  • 42. Descobrindo Página 42 6 de maio de 2022 Qual o significado de cada personagem representado? Menino Jesus: é o filho de Deus representado por um bebê deitado na manjedoura do curral; José: é o pai adotivo do Me- nino Jesus, responsável por dar-lhe um nome, um lar e ensinar a profissão de car- pinteiro; Maria: a mulher escolhida para dar à luz ao Menino Je- sus; Reis Magos: representado por Belchior, Gaspar e Bal- tazar. Homens escolhidos por Deus que foram ao en- contro de Menino Jesus no curral; Ouro, Incenso e Mirra: re- presentam os presentes que os três reis magos deram ao Menino Jesus. O ouro signi- fica realeza, o incenso a di- vindade e a mirra o sofri- mento e a eternidade; Animais: simbolizam a natu- reza e a simplicidade, além de fornecerem calor ao local onde o Menino Jesus quis nascer; Pastores: depois de Maria, José e os Reis Magos, os pastores foram os próximos aa terem conhecimento do nascimento do Menino Je- sus; Anjo: é o mensageiro de Deus e representa o céu em festa diante do nascimento do Menino Jesus (https:// www.vivadecora.com.br/).
  • 43. Descobrindo Página 43 6 de maio de 2022
  • 44. Descobrindo Página 44 6 de maio de 2022 MISSAS DO PARTO 2020 Fotos: Elisabete Silva (topo da página e AJAP (restantes). Missas do Parto? Sim! De 16 a 24 de dezembro, Rª. Brava celebra, também, uma Estas nove “Missas anunciam o Nascimento de Jesus e pri- mam pelos seus cânticos ca- tólicos, delicadamente entoa- dos por coros locais. No final das Missas, a anima- ção faz-se sentir nos adros das igrejas, onde a população se reúne e oferece “comes e bebes” aos fiéis e visitantes. Estas missas são celebradas de madrugada, por volta das seis horas da manhã.”. Texto (adaptado) de: http:// www.visitmadeira.pt / e dehttps://www.portobay.com/ pt//
  • 45. Descobrindo Página 45 6 de maio de 2022
  • 46. Descobrindo Página 46 6 de maio de 2022 As Missas do Parto são uma tradição particular do Arqui- pélago da Madeira, um mo- mento exclusivo para cantar versos populares, em honra da Virgem Maria e do Meni- no Jesus, alguns dos quais remontam aos primeiros po- voadores do arquipélago. A estrutura da novena, com a invocação ao Espírito Santo, o canto da Ladainha, o retra- to da Senhora e a missa, on- de também são entoadas loas à Virgem, ao seu parto e à alegria do nascimento de Je- sus são formas de consolidar estar tradição. Os cânticos permanecem os mesmos de pelo menos há um século, feitos em verso (https:// www.jornaldamadeira.com/2 019/12/17/) Na página anterior: ima- gens captadas no dia 19/12/2020, na rua e no in- terior da Igreja Matriz da Rª. Brava, após uma dessas Missas (presépio, sr. Padre e grupo de animação da Ca- sa do Povo local). Estas Missas são missas cantadas e no final da cele- bração religiosa os adros das igrejas transformam-se em locais de partilha. No ano normal, há café e cacau quente, licores, a tradicio- nal poncha madeirense e diversas iguarias da época de Natal.
  • 47. Descobrindo Página 47 6 de maio de 2022 Comércio O Dia do Mercado de 2020 contou com a presença de di- versos comerciantes: artesa- nato, produtos agrícolas, bro- as e diversos produtivos alu- sivos à época natalícia ribei- rabravense. Organização: CMRB. Fotos: DN (a baixo) e AJAP (seguintes). Referência: 19/ e 20/12/2020
  • 48. Descobrindo Página 48 6 de maio de 2022 Vila da Rª. Brava: Presépio de Francisco Pestana; ima- gens: AJAP; data de referên- cia: 23/12/2020. O autor deste presépio, (ver, também, as 3 páginas anterio- res) afirmou, em dezembro de 2020, que não o faz para par- ticipar em concursos regio- nais de presépios, mas por puro prazer. Com o avançar da idade, o Francisco necessi- ta, cada vez mais da ajuda do seu filho para esta “obra”.
  • 49. Descobrindo Página 49 6 de maio de 2022 Postais de Ivone Pestola, partilha- das nas redes sociais no dia 24 de dezembro de 2020. O embeleza- mento das ruas, nesta quadra festi- va, foi, como sempre, da responsa- bilidade da CMRB.
  • 50. Descobrindo Página 50 6 de maio de 2022
  • 51. Descobrindo Página 51 6 de maio de 2022
  • 52. Descobrindo Página 52 6 de maio de 2022 Adro da Igreja Matriz da Rª. Brava, 20/12/2020.Recordando D. Isabeli- nha, uma das crentes mais fervorosas das Missas do Parto. Apesar da idade avançada, Isabeli- nha, esteve sempre presente, com to- do entusiasmo, às 7 da manhã.
  • 53. Descobrindo Página 53 6 de maio de 2022 Natal - como tudo começou: uma realidade bem diferente daquela que conhece* A palavra Natal provém do latim “natalis” e que deriva do verbo nascer (nāscor). Nem sempre o dia 25 de de- zembro foi dia o de Natal, o dia em que se celebra o nas- cimento de Jesus, a data terá sido mesmo instituída pelo Papa Júlio, no séc. IV. Em 273 o Imperador Aureli- ano estabeleceu o dia do nascimento do Sol invencível em 25 de dezembro. Após a cristianização do Império romano, com o imperador Constantino - que governou entre 306 e 337 – decidiu-se fixar esta data como a data do Natal, como defende Ra- món Teja, professor emérito de História Antiga da Uni- versidade de Cantábria, Es- panha, especialista em histó- ria do cristianismo e presi- dente de honra da Sociedade Espanhola de Ciência das Religiões. Quanto à data do nascimento de Jesus, não existe nenhuma referência histórica. O mês de dezembro é um mês de celebração e significado para os humanos já desde tempos ancestrais, devido ao solstício de Inverno. Na antiga Mesopotâmia, era celebrado o “Zagmuk”, uma *https://www.tribunaalentejo.pt/ (partilhado pela professora Fátima Mendes, nas redes soci- ais; data de referência: 2020/12/26).
  • 54. Descobrindo Página 54 6 de maio de 2022 festa pagã em que um homem era escolhido para ser sacri- ficado de modo a acalmar os monstros que despertavam no final do ano. Na era arsácida, por volta do século III a.C., celebrava-se a “Yalda”, na noite mais es- cura e mais longa do ano, a do solstício de inverno, junto a ciprestes que eram decora- dos e iluminados e à volta dos quais eram deixados pre- sentes. A palavra “Yalda” é síria e provem da língua persa, sen- do o seu significado o de nas- cimento, neste caso de Mitra, a quem se prestava o culto solar, e que se terá propaga- do por toda a Ásia Menor, Médio Oriente e norte de África. No Irão, ainda hoje se cele- bra a noite de Yalda a 21 de dezembro e é uma noite em que as famílias e/ou grupos de amigos se reúnem e feste- jam comendo nozes, melancia e romãs, frutas que ainda restam do último verão, fi- cando acordados até tarde para enfrentar as forças do mal na noite mais longa do ano. Já os escandinavos celebra- vam o “Yule”, o dia em que a Criança do Sol renasce, a da- ta que assinala o retorno de toda uma nova vida através do amor dos Deuses. Segundo a Tradição Nórdica, o “Yule”, ou “Jull”, era mes- mo considerado o Ano No-
  • 55. Descobrindo Página 55 6 de maio de 2022 Havia festivais que se come- moravam quase do mesmo modo do Natal atual, com ca- sa enfeitadas com ramos ver- des, comida, árvores enfeita- das etc. numa homenagem à natureza e com oferendas aos deuses. Sendo o fogo o ele- mento central, símbolo da luz e de vida, faziam-se também fogueiras comunitárias, tudo para iluminar a noite mais escura do ano. No paleolítico esta data tam- bém era celebrada e foram erguidos monumento em hon- ra do solstício como, por exemplo, “Stonehenge”. Os romanos pré-católicos ce- lebravam o Deus Saturno, as festas saturninas e que eram um período em que ninguém trabalhava, se ofereciam pre- sentes, se visitavam os amigos e até alguns escravos recebi- am permissão temporária pa- ra fazer tudo o que lhes agra- dasse. Para se impor com mais faci- lidade, e dada a dificuldade devido à popularidade das saturninas, o cristianismo acabou por misturar a sua celebração com o festejo pa- gão do nascimento do Sol, transformando-o na celebra- ção do nascimento de Cristo. Mas também do outro lado do Atlântico, no México, desco- briu-se com a chegada dos europeus, já no séc. XV, que também as civilizações nati- vas celebravam esta data em honra do solstício e do nasci-
  • 56. Descobrindo Página 56 6 de maio de 2022 Mas também do outro lado do Atlântico, no México, des- cobriu-se com a chegada dos europeus, já no séc. XV, que também as civilizações nati- vas celebravam esta data em honra do solstício e do nasci- mento do deus “Huitzilopochtli”. Também aqui esta era uma época do ano marcada pela generosi- dade, reuniões familiares pa- ra comer, sempre esperando que o deus renascesse do submundo para voltar à Ter- ra. Não deixando de ser uma fes- ta religiosa, o Natal, tal co- mo o hoje o conhecemos e celebramos, é uma festa que mistura tradições de muitas origens, anteriores a Jesus, celebrando todas elas a luz, a fraternidade e solidariedade entre família, amigos, povos. Em Portugal, foi com D. Fer- nando II (Ferdinand August Franz Anton von Sachsen- Coburg und Gotha) de ori- gem alemã, segundo marido da Rainha D. Maria II e Príncipe Consorte de Portu- gal entre 1836 e 1837, quem terá trazido a tradição nata- lícia para Portugal. Fernando era primo de D. Alberto, casado com a Rai- nha Vitória do Reino Unido, e ambos foram responsáveis pela disseminação das tradi- ções natalícias germânicas, quer em Portugal, quer na Grã-Bretanha. Em Portugal, foi Fernando
  • 57. Descobrindo Página 57 6 de maio de 2022 Em Portugal, foi Fernando II o responsável pela montagem da primeira árvore de Natal para a esposa e para os seus 11 filhos, tendo ainda distri- buído presentes vestido de São Nicolau, com trajes ver- des e brancos*. *https:// www.tribunaalentejo.pt/ (partilhado pela professora Fátima Mendes, nas redes so- ciais; data de referência: 2020/12/26). É UMA CASA MADEI- RENSE, COM CERTEZA! No Natal ribeirabravense, há tradições que se mantêm em muitas casas: a comida, as flores, as decora- ções e enfeites das casas, a construção dos presépios… Por Prof. Gra- ciela Sousa Da esq. para a dir.: licor de tangerina, carne de vinha d’alhos a marinar, canja de galinha, broas.
  • 58. Descobrindo Página 58 6 de maio de 2022 Da esq. para a dir.: junquilhos, manhãs de Páscoa, sapati- nhos, ensaiões. Em baixo, da esq. para a dir.: lapinha com ensaiões. Percorremos as páginas do Facebook de alguns muníci- pes da Ribeira Brava. Encon- tramos muitos presépios tor- nado públicos nesta rede soci- al: lapinhas em escada, com ou sem frutas, presépios em grutas improvisadas, Meninos Jesus vestidos a preceito - en- contramos de tudo um pouco!
  • 59. Descobrindo Página 59 6 de maio de 2022 Nesta página (arbitrariamente): Lapinha com alegra-campo Presépio com searas de trigo e ca- brinhas (presépio de Virgínia Mar- tins, sítio da Boa Morte Lapinha com lamparina de azeite Menino Jesus – vestido de bordado Madeira Presépio de Sónia Silva Lapinha com lamparina de azeite Menino Jesus – vestido de bordado Madeira Presépio de Sónia Silva e outros. Fonte; Redes sociais. Em cima: MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA EM 2017!
  • 60. Descobrindo Página 60 6 de maio de 2022 Por Prof. Graciela Sousa GLOSSÁRIO 2020 & EB1/PE/C DA VILA 1. GLOSSÁRIO 2020 Álcool gel Boletim diário CORONAVÍRUS Distanciamento social Emergência Fé Gripe Humanidade Imunidade Jazigo KO Luvas Máscaras Netflix Obediência PANDEMIA Quarentena Respiradores/Surto Transmissão local Universal/VACINA Wuhan/Xeque-mate Youtube Zoom 2. EB1/PE/C DA RIBEI- RA BRAVA: Entrega de prendas na EB1/PE/C da Ri- beira Brava .
  • 61. Descobrindo Página 61 6 de maio de 2022 A FESTA NA SERRA DE ÁGUA 4 imagens do natal de 2020 e memórias das missas do parto, na década de 50, na Serra de Água. Por Orlanda Silva (Funcionária da EBSPMA)
  • 62. Descobrindo Página 62 6 de maio de 2022 Na atualidade, cada sítio cos- tuma lançar foguetes para acordar as pessoas para as missas de parto mas, antiga- mente, faziam uns apitos de cana e iam tocando pelo cami- nho. A missa era às 4h30 e acabava por volta das 7h. Não havia luz na estrada, nem lan- ternas. Para iluminar o cami- nho, pegavam num bocado de “visgo” e pegavam lume.
  • 63. Descobrindo Página 63 6 de maio de 2022 Também faziam lanternas com um bocado de pano, no qual deitavam petróleo e pe- gavam lume, depois era trans- portado em cima de uma fo- lha de inhame. Entravam na Igreja de noite e amanheciam ainda na missa pois além de ser um sermão muito grande, também cantavam muitas músicas. O camarim, por trás do altar, tinha velas, que eram acesas consoante a quantida- de de dinheiro doado pelo sí- tio da missa de parto desse dia. EBSPMA —Natal do anos 90 do século XX.. O Natal e a sua cele- bração na Rª. Brava têm muda- do muito ao longo da histó- ria.
  • 64. Descobrindo Página 64 6 de maio de 2022 B em-vindo ao concelho de Ri- beira Brava Historial (…) e pozeram muitos dias no caminho até chegarem dahi a três léguas a uma furiosa ri- beira, na praya da qual estava aguardando o capitam, que em terra desembarcara, e ti- nha ahi traçado huma povoa- ção, a que deu nome Ribeira Brava, pela que corria neste logar (…) Gaspar Frutuoso, Saudades da Terra (respeitando- se a grafia original do autor). Texto (adaptado): https:// www.portugalsos.com/]. Mas, para já, vamos a um dos nossos destaques de 2020: A imagem desta página foi, captada em 11 de novembro de 2020, por Isaac Pereira. Re- fere-se à Estrada que liga a Vila da Rª. Brava à Tábua, co- mo nos referimos anterior- mente. Página seguinte, Ricar- do Nascimento. 5- SOCIEDADE MELHORIA DA MOBILIDADE
  • 65. Página 65 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 Requalificação da “Marginal”: Abertura oficial em agosto 2020
  • 66. Estrada Marginal Rª Brava - Tabua em 25/3/2018 Página 66 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 I magens da “Descobrindo”, em 12 de janeiro de 2020, respeitantes à obra de requalificação da marginal entre a vila e a Tabua - Avenida Eng.º Ri- beiro Pereira. A proposta global foi da Câ- mara Municipal da Ribeira Brava e teve o parecer do Executivo regional, com a novidade de a mesma incluir a construção de três túneis com uma extensão acumula- da de 230 metros. Recordamos que durante lar- gos anos, esta estrada margi- nal, a antiga Estrada Regional n.º 101, foi uma via essencial para a circulação de pessoas e bens nesta zona da ilha, per- mitindo igualmente a ligação à parte oeste da Madeira. A situação da marginal entre a Ribeira Brava e a Tabua era como ilustram as duas ima- gens desta página, em baixo, à esquerda, de acordo Profes- sor Sílvio Silva, da EBSPMA: Saída de emergência na Ri- beira Brava - 2018. A antiga estrada regional que liga a Ribeira Brava à Tabua está num estado deplorável! Este percurso faz parte do Cami- nho Real da Madeira e está assim, jogado ao abandono! As saídas de emergência dos
  • 67. Página 67 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 túneis estão no estado em que se pode ver... a estrada está cheia de lixo, pedras e terra! Enfim, parece que é terra de ninguém. Este caminho poderia e deve- ria ser limpo! Daria um óti- mo local para fazer desporto. “https:// silviosilva.blogspot.com/002.html “ (2018/03/25) Marginal entre a vila e a Tabua - Avenida Eng.º Ribeiro Pereira, no dia 25 de março de 2018. Autor: Sílvio Silva.
  • 68. Página 68 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 Estrada Marginal Rª Brava - Tabua em 12/1/2020 Fotos de AJAP, em 12/1/2020,
  • 69. Página 69 6 de maio de 2022 Edição n.º 20
  • 70. Página 70 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 .O Presidente da CMRB sali- entou que se tratou de uma obra ambicionada pela popu- lação há mais de dez anos e que a mesma assumia grande importância, sobretudo para o movimento de trânsito para a frente-mar da Vila e “com potenciais benefícios para o comércio local”. Início da requalificação: 2018.
  • 71. Página 71 6 de maio de 2022 Edição n.º 20 Estrada Marginal Rª. Brava/Tabua, agosto 2020 A obra inclui tam- bém uma via de trânsito automóvel, no sentido de entra- da na Vila da Ribei- ra Brava, bem co- mo uma ciclovia e zona pedonal. Imagens: Governo/ AJAP/Ivone/DN
  • 72. Descobrindo Página 72 6 de maio de 2022 MARGINAL DA RIBEIRA BRAVA TAMBÉM FOI AFETADA PELO MAU TEMPO (FOTO DESTA PÁGINA*): O mau tempo que se fez sentir no início de dezembro de 2020 também deixou marcas na marginal da Ribeira Brava. Devido às chuvas, o ribeiro arrastou consigo tudo o que se pode ver na imagem, não havendo maneira de escoar o 'entulho'. A estrada esteve encerrada no dia, 2 de dezembro de 2020. *https://www.jm-madeira.pt/ região (02/12/20). Fotos da página anterior: AJAP, mes- ma data, testemunhando a água resultante das fortes chuvas. Chuva forte, vento intenso e trovoada obrigaram as autori- dades a encerrar por uns dias a marginal Rª. Brava/Tabua no início de dezembro de 2020.
  • 73. Descobrindo Página 73 6 de maio de 2022 A marginal da Ribeira Brava, uma obra que foi objeto de um con- trato-programa entre o Governo Regional e a Câmara Municipal da Ribeira Brava, foi inaugurada em 28/08/2020. Fotos AJAP (2020/12/06).
  • 74. Descobrindo Página 74 6 de maio de 2022 Marginal da Rª Brava, 2020/12/06 (AJAP/Ivone Pestola) reaberta, após a lim- peza da acumulação, numa parte do percurso, de detritos causados pelas intensas chu- vas do final de novembro e início de dezembro do mesmo ano. As imagens das 3 pági- nas seguintes são da Ivone.
  • 75. Descobrindo Página 75 6 de maio de 2022 Alguns efeitos da tempestade pós- tropical “Thieta” que as- solou a Madeira em meados de novembro de 2020. Captamos, para os nossos lei- tores, algumas imagens (ribeira, praia, marginal e cais da Rª. Brava). São bem visí- veis o aumento da agitação marítima com ondas de sul que chegaram atingir os 4 m de altura significativa. Fotos de Isaac Pereira/AJAP. Data: 2020/11/14.
  • 76. Descobrindo Página 76 6 de maio de 2022
  • 77. Descobrindo Página 77 6 de maio de 2022
  • 78. Descobrindo Página 78 6 de maio de 2022 R ibeira Brava (RB), uma vila cheia de histó- rias. A RB é uma vila que vale a pana conhecê-la a pé, de for- ma calma, sem pressas, com máquina fotográfica na mão e muita vontade para “descobrir” alguns pormeno- res que nos rodeiam. Para isso é também necessário parrarmos de vez em quando e captarmos alguns pormenores menos conhecidos da natureza que nos rodeia e da qual faze- mos parte. Foi o que fizemos durante os meses de agosto e setembro de 2020, começando na praia prosseguindo pela rua Coman- dante Camacho de Freitas, com destaque para o sítio co- nhecido por “Caminho Chão”, passando pela Meia Légua (até ao Centro Desportivo). Não esquecemos a Ponta Ver- melha e a subida até ao topo da Fajã da Ribeira. (todos os anos descobrimos pormenores interessantes nestes sítios). Um pouco de História, antes de mais. POR AJAP 6– A Rª. BRAVA DE OUTROS TEMPOS
  • 79. Descobrindo Página 79 6 de maio de 2022 Eis a Ribeira Brava situada na foz de uma ribeira do mes- mo nome! Um lugar soalheiro, situado numa encruzilhada de cami- nhos por onde se deslocavam os povos das freguesias mais recuadas em viagem ou com mercadorias às costas, para tomarem o barco rumo ao Funchal. Um esplender! Na realidade, a profunda ribeira recebe muitas que, desde o Paúl da Serra, se precipitam por toda uma ampla bacia (…). As es- carpas que ladeiam as mar- gens da Serra d`Água são im- pressionantes (RIBEIRO; 1998).
  • 80. Descobrindo Página 80 6 de maio de 2022 (…)Localizada na costa sudo- este da ilha da Madeira, a Ri- beira Brava é uma das locali- dades mais antigas da Madei- ra. Esta localidade, devido à sua orografia, teve um papel muito importante nas comuni- cações entre todos os pontos da ilha. Começada a povoar nos iní- cios do século XV, entre o pri- meiro e o segundo quartel, foi das primeiras freguesias da ilha, logo criada na sequência das do Funchal e Machico, pouco depois da morte do in- fante D. Henrique em 1460. Nasceu a importância da Ri- beira Brava da sua ribeira, comunicação essencial com o interior da ilha e do seu porto mar. Era então um porto onde os barcos não encostavam ou ancoravam, mas encalhavam. Só entre 1904 e 1908 foi cons- truído um pequeno caís de acostagem e desembarque, furando-se a rocha a leste da futura vila, para acesso ao pequeno desembarcadouro (hoje de maiores dimensões, permitindo a acostagem de barcos de pequeno e médio porte). Este concelho é o de criação mais recente na ilha da Ma- deira, criado precisamente em 1914, no dia 6 de maio, e re- cebeu categoria de vila em 1928, sendo sede de municí- pio. É composto pelas freguesias de Ribeira Brava, Serra de Água e Ponta do Sol, desmem-
  • 81. Descobrindo Página 81 6 de maio de 2022 brado por sua vez do Conce- lho de Câmara de Lobos. O município é limitado a norte pelo município de São Vicen- te, a leste por Câmara de Lo- bos, a oeste pela Ponta do Sol e a Sul tem litoral no oceano Atlântico. O concelho da Ribeira Brava, com uma área de 65 km2, é formado por quatro freguesi- as; Campanário, Ribeira Bra- va, Serra de Água e Tabua; foi criado a 6 de maio de 1914, para o qual contribuí- ram em grande parte os esfor- ços do Visconde da Ribeira Brava, Francisco Correia Herédia. Devido à sua paixão pela vila, mais tarde adicio- nou o nome Ribeira Brava ao seu nome, passando a ser, Francisco Correia de Herédia Ribeira Brava. O Visconde dotou a vila de grandes me- lhoramentos, tais como, o alargamento e abertura de ruas, a construção de um pe- queno teatro e a reedificação do forte de S. Bento. A economia municipal assen- ta na agropecuária, comércio retalhista e turismo (restauração e hotelaria), destacando-se ainda o papel da administração local. Na agricultura, predomina o cul- tivo da batata, de culturas hortícolas extensivas, a horta familiar, os frutos subtropi- cais e a vinha. A pecuária tem também um peso importante na economia concelhia (…)”
  • 82. Descobrindo Página 82 6 de maio de 2022 Fonte: ADRAMA. 2013. Nota da Redação: A cultura, sociologi- camente falando, é o património intelectual e ma- terial próprio de uma determi- nada sociedade (valores, nor- mas, linguagens, os meios ma- teriais para a produção e a reprodução social do ho- mem…). Ribeira Brava
  • 83. Descobrindo Página 83 6 de maio de 2022 O s pés descalços dos escravos fica- ram tradicional- mente entre a gen- te de meia encosta e da serra que dificilmente suporta o calçado e, quando a ele é forçada, principal- mente em viagem, por comodi- dade e economia alterna uma com outra bota, calçando-as às etapas cada qual no seu respetivo pé. A bota de folga leva-a suspensa da mão ou da cintura. PEREIRA (Eduardo C. N.).— ILHAS DE ZARGO. 3ª edição. Edição da Câmara Municipal do Funchal. 1968. Volume II – p.557 e 558
  • 84. Descobrindo Página 84 6 de maio de 2022 ISLENHA 54 – 2014. Página 177., reproduzida por Vieira, Ana. A s observações so- bre a interação dos seres humanos na sociedade “são colocadas no seio de uma perspetiva temporal, fornecida pelas fontes históricas”. Por exemplo, duas das foto- grafias acima constam de uma separata da revista Islenha— nº. 19, de 1996, com o título:
  • 85. Descobrindo Página 85 6 de maio de 2022
  • 86. Descobrindo Página 86 6 de maio de 2022 Nota da Redação: Uma das características da cultura é o facto de os seus elementos serem transmitidos graças à aprendizagem: “A cultura não é algo estático”. Os ele-
  • 88. Descobrindo Página 88 6 de maio de 2022 2003
  • 89. Descobrindo Página 89 6 de maio de 2022 Muitos dos elementos da cul- tura são interdependentes. A cultura reestrutura-se conti- nuamente, modificando os usos e costumes “e assim também os valores…”
  • 90. Descobrindo Página 90 6 de maio de 2022 PEREIRA (Eduardo C. N.).— ILHAS DE ZARGO. 3ª edição. Edição da Câmara Municipal do Funchal. 1968. Volume II – p.558 MATOS (António Marinho) – RIBEIRA BRAVA – Evangelização, devoção e património cultural – subsí- dios para a história da sua paróquia ISLENHA 54 – 2014. Página 177.
  • 91. Descobrindo Página 91 6 de maio de 2022 Luís Silva (à esq. na foto 1 e sozinho nas restantes), nos 50 do séc. XX, no “Calhau” (foto 4). As três imagens iniciais desta página foram-nos cedidas gen- tilmente pelo seu dono (Luís), que nasceu e cresceu no anti- go bairro de “casa de palha”* *Numa das páginas seguintes, o mesmo local, na atualidade. (outº.2020). Na infância e juventude de Luís, o nível de pobreza era grande. Não podiam estudar e muito menos ambicionar a ter profissões muito diferentes das dos pais. http://www.cm-ribeirabrava.pt/cmrb1/old-pictures/ 1 2 3 4
  • 92. Descobrindo Página 92 6 de maio de 2022 A Câmara Municipal da Ri- beira Brava interveio no dia 21 de outubro de 2020, na es- carpa sobranceira à entrada do Cais da vila. Os trabalhos in- cluíram a limpeza da escarpa, através do desmonte de maciços rochosos, de for- ma a mitigar o risco: “Esta intervenção garante uma maior segurança aos veículos e peões, numa estrada que é frequentada diariamente por muitas pessoas. Estas são, por- tanto, medidas importan- tes, dentro das possibili- dades financeiras da au- tarquia, para garantir a segurança de munícipes e visitantes” (Ricardo Nas- cimento, presidente da Câmara Municipal da Ri- beira Brava). O bairro de palha situava-se, antigamente (página anterior) onde, agora, outubro 2020, está o restaurante “Cais da Ri- beira”.
  • 93. Descobrindo Página 93 6 de maio de 2022 Todos (página anterior) nas- ceram numas casas de palha que existiam no bairro junto ao Cais da Rª. Brava. Ainda voltando à página ante- rior, no sentido dos ponteiros do relógio, Luís (ao meio e `direita), acompanhado por alguns dos seus amigos de in- fância (à esquerda), entre os 7 e 8 anos de idade: José, Agos- tinho e outros. O pai do Luís era barbeiro de profissão e também carcereiro no “Forte”. Em 1815 há referências sobre um pequeno forte triangular junto à embocadura da ribeira, e um outro denominado de Forte de S. Sebastião. Foram ambos arruinados por uma aluvião em 1803. Um outro, é o Forte de S. Bento, que naquela época es- tava arruinado. Hoje, perfeita- mente adaptado ao contexto visual da vila, o forte serve de Posto de Informações. Em 1916 fizeram-se obras pa- ra a sua recuperação e embe- lezamento do que hoje pode ser visto na Marginal da Ri- beira Brava. Em 1920 esta pequena fortifi- cação foi alugada à Câmara Municipal para servir de pri- são. O pai do Luís foi um dos car- cereiros dessa “prisão”. Para se ser preso bastava não cum- prir as leis nacionais da épo- ca. Na página seguinte, uma pequena amostra dessas leis.
  • 94. Descobrindo Página 94 6 de maio de 2022 Durante o Estado Novo, são promulgadas uma série de leis, cujo objetivo seria o de proteger os bons costumes (https://www.juponline.pt/). Na década de 30 do século XX, em Portugal, incluindo as ilhas, claro, cabia ao Estado e autarquias locais tomar todas as providências no sentido de evitar a corrupção dos costu- mes.
  • 95. Descobrindo Página 95 6 de maio de 2022 (...)Quando D. Fernando (1367-1383) promulgou a Lei das Sesmarias, talvez por 1375, a Europa estava em crise, com instabilidade polí- tica e da paz, para além das carências alimentares e dos efeitos da peste, mas a aten- ção prestada à agricultura não chegou para corrigir a debilidade. Como recorda a História co- ordenada por Rui Ramos, a crise dos europeus continuou a agravar-se, os maus anos agrícolas sucederam--se. O que D. Fernando I preten- deu, seguindo política ante- rior, foi fixar a população à terra, dela recolhendo o sus- tento. (…). Adaptado de https://www.dn.pt/ opiniao/opiniao-dn/adriano- moreira/a-lei-das-sesmarias- 2168620.html 7 – A SERRA DE ÁGUA GENUÍNA E INESQUECÍVEL
  • 96. Descobrindo Página 96 6 de maio de 2022 A localidade da Serra de Água também foi dada de sesmarias* a um dos descendentes de Zarco, Helena Gon- çalves… *HISTÓRIA lei das sesmarias ordenação do rei Dom Fernando (1345-1383), que determinava o cultivo das terras maninhas pelos seus proprietários ou a sua entrega ao Estado, que as distribuiria pelos de- sempregados RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava—Subsídios para a História do Concelho; CMRB (1998).
  • 97. Descobrindo Página 97 6 de maio de 2022 A Serra d EÁgua tinha muito menos habitantes do que as vizinhas freguesias da Ribei- ra Brava, Tabua e mesmo Campanário. Tratava-se de uma população que quase poderíamos dizer serra- na ...economia de subsistên- cia. Em 1782 havia quatro moradores na Rocha Alta... RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava—Subsídios para a História do Concelho; CMRB (1998).
  • 98. Descobrindo Página 98 6 de maio de 2022 Serra de Água, 1998. Todos os habitantes da Serra D`Água viviam de uma economia agro -pastoril e tam- bém de uma já bastante escas- sa extração de madeira. RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava—Subsídios para a História do Concelho; CMRB (1998)..
  • 99. Descobrindo Página 99 6 de maio de 2022
  • 100. Descobrindo Página 100 6 de maio de 2022 RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava—Subsídios para a História do Concelho; CMRB (1998). (…) O único homem de ofí- cio, em 1782, na Serra D`´Agua, era o ferreiro Ma- nuel Pestana que não pagou finto* por ter poucos meios. De referir ainda 20 habitan- tes considerados pobres e outros 20 moços de casa alheia. Além destes, os enjei- tados eram cinco.
  • 101. Descobrindo Página 101 6 de maio de 2022 A freguesia da Serra de Água foi um centro de muitas árvo- res. Esta freguesia acha-se situa- da , em grande parte, “num extenso, fundo e apertado va- le, circundado por alterosas e abrutas montanas. Rodea-no o pico da Cruz, o pico do Cedro, o pico Grande e outros, todos de agigantada estatura e de uma agreste e imponente magnificência. A Serra de Água pertenceu ao concelho da Ponta do Sol des- de a criação deste em 1835, fazendo atualmente parte do concelho da Ribeira Brava, que foi criado no ano de 1914 e instalado a 2 de agosto do mesmo ano. (ELUCIDÁRIO MADEIRENSE* FERNANDO DA SILVA/CARLOS MENESES; 2ª edição acrescentada, 1940, em 3 volumes). *O Elucidário Madeirense foi um projeto coordenado pelo Padre Fernando Augusto da Silva (1863-1949) publicado em 1921 para comemorar o quinto centenário do descobrimento da Madeira. A última atualização é de 1940, mas continua a ser uma referência fundamental para o conhecimento da História, cultura e Ciência do arquipélago madeirense.
  • 102. Descobrindo Página 102 6 de maio de 2022
  • 103. Descobrindo Página 103 6 de maio de 2022 RIBERA BRAVA, VERÃO E OUTONO DE 2020 - Retratos do Quotidiano— Ouve-se o dançar suave dos ramos em sincronia com o canto dos pássaros, um ou outro passo sobre os tapetes de folhas no chão. Gosto de passear nestes caminhos, descontrair ao meio da ma- nhã. AJAP /Isaac
  • 104. Descobrindo Página 104 6 de maio de 2022 Vereda do Boqueirão (Caminho da Ameixieira): Em 2020 estava a decorrer , no momento em que a visita- mos, a empreitada de benefi- ciação do Caminho da Ameixieira, sito na freguesia da Serra de Água. A obra permitirá assegurar a correção da desadequação do pavimento existente, de acordo com a imprensa es- crita regional desse ano.
  • 105. Descobrindo Página 105 6 de maio de 2022 A Serra d`Água é uma das freguesias do concelho da Rª. Brava (Madeira). As imagens desta página foram captadas por Orlanda Silva em 28/10/2020 . A Descobrindo convida o sr. Leitor a admirar nas páginas seguintes a nossa Fotogaleria sobre esta fregue- sia (Por AJAP; outubro/ novembro 2020). Vereda Lombo da Bica? Pinheiro…?
  • 106. Descobrindo Página 106 6 de maio de 2022 ve·re·da |ê| (latim tardio vereda, de veredus, - i, cavalo para viagem, cavalo de ca ça) nome feminino 1. Caminho estreito. 2. Caminho secundário que p ermite encurtar caminho ou c hegar mais rapidamente. = A TALHO "vereda", in Dicionário Priberam da Língua Portugue- sa [em linha], 2008-2020, https:// dicionario.priberam.org/vereda [consultado em 01-11-2020].
  • 107. Descobrindo Página 107 6 de maio de 2022 A CÔNGRUA Em religião, é designa- do benefício eclesiástico o rendimento vinculado a um cargo eclesiástico e que permite ao seu titular (beneficiário) cumprir cor- retamente uma função na Igreja. Ou seja, é um direito adqui- rido de quem exerce um ofí- cio eclesiástico, como fundo de rendimento ou côngrua e para seu usufruto, como for- ma da sua sustentação. O regime beneficial surgiu na Igreja pelo século VII, mas, como por vezes o bene- ficiado dava mais importân- cia ao benefício que ao ofí- cio, o Concílio Vaticano II decidiu que se proce-des- se prudentemente à extinção deste regime. Em Portugal, os patrimónios dos benefícios paroquiais foram integrados nas respetivas fábricas paro- quiais impostos religiosos, como os dízimos e as primícias, em cobranças pelo exercício do culto, como os direitos de estola, e em outros rendimentos, às vezes derivados de propriedades territoriais vinculadas ao be- nefício. No entanto, o direito canónico proibia que se co- brasse qualquer quantia pela administração (...) https://pt.wikipedia.org/wiki/C% C3%B4ngrua (adaptado). 8 – A TABUA GENUÍNA E INESQUECÍVEL
  • 108. Descobrindo Página 108 6 de maio de 2022 Freguesia da Tabua Texto: ELUCIDÁRIO MADEIRENSE*; FER- NANDO AUGUSTO DA SILVA/CARLOS AZEVEDO MENESES Fotos: AJAP (novembro 2020) *um guia fundamental para o conhecimento da História, Literatura e Ciência do arquipélago da Madeira
  • 109. Descobrindo Página 109 6 de maio de 2022 O nome sesmaria deriva de ses- mar, dividir. Por esse sistema, as terras cultivadas nas comuni- dades eram divididas conforme o número de habitantes e, de- pois, sorteadas. O objetivo era garantir o cultivo das áreas, que eram denominadas sesmo porque correspondiam à sexta parte do valor de cada terreno. Fonte: https://www.todamateria.com.br/
  • 111. Descobrindo Página 111 6 de maio de 2022 Nota da Redação: Côngrua= Nome substantivo para designar, sobretudo no pas- sado a sustentação dos clérigos por meio do "benefício ligado ao respetivo ofício" Pensão que se dá aos párocos para seu sustento. Fonte: Dicionário informal (SP) em 16- 11-2008. Côngrua = Nome feminino com o significado antiquado quantia concedida aos párocos para se sustentarem. Fonte: Infopédia. Sesmaria = nome feminino que, de acordo com a HISTÓRIA, significava terreno inculto ou abandonado distribuído a colo- nos ou cultivadores. Fonte: Info- pédia.
  • 112. Descobrindo Página 112 6 de maio de 2022 Fonte (texto, edição de 2012); pp.101 a 104: As imagens que ilustram esta e as 2 páginas seguintes, são de abril 2018, de autoria de AJAP e de alguns dos seus alunos do terceiro ciclo (área de comér- cio), EBSPMA, ano letivo 2017/18, durante uma breve vi- sita de estudo à Tabua, a pé.
  • 113. Descobrindo Página 113 6 de maio de 2022 Bica de Pau, Corujeira, Ribeira da Caixa, Ribeira da Caixa de Cima, Massapês, Madre de Deus, Fonte, Terça, Espedregada, Fajã, Porte- la...
  • 114. Descobrindo Página 114 6 de maio de 2022
  • 116. Descobrindo Página 116 6 de maio de 2022 Arlindo Lourenço, na ima- gem, em 1992: Hoje a Ribei- ra da Tabua já não tem o grupo das castanholas. Onde ainda há umas casta- nholas é aqui, e são muito poucas. No sítio dos Zimbrei- ros havia duas pessoas
  • 117. Descobrindo Página 117 6 de maio de 2022 pessoas tocavam castanholas, mas uma já morreu. Não é difícil tocar castanholas mas, claro que é preciso ter um dom para a música. Uma pes- soa tem que ter queda pra to- car. Já o meu avô, que mor- reu com 8 anos, tocava casta- nholas. Isto é uma coisa para mais de 100. Palavras de Arlindo Louren- ço ao Jornal da Madeira, há 30 anos (1992), na altura com 60 anos de idade.
  • 118. Descobrindo Página 118 6 de maio de 2022 Freguesia da Tabua, no- vembro de 2020: Presume-se que o seu nome derive de uma planta denominada ta- bua, utilizada no fabrico de esteiras e fundos de cadeiras, que parece ter existido nestes sítios. Texto (adaptado): https:// www.namadeira.pt/. Fotos de AJAP (esta e pági- nas seguintes).
  • 119. Descobrindo Página 119 6 de maio de 2022 Freguesia da Tabua, novembro de 2020
  • 120. Descobrindo Página 120 6 de maio de 2022
  • 121. Descobrindo Página 121 6 de maio de 2022 Freguesia da Tabua, no- vembro de 2020: Destaca- mos, em primeiro lugar, nesta página, um dos habitantes mais populares da Vereda da Corujeira, à direita. Pergunta- mos o nome e disse-nos ser mais conhecido por o “Cambadinho da Maria Pe- quena”. Igreja da Tabua ou Igreja Pa- roquial da Santíssima Trinda- de, vista da Vereda da Coru- jeira, numa das imagens.
  • 122. Descobrindo Página 122 6 de maio de 2022 9 – RIBEIRA BRAVA GENUÍNA E INESQUECÍVEL POR AJAP A ntigamente não havia água canalizada nas casas. Na Rª. Cdte. C. Freitas, no sí- tio encontramos uma casa com um fontanário antigo. Uma relíquia que ainda funciona.
  • 123. Descobrindo Página 123 6 de maio de 2022 A água é fonte de vida. Sem este recurso a própria terra não passaria de um astro mor- to e, por este motivo, “é a água que, distribuída de forma desigual no tempo e no espa- ço, dita e molda a vida e a História do Homem”. Desde os tempos mais remo- tos, o acesso e o controlo da água apresenta-se como fator elementar na subsistência de qualquer comunidade. As primeiras civilizações (Mesopotâmia e Egipto) nas- ceram junto a grandes rios que tornaram férteis as suas terras e, ao longo da História, a proximidade da água será sempre procurada, “visto im- por-se como recurso indispen- sável à agricultura, à manu- fatura, aos transportes e à energia”.
  • 124. Descobrindo Página 124 6 de maio de 2022
  • 125. Descobrindo Página 125 6 de maio de 2022 Rua Comandante Camacho de Freiras (Ribeira Brava), outubro 2020: Francisco, na imagem, durante a sua pausa de almoço, é um dos vários cantoneiros da CMRB. Lim- pa e conserva as bermas da estrada Cdte. C. Freitas - Visita Alegre há mais de 20 anos. Um cantoneiro (assistente operacional) utili- za diversos instrumentos de trabalho (ver na página se- guinte).
  • 126. Descobrindo Página 126 6 de maio de 2022 “Flores são flores/Vivas num jardim/Pessoas são boas/Já nas- cem assim/Flores são flores/Colhidas sem dó/Por alguém que ama/E não quer ficar só”. Cazuza. ========================================== “Sublimemos, amor. Assim as flores/No jardim não morreram se o perfume/No cristal da essência se defende/Passemos nós as provas, os ardores. ...”. José Saramago
  • 127. Descobrindo Página 127 6 de maio de 2022 Rª. Brava, 21 de outubro 2020: Uma pequena a volta pelos lados da Estrada de S. João,, com destaque para Cova, Moreno, Terça e Barreiros, com vistas para o Campanário. Utilização dos recursos hídricos: Aspeto parcial da piscicultura localizada no mar entre o Cabo Girão e a Rª. Brava.
  • 128. Descobrindo Página 128 6 de maio de 2022 Francisco é vendedor ambulante , exercendo a atividade de comércio a retalho de forma itinerante, inclu- indo zonas balneares como é a Rª. Brava. A Descobrindo conheceu-o no tempo em que exercia a sua ati- vidade regularmente no Mercado da Vila. Desde aí mantivemos ami- zade com esta figura simpática e cada vez mais rara, a nível local. À direita, também, no verão de 2020, um ribeirabravense, sorri- dente e feliz, com um passatempo único, junto da foz da ribeira. Fir- mino sente orgulho, quando pode, em reunir várias dezenas de pom- bas com o objetivo único de as ali- mentar, no seu habitat natural. Reparem, caros leitores, como o milho é carinhosamente colocado.
  • 129. Descobrindo Página 129 6 de maio de 2022 São João, Ribeira Brava : Estrada de S. João e Barrei- ro (2020/11/18): Na Estrada de S. João existe uma empre- sa muito conhecida no conce- lho (AMÁLO - MAT.CONSTRUÇÃO). A imagem de artesanato, es- culpida em madeira, desta página ornamenta o interior dessa empresa. Nessa escul- tura não faltam a casa típica de Santana e o barrete. Parabéns aos seus autores.
  • 130. Descobrindo Página 130 6 de maio de 2022 Rª. Brava, 16/11/2020—Na se- quência da tempestade...água, mui- ta água correndo. O pato, na ima- gem, ficou várias horas como que desalojado.
  • 131. Descobrindo Página 131 6 de maio de 2022 De e no sítio Fonte Pinheiro (Rª: Brava) - 2020. Imagens: AJAP.
  • 132. Descobrindo Página 132 6 de maio de 2022 Um arco-íris, embora pareça magia, é apenas um fenómeno ótico e meteorológico de refra- ção da luz e separação das co- res em todo o seu espetro. O arco-íris surge quando o Sol aparece no fim de uma chuva e é devido à refração da luz nas gotículas de água no ar. Inicial- mente, a luz branca proveniente do Sol sofre refração ao atingir cada gota de água, prosseguin- do no interior dela. Leia mais em: http:// www.ciencias.seed.pr.gov.br/ Imagens: Ivone Pestola, dezembro 2020
  • 133. Descobrindo Página 133 6 de maio de 2022 “AGRIJARDINAGEM” A pequenez das parcelas e o re- quinte estético da prática agrícola. A arte de criar os regos, de desenhar os fundos das mantas para correr a água. "Agrijardinagem", pa- trimónio cultural da Madeira. Fonte: Raimundo Quintal - 30/11/2020; partilhado por Bruna OliveTree, em dezembro 2020
  • 134. Descobrindo Página 134 6 de maio de 2022 Ribeira Brava (Vila – Rua dos Moinhos) – novembro 2020: Exemplo de agricultura de subsis- tência que tem como principal objetivo a produção de alimentos para garantir a sobrevivência do agricultor. Imagens: AJAP
  • 135. Descobrindo Página 135 6 de maio de 2022
  • 136. Descobrindo Página 136 6 de maio de 2022 Os nomes das localidades, lugares de morada e outros, refletem, e deverão continuar a refletir, os sentimentos e as personalidades das pessoas e memorizam valores, factos, figuras de relevo, épocas, usos e costumes. Na freguesia da Rª. Brava existem sítios com nomes diversos: Ponta Vermelha, Fajã da Ribeira (nesta página), Murteira, etc.
  • 137. Descobrindo Página 137 6 de maio de 2022 Janeiro de 2021. Homenage- amos, uma vez mais os habi- tantes do sítio da Murteira, retratando seu dia a dia.
  • 138. Descobrindo Página 138 6 de maio de 2022 Na verdade, no dia 11/1/2021 estivemos, uma vez mais, de visita aos sítios da Murteira e da Fajã (Rª Brava). Para além das terras traba- lhadas pelos seus proprietá- rios, encontramos uma “relíquia” que nos faz recor- dar as dificuldades do passa- do para se lavar a roupa. Trata-se de um lavadouro de pedra para se lavar roupa na ribeira, que ainda funciona. Depois de passarmos pela Murteira, onde encontramos o tal “lavadouro” de pe- dra—(primeira imagem desta página) - que ainda é utiliza- do, de vez em quando, pela sua proprietária, Sra. Maria, dirigimo-nos ao sítio da Fajã da Ribeira (restantes ima- gens) . Prosseguimos com mais “descobertas” por ve- redas e serras...
  • 139. Descobrindo Página 139 6 de maio de 2022
  • 140. Descobrindo Página 140 6 de maio de 2022 Fonte Pinheiro (topo)- 9350-120 Rª. Brava, em 2020. Fajã da Ribeira, em 2020; à esquerda.
  • 141. Descobrindo Página 141 6 de maio de 2022
  • 142. Descobrindo Página 142 6 de maio de 2022 Fajã da Ribeira e Vereda do Espigão, 2020. Fotos de AJAP
  • 143. Descobrindo Página 143 6 de maio de 2022 Lavandaria Antigamente: No dia 2 de setembro de 2020, a Descobrindo deu mais um passeio até ao sítio da Fajã da Ribeira Brava . Conversa- mos, na rua, com duas habi- tantes locais (na imagem) que nos falaram de duas memó- rias de outros tempos: “como se lavava a roupa antigamen- te” e do hipotético apareci- mento de Nª. Senhora.
  • 144. Descobrindo Página 144 6 de maio de 2022 Há relatos de pessoas que cresceram na zona mais alta da Fajã da Ribeira, do lado direito da Vereda da Eira do Mourão, que dão conta de ter ouvido os mais velhos fala- rem sobre a hipótese de um milagre religioso na parte al- ta da Fajã. Este episódio, segundo as nossas fontes, não se difun- diu na Madeira como se fosse uma réplica das Aparições de Fátima, pelo que ficamos por aqui. O “assunto foi abafa- do”, segundo nos disseram, pelo que não há provas. Ape- nas relatos orais. 10/01/2021.
  • 145. Descobrindo Página 145 6 de maio de 2022 Rª Brava, na Estrada para a Meia Légua, mais precisa- mente na Fajã da Ribeira, 26/10/2020: Habitante na sua típica casa incrustada na rocha, cercada por pombas (à direita); as res- tantes imagens referem-se à Meia Légua. O poema seguinte é dedicado à esta ribeirabravense. O seu autor foi Vinícius de Morais*
  • 146. Descobrindo Página 146 6 de maio de 2022 Velhice nos provisórios dias deste mundo a velhice nos aflora lentamen- te fogem as horas, os dias, os anos surgem as dores do corpo e da mente ficam nossos passos insegu- ros a memória se recusa a olhar em frente o tempo não perdoa, é inexo- rável aos poucos vai-nos tornando diferentes por imposição da crueldade contamos histórias da juven- tude e vivemos a sofrer de cons- tante saudade lágrimas molham nosso rosto nos lábios sentimos o gosto do amargor de uma vida da perda da mocidade taciturno de pálpebras baixas um rosto tostado, enrugado um olhar enfraquecido marcado pela idade daqueles que o tempo esque- ceu olhando o horizonte que se apaga lentamente de boca amarga e alma triste o corpo se faz resignado muitos morrem de indiferença sozinhos, de semblante fecha- do! ©Lurdes Rebelo In "Palavras sem Tempo" - Ima- gem e publicações Editora. Fonte: https://www.facebook.com/ Pensamentoslurebelo, dezembro 2020
  • 147. Descobrindo Página 147 6 de maio de 2022 Sitio da Fajã Ribeira: Estrada Regional Rª. Brava/Serra de Água, em setembro de 2020 - Duas antigas estrutura escavada na rocha. Em cima, à direita, a casa embu- tida na rocha continua habitada. Última imagem (em cima, à di- reita): Casa de colmo (desabitada): A cobertura é feita apenas com materiais naturais. O fontanário, de 1929, encontra- se desativado há anos.
  • 148. Descobrindo Página 148 6 de maio de 2022 Meia Légua (Rª. Brava) : Janeiro 2021. Imagens: AJAP
  • 149. Descobrindo Página 149 6 de maio de 2022 Você e Eu Por Vinícius de Moraes (Brasil; 1913 -1980)* Podem me chamar/E me pedir e me rogar/E podem mesmo falar mal/Ficar de mal que não faz mal/ Podem preparar/Milhões de festas ao luar/Que eu não vou ir/Melhor nem pedir/ Eu não vou ir, não quero ir/ E também podem me obri- gar/Até sorrir, até chorar/e podem mesmo imaginar O que melhor lhes parecer/ Podem espalhar/Que eu es- tou cansado de viver/E que é uma pena Para quem me conheceu/Eu sou mais você/E... Eu. * Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia o apelido "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabi- lizou-se pelos seus sonetos. Vinícius de Moraes, nascido Marcus Vinícius de Moraes, foi um poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compo- sitor brasileiro (in Wikipédia).
  • 150. Descobrindo Página 150 6 de maio de 2022 Meia Légua (Rª. Brava) : Outubro 2020
  • 151. Descobrindo Página 151 6 de maio de 2022
  • 152. Descobrindo Página 152 6 de maio de 2022 Meia Légua e Vereda do Espigão : Janeiro 2021.
  • 153. Descobrindo Página 153 6 de maio de 2022 Meia Légua (Rª. Brava): Dezembro 2020
  • 154. Descobrindo Página 154 6 de maio de 2022 Meia Légua e Ve- reda do Espigão (Rª. Brava): De- zembro 2020
  • 155. Descobrindo Página 155 6 de maio de 2022 “Desertificação” Vereda do Espigão (Rª. Brava): Dezem- bro 2020. Imagens: AJAP
  • 156. Descobrindo Página 156 6 de maio de 2022 Vereda do Espigão (Rª. Brava): De- zembro 2020.
  • 157. Descobrindo Página 157 6 de maio de 2022 Uma das primitivas moradas do homem foram as lapas, as furnas, as cavernas como sa- bemos da Arqueologia e da Etnografia gerais “. José Lei- te de Vasconcelos (Mês de Sonho, Conspecto de Etnogra- fia Açórica, Lisboa, (s.n.), 1926, p. 34 ). Exemplo de estruturas esca- vadas na rocha, conhecidas popularmente por furnas ou lapas, e que foram utilizadas desde o povoamento para a instalação de diversas ativi- dades humanas (habitação, de outros equipamentos utili- tários, tais como abrigos para gado, armazenagem de víve- res e guarida de alfaias agrí- colas, cozinhas e outros equi- pamentos - lagares, tanques para curtir peles, covas e si- los). Adaptado de https://repositorio.ul.pt/ bitstream/10451/5377/77/ ulsd061975_td_vol_1_7.pdf Ao fundo a Serra de Água,; à direi- ta, a Vereda de Espigão e no pri- meiro plano, a Meia Légua,, num dia de chuva, 6/01/2021. Imagens: AJAP
  • 158. Descobrindo Página 158 6 de maio de 2022 Meia Légua e Vereda do Es- pigão, num dia de chuva abundante, 6 de janeiro de 2021. A água é um elemento comum na nossa vida quotidiana e a sua presença habitual, conti- nua, regular e abundante faz com que, muitas vezes, nos esqueçamos da sua extrema importância, bem como do seu carácter esgotável.
  • 159. Descobrindo Página 159 6 de maio de 2022 O ciclo da água é de extrema importância para a manuten- ção da vida no planeta Terra. É através do ciclo hidrológico que ocorrem a variação climá- tica, a criação de condições para a vida do homem, das plantas e animais, a purifica- ção e a circulação de água nos rios, oceanos e la- gos. Data de referência : 7/1/2021; Vila da Rª. Brava.
  • 160. Descobrindo Página 160 6 de maio de 2022 À esq.: Rua dos Moi- nhos— Casa 1 (jardim a); pedras de erosão.
  • 161. Descobrindo Página 161 6 de maio de 2022 Fonte: JM, de 9/01/2021. Os Serviços de Saúde da Madeira reali- zaram no dia 8 de janeiro de 2021, 454 testes rápidos de antigénio no concelho. Imagem de cima. No dia 10/1/2021, segundo a Federação Portuguesa de Atletismo, no Meeting Mário Moniz Pereira, Rosalina Santos correu os 60 metros, terminando com a marca de 7,30 segundos (e segundo melhor registo mundi- al do ano). Partilhado por Suse Gouveia. Rosalina foi estudante da EBSPMA e resi- dente na Serra de Água, logo, é mais uma “menina da Terra”, a ter sucesso a nível mundial. Parabéns!
  • 162. Descobrindo Página 162 6 de maio de 2022 Para um melhor aproveita- mento da água impõe-se o controlo da sua abundância ou da sua escassez, ir ao seu en- contro e fazê-la chegar certa e regular onde é necessária e, para isso, inventar recursos. Auxiliando-se da ciência e da técnica, o Homem constrói engenhos hidráulicos que lhe permitiram aproveitar as águas dos rios ou ribeiras e extrair do interior da terra a água tão necessária à superfície. Concluímos esta edição com as seguintes cantigas popula- res (http://www02.madeira- edu.pt/Portals/5/): As lavadeiras Elas lavam, elas lavam, Elas lavam sem parar. (bis) // Põe aqui o teu pezinho, põe aqui na brincadeira.// Vamos ver as lavadeiras a lavarem na Ribeira.// Elas esfregam, elas esfregam, Elas esfregam sem parar. (bis) // Elas torcem, elas torcem, Elas torcem sem parar. (bis) // Elas dobram, elas dobram, Elas dobram sem parar. (bis) // Elas falam, elas falam, Elas falam sem pa- rar. (bis). As lavadeiras As lavadeiras sempre a la- var.// Muito ligeiras roupas a corar.// Ligeiras são com ale- gria.// (…) Em jeito de síntese
  • 163. Descobrindo Página 163 6 de maio de 2022 10 – NO FECHO DESTA EDIÇÃO A palavra biodi- versidade é formada da união do radi- cal grego “bio” (que significa vida) mais a palavra “diversidade” (que significa variedade) . A partir daqui até ao fim desta edição ilus- tramos esse facto.
  • 164. Descobrindo Página 164 6 de maio de 2022 Pico da Banda de Além 9350-137 RIBEIRA BRAVA
  • 165. Descobrindo Página 165 6 de maio de 2022 Na foz da ribeira da Ribeira Brava, 10/1/2021: Biodiversida- de é a grande variedade de for- mas de vida . Imagens: AJAP.
  • 166. Descobrindo Página 166 6 de maio de 2022 Na foz da ribeira, por cima do túnel atrás da EBSPMA (última imagem), no dia 10/1/2021: As florestas, os rios, os ocea- nos, os lagos são alguns exemplos de ecossistemas. A soma de todos os ecossiste- mas existentes na Terra for- ma a biosfera (camada da atmosfera que engloba os seres vivos).
  • 167. Descobrindo Página 167 6 de maio de 2022 Ribeira Brava, 19/01/2020. Foto: Bell Sousa, com o título “Forrado” . Olhando para parte superior, tempo nublado.
  • 168. Descobrindo Página 168 6 de maio de 2022 Dicionário Madeirense* E (…) Escamalhar - Fugir de alguém. Estepilha - Define exclamação. O mesmo que Caramba Estepulha - criança traquina (…) F (…) Fazer o catatau - Molestar; fazer sofrer. Fazer focinho - Mostrar que não lhe apetece. Fazer ramelas - Provocar inveja. Fazer sinagogas - Fazer trejeitos. Feio cuma noite dos trovões - Pessoa muito feia, medonha. Fincar na pança - Empanturrar-se de comida ou levar uma fa- cada. Fome de rabo - Muita fome; miséria. Forrado – Tempo nebuloso, nuvens da serra para o mar. Frigir - o mesmo que fritar. Furado – Túnel.  *Adaptado de http://caboz.online/dicionario_m/  Continua na próxima edição.
  • 169. Descobrindo Página 169 6 de maio de 2022 O “Casino ou Praça Finan- ceira” de alguns reformados da Rª. Brava e seus amigos , encerrou provisoriamente em janeiro de 2021. Casino?
  • 170. Descobrindo Página 170 6 de maio de 2022 Diário de Notícias, 21/01/2021 Rª Brava (Vila), 22/01/2021, nesta e na pág. anterior.
  • 171. Descobrindo Página 171 6 de maio de 2022 Com os Mortos Os que amei, onde estão? Idos, dispersos, Arrastados no giro dos tu- fões, Levados, como em sonho, entre visões, Na fuga, no ruir dos univer- sos... E eu mesmo, com os pés também imersos Na corrente e à mercê dos turbilhões, Só vejo espuma lívida, em cachões, E entre ela, aqui e ali, vultos submersos... Mas se paro um momento, se consigo Fechar os olhos, sinto-os a meu lado De novo, esses que amei vi- vem comigo, Vejo-os, ouço-os e ouvem- me também, Juntos no antigo amor, no amor sagrado, Na comunhão ideal do eter- no Bem. Antero de Quental*, in "Sonetos" *Antero de Quental (1842- 1891) foi um poeta e filósofo português. Foi um verdadei- ro líder intelectual do Rea- lismo em Portugal. Dedicou- se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e soci- ais de seu tempo, contribuin- do para a implantação das ideias renovadoras da gera- ção de 1870 (https:// www.ebiografia.com/ antero_quental/)
  • 172. Descobrindo Página 172 6 de maio de 2022 Cemitério (Campanário), 23/01/2021. O tema Campanário será objeto de maior desenvolvi- mento na próxima edição. Aqui prestamos uma pequena homenagem aos pais do ami- go Arlindo Fernandes* fun- cionário bem estimado da CMRB. Arlindo tinha 11 anos de ida- de quando o pai, Manuel, fa- leceu. Agora, 30 anos após o faleci- mento do pai, Manuel Augus- to, foi a vez da mãe, Maria Isabel. É a lei da vida! Num período em que a pandemia estava mais branda.
  • 173. Descobrindo Página 173 6 de maio de 2022 O Arlindo e a respetiva famí- lia puderam enterrar a faleci- da com dignidade e com a presença de muitos amigos e conhecidos, segundo nos rela- tou, no local. Recorde-se que estas imagens foram captadas em janeiro de 2021, na freguesia de Campa- nário (Ribeira Brava). *Por mero acaso, quando vi- sitamos o cemitério do Cam- panário, o Arlindo encontrava -se no mesmo local, concen- tra-concentrado a fazer a ma- nutenção da campa dos queri- dos pais.
  • 174. Descobrindo Página 174 6 de maio de 2022 Terminamos com uma Foto- galeria de mais algumas cam- pas cujas imagens captamos, aleatoriamente, na mesma data, com destaque para o Hugo, no topo desta página, que já foi homenageado pela Descobrindo numa das edi- ções anteriores mas, nunca é demais relatar, de novo, al- guns dos fatos, com base nos meios de comunicação social da época. Como foi a morte do Hugo?
  • 175. Descobrindo Página 175 6 de maio de 2022 Os 20 anos de vida do militar Hugo Abreu deixaram na- queles que o conheceram a recordação de um jovem tra- balhador, sociável embora reservado, e grande entusias- ta do Exército, porque aí cumpriria uma missão e rea- lizaria um sonho. Sempre foi bom aluno e saudável. Hugo foi assim descrito pe- los pais Ângela e Emídio Abreu, assistentes em 2018. De acordo com o jornal Pú- blico de 2 de junho de 2020 Hugo Abreu e Dylan da Silva estavam entre os 67 recrutas que iniciaram a prova no dia 4 de Setembro de 2016, de- baixo de um calor que ultra- passou os 40 graus Celsius. Hugo e Dylan sucumbiram a um golpe de calor e os seus pais exigem (no total) uma indemnização de cerca de 650 mil euros ao Estado e a arguidos que sejam responsa- bilizados criminalmente. “Naquele momento de afli- ção não houve ninguém de coração que lhe desse água e que o tirasse dali”, disse, pouco depois, a mãe de Hu- go, Ângela Abreu. Pai e mãe começaram por acreditar no que lhes foi dito pelo Exérci- to. Nesse primeiro telefonema de um oficial do Exército pa- ra a família, e também nos dias imediatamente a seguir, os militares com quem fala-
  • 176. Descobrindo Página 176 6 de maio de 2022 ram sempre disseram que “o Hugo tinha morrido por cau- sa de um acidente”, afirmou Ângela Abreu. “Foi uma mentira, e depois outra e ou- tra”, repetiu a mãe do militar oficial quando questionada sobre se sentia defraudada pelo Estado. Só depois de ver uma entre- vista de Lucinda Araújo, mãe de Dylan da Silva, o instruendo que também não sobreviveu a um golpe de calor, Ângela começou a in- vestigar a morte do filho. Disse ao tribunal que desco- briu mensagens trocadas por Hugo em que mostraria re- volta por um militar “todo musculado” ter chegado ao pé de um recruta, na forma- tura, e lhe dera um murro na cara. Isto teria acontecido ainda fase de estágio, anterior ao início do curso, quando esta- vam na formatura. Esta men- sagem de 15 de agosto de 2016 foi trocada durante as três semanas de estágio que antecederam o início do cur- so com a Prova Zero que vi- ria a ser fatal. Cemitério do Campanário (Rª. Brava), no dia 23/1/2021.
  • 177. Descobrindo Página 177 6 de maio de 2022 Cemitério do Campaná- rio (Rª. Brava), no dia 23/1/2021.
  • 178. Descobrindo Página 178 6 de maio de 2022 ÍNDICE E FICHA TÉCNICA 01 Editorial ..………………….03 02 No Início Desta Edição…. 04 Boa Morte/S. João 03 Educação/Cultura ………..08 Prof. Leonete Festa da Flor João Fernandes EBSPMA Crónica 04 Quadra Festiva …………...28 Vila/Crónica Boa Morte/S. João… 05 Mobilidade ………………..65 06 Ribeira Brava ……………..78 07 Serra De Água …………….94 08 Tabua …………………………….107 09 Ribeira Brava …………………..122 10 No Fecho Desta Edição……...163 Descobrindo..., Revista Anual de Análise Social – Ribeira Brava – Região Autónoma da Madeira. 6 de maio de 2022 – VOL. 1 – 20ª Edição. Propriedade/Editor - Esc. Bás. e Sec. Pe. Manuel Álvares (EBSPMA); R. S. Francisco; Apartado 6, 9350-211 Rª. Brava; Câmara Municipal da Ribeira Brava -Rua do Visconde Nº 56 -9350-213 Ribeira Brava. Fundador- Prof. António José Alves Pereira (AJAP) . Participação especial: Graciela Sousa (São João e Orlanda Silva (Serra de Água). Bibliografia: RIBEIRO, João Adriano; Ribeira Brava -Subsídios para a História do Conce- lho; CMRB (1998) Fontes: CMRB, EBSPMA, Internet e outros. Execução Gráfica: Depósito Legal:326066/11 ISSN: Tiragem: 150 exemplares. Contactos “nypereira1@gm ail.com” “orlanda- s@hotmail.com”