Raciocínio ou inferência
Operaçãomental através da qual
chegamos a uma conclusão partindo
de determinadas razões.
Comunicar o raciocínio
Argumento
Todos os seres racionais possuem a capacidade
de raciocinar e de argumentar, mas nem todos o
fazem de modo correto.
5.
ARGUMENTOS
Têm na suabase convicções,
crenças, ideias, opiniões,
informações: aquilo em que
acreditamos acerca do mundo.
Mas há crenças partilhadas e bastante consensuais.
Essas crenças levam-nos a discordar de conclusões que
eventualmente as contradigam e das razões avançadas para
as apoiar.
Existência de discordâncias:
não há uma verdade única.
6.
Todos os mamíferossão inteligentes.
Todos os seres humanos são mamíferos.
Logo, todos os seres humanos são inteligentes.
Todos os mamíferos são inteligentes.
Todos os seres humanos são inteligentes.
Logo, todos os seres humanos são mamíferos.
Podemos discordar desta conclusão, mas temos
de reconhecer que a forma como ela é obtida é
consistente, razoável e válida.
Ainda que consideremos a conclusão verdadeira,
não faz sentido aceitá-la a partir das razões em
que ela se baseia.
Podemos aceitar ou rejeitar a correção de uma forma de raciocínio, sem que isso implique
aceitar ou rejeitar o conteúdo das crenças de que se parte e das crenças a que se chega.
Exemplo Exemplo
7.
LÓGICA
Disciplina filosófica queestuda a distinção entre argumentos corretos (ou válidos) e
incorretos (ou inválidos), mediante a identificação das condições necessárias à operação
que conduz da verdade de certas crenças à verdade de outras.
Lógica formal
Estudo das leis, princípios e regras a que devem obedecer o
pensamento e o discurso para serem válidos.
Lógica informal
Analisa a validade
dos argumentos
dedutivos.
Analisa
essencialmente a
validade dos
argumentos não
dedutivos.
ANTECEDENTE
CONSEQUENTE Conclusão
Premissa
Premissa Todosos portugueses são europeus.
Os alentejanos são portugueses.
Logo, os alentejanos são europeus.
Exemplo
Indicador de
conclusão
Nexo lógico
Não se enquadram na categoria de «argumentos» aqueles que são
meros conjuntos de proposições sem qualquer conexão lógica entre si.
Os rapazes são giros.
As cerejas fazem bem à saúde.
Logo, as férias devem continuar.
Exemplo
Um argumento tem subjacente uma
inferência ou raciocínio, uma operação
que efetua a transição lógica entre
proposições.
11.
Nem todas asfrases expressam proposições.
Só as frases declarativas.
PROPOSIÇÕES FRASES
Afirmam, negam, atribuem, declaram ou
constatam alguma coisa.
Podem ser consideradas verdadeiras ou falsas.
12.
Que belo jardimvocê tem!
Saia da minha frente!
EXEMPLOS TIPO DE FRASE
Frase imperativa.
Frase exclamativa.
Ajuda-me a transportar estes sacos.
Farei o que me mandas fazer.
Quem sou eu? Frase interrogativa.
Frase que traduz uma promessa.
Frase que expressa um pedido.
EXEMPLOS DE FRASES QUE NÃO EXPRESSAM PROPOSIÇÕES
PROPOSIÇÃO
Pensamento ou conteúdo, verdadeiro ou
falso, expresso por uma frase declarativa.
A mesma proposição pode ser expressa por
diferentes frases declarativas:
“A Terra é contemplada pelo astronauta a partir da Lua.”
=
“O astronauta contempla a Terra a partir da Lua.”
13.
Simples
Proposições
Condicionais
Compostas
(complexas)
Categóricas
Disjuntivas
Afirmam ou negam
sobdeterminadas
condições.
Afirmam ou negam
sem restrições nem
condições.
Afirmam ou negam
em forma de
alternativas que se
excluem (disjunção
exclusiva) ou não
(disjunção
inclusiva).
Se viajo, então aprendo.
Se não fores, então vou
eu.
Todos os rios correm.
Os poetas não são
arquitetos.
Exemplos
Disjunção exclusiva:
Ou és sábio ou és
ignorante.
Disjunção inclusiva:
És inteligente ou boa
pessoa.
As proposições, simples ou compostas, relacionam-se umas com as outras,
organizando-se em operações mais complexas – os argumentos.
14.
PROPOSIÇÕES Relacionam termos.
TERMO
Égeralmente entendido como a
expressão verbal do conceito.
CONCEITO Elemento básico do pensamento.
Representação intelectual de
determinada realidade.
O conteúdo dessa representação
Pode dizer respeito a uma classe de
objetos ou a uma realidade singular.
(No entanto, há autores que defendem que só
as noções ou ideias gerais é que podem ser
consideradas conceitos.)
•O mesmo conceito pode ser
expresso por termos
diferentes sob o ponto de
vista linguístico.
•O mesmo vocábulo pode
exprimir diferentes conceitos
(termos distintos sob o
ponto de vista lógico).
•Um termo pode ser
constituído por mais do que
uma palavra, exprimindo um
único conceito.
Operação
mental que
permite
estabelecer
uma relação
entre
conceitos e
que está
subjacente à
formação de
proposições.
JUÍZO
15.
DEFINIÇÃO
Procura fornecer osignificado e
permitir a compreensão do que
é definido.
Aquela que é feita com base em condições
necessárias e suficientes.
Exemplo:
“A macieira é uma árvore que tem como fruto a maçã.”
«Ter como fruto a maçã» e «ser árvore» são condições necessárias,
mas também suficientes, para que algo seja uma macieira.
Definição explícita
Uma definição
bem construída
nunca será
demasiado ampla
nem demasiado
restrita.
Uma definição,
para ser explícita,
deve ser clara e
convir inteira e
exclusivamente
ao definido,
garantindo a
reciprocidade ou
a troca de
lugares.
16.
Uma vez queé uma atividade física, o
desporto é saudável. Como se sabe, a
atividade física é saudável.
Proposição 1 – O desporto é atividade física.
Proposição 2 – O desporto é saudável.
Proposição 3 – A atividade física é saudável.
Indicadores de premissa
Indicadores de premissa e de conclusão
Toda a atividade física é saudável.
Todo o desporto é atividade física.
Logo, todo o desporto é saudável.
Indicador de conclusão
17.
O Universo nãoé infinito. Com efeito, se
o Universo fosse infinito, a força da
gravidade não existiria. Ora, a força da
gravidade existe.
Proposição 1 – O Universo não é infinito.
Proposição 2 – Se o Universo fosse infinito, a
força da gravidade não existiria.
Proposição 3 – A força da gravidade existe.
Indicadores de premissa
Indicadores de premissa e de conclusão
(continuação)
Se o Universo fosse infinito, a força da gravidade
não existiria.
A força da gravidade existe.
Logo, o Universo não é infinito.
Indicador de conclusão
18.
António é estudioso.
Logo,António obtém boas classificações.
A premissa «Todos os estudiosos obtêm
boas classificações» encontra-se implícita,
tendo sido suprimida.
O ENTIMEMA
Indicador de conclusão
Argumento em que uma ou mais
proposições são omitidas,
encontrando-se subentendida(s) –
pode inclusive omitir-se a conclusão.
ENTIMEMA
19.
Porque…
Pois…
Admitindo que…
Pressupondo que…
Considerandoque…
Partindo do princípio de que…
Sabendo que…
Dado que…
Uma vez que…
Devido a…
Como…
Ora…
Em virtude de…
Alguns indicadores de premissa Alguns indicadores de conclusão
Logo…
Então…
Por conseguinte…
Portanto…
Por isso…
Consequentemente…
Segue-se que…
Infere-se que…
Conclui-se que…
É por essa razão que…
Daí que…
Assim…
Isso prova que…
Aplicam-se à matériaou conteúdo das proposições. Se
estiverem de acordo com a realidade, as proposições são
verdadeiras; se não estiverem, são falsas.
PROPOSIÇÕES
VERDADE FALSIDADE
São qualidades próprias dos argumentos, resultantes do facto
de as premissas apoiarem ou não a conclusão.
ARGUMENTOS
VALIDADE INVALIDADE
VALIDADE
DEDUTIVA
VALIDADE
NÃO DEDUTIVA
A validade traduz uma certa relação entre os valores de
verdade das premissas e o valor de verdade da conclusão.
22.
A sua validadedepende apenas da forma lógica.
ARGUMENTOS
DEDUTIVOS
Num argumento dedutivo válido é logicamente impossível que
as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa.
Estes argumentos
preservam a verdade.
Os argumentos dedutivos válidos são especialmente
apreciados pelos filósofos.
Se as premissas
forem verdadeiras
e a conclusão
falsa, então o
argumento é
inválido.
23.
Todos os alunossão sensatos.
Todos os jovens de dezasseis anos são alunos.
Logo, todos os jovens de dezasseis anos são sensatos.
Todos os alunos são sensatos.
Todos os jovens de dezasseis anos são sensatos.
Logo, todos os jovens de dezasseis anos são alunos.
Argumento válido
Todos os A são B.
Todos os C são A.
Logo, todos os C são B.
Argumento inválido
É logicamente impossível as duas premissas
serem verdadeiras e a conclusão falsa.
A verdade da conclusão não é garantida pela
verdade das premissas.
Importância da
forma lógica do
argumento.
Todos os A são B.
Todos os C são B.
Logo, todos os C são A.
Forma válida Forma inválida
Exemplo
Exemplo
24.
Pode haver argumentosdedutivos válidos com premissas e conclusão falsas.
Todos os portugueses são pintores.
Bertrand Russell é português.
Logo, Bertrand Russell é pintor.
Pode haver argumentos dedutivos inválidos com premissas e conclusão verdadeiras.
Todos os naturais de Lisboa são portugueses.
Fernando Pessoa é português.
Logo, Fernando Pessoa é natural de Lisboa.
25.
Argumento dedutivo válido
Argumentoque tem uma forma lógica tal
que a verdade das premissas garante
sempre a verdade da conclusão, sendo
impossível que as premissas sejam
verdadeiras e a conclusão falsa.
Argumento dedutivo inválido
Argumento que tem uma forma lógica tal
que a verdade das premissas não
garante a verdade da conclusão.
Argumentos dedutivos
Premissas Argumento Conclusão
Verdadeiras
Válido
Verdadeira
É impossível ser falsa
Inválido
Verdadeira
Falsa
Falsas
Válido
Verdadeira
Falsa
Inválido
Verdadeira
Falsa
Argumentos sólidos: argumentos válidos constituídos por proposições verdadeiras.
26.
Argumento incorreto ouinválido, embora
aparente ser válido.
Falácia
Falácias
cometidas
involuntariamente
Falácias
cometidas
intencionalmente
Paralogismo Sofisma
Falácias formais Falácias informais
Decorrem apenas
da forma lógica do
argumento.
Resultam de
aspetos que vão
para lá da forma
lógica do
argumento.
27.
A sua validadedepende de aspetos que vão para lá da
forma lógica do argumento.
ARGUMENTOS NÃO
DEDUTIVOS
Num argumento não dedutivo, a verdade das premissas
apenas sugere a plausibilidade da conclusão ou a
probabilidade de ela ser também verdadeira.
Um argumento não dedutivo é válido quando é
improvável, mas não propriamente impossível, ter
premissas verdadeiras e conclusão falsa.
28.
A indução conduz-nosa conclusões que não derivam
necessariamente das premissas.
INDUTIVOS OUTROS
ARGUMENTOS NÃO DEDUTIVOS
Alguns estudantes copiam nos testes.
Logo, todos os estudantes copiam nos testes.
Até hoje, todos os cavalos nasceram quadrúpedes.
Logo, o próximo cavalo a nascer será quadrúpede.
Argumento indutivo inválido Argumento indutivo válido
A verdade das premissas não
fornece fortes razões para pensar
que a conclusão é verdadeira.
A verdade das premissas fornece
fortes razões para pensar que a
conclusão é verdadeira.
Argumento
forte
Argumento
fraco
29.
2. A Filosofiana cidade
1.2. Formas de inferência válida e
principais falácias
Estrutura das proposiçõescategóricas
Numa proposição categórica, afirmamos ou
negamos alguma coisa – o termo predicado – de
uma outra coisa – o termo sujeito.
Todos os artistas são sábios.
CÓPULA PREDICADO
SUJEITO
Elemento que faz a
ligação do sujeito
com o predicado.
Característica ou
qualidade que se
afirma ou nega do
sujeito.
Ser relativamente
ao qual se afirma
ou nega o
predicado.
S é P
32.
Portugal é umpaís europeu.
O Sol é um planeta.
Picasso não é o autor de Guernica.
Nenhum cão é animal aquático.
Estabelecem uma
conveniência entre os
sujeitos e os
predicados respetivos.
Indicam uma
inconveniência entre os
sujeitos e os
predicados respetivos.
Proposições negativas
Proposições afirmativas
Exemplos
VERDADEIRA
VERDADEIRA
FALSA
FALSA
A proposição categórica é o enunciado que estabelece uma
relação de afirmação ou de negação entre termos, podendo tal
relação ser considerada verdadeira ou falsa.
33.
QUANTIFICADORES
UNIVERSAIS EXISTENCIAL
«TODOS» «NENHUM»«ALGUM»
Nota:
há outros
quantificadores
com idêntico
significado –
por exemplo,
«Qualquer»
equivale a
«Todos».
Permitem-nos saber se o sujeito é tomado na sua totalidade ou somente em parte.
Exemplos:
1. Todos os seres humanos são bípedes.
2. Alguns seres humanos não são altos.
Nas proposições categóricas há uma relação de inclusão ou de não inclusão,
na classe relativa ao predicado, de todos ou de apenas alguns dos elementos
que fazem parte da classe do sujeito.
34.
TERMO GERAL
Designa osmembros de determinada classe.
EXTENSÃO
COMPREENSÃO
(INTENSÃO)
É o conjunto de
seres, objetos,
membros
abrangidos por um
conceito / termo.
É o sentido ou a
significação de um
conceito / termo,
isto é, a propriedade
ou o conjunto de
propriedades que
determinam a
extensão do
conceito.
Exemplo: todos os
cães.
Exemplo:
propriedades
comuns aos cães -
animal, mamífero,
vertebrado,
quadrúpede,
ladrador, etc.
Nota: em geral, quanto maior é o número de elementos a
que o conceito se aplica (extensão), menor é a quantidade
de características comuns (compreensão) e vice-versa.
35.
Forma-padrão ou formacanónica
PROPOSIÇÕES
Exemplos:
Todos os gatos são viventes.
Todos os americanos são cantores.
Exemplos:
Os gatos vivem.
Os americanos cantam.
Quaisquer frases declarativas podem exprimir proposições do tipo «S é P».
Os gatos que brincam na minha rua descobrem ratos nos locais mais obscuros das casas silenciosas»
equivale a «Todos os gatos que brincam na minha rua são descobridores de ratos nos locais mais
obscuros das casas silenciosas.
Exemplo
36.
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
QUANTIDADE
QUALIDADE
Uma proposiçãoé
afirmativa quando ela
nos indica – através
da cópula – que o
predicado convém ao
sujeito.
Exemplo:
Qualquer deus é
imortal.
NEGATIVAS
AFIRMATIVAS PARTICULARES
UNIVERSAIS
Uma proposição é
negativa quando ela
nos indica – nuns
casos através da
cópula, noutros
através de
quantificadores como
«Nenhum» – que o
predicado não
convém ao sujeito.
Uma proposição é
considerada universal
quando o sujeito é
tomado em toda a
sua extensão.
Uma proposição é
considerada
particular quando o
sujeito é tomado
apenas numa parte
da sua extensão.
Exemplo:
Há animais que não
são mortais.
Exemplo:
Todos os cães são
vertebrados.
Exemplo:
Alguns insetos
perturbam.
NOTA: as proposições singulares – aquelas em que um predicado/atributo é afirmado ou
negado de um único sujeito – serão consideradas proposições universais.
37.
Tipo A
Tipos deproposições
Universal negativa
Tipo E
Universal afirmativa
Nenhum S é P.
Todo o S é P.
Forma lógica
Tipo I
Particular negativa
Tipo O
Particular afirmativa
Algum S não é P.
Algum S é P.
38.
A E
I O
CONTRÁRIAS
SUBCONTRÁRIAS
Exemplo:Todos os
papéis são brancos.
SUBALTERNAS SUBALTERNAS
CONTRADITÓRIAS
QUADRADO DE OPOSIÇÃO
Exemplo: Nenhum papel
é branco.
Exemplo: Alguns papéis
não são brancos.
Exemplo: Alguns papéis
são brancos.
39.
Proposições categóricas nasua forma-padrão ou forma
canónica e outras expressões das mesmas
Tipo A
O predicado é afirmado de todos os elementos da classe que o sujeito representa.
Universais afirmativas
Forma-padrão Outras expressões
Todo o S é P
Todos os filósofos são críticos.
Qualquer filósofo é crítico.
Ser filósofo é ser crítico.
Os filósofos são críticos.
O filósofo é crítico.
Quem é filósofo é crítico.
Não há filósofos que não sejam críticos.
Só há filósofos críticos.
40.
Tipo E
O predicadoé negado de todos os elementos da classe que o sujeito representa.
Universais negativas
Forma-padrão Outras expressões
Nenhum S é P
Nenhum animal é perigoso.
Os animais não são perigosos.
O animal não é perigoso.
Ser perigoso não é uma característica dos
animais.
Não há animal que seja perigoso.
Só existem animais não perigosos.
Todos os animais não são perigosos.
41.
Tipo I Particularesafirmativas
Forma-padrão Outras expressões
Algum S é P
Alguns dias são belos.
Certos dias são belos.
Há dias belos.
Existem dias belos.
Existe pelo menos um dia que é belo.
O predicado é afirmado apenas de uma parte dos elementos da classe que o
sujeito representa.
42.
Tipo O
O predicadoé negado apenas de uma parte dos elementos da classe que o
sujeito representa.
Particulares negativas
Forma-padrão Outras expressões
Algum S não é P
Alguns caminhos não são
transitáveis.
Certos caminhos não são transitáveis.
Há caminhos não transitáveis.
Existem caminhos não transitáveis.
Existe pelo menos um caminho que não é
transitável.
Nem todos os caminhos são transitáveis.
43.
TIPO A
A DISTRIBUIÇÃODOS TERMOS
Todos os gatos são animais.
ND
D
TIPO I
Alguns gatos são animais.
ND
ND
TIPO O
Alguns gatos não são animais.
D
ND
TIPO E
Nenhum gato é animal.
D
D
P
S
S P
S P
S P
Termo distribuído
(D): quando é
tomado
universalmente
(ou seja, em toda
a sua extensão).
Termo não
distribuído (ND):
quando não é
tomado
universalmente
(refere-se
apenas a uma
parte da sua
extensão).
Todo o S é P
Nenhum S é P
Algum S é P
Algum S não é P
44.
Proposições de tipoA
– universais afirmativas
Proposições de tipo E
– universais negativas
Nenhuns seres humanos são
anjos.
Isto significa que todos os anjos
se encontram excluídos da classe
dos seres humanos.
Todos os deuses são benfeitores.
Isto significa que todos os deuses
são alguns dos benfeitores.
Proposições de tipo I
– particulares afirmativas
Proposições de tipo O
– particulares negativas
Alguns desportistas não são
ricos.
Isto significa que à classe de
todos os ricos não pertencem
alguns desportistas.
Alguns loucos são inteligentes.
Isto significa que alguns loucos
são alguns dos inteligentes.
Para compreender a distribuição do predicado
45.
Forma particular deargumento dedutivo, tendo sido
Aristóteles o seu criador.
Silogismo categórico regular
Argumento formado por três proposições categóricas, de tal maneira que,
sendo dadas as duas primeiras – as premissas –, se segue necessariamente a
terceira – a conclusão –, desde que o argumento seja válido.
Necessidade lógica entre as premissas e a conclusão.
Aceitando as premissas, somos obrigados a aceitar a conclusão.
46.
Premissa maior
Silogismo categóricoregular
Contém o termo menor (S) e o termo médio (M).
Premissa menor
Contém o termo maior (P) e o termo médio (M).
Conclusão Faz a ligação entre o termo maior e o termo menor.
47.
Termo maior
A classificaçãodos termos é feita com base na função que eles
desempenham nas proposições em que se encontram.
É sempre o sujeito da conclusão.
Termo menor
É sempre o predicado da conclusão.
Termo médio
Serve de intermediário dos anteriores, permitindo
a passagem das premissas à conclusão. Nunca
deve entrar na conclusão.
Termos
extremos
48.
Todos os cientistassão sábios.
SILOGISMO CATEGÓRICO REGULAR
M P
Todos os biólogos são cientistas.
S M
Logo, todos os biólogos são sábios.
S P
ANTECEDENTE
CONSEQUENTE
Premissa
maior
Todos os M são P.
Todos os S são M.
Logo, todos os S
são P.
Premissa
menor
Conclusão
Forma lógica
O silogismo categórico regular é um argumento que, a partir de um antecedente que
relaciona dois termos (o maior e o menor) com um terceiro (o médio), chega a um
consequente que relaciona esses dois termos entre si.
49.
Forma do
silogismo
Modo
Figura
Tipo deproposições (A, E, I, O)
Posição do termo médio (nas
premissas)
64 modos
possíveis
4
figuras
possíveis
256 (64x4)
formas
possíveis
Apenas 24 destas formas são válidas.
A FORMA DO SILOGISMO: O MODO E A FIGURA
50.
MODO
A
A
A
Primeira figura: otermo médio é sujeito na
premissa maior e predicado na premissa menor.
EXEMPLO
Todos os mamíferos sonham.
Os macacos são mamíferos.
Logo, os macacos sonham.
FIGURA
M – P
S – M
S – P
MODO
I
A
I
Terceira figura: o termo médio é sujeito nas duas
premissas.
EXEMPLO
Alguns filósofos são alemães.
Todos os filósofos são europeus.
Logo, alguns europeus são alemães.
FIGURA
M – P
M – S
S – P
MODO
E
I
O
Quarta figura: o termo médio é predicado na
premissa maior e sujeito na premissa menor.
EXEMPLO
Nenhum gato é ave.
Algumas aves são mamíferos.
Logo, alguns mamíferos não são gatos.
FIGURA
P – M
M – S
S – P
AS QUATRO FIGURAS DO SILOGISMO
MODO
E
A
E
Segunda figura: o termo médio é predicado nas
duas premissas.
EXEMPLO
Nenhum português é asiático.
Todos os chineses são asiáticos.
Logo, nenhum chinês é português.
FIGURA
P – M
S – M
S – P
Forma canónica tradicionaldo silogismo
Premissa maior: Todos os estudiosos são perspicazes.
Premissa menor: Todos os alunos portugueses são estudiosos.
Conclusão: Logo, todos os alunos portugueses são perspicazes..
Primeira figura
Modo: AAA
Exemplo
Mas tal ordem de colocação não é obrigatória,
nomeadamente no que se refere às premissas.
1.ª
2.ª
3.ª
Alguns filósofos são crentes.
Todos os crentes são felizes.
Logo, alguns filósofos são felizes.
Exemplo
Todos os crentes são felizes.
Alguns filósofos são crentes.
Logo, alguns filósofos são felizes.
S – M
M – P
S – P
M – P
S – M
S – P
Este
silogismo
pertence
à primeira
figura e
não à
quarta.
Devemos
identificar as
premissas a
partir da
posição dos
termos na
conclusão.
53.
Regras da validadedo silogismo categórico
O silogismo tem três termos, e só três termos: o maior, o
menor e o médio.
As rosas são flores.
Algumas mulheres são Rosas.
Logo, algumas mulheres são flores.
1.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
Este silogismo tem quatro termos. A
palavra «rosas» está usada em dois
sentidos, valendo por dois termos.
As rosas são flores.
Algumas coisas belas são rosas.
Logo, algumas coisas belas são flores..
Além de cumprir as restantes regras,
este silogismo contém, apenas, três
termos.
Um silogismo categórico válido é aquele que respeita todas as regras.
54.
O termo médionunca pode entrar na conclusão.
Alguns pintores são inteligentes.
Alguns pintores são artistas.
Logo, alguns artistas são pintores.
2.ª
regra
Falso silogismo Silogismo válido
O termo médio («pintores») entra
indevidamente na conclusão, onde o
termo «inteligentes» nem sequer
aparece. Embora seja válido, este
argumento não é um silogismo.
Os pintores são inteligentes.
Os pintores são artistas.
Logo, alguns artistas são inteligentes..
O termo médio encontra-se apenas
nas premissas. Além disso, este
silogismo cumpre todas as restantes
regras.
55.
O termo médiodeve ser tomado pelo menos uma vez em toda
a sua extensão: tem de estar distribuído pelo menos uma vez.
Algumas pontes são belas.
Algumas pontes são construções seguras.
Logo, algumas construções seguras são
belas.
3.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
As premissas, ao apresentarem ambas um
termo médio («pontes») tomado apenas em
parte da sua extensão, não nos permitem
concluir que existem pontes
simultaneamente belas e seguras. A
conclusão é, por isso, ilegítima.
Todas as pontes são belas.
Algumas pontes são construções seguras.
Logo, algumas construções seguras são
belas.
Além de cumprir todas as restantes regras,
este silogismo também cumpre a regra
presente, pois o termo «pontes» encontra-se
distribuído na primeira premissa.
56.
Nenhum termo podeter maior extensão na conclusão do que
nas premissas.
Os europeus são inteligentes.
Os portugueses não são europeus.
Logo, os portugueses não são inteligentes.
4.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
Na conclusão é tomado universalmente um
termo que nas premissas o é apenas em
parte – o termo maior: «inteligentes».
Os europeus são inteligentes.
Os portugueses são europeus.
Logo, os portugueses são inteligentes.
Neste silogismo, nenhum termo é mais
extenso na conclusão do que nas premissas.
O termo maior não se encontra distribuído
nem na premissa nem na conclusão; o menor
é tomado universalmente em ambas. Este
silogismo também cumpre as restantes
regras.
57.
A conclusão deveseguir sempre a parte mais fraca (negativa
e particular).
Todos os homens são felizes.
Alguns homens são espertos.
Logo, todos os espertos são felizes.
5.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
A conclusão é ilegítima, por se
apresentar como universal quando,
afinal, há uma premissa particular (a
parte mais fraca deste silogismo).
Todos os homens são felizes.
Alguns homens são espertos.
Logo, alguns espertos são felizes.
Neste silogismo, além de se
cumprirem as restantes regras,
também a conclusão segue a parte
mais fraca: a segunda premissa.
58.
De duas premissasnegativas nada se pode concluir.
Nenhum poeta é fumador.
Nenhum fumador é desportista.
Logo, nenhum desportista é poeta.
6.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
Neste silogismo, a conclusão é
indevidamente extraída das premissas,
das quais aliás nenhuma conclusão se
pode extrair, pois não há uma ligação
entre os termos.
Nenhum poeta é fumador.
Alguns desportistas são fumadores.
Logo, alguns desportistas não são
poetas.
Este silogismo, além de respeitar as
restantes regras, também permite
estabelecer uma ligação entre os
termos.
59.
De duas premissasparticulares nada se pode concluir.
Alguns jovens são espertos.
Alguns jovens não são desconfiados.
Logo, alguns seres desconfiados não
são espertos.
7.ª regra
Silogismo inválido Silogismo válido
Em silogismos com premissas
particulares, a conclusão será extraída
indevidamente, na medida em que
haverá violação de alguma outra regra.
No exemplo apresentado, o termo
médio não se encontra distribuído pelo
menos uma vez.
Todos os jovens são espertos.
Alguns jovens são desconfiados.
Logo, alguns seres desconfiados são
espertos.
Este silogismo respeita a presente
regra e todas as restantes.
60.
De duas premissasafirmativas não se pode extrair uma
conclusão negativa.
Todos os artistas são cantores.
Alguns americanos são artistas.
Logo, alguns americanos não são
cantores.
8.ª
regra
Silogismo inválido Silogismo válido
Neste silogismo afirma-se, nas
premissas, uma ligação dos termos
«cantores» e «americanos» com o
termo «artistas». Sendo assim,
também se deveria afirmar alguma
ligação entre os termos extremos na
conclusão, o que não acontece.
Todos os artistas são cantores.
Alguns americanos são artistas.
Logo, alguns americanos são cantores.
Este silogismo é válido, pois respeita a
presente regra e todas as restantes.
61.
Regras relativas aostermos
Quadro-síntese das regras da validade do silogismo categórico
1.ª O silogismo tem apenas três termos.
2.ª O termo médio nunca pode entrar
na conclusão.
3.ª O termo médio deve ser tomado
pelo menos uma vez em toda a sua
extensão.
4.ª Nenhum termo pode ter maior
extensão na conclusão do que nas
premissas.
Regras relativas às proposições
5.ª A conclusão deve seguir sempre a
parte mais fraca.
6.ª De duas premissas negativas nada
se pode concluir.
7.ª De duas premissas particulares
nada se pode concluir.
8.ª De duas premissas afirmativas não
se pode tirar uma conclusão negativa..
62.
Falácias no silogismocategórico
Sempre que se desrespeitam as regras do silogismo, seja as relativas aos termos,
seja as relativas às proposições, comete-se uma falácia.
Quando se infringe
a regra segundo a
qual o silogismo
tem três termos e
só três termos.
Falácia dos
quatro termos
Algumas das falácias do silogismo categórico apresentam designações específicas:
Quando se infringe
a regra segundo a
qual o termo
médio deve ser
tomado pelo
menos uma vez
em toda a sua
extensão.
Falácia do
termo médio
não distribuído
Quando o termo
maior se encontra
distribuído na
conclusão e não
na premissa,
infringindo –se a
regra segundo a
qual nenhum
termo pode ter
maior extensão na
conclusão do que
nas premissas.
Falácia da ilícita
maior
Quando o termo
menor se encontra
distribuído na
conclusão e não
na premissa,
infringindo-se a
regra segundo a
qual nenhum
termo pode ter
maior extensão na
conclusão do que
nas premissas.
Falácia da ilícita
menor
Quando se extrai
uma conclusão de
duas premissas
negativas,
infringindo-se a
regra segundo a
qual de duas
premissas
negativas nada se
pode concluir.
Falácia das
premissas
exclusivas
63.
Silogismo condicional
Silogismo cujapremissa maior é uma
proposição condicional
Antecedente Consequente
Conclusão
Premissa menor
Premissa maior Se há vida após a morte, então a existência tem sentido.
Há vida após a morte.
Logo, a existência tem sentido.
Exemplo
64.
Expressões alternativas deproposições condicionais
•A existência tem sentido, se houver vida após a morte.
•A existência tem sentido, caso haja vida após a morte.
•Desde que haja vida após a morte, a existência tem sentido.
•Se há vida após a morte, a existência tem sentido.
•A existência não tem sentido, a menos que haja vida após a morte.
•Para a existência ter sentido basta haver vida após a morte.
65.
Silogismo condicional
Modo afirmativoModo negativo
Modos válidos
Modus ponens Modus tollens
Há uma relação necessária entre as
premissas e a conclusão.
66.
Modo que consisteem afirmar o antecedente na premissa menor
e em afirmar, de seguida, o consequente na conclusão.
Modus ponens
Forma lógica Exemplos
Se P, então Q.
P.
Logo, Q.
Se compro a casa, então gasto muito dinheiro.
Compro a casa.
Logo, gasto muito dinheiro.
Se não gasto dinheiro, então faço uma boa poupança.
Não gasto dinheiro.
Logo, faço uma boa poupança.
67.
Modo que consisteem negar o consequente na premissa menor
e em negar depois o antecedente na conclusão.
Modus tollens
Forma lógica Exemplos
Se P, então Q.
Não Q.
Logo, não P.
Se compro a casa, então gasto muito dinheiro.
Não gasto muito dinheiro.
Logo, não compro a casa.
Se estiver sol, então não fico em casa.
Fico em casa.
Logo, não está sol.
68.
Silogismo condicional: falácias
Faláciada afirmação do consequente:
afirma-se o consequente na premissa
menor e o antecedente na conclusão.
Falácia da negação do antecedente:
nega-se o antecedente na premissa
menor e o consequente na conclusão.
Forma lógica
Exemplos
Se P, então Q.
Q.
Logo, P.
Forma lógica
Exemplos
Se P, então Q.
Não P.
Logo, não Q.
Se chove, então fico em casa.
Não chove.
Logo, não fico em casa.
Se não chove, então não fico em casa.
Chove.
Logo, fico em casa.
Se chove, então fico em casa.
Fico em casa.
Logo, chove.
Se não chove, então não fico em casa.
Não fico em casa.
Logo, não chove.
69.
Silogismo disjuntivo
Silogismo cujapremissa maior é uma
proposição disjuntiva (que pode ser
exclusiva ou inclusiva).
Conclusão
Premissa menor
Premissa maior Ou sou inocente ou sou culpado.
Sou inocente.
Logo, não sou culpado.
A premissa menor afirma ou nega uma
das alternativas. A conclusão, por sua
vez, afirma ou nega a outra, em função
do que se passar na premissa menor.
Exemplo
70.
Silogismo disjuntivo
(disjunção exclusiva)
Modusponendo tollens
(modo que, afirmando, nega)
Modos válidos
Há uma relação necessária entre as
premissas e a conclusão.
Modus tollendo ponens
(modo que, negando, afirma)
71.
Modo cuja premissamaior é uma disjunção exclusiva, cuja premissa
menor afirma uma das alternativas e cuja conclusão nega a outra.
Modus ponendo tollens
Forma lógica Exemplos
Ou P ou Q.
P.
Logo, não Q.
OU:
Ou P ou Q.
Q.
Logo, não P.
Ou penso ou sinto.
Penso.
Logo, não sinto.
Ou não estou desconcentrado ou estou cansado.
Estou cansado.
Logo, estou desconcentrado.
72.
Modo cuja premissamaior é uma disjunção exclusiva, cuja premissa
menor nega uma das alternativas e cuja conclusão afirma a outra.
Modus tollendo ponens
Forma lógica Exemplos
Ou P ou Q.
Não P.
Logo, Q.
OU:
Ou P ou Q.
Não Q.
Logo, P.
Ou chove ou faz sol.
Não chove.
Logo, faz sol.
Ou não fico em casa ou não vou para a rua.
Vou para a rua.
Logo, não fico em casa.
73.
Proposições disjuntivas
Disjunção completaou
exclusiva.
Uma das alternativas
exclui a outra.
Exemplo:
Ou danço ou estou quieto.
Disjunção inclusiva.
Uma alternativas não
exclui a outra.
Exemplo:
Escrevo ou sorrio.
74.
Modo cuja premissamaior é uma disjunção
inclusiva, cuja premissa menor apresenta a
negação de uma das alternativas (que não se
excluem) e cuja conclusão afirma a outra.
Modus tollendo ponens
Forma lógica Exemplos
P ou Q.
Não P.
Logo, Q.
Ou:
P ou Q.
Não Q.
Logo, P.
Escrevo ou sorrio.
Não escrevo.
Logo, sorrio.
Os pássaros voam ou não
cantam.
Os pássaros cantam.
Logo, voam.
A premissa maior é uma disjunção inclusiva, a
premissa menor apresenta a afirmação de
uma das alternativas (que não se excluem) e a
conclusão nega a outra.
Falácia no silogismo disjuntivo
Forma lógica Exemplos
P ou Q.
P.
Logo, não Q.
Ou:
P ou Q.
Q.
Logo, não P.
Sou marinheiro ou cantor.
Sou marinheiro.
Logo, não sou cantor.
Sou marinheiro ou cantor.
Sou cantor.
Logo, não sou marinheiro.
PROPOSIÇÃO
Pensamento ou conteúdoexpresso por uma frase declarativa, suscetível de
ser considerada verdadeira ou falsa.
As proposições têm valor de verdade.
Simples ou elementares
São proposições em que
não estão presentes
quaisquer operadores.
Complexas ou compostas
São proposições em que
está presente um operador
ou mais do que um.
As casas são brancas.
Se Deus existe, então o mundo foi criado por ele.
Gertrudes é arquiteta.
Deus existe.
As casas são amarelas.
Paulo é engenheiro.
O mundo foi criado por Deus.
Eu sou jogador de futebol. Eu não sou jogador de futebol.
As casas são brancas ou as casas são amarelas.
Gertrudes é arquiteta e Paulo é engenheiro.
Exemplos Exemplos
77.
Proposições
Simples Complexas
O seuvalor de verdade
depende do facto de elas
estarem ou não de acordo
com a realidade.
O seu valor de verdade
depende do valor de
verdade das proposições
simples e dos operadores
utilizados.
Gertrudes é arquiteta. Paulo é engenheiro.
verdadeira falsa
Gertrudes é arquiteta e Paulo é engenheiro.
Gertrudes é arquiteta ou Paulo é engenheiro.
falsa
verdadeira
78.
Operadores Proposicionais
«Penso que»,«visto
que», «acredito que»,
«é possível que», etc.
Trata-se de palavras ou expressões que, sendo ligadas a determinada(s)
proposição(ões), permitem formar novas proposições.
«E», «ou», «se…,
então», etc.
Operadores
verofuncionais
(operadores lógicos
ou conetivas
proposicionais).
Operadores que nos permitem, uma vez conhecidos os valores de verdade das
proposições simples, determinar, apenas com base nessa informação, o valor de
verdade da proposição resultante.
Proposição complexa função de verdade
79.
Letras
proposicionais
P: Deus existe.
Q:A vida tem sentido.
Exemplo
Deus existe e a vida tem sentido.
Logo, Deus existe.
Forma lógica
P e Q.
Logo, P.
Argumento dedutivamente válido.
É possível determinar, com base nos operadores
verofuncionais, a validade dos argumentos em que as
proposições se integram.
Variáveis
proposicionais
P Q
P
Forma lógica
P ↔ Q
P → Q
P Q
Deus existe e a vida tem sentido.
Deus não existe.
Exemplos
Deus existe se, e só se, a vida tiver sentido.
Se Deus existe, então a vida tem sentido.
Deus existe ou a vida tem sentido.
P e Q.
Não P.
P se, e só se, Q.
Se P, então Q.
P ou Q.
Operador singular,
unário ou monádico
Aplica-se apenas a uma proposição.
Operador binário ou
diádico
Aplica-se a duas proposições.
«Não».
«E», «ou», «se..., então»,
«se, e só se».
82.
P (NãoP)
Negação
P: Portugal é um país asiático.
Portugal não é um país asiático.
Não é verdade que Portugal é um país asiático.
É falso que Portugal seja um país asiático.
É errado afirmar que Portugal é um país asiático.
Expressões
alternativas
Tabela de verdade
Tabela que apresenta as diversas condições
de verdade de uma forma proposicional
específica, permitindo determinar de modo
mecânico a sua verdade ou falsidade.
A tabela de verdade exibe os valores de
verdade possíveis da(s) proposição(ões) e os
valores de verdade resultantes das
operações efetuadas.
Tabela de verdade
da negação
V
F
P
F
V
P
Coluna de referência
Primeira parte Segunda parte
Sendo o operador da negação o único operador
unário, só haverá duas filas na tabela.
A negação é uma proposição com a
forma «Não P», representando-se por
« P». Se P é verdadeira, P é
falsa; se P é falsa, P é verdadeira.
A negação de uma negação (ou dupla
negação) – que se representa por «
P» – equivale a uma afirmação.
83.
P Q(P e Q)
Conjunção
P: A vida é enigmática.
Q: A morte é enigmática.
A vida é enigmática e a morte é
enigmática.
A vida é enigmática e a morte também o é.
A vida e a morte são enigmáticas.
A vida é enigmática, mas a morte é-o igualmente.
Quer a vida quer a morte são enigmáticas..
Expressões
alternativas
Tabela de verdade da conjunção
V V
V F
F V
F F
P Q
V
F
F
F
P Q
A conjunção é uma proposição com a
forma «P e Q», simbolizando-se por «P
Q», a qual é verdadeira se as
proposições conectadas – que
também se chamam «proposições
conjuntas» – forem verdadeiras e é
falsa desde que pelo menos uma
dessas proposições seja falsa.
Sendo o operador da conjunção, à semelhança
dos que estudaremos a seguir, um operador
binário, haverá na tabela quatro condições de
verdade.
84.
P Q(P ou
Q)
Disjunção
inclusiva
P: Descartes era racionalista.
Q: Locke era empirista.
Descartes era racionalista ou
Locke era empirista.
Tabela de verdade da
disjunção inclusiva
V V
V F
F V
F F
P Q
V
V
V
F
P Q
A disjunção inclusiva é uma proposição com a forma «P ou Q», simbolizando-se por «P Q», a qual será
sempre verdadeira, exceto quando P e Q forem simultaneamente falsas.
P Q (Ou P ou Q)
P: Vou ao cinema.
Q: Fico em casa.
Ou vou ao cinema ou fico em
casa.
Tabela de verdade da
disjunção exclusiva
V V
V F
F V
F F
P Q
F
V
V
F
P Q
A disjunção exclusiva é uma proposição com a forma «Ou P ou Q», simbolizando-se por «P Q», a qual é
verdadeira se P e Q possuem valores lógicos distintos e falsa se P e Q possuem o mesmo valor lógico.
Disjuntas
Disjunção
exclusiva
85.
P → Q(Se P, então Q)
Condicional
(implicação
material)
P: Marco golos.
Q: Sou desportista.
Se marco golos, então sou
desportista.
Sou desportista, se marco golos.
Sou desportista, caso marque golos.
Desde que eu marque golos, sou desportista.
Ser desportista é condição necessária para eu
marcar golos.
Marcar golos é condição suficiente para eu ser
desportista.
Se marco golos, sou desportista.
Não sou desportista, a menos que marque golos.
Expressões
alternativas
Tabela de verdade da
condicional
V V
V F
F V
F F
P Q
V
F
V
V
P → Q
A condicional é uma proposição
composta com a forma «Se P, então
Q», simbolizando-se por «P → Q», a
qual só é falsa se P – o antecedente
– é verdadeira e Q – o consequente
– é falsa. Em todas as restantes
situações, a nova proposição é
verdadeira.
Antecedente
(P)
É uma condição suficiente
para o consequente.
Consequente
(Q)
É uma condição necessária
para o antecedente.
86.
P ↔ Q(Se, e só se)
Bicondicional
(equivalência
material)
P: Sou escritor.
Q: Publico livros.
Sou escritor se, e só se, publico
livros.
Sou escritor se, e somente se, publico livros.
Sou escritor se, e apenas se, publico livros.
Publicar livros é condição necessária e suficiente
para eu ser escritor.
Se sou escritor, publico livros e vice-versa.
Expressões
alternativas
Tabela de verdade da
bicondicional
V V
V F
F V
F F
P Q
V
F
F
V
P ↔ Q
A bicondicional é uma proposição
composta com a forma «P se, e só se,
Q», simbolizando-se por «P ↔ Q», a
qual é verdadeira se ambas as
proposições tiverem o mesmo valor
lógico e falsa se as proposições
tiverem valores lógicos distintos.
87.
V
F
F
F
P Q
V
V
V
F
P Q
F
V
V
F
P Q
V
F
V
V
P → Q
F
V
F
V
Q
F
F
V
V
P
V
F
V
F
Q
V
V
F
F
P
V
F
F
V
P ↔ Q
Proposições
simples
Negação Conjunção
Disjunção
exclusiva
Condicional Bicondicional
inclusiva
Formas proposicionais e operadores verofuncionais
88.
P: Eu sonho.
Q:Eu estudo.
Eu sonho e não estudo.
É falso afirmar que eu sonho e não estudo.
Âmbito dos operadores
P Q
(P
Q)
Uma conjunção e uma negação que incide sobre a proposição Q.
Uma negação que incide sobre a conjunção de P e de Q.
Âmbito de um operador: refere-se à proposição (ou proposições)
sobre a qual (ou sobre as quais) esse operador incide.
No segundo exemplo, o operador da negação (enquanto operador principal) apresenta
um âmbito diferente do do outro operador da negação.
Operador principal:
Operador principal:
89.
Colocar as proposiçõesna
forma canónica, identificando
os operadores verofuncionais
envolvidos.
Formalizar proposições complexas
Isolar as proposições simples
que as constituem e atribuir
variáveis proposicionais a
cada uma. A isto se chama
«construir o dicionário»
dessas proposições ou
proceder à sua
«interpretação».
Simbolizar ou formalizar a
proposição complexa.
Expressão canónica Interpretação (dicionário)
Se estudo lógica, então sou
bom aluno a Filosofia.
P: Estudo lógica.
Q: Sou bom aluno a Filosofia.
Formalização
P → Q
Exemplo: Não sou bom aluno a Filosofia, a não ser que estude lógica.
90.
Expressão canónica Interpretação(dicionário)
Não sou rico se, e só se, não
tenho dinheiro.
P: Sou rico.
Q: Tenho dinheiro.
Formalização
P ↔ Q
Exemplo: Não sou rico se, e só se, não tenho dinheiro.
Expressão canónica Interpretação (dicionário)
Se é falso que Deus não
existe e que a vida é absurda,
então o ser humano é feliz.
P: Deus existe.
Q: A vida é absurda.
R: O ser humano é feliz.
Formalização
( P Q) → R
Exemplo: O ser humano não é feliz, a não ser que o dizer-se que Deus não existe e
a vida é absurda constitua uma falsidade.
91.
Expressão canónica Interpretação
Nãoé verdade que se está
sol então está bom tempo.
P: Está sol.
Q: Está bom tempo.
Formalização
(P → Q))
O método das tabelas de verdade
P Q (P → Q)
V V
V F
F V
F F
P Q
V V
V F
F V
F F
P Q
F V
V F
F V
F V
V V
V F
F V
F F
P Q
V
F
V
V
Colocar na tabela
os valores de
verdade das
proposições
simples, esgotando
as possibilidades.
Desenhar a tabela,
colocando aí as
letras
proposicionais e a
proposição
complexa.
Calcular os valores
de verdade das
proposições,
excetuando os
daquela que é
relativa ao
operador principal.
(P → Q)
(P → Q) (P → Q)
1. 2.
3.
Calcular os valores
de verdade da
proposição relativa
ao operador
principal.
4.
92.
Para duas variáveis,são necessárias quatro filas; para
três, oito; para quatro, dezasseis, etc.
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F
P Q R
V V V V
V V V V
V F V V
F F V F
V F V V
F F F V
V F V V
F F V F
[R (P Q)] ↔ (R Q)
Determinamos primeiro os valores
de verdade da conjunção «P Q» e
da disjunção «R Q» (a ordem
neste caso é irrelevante). De
seguida, determinamos os valores
da disjunção «R (P Q)». Por
fim, determinamos os valores da
bicondicional a partir dos valores
obtidos para as duas disjunções.
93.
Tautologias ou
verdades lógicas
Fórmulasproposicionais que são sempre verdadeiras, qualquer que seja o
valor de verdade das proposições simples que as constituem.
Exemplo
Se acendo e apago a luz,
então acendo a luz.
Forma lógica
(P Q) → P
V V
V F
F V
F F
P Q (P Q) → P
V V
F V
F V
F V
94.
Contradições ou
falsidades lógicas
Fórmulasproposicionais que são sempre falsas, independentemente do
valor de verdade das proposições simples que as compõem.
Exemplo
Não penso ou não sonho se,
e só se, penso e sonho.
Forma lógica
( P Q) ↔ (P Q)
V V
V F
F V
F F
P Q
( P Q) ↔ (P
Q)
F F F F V
F V V F F
V V F F F
V V V F F
95.
Contingências ou proposiçõesindeterminadas
Fórmulas proposicionais que tanto podem ser verdadeiras como falsas,
consoante os valores lógicos das proposições simples que as compõem.
Exemplo
Se passeio ou corro, então
mantenho a saúde.
Forma lógica
(P Q) → R
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F
P Q R
V V
V F
V V
V F
V V
V F
F V
F V
(P Q) → R
96.
Equivalências lógicas
Duas proposiçõessão logicamente equivalentes se apresentarem as mesmas
condições de verdade: quando uma for verdadeira, a outra também o será e,
quando uma for falsa, a outra sê-lo-á também. Tal significa que a sua
bicondicional constitui uma verdade lógica ou uma tautologia.
Bicondicional ou equivalência
material
Pode ser verdadeira ou falsa.
Equivalência lógica
É sempre verdadeira.
97.
Exemplo:
Trabalho se, esó se, tenho saúde.
Forma lógica
P ↔ Q
V V
V F
F V
F F
P Q P ↔ Q
V
F
F
V
Exemplo:
Se trabalho, então tenho saúde e,
se tenho saúde, então trabalho.
Forma lógica
(P → Q) (Q → P)
V V
V F
F V
F F
P Q (P → Q) (Q → P)
V V V
F F V
V F F
V V V
As duas proposições
complexas são
equivalentes, pois
apresentam as mesmas
condições de verdade:
têm o mesmo valor de
verdade em qualquer
circunstância.
98.
V V
V F
FV
F F
P Q (P ↔ Q) ↔ [(P → Q) (Q → P)]
V V V V V
F V F F V
F V V F F
V V V V V
Tautologia
P ↔ Q (P → Q) (Q → P)
Símbolo de
equivalência
lógica
ALGUMAS EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
P → Q (P Q)
P → Q P Q
P Q ( P Q)
P Q ( P Q)
P P
P ↔ Q Q ↔ P
99.
Tautologias e formasde inferência válida
Condicional
ou implicação material
V V
V F
F V
F F
P Q [(P → Q) P] → Q
V V V
F F V
V F V
V F V
Passagem das
premissas à conclusão
Uma forma de inferência dedutiva é válida se, e somente se, a fórmula
proposicional (implicativa) que lhe corresponde for uma tautologia.
100.
Inspetores de
circunstâncias
Argumento Interpretação
Sesou português,
então sou conhecedor
de Camões.
Sou português.
Logo, sou conhecedor
de Camões.
P: Sou português.
Q: Sou conhecedor de
Camões.
Formalização
P → Q
P
Q
Nota: Em vez do símbolo , também poderemos usar o símbolo ,
que se designa por «martelo semântico». Ambos se leem «Logo», um
indicador de conclusão.
Num inspetor de
circunstâncias, um
argumento válido será
aquele no qual não
existe nenhuma linha
que torne todas as
premissas verdadeiras
e a conclusão falsa.
V V
V F
F V
F F
P Q P → Q, P Q
V V V
F V F
V F V
V F F
A primeira linha exprime a única
circunstância em que ambas as
premissas são verdadeiras. Ora,
dado que tal circunstância
também torna a conclusão
verdadeira, o argumento é
considerado válido.
Premissa 1 Premissa 2 Conclusão
101.
V V
V F
FV
F F
P Q P → Q, Q P
V V V
F F V
V V F
V F F
A primeira e a terceira linhas
exprimem as únicas
circunstâncias em que ambas
as premissas são verdadeiras.
Contudo, se na primeira linha a
circunstância torna a conclusão
verdadeira, já na terceira linha a
circunstância em causa torna a
conclusão falsa. O argumento é,
por isso, inválido.
Premissa 1 Premissa 2 Conclusão
Argumento Interpretação
Se corro, então sinto-
me bem.
Sinto-me bem.
Logo, corro.
P: Corro.
Q: Sinto-me bem.
Formalização
P → Q
Q
P
102.
Premissa 1 Premissa2 Conclusão
Argumento Interpretação
Se leio, aumento a minha
inteligência.
Se aumento a minha inteligência,
aumento a minha autoestima.
Logo, se leio, aumento
a minha autoestima.
P: Leio.
Q: Aumento a minha
inteligência.
R: Aumento a minha
autoestima.
Formalização
P → Q
Q → R
P → R
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F
P Q R
V V V
V F F
F V V
F V F
V V V
V F V
V V V
V V V
P → Q, Q → R P → R
Estamos perante um argumento
válido, pois nas circunstâncias
em que ambas as premissas
são verdadeiras, a conclusão
também o é.
103.
Algumas
formas de
inferência
válida
Exemplo
Se estásol, então vou à praia.
Está sol.
Logo, vou à praia.
Formalização
P → Q
P
Q
Modus ponens:
afirmação do
antecedente na
segunda
premissa e do
consequente na
conclusão.
Exemplo
Se está sol, então vou à praia.
Não vou à praia.
Logo, não está sol.
Formalização
P → Q
Q
P
Modus tollens:
negação do
consequente na
segunda
premissa e do
antecedente na
conclusão.
Exemplo
Se Deus existe, então o mundo é finito.
Logo, se o mundo não é finito, então
Deus não existe.
Formalização
P → Q
Q → P
Contraposição
Exemplo
Se o mundo não é finito, então Deus
não existe.
Logo, se Deus existe, então o mundo é
finito.
Formalização
Q → P
P → Q
104.
Exemplo
Canto ou assobio.
Nãocanto.
Logo, assobio.
Formalização
P Q
P
Q
Silogismo
disjuntivo
(disjunção
inclusiva) ou
modus tollendo
ponens
Exemplo
Canto ou assobio.
Não assobio.
Logo, canto.
Formalização
P Q
Q
P
Exemplo
Se viajar, então aprendo novas coisas.
Se aprendo novas coisas, então torno-
me melhor pessoa.
Logo, se viajar, então torno-me melhor
pessoa.
Formalização
P → Q
Q → R
P → R
Silogismo
hipotético
105.
Exemplo
Não é verdadeque fumo e que tenho
saúde.
Logo, não fumo ou não tenho saúde.
Formalização
(P Q)
P Q
Negação
da
conjunção Exemplo
Não fumo ou não tenho saúde.
Logo, não é verdade que fumo e que
tenho saúde..
Formalização
P Q
(P Q)
Leis de De
Morgan:
indicam-nos
que de uma
conjunção
negativa
podemos
inferir uma
disjunção
de
negações, e
que de uma
disjunção
negativa
podemos
inferir uma
conjunção
de
negações.
Exemplo
Não é verdade que há sol ou chuva.
Logo, não há sol e não há chuva.
Formalização
(P Q)
P Q
Negação
da
disjunção Exemplo
Não há sol e não há chuva.
Logo, não é verdade que há sol ou
chuva.
Formalização
P Q
(P Q)
106.
Formas argumentativas inválidas
Exemplo
Seés meu amigo, então dizes-me sempre a verdade.
Dizes-me sempre a verdade.
Logo, és meu amigo.
Formalização
P → Q
Q
P
Falácia da
afirmação do
consequente
Exemplo
Se és meu amigo, então dizes-me sempre a verdade.
Não és meu amigo.
Logo, não me dizes sempre a verdade.
Formalização
P → Q
P
Q
Falácia da
negação do
antecedente
Comete-se quando, a partir de uma proposição condicional, se afirma o consequente na
segunda premissa, concluindo-se com a afirmação do antecedente.
Comete-se quando, a partir de uma proposição condicional, se nega o antecedente na
segunda premissa, concluindo-se com a negação do consequente.
107.
Variáveis de fórmula
Representamqualquer tipo de proposição (simples ou complexas). Usam-se
as letras iniciais do alfabeto: A, B, C, etc.
Exemplo 1
Se tenho livros, então estudo.
Não estudo.
Logo, não tenho livros.
Formalização
P → Q
Q
P
P: Tenho livros.
Q: Estudo.
R: Sou feliz.
Exemplo 2
Se tenho livros, então estudo e sou feliz.
Não é verdade que estudo e que sou feliz.
Logo, não tenho livros.
Formalização
P → (Q R)
(Q R)
P
Exemplo 2
Se tenho livros, então estudo e sou feliz.
Não é verdade que estudo e que sou feliz.
Logo, não tenho livros.
Formalização
A → B
B
A
108.
FORMAS DE
INFERÊNCIA
VÁLIDA
Modus ponensModus tollens
A → B
A
B
A → B
B
A
Silogismo disjuntivo Silogismo hipotético
A B
A
B
A → B
B → C
A → C
A B
B
A
Contraposição
A → B
B → A
B → A
A → B
A → B B → A
OU
Nota: o símbolo significa, no presente
contexto, que tanto se pode inferir validamente
num como noutro sentido.
Leis de De Morgan
(A B)
A B
A B
(A B))
(A B) A B
OU
OU
(A B)
A B
A B
(A B)
(A B) A B
FORMAS
FALACIOSAS
Afirmação do consequente Negação do antecedente
A → B
B
A
A → B
A
B