Medicina Minhota Superstições e curas populares
Antigamente, não havia grandes hospitais, os serviços de saúde publica eram limitados e a higiene era muito reduzida. Por isso, o povo inventava as suas curas e superstições, sendo que maior parte não resultava. Nos diapositivos seguintes  vamos dar alguns exemplos de curas…
… para constipações: Para uma constipação gravíssima, com tosse e dores de cabeça, à noite esfregava-se o corpo do paciente com aguardente, a cabeça com vinagre e fazia-se um  escalda-pés  em água bem quente, por vezes com sal grosso e óleos. Para acalmar a tosse fervia-se uma pele de cobra, cuja infusão se tomava durante três noites. O doente recolhia ao leito, muito bem agasalhado e comia sopas de vinho, açúcar e broa. Não podia sair de casa, nem da cama sequer, durante três dias. No fundo, era o famoso  «abafa-te, abifa-te e avinha-te» .
Cura-se uma constipação, em que esteja o nariz muito tomado, pondo a arder num caco três pinhas verdes, uma pouca de palma, folhas de alho, alecrim e excremento de vaca de três cantos da porta do forno – que tenha sido usado para tapar a porta do forno –, tomando-se fumigações desse vapor. Para curar uma catarreira ferve-se vinho com unto e toma-se com açúcar. Cura-se a tosse e as constipações, tomando chá de milho vermelho cozido.
…para os cravos: Faz-se um preparado com leite derramado sobre um figo verde, que depois é deitado no cravo e deixava-se secar, repetindo a dose várias vezes. Prometia-se, também, uma dúzia de cravos em flor ou uma dúzia de ovos a S. Bento. Segundo a crença popular os cravos são apanhados quando alguém conta as estrelas à noite. Receita da região do Neiva, Viana do Castelo.
… para os dentes: Mete-se um ramo de  arruda  no ouvido do lado contrário. A arruda é uma planta lenhosa espontânea da família das Rutáceas e  com um cheiro muito desagradável.
… para bexigas   Para as bexigas não passarem para a garganta do doente, deve-se colocar-lhe ao pescoço um cordão de ouro.
…anemia Em Paredes de Coura, quando as crianças ou adultos sofriam de  “fraqueza”  ou de  “sangue fraco” , davam-se as famosas gemadas feitas com gemas de ovo, açúcar amarelo e vinho fino – hoje designado por Vinho do Porto – queimado. Por vezes era colocado um prego nessa infusão a  marinar  uns dias. Para as crianças mais pequenas o vinho fino era substituído por leite muito quente.
…para a caspa Em Ponte de Lima, para curar a caspa, mas também para engrossar o cabelo fraco e dar-lhe brilho intenso, lava-se com o cozimento da  erva tormentelo , nome vulgar dum subarbusto da família das Labiadas… E ao mesmo tempo declama-se: Menina da nossa terra, Com que lavais o cabelo? Com umas ervas do monte Que se chamam tormentelo.
…para cefaleias  As dores de cabeça passam logo, desde que se apliquem duas rodelas de batata, cortadas na hora e para aquela ocasião, aplicadas nas fontes do paciente.
…para as cólicas  As dores de cólica curam-se com chás de colmo de aveia.   As dores de cólica curam-se com fricções de casca de pepino.

Medicina Minhota

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    Antigamente, não haviagrandes hospitais, os serviços de saúde publica eram limitados e a higiene era muito reduzida. Por isso, o povo inventava as suas curas e superstições, sendo que maior parte não resultava. Nos diapositivos seguintes vamos dar alguns exemplos de curas…
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    … para constipações:Para uma constipação gravíssima, com tosse e dores de cabeça, à noite esfregava-se o corpo do paciente com aguardente, a cabeça com vinagre e fazia-se um escalda-pés em água bem quente, por vezes com sal grosso e óleos. Para acalmar a tosse fervia-se uma pele de cobra, cuja infusão se tomava durante três noites. O doente recolhia ao leito, muito bem agasalhado e comia sopas de vinho, açúcar e broa. Não podia sair de casa, nem da cama sequer, durante três dias. No fundo, era o famoso «abafa-te, abifa-te e avinha-te» .
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    Cura-se uma constipação,em que esteja o nariz muito tomado, pondo a arder num caco três pinhas verdes, uma pouca de palma, folhas de alho, alecrim e excremento de vaca de três cantos da porta do forno – que tenha sido usado para tapar a porta do forno –, tomando-se fumigações desse vapor. Para curar uma catarreira ferve-se vinho com unto e toma-se com açúcar. Cura-se a tosse e as constipações, tomando chá de milho vermelho cozido.
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    …para os cravos:Faz-se um preparado com leite derramado sobre um figo verde, que depois é deitado no cravo e deixava-se secar, repetindo a dose várias vezes. Prometia-se, também, uma dúzia de cravos em flor ou uma dúzia de ovos a S. Bento. Segundo a crença popular os cravos são apanhados quando alguém conta as estrelas à noite. Receita da região do Neiva, Viana do Castelo.
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    … para osdentes: Mete-se um ramo de arruda no ouvido do lado contrário. A arruda é uma planta lenhosa espontânea da família das Rutáceas e com um cheiro muito desagradável.
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    … para bexigas Para as bexigas não passarem para a garganta do doente, deve-se colocar-lhe ao pescoço um cordão de ouro.
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    …anemia Em Paredesde Coura, quando as crianças ou adultos sofriam de “fraqueza” ou de “sangue fraco” , davam-se as famosas gemadas feitas com gemas de ovo, açúcar amarelo e vinho fino – hoje designado por Vinho do Porto – queimado. Por vezes era colocado um prego nessa infusão a marinar uns dias. Para as crianças mais pequenas o vinho fino era substituído por leite muito quente.
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    …para a caspaEm Ponte de Lima, para curar a caspa, mas também para engrossar o cabelo fraco e dar-lhe brilho intenso, lava-se com o cozimento da erva tormentelo , nome vulgar dum subarbusto da família das Labiadas… E ao mesmo tempo declama-se: Menina da nossa terra, Com que lavais o cabelo? Com umas ervas do monte Que se chamam tormentelo.
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    …para cefaleias As dores de cabeça passam logo, desde que se apliquem duas rodelas de batata, cortadas na hora e para aquela ocasião, aplicadas nas fontes do paciente.
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    …para as cólicas As dores de cólica curam-se com chás de colmo de aveia. As dores de cólica curam-se com fricções de casca de pepino.