Texto do Site: www.momento.com.br Música: Aurio Corrá - Azul Formatação: Simone Pereira Rodrigues
Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou milhares de pessoas a seu cortejo fúnebre, em plena Paris.  Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.  O genial literato deixou textos inéditos que,  por sua vontade, somente foram  publicados após a sua morte.  Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade  e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
"A morte não é o fim de tudo.  Ela não é senão o fim de uma coisa  e o começo de outra.  Na morte o homem acaba,  e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre,  a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém,  e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.  Bem sinto que o que darei ao túmulo  não é o meu eu, o meu ser.  O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.  O prisioneiro escala penosamente  os muros da sua masmorra.  Coloca o pé em todas as saliências  e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina,  Aspira o ar livre, vê a luz.
  Assim é o homem.  O prisioneiro não duvida que encontrará  a claridade do dia, a liberdade.   Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?   Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
É por demais pesado para esta terra.   A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.   O mundo luminoso é o mundo invisível.  O mundo do luminoso é o que não vemos.
A alma, que estava vestida de sombra,  vai ser vestida de luz.    A morte é uma mudança de vestimenta.
Na morte o homem fica sendo imortal.   A vida é o poder que tem o corpo de manter  a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.  Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.   Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.  Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.  Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”. (Victor Hugo)
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.  Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se  para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem.  Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada  clarificadora da eternidade. Que Deus nos ilumine hoje e sempre!
Blog Partida e Chegada “ INVISÍVEIS, MAS NÃO AUSENTES” Victor Hugo  

INVISÍVEIS, MAS NÃO AUSENTES - Blog Partida e Chegada

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    Texto do Site:www.momento.com.br Música: Aurio Corrá - Azul Formatação: Simone Pereira Rodrigues
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    Quando morreu, noséculo XIX, Victor Hugo arrastou milhares de pessoas a seu cortejo fúnebre, em plena Paris. Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação. O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte. Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
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    "A morte nãoé o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.
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    Que digam essesque atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
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    Eu sou umaalma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
  • 6.
    O homem éum prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra. Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
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    Aí, olha, distingueao longe a campina, Aspira o ar livre, vê a luz.
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      Assim éo homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
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    De que onosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro? Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
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    É por demaispesado para esta terra. A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
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    Os nossos olhoscarnais só vêem a noite. O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos.
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    A alma, queestava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.   A morte é uma mudança de vestimenta.
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    Na morte ohomem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
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    A morte éuma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
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    As almas passamde uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
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    O ponto dereunião é no infinito. Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”. (Victor Hugo)
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    Muitos consideram queo falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se. Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
  • 18.
    Prossegue em suajornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem. Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade. Que Deus nos ilumine hoje e sempre!
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    Blog Partida eChegada “ INVISÍVEIS, MAS NÃO AUSENTES” Victor Hugo