Autor: António Mota Ilustrador: Bruno Castro Quando vem a noite
Quando vem a noite a  chuva  cai.
Se cai de mansinho  não oiço nada.  Mas se cai apressada ouço-a bater  nas telhas do telhado que fica zangado  por ter de acordar  de madrugada.
- Para onde vais, chuva? Pergunto eu, estremunhado.  E ela responde sempre a correr, sempre apressada:
- Vou lavar as ruas  praças e calçadas
vou regar as flores  os prados e montes  vou matar a sede  aos bichos da terra
e dar um abraço  a todas as fontes.
Estendo a mão e fica molhada. Lá se foi a chuva  sempre apressada.
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Ilustraçao de um poema

  • 1.
    Autor: António MotaIlustrador: Bruno Castro Quando vem a noite
  • 2.
    Quando vem anoite a chuva cai.
  • 3.
    Se cai demansinho não oiço nada. Mas se cai apressada ouço-a bater nas telhas do telhado que fica zangado por ter de acordar de madrugada.
  • 4.
    - Para ondevais, chuva? Pergunto eu, estremunhado. E ela responde sempre a correr, sempre apressada:
  • 5.
    - Vou lavaras ruas praças e calçadas
  • 6.
    vou regar asflores os prados e montes vou matar a sede aos bichos da terra
  • 7.
    e dar umabraço a todas as fontes.
  • 8.
    Estendo a mãoe fica molhada. Lá se foi a chuva sempre apressada.
  • 9.