contexto histórico
• Apósa rendição do Japão em 1945, a
Península Coreana, que estava sob
ocupação japonesa desde 1910, foi
libertada. As potências vencedoras da
Segunda Guerra Mundial decidiram
dividir o território no Paralelo 38:
• Norte sob ocupação da União
Soviética
• Sul sob ocupação dos Estados Unidos
• A divisão, inicialmente provisória,
tornou-se permanente com a criação
de dois Estados em 1948:
• Coreia do Norte (comunista, liderada
por Kim Il-sung)
• Coreia do Sul (capitalista, liderada por
Syngman Rhee)
• As tensões políticas e ideológicas
aumentaram, preparando o cenário
para o início da Guerra da Coreia em
1950.
3.
•o paralelo 38°N(linha tracejada),
•a DMZ (faixa sombreada com leve sinuoso,
indicando que não coincide exatamente com o
paralelo 38),
•as capitais Seul e Pyongyang,
•rótulos dos mares e países vizinhos,
•seta de Norte e aviso de que é esquemático (não
em escala).
4.
Início da Guerra(25 de
junho de 1950)
• Na madrugada de 25 de junho de
1950, cerca de 75 mil soldados
norte-coreanos, apoiados por
tanques e artilharia soviética,
cruzaram o Paralelo 38 e avançaram
rapidamente rumo ao sul.
A ação pegou a Coreia do Sul
despreparada, e em apenas três
dias a capital, Seul, foi capturada.
• O ataque violava diretamente o
cessar-fogo informal que mantinha
a península dividida desde 1945.
A Organização das Nações Unidas,
liderada pelos Estados Unidos,
condenou a invasão e autorizou o
envio de tropas para apoiar o Sul.
Esse movimento marcou o início
oficial da Guerra da Coreia,
transformando um conflito local em
um campo de batalha da Guerra
Fria.
5.
Reação Internacional
e Contra-ataques
•Logo após a invasão da Coreia do Sul em
25 de junho de 1950, o Conselho de
Segurança da ONU reuniu-se de
emergência e, com a ausência
temporária da União Soviética, aprovou
uma resolução autorizando o envio de
tropas para auxiliar o Sul.
Os Estados Unidos assumiram o
comando das forças internacionais,
reunindo contingentes de 16 países para
compor a Força da ONU.
• No início, o avanço norte-coreano forçou
a retirada das tropas aliadas até o
Perímetro de Pusan, no extremo
sudeste da península. Essa linha
defensiva tornou-se o último bastião do
Sul, resistindo por semanas sob forte
pressão inimiga.
• A virada veio com a Operação Chromite,
o desembarque anfíbio em Inchon (15 de
setembro de 1950), planejado pelo
general Douglas MacArthur.
A manobra surpreendeu as forças norte-
coreanas, cortando suas linhas de
suprimento e permitindo a retomada de
Seul.
6.
:
🔴 Setas vermelhasavanço do exército norte-
→
coreano até o sul da península.
🔵 Círculo azul tracejado o
→ Perímetro de Pusan,
última linha defensiva no sudeste.
⚓ Busan (porto) ponto estratégico por onde
→
chegaram reforços da ONU.
🌊 Rótulos dos mares e países vizinhos para situar a
geografia.
7.
Intervenção Chinesa
e Impasse
•Em novembro de 1950, a
aproximação das tropas da ONU à
fronteira chinesa, no rio Yalu, levou
Mao Tsé-tung a intervir
diretamente no conflito.
O Exército de Voluntários do
Povo, formado por centenas de
milhares de soldados, lançou um
ataque surpresa em meio ao
inverno rigoroso, aproveitando-se
do terreno montanhoso para cercar
e pressionar as forças da ONU.
• A ofensiva causou pesadas baixas,
forçou uma retirada em larga
escala e permitiu que a Coreia do
Norte reconquistasse Seul em
janeiro de 1951.
Após essa contraofensiva, as linhas
de frente se estabilizaram próximas
ao Paralelo 38, marcando o início
de um longo impasse militar,
caracterizado por combates de
posição e negociações diplomáticas
que se arrastaram por dois anos.
8.
•🔵 Setas azuis→ avanço da ONU até o Rio Yalu, na
fronteira com a China.
•🔴 Setas vermelhas → contraofensiva chinesa
(Exército de Voluntários do Povo) descendo pelo norte.
•⚔️Recuo da ONU → perda de Seul em janeiro de
1951.
•⚖️Linhas estabilizadas → impasse próximo ao
Paralelo 38, onde a guerra virou combate de posição.
•📍 Capitais marcadas: Seul, Pyongyang e o porto de
Busan.
9.
Armistício e Legado
•Após mais de dois anos de
impasse, o Acordo de Armistício
foi assinado em 27 de julho de
1953, na aldeia de Panmunjom,
encerrando os combates sem
estabelecer um tratado de paz
definitivo — as Coreias
permanecem tecnicamente em
guerra.
• A fronteira foi fixada próxima ao
Paralelo 38, com a criação da Zona
Desmilitarizada (DMZ).
O conflito deixou milhões de
mortos, destruição generalizada e
famílias separadas.
• Seu legado inclui a divisão
permanente da península, a
presença militar dos EUA no Sul e a
consolidação de um regime
fechado e militarizado no Norte,
mantendo tensões ativas até hoje.
• Um acordo de armistício é um
pacto formal entre partes em
guerra para suspender as
hostilidades, geralmente como
passo inicial para negociar a paz.
10.
•Linha tracejada preta→ indica o
Paralelo 38, que foi a linha original de
divisão entre Norte e Sul após a Segunda
Guerra Mundial.
•Linha vermelha → mostra a localização
da Zona Desmilitarizada (DMZ),
estabelecida no armistício, que não
coincide exatamente com o Paralelo 38.
•DMZ → uma faixa de aproximadamente 4
km de largura, altamente militarizada, mas
considerada “neutra” em termos de
combate direto.
•Pyongyang → capital da Coreia do Norte.
•Seoul → capital da Coreia do Sul.
•Texto lateral → marca o local e a data do
armistício (27 de julho de 1953, em
Panmunjom).
•Escala (canto inferior esquerdo) → dá
noção da distância, mostrando que a
península tem cerca de 1.000 km de norte
a sul.
•Mares → Mar Amarelo (Yellow Sea) a
oeste e Mar do Japão (Sea of Japan) a
leste.
11.
Impacto Humano e
Casualidades:
• A Guerra da Coreia (1950–1953) teve um
custo humano devastador.
Estima-se que cerca de 3 milhões de
pessoas tenham morrido, a maioria civis.
Milhões ficaram feridos ou desaparecidos, e
aproximadamente 10 milhões de coreanos
foram separados de suas famílias devido à
divisão da península.
• Cidades e vilarejos foram destruídos,
deixando milhões de desabrigados. O fluxo
de refugiados se tornou constante, com
pessoas fugindo de zonas de combate e da
repressão política.
O trauma da guerra marcou profundamente
as gerações seguintes, deixando cicatrizes
sociais, econômicas e culturais que ainda
influenciam a vida na Coreia do Norte e na
Coreia do Sul.
• O conflito também resultou em milhares de
mortos entre soldados da ONU, da China e
da Coreia do Norte, reforçando seu caráter
internacional e o peso global de suas
consequências.
12.
Crimes de Guerra
•Durante a Guerra da Coreia, ambos os lados
cometeram atos considerados crimes de guerra
de acordo com as convenções internacionais.
Houve execuções sumárias de prisioneiros de
guerra, massacres de civis e uso de tortura. Em
algumas regiões, aldeias inteiras foram
destruídas como represália, deixando
populações inteiras desabrigadas ou mortas.
• Investigações históricas documentaram
episódios como o Massacre de No Gun Ri
(1950), no qual centenas de civis sul-coreanos
foram mortos por tropas dos EUA, e as
execuções de prisioneiros e opositores políticos
por forças norte-coreanas e chinesas.
Bombardeios indiscriminados realizados pela
aviação da ONU destruíram centros urbanos e
infraestrutura civil, causando milhares de mortes
entre não combatentes.
• Essas atrocidades contribuíram para ampliar o
sofrimento da população, alimentaram a
propaganda de ambos os lados e deixaram
feridas profundas que ainda afetam a memória
coletiva e as relações políticas na península
coreana.
13.
Conclusão e Legado
•A Guerra da Coreia (1950–1953) marcou
profundamente a história do século XX, sendo o
primeiro grande conflito armado da Guerra
Fria. Embora o armistício de 1953 tenha
encerrado os combates, ele não trouxe uma
paz formal, deixando as duas Coreias
tecnicamente em guerra até hoje.
• O conflito consolidou a divisão da península no
Norte socialista, apoiado pela China e pela
União Soviética, e no Sul capitalista, apoiado
pelos Estados Unidos e aliados da ONU. Essa
separação moldou identidades nacionais
distintas e gerou tensões políticas, militares e
ideológicas que persistem há mais de 70 anos.
• No cenário global, a guerra demonstrou a
capacidade destrutiva dos confrontos indiretos
entre grandes potências e influenciou a forma
como o mundo lidaria com crises subsequentes
durante a Guerra Fria.
O legado humano — milhões de mortos,
famílias separadas e cicatrizes emocionais
profundas — permanece vivo na memória
coletiva, sendo um lembrete do alto custo da
guerra e da importância da diplomacia para
evitar novos conflitos.
14.
Referências
• Cumings, Bruce.The Korean War: A History. Modern
Library, 2010.
• Stueck, William. Rethinking the Korean War: A New
Diplomatic and Strategic History. Princeton University
Press, 2004.
• Hastings, Max. The Korean War. Pan Books, 2010.
• Millett, Allan R. The War for Korea, 1950–1951: They
Came from the North. University Press of Kansas, 2010.
• Ministério da Defesa Nacional da República da Coreia.
History of the Korean War. Seul, 2015.
• Arquivos Nacionais dos EUA – Coleção fotográfica
sobre a Guerra da Coreia.
• ONU – Korean War Armistice Agreement, 1953.
• Cruz Vermelha Internacional – Relatórios sobre
crimes de guerra na Coreia (1950–1953).
• Integrantes: julia sofia; hadassa, diogo enzio;
isa v.; giovanna victoria; thamara.