Elegia Ribeiro Couto  Santos, SP , 1898 – Paris, França, 1963
Que quer o vento A cada instante Este lamento Passa na porta Dizendo: abre...
Vento que assusta Nas horas frias Da noite feia, Vindo de longe, Das ermas praias .
Andam de ronda Nesse violento Longo queixume, As invisíveis Bocas dos mortos . Também um dia, Estando eu morto, Virei queixar-me Na tua porta .
Virei no vento Mas não de inverno, Nas noras frias Das noites feias.
Virei no vento Da primavera Em tua boca Serei carícia Cheiro de flores, Que estão lá fora Na noite quente.
Virei no vento... Direi:  Acorda!...
Formatação: Mima Badan [email_address] Música: Otra Puerta Execução: Helmut Zacharias Imagens: da Net (Repasse com os devidos créditos)

Elegia - Ribeiro Couto

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    Elegia Ribeiro Couto Santos, SP , 1898 – Paris, França, 1963
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    Que quer ovento A cada instante Este lamento Passa na porta Dizendo: abre...
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    Vento que assustaNas horas frias Da noite feia, Vindo de longe, Das ermas praias .
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    Andam de rondaNesse violento Longo queixume, As invisíveis Bocas dos mortos . Também um dia, Estando eu morto, Virei queixar-me Na tua porta .
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    Virei no ventoMas não de inverno, Nas noras frias Das noites feias.
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    Virei no ventoDa primavera Em tua boca Serei carícia Cheiro de flores, Que estão lá fora Na noite quente.
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    Virei no vento...Direi: Acorda!...
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    Formatação: Mima Badan[email_address] Música: Otra Puerta Execução: Helmut Zacharias Imagens: da Net (Repasse com os devidos créditos)