Dos camponesesàaltanobreza,doshomenscomunsaosricos, doespaçopúblico à ala
VIP. A "camarotização" existe desde sempre, mas desta vez demonstra não somente quem
tem mais poder como também divide o ser humano em dois tipos de pessoas totalmente
diferentes, cujadivisãoacontece peladiferençaentre asclassessociaise status, resultando no
estranhamento do convívio da mesma espécie.
Antes,eracomum que alguém que tivesse dinheiro pagasse por algo melhor.
Já hoje, com a crescente intensificação do fenômeno histórico que chamamos de
“camarotização”,a ideiaé mais do que pagar por algo bom, é pagar para exibir seu status aos
maispobres,estabelecendoumtipode “hierarquia”social jáconhecidapor seus privilégios: o
sistema de castas.
À medida que a acentuação capitalista visa nesse fenômeno, a escada vertical que
separa os ricos e pobres se estende mais ainda, de forma a deixar cada vez mais difícil a
visibilidade doseutopode alcance. Quem está no camarote não quer ser qualquer um, pois a
área privilegiadaé carajustamente paraapenasaquelesque têmcondiçãoteremacessosaum
lugar que se sintam especiais, diferentes e superiores, uma espécie de “panelinha da elite”.
Atualmente, é raro de se encontrar lugares onde seres humanos de diferentes
condições financeiras tenham alguma relação social. A segregação das classes, além de
derrubar alguns ideais igualitários democráticos, prejudica essa relação, tanto física como
virtual jáque tambémhá o estímulo massivo de redes sociais potencializadoras das ideias do
poder do consumo e da ostentação, ocorrendo o sentimento de inveja e fracasso entre a
sociedade.
GloriaKalil,emsuacoluna,diz:“Daqui a pouco,os moradorese antigosfrequentadores só vão
poder entrar no pedaço se estiverem com um vestido de marca (...)”.

Dos camponeses à alta nobreza

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    Dos camponesesàaltanobreza,doshomenscomunsaosricos, doespaçopúblicoà ala VIP. A "camarotização" existe desde sempre, mas desta vez demonstra não somente quem tem mais poder como também divide o ser humano em dois tipos de pessoas totalmente diferentes, cujadivisãoacontece peladiferençaentre asclassessociaise status, resultando no estranhamento do convívio da mesma espécie. Antes,eracomum que alguém que tivesse dinheiro pagasse por algo melhor. Já hoje, com a crescente intensificação do fenômeno histórico que chamamos de “camarotização”,a ideiaé mais do que pagar por algo bom, é pagar para exibir seu status aos maispobres,estabelecendoumtipode “hierarquia”social jáconhecidapor seus privilégios: o sistema de castas. À medida que a acentuação capitalista visa nesse fenômeno, a escada vertical que separa os ricos e pobres se estende mais ainda, de forma a deixar cada vez mais difícil a visibilidade doseutopode alcance. Quem está no camarote não quer ser qualquer um, pois a área privilegiadaé carajustamente paraapenasaquelesque têmcondiçãoteremacessosaum lugar que se sintam especiais, diferentes e superiores, uma espécie de “panelinha da elite”. Atualmente, é raro de se encontrar lugares onde seres humanos de diferentes condições financeiras tenham alguma relação social. A segregação das classes, além de derrubar alguns ideais igualitários democráticos, prejudica essa relação, tanto física como virtual jáque tambémhá o estímulo massivo de redes sociais potencializadoras das ideias do poder do consumo e da ostentação, ocorrendo o sentimento de inveja e fracasso entre a sociedade. GloriaKalil,emsuacoluna,diz:“Daqui a pouco,os moradorese antigosfrequentadores só vão poder entrar no pedaço se estiverem com um vestido de marca (...)”.