O desenvolvimento da amizade Dinâmica de Grupo
Como é que começamos a conhecermo-nos e apreciarmo-nos? Alguns psicólogos propuseram um esquema que resume as etapas principais de uma relação e as satisfações que se podem atingir. Imaginando duas pessoas quaisquer, a sua relação pode passar por algumas fases…
1 – Contacto Zero As duas pessoas nunca se encontraram e não sabem sequer da existência uma da outra. Algumas circunstâncias fortuitas como o serem vizinhas, o pertencerem ao mesmo ambiente social ou à mesma escola ou o terem interesses em comum, contribuem para um encontro que as pode levar desta fase à seguinte.
2 – Ah, aqui está aquela pessoa! Um dos dois dá-se conta do outro (que pode continuar a ignorar o primeiro), forma dele uma impressão e interroga-se sobre se valerá a pena fazer crescer a relação. Claro que este processo é quase sempre inconsciente. Pode tentar uma manobra de aproximação para iniciar uma relação entre os dois. Neste ponto é possível passar à fase seguinte.
3 - Contacto superficial As duas pessoas encontram-se. Cada uma formou a sua opinião sobre a outra. Começa a haver uma relação. Contudo, é uma relação que se limita “às aparências” e entre os dois não há ainda muita abertura.  O ter estabelecido a relação é muito suficiente para recolher informações e para estudar o outro. Se as pessoas se agradam mutuamente e se há compatibilidade de atitudes, valores e necessidades, podem decidir continuar.
4 – Eu contigo e tu comigo As duas pessoas começam a deixar transparecer os seus sentimentos e a comportar-se com espontaneidade. As acções e as atitudes de um são fortemente influenciadas pelas do outro. Cada vez têm mais coisas em comum: ideias, hábitos, bens materiais… Nesta fase é importante abrir-se sinceramente para se conhecerem melhor. Para que a relação continue neste nível, cada um deve aprender a satisfazer os interesses e necessidades do outro e a fazer crescer o sentido de confiança .
5 – Abramo-nos: a relação melhorará A relação vai em frente. Do conhecimento casual à amizade profunda ou à ligação amorosa, assiste-se à mudança de vários comportamentos. Um dos melhores indicadores de uma amizade é o diálogo cada vez mais aberto e sincero. Quanto mais conhecemos uma pessoa, mais tendemos a abrir-nos. Pode-se dizer que o número de amigos e, sobretudo, a profundidade e qualidade da relação depende da capacidade de abertura. As armaduras que colocamos em redor do nosso eu são uma barreira que colocamos na relação com os outros.
Conclusão As informações que damos de nós nas diferentes fases de uma relação podem ser analisadas segundo várias variáveis. Podemos distinguir entre a amplitude de informação (dizemos um número maior ou menos de coisas) e profundidade de informação (o que dizemos é mais ou menos íntimo). À medida que a relação se torna mais estreita, conseguimos abrir-nos sempre mais quer na amplitude quer na profundidade.

Dinámica apresentação

  • 1.
    O desenvolvimento daamizade Dinâmica de Grupo
  • 2.
    Como é quecomeçamos a conhecermo-nos e apreciarmo-nos? Alguns psicólogos propuseram um esquema que resume as etapas principais de uma relação e as satisfações que se podem atingir. Imaginando duas pessoas quaisquer, a sua relação pode passar por algumas fases…
  • 3.
    1 – ContactoZero As duas pessoas nunca se encontraram e não sabem sequer da existência uma da outra. Algumas circunstâncias fortuitas como o serem vizinhas, o pertencerem ao mesmo ambiente social ou à mesma escola ou o terem interesses em comum, contribuem para um encontro que as pode levar desta fase à seguinte.
  • 4.
    2 – Ah,aqui está aquela pessoa! Um dos dois dá-se conta do outro (que pode continuar a ignorar o primeiro), forma dele uma impressão e interroga-se sobre se valerá a pena fazer crescer a relação. Claro que este processo é quase sempre inconsciente. Pode tentar uma manobra de aproximação para iniciar uma relação entre os dois. Neste ponto é possível passar à fase seguinte.
  • 5.
    3 - Contactosuperficial As duas pessoas encontram-se. Cada uma formou a sua opinião sobre a outra. Começa a haver uma relação. Contudo, é uma relação que se limita “às aparências” e entre os dois não há ainda muita abertura. O ter estabelecido a relação é muito suficiente para recolher informações e para estudar o outro. Se as pessoas se agradam mutuamente e se há compatibilidade de atitudes, valores e necessidades, podem decidir continuar.
  • 6.
    4 – Eucontigo e tu comigo As duas pessoas começam a deixar transparecer os seus sentimentos e a comportar-se com espontaneidade. As acções e as atitudes de um são fortemente influenciadas pelas do outro. Cada vez têm mais coisas em comum: ideias, hábitos, bens materiais… Nesta fase é importante abrir-se sinceramente para se conhecerem melhor. Para que a relação continue neste nível, cada um deve aprender a satisfazer os interesses e necessidades do outro e a fazer crescer o sentido de confiança .
  • 7.
    5 – Abramo-nos:a relação melhorará A relação vai em frente. Do conhecimento casual à amizade profunda ou à ligação amorosa, assiste-se à mudança de vários comportamentos. Um dos melhores indicadores de uma amizade é o diálogo cada vez mais aberto e sincero. Quanto mais conhecemos uma pessoa, mais tendemos a abrir-nos. Pode-se dizer que o número de amigos e, sobretudo, a profundidade e qualidade da relação depende da capacidade de abertura. As armaduras que colocamos em redor do nosso eu são uma barreira que colocamos na relação com os outros.
  • 8.
    Conclusão As informaçõesque damos de nós nas diferentes fases de uma relação podem ser analisadas segundo várias variáveis. Podemos distinguir entre a amplitude de informação (dizemos um número maior ou menos de coisas) e profundidade de informação (o que dizemos é mais ou menos íntimo). À medida que a relação se torna mais estreita, conseguimos abrir-nos sempre mais quer na amplitude quer na profundidade.