DEVERAS CURIOSO...
“ O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos  é a causa primeira de todas as outras desordens  que assolam o país.
Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos,  as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito , os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional,  simultaneamente conspiram e criam entre si  estranhas alianças  de que apenas os beneficiários são os seus  militantes mais activos.
A Presidência da Republica não tem força nem estabilidade.
O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do  desacordo, do tumulto,  da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo,  escandalizando o país com o seu procedimento e,  a inferior qualidade do seu trabalho.
Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma  linha de rumo,  não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.
A Administração pública, incluindo as autarquias,  em vez de representar a unidade,  a acção progressiva do estado e a  vontade popular é um símbolo vivo da falta  de colaboração geral, da irregularidade,  da desorganização e do despesismo que gera,  até nos melhores espíritos  o cepticismo, a indiferença e o pessimismo .
Directamente ligada a esta desordem instalada,  a desordem financeira e económica  agrava a desordem  Política, num ciclo vicioso de males  nacionais. Ambas as situações  somadas conduziram fatalmente  à corrupção generalizada que se instalou…”
Meus amigos: O que acabaram de ler não é cópia de nenhum artigo do “Público”, “Diário de Notícias” ou de qualquer revista.  Nem sequer é da minha autoria. Contudo, é actual. Trata-se de parte do primeiro capítulo de um livro agora posto à venda em Portugal e, que data de 1936! Li-o, gostei e aconselho-o! Vejam então qual é o livro:
 
Ele lá sabia …

O Salazarismo

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    “ O irregulare promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.
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    Independentemente do valordos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito , os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.
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    A Presidência daRepublica não tem força nem estabilidade.
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    O Parlamento oferececonstantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.
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    Aos Ministérios faltacoesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.
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    A Administração pública,incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo .
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    Directamente ligada aesta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou…”
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    Meus amigos: Oque acabaram de ler não é cópia de nenhum artigo do “Público”, “Diário de Notícias” ou de qualquer revista. Nem sequer é da minha autoria. Contudo, é actual. Trata-se de parte do primeiro capítulo de um livro agora posto à venda em Portugal e, que data de 1936! Li-o, gostei e aconselho-o! Vejam então qual é o livro:
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