hud
Odonto
dentíiistica
dentística
1
2
3
4 5
6
Dentística
Produção:
@odontoshud //
Odonto Shud // odontoshud@gmail.com
hud
Odonto
Sumário
- Isolamento absoluto: Dentes anteriores e posteriores
- Restauração Classe I com compósito
- Restauração Classe II com compósito
- Restauração Classe III com compósito
- Restauração Classe IV com compósito
- Restauração Classe V com compósito
- Acabamento e Polimento de dentes anteriores
- Restaurações estéticas indiretas: inlay e onlay
- Referências
pág.
03
12
16
21
26
35
39
41
47
Dentística
Módulo
03
Isolamento absoluto
ISOLAMENTO
ISOLAMENTO ABSOLUTO
ABSOLUTO
isolamento
Tipos de
• O isolamento do campo operatório é uma etapa
imprescindível para garantir um ambiente limpo,
seco e com acesso adequado durante procedi-
mentos clínicos.
• Pode ser realizado com ou sem o uso de um dique
de borracha, chamado isolamento absoluto quan-
do utilizado e isolamento relativo quando não.
• A escolha vai depender do tipo de procedimento
a ser realizado, contudo, o isolamento absoluto
com dique de borracha oferece maior precisão
e controle.
Rolete
de algodão
Lençol de
borracha Arco
Fio
dental
absoluto
isolamento absoluto
do campo operatório
No isolamento do tipo absoluto, como já menciona-
do, tem-se a utilização de um dique de borracha,
e esse item oferece diversos benefícios:
relativo
1. Permite um controle eficaz da contaminação e
umidade, essenciais para otimizar o desempenho
dos materiais restauradores.
2. O dique proporciona melhor visibilidade e aces-
so ao profissional, o que resulta em procedimentos
mais precisos, especialmente durante o preparo de
cavidades com instrumentos rotatórios (fundamen-
tal para evitar a remoção excessiva de estrutura
dental saudável.
3. Protege o paciente contra a deglutição acidental
de objetos e resíduos, e evita lesões nos tecidos moles.
4. O dique aumenta a segurança do profissional, mi-
nimizando o risco de infecções da cavidade bucal.
5. Economiza tempo clínico, já que o paciente não
pode falar ou expectorar durante o procedimento.
Recomendações
a. Durante a remoção de tecido cariado em
cavidades profundas;
b. Ao retirar restaurações insatisfatórias;
c. Em procedimentos com amálgama, afim de
prevenir a aspiração e deglutição de mercúrio;
d. Em processos adesivos, diretos ou indiretos,
para garantir sucesso na adesão;
e. Quando o afastamento gengival é necessário;
f. Em pacientes com necessidades especiais.
Contra-indicações
a. Casos de asma ou dificuldades respiratórias;
b. Dentes com erupção incompleta (fica difícil
invaginar o dique de borracha);
*Casos de alergia ao látex → mas nesse caso
pode-se optar por diques de borracha livres
de látex.
Materiais
Lençol de borracha
01
Características:
- Impermeável e vem em várias espessuras, sendo que
lençóis mais espessos são mais resistentes, melhoram
o afastamento gengival e vedam de forma mais signi-
ficativa a interface entre a borracha e o dente.
- Os diques estão disponíveis em várias cores (azul,
preto, roxo e etc), a fim de obter bom contraste com
os dentes.
- Existem, ainda, lençóis de borracha sem látex feitos
de vinil, úteis para pacientes alérgicos.
Também chamado de dique de borracha, é utili-
zado para isolar o campo operatório da cavidade
bucal.
hud
Odonto
Dentística
Módulo
04
Isolamento absoluto
hud
Odonto
Características:
- Possui garras ao longo da haste que
mantém o dique levemente preso, sob
tensão.
- O arco tem uma curvatura central
indicando sua posição de uso, com a
parte côncava voltada para o lençol
de borracha.
Tipos
finos
médios
grossos
Espessuras Cores Tamanhos
Arco de young
02
O arco de Young, também chamado de arco por-
ta-dique, é um dispositivo metálico em forma de
U usado para esticar e fixar o lençol de borracha,
além de servir para prender os amarrilhos.
Arco de
young
Arco de
ostby
Arco de
ostby
dobrável
Posição do arco
Características:
- As pontas ativas da pinça devem
ter um formato apropriado → isso
permite que elas prendam o grampo
com firmeza e se soltem facilmente
quando necessário.
Perfurador de borracha
03
É um dispositivo usado para criar orifícios nos di-
ques de borracha, de acordo com os dentes que
serão isolados. O perfurador de Ainsworth é um
modelo com uma parte giratória contendo cinco
orifícios de diferentes diâmetros, cada um desti-
nado a um grupo específico de dentes.
Para marcação do lençol, pode ser
utilizado uma caneta perma-
nente ou uma régua de perfu-
ração de dique de borracha.
Pinça porta-grampo
04
A pinça porta-grampo apreende e abre o grampo
para posicionamento no dente. Além disso, ao final
do procedimento, é usada para remover o grampo.
Palmer Brewer Ivory
Grampos
05
Os grampos têm duas funções principais: manter
o lençol de borracha estável e retrair tecidos gen-
givais.
Características:
- Eles variam em modelos e tamanhos, sendo escolhidos
com base no dente a ser isolado e na situação clínica;
podem ser, inclusive, de metal ou de plástico.
- Na Odontologia restauradora, os grampos mais co-
muns são 200 à 205 para molares, 206 à 209 para pré-
molares, e 210 e 211 para incisivos e caninos.
- Ainda são utilizados os grampos w8a e 26 para isolar
dentes posteriores com coroas curtas ou expulsivas →
o grampo 26 é especialmente versátil e pode ser prefe-
rido para isolar molares, colocando-o antes do dique
de borracha.
- Não para por aí, também é indicado o grampo 212
e suas variações 212l e 212R em casos que há necessi-
dade de retrair os tecidos gengivais, especialmente
quando se precisa retrair simultaneamente em dois
dentes adjacentes → por exemplo, caso se deseje
maior retração na face vestibular, a garra vestibular
deve ser curvada para apical e a garra lingual/palatal,
para incisal.
- A configuração dos grampos varia, podendo ser
dividida em dois grupos: com e sem asas laterais.
Configuração
arco
asa
medial
orifício
lâmina de
ancoragem
asa
lateral
Dentística
Módulo
05
Isolamento absoluto
hud
Odonto
Resumo
Tipos
Acessórios
São responsáveis por fixar o campo
de isolamento na boca do paciente,
garantindo a estabilidade do lençol
de borracha ao redor do dente em
tratamento.
São utilizados para auxiliar na
manutenção do campo operatório
isolado, afastando os tecidos moles
(lábios, bochechas e língua) e melho-
rando a visibilidade durante o proce-
dimento.
210 e 211
Dentes
anteriores
206 à 209
Pré-
molares
W8A
Molares com
pouca retenção
/parcialmente
erupcionados
14A
Molares
parcialmente
erupcionados
26
Molares
com pouca
retenção
200 à 205
Molares
212
Dentes com
retração
gengival
Fio dental
06
O fio dental com superfície encerada é útil,
por exemplo, para verificar os contatos pro-
ximais a fim de ajustá-los caso sejam muito
apertados → isso garante uma inserção suave do
dique de borracha. Além disso, o uso de fio dental
previamente auxilia na detecção de bordas cor-
tantes ou excessos de material restaurador, espe-
cialmente em restaurações deficientes ou lesões
de cárie. Não só isso, mas ele ainda auxilia na
passagem do lençol de borracha, na inserção em
espaços sulculares e na estabilização do isola-
mento por meio de amarrações.
Tesoura
07
A tesoura é indispensável na fase
de retirada do isolamento absoluto,
pois permite cortar o lençol de bor-
racha de maneira eficaz, simplifi-
cando sua remoção.
É aplicado na face interna do lençol para facilitar
a passagem do dique de borracha pelas perfura-
ções e pontos de contato interdentais. É ideal que
ele seja hidrossolúvel → isso permite sua completa
remoção completa antes da execução dos proce-
dimentos restauradores.
Lubrificante hidrossolúvel
08
Ancoragem
primária
Espátula de ponta romba
10
Normalmente, usa-se a espátula de inserção nº 1,
a qual desempenha um papel importante ao aju-
dar a introduzir o lençol de borracha nos espaços
sulculares e também ao realizar os amarrilhos.
Fita de teflon
09
A fita teflon ajuda a criar um espaço entre o dente
e o lençol de borracha. Ela é colocada entre o den-
te a ser isolado e o lençol de borracha, preenchen-
do a área ao redor do dente, permitindo que o iso-
lamento seja mais eficaz ao vedar o dente e evitar
a entrada de saliva e umidade durante os procedi-
mentos, resultando em um ambiente mais seco e
controlado.
Isso é particularmente útil em situações
em que o lençol de borracha pode não
se encaixar perfeitamente ao redor do
dente ou quando é necessário um iso-
lamento mais preciso para evitar
contaminação.
Veda-rosca Isotape
Dentística
Módulo
hud
Odonto
05
01
02
03 04
06
07
08
09
10
11
12
13
14
01
Lençol de
borracha
06 Tesoura
02 Arco de
young
03 Sugador
04 Lubrificante
05 Fio dental
07 Sonda
exploradora
08 Pinça clínica
09 Espelho bucal
10 Espátula de
inserção nº 1
11 Porta gram-
po palmer
12 Perfurador
de Ainsworth
13 Grampos
14 Caneta
check-list
06
Isolamento absoluto
Passos
Dentes posteriores
Exemplo
Lesão de cárie oclusal no primeiro molar inferior
esquerdo.
Para simplificar a preparação e restauração, é
sugerido que o grampo não seja diretamente
adaptado ao dente a ser restaurado, optando-
se, nesse caso, pelo segundo molar inferior.
Inicia-se então com a adaptação do dique de
borracha ao arco de Young, prendendo-o às
garras existentes.
O conjunto arco/lençol é colocado na cavida-
de bucal e o dique é pressionado contra os
dentes a serem isolados, marcando cada um
deles com uma caneta úmida.
É indicado que a ordem de marcação seja do
último dente (nesse caso 2º molar inferior) em
direção à linha média, é destacada.
Estender o isolamento até o hemiarco oposto
também é recomendada para melhorar o
acesso e a visualização
01
02
03
04
05
02 03
04 05
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
07
Isolamento absoluto
hud
Odonto
06
Dentes
com
grampo
Incisivos
superiores
Incisivos
inferiores
Molares
Caninos
e Pré-
molares
06
Após marcar o dique de borracha conforme os
dentes a serem isolados, o próximo passo é
perfurar a borracha com um orifício para cada
dente.
Devido às variações anatômicas e dimensionais dos
dentes ao longo da arcada, o perfurador possui dife-
rentes diâmetros, específicos para cada grupo de
dentes.
Com o grampo já adaptado ao segundo molar,
é hora de posicionar o conjunto arco/lençol na
cavidade bucal.
Antes do passo anterior, é recomendado aplicar
uma leve lubrificação na superfície interna do
dique de borracha usando um agente hidrosso-
lúvel.
07
08
Coloca-se o conjunto arco/lençol no lugar, ten-
sionando suavemente a borracha para passar o
dique sobre o grampo → é importante executar
essa etapa com cuidado para evitar rompimen-
tos no lençol.
09
O próximo passo envolve a estabilização do
dente mais à frente do isolamento, que neste
caso é o canino direito → isso pode ser feito in-
serindo uma pequena seção de borracha, re-
cortada do próprio dique, entre o canino e o
lençol. Alternativamente, é possível usar um
fio dental para amarrar essa região.
10
07 08
09 10
Com ambos os extremos do dique estabilizados,
os orifícios perfurados alinham-se automatica-
mente com cada um dos dentes, desde que as
marcações tenham sido feitas com cuidado →
nesse ponto, tensiona-se levemente a borracha
do lençol para permitir que ela passe pelos pon-
tos de contato interproximais.
11
Ao passar o fio dental, ele precisa precisa deslizar
da parte superior do dente (oclusal) para a área
entre os dentes (interproximal), trazendo consigo
um lado do lençol de borracha de cada vez → isso
porque quando o fio dental está no meio do lençol
de borracha, torna-se mais difícil passar e existe
um maior risco de rasgar o material.
12
11 11
12
13 14
Após o lençol de borracha passar pelos pontos
de contato, é necessário invaginá-lo devidamen-
te na região do sulco gengival para melhorar o
selamento → isso pode ser feito usando o fio
dental em conjunto com uma espátula de ponta
arredondada, como mostrado nas fotos.
13
Enquanto o fio é apertado ao redor do dente e
puxado em direção à base, a espátula é usada
na face oposta. Repetindo esse processo em
todos os dentes, o isolamento absoluto é
concluído.
14
08
Isolamento absoluto
hud
Odonto
A
Remoção
A. O processo de remover o isolamento absoluto
começa com a retirada do grampo, seguida pelo
corte do lençol de borracha usando uma tesoura.
B. Após retirar o dique, é importante verificar se
ele não está rasgado em nenhum ponto, pois isso
poderia indicar que algum pedaço de borracha
está preso entre os dentes e precisa ser removido.
A
Outras técnicas
Uma abordagem alternativa para o isolamento
absoluto envolve inserir simultaneamente o gram-
po e o lençol de borracha.
a. Nesse caso, é necessário usar um grampo com
asas laterais, como o grampo 200 → o grampo é
adaptado ao lençol de borracha pelas asas, que
ficam cobertas pela borracha → após essa etapa,
o dique, o arco e o grampo, com a ajuda de um
porta-grampo, são posicionados juntos sobre os
dentes que serão isolados.
b. Com o grampo posicionado, uma espátula de
ponta arredondada é colocada sob a parte do
lençol de borracha que ainda cobre as asas late-
rais do grampo, movendo o lençol para baixo das
asas.
c. Para garantir que o lençol de borracha esteja
bem adaptado à área cervical do dente, pode ser
necessário usar fio dental → a partir desse ponto,
os procedimentos de adaptação e invaginação do
lençol nos outros dentes seguem o protocolo já
explicado.
a b
a a
Dentes anteriores
• O isolamento absoluto na região anterior segue
os mesmos princípios demonstrados para os den-
tes posteriores. No entanto, devido à importância
estética dos dentes anteriores, pode ser preferível
usar isolamento relativo durante a preparação,
mudando para isolamento absoluto após a
conclusão.
Isso ajuda a minimizar a desidratação da estrutura
dental e possíveis alterações de cor.
• Outra diferença é que muitas vezes não é neces-
sário o uso de grampos para isolar os dentes an-
teriores, exceto quando é preciso retrair os tecidos
gengivais.
Exemplo
Isolamento anterior de canino a canino.
O processo começa avaliando os contatos e a
regularidade das superfícies proximais dos den-
tes → se houver contatos muito justos ou irregu-
laridades, ajustes podem ser feitos com tiras de
lixa interproximais.
01
02
Etapas
Em seguida, o lençol de borracha é adaptado ao
arco de Young, e as posições planejadas para os
orifícios são marcadas com uma caneta úmida →
o lençol é perfurado de acordo com a gradação
já mencionada anteriormente.
É importante lembrar que, sem o uso de grampos, os
orifícios nos extremos não devem ter o maior diâmetro.
Posiciona-se o conjunto arco/lençol sobre os
dentes e, usando um fio dental, os festões de
borracha entre os dentes são passados pelos
pontos de contato.
O dique é então adaptado na região cervical
para melhorar o selamento.
03
04
01 01
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
09
Isolamento absoluto
hud
Odonto
02 02
03 04
O isolamento absoluto é finalizado usando
amarrias em ambos os extremos → na imagem
que será apresentada, as amarrias feitas com
fio dental são uma forma prática de estabilizar o
lençol de borracha sem grampos.
As amarrias podem ser preparadas com nós extra-
oralmente para facilitar a adaptação ao dente.
05
Após a inserção, uma espátula de ponta romba
é usada na face oposta ao nó para pressionar o
fio dental para baixo, enquanto o nó é apertado
→ o fio pode ser cortado próximo ao nó para não
obstruir o campo operatório.
Outras opções para estabilizar o lençol incluem cunhas
de madeira ou fios de borracha especiais. No entanto,
é sugerido usar pequenas seções da própria borracha
do dique, recortadas de áreas que não afetem o
isolamento. Quando tensionadas, essas seções finas
podem ser facilmente inseridas.
06
Importante
A escolha entre essas alternativas depende da
preferência do profissional, mas é importante
lembrar que, em certas situações, o uso de
grampos pode ser necessário.
Casos individuais devem ser avaliados para
determinar a melhor abordagem → por exemplo,
em situações com diastemas entre os caninos e
pré-molares, nenhuma das opções apresentadas
seria suficiente para estabilizar o lençol de
borracha de forma adequada.
05
06
06
05 05
06
Técnicas
Técnica de Stibbs (grampos sem asa):
Nessa técnica, o grampo é fixado no dente primeiro,
depois a borracha é colocada no porta-dique, sen-
do mantida de forma frouxa. A utilização de gram-
pos sem asa é mencionada para essa abordagem.
Técnica de Ingrahan (técnica do capuz):
Nesse método, o grampo é preso ao lençol. A dique
é então solto do arco, e o grampo junto com o len-
çol de borracha é levado à boca. O lençol é passa-
do pelo arco do dente, formando um "capuz". Em
seguida, o porta-dique é colocado novamente.
A ênfase é na utilização de grampos sem asa.
Técnica de Ryan:
Aqui, o lençol e o arco são colocados antes do
grampo. Essa técnica é mais frequentemente usa-
da em procedimentos envolvendo dentes isolados.
Técnica de Parulla:
Nessa técnica, o conjunto grampo-arco-borracha
é colocado simultaneamente. Não são necessários
grampos especiais, mas pode haver alguma perda
de visibilidade.
hud
Odonto
Dentística
Módulo
ISOLAMENTO
ISOLAMENTOABSOLUTO
ABSOLUTO
1
1 2
2 3
3
4
4
10
Isolamento absoluto - Dentes anteriores
DENTES ANTERIORES
DENTES ANTERIORES
5
5 6
6
Baratieriet al. (2010)
hud
Odonto
Dentística
Módulo
ISOLAMENTO
ISOLAMENTOABSOLUTO
ABSOLUTO
1
1 2
2 3
3 4
4
5
5 6
6 7
7 8
8
9
9
12
12 13
13 14
14
Isolamento absoluto - Dentes posteriores
DENTES POSTERIORES
DENTES POSTERIORES
Dentes
com
grampo
Incisivos
superiores
Incisivos
inferiores
Molares
Caninos
e Pré-
molares
11
11
10
10
11
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
12
Restauração Classe I
hud
Odonto
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE I
CLASSE I
1
• Em algumas situações, a cavitação pode ser sutil, exigindo radiografias interproximais para
decidir se é necessário restaurar.
• As radiografias são úteis para determinar a profundidade da lesão.
Técnica da estratificação natural
Antes de iniciar os procedimentos operatórios, é importante registrar
e lembrar dos contatos oclusais para permitir o ajuste da restauração
posteriormente. É preferível que não haja contatos exatos na área da
restauração, pois isso pode afetar sua eficácia. Após avaliar a oclusão,
é feita uma profilaxia e selecionadas as cores das resinas compostas
a serem usadas na restauração. A cor pode ser avaliada usando escalas
de cor ou bolinhas de compósito polimerizadas junto ao dente. Embora
seja possível usar apenas uma resina composta para restaurar dentes
posteriores, na técnica de estratificação natural, optamos por usar
pelo menos duas resinas: uma com características semelhantes às da
dentina (mais saturada e menos translúcida) e outra com característi-
cas semelhantes às do esmalte (menos saturada e mais translúcida).
2 3
Antes de realizar o preparo cavitário, é importante considerar
como as lesões se desenvolvem na superfície oclusal. Devido à
forma como a dentina e a junção amelodentinária são estru-
turadas, as lesões geralmente se espalham lateralmente, dei-
xando áreas de esmalte sem suporte após o preparo.
No entanto, graças à adesão proporcionada pelos compósitos,
é possível preservar esse esmalte, reduzindo o tamanho da cavi-
dade. No caso em questão, onde há acesso direto ao tecido ca-
riado, o preparo foi realizado usando brocas esféricas lisas em
baixa rotação. Instrumentos manuais podem ser usados, espe-
cialmente em áreas mais profundas.
Após o preparo, são realiza-dos os procedimentos adesivos, começando com a aplicação de
ácido fosfórico seguido por camadas de adesivo. Os solventes são removidos e a película de
adesivo é uniformizada antes da fotoativação.
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
13
Restauração Classe I
hud
Odonto
04
5
A técnica de estratificação natural se baseia na sobreposição de compósitos com diferentes características ópticas para criar
restaurações policromáticas. Após modelar a dentina com um compósito menos translúcido e mais saturado, a camada de
esmalte é reproduzida com um compósito mais translúcido e menos saturado. A espessura da camada de esmalte artificial
deve ser ligeiramente menor que a do esmalte natural, para evitar que a restauração
Após aplicar o sistema adesivo, o compósito é aplicado em camadas pequenas para reproduzir a anatomia dental original.
1. Primeiro, a dentina é reconstruída com compósitos mais densos e menos transparentes, seguindo a técnica de conformação
sequencial das cúspides e cristas marginais. Esta abordagem oferece excelente controle sobre o fator C, pois cada camada é
aderida a uma área mínima sem contato entre elas, garantindo controle preciso sobre a anatomia final. Os incrementos de den-
tina, que são apenas um esboço da anatomia externa final, minimizam erros e permitem correções anatômicas ao adicionar as
resinas de esmalte. Portanto, não é necessário detalhar excessivamente a anatomia nesta etapa. Após a inserção de cada ca-
mada de dentina, é feita uma breve fotoativação para estabilizar a resina antes de adicionar a próxima camada.
2. Quando todas as camadas de dentina estão conformadas, é realizada uma fotoativação completa antes de começar a adi-
cionar os compósitos para esmalte. Esta técnica de polimerização ajuda a agilizar o processo de restauração e reduz as tensões
na interface adesiva, prolongando a fase pré-gel do compósito.
6
Na técnica de estratificação natural, diferentes compósitos são
sobrepostos para criar restaurações com variações de cor. Após
modelar a dentina com um compósito menos transparente e
mais saturado, o esmalte é moldado com um compósito mais
transparente e menos saturado. A camada de esmalte artificial
deve ser um pouco mais fina que a camada de esmalte natural
para evitar que a restauração fique excessivamente
transparente e acinzentada.
7
O compósito é inserido e mol-
dado com espátulas e pincéis
para definir a anatomia final.
Antes de fotoativar, é impor-
tante verificar a restauração
de vários ângulos para garan-
tir a escultura correta e evitar
excessos de compósito, que
exigiriam acabamento e po-
limento adicionais. Após essa
verificação, a fotoativação
final é realizada.
Dentística
Módulo
14
Restauração Classe I
hud
Odonto
8
9
Após esses procedimentos,
a restauração está completa,
com uma excelente correspon-
dência de cor e a anatomia
dental original corretamente
restabelecida.
Após a inserção e modelagem dos compósitos, o dique de borracha é removido e os contatos oclusais são verificados e compa-
rados mentalmente com aqueles registrados antes do procedimento restaurador. Se houver diferenças, pequenos ajustes são
feitos com pontas diamantadas de granulações fina e extrafina. No entanto, é importante distinguir entre fazer pequenos ajustes
e esculpir com pontas diamantadas. Nesta sequência, todos os esforços foram feitos para estabelecer a escultura final através da
conformação correta dos incrementos de compósito. Quando os procedimentos restauradores são realizados com cuidado, apenas
ajustes mínimos são necessários. Para o acabamento e polimento, foram utilizadas apenas borrachas sequenciais, em ordem de
abrasividade decrescente, pois não havia excessos evidentes.
hud
Odonto
Dentística
Módulo
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE I
CLASSE I
1
1 2
2 3
3 4
4
5
5 6
6 7
7 8
8
9
9 10
10 11
11 12
12
13
13 14
14
15
Restauração Classe I
Dentística
Módulo
16
Restauração Classe II
hud
Odonto
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE II
CLASSE II
1
3 4
2
• Quando apenas uma das faces proximais está envolvida, as matrizes metálicas parciais biconvexas são
as mais indicadas. Neste caso, a lesão compromete significativamente a superfície oclusal e fragiliza a
crista marginal devido à extensão proximal da cárie
Técnica da matriz metálica parcial biconvexa
O primeiro passo é demarcar
os contatos na superfície
oclusal.
Os procedimentos de preparo e restauração são realizados com
isolamento absoluto. Quando há acesso direto à lesão, o preparo
envolve a remoção do tecido cariado com brocas esféricas lisas
em baixa rotação.
Inicialmente, trabalha-se na região central da face oclusal, ex-
pandindo a cavidade gradualmente em direção à face proximal.
Durante a remoção do tecido cariado na parede mesial, uma
matriz metálica é usada para proteger o dente adjacente.
É crucial verificar a integridade da matriz frequentemente,
pois mesmo pequenos toques da broca podem perfurá-la,
especialmente em alta rotação.
Em seguida, a superfície do dente é limpa, e as cores são selecionadas aplicando e fotoativando
pequenos incrementos de resina composta na superfície dental.
5
Após a remoção do tecido ca-
riado, pode-se observar se uma
pequena parte da crista margi-
nal está preservada.
6
Dependendo da espessura, essa parte pode ser mantida com
um preparo tipo túnel. No entanto, neste caso, devido à fragi-
lidade da crista, decidiu-se removê-la. Para evitar danos ao
dente adjacente, esse procedimento é realizado com instru-
mentos manuais, como recortadores de margem ou curetas,
pressionados contra o esmalte proximal remanescente.
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
17
Restauração Classe II
hud
Odonto
07
8 9
Finalmente
, após inserir o con-
junto matriz/cunha/anel, é cru-
cial verificar a adaptação em
todas as margens para evitar
excessos marginais.
A face proximal dos dentes naturais tem convexidades tanto no sentido cérvico-oclusal quanto vestibulolingual/palatal. Reproduzir
essas formas com matrizes planas é muito difícil, especialmente com compósitos, que não são aplicados com pressão como o
amálgama. Uma boa solução é usar matrizes metálicas parciais biconvexas, que seguem os contornos anatômicos dos dentes.
Essas matrizes vêm em vários tamanhos para molares e pré-molares.
Após inserir a matriz, deve-se estabilizá-la e ajustá-la ao dente com uma cunha de madeira adequada. Cunhas muito pequenas
não pressionam a matriz contra o dente, permitindo vazamento de material além da margem gengival. Cunhas muito grandes
podem deformar a matriz, causando falhas na adaptação e contorno da restauração.
Depois de colocar a cunha, o anel metálico do sistema de matriz é posicionado com uma pinça porta-grampos, exercendo pressão
entre os dente. Isso melhora a adaptação da matriz à cavidade e ajuda a obter contatos proximais adequados. Também é útil usar
um instrumento de ponta romba para pressionar levemente a matriz contra o dente adjacente, garantindo bom contato e
minimizando restaurações com contornos inadequados. No entanto, deve-se evitar amassar a matriz.
Uso de gel de ácido fosfórico a 37% em toda a margem de es-
malte. Na face oclusal, o ácido deve se estender 1 a 2 mm além
da margem para um condicionamento adequado.
Lavar a cavidade com jatos de
água. Remover o excesso de
umidade da dentina com uma
bolinha de algodão. Secar o es-
malte com jatos de ar.
10
• Aplicar múltiplas camadas
de adesivo com um pincel
descartável.
• Remover excessos de a-
desivo, especialmente na
margem gengival.
• Realizar a fotoativação
do adesivo.
11
Início pela caixa proximal.
Dentística
Módulo
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Restauração Classe II
hud
Odonto
12
13
Objetivo: converter a cavidade composta (ocluso-mesial) em uma cavidade simples (oclusal), facilitando a restauração.
• Aplicar pequenos incrementos oblíquos de resina composta, fotoativados individualmente.
• Inserção incremental minimiza a área de adesão de cada incremento, controlando os efeitos da contração de polimerização.
• Usar espátulas, condensadores e pincéis para ajustes sutis no contorno do compósito.
• Verificar a altura da crista marginal do dente adjacente como referência para a reconstrução proximal.
• Após a última fotoativação da parede proximal, remover anel, matriz e cunha.
• Completar a restauração como se fosse exclusivamente oclusal.
• Para obter uma restauração dental esteticamente satisfatória, é crucial que os incrementos de dentina sejam posicionados e
conformados respeitando a anatomia básica do dente, delineando cúspides, cristas e sulcos.
• Deve-se garantir espaço suficiente para aplicar compósitos mais translúcidos e menos saturados, usados na reprodução do
esmalte, evitando que a restauração fique opaca e artificial.
• Após isso, os compósitos tipo "esmalte" são inseridos e conformados com espátulas e pincéis para definir com precisão as ca-
racterísticas anatômicas esboçadas com os compósitos tipo "dentina". Quanto mais cuidadosa for a escultura da resina com-
posta, mais fáceis serão os ajustes, acabamentos e polimentos, melhorando o desempenho da restauração.
• Por fim, a fotoativação é realizada somente após a conclusão e confirmação da escultura final.
14
• Após a inserção e escultura dos compósitos, o dique de borracha
é removido, e a restauração é avaliada e ajustada, se necessário.
• Geralmente, o acabamento e polimento das restaurações são
realizados em uma sessão subsequente para garantir melhor de-
sempenho do material. No entanto, se houver excessos que inter-
firam na função, os ajustes devem ser feitos na mesma sessão.
• Os contatos oclusais são verificados e comparados com os
registros anteriores ao preparo.
• Caso haja excessos, estes podem ser removidos com pontas
diamantadas de granulações fina e extrafina.
• Para o acabamento, discos abrasivos flexíveis são usados ini-
cialmente para melhorar o contorno proximal da restauração.
• Tiras de lixa também são úteis, mas devem ser usadas corre-
tamente para não remover o ponto de contato obtido.
Dentística
Módulo
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Restauração Classe II
hud
Odonto
15
Na face oclusal, um polimento excelente é alcançado utili-
zando borrachas abrasivas sequenciais, aplicadas em ordem
decrescente de abrasividade.
16 17
Outra opção é o uso de esco-
vas abrasivas especiais.
A restauração final deve apre-
sentar excelente integração
óptica e anatômica ao re-
manescente dental.
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Odonto
Dentística
Módulo
CLASSE II
CLASSE II
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO
1
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Restauração Classe II
Dentística
Módulo
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Restauração Classe III
hud
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RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE III
CLASSE III
PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos
Acesso estritamente proximal
Afastamento mediato: Considere o uso de
tiras ou anéis de borracha posicionados entre
os dentes afetados 24 a 48 horas antes da
sessão restauradora → durante esse período,
os dentes se afastarão gradualmente, criando
um espaço que facilitará a observação direta
da lesão e simplificará o preparo e a restauração.
01
Para manter o espaço criado entre os dentes,
após uma profilaxia com pasta profilática e
taça de borracha, é essencial estabilizá-lo
com uma cunha de madeira adequada em
tamanho.
02
Após estabilizar o espaço com a cunha de ma-
deira, a seleção de cores do compósito é realiza-
da, normalmente, usando uma única cor devido
ao tamanho pequeno e pouca visibilidade da
lesão.
Isso pode ser feito comparando o dente a ser res-
taurado com uma escala de cores ou aplicando
pequenas bolinhas de compósito em uma área
com coloração semelhante.
03
01 02
02 03
Em seguida, isola-se o campo operatório
e inicia-se o preparo cavitário.
04
Para proteger o dente adjacente, é acon-
selhável usar uma matriz metálica inserida
entre a superfície do dente e a cunha de
madeira.
05
A combinação de afastamento mediato, pro-
teção com matriz metálica e o uso de brocas
de pequeno calibre permite preparar cavidades
altamente conservadoras, mantendo pratica-
mente a mesma forma, tamanho e profundi-
dade da lesão cariosa.
06
Protege-se o dente vizinho com uma fita de
matriz de poliéster ou "veda-rosca" e logo em
seguida, aplica-se ácido fosfórico na cavidade e
suas margens, seguido por lavagem cuidadosa e
remoção da umidade.
Lembrando que para procedimentos adesivos, é
essencial iniciar com uma limpeza da cavidade
usando bicarbonato de sódio ou pasta profilática.
07
04 05
06 07
O sistema adesivo escolhido é aplicado, nor-
malmente requerendo aplicação e volatilização
de solventes antes da fotoativação.
08
A resina composta, previamente selecionada,
é então inserida na cavidade e moldada com
espátulas e pincéis auxiliares para obter o for-
mato desejado.
09
Por fim, realiza-se a fotoativação da
resina composta.
10
Após remoção da cunha, os procedimentos de
acabamento e polimento são realizados → discos
de lixa flexíveis são usados para regularizar a
superfície restaurada. Em seguida, discos de
feltro são aplicados para obter brilho e suavi-
dade final.
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Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
22
Restauração Classe III
hud
Odonto
08 09
10 11
Após a conclusão da restauração, a cunha é
removida, e o isolamento absoluto é retirado.
Os dentes voltam à posição original, restauran-
do os contatos proximais, a estética e a função.
12
12 12
PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos
Acesso palatal
O processo começa marcando os contatos
oclusais e fazendo uma profilaxia → verificar os
contatos oclusais é crucial para definir os limi-
tes da cavidade, e a presença deles na interface
não é recomendada, pois pode prejudicar a
durabilidade da restauração.
01
Mesmo que a lesão cariosa não afete direta-
mente a face vestibular, a seleção de cores deve
ser feita com cuidado → com pequenas aplica-
ções de compósito e fotoativação adequada.
A lesão é ligeiramente visível em vista lateral, e os
tecidos dentários são translúcidos, de modo que
os materiais restauradores na face palatal afetam
o aspecto visual da face vestibular.
02
O próximo passo é isolar eficazmente o campo
operatório, usando um lençol de borracha.
03
Paramelhor acesso à lesão, é feita uma leve se-
paração dental com uma cunha de madeira. Às
vezes, a altura da cunha pode dificultar a visuali-
zação e o acesso ao tecido cariado, sendo neces-
sário fazer pequenos desgastes para liberar o
acesso à cavidade.
04
01 02
03 04
A escolha de brocas com o tamanho adequado
é crucial para equilibrar efetividade e segurança
durante o preparo de cavidades → o ideal é que
o diâmetro da broca seja compatível com o
tamanho da lesão cariosa, sendo a maior
possível em relação ao tamanho da lesão.
06 07
Após a remoção do tecido cariado, a cavidade
é limpa, e os procedimentos adesivos são inici-
ados.
06
Uma tira de poliéster é inserida entre o dente
a ser restaurado e a cunha de madeira para
proteger o dente adjacente durante o condi-
cionamento ácido com gel de ácido fosfórico.
07
05 05
A cunha adaptada anteriormente prende
agora uma matriz metálica, protegendo o dente
adjacente durante a remoção do tecido cariado,
realizada com brocas esféricas lisas em baixa
rotação.
05
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
23
Restauração Classe III
hud
Odonto
Após a hibridização dos tecidos dentais, a inser-
ção dos compósitos é iniciada.
1. A primeira massa de resina composta aplicada é
referente ao esmalte proximal e é posicionada contra
a parede vestibular do preparo e a matriz de poliéster.
Em seguida, a matriz é tracionada em direção vesti-
bular para adaptar o compósito às margens do pre-
paro. Uma vez que o esmalte proximal está correta-
mente reproduzido e contornado, ele é fotoativado.
2. Um segundo incremento de resina composta, refe-
rente à dentina, é inserido, reproduzindo-a até as
proximidades do contorno final desejado para a
restauração na face palatal. É importante deixar um
espaço para uma última camada de compósito, com
características ópticas de esmalte. Após a inserção
dos compósitos de dentina, é realizada a fotoativação.
Após lavagem e remoção de excesso de umidade,
um sistema adesivo é aplicado → os solventes são
volatilizados com jatos de ar suaves, e a superfície
é fotoativada.
08
09
3. A última camada de compósito, correspondente
ao esmalte palatal, é inserida e moldada com espá-
tulas e, de preferência, pincéis, para obter superfíc-
ies lisas. Após a conformação adequada do "esmalte
artificial" palatal, a fotoativação é realizada.
08 09
09 09
09 09
A fase de acabamento começa com a separação
da restauração do dente adjacente, feita inserin-
do uma espátula na ameia incisal e aplicando
uma leve torção.
10
Em seguida, os excessos proximais são removidos
com uma lâmina de bisturi número 12, trabalhando
da estrutura dental em direção à restauração para
evitar a remoção acidental de compósito nas
margens.
11
O isolamento absoluto é removido para concluir
os procedimentos de acabamento e polimento,
os quais são realizados com lixas abrasivas de
granulação decrescente.
12
Em seguida, os contatos são verificados e ajus-
tados com pontas diamantadas extrafinas ou
brocas multilaminadas, para que fiquem se-
melhantes aos contatos originais.
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12 13
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PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos
Acesso vestibular
01
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04
A face palatal é acabada com borrachas
abrasivas e polida com escovas Robinson e
pastas especiais.
14
14 14
Após a profilaxia, a seleção de cores é cuida-
dosamente feita, usando escalas e pequenos
incrementos de compósito.
O sucesso estético depende do equilíbrio entre massas
de resina composta para dentina (menos translúcidas)
e massas para esmalte (mais translúcidas), evitando o
uso excessivo de compósitos translúcidos ou de dentina
para alcançar uma restauração esteticamente agradável.
Para tornar o processo mais visível, acessível e
confortável para o paciente, o campo operatório
é isolado com um lençol de borracha.
O dente adjacente à área de trabalho é protegido
com uma cunha e uma matriz metálica.
As brocas esféricas lisas em b
aixa rotação
são usadas para áreas com tecido cariado
ou manchadas.
Dentística
Módulo
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Restauração Classe III
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Odonto
03 04
01 02
Depois disso, os procedimentos adesivos co-
meçam, com proteção dos dentes adjacentes
usando tiras de poliéster.
05
A superfície do dente é condicionada, o sistema
adesivo é aplicado e fotoativado após a remoção
do excesso de umidade.
06
A chave para obter bons resultados estéticos em
restaurações Classe III na face vestibular é replicar
a translucidez observada nos dentes naturais, além
das relações de espessura entre o esmalte e a
dentina.
Em casos em que a face palatal não está envolvida no
preparo, o primeiro incremento de compósito é usado
para reproduzir a relação de contato proximal entre a
restauração e o dente adjacente. Duas técnicas são
sugeridas para aplicar esse incremento: uma envolve
uma matriz de poliéster estabilizada por uma cunha
de madeira, e a outra envolve uma matriz de poliéster
tracionada para palatal antes da fotoativação.
07
Após restaurar a face proximal, o próximo passo é
reproduzir a porção de dentina perdida no prepa-
ro cavitário.
Isso é feito usando uma resina menos translúcida e mais
saturada, mantendo o equilíbrio entre translucidez e vo-
lume de dentina e esmalte para alcançar uma estética
adequada.
08
Após a inserção do compósito para dentina, ainda
deve haver um espaço a ser preenchido pelo com-
pósito para esmalte.
A última camada de compósito, responsável por replicar
as características ópticas do esmalte, é aplicada e con-
formada com espátulas e pincéis para minimizar os ex-
cessos.
09
A etapa de acabamento e polimento começa com
a remoção de excessos proximais usando um bisturi
com lâmina 12.
10
Os procedimentos de acabamento e polimento
devem ser realizados em uma sessão separada
para uma avaliação estética adequada e melho-
res propriedades dos materiais.
• Nesse exemplo, o acabamento começou na face pro-
ximal da restauração, usando tiras de lixa em ordem de
aspereza decrescente.
• Depois, discos abrasivos flexíveis foram usados para
fazer pequenos ajustes na forma e áreas reflexivas,
seguidos pela aplicação de pastas de polimento
usando discos de feltro.
11
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CLASSE III
CLASSE III
RESTAURAÇÃO
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Restauração Classe III
Dentística
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Restauração Classe IV
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RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE IV
CLASSE IV
• As lesões de Classe IV envolvem tanto a face proximal quanto o ângulo incisal dos dentes anteriores.
• São frequentemente causadas por cárie e traumas bucais, principalmente em pacientes jovens.
• A restauração é sempre um desafio devido à importância da cor e da forma dos dentes na aparência.
Técnica da guia de silicone
1 2 3
Em primeiro lugar, é impor-
tante avaliar e marcar
os contatos oclusais para
garantir que a restauração
não afete a função da
mordida.
É realizado, então, a profilaxia. Após a profilaxia, diferentes massas de resina composta são aplicadas e fotoativadas no
dente para escolher as que melhor reproduzem as caracteísticas ópticas do esmalte e
da dentina, incluindo matiz, croma, valor e trans- lucidez.
4 6
5
O ensaio restaurador deve ser realizado rapidamente, sem
isolamento prévio, para evitar a desidratação do dente e
alteração momentânea da cor.
- Após a avaliação do ensaio, se satisfatório, registrar
uma "receita" das cores e espessuras usadas.
- Caso contrário, repetir o ensaio até encontrar a com-
binação ideal. Antes dos procedimentos restauradores,
considerar transferir a forma do ensaio para a restaura-
ção definitiva, utilizando uma guia de silicone.
A remoção do ensaio, sem pro-
cedimentos adesivos prévios,
é simples, destacando-o com
cuidado para evitar resíduos
que comprometam a restaura-
ção final.
A confecção da guia de silicone começa com a moldagem da arcada dentária, seguida pela
criação de um modelo em gesso. Sobre esse modelo, é feito um enceramento reproduzindo a
forma desejada para a restauração. Um molde de silicone é então feito sobre o modelo
encerado, sendo cuidadosamente cortado para criar uma matriz.
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
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Restauração Classe IV
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A superfície preparada recebe
compósitos, inicialmente apli-
cados na matriz de silicone
para minimizar bolhas de ar.
Essa matriz facilita a transfe-
rência da forma do encera-
mento para o dente fraturado,
permitindo uma estratifica-
ção precisa dos incrementos
de dentina e esmalte.
Embora seja possível fazer a guia
diretamente na boca, confeccioná-la
sobre o enceramento oferece vantagens,
facilitando a definição da anatomia e
economizando tempo clínico.
Com a matriz e a receita cro-
mática do ensaio em mãos, a
restauração definitiva é inici-
ada.
Para garantir o sucesso estéti-
co de uma restauração ante-
rior, é crucial aplicar compósi-
tos para esmalte e dentina em
espessuras compatíveis com os
tecidos que serão substituídos.
Em casos em que as margens estão distantes dos tecidos gengi-
vais, o isolamento com dique de borracha pode ser dispensado.
Um fio retrator e fita vedarosca são utilizados para proteger os
dentes adjacentes durante a aplicação do ácido e do sistema
adesivo. Após condicionar o dente, o sistema adesivo é aplicado
e fotopolimerizado.
Com o compósito adaptado à matriz, esta é firmemente posicio-
nada e pressionada digitalmente para assegurar o contato total
entre o remanescente dental e a resina composta. Após a fotoa-
tivação do compósito pelo tempo recomendado, a matriz é remo-
vida, revelando a reprodução dos contornos dentais.
14 15
A face palatal e os contornos dentais já estão reproduzidos.
A translucidez e a pequena espessura do compósito são notáveis,
permitindo espaço para os incrementos de resina que reprodu-
zem a dentina.
16
Após a reconstrução do esmal-
te palatal, inicia-se a reprodu-
ção da dentina, destacando a
importância não apenas da
escolha de compósitos ade-
quados em cor e translucidez,
mas também da reprodução
anatômica do contorno
dentinário.
Dentística
Módulo
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Restauração Classe IV
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20 21 22
Após reconstruir os mamelões
dentinários, o próximo passo
na restauração é reproduzir o
halo incisal opaco, um efeito
óptico observado na borda
incisal dos dentes naturais.
Durante o mapa cromático e a seleção de cores, observe nos
dentes adjacentes o desenho e a espessura correta desse incre-
mento, variando de caso para caso. O halo incisal opaco, um
belo efeito óptico sutilmente branco-opaco ou alaranjado, é
reproduzido com sutileza nas restaurações.
Aplica-se um filete de compósito de translucidez baixa à região da
borda incisal, geralmente o mesmo usado para a dentina, esse
incremento é fino e segue o contorno estabelecido pela guia de silicone.
17 18 19
1º incremento
O primeiro incremento, geral-
mente denominado “dentina”,
é inserido e conformado para
reproduzir as projeções digiti-
formes dos lóbulos de desen-
volvimento dentinário.
Verifique, em uma vista incisal,
que esse incremento não
invade o espaço referente
ao esmalte vestibular.
Este passo é crucial para
preservar o espaço necessário
ao mascaramento da interface
dente-restauração.
A fotopolimerização é realizada
após confirmar que o contorno
está correto, evidenciando a ca-
pacidade do compósito em limi-
tar a passagem de luz durante a
fotoativação.
23 24
Após a aplicação, realiza-se
a fotoativação.
2º incremento
Nesta etapa, um segundo
incremento de compósito tipo
dentina é inserido e conforma-
do para reproduzir corretamen-
te a forma final dos lóbulos de
desenvolvimento ou mamelões
dentinários.
25
Os lóbulos, geralmente em número de três, lembram os três de-
dos medianos de uma mão e são separados por vales, podendo
variar em pronúncia. É crucial observar que as pontas dos lóbu-
los frequentemente se posicionam em alturas ligeiramente
diferentes em relação à borda incisal.
Dentística
Módulo
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Restauração Classe IV
hud
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29
27 28
Avaliar possíveis exposições das pontas dos mamelões devido
ao desgaste ao longo dos anos é essencial antes da estratifi-
cação das restaurações. Realizar pequenos “recortes” nas
pontas dos mamelões contribui para um aspecto mais
natural das restaurações.
Depois de tudo isso, o conjunto
é fotoativado.
O uso de um compósito com alta opalescência é crucial para reproduzir dinamicamente os matizes azulados e alaranjados ca-
racterísticos da região incisal. A aparência azulada do halo incisal translúcido é obtida não por tintas azuladas, mas por compó-
sitos com alta opalescência, que emulam os mecanismos ópticos do dente natural. A seleção do grau de translucidez e opales-
cência deve ser feita caso a caso, considerando as características individuais dos dentes.
Após conformar adequadamente
os lóbulos dentinários com os in-
crementos anteriores, aplica-se
um compósito mais translúcido
na região incisal para preencher
os vales entre os mamelões e o
espaço da ponta destes ao halo
incisal opaco.
30 31
Fotopolimerização é realizada
após aplicar o compósito
opalescente na região incisal.
Último incremento
No último estágio da restaura-
ção, aplica-se o incremento
final de compósito para com-
pletar o volume da coroa, bus-
cando um equilíbrio entre o mí-
nimo de excesso e a presença
adequada do material restau-
rador.
32
Escolhe-se um compósito semelhante ao esmalte, com trans-
lucidez adequada para destacar as características incisais
desejadas. A qualidade do polimento é essencial, e resinas
nanoparticuladas ou microparticuladas são recomendadas
pela sua lisura superficial.
33
A escultura cuidadosa deste último incremento é crucial,
influenciando diretamente a facilidade e o tempo
necessários para o acabamento da restauração.
Dentística
Módulo
30
Restauração Classe IV
hud
Odonto
34 35
Com prática e experiência, é possível realizar restaurações
com mínima necessidade de procedimentos de acabamento
e polimento.
Iniciam-se os procedimentos de acabamento e polimento,
crucial no sucesso estético das restaurações.
A reprodução minuciosa da macro e micromorfologia da
superfície dental é essencial para o mascaramento da
interface e a integração estética da restauração.
01
Técnica de reconstrução à mão livre
O caso simulado envolve uma restauração insatisfatória no ângulo
mesioincisal do dente 11.Inicialmente, é realizada uma profilaxia
adequada da região, e as massas de resina composta são
selecionadas.
Assim como na sequência anterior, a avaliação cuidadosa das cores, graus de
translucidez, contorno dos lóbulos de desenvolvimento da dentina, halo incisal
opaco e expressão cromática da área opalescente incisal é crucial.
02 03
O isolamento do campo ope-
ratório é conduzido com o uso
de um lençol de borracha.
A etapa seguinte envolve a remoção da restauração
insatisfatória, utilizando pontas diamantadas e, para
preservar o esmalte sadio, uma tira de matriz metálica é
inserida junto à superfície do dente adjacente, estabilizada
por uma cunha de madeira. A restauração é removida
completamente, e uma lâmina de bisturi número 12 pode ser
usada para cortar e remover resíduos do compósito.
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
31
Restauração Classe IV
hud
Odonto
04 05
Nesta sequência, opta-se pela
execução de um bisel vestibular,
caracterizado por um desgaste
nas margens do preparo cavitá-
rio, com aproximadamente 2 mm
e extensão, podendo variar de
caso para caso.
Com a restauração antiga removida, utilizou-se uma ponta diamantada em forma de chama,
posicionada a 45° com a superfície dental, para criar um bisel de aproximadamente 2 mm.
06 07 08
Após a finalização do preparo
cavitário, a superfície é limpa e
os dentes adjacentes são pro-
tegidos do condicionamento
ácido e da aplicação do sis-
tema adesivo por uma matriz
de poliéster.
Procedimentos adesivos:
- Condicionamento ácido.
- Lavagem.
- Remoção dos excessos de
umidade.
- Aplicação do sistema
adesivo.
- Fotopolimerização.
Uma nova tira de poliéster é
adaptada e estabilizada com
uma cunha de madeira, servindo
como base para a delimitação
dos contornos da restauração e
para a conformação da face
palatal.
Observa-se a proteção do dente adjacente com uma tira de matriz metálica para minimizar o
risco de desgaste.
09 10
Uma resina composta micro-
híbrida ou nanoparticulada,
com boas propriedades mecâ-
nicas, é inserida para repro-
duzir o esmalte palatal.
Mantendo a pressão digital
sobre a matriz, realiza-se a
fotoativação do incremento.
11
Após a remoção da matriz, o compósito polimerizado reproduz
de forma próxima o contorno original do dente, destacando-se
o alto grau de translucidez compatível com o esmalte natural.
Dentística
Módulo
32
Restauração Classe IV
hud
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18
O espaço para os efeitos opa-
lescentes do terço incisal é
preservado.
Fotoativação.
Após preparar o anteparo palatal, a reconstrução da dentina
começa ao moldar os mamelões usando um compósito de
baixa translucidez .
Em seguida, o mesmo compósito, tipo dentina, é aplicado em
uma linha fina na borda incisal para replicar o efeito óptico do
halo incisal opaco.
Da mesma maneira que na sequência anterior, o espaço
entre os mamelões e o halo opaco é preenchido com um
compósito translúcido e opalescente.
Garante-se que o compósito não invada as áreas destinadas à
translucidez no terço incisal antes da fotoativação.
Após moldar os mamelões dentinários, um último incremento
de dentina é inserido e conformado para definir a forma final.
19
Após conformar esse incremento, confirma-se
o espaço para uma última massa de compósito,
seguido pela fotoativação.
A camada de resina composta que reproduz
o esmalte vestibular é especial- mente crítica,
pois define a macromorfologia da restauração
e é sujeita a procedimentos de texturização.
Dentística
Módulo
33
Restauração Classe IV
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Odonto
20
21
Na mesma sessão da realização da restauração, os procedimentos de acabamento inicial
são realizados. A atenção especial é dada ao ajuste oclusal, devido à possibilidade de con-
tatos prematuros em restaurações com conformação palatal feita à mão livre. Em uma
sessão clínica subsequente, concluem-se o acabamento e o polimento da restauração.
O compósito escolhido, com características ópticas de esmalte e excelente capacidade de polimento, é esculpido
meticulosamente com pincéis. Pequenos excessos de material restaurador são deixados intencionalmente, considerando
os desgastes que ocorrerão durante o acabamento.
22
Essas etapas visam conferir à restauração características
semelhantes ao remanescente dental e aos dentes adjacentes
(lisura, macro e micromorfologia), restaurando a harmonia
visual nos dentes anteriores. O resultado final é esteticamente
agradável, com uma integração notável de forma e cor entre
o material restaurador e a estrutura dental.
hud
Odonto
Dentística
Módulo
1
1 2
2 3
3 4
4
5
5 6
6 7
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8
9
9 10
10 11
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12
CLASSE IV
CLASSE IV
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO
34
Restauração Classe IV
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Dentística
Módulo
35
Restauração Classe V
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO CLASSE V
CLASSE V
Lesões não cariosas
1 2 3 4
• Lesões não cariosas Classe V são perdas de estrutura dental na região cervical dos dentes.
• O tratamento restaurador é necessário quando há comprometimento estético, biológico
ou funcional, ou em casos de hiper-sensibilidade que não responde a terapia não invasiva.
• Antes de restaurar, é importante diagnosticar e controlar os fatores causadores, como
corrosão, abrasão ou abfração.
Antes de fazer uma restau-
ração, é necessário realizar a
profilaxia, selecionar as cores,
registrar as informações cro-
máticas e, em seguida, isolar
a área.
Isola-se a área com grampos
retratores, expondo a margem
gengival da cavidade. O gram-
po 212 é estabilizado com godi-
va de baixa fusão, aplicada
através de cones plastificados
na lamparina, para evitar
deslocamentos.
O ácido é aplicado começando
no esmalte e estendendo-se
para a dentina, permanecendo
por 15 segundos, seguido de
uma lavagem igualmente longa.
Duas camadas do sistema
adesivo são aplicadas na den-
tina, intercaladas com jatos
de ar para evaporar solventes,
removendo os excessos de ade-
sivo nas margens e na garra
do grampo retrator.
O adesivo é fotoativado antes
de inserir os compósitos.
Inicia-se com a aplicação de
um incremento de compósito
levemente saturado contra a
margem cervical da cavidade,
utilizando espátulas e pincéis.
1º incremento
5 6
Verifica
-se o contorno da res-
tauração para eliminar exces-
sos e assegurar que o volume
preenchido seja apropriado.
Realiza-se a fotoativação
de acordo com a técnica
selecionada.
O 
segundo incremento preenche
o espaço entre a margem oclu-
sal e a resina composta já poli-
merizada, deixando espaço para
um último incremento.
Em seguida, é realizada a
fotoativação.
2º incremento
7 8
Baratieriet al. (2010)
hud
Odonto
Dentística
Módulo
36
Restauração Classe V
9 10 11 12
insere-se o incremento final
para restaurar o volume total
da restauração.
Pincéis são recomendados pa-
ra minimizar excessos e obter
uma superfície lisa e uniforme.
A fotopolimerização final é
realizada.
Para acabamento da restaura-
ção de compósito, utiliza-se a
lâmina de bisturi número 12.
Os discos 
abrasivos flexíveis
também podem ser utilizados
para remoção de quaisquer
excessos de adesivo e resina
nas margens da restauração.
3º incremento
Essa etapa geralmente é realizada
antes de remover o dique de borra-
cha e o grampo retrator, aprovei-
tando o afastamento dos tecidos
moles e o acesso à margem gengival.
13 14
O polimento final da restaura-
ção é feito com pastas de po-
limento usando uma escova
Robinson ou discos de feltro.
Lesões cariosas
1 2 3 4
Inicia-se com a profilaxia e
seleção da cor do compósito.
O isolamento do campo opera-
tório é importante, utilizando
um lençol de borracha e um
grampo retrator para facilitar
o preparo e a restauração.
É crucial evitar apoiar a garra do
grampo retrator em regiões de
esmalte sem suporte dentinário
para prevenir fraturas.
A remoção do tecido cariado é
realizada com brocas esféricas
lisas, de tamanho adequado à
cavidade e em baixa rotação.
Muitas vezes, o preparo é inici-
ado com uma broca maior.
Em regiões de acesso mais difí-
cil, uma broca com tamanho
reduzido é utilizada, visando
maior preservação de estru-
tura dental.
O preparo cavitário não altera o
desenho ou tamanho da cavidade,
mas remove a estrutura dental
comprometida pela lesão cariosa
Após o preparo da cavidade, o
ácido fosfórico é aplicado em
toda a cavidade e 2 mm além
dos limites externos.
Baratieriet al. (2010)
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Dentística
Módulo
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Restauração Classe V
5 6 7 8
9 10 11 12
Após15 segundos, o ácido é
lavado, a dentina é protegida
com algodão e o esmalte é se-
co com jatos de ar.
O sistema adesivo é aplicado
e fotoativado após a volatiza-
ção dos solventes. No primeiro incremento, resina
com características ópticas
similares à dentina é aplicada
nas paredes gengival e axial
da cavidade, evitando o espa-
ço do esmalte.
Certifique
-se de preencher
completamente a área de es-
malte sem apoio dentinário.
Feito isso, o primeiro incremen-
to é fotoativado por um curto
período para reduzir o estresse
de contração de polimerização.
1º incremento
O segundo incremento de
compósito, com característi-
cas ópticas semelhantes às
da dentina, é aplicado em
direção às paredes oclusal e
axial da cavidade, sem invadir
o espaço de esmalte.
Após a conformação do
segundo incremento, ele é foto-
ativado por cerca de 5 segundos.
O último incremento do mes-
mo compósito (dentina) é
aplicado no centro da cavida-
de para preencher o espaço
restante referente à dentina.
O uso de pincéis é recomenda-
do para suavizar as transições
entre os incrementos dentiná-
rios.
A fotopolimerização final dos
incrementos de dentina é rea-
lizada.
2º incremento 3º incremento
Após a reconstrução da dentina,
os compósitos com característi-
cas ópticas semelhantes ao es-
malte são inseridos.
Incremento de esmalte
13 14
A aplicação e a conformação dos compósitos são feitas com
espátulas e pincéis, visando obter uma superfície final mais lisa e
um contorno semelhante ao desejado para a restauração.
15 16
Após a fotoativação final do
compósito, o dique de borracha
e o grampo retrator são removi-
dos.
Discosabrasivos são usados
em uma sequência decrescente
de abrasividade.
Em seguida, uma pasta de polimento
é aplicada com um disco de feltro
para conferir alto brilho à superfície
da restauração. Após esses proce-
dimentos, a restauração apresenta
resultados funcional e esteticamente
satisfatórios.
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Módulo
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CLASSE V
CLASSE V
RESTAURAÇÃO
RESTAURAÇÃO
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Restauração Classe V
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Dentística
Módulo
39
Acabamento e Polimento - Dentes anteriores
POLIMENTO
POLIMENTO
ACABAMENTO
ACABAMENTOE
E
1 2 3 4
Por fim, também com os dis-
cos, a forma ideal das ameias
incisais é esculpida.
A fase de acabamento e polimento de uma restauração direta anterior pode ser dividida em três etapas:
acabamento inicial, acabamento intermediário e polimento final.
O primeiro passo é eliminar
quaisquer excessos de material
na região proximal, que pode-
riam potencialmente causar
lesões na gengiva. Isso é reali-
zado com lâminas de bisturi
número 12.
Também são utilizadas tiras de
lixa abrasivas, sendo importan-
te inserir as tiras de lixa de ma-
neira neutra, evitando a remo-
ção excessiva.
Em seguida, empregamos tiras
de lixa em forma de "S" e reali-
zamos movimentos de vaivém
para criar uma superfície pro-
ximal convexa que se ajuste
adequadamente à anatomia
natural dos dentes adjacentes.
A fase de acabamento inter-
mediário e polimento final ocor-
re após, no mínimo, 48 horas
da sessão restauradora.
Ainda com os discos, define-se

a localização dos contatos
proximais.
Ajusta-se, ainda, os planos de
inclinação vestibular.
Paraajustar a área plana, as
arestas proximais do dente ho-
mólogo são marcadas com gra-
fite e, em seguida, a distância
entre elas é transferida para o
dente restaurado usando um
compasso com ponta seca.
5 6 7 8
O 
acabamento intermediário
inicia-se com o uso de discos
flexíveis abrasivos. Primeiro,
refina-se a relação altura-
largura do dente restaurado.
9 10
Depois, uma nova área plana é
definida com a ajuda de discos
flexíveis abrasivos.
Para replicar a suaves depres-
sões longitudinais na superfície
vestibular, sulcos e lóbulos, uti-
liza-se uma ponta diamantada
troncocônica muito fina e com
uma extremidade arredondada.
11
Essaponta é posicionada lateralmente, de modo que apenas a
parte ativa entre em contato com a superfície do dente. Durante a
criação de cada sulco, a ponta diamantada é movida longitudinal-
mente, indo em direção à mesial e, em seguida, para a distal,
resultando em sulcos suavizados.
Baratieriet al. (2010)
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Odonto
Dentística
Módulo
40
Acabamento e Polimento - Dentes anteriores
12 13 14 15
16 17 18 19
Os sulcos horizontais são mais profundos e bem definidos, com
uma disposição semicircular que se origina de um ponto central
imaginário na borda incisal do dente.
As periquimácias são sulcos rasos, numerosos e sutis, formados
pelas estrias de Retzius durante a formação do esmalte. Elas são
simuladas criando várias linhas paralelas com pontas diaman-
tadas afiladas, idealmente sem se cruzarem. Isso ajuda a recriar
a textura da superfície.
Isso permite uma restauração
com a textura da superfície
vestibular semelhante à dos
dentes naturais. Eles são es-
senciais na etapa de texturi-
zação e polimento da restau-
ração.
Detalhes da morfologia incisal, como irregularidades e deltas
incisais, podem ser criados com pontas diamantadas de pe-
queno calibre. Essa etapa ajuda a aperfeiçoar a forma da
restauração.
Para reproduzir esses sulcos, são usadas pontas diamantadas de
granulação fina com pressão controlada para evitar que se tor-
nem muito profundos. Se ficarem muito evidentes, é possível
suavizá-los com pastas abrasivas ou borrachas de polimento.
Para suavizar a textura, podem
ser utilizadas borrachas ou dis-
cos flexíveis com baixa abrasi-
vidade.
20 21
Em seguida, o polimento da restauração é realizado com escovas
Robinson ou discos de feltro, combinados com pastas de abrasi-
vidade decrescente. É fundamental utilizar escovas e discos lim-
pos para cada pasta, evitando a mistura delas.
22 23
O polimento é finalizado com
um disco de feltro associado a
uma pasta de granulação ex-
trafina para dar o brilho final à
restauração.
Aspecto final, tentativa de re-
produzir os dentes naturais
executada com sucesso.
Dentística
Módulo
RESTAURAÇÕES INDIRETAS ESTÉTICAS
RESTAURAÇÕES INDIRETAS ESTÉTICAS
hud
Odonto
- Vantagens:
• Excelente alternativa para
restaurar dentes posteriores.
• Aparência estética agradável.
• Longevidade clínica previsível.
- Limitações:
• Indicadas preferencialmente para
cavidades pequenas ou médias.
• Menos eficazes em cavidades que
envolvem cúspides devido a limitações
das propriedades e dificuldade técnica.
• Alternativas: confeccionadas
com cerâmica ou sistema indi-
reto de resina composta.
• Melhor reprodução do contorno
e contatos interproximais.
• Minimização da contração de
polimerização.
• Melhores propriedades em
comparação com resinas
compostas diretas.
• Pacientes buscam cada vez mais restaurações estéticas
em dentes posteriores → introdução contínua no mercado
para atender essa demanda.
Introdução
maisinformações
informações
41
Restaurações estéticas indiretas
RESTAURAÇÕES
ESTÉTICAS INDIRETAS
RESTAURAÇÕES DIRETAS
COM RESINA COMPOSTA
Uso da cerâmica
• Material friável isoladamente, mas resistente com materiais e técnicas
adesivas.
• Condicionamento com ácido fluorídrico, uso de silano, sistemas adesivos
e cimentos resinosos.
• Resultados estéticos e funcionais excelentes.
• Técnica de confecção complicada e custo elevado.
• Alternativa: sistemas indiretos de resina composta.
Uso da cerâmica
• Melhorias significativas nas propriedades dos materiais
e ampliação das indicações clínicas.
• Polímeros de vidro e cerômeros: alegam combinar
vantagens das porcelanas e compósitos
sem suas limitações.
• Composição: matriz orgânica e partículas inorgânicas
(maior quantidade).
• Inclusão de monômeros multifuncionais para aumento
das ligações cruzadas.
• Polimerização complementar por calor, pressão,
luz ou atmosfera de nitrogênio.
1. Quanto à área do dente a ser restaurada:
Classificação
INLAY
INLAY
ONLAY
ONLAY
OVERLAY
OVERLAY
Restauração unicamente intracoronária,
sem envolvimento de cúspides.
Restauração extracoronária com
envolvimento de cúspides.
Restauração com envolvimento e
recobrimento de todas as cúspides.
Dentística
Módulo
hud
Odonto
maisinformações
informações
42
2. Quanto ao tipo de material restaurador empregado:
• Restauração Metálica: confeccionadas com ligas metálicas,
especialmente as nobres.
• Restauração Mista: restaurações metalo-cerâmicas.
• Restauração Cerâmica: confeccionadas somente com cerâmica.
• Restauração de Resina Composta: confeccionadas com sistemas
indiretos de resina composta.
As restaurações tipo inlay, onlay ou overlay, tanto aquelas
confeccionadas com cerâmica quanto as construídas com
resina composta, apresentam indicações clínicas semelhantes.
Indicações
a. Dentes posteriores com lesões de cárie envolvendo duas
ou mais superfícies:
• Preferência: restaurações indiretas indicadas para cavidades
médias ou amplas.
• Conservação: apesar de conservadoras, exigem preparo ex-
pulsivo e espaço suficiente para o material restaurador.
• Cavidades pequenas: Preferível usar resina composta direta
para preservar tecido dental hígido.
b. Substituição de restaurações amplas deficientes.
c. Dentes tratados endodonticamente com extensa
destruição coronária: onlays ou overlays são preferidos
por restaurar os dentes mais rapidamente, sem neces-
sidade de etapas adicionais para restaurações pro-
téticas convencionais.
d. Substituição de restaurações metálicas por
razões estéticas.
e. Dentes com fratura de cúspides.
f. Dentes extrudidos ou em suboclusão.
g. Dentes com defeitos estruturais ou de formação:
dentes com amelogênese imperfeita ou hipoplasia po-
dem ser restaurados com resina composta ou cerâmica,
obtendo um bom resultado funcional e estético com
mínimo desgaste.
h. Fechamento de pequenos diastemas em dentes
posteriores: indicado para fechamento de pequenos
diastemas em casos onde não há espaço adequado
para implante ou prótese fixa, ou solução ortodôntica
não é viável.
i. Dentes vitais com extensa destruição coronária:
onlays ou overlays podem ser usados sem necessidade
de tratamento endodôntico, pino intra-radicular, ou
desgaste adicional da estrutura dental.
j. Dentes posteriores com coroa clínica curta: indicado
quando a dimensão gengivo-oclusal é reduzida, difi-
cultando restaurações convencionais que dependem
de retenção mecânica.
k. Dentes tratados endodonticamente com extensa
destruição coronária e dilaceração radicular.
Restaurações estéticas indiretas
Inlay Onlay Overlay
Dentística
Módulo
hud
Odonto
maisinformações
informações
43
• Estética excelente;
• Reforço estrutural: reforço da estrutura dental remanescente.
• Resistência: maior resistência ao desgaste e melhores proprie-
dades comparadas às restaurações de resina composta direta.
• Contorno e adaptação: melhor restabelecimento do contorno
da restauração e adaptação marginal.
• Contração de polimerização: redução da contração limitada
ao cimento resinoso.
• Facilidade de contatos interproximais: maior facilidade
no restabelecimento dos contatos interproximais.
Vantagens
a. Cavidades pequenas: preferível usar restauração direta
para preservar tecido hígido.
b. Cavidades subgengivais: maior dificuldade no acabamento,
moldagem e cimentação quando margens são subgengivais.
c. Etapa laboratorial: restaurações cerâmicas exigem técnicas
laboratoriais complexas e experientes ceramistas.
d. Parafunção oclusal: não indicadas isoladamente em
pacientes com bruxismo.
e. Custo: maior custo devido à fase laboratorial e múltiplas
sessões clínicas.
Limitações
• Técnica mais sensível: procedimento requer maior
precisão e habilidade técnica.
• Maior desgaste dental: necessário maior desgaste do
tecido dental saudável para acomodar a restauração.
• Reparo mais difícil.
• Custo elevado: maior custo devido à necessidade de
uma fase laboratorial e múltiplas sessões clínicas.
• Fratura da peça: possibilidade de fratura da restau-
ração, especialmente em casos de bruxismo ou
oclusão inadequada.
• Tempo clínico adicional.
Desvantagens
Considerações
ADICIONAIS
• Condição do tecido dental remanescente: avaliar
quantidade e condição do tecido remanescente após
remoção de cárie ou restauração antiga para decidir
o tipo de restauração (inlay ou onlay).
• Presença de restaurações na arcada antagonista:
considerar o tipo de material restaurador presente nos
dentes antagonistas.
• Oclusão: avaliar intercuspidação e presença de
bruxismo para ajustar plano de tratamento.
• Localização das margens da cavidade: preferência
por margens supragengivais; subgengivais podem
requerer procedimentos adicionais para moldagem
e cimentação adequadas.
Restaurações estéticas indiretas
Dentística
Módulo
hud
Odonto
Características gerais do preparo
Expulsividade: o preparo deve
ser realizado de forma que permita
a remoção e inserção da restaura-
ção com facilidade.
Ângulos Internos arredondados:
ângulos internos devem ser arredon-
dados para evitar concentrações de
estresse e garantir melhor adapta-
ção da restauração.
Margens bem delimitadas:
as margens do preparo devem ser claramente definidas para garantir
uma adaptação precisa da restauração.
Espessura para cerâmica: deve-se garantir uma espessura mínima
de 1,5 mm para a cerâmica, proporcionando resistência suficiente à
restauração.
Ausência de áreas frágeis: o preparo deve evitar a criação de áreas
frágeis na estrutura dental remanescente para prevenir fraturas.
Essas características são essenciais para assegurar a durabilidade e
eficácia das restaurações tipo inlay, além de proporcionar um ajuste
adequado e uma longevidade clínica satisfatória.
- As pontas diamantadas possuem bordas arre-
dondadas para criar ângulos internos suaves no
preparo, prevenindo concentrações de estresse.
- Angulação de 12° (6° em cada lado): a angulação
é projetada para garantir expulsividade adequada,
facilitando a inserção e remoção da restauração.
- Disponíveis em diferentes níveis de abrasividade
para permitir um preparo eficiente e preciso do
dente.
maisinformações
informações
44
Restaurações estéticas indiretas
INLAY
INLAY
Pontas diamantadas
- Variam em diâmetro, forma e angulação conforme a necessidade
do preparo, permitindo adaptações específicas para diferentes tipos de
cavidades e restaurações.
Baratieriet al. (2010)
Baratieriet al. (2010)
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
hud
Odonto
Características finais da cavidade - Inlay
Paredes circundantes e proximais: divergentes para oclusal.
Paredes pulpar e gengival: paralelas entre si e perpendiculares
às paredes axiais.
Paredes axiais: divergentes no sentido oclusal.
Paredes proximais vestibular e lingual: divergentes para proximal.
Curva reversa de Hollenback: presente na parede vestibular → a
curva reversa de Hollenback é uma característica na parede vesti-
bular que ajuda a proporcionar uma melhor adaptação da restau-
ração ao dente, evitando possíveis pontos de infiltração e propor-
cionando uma melhor estética e função.
maisinformações
informações
45
Restaurações estéticas indiretas
Os preparos para onlay são indicados em casos de grandes
perdas da estrutura dental, onde restaurações diretas não
conseguem restituir de forma adequada as características
estéticas e funcionais do dente.
ONLAY
ONLAY
Características gerais do preparo
Recobrimento: o onlay cobre uma ou mais cúspides
do dente para restaurar a função e a estética, especial-
mente em casos de destruição extensa.
Expulsividade: as paredes da cavidade devem ter
uma leve expulsividade para facilitar a inserção da res-
tauração e garantir sua retenção. Geralmente, uma
expulsividade de aproximadamente 6° a 12° é reco-
mendada.
Ângulos Internos.
Margens: as margens da cavidade devem ser bem
delimitadas e visíveis para garantir uma adaptação
precisa da restauração. As margens cervicais devem
ser preparadas com um chanfro ou ombro para garan-
tir uma boa adaptação e selamento da restauração.
Espessura adequada: a espessura mínima da restau-
ração deve ser de aproximadamente 2 mm nas áreas
de recobrimento cúspide.
Ausência de ângulos vivos: todas as transições entre
paredes e pisos da cavidade devem ser arredondadas
para evitar a criação de pontos de tensão e para facili-
tar a adaptação da restauração.
Baratieriet al. (2010)
Baratieriet al. (2010)
Dentística
Módulo
hud
Odonto
maisinformações
informações
46
Restaurações estéticas indiretas
Características finais da cavidade - Onlay
Caixa oclusal com uma profundidade de aproximadamente
2,0 mm para permitir espaço suficiente para o material restau-
rador e garantir uma distribuição uniforme das forças oclusais.
Paredes pulpar e gengival paralelas entre si para facilitar a
inserção e adaptação da restauração.
Parede axial expulsiva para oclusal, ou seja, a parede axial
deve ser ligeiramente inclinada para fora em direção à oclusão
para facilitar a inserção da restauração e melhorar sua retenção.
Término em ombro ou em chanfrado nas margens cervicais
da cavidade para garantir uma adaptação precisa e um sela-
mento adequado da restauração, prevenindo vazamentos e
infiltrações ao redor da restauração.
hud
Odonto
Referências
Conceição, E. N. Dentística: saúde e estética. 3a Ed. São Paulo. Quintessence Ed., 2018.
47
Baratieri, L.N. et al. Odontologia Restauradora - Fundamentos e Técnicas. Sao Paulo: Livraria e Editora Santos, 2010. Vol. 1 e 2. 804p.

DENTÍSTICA.pdf...................................

  • 1.
  • 2.
    hud Odonto Sumário - Isolamento absoluto:Dentes anteriores e posteriores - Restauração Classe I com compósito - Restauração Classe II com compósito - Restauração Classe III com compósito - Restauração Classe IV com compósito - Restauração Classe V com compósito - Acabamento e Polimento de dentes anteriores - Restaurações estéticas indiretas: inlay e onlay - Referências pág. 03 12 16 21 26 35 39 41 47
  • 3.
    Dentística Módulo 03 Isolamento absoluto ISOLAMENTO ISOLAMENTO ABSOLUTO ABSOLUTO isolamento Tiposde • O isolamento do campo operatório é uma etapa imprescindível para garantir um ambiente limpo, seco e com acesso adequado durante procedi- mentos clínicos. • Pode ser realizado com ou sem o uso de um dique de borracha, chamado isolamento absoluto quan- do utilizado e isolamento relativo quando não. • A escolha vai depender do tipo de procedimento a ser realizado, contudo, o isolamento absoluto com dique de borracha oferece maior precisão e controle. Rolete de algodão Lençol de borracha Arco Fio dental absoluto isolamento absoluto do campo operatório No isolamento do tipo absoluto, como já menciona- do, tem-se a utilização de um dique de borracha, e esse item oferece diversos benefícios: relativo 1. Permite um controle eficaz da contaminação e umidade, essenciais para otimizar o desempenho dos materiais restauradores. 2. O dique proporciona melhor visibilidade e aces- so ao profissional, o que resulta em procedimentos mais precisos, especialmente durante o preparo de cavidades com instrumentos rotatórios (fundamen- tal para evitar a remoção excessiva de estrutura dental saudável. 3. Protege o paciente contra a deglutição acidental de objetos e resíduos, e evita lesões nos tecidos moles. 4. O dique aumenta a segurança do profissional, mi- nimizando o risco de infecções da cavidade bucal. 5. Economiza tempo clínico, já que o paciente não pode falar ou expectorar durante o procedimento. Recomendações a. Durante a remoção de tecido cariado em cavidades profundas; b. Ao retirar restaurações insatisfatórias; c. Em procedimentos com amálgama, afim de prevenir a aspiração e deglutição de mercúrio; d. Em processos adesivos, diretos ou indiretos, para garantir sucesso na adesão; e. Quando o afastamento gengival é necessário; f. Em pacientes com necessidades especiais. Contra-indicações a. Casos de asma ou dificuldades respiratórias; b. Dentes com erupção incompleta (fica difícil invaginar o dique de borracha); *Casos de alergia ao látex → mas nesse caso pode-se optar por diques de borracha livres de látex. Materiais Lençol de borracha 01 Características: - Impermeável e vem em várias espessuras, sendo que lençóis mais espessos são mais resistentes, melhoram o afastamento gengival e vedam de forma mais signi- ficativa a interface entre a borracha e o dente. - Os diques estão disponíveis em várias cores (azul, preto, roxo e etc), a fim de obter bom contraste com os dentes. - Existem, ainda, lençóis de borracha sem látex feitos de vinil, úteis para pacientes alérgicos. Também chamado de dique de borracha, é utili- zado para isolar o campo operatório da cavidade bucal. hud Odonto
  • 4.
    Dentística Módulo 04 Isolamento absoluto hud Odonto Características: - Possuigarras ao longo da haste que mantém o dique levemente preso, sob tensão. - O arco tem uma curvatura central indicando sua posição de uso, com a parte côncava voltada para o lençol de borracha. Tipos finos médios grossos Espessuras Cores Tamanhos Arco de young 02 O arco de Young, também chamado de arco por- ta-dique, é um dispositivo metálico em forma de U usado para esticar e fixar o lençol de borracha, além de servir para prender os amarrilhos. Arco de young Arco de ostby Arco de ostby dobrável Posição do arco Características: - As pontas ativas da pinça devem ter um formato apropriado → isso permite que elas prendam o grampo com firmeza e se soltem facilmente quando necessário. Perfurador de borracha 03 É um dispositivo usado para criar orifícios nos di- ques de borracha, de acordo com os dentes que serão isolados. O perfurador de Ainsworth é um modelo com uma parte giratória contendo cinco orifícios de diferentes diâmetros, cada um desti- nado a um grupo específico de dentes. Para marcação do lençol, pode ser utilizado uma caneta perma- nente ou uma régua de perfu- ração de dique de borracha. Pinça porta-grampo 04 A pinça porta-grampo apreende e abre o grampo para posicionamento no dente. Além disso, ao final do procedimento, é usada para remover o grampo. Palmer Brewer Ivory Grampos 05 Os grampos têm duas funções principais: manter o lençol de borracha estável e retrair tecidos gen- givais. Características: - Eles variam em modelos e tamanhos, sendo escolhidos com base no dente a ser isolado e na situação clínica; podem ser, inclusive, de metal ou de plástico. - Na Odontologia restauradora, os grampos mais co- muns são 200 à 205 para molares, 206 à 209 para pré- molares, e 210 e 211 para incisivos e caninos. - Ainda são utilizados os grampos w8a e 26 para isolar dentes posteriores com coroas curtas ou expulsivas → o grampo 26 é especialmente versátil e pode ser prefe- rido para isolar molares, colocando-o antes do dique de borracha. - Não para por aí, também é indicado o grampo 212 e suas variações 212l e 212R em casos que há necessi- dade de retrair os tecidos gengivais, especialmente quando se precisa retrair simultaneamente em dois dentes adjacentes → por exemplo, caso se deseje maior retração na face vestibular, a garra vestibular deve ser curvada para apical e a garra lingual/palatal, para incisal. - A configuração dos grampos varia, podendo ser dividida em dois grupos: com e sem asas laterais. Configuração arco asa medial orifício lâmina de ancoragem asa lateral
  • 5.
    Dentística Módulo 05 Isolamento absoluto hud Odonto Resumo Tipos Acessórios São responsáveispor fixar o campo de isolamento na boca do paciente, garantindo a estabilidade do lençol de borracha ao redor do dente em tratamento. São utilizados para auxiliar na manutenção do campo operatório isolado, afastando os tecidos moles (lábios, bochechas e língua) e melho- rando a visibilidade durante o proce- dimento. 210 e 211 Dentes anteriores 206 à 209 Pré- molares W8A Molares com pouca retenção /parcialmente erupcionados 14A Molares parcialmente erupcionados 26 Molares com pouca retenção 200 à 205 Molares 212 Dentes com retração gengival Fio dental 06 O fio dental com superfície encerada é útil, por exemplo, para verificar os contatos pro- ximais a fim de ajustá-los caso sejam muito apertados → isso garante uma inserção suave do dique de borracha. Além disso, o uso de fio dental previamente auxilia na detecção de bordas cor- tantes ou excessos de material restaurador, espe- cialmente em restaurações deficientes ou lesões de cárie. Não só isso, mas ele ainda auxilia na passagem do lençol de borracha, na inserção em espaços sulculares e na estabilização do isola- mento por meio de amarrações. Tesoura 07 A tesoura é indispensável na fase de retirada do isolamento absoluto, pois permite cortar o lençol de bor- racha de maneira eficaz, simplifi- cando sua remoção. É aplicado na face interna do lençol para facilitar a passagem do dique de borracha pelas perfura- ções e pontos de contato interdentais. É ideal que ele seja hidrossolúvel → isso permite sua completa remoção completa antes da execução dos proce- dimentos restauradores. Lubrificante hidrossolúvel 08 Ancoragem primária Espátula de ponta romba 10 Normalmente, usa-se a espátula de inserção nº 1, a qual desempenha um papel importante ao aju- dar a introduzir o lençol de borracha nos espaços sulculares e também ao realizar os amarrilhos. Fita de teflon 09 A fita teflon ajuda a criar um espaço entre o dente e o lençol de borracha. Ela é colocada entre o den- te a ser isolado e o lençol de borracha, preenchen- do a área ao redor do dente, permitindo que o iso- lamento seja mais eficaz ao vedar o dente e evitar a entrada de saliva e umidade durante os procedi- mentos, resultando em um ambiente mais seco e controlado. Isso é particularmente útil em situações em que o lençol de borracha pode não se encaixar perfeitamente ao redor do dente ou quando é necessário um iso- lamento mais preciso para evitar contaminação. Veda-rosca Isotape
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    Dentística Módulo hud Odonto 05 01 02 03 04 06 07 08 09 10 11 12 13 14 01 Lençol de borracha 06Tesoura 02 Arco de young 03 Sugador 04 Lubrificante 05 Fio dental 07 Sonda exploradora 08 Pinça clínica 09 Espelho bucal 10 Espátula de inserção nº 1 11 Porta gram- po palmer 12 Perfurador de Ainsworth 13 Grampos 14 Caneta check-list 06 Isolamento absoluto Passos Dentes posteriores Exemplo Lesão de cárie oclusal no primeiro molar inferior esquerdo. Para simplificar a preparação e restauração, é sugerido que o grampo não seja diretamente adaptado ao dente a ser restaurado, optando- se, nesse caso, pelo segundo molar inferior. Inicia-se então com a adaptação do dique de borracha ao arco de Young, prendendo-o às garras existentes. O conjunto arco/lençol é colocado na cavida- de bucal e o dique é pressionado contra os dentes a serem isolados, marcando cada um deles com uma caneta úmida. É indicado que a ordem de marcação seja do último dente (nesse caso 2º molar inferior) em direção à linha média, é destacada. Estender o isolamento até o hemiarco oposto também é recomendada para melhorar o acesso e a visualização 01 02 03 04 05 02 03 04 05 Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 07 Isolamento absoluto hud Odonto 06 Dentes com grampo Incisivos superiores Incisivos inferiores Molares Caninos e Pré- molares 06 Apósmarcar o dique de borracha conforme os dentes a serem isolados, o próximo passo é perfurar a borracha com um orifício para cada dente. Devido às variações anatômicas e dimensionais dos dentes ao longo da arcada, o perfurador possui dife- rentes diâmetros, específicos para cada grupo de dentes. Com o grampo já adaptado ao segundo molar, é hora de posicionar o conjunto arco/lençol na cavidade bucal. Antes do passo anterior, é recomendado aplicar uma leve lubrificação na superfície interna do dique de borracha usando um agente hidrosso- lúvel. 07 08 Coloca-se o conjunto arco/lençol no lugar, ten- sionando suavemente a borracha para passar o dique sobre o grampo → é importante executar essa etapa com cuidado para evitar rompimen- tos no lençol. 09 O próximo passo envolve a estabilização do dente mais à frente do isolamento, que neste caso é o canino direito → isso pode ser feito in- serindo uma pequena seção de borracha, re- cortada do próprio dique, entre o canino e o lençol. Alternativamente, é possível usar um fio dental para amarrar essa região. 10 07 08 09 10 Com ambos os extremos do dique estabilizados, os orifícios perfurados alinham-se automatica- mente com cada um dos dentes, desde que as marcações tenham sido feitas com cuidado → nesse ponto, tensiona-se levemente a borracha do lençol para permitir que ela passe pelos pon- tos de contato interproximais. 11 Ao passar o fio dental, ele precisa precisa deslizar da parte superior do dente (oclusal) para a área entre os dentes (interproximal), trazendo consigo um lado do lençol de borracha de cada vez → isso porque quando o fio dental está no meio do lençol de borracha, torna-se mais difícil passar e existe um maior risco de rasgar o material. 12 11 11 12 13 14 Após o lençol de borracha passar pelos pontos de contato, é necessário invaginá-lo devidamen- te na região do sulco gengival para melhorar o selamento → isso pode ser feito usando o fio dental em conjunto com uma espátula de ponta arredondada, como mostrado nas fotos. 13 Enquanto o fio é apertado ao redor do dente e puxado em direção à base, a espátula é usada na face oposta. Repetindo esse processo em todos os dentes, o isolamento absoluto é concluído. 14
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    08 Isolamento absoluto hud Odonto A Remoção A. Oprocesso de remover o isolamento absoluto começa com a retirada do grampo, seguida pelo corte do lençol de borracha usando uma tesoura. B. Após retirar o dique, é importante verificar se ele não está rasgado em nenhum ponto, pois isso poderia indicar que algum pedaço de borracha está preso entre os dentes e precisa ser removido. A Outras técnicas Uma abordagem alternativa para o isolamento absoluto envolve inserir simultaneamente o gram- po e o lençol de borracha. a. Nesse caso, é necessário usar um grampo com asas laterais, como o grampo 200 → o grampo é adaptado ao lençol de borracha pelas asas, que ficam cobertas pela borracha → após essa etapa, o dique, o arco e o grampo, com a ajuda de um porta-grampo, são posicionados juntos sobre os dentes que serão isolados. b. Com o grampo posicionado, uma espátula de ponta arredondada é colocada sob a parte do lençol de borracha que ainda cobre as asas late- rais do grampo, movendo o lençol para baixo das asas. c. Para garantir que o lençol de borracha esteja bem adaptado à área cervical do dente, pode ser necessário usar fio dental → a partir desse ponto, os procedimentos de adaptação e invaginação do lençol nos outros dentes seguem o protocolo já explicado. a b a a Dentes anteriores • O isolamento absoluto na região anterior segue os mesmos princípios demonstrados para os den- tes posteriores. No entanto, devido à importância estética dos dentes anteriores, pode ser preferível usar isolamento relativo durante a preparação, mudando para isolamento absoluto após a conclusão. Isso ajuda a minimizar a desidratação da estrutura dental e possíveis alterações de cor. • Outra diferença é que muitas vezes não é neces- sário o uso de grampos para isolar os dentes an- teriores, exceto quando é preciso retrair os tecidos gengivais. Exemplo Isolamento anterior de canino a canino. O processo começa avaliando os contatos e a regularidade das superfícies proximais dos den- tes → se houver contatos muito justos ou irregu- laridades, ajustes podem ser feitos com tiras de lixa interproximais. 01 02 Etapas Em seguida, o lençol de borracha é adaptado ao arco de Young, e as posições planejadas para os orifícios são marcadas com uma caneta úmida → o lençol é perfurado de acordo com a gradação já mencionada anteriormente. É importante lembrar que, sem o uso de grampos, os orifícios nos extremos não devem ter o maior diâmetro. Posiciona-se o conjunto arco/lençol sobre os dentes e, usando um fio dental, os festões de borracha entre os dentes são passados pelos pontos de contato. O dique é então adaptado na região cervical para melhorar o selamento. 03 04 01 01 Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 09 Isolamento absoluto hud Odonto 02 02 0304 O isolamento absoluto é finalizado usando amarrias em ambos os extremos → na imagem que será apresentada, as amarrias feitas com fio dental são uma forma prática de estabilizar o lençol de borracha sem grampos. As amarrias podem ser preparadas com nós extra- oralmente para facilitar a adaptação ao dente. 05 Após a inserção, uma espátula de ponta romba é usada na face oposta ao nó para pressionar o fio dental para baixo, enquanto o nó é apertado → o fio pode ser cortado próximo ao nó para não obstruir o campo operatório. Outras opções para estabilizar o lençol incluem cunhas de madeira ou fios de borracha especiais. No entanto, é sugerido usar pequenas seções da própria borracha do dique, recortadas de áreas que não afetem o isolamento. Quando tensionadas, essas seções finas podem ser facilmente inseridas. 06 Importante A escolha entre essas alternativas depende da preferência do profissional, mas é importante lembrar que, em certas situações, o uso de grampos pode ser necessário. Casos individuais devem ser avaliados para determinar a melhor abordagem → por exemplo, em situações com diastemas entre os caninos e pré-molares, nenhuma das opções apresentadas seria suficiente para estabilizar o lençol de borracha de forma adequada. 05 06 06 05 05 06 Técnicas Técnica de Stibbs (grampos sem asa): Nessa técnica, o grampo é fixado no dente primeiro, depois a borracha é colocada no porta-dique, sen- do mantida de forma frouxa. A utilização de gram- pos sem asa é mencionada para essa abordagem. Técnica de Ingrahan (técnica do capuz): Nesse método, o grampo é preso ao lençol. A dique é então solto do arco, e o grampo junto com o len- çol de borracha é levado à boca. O lençol é passa- do pelo arco do dente, formando um "capuz". Em seguida, o porta-dique é colocado novamente. A ênfase é na utilização de grampos sem asa. Técnica de Ryan: Aqui, o lençol e o arco são colocados antes do grampo. Essa técnica é mais frequentemente usa- da em procedimentos envolvendo dentes isolados. Técnica de Parulla: Nessa técnica, o conjunto grampo-arco-borracha é colocado simultaneamente. Não são necessários grampos especiais, mas pode haver alguma perda de visibilidade.
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    hud Odonto Dentística Módulo ISOLAMENTO ISOLAMENTOABSOLUTO ABSOLUTO 1 1 2 2 3 3 4 4 10 Isolamentoabsoluto - Dentes anteriores DENTES ANTERIORES DENTES ANTERIORES 5 5 6 6 Baratieriet al. (2010)
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    hud Odonto Dentística Módulo ISOLAMENTO ISOLAMENTOABSOLUTO ABSOLUTO 1 1 2 2 3 34 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 12 12 13 13 14 14 Isolamento absoluto - Dentes posteriores DENTES POSTERIORES DENTES POSTERIORES Dentes com grampo Incisivos superiores Incisivos inferiores Molares Caninos e Pré- molares 11 11 10 10 11 Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 12 Restauração Classe I hud Odonto RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃOCLASSE I CLASSE I 1 • Em algumas situações, a cavitação pode ser sutil, exigindo radiografias interproximais para decidir se é necessário restaurar. • As radiografias são úteis para determinar a profundidade da lesão. Técnica da estratificação natural Antes de iniciar os procedimentos operatórios, é importante registrar e lembrar dos contatos oclusais para permitir o ajuste da restauração posteriormente. É preferível que não haja contatos exatos na área da restauração, pois isso pode afetar sua eficácia. Após avaliar a oclusão, é feita uma profilaxia e selecionadas as cores das resinas compostas a serem usadas na restauração. A cor pode ser avaliada usando escalas de cor ou bolinhas de compósito polimerizadas junto ao dente. Embora seja possível usar apenas uma resina composta para restaurar dentes posteriores, na técnica de estratificação natural, optamos por usar pelo menos duas resinas: uma com características semelhantes às da dentina (mais saturada e menos translúcida) e outra com característi- cas semelhantes às do esmalte (menos saturada e mais translúcida). 2 3 Antes de realizar o preparo cavitário, é importante considerar como as lesões se desenvolvem na superfície oclusal. Devido à forma como a dentina e a junção amelodentinária são estru- turadas, as lesões geralmente se espalham lateralmente, dei- xando áreas de esmalte sem suporte após o preparo. No entanto, graças à adesão proporcionada pelos compósitos, é possível preservar esse esmalte, reduzindo o tamanho da cavi- dade. No caso em questão, onde há acesso direto ao tecido ca- riado, o preparo foi realizado usando brocas esféricas lisas em baixa rotação. Instrumentos manuais podem ser usados, espe- cialmente em áreas mais profundas. Após o preparo, são realiza-dos os procedimentos adesivos, começando com a aplicação de ácido fosfórico seguido por camadas de adesivo. Os solventes são removidos e a película de adesivo é uniformizada antes da fotoativação. Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 13 Restauração Classe I hud Odonto 04 5 Atécnica de estratificação natural se baseia na sobreposição de compósitos com diferentes características ópticas para criar restaurações policromáticas. Após modelar a dentina com um compósito menos translúcido e mais saturado, a camada de esmalte é reproduzida com um compósito mais translúcido e menos saturado. A espessura da camada de esmalte artificial deve ser ligeiramente menor que a do esmalte natural, para evitar que a restauração Após aplicar o sistema adesivo, o compósito é aplicado em camadas pequenas para reproduzir a anatomia dental original. 1. Primeiro, a dentina é reconstruída com compósitos mais densos e menos transparentes, seguindo a técnica de conformação sequencial das cúspides e cristas marginais. Esta abordagem oferece excelente controle sobre o fator C, pois cada camada é aderida a uma área mínima sem contato entre elas, garantindo controle preciso sobre a anatomia final. Os incrementos de den- tina, que são apenas um esboço da anatomia externa final, minimizam erros e permitem correções anatômicas ao adicionar as resinas de esmalte. Portanto, não é necessário detalhar excessivamente a anatomia nesta etapa. Após a inserção de cada ca- mada de dentina, é feita uma breve fotoativação para estabilizar a resina antes de adicionar a próxima camada. 2. Quando todas as camadas de dentina estão conformadas, é realizada uma fotoativação completa antes de começar a adi- cionar os compósitos para esmalte. Esta técnica de polimerização ajuda a agilizar o processo de restauração e reduz as tensões na interface adesiva, prolongando a fase pré-gel do compósito. 6 Na técnica de estratificação natural, diferentes compósitos são sobrepostos para criar restaurações com variações de cor. Após modelar a dentina com um compósito menos transparente e mais saturado, o esmalte é moldado com um compósito mais transparente e menos saturado. A camada de esmalte artificial deve ser um pouco mais fina que a camada de esmalte natural para evitar que a restauração fique excessivamente transparente e acinzentada. 7 O compósito é inserido e mol- dado com espátulas e pincéis para definir a anatomia final. Antes de fotoativar, é impor- tante verificar a restauração de vários ângulos para garan- tir a escultura correta e evitar excessos de compósito, que exigiriam acabamento e po- limento adicionais. Após essa verificação, a fotoativação final é realizada.
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    Dentística Módulo 14 Restauração Classe I hud Odonto 8 9 Apósesses procedimentos, a restauração está completa, com uma excelente correspon- dência de cor e a anatomia dental original corretamente restabelecida. Após a inserção e modelagem dos compósitos, o dique de borracha é removido e os contatos oclusais são verificados e compa- rados mentalmente com aqueles registrados antes do procedimento restaurador. Se houver diferenças, pequenos ajustes são feitos com pontas diamantadas de granulações fina e extrafina. No entanto, é importante distinguir entre fazer pequenos ajustes e esculpir com pontas diamantadas. Nesta sequência, todos os esforços foram feitos para estabelecer a escultura final através da conformação correta dos incrementos de compósito. Quando os procedimentos restauradores são realizados com cuidado, apenas ajustes mínimos são necessários. Para o acabamento e polimento, foram utilizadas apenas borrachas sequenciais, em ordem de abrasividade decrescente, pois não havia excessos evidentes.
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    hud Odonto Dentística Módulo RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃO CLASSE I CLASSEI 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 13 13 14 14 15 Restauração Classe I
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    Dentística Módulo 16 Restauração Classe II hud Odonto RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃOCLASSE II CLASSE II 1 3 4 2 • Quando apenas uma das faces proximais está envolvida, as matrizes metálicas parciais biconvexas são as mais indicadas. Neste caso, a lesão compromete significativamente a superfície oclusal e fragiliza a crista marginal devido à extensão proximal da cárie Técnica da matriz metálica parcial biconvexa O primeiro passo é demarcar os contatos na superfície oclusal. Os procedimentos de preparo e restauração são realizados com isolamento absoluto. Quando há acesso direto à lesão, o preparo envolve a remoção do tecido cariado com brocas esféricas lisas em baixa rotação. Inicialmente, trabalha-se na região central da face oclusal, ex- pandindo a cavidade gradualmente em direção à face proximal. Durante a remoção do tecido cariado na parede mesial, uma matriz metálica é usada para proteger o dente adjacente. É crucial verificar a integridade da matriz frequentemente, pois mesmo pequenos toques da broca podem perfurá-la, especialmente em alta rotação. Em seguida, a superfície do dente é limpa, e as cores são selecionadas aplicando e fotoativando pequenos incrementos de resina composta na superfície dental. 5 Após a remoção do tecido ca- riado, pode-se observar se uma pequena parte da crista margi- nal está preservada. 6 Dependendo da espessura, essa parte pode ser mantida com um preparo tipo túnel. No entanto, neste caso, devido à fragi- lidade da crista, decidiu-se removê-la. Para evitar danos ao dente adjacente, esse procedimento é realizado com instru- mentos manuais, como recortadores de margem ou curetas, pressionados contra o esmalte proximal remanescente. Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 17 Restauração Classe II hud Odonto 07 89 Finalmente , após inserir o con- junto matriz/cunha/anel, é cru- cial verificar a adaptação em todas as margens para evitar excessos marginais. A face proximal dos dentes naturais tem convexidades tanto no sentido cérvico-oclusal quanto vestibulolingual/palatal. Reproduzir essas formas com matrizes planas é muito difícil, especialmente com compósitos, que não são aplicados com pressão como o amálgama. Uma boa solução é usar matrizes metálicas parciais biconvexas, que seguem os contornos anatômicos dos dentes. Essas matrizes vêm em vários tamanhos para molares e pré-molares. Após inserir a matriz, deve-se estabilizá-la e ajustá-la ao dente com uma cunha de madeira adequada. Cunhas muito pequenas não pressionam a matriz contra o dente, permitindo vazamento de material além da margem gengival. Cunhas muito grandes podem deformar a matriz, causando falhas na adaptação e contorno da restauração. Depois de colocar a cunha, o anel metálico do sistema de matriz é posicionado com uma pinça porta-grampos, exercendo pressão entre os dente. Isso melhora a adaptação da matriz à cavidade e ajuda a obter contatos proximais adequados. Também é útil usar um instrumento de ponta romba para pressionar levemente a matriz contra o dente adjacente, garantindo bom contato e minimizando restaurações com contornos inadequados. No entanto, deve-se evitar amassar a matriz. Uso de gel de ácido fosfórico a 37% em toda a margem de es- malte. Na face oclusal, o ácido deve se estender 1 a 2 mm além da margem para um condicionamento adequado. Lavar a cavidade com jatos de água. Remover o excesso de umidade da dentina com uma bolinha de algodão. Secar o es- malte com jatos de ar. 10 • Aplicar múltiplas camadas de adesivo com um pincel descartável. • Remover excessos de a- desivo, especialmente na margem gengival. • Realizar a fotoativação do adesivo. 11 Início pela caixa proximal.
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    Dentística Módulo 18 Restauração Classe II hud Odonto 12 13 Objetivo:converter a cavidade composta (ocluso-mesial) em uma cavidade simples (oclusal), facilitando a restauração. • Aplicar pequenos incrementos oblíquos de resina composta, fotoativados individualmente. • Inserção incremental minimiza a área de adesão de cada incremento, controlando os efeitos da contração de polimerização. • Usar espátulas, condensadores e pincéis para ajustes sutis no contorno do compósito. • Verificar a altura da crista marginal do dente adjacente como referência para a reconstrução proximal. • Após a última fotoativação da parede proximal, remover anel, matriz e cunha. • Completar a restauração como se fosse exclusivamente oclusal. • Para obter uma restauração dental esteticamente satisfatória, é crucial que os incrementos de dentina sejam posicionados e conformados respeitando a anatomia básica do dente, delineando cúspides, cristas e sulcos. • Deve-se garantir espaço suficiente para aplicar compósitos mais translúcidos e menos saturados, usados na reprodução do esmalte, evitando que a restauração fique opaca e artificial. • Após isso, os compósitos tipo "esmalte" são inseridos e conformados com espátulas e pincéis para definir com precisão as ca- racterísticas anatômicas esboçadas com os compósitos tipo "dentina". Quanto mais cuidadosa for a escultura da resina com- posta, mais fáceis serão os ajustes, acabamentos e polimentos, melhorando o desempenho da restauração. • Por fim, a fotoativação é realizada somente após a conclusão e confirmação da escultura final. 14 • Após a inserção e escultura dos compósitos, o dique de borracha é removido, e a restauração é avaliada e ajustada, se necessário. • Geralmente, o acabamento e polimento das restaurações são realizados em uma sessão subsequente para garantir melhor de- sempenho do material. No entanto, se houver excessos que inter- firam na função, os ajustes devem ser feitos na mesma sessão. • Os contatos oclusais são verificados e comparados com os registros anteriores ao preparo. • Caso haja excessos, estes podem ser removidos com pontas diamantadas de granulações fina e extrafina. • Para o acabamento, discos abrasivos flexíveis são usados ini- cialmente para melhorar o contorno proximal da restauração. • Tiras de lixa também são úteis, mas devem ser usadas corre- tamente para não remover o ponto de contato obtido.
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    Dentística Módulo 19 Restauração Classe II hud Odonto 15 Naface oclusal, um polimento excelente é alcançado utili- zando borrachas abrasivas sequenciais, aplicadas em ordem decrescente de abrasividade. 16 17 Outra opção é o uso de esco- vas abrasivas especiais. A restauração final deve apre- sentar excelente integração óptica e anatômica ao re- manescente dental.
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    hud Odonto Dentística Módulo CLASSE II CLASSE II RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃO 1 12 2 3 3 4 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 13 13 14 14 15 15 16 16 20 Restauração Classe II
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    Dentística Módulo 21 Restauração Classe III hud Odonto RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃOCLASSE III CLASSE III PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos Acesso estritamente proximal Afastamento mediato: Considere o uso de tiras ou anéis de borracha posicionados entre os dentes afetados 24 a 48 horas antes da sessão restauradora → durante esse período, os dentes se afastarão gradualmente, criando um espaço que facilitará a observação direta da lesão e simplificará o preparo e a restauração. 01 Para manter o espaço criado entre os dentes, após uma profilaxia com pasta profilática e taça de borracha, é essencial estabilizá-lo com uma cunha de madeira adequada em tamanho. 02 Após estabilizar o espaço com a cunha de ma- deira, a seleção de cores do compósito é realiza- da, normalmente, usando uma única cor devido ao tamanho pequeno e pouca visibilidade da lesão. Isso pode ser feito comparando o dente a ser res- taurado com uma escala de cores ou aplicando pequenas bolinhas de compósito em uma área com coloração semelhante. 03 01 02 02 03 Em seguida, isola-se o campo operatório e inicia-se o preparo cavitário. 04 Para proteger o dente adjacente, é acon- selhável usar uma matriz metálica inserida entre a superfície do dente e a cunha de madeira. 05 A combinação de afastamento mediato, pro- teção com matriz metálica e o uso de brocas de pequeno calibre permite preparar cavidades altamente conservadoras, mantendo pratica- mente a mesma forma, tamanho e profundi- dade da lesão cariosa. 06 Protege-se o dente vizinho com uma fita de matriz de poliéster ou "veda-rosca" e logo em seguida, aplica-se ácido fosfórico na cavidade e suas margens, seguido por lavagem cuidadosa e remoção da umidade. Lembrando que para procedimentos adesivos, é essencial iniciar com uma limpeza da cavidade usando bicarbonato de sódio ou pasta profilática. 07 04 05 06 07 O sistema adesivo escolhido é aplicado, nor- malmente requerendo aplicação e volatilização de solventes antes da fotoativação. 08 A resina composta, previamente selecionada, é então inserida na cavidade e moldada com espátulas e pincéis auxiliares para obter o for- mato desejado. 09 Por fim, realiza-se a fotoativação da resina composta. 10 Após remoção da cunha, os procedimentos de acabamento e polimento são realizados → discos de lixa flexíveis são usados para regularizar a superfície restaurada. Em seguida, discos de feltro são aplicados para obter brilho e suavi- dade final. 11 Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 22 Restauração Classe III hud Odonto 0809 10 11 Após a conclusão da restauração, a cunha é removida, e o isolamento absoluto é retirado. Os dentes voltam à posição original, restauran- do os contatos proximais, a estética e a função. 12 12 12 PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos Acesso palatal O processo começa marcando os contatos oclusais e fazendo uma profilaxia → verificar os contatos oclusais é crucial para definir os limi- tes da cavidade, e a presença deles na interface não é recomendada, pois pode prejudicar a durabilidade da restauração. 01 Mesmo que a lesão cariosa não afete direta- mente a face vestibular, a seleção de cores deve ser feita com cuidado → com pequenas aplica- ções de compósito e fotoativação adequada. A lesão é ligeiramente visível em vista lateral, e os tecidos dentários são translúcidos, de modo que os materiais restauradores na face palatal afetam o aspecto visual da face vestibular. 02 O próximo passo é isolar eficazmente o campo operatório, usando um lençol de borracha. 03 Paramelhor acesso à lesão, é feita uma leve se- paração dental com uma cunha de madeira. Às vezes, a altura da cunha pode dificultar a visuali- zação e o acesso ao tecido cariado, sendo neces- sário fazer pequenos desgastes para liberar o acesso à cavidade. 04 01 02 03 04 A escolha de brocas com o tamanho adequado é crucial para equilibrar efetividade e segurança durante o preparo de cavidades → o ideal é que o diâmetro da broca seja compatível com o tamanho da lesão cariosa, sendo a maior possível em relação ao tamanho da lesão. 06 07 Após a remoção do tecido cariado, a cavidade é limpa, e os procedimentos adesivos são inici- ados. 06 Uma tira de poliéster é inserida entre o dente a ser restaurado e a cunha de madeira para proteger o dente adjacente durante o condi- cionamento ácido com gel de ácido fosfórico. 07 05 05 A cunha adaptada anteriormente prende agora uma matriz metálica, protegendo o dente adjacente durante a remoção do tecido cariado, realizada com brocas esféricas lisas em baixa rotação. 05 Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 23 Restauração Classe III hud Odonto Apósa hibridização dos tecidos dentais, a inser- ção dos compósitos é iniciada. 1. A primeira massa de resina composta aplicada é referente ao esmalte proximal e é posicionada contra a parede vestibular do preparo e a matriz de poliéster. Em seguida, a matriz é tracionada em direção vesti- bular para adaptar o compósito às margens do pre- paro. Uma vez que o esmalte proximal está correta- mente reproduzido e contornado, ele é fotoativado. 2. Um segundo incremento de resina composta, refe- rente à dentina, é inserido, reproduzindo-a até as proximidades do contorno final desejado para a restauração na face palatal. É importante deixar um espaço para uma última camada de compósito, com características ópticas de esmalte. Após a inserção dos compósitos de dentina, é realizada a fotoativação. Após lavagem e remoção de excesso de umidade, um sistema adesivo é aplicado → os solventes são volatilizados com jatos de ar suaves, e a superfície é fotoativada. 08 09 3. A última camada de compósito, correspondente ao esmalte palatal, é inserida e moldada com espá- tulas e, de preferência, pincéis, para obter superfíc- ies lisas. Após a conformação adequada do "esmalte artificial" palatal, a fotoativação é realizada. 08 09 09 09 09 09 A fase de acabamento começa com a separação da restauração do dente adjacente, feita inserin- do uma espátula na ameia incisal e aplicando uma leve torção. 10 Em seguida, os excessos proximais são removidos com uma lâmina de bisturi número 12, trabalhando da estrutura dental em direção à restauração para evitar a remoção acidental de compósito nas margens. 11 O isolamento absoluto é removido para concluir os procedimentos de acabamento e polimento, os quais são realizados com lixas abrasivas de granulação decrescente. 12 Em seguida, os contatos são verificados e ajus- tados com pontas diamantadas extrafinas ou brocas multilaminadas, para que fiquem se- melhantes aos contatos originais. 13 12 13 10 11 PreparoerestauraçãoclasseIIIcomcompósitos Acesso vestibular 01 02 03 04 A face palatal é acabada com borrachas abrasivas e polida com escovas Robinson e pastas especiais. 14 14 14 Após a profilaxia, a seleção de cores é cuida- dosamente feita, usando escalas e pequenos incrementos de compósito. O sucesso estético depende do equilíbrio entre massas de resina composta para dentina (menos translúcidas) e massas para esmalte (mais translúcidas), evitando o uso excessivo de compósitos translúcidos ou de dentina para alcançar uma restauração esteticamente agradável. Para tornar o processo mais visível, acessível e confortável para o paciente, o campo operatório é isolado com um lençol de borracha. O dente adjacente à área de trabalho é protegido com uma cunha e uma matriz metálica. As brocas esféricas lisas em b aixa rotação são usadas para áreas com tecido cariado ou manchadas.
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    Dentística Módulo 24 Restauração Classe III hud Odonto 0304 01 02 Depois disso, os procedimentos adesivos co- meçam, com proteção dos dentes adjacentes usando tiras de poliéster. 05 A superfície do dente é condicionada, o sistema adesivo é aplicado e fotoativado após a remoção do excesso de umidade. 06 A chave para obter bons resultados estéticos em restaurações Classe III na face vestibular é replicar a translucidez observada nos dentes naturais, além das relações de espessura entre o esmalte e a dentina. Em casos em que a face palatal não está envolvida no preparo, o primeiro incremento de compósito é usado para reproduzir a relação de contato proximal entre a restauração e o dente adjacente. Duas técnicas são sugeridas para aplicar esse incremento: uma envolve uma matriz de poliéster estabilizada por uma cunha de madeira, e a outra envolve uma matriz de poliéster tracionada para palatal antes da fotoativação. 07 Após restaurar a face proximal, o próximo passo é reproduzir a porção de dentina perdida no prepa- ro cavitário. Isso é feito usando uma resina menos translúcida e mais saturada, mantendo o equilíbrio entre translucidez e vo- lume de dentina e esmalte para alcançar uma estética adequada. 08 Após a inserção do compósito para dentina, ainda deve haver um espaço a ser preenchido pelo com- pósito para esmalte. A última camada de compósito, responsável por replicar as características ópticas do esmalte, é aplicada e con- formada com espátulas e pincéis para minimizar os ex- cessos. 09 A etapa de acabamento e polimento começa com a remoção de excessos proximais usando um bisturi com lâmina 12. 10 Os procedimentos de acabamento e polimento devem ser realizados em uma sessão separada para uma avaliação estética adequada e melho- res propriedades dos materiais. • Nesse exemplo, o acabamento começou na face pro- ximal da restauração, usando tiras de lixa em ordem de aspereza decrescente. • Depois, discos abrasivos flexíveis foram usados para fazer pequenos ajustes na forma e áreas reflexivas, seguidos pela aplicação de pastas de polimento usando discos de feltro. 11 06 07 05 06 09 09 10 08 08 11 11 11 11 11 11 Baratieriet al. (2010)
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    hud Odonto Dentística Módulo 1 1 2 2 3 34 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 CLASSE III CLASSE III RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃO 25 Restauração Classe III
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    Dentística Módulo 26 Restauração Classe IV hud Odonto RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃOCLASSE IV CLASSE IV • As lesões de Classe IV envolvem tanto a face proximal quanto o ângulo incisal dos dentes anteriores. • São frequentemente causadas por cárie e traumas bucais, principalmente em pacientes jovens. • A restauração é sempre um desafio devido à importância da cor e da forma dos dentes na aparência. Técnica da guia de silicone 1 2 3 Em primeiro lugar, é impor- tante avaliar e marcar os contatos oclusais para garantir que a restauração não afete a função da mordida. É realizado, então, a profilaxia. Após a profilaxia, diferentes massas de resina composta são aplicadas e fotoativadas no dente para escolher as que melhor reproduzem as caracteísticas ópticas do esmalte e da dentina, incluindo matiz, croma, valor e trans- lucidez. 4 6 5 O ensaio restaurador deve ser realizado rapidamente, sem isolamento prévio, para evitar a desidratação do dente e alteração momentânea da cor. - Após a avaliação do ensaio, se satisfatório, registrar uma "receita" das cores e espessuras usadas. - Caso contrário, repetir o ensaio até encontrar a com- binação ideal. Antes dos procedimentos restauradores, considerar transferir a forma do ensaio para a restaura- ção definitiva, utilizando uma guia de silicone. A remoção do ensaio, sem pro- cedimentos adesivos prévios, é simples, destacando-o com cuidado para evitar resíduos que comprometam a restaura- ção final. A confecção da guia de silicone começa com a moldagem da arcada dentária, seguida pela criação de um modelo em gesso. Sobre esse modelo, é feito um enceramento reproduzindo a forma desejada para a restauração. Um molde de silicone é então feito sobre o modelo encerado, sendo cuidadosamente cortado para criar uma matriz. Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 27 Restauração Classe IV hud Odonto 07 1112 08 13 09 10 A superfície preparada recebe compósitos, inicialmente apli- cados na matriz de silicone para minimizar bolhas de ar. Essa matriz facilita a transfe- rência da forma do encera- mento para o dente fraturado, permitindo uma estratifica- ção precisa dos incrementos de dentina e esmalte. Embora seja possível fazer a guia diretamente na boca, confeccioná-la sobre o enceramento oferece vantagens, facilitando a definição da anatomia e economizando tempo clínico. Com a matriz e a receita cro- mática do ensaio em mãos, a restauração definitiva é inici- ada. Para garantir o sucesso estéti- co de uma restauração ante- rior, é crucial aplicar compósi- tos para esmalte e dentina em espessuras compatíveis com os tecidos que serão substituídos. Em casos em que as margens estão distantes dos tecidos gengi- vais, o isolamento com dique de borracha pode ser dispensado. Um fio retrator e fita vedarosca são utilizados para proteger os dentes adjacentes durante a aplicação do ácido e do sistema adesivo. Após condicionar o dente, o sistema adesivo é aplicado e fotopolimerizado. Com o compósito adaptado à matriz, esta é firmemente posicio- nada e pressionada digitalmente para assegurar o contato total entre o remanescente dental e a resina composta. Após a fotoa- tivação do compósito pelo tempo recomendado, a matriz é remo- vida, revelando a reprodução dos contornos dentais. 14 15 A face palatal e os contornos dentais já estão reproduzidos. A translucidez e a pequena espessura do compósito são notáveis, permitindo espaço para os incrementos de resina que reprodu- zem a dentina. 16 Após a reconstrução do esmal- te palatal, inicia-se a reprodu- ção da dentina, destacando a importância não apenas da escolha de compósitos ade- quados em cor e translucidez, mas também da reprodução anatômica do contorno dentinário.
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    Dentística Módulo 28 Restauração Classe IV hud Odonto 2021 22 Após reconstruir os mamelões dentinários, o próximo passo na restauração é reproduzir o halo incisal opaco, um efeito óptico observado na borda incisal dos dentes naturais. Durante o mapa cromático e a seleção de cores, observe nos dentes adjacentes o desenho e a espessura correta desse incre- mento, variando de caso para caso. O halo incisal opaco, um belo efeito óptico sutilmente branco-opaco ou alaranjado, é reproduzido com sutileza nas restaurações. Aplica-se um filete de compósito de translucidez baixa à região da borda incisal, geralmente o mesmo usado para a dentina, esse incremento é fino e segue o contorno estabelecido pela guia de silicone. 17 18 19 1º incremento O primeiro incremento, geral- mente denominado “dentina”, é inserido e conformado para reproduzir as projeções digiti- formes dos lóbulos de desen- volvimento dentinário. Verifique, em uma vista incisal, que esse incremento não invade o espaço referente ao esmalte vestibular. Este passo é crucial para preservar o espaço necessário ao mascaramento da interface dente-restauração. A fotopolimerização é realizada após confirmar que o contorno está correto, evidenciando a ca- pacidade do compósito em limi- tar a passagem de luz durante a fotoativação. 23 24 Após a aplicação, realiza-se a fotoativação. 2º incremento Nesta etapa, um segundo incremento de compósito tipo dentina é inserido e conforma- do para reproduzir corretamen- te a forma final dos lóbulos de desenvolvimento ou mamelões dentinários. 25 Os lóbulos, geralmente em número de três, lembram os três de- dos medianos de uma mão e são separados por vales, podendo variar em pronúncia. É crucial observar que as pontas dos lóbu- los frequentemente se posicionam em alturas ligeiramente diferentes em relação à borda incisal.
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    Dentística Módulo 29 Restauração Classe IV hud Odonto 26 29 2728 Avaliar possíveis exposições das pontas dos mamelões devido ao desgaste ao longo dos anos é essencial antes da estratifi- cação das restaurações. Realizar pequenos “recortes” nas pontas dos mamelões contribui para um aspecto mais natural das restaurações. Depois de tudo isso, o conjunto é fotoativado. O uso de um compósito com alta opalescência é crucial para reproduzir dinamicamente os matizes azulados e alaranjados ca- racterísticos da região incisal. A aparência azulada do halo incisal translúcido é obtida não por tintas azuladas, mas por compó- sitos com alta opalescência, que emulam os mecanismos ópticos do dente natural. A seleção do grau de translucidez e opales- cência deve ser feita caso a caso, considerando as características individuais dos dentes. Após conformar adequadamente os lóbulos dentinários com os in- crementos anteriores, aplica-se um compósito mais translúcido na região incisal para preencher os vales entre os mamelões e o espaço da ponta destes ao halo incisal opaco. 30 31 Fotopolimerização é realizada após aplicar o compósito opalescente na região incisal. Último incremento No último estágio da restaura- ção, aplica-se o incremento final de compósito para com- pletar o volume da coroa, bus- cando um equilíbrio entre o mí- nimo de excesso e a presença adequada do material restau- rador. 32 Escolhe-se um compósito semelhante ao esmalte, com trans- lucidez adequada para destacar as características incisais desejadas. A qualidade do polimento é essencial, e resinas nanoparticuladas ou microparticuladas são recomendadas pela sua lisura superficial. 33 A escultura cuidadosa deste último incremento é crucial, influenciando diretamente a facilidade e o tempo necessários para o acabamento da restauração.
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    Dentística Módulo 30 Restauração Classe IV hud Odonto 3435 Com prática e experiência, é possível realizar restaurações com mínima necessidade de procedimentos de acabamento e polimento. Iniciam-se os procedimentos de acabamento e polimento, crucial no sucesso estético das restaurações. A reprodução minuciosa da macro e micromorfologia da superfície dental é essencial para o mascaramento da interface e a integração estética da restauração. 01 Técnica de reconstrução à mão livre O caso simulado envolve uma restauração insatisfatória no ângulo mesioincisal do dente 11.Inicialmente, é realizada uma profilaxia adequada da região, e as massas de resina composta são selecionadas. Assim como na sequência anterior, a avaliação cuidadosa das cores, graus de translucidez, contorno dos lóbulos de desenvolvimento da dentina, halo incisal opaco e expressão cromática da área opalescente incisal é crucial. 02 03 O isolamento do campo ope- ratório é conduzido com o uso de um lençol de borracha. A etapa seguinte envolve a remoção da restauração insatisfatória, utilizando pontas diamantadas e, para preservar o esmalte sadio, uma tira de matriz metálica é inserida junto à superfície do dente adjacente, estabilizada por uma cunha de madeira. A restauração é removida completamente, e uma lâmina de bisturi número 12 pode ser usada para cortar e remover resíduos do compósito. Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo 31 Restauração Classe IV hud Odonto 0405 Nesta sequência, opta-se pela execução de um bisel vestibular, caracterizado por um desgaste nas margens do preparo cavitá- rio, com aproximadamente 2 mm e extensão, podendo variar de caso para caso. Com a restauração antiga removida, utilizou-se uma ponta diamantada em forma de chama, posicionada a 45° com a superfície dental, para criar um bisel de aproximadamente 2 mm. 06 07 08 Após a finalização do preparo cavitário, a superfície é limpa e os dentes adjacentes são pro- tegidos do condicionamento ácido e da aplicação do sis- tema adesivo por uma matriz de poliéster. Procedimentos adesivos: - Condicionamento ácido. - Lavagem. - Remoção dos excessos de umidade. - Aplicação do sistema adesivo. - Fotopolimerização. Uma nova tira de poliéster é adaptada e estabilizada com uma cunha de madeira, servindo como base para a delimitação dos contornos da restauração e para a conformação da face palatal. Observa-se a proteção do dente adjacente com uma tira de matriz metálica para minimizar o risco de desgaste. 09 10 Uma resina composta micro- híbrida ou nanoparticulada, com boas propriedades mecâ- nicas, é inserida para repro- duzir o esmalte palatal. Mantendo a pressão digital sobre a matriz, realiza-se a fotoativação do incremento. 11 Após a remoção da matriz, o compósito polimerizado reproduz de forma próxima o contorno original do dente, destacando-se o alto grau de translucidez compatível com o esmalte natural.
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    Dentística Módulo 32 Restauração Classe IV hud Odonto 12 14 1617 13 15 18 O espaço para os efeitos opa- lescentes do terço incisal é preservado. Fotoativação. Após preparar o anteparo palatal, a reconstrução da dentina começa ao moldar os mamelões usando um compósito de baixa translucidez . Em seguida, o mesmo compósito, tipo dentina, é aplicado em uma linha fina na borda incisal para replicar o efeito óptico do halo incisal opaco. Da mesma maneira que na sequência anterior, o espaço entre os mamelões e o halo opaco é preenchido com um compósito translúcido e opalescente. Garante-se que o compósito não invada as áreas destinadas à translucidez no terço incisal antes da fotoativação. Após moldar os mamelões dentinários, um último incremento de dentina é inserido e conformado para definir a forma final. 19 Após conformar esse incremento, confirma-se o espaço para uma última massa de compósito, seguido pela fotoativação. A camada de resina composta que reproduz o esmalte vestibular é especial- mente crítica, pois define a macromorfologia da restauração e é sujeita a procedimentos de texturização.
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    Dentística Módulo 33 Restauração Classe IV hud Odonto 20 21 Namesma sessão da realização da restauração, os procedimentos de acabamento inicial são realizados. A atenção especial é dada ao ajuste oclusal, devido à possibilidade de con- tatos prematuros em restaurações com conformação palatal feita à mão livre. Em uma sessão clínica subsequente, concluem-se o acabamento e o polimento da restauração. O compósito escolhido, com características ópticas de esmalte e excelente capacidade de polimento, é esculpido meticulosamente com pincéis. Pequenos excessos de material restaurador são deixados intencionalmente, considerando os desgastes que ocorrerão durante o acabamento. 22 Essas etapas visam conferir à restauração características semelhantes ao remanescente dental e aos dentes adjacentes (lisura, macro e micromorfologia), restaurando a harmonia visual nos dentes anteriores. O resultado final é esteticamente agradável, com uma integração notável de forma e cor entre o material restaurador e a estrutura dental.
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    hud Odonto Dentística Módulo 1 1 2 2 3 34 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 CLASSE IV CLASSE IV RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃO 34 Restauração Classe IV
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    hud Odonto Dentística Módulo 35 Restauração Classe V RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃOCLASSE V CLASSE V Lesões não cariosas 1 2 3 4 • Lesões não cariosas Classe V são perdas de estrutura dental na região cervical dos dentes. • O tratamento restaurador é necessário quando há comprometimento estético, biológico ou funcional, ou em casos de hiper-sensibilidade que não responde a terapia não invasiva. • Antes de restaurar, é importante diagnosticar e controlar os fatores causadores, como corrosão, abrasão ou abfração. Antes de fazer uma restau- ração, é necessário realizar a profilaxia, selecionar as cores, registrar as informações cro- máticas e, em seguida, isolar a área. Isola-se a área com grampos retratores, expondo a margem gengival da cavidade. O gram- po 212 é estabilizado com godi- va de baixa fusão, aplicada através de cones plastificados na lamparina, para evitar deslocamentos. O ácido é aplicado começando no esmalte e estendendo-se para a dentina, permanecendo por 15 segundos, seguido de uma lavagem igualmente longa. Duas camadas do sistema adesivo são aplicadas na den- tina, intercaladas com jatos de ar para evaporar solventes, removendo os excessos de ade- sivo nas margens e na garra do grampo retrator. O adesivo é fotoativado antes de inserir os compósitos. Inicia-se com a aplicação de um incremento de compósito levemente saturado contra a margem cervical da cavidade, utilizando espátulas e pincéis. 1º incremento 5 6 Verifica -se o contorno da res- tauração para eliminar exces- sos e assegurar que o volume preenchido seja apropriado. Realiza-se a fotoativação de acordo com a técnica selecionada. O  segundo incremento preenche o espaço entre a margem oclu- sal e a resina composta já poli- merizada, deixando espaço para um último incremento. Em seguida, é realizada a fotoativação. 2º incremento 7 8 Baratieriet al. (2010)
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    hud Odonto Dentística Módulo 36 Restauração Classe V 910 11 12 insere-se o incremento final para restaurar o volume total da restauração. Pincéis são recomendados pa- ra minimizar excessos e obter uma superfície lisa e uniforme. A fotopolimerização final é realizada. Para acabamento da restaura- ção de compósito, utiliza-se a lâmina de bisturi número 12. Os discos  abrasivos flexíveis também podem ser utilizados para remoção de quaisquer excessos de adesivo e resina nas margens da restauração. 3º incremento Essa etapa geralmente é realizada antes de remover o dique de borra- cha e o grampo retrator, aprovei- tando o afastamento dos tecidos moles e o acesso à margem gengival. 13 14 O polimento final da restaura- ção é feito com pastas de po- limento usando uma escova Robinson ou discos de feltro. Lesões cariosas 1 2 3 4 Inicia-se com a profilaxia e seleção da cor do compósito. O isolamento do campo opera- tório é importante, utilizando um lençol de borracha e um grampo retrator para facilitar o preparo e a restauração. É crucial evitar apoiar a garra do grampo retrator em regiões de esmalte sem suporte dentinário para prevenir fraturas. A remoção do tecido cariado é realizada com brocas esféricas lisas, de tamanho adequado à cavidade e em baixa rotação. Muitas vezes, o preparo é inici- ado com uma broca maior. Em regiões de acesso mais difí- cil, uma broca com tamanho reduzido é utilizada, visando maior preservação de estru- tura dental. O preparo cavitário não altera o desenho ou tamanho da cavidade, mas remove a estrutura dental comprometida pela lesão cariosa Após o preparo da cavidade, o ácido fosfórico é aplicado em toda a cavidade e 2 mm além dos limites externos. Baratieriet al. (2010)
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    hud Odonto Dentística Módulo 37 Restauração Classe V 56 7 8 9 10 11 12 Após15 segundos, o ácido é lavado, a dentina é protegida com algodão e o esmalte é se- co com jatos de ar. O sistema adesivo é aplicado e fotoativado após a volatiza- ção dos solventes. No primeiro incremento, resina com características ópticas similares à dentina é aplicada nas paredes gengival e axial da cavidade, evitando o espa- ço do esmalte. Certifique -se de preencher completamente a área de es- malte sem apoio dentinário. Feito isso, o primeiro incremen- to é fotoativado por um curto período para reduzir o estresse de contração de polimerização. 1º incremento O segundo incremento de compósito, com característi- cas ópticas semelhantes às da dentina, é aplicado em direção às paredes oclusal e axial da cavidade, sem invadir o espaço de esmalte. Após a conformação do segundo incremento, ele é foto- ativado por cerca de 5 segundos. O último incremento do mes- mo compósito (dentina) é aplicado no centro da cavida- de para preencher o espaço restante referente à dentina. O uso de pincéis é recomenda- do para suavizar as transições entre os incrementos dentiná- rios. A fotopolimerização final dos incrementos de dentina é rea- lizada. 2º incremento 3º incremento Após a reconstrução da dentina, os compósitos com característi- cas ópticas semelhantes ao es- malte são inseridos. Incremento de esmalte 13 14 A aplicação e a conformação dos compósitos são feitas com espátulas e pincéis, visando obter uma superfície final mais lisa e um contorno semelhante ao desejado para a restauração. 15 16 Após a fotoativação final do compósito, o dique de borracha e o grampo retrator são removi- dos. Discosabrasivos são usados em uma sequência decrescente de abrasividade. Em seguida, uma pasta de polimento é aplicada com um disco de feltro para conferir alto brilho à superfície da restauração. Após esses proce- dimentos, a restauração apresenta resultados funcional e esteticamente satisfatórios. 17
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    hud Odonto Dentística Módulo 1 1 2 2 3 34 4 5 5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 10 11 11 12 12 CLASSE V CLASSE V RESTAURAÇÃO RESTAURAÇÃO 38 Restauração Classe V
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    hud Odonto Dentística Módulo 39 Acabamento e Polimento- Dentes anteriores POLIMENTO POLIMENTO ACABAMENTO ACABAMENTOE E 1 2 3 4 Por fim, também com os dis- cos, a forma ideal das ameias incisais é esculpida. A fase de acabamento e polimento de uma restauração direta anterior pode ser dividida em três etapas: acabamento inicial, acabamento intermediário e polimento final. O primeiro passo é eliminar quaisquer excessos de material na região proximal, que pode- riam potencialmente causar lesões na gengiva. Isso é reali- zado com lâminas de bisturi número 12. Também são utilizadas tiras de lixa abrasivas, sendo importan- te inserir as tiras de lixa de ma- neira neutra, evitando a remo- ção excessiva. Em seguida, empregamos tiras de lixa em forma de "S" e reali- zamos movimentos de vaivém para criar uma superfície pro- ximal convexa que se ajuste adequadamente à anatomia natural dos dentes adjacentes. A fase de acabamento inter- mediário e polimento final ocor- re após, no mínimo, 48 horas da sessão restauradora. Ainda com os discos, define-se  a localização dos contatos proximais. Ajusta-se, ainda, os planos de inclinação vestibular. Paraajustar a área plana, as arestas proximais do dente ho- mólogo são marcadas com gra- fite e, em seguida, a distância entre elas é transferida para o dente restaurado usando um compasso com ponta seca. 5 6 7 8 O  acabamento intermediário inicia-se com o uso de discos flexíveis abrasivos. Primeiro, refina-se a relação altura- largura do dente restaurado. 9 10 Depois, uma nova área plana é definida com a ajuda de discos flexíveis abrasivos. Para replicar a suaves depres- sões longitudinais na superfície vestibular, sulcos e lóbulos, uti- liza-se uma ponta diamantada troncocônica muito fina e com uma extremidade arredondada. 11 Essaponta é posicionada lateralmente, de modo que apenas a parte ativa entre em contato com a superfície do dente. Durante a criação de cada sulco, a ponta diamantada é movida longitudinal- mente, indo em direção à mesial e, em seguida, para a distal, resultando em sulcos suavizados. Baratieriet al. (2010)
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    hud Odonto Dentística Módulo 40 Acabamento e Polimento- Dentes anteriores 12 13 14 15 16 17 18 19 Os sulcos horizontais são mais profundos e bem definidos, com uma disposição semicircular que se origina de um ponto central imaginário na borda incisal do dente. As periquimácias são sulcos rasos, numerosos e sutis, formados pelas estrias de Retzius durante a formação do esmalte. Elas são simuladas criando várias linhas paralelas com pontas diaman- tadas afiladas, idealmente sem se cruzarem. Isso ajuda a recriar a textura da superfície. Isso permite uma restauração com a textura da superfície vestibular semelhante à dos dentes naturais. Eles são es- senciais na etapa de texturi- zação e polimento da restau- ração. Detalhes da morfologia incisal, como irregularidades e deltas incisais, podem ser criados com pontas diamantadas de pe- queno calibre. Essa etapa ajuda a aperfeiçoar a forma da restauração. Para reproduzir esses sulcos, são usadas pontas diamantadas de granulação fina com pressão controlada para evitar que se tor- nem muito profundos. Se ficarem muito evidentes, é possível suavizá-los com pastas abrasivas ou borrachas de polimento. Para suavizar a textura, podem ser utilizadas borrachas ou dis- cos flexíveis com baixa abrasi- vidade. 20 21 Em seguida, o polimento da restauração é realizado com escovas Robinson ou discos de feltro, combinados com pastas de abrasi- vidade decrescente. É fundamental utilizar escovas e discos lim- pos para cada pasta, evitando a mistura delas. 22 23 O polimento é finalizado com um disco de feltro associado a uma pasta de granulação ex- trafina para dar o brilho final à restauração. Aspecto final, tentativa de re- produzir os dentes naturais executada com sucesso.
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    Dentística Módulo RESTAURAÇÕES INDIRETAS ESTÉTICAS RESTAURAÇÕESINDIRETAS ESTÉTICAS hud Odonto - Vantagens: • Excelente alternativa para restaurar dentes posteriores. • Aparência estética agradável. • Longevidade clínica previsível. - Limitações: • Indicadas preferencialmente para cavidades pequenas ou médias. • Menos eficazes em cavidades que envolvem cúspides devido a limitações das propriedades e dificuldade técnica. • Alternativas: confeccionadas com cerâmica ou sistema indi- reto de resina composta. • Melhor reprodução do contorno e contatos interproximais. • Minimização da contração de polimerização. • Melhores propriedades em comparação com resinas compostas diretas. • Pacientes buscam cada vez mais restaurações estéticas em dentes posteriores → introdução contínua no mercado para atender essa demanda. Introdução maisinformações informações 41 Restaurações estéticas indiretas RESTAURAÇÕES ESTÉTICAS INDIRETAS RESTAURAÇÕES DIRETAS COM RESINA COMPOSTA Uso da cerâmica • Material friável isoladamente, mas resistente com materiais e técnicas adesivas. • Condicionamento com ácido fluorídrico, uso de silano, sistemas adesivos e cimentos resinosos. • Resultados estéticos e funcionais excelentes. • Técnica de confecção complicada e custo elevado. • Alternativa: sistemas indiretos de resina composta. Uso da cerâmica • Melhorias significativas nas propriedades dos materiais e ampliação das indicações clínicas. • Polímeros de vidro e cerômeros: alegam combinar vantagens das porcelanas e compósitos sem suas limitações. • Composição: matriz orgânica e partículas inorgânicas (maior quantidade). • Inclusão de monômeros multifuncionais para aumento das ligações cruzadas. • Polimerização complementar por calor, pressão, luz ou atmosfera de nitrogênio. 1. Quanto à área do dente a ser restaurada: Classificação INLAY INLAY ONLAY ONLAY OVERLAY OVERLAY Restauração unicamente intracoronária, sem envolvimento de cúspides. Restauração extracoronária com envolvimento de cúspides. Restauração com envolvimento e recobrimento de todas as cúspides.
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    Dentística Módulo hud Odonto maisinformações informações 42 2. Quanto aotipo de material restaurador empregado: • Restauração Metálica: confeccionadas com ligas metálicas, especialmente as nobres. • Restauração Mista: restaurações metalo-cerâmicas. • Restauração Cerâmica: confeccionadas somente com cerâmica. • Restauração de Resina Composta: confeccionadas com sistemas indiretos de resina composta. As restaurações tipo inlay, onlay ou overlay, tanto aquelas confeccionadas com cerâmica quanto as construídas com resina composta, apresentam indicações clínicas semelhantes. Indicações a. Dentes posteriores com lesões de cárie envolvendo duas ou mais superfícies: • Preferência: restaurações indiretas indicadas para cavidades médias ou amplas. • Conservação: apesar de conservadoras, exigem preparo ex- pulsivo e espaço suficiente para o material restaurador. • Cavidades pequenas: Preferível usar resina composta direta para preservar tecido dental hígido. b. Substituição de restaurações amplas deficientes. c. Dentes tratados endodonticamente com extensa destruição coronária: onlays ou overlays são preferidos por restaurar os dentes mais rapidamente, sem neces- sidade de etapas adicionais para restaurações pro- téticas convencionais. d. Substituição de restaurações metálicas por razões estéticas. e. Dentes com fratura de cúspides. f. Dentes extrudidos ou em suboclusão. g. Dentes com defeitos estruturais ou de formação: dentes com amelogênese imperfeita ou hipoplasia po- dem ser restaurados com resina composta ou cerâmica, obtendo um bom resultado funcional e estético com mínimo desgaste. h. Fechamento de pequenos diastemas em dentes posteriores: indicado para fechamento de pequenos diastemas em casos onde não há espaço adequado para implante ou prótese fixa, ou solução ortodôntica não é viável. i. Dentes vitais com extensa destruição coronária: onlays ou overlays podem ser usados sem necessidade de tratamento endodôntico, pino intra-radicular, ou desgaste adicional da estrutura dental. j. Dentes posteriores com coroa clínica curta: indicado quando a dimensão gengivo-oclusal é reduzida, difi- cultando restaurações convencionais que dependem de retenção mecânica. k. Dentes tratados endodonticamente com extensa destruição coronária e dilaceração radicular. Restaurações estéticas indiretas Inlay Onlay Overlay
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    Dentística Módulo hud Odonto maisinformações informações 43 • Estética excelente; •Reforço estrutural: reforço da estrutura dental remanescente. • Resistência: maior resistência ao desgaste e melhores proprie- dades comparadas às restaurações de resina composta direta. • Contorno e adaptação: melhor restabelecimento do contorno da restauração e adaptação marginal. • Contração de polimerização: redução da contração limitada ao cimento resinoso. • Facilidade de contatos interproximais: maior facilidade no restabelecimento dos contatos interproximais. Vantagens a. Cavidades pequenas: preferível usar restauração direta para preservar tecido hígido. b. Cavidades subgengivais: maior dificuldade no acabamento, moldagem e cimentação quando margens são subgengivais. c. Etapa laboratorial: restaurações cerâmicas exigem técnicas laboratoriais complexas e experientes ceramistas. d. Parafunção oclusal: não indicadas isoladamente em pacientes com bruxismo. e. Custo: maior custo devido à fase laboratorial e múltiplas sessões clínicas. Limitações • Técnica mais sensível: procedimento requer maior precisão e habilidade técnica. • Maior desgaste dental: necessário maior desgaste do tecido dental saudável para acomodar a restauração. • Reparo mais difícil. • Custo elevado: maior custo devido à necessidade de uma fase laboratorial e múltiplas sessões clínicas. • Fratura da peça: possibilidade de fratura da restau- ração, especialmente em casos de bruxismo ou oclusão inadequada. • Tempo clínico adicional. Desvantagens Considerações ADICIONAIS • Condição do tecido dental remanescente: avaliar quantidade e condição do tecido remanescente após remoção de cárie ou restauração antiga para decidir o tipo de restauração (inlay ou onlay). • Presença de restaurações na arcada antagonista: considerar o tipo de material restaurador presente nos dentes antagonistas. • Oclusão: avaliar intercuspidação e presença de bruxismo para ajustar plano de tratamento. • Localização das margens da cavidade: preferência por margens supragengivais; subgengivais podem requerer procedimentos adicionais para moldagem e cimentação adequadas. Restaurações estéticas indiretas
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    Dentística Módulo hud Odonto Características gerais dopreparo Expulsividade: o preparo deve ser realizado de forma que permita a remoção e inserção da restaura- ção com facilidade. Ângulos Internos arredondados: ângulos internos devem ser arredon- dados para evitar concentrações de estresse e garantir melhor adapta- ção da restauração. Margens bem delimitadas: as margens do preparo devem ser claramente definidas para garantir uma adaptação precisa da restauração. Espessura para cerâmica: deve-se garantir uma espessura mínima de 1,5 mm para a cerâmica, proporcionando resistência suficiente à restauração. Ausência de áreas frágeis: o preparo deve evitar a criação de áreas frágeis na estrutura dental remanescente para prevenir fraturas. Essas características são essenciais para assegurar a durabilidade e eficácia das restaurações tipo inlay, além de proporcionar um ajuste adequado e uma longevidade clínica satisfatória. - As pontas diamantadas possuem bordas arre- dondadas para criar ângulos internos suaves no preparo, prevenindo concentrações de estresse. - Angulação de 12° (6° em cada lado): a angulação é projetada para garantir expulsividade adequada, facilitando a inserção e remoção da restauração. - Disponíveis em diferentes níveis de abrasividade para permitir um preparo eficiente e preciso do dente. maisinformações informações 44 Restaurações estéticas indiretas INLAY INLAY Pontas diamantadas - Variam em diâmetro, forma e angulação conforme a necessidade do preparo, permitindo adaptações específicas para diferentes tipos de cavidades e restaurações. Baratieriet al. (2010) Baratieriet al. (2010) Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo hud Odonto Características finais dacavidade - Inlay Paredes circundantes e proximais: divergentes para oclusal. Paredes pulpar e gengival: paralelas entre si e perpendiculares às paredes axiais. Paredes axiais: divergentes no sentido oclusal. Paredes proximais vestibular e lingual: divergentes para proximal. Curva reversa de Hollenback: presente na parede vestibular → a curva reversa de Hollenback é uma característica na parede vesti- bular que ajuda a proporcionar uma melhor adaptação da restau- ração ao dente, evitando possíveis pontos de infiltração e propor- cionando uma melhor estética e função. maisinformações informações 45 Restaurações estéticas indiretas Os preparos para onlay são indicados em casos de grandes perdas da estrutura dental, onde restaurações diretas não conseguem restituir de forma adequada as características estéticas e funcionais do dente. ONLAY ONLAY Características gerais do preparo Recobrimento: o onlay cobre uma ou mais cúspides do dente para restaurar a função e a estética, especial- mente em casos de destruição extensa. Expulsividade: as paredes da cavidade devem ter uma leve expulsividade para facilitar a inserção da res- tauração e garantir sua retenção. Geralmente, uma expulsividade de aproximadamente 6° a 12° é reco- mendada. Ângulos Internos. Margens: as margens da cavidade devem ser bem delimitadas e visíveis para garantir uma adaptação precisa da restauração. As margens cervicais devem ser preparadas com um chanfro ou ombro para garan- tir uma boa adaptação e selamento da restauração. Espessura adequada: a espessura mínima da restau- ração deve ser de aproximadamente 2 mm nas áreas de recobrimento cúspide. Ausência de ângulos vivos: todas as transições entre paredes e pisos da cavidade devem ser arredondadas para evitar a criação de pontos de tensão e para facili- tar a adaptação da restauração. Baratieriet al. (2010) Baratieriet al. (2010)
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    Dentística Módulo hud Odonto maisinformações informações 46 Restaurações estéticas indiretas Característicasfinais da cavidade - Onlay Caixa oclusal com uma profundidade de aproximadamente 2,0 mm para permitir espaço suficiente para o material restau- rador e garantir uma distribuição uniforme das forças oclusais. Paredes pulpar e gengival paralelas entre si para facilitar a inserção e adaptação da restauração. Parede axial expulsiva para oclusal, ou seja, a parede axial deve ser ligeiramente inclinada para fora em direção à oclusão para facilitar a inserção da restauração e melhorar sua retenção. Término em ombro ou em chanfrado nas margens cervicais da cavidade para garantir uma adaptação precisa e um sela- mento adequado da restauração, prevenindo vazamentos e infiltrações ao redor da restauração.
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    hud Odonto Referências Conceição, E. N.Dentística: saúde e estética. 3a Ed. São Paulo. Quintessence Ed., 2018. 47 Baratieri, L.N. et al. Odontologia Restauradora - Fundamentos e Técnicas. Sao Paulo: Livraria e Editora Santos, 2010. Vol. 1 e 2. 804p.