15 May, 2011
O Edição Limitada orgulha-se de ser o primeiro órgão de imprensa
a entrevistar os Death Grips e a tornar públicas informações
sobre o line-up do projecto antes de qualquer outro
jornal/site/organização ou até mesmo a própria banda. Conseguimos
então conversar com uns muito introspectivos Death Grips, logo a
seguir a um ensaio por volta da uma da manhã. Passo então a
citar:
Bem... Antes de mais: obrigado por nos darem a oportunidade de
conversar com os masterminds por detrás do projecto que são os
Death Grips.
DG: Nós é que agradecemos por ouvirem a nossa música!
Antes de falarmos sobre a mixtape Exmilitary, gostava de vos
perguntar... porque é que há tão pouca informação sobre a banda
na internet? Foi uma opção vossa ou crêem que não é algo assim
tão importante:
DG: Claro que é uma opção falar sobre nós como indivíduos, mas
não é uma prioridade. Inicialmente apenas queriamos que as
pessoas se focassem unicamente na nossa música, o seu conteúdo e
energia. Definitivamente não estamos interessados em expor ou
diluir a nossa música em ego. Trabalhamos como um organismo
singular chamado Death Grips e queremos manter as nossas mentes
colectivamente concentradas nesse mesmo organismo para maximizar
o seu som.
De onde veio o nome Death Grips?
DG: O Flatlander (o vocalista) que foi quem começou o grupo é
que se lembrou disso. Claro que há dualidade no nome mas veio
daquela cena que está a freezar os telemóveis e dispositivos
tecnológicos.
Como é que o grupo nasceu? Como é que o som da banda começou a
ganhar forma? Foi um choque de interesses musicais de cada membro
ou vocês já tinham o produto final pensado?
DG: Nós começámos na bay area de Sacramento no ano passado. Todos
nos conheciamos através de amigos em comum e alguns de nós éramos
vizinhos. Costumávamos encontrar-nos para ficarmos todos fodidos
e ouvir discos toda a noite, falar da vida, vibrar com as merdas
e tripar com o som. Começámos a trabalhar em música todos os dias
juntos e rapidamente percebemos o quão as nossas mentes eram
creativamente abertas e quão poderosas eram musicalmente. Temos
estado nisto todos os dias desde então...
A capa do Exmilitary... O que é que ainda não foi dito sobre ela?
DG: Um dos membros teve aquela foto durante dez anos na carteira
e então tornou-se um objecto de poder. Vimos isso como destinado,
ele guardava a foto por uma razão.
O único membro da banda que eu sabia que integrava o grupo era o
Zach Hill. Ele teve um grande papel na creação do som que
conhecemos dos Death Grips? Os Hella, Holy Smokes e assim eram
grandes influências para o resto do grupo?
DG: O Zach entrou na banda em Dezembro de 2010, ela era nosso
vizinho e nós sabíamos que ele tocava bateria e produzia beats.
A sua influência no grupo é igual à dos restantes, trabalhamos
todos como um.
Devemos ter alguma expectativa para o vosso LP a sair ainda este
ano? Alguma colaboração especial?
DG: Nenhuma colaboração, nenhuma expectativa, simplesmente só
aquela energia crua.
Bem... obrigado pelo vosso tempo. Foi um prazer falar convosco e
boa sorte com tudo, pessoal!
DG: Hey, António e resto da equipa, obrigado pelo vosso interesse
na nossa música e esperamos conhecer-te no futuro!

death grips interview

  • 1.
    15 May, 2011 OEdição Limitada orgulha-se de ser o primeiro órgão de imprensa a entrevistar os Death Grips e a tornar públicas informações sobre o line-up do projecto antes de qualquer outro jornal/site/organização ou até mesmo a própria banda. Conseguimos então conversar com uns muito introspectivos Death Grips, logo a seguir a um ensaio por volta da uma da manhã. Passo então a citar: Bem... Antes de mais: obrigado por nos darem a oportunidade de conversar com os masterminds por detrás do projecto que são os Death Grips. DG: Nós é que agradecemos por ouvirem a nossa música! Antes de falarmos sobre a mixtape Exmilitary, gostava de vos perguntar... porque é que há tão pouca informação sobre a banda na internet? Foi uma opção vossa ou crêem que não é algo assim tão importante: DG: Claro que é uma opção falar sobre nós como indivíduos, mas não é uma prioridade. Inicialmente apenas queriamos que as pessoas se focassem unicamente na nossa música, o seu conteúdo e energia. Definitivamente não estamos interessados em expor ou diluir a nossa música em ego. Trabalhamos como um organismo singular chamado Death Grips e queremos manter as nossas mentes colectivamente concentradas nesse mesmo organismo para maximizar o seu som. De onde veio o nome Death Grips? DG: O Flatlander (o vocalista) que foi quem começou o grupo é que se lembrou disso. Claro que há dualidade no nome mas veio
  • 2.
    daquela cena queestá a freezar os telemóveis e dispositivos tecnológicos. Como é que o grupo nasceu? Como é que o som da banda começou a ganhar forma? Foi um choque de interesses musicais de cada membro ou vocês já tinham o produto final pensado? DG: Nós começámos na bay area de Sacramento no ano passado. Todos nos conheciamos através de amigos em comum e alguns de nós éramos vizinhos. Costumávamos encontrar-nos para ficarmos todos fodidos e ouvir discos toda a noite, falar da vida, vibrar com as merdas e tripar com o som. Começámos a trabalhar em música todos os dias juntos e rapidamente percebemos o quão as nossas mentes eram creativamente abertas e quão poderosas eram musicalmente. Temos estado nisto todos os dias desde então... A capa do Exmilitary... O que é que ainda não foi dito sobre ela? DG: Um dos membros teve aquela foto durante dez anos na carteira e então tornou-se um objecto de poder. Vimos isso como destinado, ele guardava a foto por uma razão. O único membro da banda que eu sabia que integrava o grupo era o Zach Hill. Ele teve um grande papel na creação do som que conhecemos dos Death Grips? Os Hella, Holy Smokes e assim eram grandes influências para o resto do grupo? DG: O Zach entrou na banda em Dezembro de 2010, ela era nosso vizinho e nós sabíamos que ele tocava bateria e produzia beats. A sua influência no grupo é igual à dos restantes, trabalhamos todos como um. Devemos ter alguma expectativa para o vosso LP a sair ainda este ano? Alguma colaboração especial? DG: Nenhuma colaboração, nenhuma expectativa, simplesmente só aquela energia crua. Bem... obrigado pelo vosso tempo. Foi um prazer falar convosco e boa sorte com tudo, pessoal! DG: Hey, António e resto da equipa, obrigado pelo vosso interesse na nossa música e esperamos conhecer-te no futuro!