Escola Secundária D. Inês de Castro – Alcobaça Dalai  Lama Desde que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada, em 1948, que as pessoas começaram a compreender a grande importância e o valor dos direitos do homem.  Dalai Lama é um monge budista Tibetano que defende a promoção dos valores humanos e a responsabilidade de todo o ser humano em melhorar o mundo. Os dalai-lamas são manifestações vivas do Buda da Compaixão, que tomou a decisão de renascer para servir, uma vez mais, a humanidade. Dalai Lama Tenzin Gyatso nasceu em 1935, oriundo de uma família de camponeses, numa pequena aldeia situada no Nordeste tibetano. Foi reconhecido como Dalai Lama aos 2 anos de idade, partindo para Lassa, em 1939, com toda a sua família. Em 1950, o regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade, sem nenhum resultado. Vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, Sua Santidade Dalai Lama deixa o seu país natal em 1959, refugiando-se na Índia, país onde o budismo nasceu. Em Março de 1959, durante o Levantamento Nacional do Povo Tibetano contra a ocupação militar chinesa, partiu para o exílio. Desde então, tem vivido nos Himalaias, em Dharamsala, na Índia, sede oficial do Governo tibetano no exílio. Tal como Ghandi, defendeu sempre a não violência afirmando: "Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi". A partir daí, "O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação".  A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra é a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos. O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel em 1989 . A Equipa da BE/CRE

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    Escola Secundária D.Inês de Castro – Alcobaça Dalai Lama Desde que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada, em 1948, que as pessoas começaram a compreender a grande importância e o valor dos direitos do homem. Dalai Lama é um monge budista Tibetano que defende a promoção dos valores humanos e a responsabilidade de todo o ser humano em melhorar o mundo. Os dalai-lamas são manifestações vivas do Buda da Compaixão, que tomou a decisão de renascer para servir, uma vez mais, a humanidade. Dalai Lama Tenzin Gyatso nasceu em 1935, oriundo de uma família de camponeses, numa pequena aldeia situada no Nordeste tibetano. Foi reconhecido como Dalai Lama aos 2 anos de idade, partindo para Lassa, em 1939, com toda a sua família. Em 1950, o regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade, sem nenhum resultado. Vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, Sua Santidade Dalai Lama deixa o seu país natal em 1959, refugiando-se na Índia, país onde o budismo nasceu. Em Março de 1959, durante o Levantamento Nacional do Povo Tibetano contra a ocupação militar chinesa, partiu para o exílio. Desde então, tem vivido nos Himalaias, em Dharamsala, na Índia, sede oficial do Governo tibetano no exílio. Tal como Ghandi, defendeu sempre a não violência afirmando: "Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi". A partir daí, "O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação". A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra é a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos. O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel em 1989 . A Equipa da BE/CRE