Contemplação
Crônica de Silvio Luzardo
Como as ondas do marsomos nós, nos esforçando para conquistar
nossa praia.
Estamos tão envolvidos comnosso objetivo que esquecemos de olhar
no entorno. E o que vemos?
Não facilitamos. Almejamos alcançar a nossa
meta que está lá no fim da trilha...
Esquecemos do “primeiro plano” que é o lugar
onde estamos e onde vivemos o presente.
Não adianta querer ir além dos nossos próprios passos.
O esforço tem que ser único.
Único, sem esquecer que é no presente que plantamos nosso
futuro.
Sentir, por exemplo, diante do computador, a maravilha da
natureza projetada em sentimentos, percebendo a maciez
da folhagem úmida, a névoa que veste a cascata da lucidez
do arquiteto, o ruído da água flertando com as pedras e a
energia que transcende seus olhos em busca de algo mais
que possa ser contemplado na essência do espírito.
Na contemplação no nosso instante presente, devemos “olhar”
para a natureza do”eu” ser vivo e pulsante.
Beber com os olhos, significa encontrar significados e emoções
no canto que ouves e na paisagem que aprecias.
Quando somos contemplativos, olhando para o fundo de nós
mesmos, encontramos as respostas que procuramos.
Ele está lá. Nos ensinando a olhar pelo outro e pela natureza
que machucamos e, por vezes, desprezamos.

Contemplação de silvio luzardo 2006

  • 1.
  • 2.
    Como as ondasdo marsomos nós, nos esforçando para conquistar nossa praia. Estamos tão envolvidos comnosso objetivo que esquecemos de olhar no entorno. E o que vemos?
  • 3.
    Não facilitamos. Almejamosalcançar a nossa meta que está lá no fim da trilha... Esquecemos do “primeiro plano” que é o lugar onde estamos e onde vivemos o presente.
  • 4.
    Não adianta quererir além dos nossos próprios passos. O esforço tem que ser único. Único, sem esquecer que é no presente que plantamos nosso futuro.
  • 5.
    Sentir, por exemplo,diante do computador, a maravilha da natureza projetada em sentimentos, percebendo a maciez da folhagem úmida, a névoa que veste a cascata da lucidez do arquiteto, o ruído da água flertando com as pedras e a energia que transcende seus olhos em busca de algo mais que possa ser contemplado na essência do espírito.
  • 6.
    Na contemplação nonosso instante presente, devemos “olhar” para a natureza do”eu” ser vivo e pulsante. Beber com os olhos, significa encontrar significados e emoções no canto que ouves e na paisagem que aprecias.
  • 7.
    Quando somos contemplativos,olhando para o fundo de nós mesmos, encontramos as respostas que procuramos. Ele está lá. Nos ensinando a olhar pelo outro e pela natureza que machucamos e, por vezes, desprezamos.