O QUE UNE BH
Belo Horizonte, 10 de março de 2014
A HISTÓRIA
QUE UNEFundado em
1964, o Centro
Universitário de
Belo Horizonte
é um marco que
reúne memórias
e histórias.
O UniBH comemora 50 anos de sua fundação
comabagagemdequemviveuquasemetadedos
116 anos da capital mineira. Desde a sua criação, o
UniBH vem se tornando o resultado do encontro
de histórias contadas e vividas em Belo Horizonte.
Umainstituiçãoerguidaealimentadaportrajetórias
distintas e que tem compartilhado, desde o início,
dossonhosqueconstroemacidade.
Nome destacado do ensino superior no Brasil, o
UniBH deu seus primeiros passos nos anos 60 e,
de lá para cá, são mais de 120 cursos de graduação
e pós-graduação, distribuídos em quatro unidades.
Nessascincodécadas,ocrescimentoveiododese-
jo mútuo da comunidade e da instituição de fazer
cruzarseuscaminhos.
É por isso que o UniBH, tão importante na vida da
cidadeedeseusmoradores,sopravelinhascertode
quesuahistóriaseconfundecomasvidaseasreali-
zaçõesdeseusalunos,professoresecolaboradores.BH
CONTE SUA
HISTÓRIA
O Unibh se orgulha em
fazer parte dos melhores
anos de sua vida, publique
sua história em sua timeline
no Facebook e envie o link
para o endereço: oqueu-
nebh.com.br. A sua histó-
ria faz parte dos nossos 50
anos de trajetória.
OS MELHORES ANOS
DE NOSSAS VIDAS
50 anos dedicados ao aprendizado. Olhamos
paratrásenosvemosprosperandodesdeospri-
meiros anos, os primeiros cursos e os primeiros
alunos que nos encheram de vida! Muito se vi-
veu por aqui, muitos se modificaram, muitos nos
modificaram.
Nascido da nossa visão de mundo, e sempre
determinado a conter dentro de si um universo
cheio de possibilidades, o UniBH tornou-se um
centro universitário que se empenha, diariamen-
te,aampliarolhareseatransformaromundoem
uma sala de aula. Somos hoje uma instituição
que cultiva sonhos. Aprendemos que não deve-
mos apenas cruzar o caminho das pessoas, mas
com elas seguir caminhando.
Hoje, unimos perspectivas sobre o futuro e
nos vemos tomados pela busca contínua de
um mundo melhor, feito de nossas conquistas.
Comemoramos cinco décadas do privilégio de
fazer parte dos melhores anos da vida de nossos
alunos, e sabemos que dividir o sucesso e as re-
alizações de tanta gente fez de nós um UniBH
orgulhoso de sua história, e que viveu, intensa-
mente, 50 anos incríveis!
oqueunebh.com.br
Material desenvolvido pelos laboratórios DaVinci, do curso de
Publicidade e Propaganda; Impressão, do curso de Jornalismo,
LEGRA, do curso de Design Gráfico e Multilab, do curso de
Produção Multimídia. Fotos: Rodney Costa / Arquivo UniBH
O QUE UNE BH
Belo Horizonte, 10 de março de 2014
O QUE UNE BH
Belo Horizonte, 10 de março de 2014
Cinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.Mas
ocinquentenáriodoUniBHdizmuitosobreaevoluçãodocursodeJornalismo.
Nainstituiçãodesde1984(quandoaindaeraaantigaFafi-BH),oprofessorJoão
Joaquim de Oliveira, o JJ, passou 28 de seus 72 anos lecionando. Aposentado
desde 2012, ele relembra a evolução do curso desde sua criação, há 40 anos.
“Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de
planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos,
a Fafi se voltou para a preparação do profissional que iria atuar nas redações.
Deveríamos oferecer ao mercado mão de obra já apta a trabalhar”, afirma. O
aparato do UniBH, com a ampliação de laboratórios e melhor capacitação dos
professores, auxiliou na função primária da universidade: oferecer recursos para
o crescimento individual de seus professores e alunos.
“A instituição deve oferecer meios que fomentem a criatividade de cada um. A
criação é um amadurecimento pessoal”, pontua JJ. Ele credita sua experiência
docente à parceria com grandes profissionais e enxerga, para os próximos 50
anos,umainstituiçãoqueacompanharáofluxodasnovastecnologiasdeapren-
dizagem. “O UniBH soube acompanhar esta rápida evolução das plataformas.
Acredito que a profissão de jornalista continuará ad aeternum”.
ELEVEIODABAHIA
Sarah Nahass
Luan Gonçalves, o “Baiano”, nasceu em Eunápolis,
sul da Bahia. Chegou a Belo Horizonte no dia 21 de
janeiro de 2012, depois de viajar 16 horas de ônibus.
Vendeu trufas, pipoca, juntou dinheiro. Sem a famí-
lia,partiudacidadenatalcomaintençãodeestudar.
Acabou entrando para o curso de jornalismo do
UniBH e, desde então, vem construindo uma rela-
çãodeprofundaamizadecomaspessoasdolugar.
Assim que chegou ao campus, conquistou o res-
peito e admiração dos alunos e professores. “No
primeiro dia de aula, comecei a vender trufas.
Quando me apresentei para a turma, expliquei o
que fazia e por que fazia: precisava pagar a men-
salidade,” conta. Mas foi por causa de um traba-
lho acadêmico que Luan viu as portas do Uni se
abrirem por inteiro. Começou como auxiliar na
coordenação do curso, tornou-se integrante da
UniBH TV e hoje é um dos cinegrafistas do la-
boratório de audiovisual. Cantor e compositor, já
gravou até um CD em nossos laboratórios. Para
ele, os colegas de sala e do trabalho são como
uma família. “Por morar longe de casa, o UniBH
é tudo o que tenho. Fui acolhido pelas pessoas
daqui e sou muito grato por isso.” Não faz planos
para o futuro; sua única certeza é que pretende
lançar um livro contando a sua história com a ins-
tituição onde viu sua vida acontecer.
Fundação da Fafi-BH, a
primeira escola superior
noturna de Belo Horizonte
a oferecer cursos na área
de educação para atender
fundamentalmente alunos
trabalhadores. A Fafi–BH
foi instituída como expres-
são da vocação educacio-
nal presente nos sonhos
dos 30 professores institui-
dores. No dia 10 de março
de 2014 celebramos os 50
anos do UniBH.
Carta de Valores - uma
grande construção coletiva
entre professores e cola-
boradores administrativos
identificando valores que
norteiam o jeito de ser
UniBH.
Diálogo; Respeito; Integri-
dade; Meritocracia; Com-
prometimento.
Consolidando a expansão
do UniBH, inauguramos o
campus Cristiano Macha-
do em um local estratégico
, projetado e construído no
padrão Anima Educação.
Desde a inauguração, a
unidade Cristiano Macha-
do superou todas as metas
de captação e ainda tem
um grande potencial de
crescimento
Inauguração do campus
Diamantina; atual Antônio
Carlos (1ª sede própria)
Inauguração do campus
Lourdes (na avenida Ole-
gário Maciel)
InauguraçãodocampusEstoril
Mudança de Faculdade
para Centro Universitário
quando a instituição ganhou
mobilidade e relativa auto-
nomia para criar novos cur-
sos e ampliar o número de
vagas nos cursos existentes
Entrada da Anima no Uni-
BH trazendo um Projeto
Acadêmico Inovador, ar-
rojado que potencializou
a qualidade acadêmica e
trouxe sustentabilidade para
a instituição.
Acredito que a profissão de jornalista continuará ad aeternum”.
2011
2013
1999
1999 2009
20141964 1994 1998
DOMARASMOÀ
EMPOLGAÇÃO
Hiago Soares
Recostada sobre a poltrona do ônibus e separada
da rua por uma janela que enquadrava a paisagem
urbana dançando por cima de suas pupilas, Soraia,
com os ouvidos ainda a vibrar a melodia confusa
do callcenter onde atendia anônimos ensandeci-
dos, perguntava-se, enquanto avistava o prédio
fincadoaoladodaAv.AntônioCarlos,oqueestu-
davam ali os alunos do UniBH.
Após o divórcio, cansou-se de só olhar e, num rom-
pante, decidiu enxergar. A poltrona do ônibus não
podiamaisenvelhecersuasideias.Acuriosidadenão
podia mais ser só um borrão pintado no vidro onde
adormecia, entediada da rotina do trabalho. Na sala
de aula, à vontade em sandálias de salto baixo, ves-
tida em jeans e camisetas estampadas, com brincos
em forma de flor e cabelos amarelos presos em um
coque modesto, Soraia Junior Neves assenta-se na
carteiraesedeixacontagiarpelomundo.
Hoje, aos 49 anos, ela cursa o quinto período de
Pedagogia. Desempregada, recebe ajuda da mãe
para pagar o FIES e custear as despesas com os
doisfilhos,umameninade13eumrapazde17,que,
vez em quando, a acompanham nas aulas de arte.
“Com isso, transmito que o ensino é importante e
dou exemplo”, orgulha-se. “No UniBH, aprendi a
compreendermelhoroserhumano.Aquimesinto
completa e esqueço os problemas lá fora”, confes-
sa. “O ensino supre a minha alma”.
ELES DIVIDIRAM
SUASCONQUISTAS
COM AS NOSSAS
E UNIRAM NOSSA
VIDA AS DELES
“A PROFISSÃO DE JORNALISTA
CONTINUARÁ AD AETERNUM”
Maria Beatriz de Castro
Cinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.MasCinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.Mas
ocinquentenáriodoUniBHdizmuitosobreaevoluçãodocursodeJornalismo.
Nainstituiçãodesde1984(quandoaindaeraaantigaFafi-BH),oprofessorJoão
Joaquim de Oliveira, o JJ, passou 28 de seus 72 anos lecionando. Aposentado
desde 2012, ele relembra a evolução do curso desde sua criação, há 40 anos.
“Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de“Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de
planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos,planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos,
a Fafi se voltou para a preparação do profissional que iria atuar nas redações.
“A PROFISSÃO DE JORNALISTA
CONTINUARÁ AD AETERNUM”
Maria Beatriz de Castro
João Joaquim de Oliveira
Ex-professor do UniBH
Luan Gonçalves
CinegrafistadaUniBHTVeestudantede
JornalismodoUniBH
Matheus Ferreira
Estudante de Medicina do UniBH
Soraia Junior NevesEstudante de Pedagogia do UniBH
HISTÓRIAS
DA NOSSA HISTÓRIA
O Unibh se orgulha da sua
trajetória, esperamos que
no futuro sua história tam-
bémfaçapartedanossa.No
Unibhvocêviveosmelhores
anos da sua vida.
AREALIZAÇÃO
DEUMSONHO
Alex Moura
Ainda menino, Matheus Ferreira, baiano de Euná-
polis, já pensava em ser médico. “Quero ser cirur-
gião”, dizia. Aos 15 anos, deixou sua cidade natal
para tentar realizar seu sonho. “Apesar de nossa
condição financeira não ser muito boa, minha fa-
míliasemprepriorizouaeducação.Meupaidizque
essa é a única herança que ele poderá me deixar”,
conta o jovem, hoje com 21 anos e estudante de
Medicina no UniBH.
Para concretizar seu sonho, Matheus se valeu de
créditos estudantis ofertados pela instituição, fun-
damentais para superar a barreira financeira, que
pareciaintransponível.“AgradeçoaDeusporessas
facilidades. É raro encontrar um lugar onde você
pode entrar em um curso como o de Medicina e
não pagar um real sequer até o fim da graduação”.
O afinco de Matheus para atingir seus objetivos é
singular.Suarotinadeestudoschegaa12horaspor
dia. Durante a semana ele frequenta as aulas em
dois turnos, e nos finais de semana se dedica aos
estágios, nos quais coloca em prática o conteúdo
aprendido em sala de aula. “Ninguém disse que
seria fácil”, observa o jovem, que ainda tem quatro
semestres pela frente antes da tão sonhada forma-
tura. Mas já sente uma ponta de saudade do lugar
onde viu sua vida mudar. “O acolhimento do Uni-
BH foi decisivo. O espírito é contagiante”.
Marcelo Rodrigues
Vendedordecachorroquente
noCampusAntônioCarlos
HISTÓRIAS
ENTRELAÇADAS
Sarah Nahass
De segunda a sexta, das 18h às 21h. Qual-
quer bom frequentador da rua Diamantina,
onde está instalado um dos campi do UniBH,
conhece ou já ouviu falar do Marcelo. São 17
anos dedicados a vender cachorro quente
na porta da faculdade. Marcelo Rodrigues,
60 anos, tem 3 filhos, e todos eles estuda-
ram e se formaram no Uni. Dois educadores
físicos e uma cientista biológica. “Vim pra
cá no dia 1º de fevereiro de 1997. Muitos
desses alunos eram ainda crianças, inclusi-
ve meus filhos, que se formaram aqui com a
ajuda das minhas vendas,” orgulha-se.
Durante todo este tempo, o círculo de ami-
zades só aumentou. Marcelo acompanhou a
vida acadêmica inteira de muitos alunos. “Vi
gente chegar, terminar o curso, se formar e
fazer pós-graduação. Conheci muita gente
aqui, inclusive o reitor do UniBH, professor
Rivadávia,” conta. Sem dúvida, Marcelo é
um dos personagens mais interessantes que
compõem o cenário do campus. Foram fei-
tas dezenas de entrevistas, reportagens e
trabalhos acadêmicos contando a trajetória
do vendedor e que reafirmam sua importân-
cia para os estudantes e funcionários. Desde
sua chegada aos arredores do UniBH, Mar-
celo viu a sua história e a da instituição se
tornarem uma só.
2014

Capa 50 anos UniBH

  • 1.
    O QUE UNEBH Belo Horizonte, 10 de março de 2014 A HISTÓRIA QUE UNEFundado em 1964, o Centro Universitário de Belo Horizonte é um marco que reúne memórias e histórias. O UniBH comemora 50 anos de sua fundação comabagagemdequemviveuquasemetadedos 116 anos da capital mineira. Desde a sua criação, o UniBH vem se tornando o resultado do encontro de histórias contadas e vividas em Belo Horizonte. Umainstituiçãoerguidaealimentadaportrajetórias distintas e que tem compartilhado, desde o início, dossonhosqueconstroemacidade. Nome destacado do ensino superior no Brasil, o UniBH deu seus primeiros passos nos anos 60 e, de lá para cá, são mais de 120 cursos de graduação e pós-graduação, distribuídos em quatro unidades. Nessascincodécadas,ocrescimentoveiododese- jo mútuo da comunidade e da instituição de fazer cruzarseuscaminhos. É por isso que o UniBH, tão importante na vida da cidadeedeseusmoradores,sopravelinhascertode quesuahistóriaseconfundecomasvidaseasreali- zaçõesdeseusalunos,professoresecolaboradores.BH CONTE SUA HISTÓRIA O Unibh se orgulha em fazer parte dos melhores anos de sua vida, publique sua história em sua timeline no Facebook e envie o link para o endereço: oqueu- nebh.com.br. A sua histó- ria faz parte dos nossos 50 anos de trajetória. OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS 50 anos dedicados ao aprendizado. Olhamos paratrásenosvemosprosperandodesdeospri- meiros anos, os primeiros cursos e os primeiros alunos que nos encheram de vida! Muito se vi- veu por aqui, muitos se modificaram, muitos nos modificaram. Nascido da nossa visão de mundo, e sempre determinado a conter dentro de si um universo cheio de possibilidades, o UniBH tornou-se um centro universitário que se empenha, diariamen- te,aampliarolhareseatransformaromundoem uma sala de aula. Somos hoje uma instituição que cultiva sonhos. Aprendemos que não deve- mos apenas cruzar o caminho das pessoas, mas com elas seguir caminhando. Hoje, unimos perspectivas sobre o futuro e nos vemos tomados pela busca contínua de um mundo melhor, feito de nossas conquistas. Comemoramos cinco décadas do privilégio de fazer parte dos melhores anos da vida de nossos alunos, e sabemos que dividir o sucesso e as re- alizações de tanta gente fez de nós um UniBH orgulhoso de sua história, e que viveu, intensa- mente, 50 anos incríveis! oqueunebh.com.br Material desenvolvido pelos laboratórios DaVinci, do curso de Publicidade e Propaganda; Impressão, do curso de Jornalismo, LEGRA, do curso de Design Gráfico e Multilab, do curso de Produção Multimídia. Fotos: Rodney Costa / Arquivo UniBH
  • 2.
    O QUE UNEBH Belo Horizonte, 10 de março de 2014 O QUE UNE BH Belo Horizonte, 10 de março de 2014 Cinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.Mas ocinquentenáriodoUniBHdizmuitosobreaevoluçãodocursodeJornalismo. Nainstituiçãodesde1984(quandoaindaeraaantigaFafi-BH),oprofessorJoão Joaquim de Oliveira, o JJ, passou 28 de seus 72 anos lecionando. Aposentado desde 2012, ele relembra a evolução do curso desde sua criação, há 40 anos. “Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos, a Fafi se voltou para a preparação do profissional que iria atuar nas redações. Deveríamos oferecer ao mercado mão de obra já apta a trabalhar”, afirma. O aparato do UniBH, com a ampliação de laboratórios e melhor capacitação dos professores, auxiliou na função primária da universidade: oferecer recursos para o crescimento individual de seus professores e alunos. “A instituição deve oferecer meios que fomentem a criatividade de cada um. A criação é um amadurecimento pessoal”, pontua JJ. Ele credita sua experiência docente à parceria com grandes profissionais e enxerga, para os próximos 50 anos,umainstituiçãoqueacompanharáofluxodasnovastecnologiasdeapren- dizagem. “O UniBH soube acompanhar esta rápida evolução das plataformas. Acredito que a profissão de jornalista continuará ad aeternum”. ELEVEIODABAHIA Sarah Nahass Luan Gonçalves, o “Baiano”, nasceu em Eunápolis, sul da Bahia. Chegou a Belo Horizonte no dia 21 de janeiro de 2012, depois de viajar 16 horas de ônibus. Vendeu trufas, pipoca, juntou dinheiro. Sem a famí- lia,partiudacidadenatalcomaintençãodeestudar. Acabou entrando para o curso de jornalismo do UniBH e, desde então, vem construindo uma rela- çãodeprofundaamizadecomaspessoasdolugar. Assim que chegou ao campus, conquistou o res- peito e admiração dos alunos e professores. “No primeiro dia de aula, comecei a vender trufas. Quando me apresentei para a turma, expliquei o que fazia e por que fazia: precisava pagar a men- salidade,” conta. Mas foi por causa de um traba- lho acadêmico que Luan viu as portas do Uni se abrirem por inteiro. Começou como auxiliar na coordenação do curso, tornou-se integrante da UniBH TV e hoje é um dos cinegrafistas do la- boratório de audiovisual. Cantor e compositor, já gravou até um CD em nossos laboratórios. Para ele, os colegas de sala e do trabalho são como uma família. “Por morar longe de casa, o UniBH é tudo o que tenho. Fui acolhido pelas pessoas daqui e sou muito grato por isso.” Não faz planos para o futuro; sua única certeza é que pretende lançar um livro contando a sua história com a ins- tituição onde viu sua vida acontecer. Fundação da Fafi-BH, a primeira escola superior noturna de Belo Horizonte a oferecer cursos na área de educação para atender fundamentalmente alunos trabalhadores. A Fafi–BH foi instituída como expres- são da vocação educacio- nal presente nos sonhos dos 30 professores institui- dores. No dia 10 de março de 2014 celebramos os 50 anos do UniBH. Carta de Valores - uma grande construção coletiva entre professores e cola- boradores administrativos identificando valores que norteiam o jeito de ser UniBH. Diálogo; Respeito; Integri- dade; Meritocracia; Com- prometimento. Consolidando a expansão do UniBH, inauguramos o campus Cristiano Macha- do em um local estratégico , projetado e construído no padrão Anima Educação. Desde a inauguração, a unidade Cristiano Macha- do superou todas as metas de captação e ainda tem um grande potencial de crescimento Inauguração do campus Diamantina; atual Antônio Carlos (1ª sede própria) Inauguração do campus Lourdes (na avenida Ole- gário Maciel) InauguraçãodocampusEstoril Mudança de Faculdade para Centro Universitário quando a instituição ganhou mobilidade e relativa auto- nomia para criar novos cur- sos e ampliar o número de vagas nos cursos existentes Entrada da Anima no Uni- BH trazendo um Projeto Acadêmico Inovador, ar- rojado que potencializou a qualidade acadêmica e trouxe sustentabilidade para a instituição. Acredito que a profissão de jornalista continuará ad aeternum”. 2011 2013 1999 1999 2009 20141964 1994 1998 DOMARASMOÀ EMPOLGAÇÃO Hiago Soares Recostada sobre a poltrona do ônibus e separada da rua por uma janela que enquadrava a paisagem urbana dançando por cima de suas pupilas, Soraia, com os ouvidos ainda a vibrar a melodia confusa do callcenter onde atendia anônimos ensandeci- dos, perguntava-se, enquanto avistava o prédio fincadoaoladodaAv.AntônioCarlos,oqueestu- davam ali os alunos do UniBH. Após o divórcio, cansou-se de só olhar e, num rom- pante, decidiu enxergar. A poltrona do ônibus não podiamaisenvelhecersuasideias.Acuriosidadenão podia mais ser só um borrão pintado no vidro onde adormecia, entediada da rotina do trabalho. Na sala de aula, à vontade em sandálias de salto baixo, ves- tida em jeans e camisetas estampadas, com brincos em forma de flor e cabelos amarelos presos em um coque modesto, Soraia Junior Neves assenta-se na carteiraesedeixacontagiarpelomundo. Hoje, aos 49 anos, ela cursa o quinto período de Pedagogia. Desempregada, recebe ajuda da mãe para pagar o FIES e custear as despesas com os doisfilhos,umameninade13eumrapazde17,que, vez em quando, a acompanham nas aulas de arte. “Com isso, transmito que o ensino é importante e dou exemplo”, orgulha-se. “No UniBH, aprendi a compreendermelhoroserhumano.Aquimesinto completa e esqueço os problemas lá fora”, confes- sa. “O ensino supre a minha alma”. ELES DIVIDIRAM SUASCONQUISTAS COM AS NOSSAS E UNIRAM NOSSA VIDA AS DELES “A PROFISSÃO DE JORNALISTA CONTINUARÁ AD AETERNUM” Maria Beatriz de Castro Cinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.MasCinquentaanospodematéparecerpoucoparaquemseatémanúmeros.Mas ocinquentenáriodoUniBHdizmuitosobreaevoluçãodocursodeJornalismo. Nainstituiçãodesde1984(quandoaindaeraaantigaFafi-BH),oprofessorJoão Joaquim de Oliveira, o JJ, passou 28 de seus 72 anos lecionando. Aposentado desde 2012, ele relembra a evolução do curso desde sua criação, há 40 anos. “Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de“Havia uma redação, um estúdio de rádio e TV, outro de foto e uma sala de planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos,planejamento gráfico. Eram laboratórios acanhados. Com o passar dos anos, a Fafi se voltou para a preparação do profissional que iria atuar nas redações. “A PROFISSÃO DE JORNALISTA CONTINUARÁ AD AETERNUM” Maria Beatriz de Castro João Joaquim de Oliveira Ex-professor do UniBH Luan Gonçalves CinegrafistadaUniBHTVeestudantede JornalismodoUniBH Matheus Ferreira Estudante de Medicina do UniBH Soraia Junior NevesEstudante de Pedagogia do UniBH HISTÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA O Unibh se orgulha da sua trajetória, esperamos que no futuro sua história tam- bémfaçapartedanossa.No Unibhvocêviveosmelhores anos da sua vida. AREALIZAÇÃO DEUMSONHO Alex Moura Ainda menino, Matheus Ferreira, baiano de Euná- polis, já pensava em ser médico. “Quero ser cirur- gião”, dizia. Aos 15 anos, deixou sua cidade natal para tentar realizar seu sonho. “Apesar de nossa condição financeira não ser muito boa, minha fa- míliasemprepriorizouaeducação.Meupaidizque essa é a única herança que ele poderá me deixar”, conta o jovem, hoje com 21 anos e estudante de Medicina no UniBH. Para concretizar seu sonho, Matheus se valeu de créditos estudantis ofertados pela instituição, fun- damentais para superar a barreira financeira, que pareciaintransponível.“AgradeçoaDeusporessas facilidades. É raro encontrar um lugar onde você pode entrar em um curso como o de Medicina e não pagar um real sequer até o fim da graduação”. O afinco de Matheus para atingir seus objetivos é singular.Suarotinadeestudoschegaa12horaspor dia. Durante a semana ele frequenta as aulas em dois turnos, e nos finais de semana se dedica aos estágios, nos quais coloca em prática o conteúdo aprendido em sala de aula. “Ninguém disse que seria fácil”, observa o jovem, que ainda tem quatro semestres pela frente antes da tão sonhada forma- tura. Mas já sente uma ponta de saudade do lugar onde viu sua vida mudar. “O acolhimento do Uni- BH foi decisivo. O espírito é contagiante”. Marcelo Rodrigues Vendedordecachorroquente noCampusAntônioCarlos HISTÓRIAS ENTRELAÇADAS Sarah Nahass De segunda a sexta, das 18h às 21h. Qual- quer bom frequentador da rua Diamantina, onde está instalado um dos campi do UniBH, conhece ou já ouviu falar do Marcelo. São 17 anos dedicados a vender cachorro quente na porta da faculdade. Marcelo Rodrigues, 60 anos, tem 3 filhos, e todos eles estuda- ram e se formaram no Uni. Dois educadores físicos e uma cientista biológica. “Vim pra cá no dia 1º de fevereiro de 1997. Muitos desses alunos eram ainda crianças, inclusi- ve meus filhos, que se formaram aqui com a ajuda das minhas vendas,” orgulha-se. Durante todo este tempo, o círculo de ami- zades só aumentou. Marcelo acompanhou a vida acadêmica inteira de muitos alunos. “Vi gente chegar, terminar o curso, se formar e fazer pós-graduação. Conheci muita gente aqui, inclusive o reitor do UniBH, professor Rivadávia,” conta. Sem dúvida, Marcelo é um dos personagens mais interessantes que compõem o cenário do campus. Foram fei- tas dezenas de entrevistas, reportagens e trabalhos acadêmicos contando a trajetória do vendedor e que reafirmam sua importân- cia para os estudantes e funcionários. Desde sua chegada aos arredores do UniBH, Mar- celo viu a sua história e a da instituição se tornarem uma só. 2014