Duas montagens relacionadas à religião que
surgiram nas redes sociais semana passada
conseguiram se colocar em polos opostos do
bom e do mau gosto. A primeira, feliz, mostra o
ex-presidente Lula - destaque para o prefixo,
ainda que a base aliada faça questão de
recolocá-lo na função constantemente em suas
declarações à imprensa - no hábito vermelho do
papa Bento XVI, aproveitando até os cabelos
brancos do religioso para deixar a foto bem
verossímil.
Logo abaixo, o autor diz que não poderia perder
a piada, faz até um mea culpa, e imagina o
político se candidatando ao cargo vago e seu
surreal discurso: "Não poderia deixar de atender
ao apelo do povo nesse momento. Aceito
substituir o companheiro Bento... Esse será meu
primeiro passo para me candidatar a Deus para
cumprir mais uma profecia que diz que Deus é
brasileiro". Uma referência clara à necessidade
de poder de Lula e à sua política populista.
Ponto para o autor.
Luis Inacius I?

Luis Inacius I?
Não se pode dizer o mesmo para a outra montagem em
que Funérea, personagem de "Fudêncio e seus amigos",
um desenho politicamente incorreto que passava na MTV
(talvez ainda seja transmitido), aparece fazendo o sinal
característico do heavy metal com a mão e acima e
abaixo dela em letras garrafais a sua fala que, ao mesmo
tempo, faz apologia à banda britânica do gênero Iron
Maiden e desdenha o gênero gospel: "Tem gente que
escuta gospel... Eu escuto Iron Maiden".
Em que se pese a importância da banda e, sobretudo, de
seu vocalista que está há muito tempo representando o
grupo nos microfones. Sim, Bruce Dickinson é
considerado por especialistas em rock'n'roll o sétimo
melhor cantor de heavy metal do mundo. Além de ser
historiador, piloto de avião e doutor honoris causa em
música por uma universidade conceituada.
Suas composições, na medida do possível, já que o gênero não permite
muita abertura para isso, bailam por elementos históricos, como em
"Alexander the Great" e "Hallowed Be Thy Name". Dickinson levou o
Maiden ao status de banda mundialmente conhecida com sua
musicalidade inata, como ele mesmo explica no documentário "Esse tal
de rock and roll - heavy metal, ao analisar as notas musicais que usou na
aclamada canção "Run to the Hills".
Reconhecido o mérito do mestre do rock and roll, isso não permite que
os amantes do gênero, por maldade ou vaidade, coloquem o heavy metal
em um pedestal, como se ele fosse uma entidade sublime, intocável,
acima de qualquer outro gênero como o gospel. Graças a Deus, todos
podem optar pelo tipo de som que mais se amolda à personalidade e
serem plenos alimentando o gosto musical que lhes aprazem. E a
sabedoria recomenda respeitar os demais gêneros em uma atitude de
humildade e amadurecimento. Aliás, roqueiros, parem de apontar sua
bazuca de críticas para as outras formas de sonoridade. Saibam
contemplar a melodia das guitarras, baixos, bateria e só - está bom, talvez
valha gritar um "yeah" junto.
Funérea, símbolo de intolerância
Para encerrar, vale a referência à revista "Jornalismo & Cultura" que fala que o
avanço da democracia digital permitiu uma maior democracia social que
transforma a sociedade constantemente por meio das redes sociais e internet. Um
aparte, na maior parte do tempo isso ocorre, mas há esses pedregulhos no meio
da caminho; na verdade, retrocessos, que trazem à tona toda a ignorância do ser
humano e que estragam o esforço democrático da maioria engajada em ter uma
existência plena.
*** Publicado originalmente em 19 de fevereiro de 2013 no link:
http://diosbergue-santos.blogspot.com.br/2013/02/exclua-mediocridade-de-sualinha-do.html

Exclua o preconceito da "timeline" de sua rede social (MAM)

  • 2.
    Duas montagens relacionadasà religião que surgiram nas redes sociais semana passada conseguiram se colocar em polos opostos do bom e do mau gosto. A primeira, feliz, mostra o ex-presidente Lula - destaque para o prefixo, ainda que a base aliada faça questão de recolocá-lo na função constantemente em suas declarações à imprensa - no hábito vermelho do papa Bento XVI, aproveitando até os cabelos brancos do religioso para deixar a foto bem verossímil.
  • 3.
    Logo abaixo, oautor diz que não poderia perder a piada, faz até um mea culpa, e imagina o político se candidatando ao cargo vago e seu surreal discurso: "Não poderia deixar de atender ao apelo do povo nesse momento. Aceito substituir o companheiro Bento... Esse será meu primeiro passo para me candidatar a Deus para cumprir mais uma profecia que diz que Deus é brasileiro". Uma referência clara à necessidade de poder de Lula e à sua política populista. Ponto para o autor.
  • 4.
  • 5.
    Não se podedizer o mesmo para a outra montagem em que Funérea, personagem de "Fudêncio e seus amigos", um desenho politicamente incorreto que passava na MTV (talvez ainda seja transmitido), aparece fazendo o sinal característico do heavy metal com a mão e acima e abaixo dela em letras garrafais a sua fala que, ao mesmo tempo, faz apologia à banda britânica do gênero Iron Maiden e desdenha o gênero gospel: "Tem gente que escuta gospel... Eu escuto Iron Maiden". Em que se pese a importância da banda e, sobretudo, de seu vocalista que está há muito tempo representando o grupo nos microfones. Sim, Bruce Dickinson é considerado por especialistas em rock'n'roll o sétimo melhor cantor de heavy metal do mundo. Além de ser historiador, piloto de avião e doutor honoris causa em música por uma universidade conceituada.
  • 6.
    Suas composições, namedida do possível, já que o gênero não permite muita abertura para isso, bailam por elementos históricos, como em "Alexander the Great" e "Hallowed Be Thy Name". Dickinson levou o Maiden ao status de banda mundialmente conhecida com sua musicalidade inata, como ele mesmo explica no documentário "Esse tal de rock and roll - heavy metal, ao analisar as notas musicais que usou na aclamada canção "Run to the Hills". Reconhecido o mérito do mestre do rock and roll, isso não permite que os amantes do gênero, por maldade ou vaidade, coloquem o heavy metal em um pedestal, como se ele fosse uma entidade sublime, intocável, acima de qualquer outro gênero como o gospel. Graças a Deus, todos podem optar pelo tipo de som que mais se amolda à personalidade e serem plenos alimentando o gosto musical que lhes aprazem. E a sabedoria recomenda respeitar os demais gêneros em uma atitude de humildade e amadurecimento. Aliás, roqueiros, parem de apontar sua bazuca de críticas para as outras formas de sonoridade. Saibam contemplar a melodia das guitarras, baixos, bateria e só - está bom, talvez valha gritar um "yeah" junto.
  • 7.
    Funérea, símbolo deintolerância Para encerrar, vale a referência à revista "Jornalismo & Cultura" que fala que o avanço da democracia digital permitiu uma maior democracia social que transforma a sociedade constantemente por meio das redes sociais e internet. Um aparte, na maior parte do tempo isso ocorre, mas há esses pedregulhos no meio da caminho; na verdade, retrocessos, que trazem à tona toda a ignorância do ser humano e que estragam o esforço democrático da maioria engajada em ter uma existência plena. *** Publicado originalmente em 19 de fevereiro de 2013 no link: http://diosbergue-santos.blogspot.com.br/2013/02/exclua-mediocridade-de-sualinha-do.html