Mecanismos de Endurecimento
Revisão Geral
Discente
Marco Aurélio Rosa Jimenes
Orientador
Dr. Ana Sofia Clímaco Monteiro D`Oliveira
• Graduação em Engenharia de Materiais com foco em ligas metálicas
• Mestrado com temática em Engenharia de Superfícies
Orientação de prof. Ana Sofia Clímaco de Oliveira
• Atualmente: Pesquisa e Desenvolvimento
• Anteriormente:
• Experiência Profissional
• Experiência Profissional
Sumário
1. Introdução – Plasticidade = Discordâncias
2. Mecanismo: Encruamento
3. Mecanismo: Solução Sólida
4. Mecanismo: Precipitação
5. Mecanismo: Refinamento de Grãos
6. Mecanismo: Transformação Martensítica
7. Resumo geral e considerações
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1. Introdução
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Introdução
Discordâncias = Plasticidade
6
Introdução
Discordâncias = Plasticidade
6
Plasticidade, discordâncias e endurecimento
• Os mecanismos de endurecimento impedem
as discordâncias de avançar no material;
• Quando deformamos um metal
plasticamente, discordâncias são criadas e
também se movem pela estrutura cristalina;
• Deformação plástica é permanente! O
escorregamento da discordância é
irreversível;
• As discordâncias criam campos de tensões
nas suas pontas ao se formarem.
Introdução
Discordâncias = Plasticidade
6
Introdução
6
DISCORDÂNCIAS EM
MOVIMENTO ->
2. Encruamento
5
Encruamento
6
Encruamento, mecanismos
• Campos de tensões são gerados pelas
discordâncias criadas no material;
• Campos de tensões dificultam discordâncias
de se propagar;
• Quanto mais discordâncias há, maior a energia
requerida para propagar estas, pois as que já
estão ali as atrapalham;
• Quanto mais se deforma plasticamente um
metal, mais energia é requerida para deformá-
lo ainda mais.
• Encruamento!
Encruamento
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Encruamento = Discordâncias
interagindo entre si
• O encruamento aumenta a tensão
necessária para deformação;
• Também diminui a tenacidade do
material.
Encruamento
6
Encruamento
6
Qual o motivo de respostas tão diferentes?
• Diferentes materiais respondem
diferentemente ao mesmo porcentual de
trabalho á frio;
• Isto devido ao fato que diferentes estruturas
cristalinas permitem movimentos diferentes
das discordâncias, com mais ou menos
facilidade; (pesquisar planos de
deslizamento!)
• Comportamento medido pelo coeficiente de
encruamento.
Encruamento
6
Encruamento
6
3. Solução sólida
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Endurecimento por solução sólida
6
Solução Sólida, mecanismos
• Átomos de diferentes tamanhos não se
acomodam perfeitamente na estrutura
cristalina;
• A diferença de tamanho gera um campo
de tensões;
• Este campo de tensões interage com a
discordância, atrapalhando o movimento
dela;
• Endurecimento por solução sólida.
Endurecimento por solução sólida
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Endurecimento por solução sólida
6
Endurecimento por solução sólida
6
Efeitos: Liga de Cu-Ni
6
Efeitos: Liga de Cu-Ni
6
4. Precipitação
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Endurecimento por Precipitação
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O que é precipitação?
• Quando há um limite de solubilidade,
existe uma quantidade máxima do
elemento A que o elemento B aceita em
sua microestrutura;
• Este limite varia com a temperatura;
• Caso este limite seja ultrapassado, o
elemento A é expulso, formando uma
nova fase separada do B.
Endurecimento por Precipitação
6
Limite de solubilidade
Tipos de precipitados
Endurecimento por Precipitação
6
Mecanismos
• Os precipitados formados impedem as
discordâncias de avançar;
• A eficiência deste mecanismo depende
do tipo de ligação do precipitado com a
matriz;
• Também depende do tamanho e
distribuição dos precipitados;
• Endurecimento por precipitação.
Endurecimento por Precipitação
6
Endurecimento por Precipitação
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Endurecimento por Precipitação
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• Existem diversos tipos de precipitados!
5. Refinamento de grãos
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Refinamento de grãos
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Mecanismo de endurecimento
• O contorno do grão é uma barreira para as
discordâncias;
• Discordâncias se acumulam no contorno de
grão conforme se deforma o material;
• Quanto menor o tamanho de grão médio,
maior o número de contornos presentes no
caminho da discordância;
• Tamanho de grão menor gera
endurecimento.
Refinamento de grãos
6
Acúmulo e absorção
de discordâncias ->
Refinamento de grãos
6
Mecanismo de endurecimento
• O contorno do grão pode absorver,
transmitir ou “prender” o movimento da
discordância;
• A relação do tamanho médio de grão com
as propriedades mecânicas é bem
conhecida: chamada de relação de Hall-
Petch.
• É importante notar que o refino de grão não
diminui significativamente a tenacidade do
material.
Refinamento de grãos
6
6. Transformação Martensítica
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Transformação martensítica
6
Mecanismo de endurecimento
• Apesar de existir em outras classes de metais, é
predominantemente utilizada em escala industrial
para o aço;
• Trata-se de uma mudança de fase repentina, sem
difusão, que causa distorções na estrutura
cristalina;
• As distorções acontecem em formatos específicos,
que impedem a propagação de discordâncias;
• Alcançada com resfriamento muito rápido á partir
da austenita, chamado de têmpera;
Transformação martensítica
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Transformação martensítica
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Transformação martensítica
6
Mecanismo de endurecimento
• Aumenta muito a dureza do aço, porém
reduz sua tenacidade consideravelmente;
• Para aumentar a tenacidade e tornar o
aço mais útil, normalmente é realizado
revenimento após a têmpera;
• As distorções acontecem em formatos
específicos, que impedem a propagação
de discordâncias;
Transformação martensítica
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Revenimento
• Diferente dos outros mecanismos, é
possível ajustar com precisão as
propriedades do aço ajustando o
processo de revenimento;
• É possível prever as propriedades do aço
de acordo com a temperatura de
revenido utilizada;
7. Resumo Geral e Considerações
5
Mecanismos de endurecimento
6
• Apesar de termos observado diversos
mecanismos separadamente, estes
muitas vezes acontecem
simultaneamente nos materiais;
• É importante lembrar que endurecimento
não é a única propriedade desejável,
tenacidade também é importante;
• Esta é uma revisão, cada um destes
mecanismos possui detalhes e
pormenores que não abordamos!
Agradecimentos
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Prof Siqueira!

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