PRIMEIRA ETAPA: Leitura do texto de apoio.
Você sabia que a Política de Comunicação é a base do Plano de Comunicação? Isso mesmo. Por exemplo, se uma empresa deseja criar ações de mídias sociais, isso deve estar previsto na política.
No entanto, no contexto organizacional brasileiro esta não é uma prática efetiva. A política de comunicação é algo realmente raro nas empresas brasileiras. Imagina fazer gestão da comunicação integrada, processos e projetos sem ela!
Ainda assim, muitas vezes, as empresas confundem essa política com um conjunto de frases bonitas e planilha de ações (plano tático). De fato, ela vai muito além, compreende um conjunto de diretrizes e processos para guiar a relação de uma empresa com seus stakeholders. Portanto, precisamos entender o processo de comunicação como um todo e não pensar somente em procedimentos, mas na política de comunicação integrada, de forma sistêmica.
Manter a coerência entre discurso e prática, agir de acordo com a missão organizacional e seguir os princípios corporativos são algumas formas de a empresa manter a reputação favorável no mercado.
Nesse sentido, para se comunicar de forma plena, a empresa precisa encarar a comunicação em uma perspectiva mais integrada. Mais que uma articulação de esforços, a política de comunicação integrada é uma filosofia que guia o cotidiano e todos os planos (de comunicação, marketing, relacionamento digital e com a imprensa).
É na política de comunicação que pontos estratégicos serão detalhados, como posicionamento, relacionamento com imprensa, formadores de opinião e influenciadores, gerenciamento da marca em momentos de crise, mapeamento de riscos, planejamento e estratégia de comunicação digital, ações de marketing etc.
Entretanto, é importante destacar que é na hora da criação da política que muita gente confunde os dois conceitos: plano de comunicação e política de comunicação, por isso, é preciso diferenciá-los e saber quem vem antes.
De forma específica, a política de comunicação é a base do plano de comunicação, definindo públicos estratégicos, propostas, diretrizes, processos, fluxos e ações e, isso é consolidado no formato de um plano, com acompanhamento e mensuração de resultados.
O plano, portanto, ajuda a implementar a política de comunicação na organização, provendo diretrizes, produtos, iniciativas e processos. “Se quisermos criar uma ação de mídias sociais, isso deve estar previsto na política, ou seja, quais são os pontos importantes de ancoragem. A base de respaldo do plano de comunicação é a política de comunicação e isso é raro nas organizações brasileiras”, destaca Bueno.
Para dar certo, a política de comunicação precisa ser um processo participativo, de diálogo com os diversos públicos da instituição, ou seja, stakeholders e obviamente, a liderança e alta gestão. Mas é preciso cuidado: não adianta ter um plano integrado de comunicação que desconsidera a estratégia no cotidiano, pessoas, processos e os fluxos na rotina.
Assim sendo, a