Desde 2013, a qualidade e o acesso aos
transportes públicos estão na pauta de
lutas dos trabalhadores e da juventude.
E com razão! Andar de transporte
público nas grandes cidades é uma
batalha e as tarifas são extremamente
caras.
No começo de 2015, passamos por um
período de mobilização contra o
aumento das tarifas para 3,50.
Milhares de pessoas foram às ruas, em
todos os cantos do país, lutar contra
essa medida descabida.
Em SP, não foi diferente, eram milhares
de pessoas incluindo sindicatos,
movimentos populares, organizações
políticas e estudantis.
Nós, da ANEL, estávamos lá. Passados
alguns poucos atos, foi possível perce-
ber um desaparecimento das bandeiras
e dos militantes da UNE. Nós
perguntávamos: ONDE ESTÁ A UNE?
Chegou aos nossos ouvidos
que a direção da UNE tinha
se reunido com o prefeito
Haddad. Para nossa
surpresa, chegado o mês de
abril, foi comunicado aos
estudantes que seus bilhetes
únicos seriam mudados,
passando a se unificarem
com as carterinhas da UNE
(que são mais caras!), sendo
somete possível carregar
as cotas estudantis nessas
novas carterinhas. A partir
desse comunicado, foi pos-
sível entender porque a UNE
sumiu dos atos. Em
troca desse monopólio, a
UNE abdicou da luta. E a
pergunta que ficou no ar foi:
o que é mais
importante nosso direi-
to a meia passagem ou a
emissão de carterinhas?
Para a direção da UNE ficou
claro que as carterinhas.
A UNE vende o nosso di-
reito em troca de dinheiro
para entidade. Diante da
necessidade de organizar os
estudantes, a ANEL surge
como uma alternativa, com
o objetivo de unificar as
diferentes lutas do Brasil.
SEM CARTERINHA DA UNE, SEM MEIA TARIFA!

A pag1-8 - frente

  • 1.
    Desde 2013, aqualidade e o acesso aos transportes públicos estão na pauta de lutas dos trabalhadores e da juventude. E com razão! Andar de transporte público nas grandes cidades é uma batalha e as tarifas são extremamente caras. No começo de 2015, passamos por um período de mobilização contra o aumento das tarifas para 3,50. Milhares de pessoas foram às ruas, em todos os cantos do país, lutar contra essa medida descabida. Em SP, não foi diferente, eram milhares de pessoas incluindo sindicatos, movimentos populares, organizações políticas e estudantis. Nós, da ANEL, estávamos lá. Passados alguns poucos atos, foi possível perce- ber um desaparecimento das bandeiras e dos militantes da UNE. Nós perguntávamos: ONDE ESTÁ A UNE? Chegou aos nossos ouvidos que a direção da UNE tinha se reunido com o prefeito Haddad. Para nossa surpresa, chegado o mês de abril, foi comunicado aos estudantes que seus bilhetes únicos seriam mudados, passando a se unificarem com as carterinhas da UNE (que são mais caras!), sendo somete possível carregar as cotas estudantis nessas novas carterinhas. A partir desse comunicado, foi pos- sível entender porque a UNE sumiu dos atos. Em troca desse monopólio, a UNE abdicou da luta. E a pergunta que ficou no ar foi: o que é mais importante nosso direi- to a meia passagem ou a emissão de carterinhas? Para a direção da UNE ficou claro que as carterinhas. A UNE vende o nosso di- reito em troca de dinheiro para entidade. Diante da necessidade de organizar os estudantes, a ANEL surge como uma alternativa, com o objetivo de unificar as diferentes lutas do Brasil. SEM CARTERINHA DA UNE, SEM MEIA TARIFA!